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“Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dEle” (v.17).
Como “apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus” (v.1), Paulo assumiu a responsabilidade de pastorear as igrejas do Senhor e o fazia com diligência. Quer presente, quer ausente, suas palavras ecoavam no coração dos crentes através de suas cartas, e com fervente prece, intercedia por seus irmãos. Este primeiro capítulo da epístola de Paulo aos efésios destaca a maravilhosa obra da redenção que o Senhor “nos concedeu gratuitamente no Amado” (v.6). Escolhidos “para sermos santos e irrepreensíveis perante Ele” (v.4), esta carta também é destinada para “quantos o Senhor, nosso Deus, chamar” (At 2:39).
Ao apresentar a Cristo como o Autor da nossa redenção, a Revelação desvenda diante de nossos olhos o mistério da vontade de Deus para todos os que O invocam. Em que, “na plenitude dos tempos” (v.10), o Senhor cumpriu a Sua promessa enviando Jesus ao mundo, a fim de nos salvar e “de sermos para louvor da Sua glória” (v.12). Mas após a Sua ascensão, Ele não nos deixou órfãos. Pois, depois que ouvimos e cremos na “palavra da verdade, o evangelho da [nossa] salvação”, fomos “selados com o Santo Espírito da promessa” (v.13), “até ao [nosso definitivo] resgate” (v.14).
Até lá, Paulo nos exorta a esperarmos em Cristo (v.12), sendo sempre agradecidos e ativos segundo a sabedoria e o conhecimento que Deus liberalmente nos oferece. O conhecimento das Escrituras abrem “os olhos do [nosso] coração” (v.18), para compreendermos as verdades nelas contidas. Estamos, à cada dia, através do estudo da Bíblia, permitindo que o Espírito Santo cure a nossa cegueira com o colírio de Cristo (Ap 3:18). Em 1920, ensinando alguns jovens adventistas para assumirem o ministério, Yan Yanovich Wilson falou o seguinte:
“Vocês precisam conhecer a Palavra de Deus… Não é simplesmente saber sobre ela, mas conhecê-la. Vocês só se tornarão ministros eficazes se tiverem uma fé bem fundamentada… Desafio vocês a conhecerem cada capítulo deste Livro” (CPB, Ainda que Caiam os Céus, p. 45).
Percebam que a ideia do estudo de um capítulo da Bíblia por dia não é algo novo.
Cristo mesmo disse: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de Mim” (Jo 5:39). Estas palavras de Jesus foram dirigidas especialmente aos líderes religiosos que conheciam a letra da Lei, mas não a conheciam por vivência, pois que “o cumprimento da lei é o amor” (Rm 13:10). O amor revelado através da Pessoa de Cristo deve ser a mola propulsora de nossa vida. Somente uma experiência pessoal diária com Ele, através do exame das Escrituras e da oração, pode nos tornar Suas testemunhas. Não é simplesmente saber as histórias da Bíblia, mas conhecer o pano de fundo que cada uma delas oferece para termos um conhecimento prático de Deus.
Amados, “toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2Tm 3:16). Deus deseja realizar em nós a Sua perfeita obra, e, para isso, precisamos simplesmente nos submeter ao governo do Espírito Santo, que nos encherá de Cristo, Aquele “que a tudo enche em todas as coisas” (v.23). Quando a graça de Jesus é suficiente na vida e o cristão descobre a “pérola de grande valor, vende tudo o que possui e a compra” (Mt 13:46). Não é uma questão de obras, mas de entrega. Que a nossa fé e esperança estejam sempre firmes sobre o sólido fundamento das Sagradas Letras, pois são elas mesmas que testificam do Amado de nossa alma!
Bom dia, salvos pela maravilhosa graça de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Efésios1 #RPSP
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“Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo” (v.14).
Eu conheci o evangelho quando tinha doze anos de idade. E mesmo criança, manifestava grande interesse em conhecer as Escrituras. O tempo foi passando, até que fui batizada aos dezesseis anos, junto com minha família. A partir de então, sem perceber, aquela menina tão interessada em conhecer mais a Bíblia, foi perdendo o interesse, apesar de revelar uma imagem cristã e “certinha”. E, pouco a pouco, os prazeres deste mundo começaram a me encantar, dando início a uma grande batalha. Meu coração estava dividido, mas nunca deixei de sentir a forte mão do Senhor me sustentando e me dizendo: “Eu não vou desistir de você!”
