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“Quando o rei viu a rainha Ester parada no pátio, alcançou ela favor perante ele; estendeu o rei para Ester o cetro de ouro que tinha na mão; Ester se chegou e tocou a ponta do cetro” (v.2).
Findo o período de jejum e oração estabelecido por Ester, chegado era o momento de exercer a fé prática. Trocando o pano de saco por “seus trajes reais” (v.1), a rainha deu os primeiros passos na direção do propósito que, por três dias, havia clamado. Não ousando dar mais um passo sequer que pudesse aparentar uma afronta ou uma atitude desrespeitosa para com o monarca, a postura humilde de Ester aliada à sua apresentação impecável comoveu o coração do rei à distância. Movida pelo Espírito Santo, Ester agiu com prudência e sabedoria, alcançando o favor do rei.
Ao ver o cetro de ouro estendido em sua direção, Ester compreendeu a razão de sua coroa. Tocar naquele cetro foi como tocar no milagre. E diante de um rei disposto a lhe atender qualquer que fosse o seu pedido, percebeu que independente do favor de um simples mortal, ela havia sido favorecida por Deus. Analisando o comportamento de Assuero e de Hamã no primeiro banquete, foi divinamente orientada a realizar um segundo encontro. Foi nesse intervalo que o inconformismo de Hamã com relação a Mordecai acabou na construção de uma forca que seria instrumento de sua própria morte.
Por sete vezes Assuero manifestou o seu desejo em atender à petição de Ester. Amados, se um rei pagão estava disposto a atender à petição de Ester, quanto mais o nosso Pai celestial está disposto a atender às nossas orações. Ester pôde ver o resultado de suas preces e o poder que do Céu é concedido quando o povo de Deus se une neste mesmo propósito. Ela pôs em risco a sua vida a fim de salvar o seu povo. Naquele pátio, a sua vida foi poupada. Mas houve o dia em que, no fatídico pátio, a vida de Jesus não foi poupada. Não houve uma forca, mas uma cruz que, na verdade, não era dEle.
Naquele dia, as pessoas estavam diante dAquele que do Céu estende o Seu favor a todos quantos O buscam de todo o coração. Mas Ele, voluntariamente, Se fez servo e tomou sobre Si o castigo que era nosso: “o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados” (Is.53:5). É certo que, pelos méritos de Cristo Jesus, todo aquele que considera mais a vida dos outros do que a própria, não ficará sem recompensa. E todo aquele que maquina o mal para ferir seus semelhantes, a menos que se arrependa, acabará ferido, como está escrito: “o cruel, a si mesmo se fere” (Pv.11:17).
A bendita esperança revelada para um futuro próximo deve estar tão acesa em nossos corações que, como Ester, nossa fé não seja abalada pela tentadora oferta: “Até metade do reino se te dará” (v.3). Uma oferta semelhante foi feita por Satanás a Cristo, e esta mesma oferta tem tirado muitos do reino dos Céus: “Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” (Mt.4:9).
Como Ester e seguindo o exemplo do nosso Salvador, busquemos a força do alto através de uma vida de comunhão, relacionamento e missão. E quando o Rei dos reis surgir nas nuvens do céu, que Ele nos encontre no pátio deste mundo adornados com as vestes de justiça de Cristo e em humilde entrega. Então, ouviremos as palavras de Seu favor eterno: “Vinde, benditos de Meu Pai!” (Mt.25:34). Vigiemos e oremos!
Bom dia, benditos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Ester5 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ESTER 5 – Os valores da vida precisam reger nossa existência, ainda que haja medo de colocá-los em prática, devido aos riscos de fazer a coisa certa em um ambiente perigoso.
Ester, a menina judia que ganhara o concurso de beleza para casar-se com o monarca da Pérsia, tornou-se a esposa do rei mais poderoso do mundo daquela época. Sua história outorga preciosíssimas lições a todas as gerações:
• Para arriscar a vida na prática da justiça é importante ter coragem e total confiança no Soberano do Universo (Ester 5:1-3). Ciente do risco de morte, Ester foi até o rei sem ser convidada. Certamente, essa confiança originava de sua dependência de Deus.
• Diante de situações arriscadas, quem deseja fazer uma grande obra em prol da justiça deve dar importância à humildade e generosidade (Ester 5:3-5). Sem arrogância, Ester ofereceu um baquete colocando-se à disposição das autoridades políticas da Pérsia; assim, ela alcançou o coração do rei, seu marido; porém, não terminou suas estratégias em prol de seu povo.
• Ligado aos valores anteriores, é necessário paciência e perseverança (Ester 5:6-8). Mesmo diante de Hamã, o arrogante inimigo de seu povo, Ester não perdeu a postura. Mesmo após Hamã ter conseguido o decreto que autorizava o massacre de todos os judeus, Ester não perdeu a paciência quando via nele sede de vingança contra seu primo Mardoqueu. Ela esperou o momento certo para solicitar auxílio do rei em favor dos judeus.
