Reavivados por Sua Palavra


NEEMIAS 11 — Rosana Barros by Ivan Barros
14 de junho de 2026, 0:45
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“O povo bendisse todos os homens que voluntariamente se ofereciam ainda para habitar em Jerusalém” (v.2).

A lista dos que habitaram em Jerusalém e nas cidades e aldeias de Judá foi organizada deitando sortes (v.1). Este era um costume comum quando estavam diante de algo de difícil escolha. A providência divina era invocada e não havia dúvida de que Deus havia conduzido cada caso, pois “do Senhor procede toda decisão” (Pv.16:33). O que reforça ainda mais o nosso estudo de ontem sobre o quanto é importante ponderar e orar antes de qualquer decisão ou escolha a ser tomada.

Jerusalém não era mais aquela cidade que enchia os olhos. Apesar de erguidos os muros e reconstruído o templo, o restante da cidade ainda estava em estado de calamidade pública, como denominamos hoje as cidades ou os lugares destruídos por algum agente natural ou humano. Mas, mesmo naquela situação nada favorável, muitos, voluntariamente, se ofereceram para morar ali com suas famílias, ainda que lhes fosse difícil. E essa atitude foi ovacionada pelo povo. Israel reconheceu o amor daqueles homens pela cidade que, pela primeira vez no relato histórico, é chamada de “santa cidade de Jerusalém” (v.1). As ruínas daquele lugar e a sua história de sofrimento e de rebelião não foram suficientes para impedir que seu propósito fosse esquecido. Ela havia sido escolhida como habitação do Senhor, e isso já era motivo suficiente para que fosse aclamada como santa.

A palavra santo vem do hebraico “kadosh”, que significa “separado”. Ou seja, santo é tudo aquilo que é separado para um fim específico. Jerusalém era uma cidade separada para cumprir um propósito divino. Dela sairiam reis, profetas, e um povo do qual viria o Messias e que deveria declarar com a sua vida que serviam ao Deus único e verdadeiro (Dt.4:6). Portanto, ainda que o seu estado físico fosse afetado, o seu desígnio santo não deixaria de existir.

Isto não acontece com os santos dos últimos dias também? E quem são esses santos? Quem são esses que voluntariamente se entregam ao serviço do Senhor, ainda que isso signifique renúncia e dificuldades? “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Essas palavras ditas pelo anjo a João têm uma profundidade que muitos não têm compreendido, até mesmo entre aqueles que professam guardar a Lei de Deus.

Em Seu sermão profético, Cristo descreveu o mundo mostrando que a maioria está desprovida de algo que é essencial para a real compreensão das Escrituras e do plano da redenção: o amor. A Bíblia diz que “Deus é amor” (1Jo.4:8), e é esse amor que deve nos mover a realizar qualquer coisa neste mundo. A obediência voluntária deve ser o resultado desse conhecimento, pois, como está escrito: “o cumprimento da lei é o amor” (Rm.13:10). O serviço sem amor, sem o espírito de compaixão de Cristo, é “como o bronze que soa ou como o címbalo que retine” (1Co.13:1).

A disposição daqueles voluntários não foi louvada pelo povo simplesmente pela coragem de estar indo morar em meio a uma terra destruída, e sim, porque apesar da destruição em que estavam inseridos, escolheram viver na habitação de Deus. “O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao Senhor: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em Quem confio” (Sl.91:1-2). Eles confiaram nos propósitos do Senhor mesmo em meio aos escombros de uma cidade em ruínas.

Todos nós estamos, hoje, vivendo em meio aos escombros de um mundo em ruínas. Mas, como aqueles “homens valentes” (v.6) de Israel, podemos confiar nos propósitos de Deus além do que vemos. Jesus nos prometeu preparar moradas na Nova Jerusalém (Jo.14:1-3). Não mais uma cidade edificada por homens, mas cujo “Arquiteto e Edificador” é o próprio Deus (Hb.11:10). Perseveremos em permanecer voluntariamente no Senhor e no Seu amor, e então, muito em breve, estaremos todos reunidos na santa cidade celestial, onde está o “trono de Deus e do Cordeiro” (Ap.22:1). Eu quero muito estar lá! E você?

Senhor, nosso Deus, quantas vezes os sofrimentos do tempo presente cegam os nossos olhos de que ainda existe esperança, que há um futuro de glória preparado para aqueles que O amam. E como necessitamos olhar para o alto nesses dias difíceis! Creio que a nossa maior luta tenha sido contra o nosso eu, tão infeliz, miserável, pobre, cego e nu! Ó, Senhor, até quando? Livra-nos de nós mesmos e enche-nos do Teu Espírito! Nós, voluntariamente, queremos morar em Jerusalém! Cremos no sacrifício expiatório de Cristo, que nos comprou o direito de entrar na Cidade pelas portas. Segura em nossa mão direita, Senhor Deus, e nos leva para casa! Clamamos, em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, santos do Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

#NEEMIAS11 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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