Pequei contra o meu Deus, fazendo coisas das quais me arrependo no pó e na cinza. Mas o Espírito Santo colocou em meu caminho servos e servas de Deus que fizeram toda a diferença em minha vida. Pessoas que, “com espírito de brandura” (v.1), me corrigiram, me aconselharam e me ajudaram a carregar minhas pesadas cargas.
Parece haver contradição entre os versos dois e cinco. No entanto, há total coerência quando conhecemos o contexto, como bem destaca Warren W. Wiersbe:
“Não há contradição alguma entre Gálatas 6:2 e 5, pois são usados dois termos gregos diferentes, o primeiro traduzido por cargas e o segundo, por fardo. Em Gálatas 6:2 a palavra significa ‘uma carga pesada’, enquanto em Gálatas 6:5 descreve a ‘mochila de um soldado’. Devemos ajudar uns aos outros a carregar os grandes pesos da vida, mas há certas responsabilidades pessoais que cada um deve carregar sozinho. ‘Cada soldado deve levar sua própria mochila'” (Warren W. Wiersbe, Comentário Bíblico Expositivo, Novo Testamento 1, p. 945).
Deus enviou irmãos que me ajudaram com minhas cargas, mas também me ensinou que preciso carregar minha “própria mochila”. Como mãe, esposa e serva de Cristo, tenho responsabilidades que não posso e não devo atribuir a terceiros. Ninguém constrói um edifício sozinho, é um trabalho em equipe. Cada um, porém, deve desempenhar o seu papel para que o objetivo comum seja alcançado. Da mesma forma, fazemos parte do corpo de Cristo. Se um membro deste corpo está sofrendo, todo o corpo deve sentir e procurar um meio de lhe “fazer o bem” (v.9). “Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” (v.10). Mas cada um de nós também precisa tomar parte no serviço, vigiando e orando, a fim de preencher nossa “mochila” com o fruto do Espírito Santo.
Com “letras grandes” (v.11), Paulo escreveu estas verdades a fim de que, não somente os gálatas, mas os cristãos de todas as épocas não se deixem levar por ensinos que corrompem o puro evangelho de Cristo. A fim de não serem perseguidos, foi que os afamados religiosos estavam introduzindo no meio da igreja primitiva exigências infundadas. Exigiam a circuncisão como uma marca de fidelidade, quando, na realidade, não passava de uma marca de covardia. Era mais fácil assemelhar-se aos judeus, do que ter de enfrentar a sua oposição. O “ser nova criatura” (v.15) era trocado por ser circuncidado ou não. Eis o grande erro dos legalistas: sustentar a fé em terreno arenoso.
Cristo declarou: “Todo aquele, pois, que ouve estas Minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha” (Mt 7:24). É andar e viver no Espírito. É não somente ouvir, mas praticar a palavra (Tg 1:22), fazendo “o bem a todos” (v.10). Não é levar sobre si as marcas do prestígio e da exaltação própria, mas “as marcas de Jesus” (v.17). Marcas que revelam a identidade que o Espírito Santo concede a todo aquele que invoca o nome do Senhor: “o ser nova criatura” (v.15). Paulo mesmo afirmou: “E a pedra é Cristo” (1Co 10:4). Sobre este firme fundamento, como “Israel de Deus”, andemos “de conformidade com esta regra” (v.16).
“A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja, irmãos, com o vosso espírito. Amém!” (v.18).
Bom dia, novas criaturas em Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gálatas6 #RPSP
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“Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (v.25).
Lendo o livro “Ainda que caiam os céus” (www.cpb.com.br), o autor conta a história de sua vida, de sua família e de irmãos em Cristo que sofreram os terríveis resultados do regime soviético. Em meio à fome, violência, repressão e descaso, os filhos de Deus eram contados com os criminosos. Mas ainda que em face de tantas tribulações, seus testemunhos deixaram um legado de elevada importância e que nos relembram um fato incontestável: o nosso lar não é aqui. Presos como animais, separados de suas famílias e constantemente a mercê de homens opressores e frios, as palavras que deixaram registradas na história revelam a fé, o amor e a alegria dos que são “guiados pelo Espírito” (v.18).
A tônica deste capítulo parece apresentar um novo discurso, quando, na verdade, Paulo apresenta um segundo problema. Primeiro, os gálatas foram severamente advertidos quanto ao legalismo. Então, mediante o espírito crítico que contaminava as igrejas, surgiu outro problema: o liberalismo. Ora, se a lei não salva, então posso ser de Jesus enquanto faço o que quero, julgavam alguns. Foi este tipo de pensamento que Paulo procurou corrigir a partir do versículo treze, quando disse: “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor”
Nos campos de concentração, nas prisões e nos campos de trabalhos forçados, muitos de nossos irmãos encontraram a oportunidade de serem a última esperança àqueles que pereciam. Proibidos de ter consigo uma Bíblia, percebiam a atuação do Espírito Santo lembrando-lhes de textos que com dedicação e oração haviam estudado. Sua fé era fortalecida cada vez que eram levados a contemplar as cenas da crucifixão. O “escândalo da cruz” (v.11) era-lhes melhor compreendido e de suas faces irradiava a alegria de quem foi salvo por tão grande amor. Eles poderiam simplesmente ter negado a sua fé, colaborando com o regime socialista ou concordando em transgredir os mandamentos de Deus, mas a liberdade que tinham em Cristo não poderia jamais ser privada por cadeias ou provações. E diante de inquiridores agressivos, blasfemos e lascivos, davam graças a Deus por estarem do lado perseguido.
“A fé que atua pelo amor” (v.6) promove transformação. Geralmente, são mudanças imperceptíveis àqueles que as experimentam, mas, diante de outros, notoriamente percebidas. Paulatinamente, o Espírito Santo vai atuando naqueles que por Ele são guiados, de forma que “as obras da carne” (v.19) desaparecem para dar lugar ao “fruto do Espírito” (v.22). Notem que as obras da carne estão no plural, enquanto o fruto do Espírito, no singular. Há uma razão para isso. Tiago escreveu o seguinte: “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos” (Tg 2:10). Ou seja, da lista de quinze pecados destacados por Paulo, se eu cometo apenas um, é como se praticasse todos, e “não herdarão o reino dos céus os que tais coisas praticam” (v.21). Já a atuação do Espírito Santo na vida do cristão converso, produz um único fruto cujas virtudes andam juntas, sendo pouco a pouco aperfeiçoadas, como está escrito: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv 4:18).
Diante de Deus, não existem argumentos para a desobediência, posto que a obediência é a fé operante, “a fé que atua pelo amor” (v.6): Amor a Deus e ao próximo (v.14), assim como nossos irmãos que escolheram não fazer a sua própria vontade (v.17), mas, por amor a Deus e à Sua Palavra, e por amor àqueles que pereciam no engano, colocaram em risco a própria vida e de suas famílias para pregar o evangelho. Todas as vezes que “vos mordeis e devorais uns aos outros” (v.15), “provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros” (v.26), estão assumindo o posto de agentes satânicos.
Não poderemos jamais nos assemelhar àqueles mártires e nem alcançar perante Deus os mesmos privilégios que os aguarda na eternidade, se formos legalistas ou liberais. Mas “se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (v.25). Se o Espírito Santo habita em nós, que nossas palavras e ações sejam uma manifestação deste milagre. Então, quando formos severamente provados e diante de nós estiver o “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn 12:1), nossa fé será confirmada, nossos ombros fortalecidos e nosso coração, animado, na certeza de que estamos chegando em Casa.
Bom dia, “guiados pelo Espírito” (v.18)!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gálatas5 #RPSP
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“De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus” (v.7).
O Novo Testamento nada mais é do que a continuação do Antigo. Ignore o antigo testemunho, então o novo não poderá ser compreendido com clareza. Desde o Éden, Deus nos deixou mensagens que devem ser examinadas com diligência e oração. A fim de conservar o homem no caminho direito, o Senhor não poupou introduzir em Sua Palavra as consequências desastrosas da desobediência. Mas também deu especial destaque àqueles que, por sua fidelidade e integridade, tornaram-se exemplos inquestionáveis de que “Bem-aventurado é o homem que teme ao Senhor e se compraz nos Seus mandamentos” (Sl 112:1).
Ao chamar Abraão para dar início à descendência em que a promessa messiânica se cumpriria, o Senhor lhe prometeu um filho, o filho da promessa. Entretanto, a demora fez com que Abraão cedesse ao insistente pedido de Sara, gerando em Hagar, a escrava egípcia, um filho que não correspondia à promessa de Deus. A impaciência gerou frustração e consequências desastrosas e inevitáveis. Mas foi através de Isaque que o Senhor confirmou a Sua aliança e multiplicou o Seu povo. Israel tornou-se o povo que representava o Deus vivo na Terra e, “sob a lei” (v.5), deveria ser testemunha ao mundo de que Deus certamente enviaria “Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16). No entanto, na “plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” (v.4), como prometera, e a nação estava tão ocupada em observar “dias, e meses, e tempos, e anos” (v.10), que não reconheceram em Cristo o cumprimento da profecia.
Ao entregar a Sua vida naquele madeiro, “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29), encerrou toda a lei cerimonial. Não era mais necessário guardar os dias de festas e os rituais de sacrifícios, pois que todos eles apontavam para o plano da salvação em Cristo. Quando Jesus expirou na cruz, “o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo” (Mt 27:51), simbolizando a vitória do perfeito plano divino. Por meio do sacrifício de Cristo, temos livre acesso ao Santíssimo, onde está o trono de Deus. Perante o Pai, reconhecendo que a intercessão dAquele que “saiu vencendo para vencer” (Ap 6:2) é suficiente para nos salvar, devemos depositar o nosso coração a fim de que “o Espírito de Seu Filho” (v.6) realize em nós a Sua boa obra.
Eis o que Paulo estava exortando aos gálatas e o que o Senhor nos pede todos os dias: “Dá-Me, filho Meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos Meus caminhos” (Pv 23:26). “Mas agora que conheceis a Deus ou, antes, sendo conhecidos por Deus” (v.9), procederemos como uma classe de escribas e fariseus atuais? Entregue o seu coração a Deus sem reservas e você verá se Ele não vai abrir os seus olhos para compreender com clareza toda a Escritura. Paulo revelou aos gálatas verdades tão absolutas e plenas, que eles teriam “arrancado os próprios olhos” (v.15) por amor a ele. Jesus mesmo afirmou: “e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8:32). O pecado revelado na lei nos escraviza, mas a verdade revelada em Cristo nos liberta.
Estude a vida de Paulo e você verá que, em momento algum, ele desobedeceu aos dez mandamentos. Mas também, em nenhuma de suas palavras inspiradas, você encontrará uma única citação que se refira à lei como um meio de salvação. Abraão obedeceu porque ele era livre. Ele poderia ter se recusado a obedecer, mas escolheu ser obediente porque amava a Deus. Paulo e os demais apóstolos poderiam ter se recusado a pregar o evangelho em tão terríveis condições, mas escolheram obedecer à voz de Deus porque, antes de tudo, O amavam. Se amamos a Deus, igualmente, “somos filhos não da escrava, e sim da livre” (v.31), e Lhe seremos obedientes porque escolhemos amá-Lo.
“Tornei-me, porventura, [vossa inimiga], por vos dizer a verdade?” (v.16).
Bom dia, livres em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gálatas4 #RPSP
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“E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (v.29).
Não há nada mais nocivo à vida espiritual do que depositar a confiança em nossa própria justiça. Torna-se quase que um caminho sem volta. O apóstolo Paulo abriu este capítulo declarando: “Ó gálatas insensatos!” (v.1). Forte, não é mesmo? Mas, necessário. Ao receberem o evangelho de Cristo, eles também haviam recebido o Espírito Santo, e isto, apenas crendo, sem que precisassem se valer de qualquer obra humana. Mediante a influência de alguns, porém, as igrejas da Galácia estavam sendo minadas pela doutrina da justificação por obras, o que descaracteriza totalmente a justificação pela fé.
Ao destacar a experiência de Abraão, Paulo lhes mostrou que a referência dada pelo Antigo Testamento ao descendente abraâmico não se tratava de Isaque, mas do próprio Cristo (v.16). Isaque foi um tipo que apontava para o antítipo. E Abraão um tipo que, representando Deus Pai, nele seriam “abençoados todos os povos” (v.8.), o que deixa claro a paternidade de Deus quanto à toda a humanidade. Quando o pecado entrou no mundo através de Adão e Eva, Seus primeiros filhos terrenos, através da desobediência, Deus deixou a seguinte promessa: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3:15).
Em profecia, mulher significa igreja. Ou seja, Satanás ficaria irado contra o povo de Deus e colocaria muitos povos contra o descendente da mulher, que é Cristo. Mas a cruz, que o inimigo pensava ser uma vitória, foi a sua eterna derrota. Satanás apenas lhe causou uma ferida no calcanhar, enquanto Jesus esmagou a cabeça da “antiga serpente, que se chama diabo e Satanás”, de uma vez por todas (Ap 12:9). Por isso que Paulo estava tão perplexo diante da insensatez dos gálatas. A exata compreensão acerca do plano da redenção deveria ser suficiente para que não fossem enredados pelas mesmas teorias que dantes acreditavam.
Se o pecado entrou no mundo pela desobediência, certamente deveria ser eliminado pela obediência, mas não mais do homem, pois este já estava sob a “maldição da lei” (v.13). E que maldição é esta? É o resultado da transgressão da lei. O Senhor declara: “Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando o Senhor, teu Deus, dando ouvidos à Sua voz e apegando-te a Ele; pois disto depende a tua vida e a tua longevidade; para que habites na terra que o Senhor, sob juramento, prometeu dar a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó” (Dt 30:19-20). Cristo Se fez maldição por nós quando, sem pecado, Se entregou para morrer em nosso lugar. A Sua perfeita obediência pagou o preço de nosso resgate.
Nas palavras anteriores dadas por Deus a Moisés, nos é apresentado o caminho para a Canaã celestial. Percebam:
1. Amar a Deus;
2. Dar ouvidos à Sua voz;
3. Apegar-se a Ele.
Esses três resultam em vida em abundância na Terra que o Senhor há de nos dar. Se amarmos a Deus, daremos ouvidos à Sua voz e O buscaremos cada dia mais, experimentando a Sua “boa, agradável e perfeita vontade” (Rm 12:2). “É, porventura, a lei contrária às promessas de Deus? De modo nenhum!” (v.21). Ela só não gera salvação, como alguns afirmavam nas igrejas dos gálatas. Mas, em contrapartida, a salvação gera obediência, como foi com Abraão, que creu e foi tão obediente a ponto de levar seu filho para ser sacrificado. No monte Moriá foi ilustrado que as obras humanas nunca poderão ser suficientes, mas o sacrifício do Filho unigênito do Pai, este sim, foi suficiente e perfeito.
Portanto, “não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (v.28). Todos fomos comprados pelo mesmo preço. Satanás procura de todas as formas confundir o homem e torná-lo refém de teorias que nada tem a ver com o “Assim diz o Senhor”, e ele usa a própria Bíblia para nos confundir, assim como tentou fazer com Jesus no deserto (Mt 4). O originador da desobediência, no entanto, não pode enganar aqueles que amam a Deus, que obedecem à Sua voz e que perseveram em apegar-se a Ele. Sou herdeira de uma promessa irrevogável e busco vivê-la pela fé nAquele que me resgatou e me salvou de mim mesma. E você? “Se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (v.29). Apenas creia!
Bom dia, justificados pela fé em Cristo!
Rosana Garcia Barros
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“Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim…” (v.20)
De todas as palavras de Paulo, essas, certamente, são as mais significativas para mim. A experiência pessoal do apóstolo com Cristo não ficou limitada à estrada de Damasco, mas era vivenciada todos os dias. Ele não usava de subterfúgios para afirmar sua fé. Paulo falava com a alma. Todo o seu ser estava entregue aos cuidados de Quem confiara o depósito de sua existência. Buscando “viver para Deus” (v.19), sua fidelidade não dependia das circunstâncias, mas, independente das mesmas, dava glórias ao Senhor pela oportunidade de servi-Lo.
Conhecido como apóstolo dos gentios, seu chamado foi específico e notoriamente polêmico. Em momento algum Paulo desprezou ou declarou nula a lei de Deus, mas procurou colocá-la em seu devido lugar de mecanismo divino de proteção. A lei aponta os nossos pecados e, consequentemente, a nossa necessidade de um Salvador. Ela nos impressiona no sentido de que não devemos viver como bem desejamos, mas em que há um padrão de conduta estabelecido por Deus para a nossa própria felicidade e proteção. Portanto, se Jesus foi obediente até à cruz (Fp 2:8), e Ele vive em Mim, a minha obediência será o resultado da salvação obtida “pela fé no Filho de Deus” (v.20). Todo aquele, pois, que nasce no Reino dos Céus como uma nova criatura, terá por privilégio o ser participante da obediência pela fé em Cristo.
A missão mundial dada por Jesus (Mt 28:19) logo foi melhor compreendida no Pentecostes, quando os apóstolos, cheios do Espírito Santo, falaram no idioma natal de irmãos judeus de várias partes do mundo (At 2:4). Grande dificuldade, porém, foi encontrada quando a missão passou a incluir os gentios. Enraizados no judaísmo, os judeus conversos ao cristianismo ainda não compreendiam a universalidade do amor de Deus, de forma que houve muita dissensão e discussão acerca desta inclusão. Paulo, no entanto, era pouco tolerante quanto à imaturidade neste sentido, e buscava de todas as formas persuadir as igrejas a acolherem aos gentios sem exigir-lhes nada além do que havia sido decidido em concílio (At 15:29).
Ao relatar uma de suas idas a Jerusalém, Paulo enfatizou que nem sempre as estratégias que consideramos ser as mais eficazes realmente o são. “Em obediência a uma revelação”, ele subiu a Jerusalém e procurou pregar sobre o seu ministério dentre os gentios, aos homens “que pareciam de maior influência” (v.2). Seu objetivo era simples: formar novos líderes engajados na missão. Contudo, percebeu que sua estratégia não deu muito certo, tendo que lidar com “falsos irmãos” (v.4) e com uma trupe de influentes que nada lhe acrescentaram (v.6). Além do mais, teve de resistir “face a face” (v.11) com Pedro acerca de sua atitude incoerente. A divisão causada entre judeus e gentios era reprovada por Paulo, ao passo que Pedro e outros ainda tinham certo preconceito. E ao tornar esta atitude pública, Paulo precisou repreender a Pedro “na presença de todos” (v.14).
O que se segue após, é a exata compreensão sobre a justificação pela fé e o testemunho da verdadeira conversão. Gentio ou judeu, homem ou mulher, escravo ou livre, rico ou pobre, todos são convocados a comparecer perante o Senhor, e dEle aprender. Todos nós temos um papel a desempenhar na sagrada obra de evangelismo. Seja no lar, no trabalho, na faculdade ou nos lugares mais remotos, talvez na comunidade em que você vive ou em lugares distantes, onde quer que seja, a influência benéfica de uma vida escondida em Cristo é infinitamente mais eficaz do que a aparente influência de quem representa o que de fato não vive.
O mundo não precisa ver pessoas de maior influência, mas ver a influência de Jesus em nossas palavras e ações. Sejam as palavras de Paulo não apenas o que foi a experiência dele mesmo, mas que, “pela fé no Filho de Deus”, seja esta a nossa experiência diária: “Estou crucificado com Cristo, logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (v.19 e 20).
Feliz semana, crucificados com Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gálatas2 #RPSP
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“Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (v.8).
A epístola de Paulo “às igrejas da Galácia” (v.2) já inicia expondo o perigo que estavam enfrentando: o falso cristianismo. A graça e a paz, “da parte de Deus” (v.3), e o sacrifício e ressurreição de Cristo, ganharam destaque nas palavras de saudação a fim de relembrar aos gálatas o real motivo de sua fé. De forma insistente, alguns dentre eles se levantaram para pregar um “outro evangelho” (v.6). E por duas vezes, Paulo deixou bem claro que a conduta destes falsos mestres e seus ensinamentos em nada correspondiam com o verdadeiro testemunho de Jesus. Eles estavam assumindo uma maldição ao apresentar um evangelho que ia além do que haviam recebido.
Paulo foi instruído, desde a infância, na escola dos fariseus, e bem sabia quais eram os resultados de tal educação. Como perseguidor, tinha sido “extremamente zeloso” (v.14) quanto às tradições judaicas e orgulhava-se de sua etnia. O seu foco estava em defender as tradições de seus pais a qualquer custo. Até que Jesus o encontrou e lhe revelou a Sua graça. Mediante a instrução divina, o ministério apostólico de Paulo não teve influências humanas, mas partindo de um lugar para outro, pregava o que lhe havia sido anunciado pelo próprio Jesus. Como “servo de Cristo” (v.10), seu único objetivo era fazer a vontade de Deus.
A aparência de santidade e o zelo por tradições humanas, como uma imposição, foram severamente reprovadas por Paulo, visto estarem deturpando a beleza do puro “evangelho de Cristo” (v.7). Havia uma clara separação entre cristãos judeus e cristãos gentios, dividindo a igreja através de uma doutrina de justificação por obras. As questões que envolviam o judaísmo ainda eram exigidas com rigor, e a obediência à lei de Deus, que deveria ser o resultado da salvação, era elevada acima da cruz de Cristo.
Quando homens que se julgam da parte de Deus apresentam doutrinas que vão além do Assim diz o Senhor, estão pregando maldição. A obediência, as tradições benéficas e uma vida de santidade devem ser o resultado da fé e não um fim em si mesmas. Precisamos ter muito cuidado e ter sempre em mente de que Aquele que nos “chamou pela Sua graça” (v.15), deseja “revelar Seu Filho” em nós (v.16). O nosso padrão não pode e não deve ser humano, mas divino. Cristo deve ser o nosso único exemplo. O testemunho de uma vida transformada deve apontar para o Único que merece todo o crédito. Percebam qual foi o resultado da vida de Paulo: “E glorificavam a Deus a meu respeito” (v.24).
Homem nenhum, nem “mesmo um anjo vindo do céu” (v.8), tem o direito de “perverter o evangelho de Cristo” (v.7) ou de mudar uma vírgula que seja do que está escrito. Se Aquele que “Se entregou à Si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso”, fez tudo “segundo a vontade de nosso Deus e Pai” (v.4), quem somos nós para agir de modo contrário à Sua Palavra? Quando perseguidor, Paulo obedecia a fim de obter a salvação e “o favor dos homens” (v.10), mas após a sua conversão, obedecer tornou-se o resultado natural da salvação que já havia obtido em Cristo Jesus. Que prossigamos em conhecer a Jesus através de Sua Palavra e que nada, nem ninguém, nos desvie do salvífico evangelho de Sua graça. Que assim como Paulo, sejamos testemunhas de Jesus para a glória de Deus Pai.
Feliz sábado, testemunhas de Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gálatas1 #RPSP
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“Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados” (v.5).
Toda avaliação requer um preparo anterior. Na fase escolar ou acadêmica, por exemplo, nosso conhecimento é testado através de provas e outros métodos a fim de saber se podemos avançar para a classe subsequente ou não. Na vida espiritual também somos avaliados. Seja como consequência de nossas más escolhas ou resultado da fúria do Maligno, as provações surgem e o nosso preparo anterior fará toda a diferença ao enfrentá-las. Ao encerrar a sua segunda carta aos coríntios, a linguagem de Paulo foi clara e persuasiva. Ou eles se arrependiam e mudavam suas atitudes, ou teriam de ser corrigidos com rigor. Paulo fez tudo o que estava ao seu alcance para admoestá-los com brandura e não fez caso da própria vida por amor a eles.
Na esfera espiritual, porém, as provas também podem ser uma forma de reavivar em nós o que havia se perdido. A igreja de Corinto precisava voltar ao primeiro amor e todas as tribulações enfrentadas deveriam lhes servir de espelho para notar todo o erro que estava permitindo contaminá-la. O exame pessoal era necessário e a única maneira de se arrepender de seus pecados, confessá-los e abandoná-los. Cristo e somente Ele deveria ser o fundamento de sua fé. Paulo não estava impondo um comportamento específico a eles, mas oferecendo-lhes a oportunidade do “aperfeiçoamento” (v.9); de avançarem espiritualmente. Mediante a autoridade que o Senhor lhe “conferiu para edificação” (v.10), concluiu: “Aperfeiçoai-vos, consolai-vos, sede do mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz estará convosco” (v.11).
Quando o apóstolo afirmou: “Porque nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade” (v.8), expôs, a meu ver, o maior dos princípios da Bíblia: a verdade. Paulo e os demais apóstolos derramaram lágrimas e sangue em defesa das verdades da Palavra de Deus. Os reformadores, igualmente, dedicaram suas vidas contra as tradições humanas e em defesa do “Assim diz o Senhor”. Todos esses homens e mulheres de Deus enfrentaram duras e longas provas em favor da verdade. E foi por sua fé e confiança no poder de Deus, que hoje temos a Bíblia em mãos em nossa própria língua materna. Aqueles cristãos abriram mão de tudo, até da própria vida, por amor à verdade que os libertou da escravidão do pecado. O amor de Deus e a infinita graça do Salvador ressurreto era tudo de que precisavam. As muitas tribulações só provaram o quanto amavam a Deus.
Da mesma sorte, como povo de Deus, somos chamados ao aperfeiçoamento. Cada um de nós necessita do autoexame diário. Há um crivo sendo realizado e a ordem já foi dada: “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus” (Zc 13:9). Aqueles que seguem a “Testemunha fiel e verdadeira” (Ap 3:14) são conhecidos como “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12). Como testemunhas de Jesus (At 1:8), é nosso dever guardar e zelar pelas verdades do Senhor. Não como uma obrigação imposta, mas como quem descobriu a verdadeira felicidade, pois “o seu prazer está na lei do Senhor, e na Sua lei medita de dia e de noite” (Sl 1:2). Então, as últimas provas virão e “toda questão será decidida” não mais “por boca de duas ou três testemunhas” (v.1), mas, perante o Universo, Deus revelará “a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml 3:18).
“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (v.13).
Bom dia, justos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Coríntios13 #RPSP
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“Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (v.10).
A lógica divina é totalmente diferente da lógica humana. É por isso que Paulo também afirmou que “a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens” (1Co 1:25). Muitos confundem a sabedoria e a força com os padrões humanos, limitando Deus a esses padrões terrenos e corruptíveis. Entendem sabedoria como palavras bem escolhidas, e força como determinação. Porém, sabedoria nem sempre está numa boa oratória e força nem sempre se encontra em alguém determinado. Ambos são dons de Deus, disponíveis a todo aquele que os busca com sinceridade.
Além de ter que expor os reveses de seu ministério, Paulo continuou declarando sobre as “visões e revelações do Senhor” (v.1) que o haviam impactado. Teve o privilégio de receber sonhos e visões e, algumas vezes, pôde ouvir e ver o próprio Jesus. Diante de tamanhas revelações, considerou seu “espinho na carne” (v.7) uma forma do Senhor livrá-lo da exaltação própria e da soberba. Apesar de seus rogos para que fosse liberto deste mal, a resposta de Jesus o impactou e o fez compreender a lógica do Céu: “A Minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (v.9).
Não sabemos do que se tratava esse “espinho na carne, mensageiro de Satanás” (v.7). Pode ter sido alguma enfermidade, ou alguém que o perturbava, mas uma coisa é certa, Paulo estava incomodado e gostaria de se ver livre disto. Mas ao invés de ter seu pedido atendido, Jesus apresenta a Sua preciosa graça como suficiente e a fraqueza de Paulo como impulsionador do “poder de Cristo” (v.9). E o que antes lhe era um incômodo, passou a ser um incentivo para estar cada vez mais perto de Deus e uma maneira de reconhecer a sua total dependência dEle.
Mesmo no meio do professo povo de Deus há aqueles que se julgam sábios e fortes aos próprios olhos, chamando palavras rudes de sabedoria e autoritarismo de força. Da mesma sorte, muitos cristãos têm sido enganados por homens fraudulentos que só visam seus bens. A preocupação de Paulo e a do verdadeiro cristão deve ser de procurar sempre o bem do outro, de gastar-se em prol da salvação de almas (pessoas), de mostrar o caminho em que devemos andar, andando também por ele. Tudo o que compartilhamos com vocês aqui no Reavivados, “falamos em Cristo perante Deus, e tudo, ó amados, para vossa edificação” (v.19). Tudo para que possamos crescer juntos na graça de Cristo e nos desenvolvermos na vida em todos os seus aspectos, mas, principalmente, no espiritual.
Não permita que “haja entre vós contendas, invejas, iras, porfias, detrações, intrigas, orgulho e tumultos” (v.20), pois tudo isto endurece o coração. Pedir perdão ou “dar o braço a torcer” não é sinônimo de fracasso, mas de conquista; é o reconhecimento de nossa fraqueza, abrindo espaço para a atuação do poder de Deus. “Temo” (v.20), porém, que muitos de nós “pecaram e não se arrependeram” (v.21). Que sustentando aparência de fortes e oratória de sabedoria não tenham ainda caído em si de que têm levado perante Deus “ofertas vãs” (Is 1:13). Que o Espírito Santo nos conceda um coração de carne, que possa ser moldado à forma do caráter de Cristo. Lembremos de Sansão, de como a sua força e sabedoria humanas o levou ao fundo do poço, e de que foi no seu momento de maior fraqueza que Deus o fez sobremodo forte. Eis o segredo da verdadeira força: reconhecer as nossas fraquezas e que a força é um dom de Deus.
Bom dia, fortes pelo poder de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Coríntios12 #RPSP
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“E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz” (v.14).