• Para lidar com situações de risco, além de coragem, confiança em Deus, humildade, generosidade, paciência e perseverança, também é essencial a boa comunicação (Ester 5:9-14). Diante da hipocrisia, ódio e intolerância de Hamã e sua família, Ester agia com bondade, generosidade e sabedoria para quem tinha orquestrado um plano maligno contra seu povo.
Um caráter moldado por nobres valores, promove comunicação saudável em tempos de crises. O plano de Hamã contra os judeus apresentava uma terrível crise iminente; porém, as táticas diplomáticas de Ester, escolhendo cuidadosamente suas palavras, usando uma abordagem estratégica, reverteriam a crise que ameaçava seu povo. Confiando em Deus, a diplomacia auxilia na resolução de conflitos, constrói relacionamentos e negocia acordos.
Comunicar-se eficazmente em situações tensas pode ser vital para proteger uma multidão de pessoas. Precisamos reavivar nossa comunicação no lar, no trabalho/colégio, no esporte… – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ESTER 4 – Primeiro leia a Bíblia
ESTER 4 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL
ESTER 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/et/4
As notícias chocantes do terrível decreto de Hamã se espalham rapidamente por todo o reino e por todas as casas judaicas … exceto para Ester. A comunidade judaica responde como sempre, diante de tanta violência, ódio e antagonismo – eles jejuam, rezam e expressam sua dor abertamente, com pano de saco e cinzas.
Ester fica profundamente perturbada quando descobre o motivo do pesar de Mordecai. Inicialmente, ela hesita em interceder. Como uma jovem em um imenso palácio, ela ainda se sente vulnerável, principalmente pela ameaça de morte que paira sobre aqueles que ousam se aproximar do rei sem ser convidado.
Mordecai percebe que todos esses anos passados do desenvolvimento do caráter de Ester, aumentando sua coragem e alimentando sua fé em Deus, visavam este exato momento da história. Ela é a pessoa principal que pode interceder e iniciar um processo para proteger seu povo. Ele sente a hesitação dela: “A propósito, você sabe que se não nos defender, Deus enviará outra pessoa e o nome da sua família se dissolverá no esquecimento.”
Deus chama cada um de nós para nossos próprios momentos de Ester. Como suas experiências de vida, suas tragédias e sofrimentos podem nutrir sua fé e coragem e prepará-lo para se posicionar por Deus?
Karen Holford
Diretora dos Ministérios da Família
Divisão Trans europeia dos Adventistas do Sétimo Dia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/est/4
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1054 palavras
1 Soube. “Saber” é uma palavra-chave em Et 4 (v. 1, 5, 11, 14). É necessário ligar aquilo que se sabe à ação, fazer uma aplicação prática (Bíblia de Estudo Andrews).
rasgou as suas vestes […] saco e cinza. O rasgar das vestimentas era um sinal de profunda tristeza , angústia, horror ou ressentimento. […] O significado do ato de Mordecai foi, possivelmente, bem compreendido por judeus e persas. […] O uso de pano de saco e cinza era outro símbolo de tristeza profunda. […] A esperança de que pudesse ainda haver libertação em face do decreto parece não ter ocorrido a ninguém (CBASD, vol. 3, p. 526, 527).
Os persas reagiram do mesmo modo depois da sua derrota para os gregos na batalha de Salamina. Bíblia de Genebra.
2 Na presença do rei não se tolerava qualquer sinal de desgosto ou de aflição (Bíblia Shedd).
3 O destaque dado aos banquetes em todo o livro de Ester ressalta nitidamente os jejuns dos v. 3 e 16; o par de jejuns forma um paralelo com os pares de banquetes em destaque (Bíblia de Estudo NVI Vida).
4 Novas roupas permitiriam que Mordecai entrasse no palácio do rei (Andrews Study Bible).
5-9 A recusa de Ester de se submeter às leis que regulavam a presença diante do rei compõe o palco da segunda maior reviravolta do livro: uma tímida mulher, que até este ponto desempenhava uma função passiva, avança em fé e, assim, está prestes a se tornar uma heroína (Andrews Study Bible).
5 Hataque. O rei havia nomeado o chefe dos eunucos para as necessidades da rainha, em parte para servi-la e em parte para observar sua conduta. Nenhum déspota é isento totalmente dos temores gêmeos: ciúme e desconfiança (CBASD, vol. 3, p. 527).
7 A consciência que Mardoqueu [Mordecai] tem do montante que Hamã prometeu ao rei serve de lembrança de sua alta posição na burocracia de Susã (2.21-23) (Bíblia de Estudo NVI Vida).
11 uma sentença. Tal lei não foi completamente arbitrária. Quantas vezes amigos ou estranhos aparentemente inofensivos abordaram a realeza com objetivos assassinos. Essa lei foi, possivelmente, uma medida para proteger o rei do mal, dos peticionários problemáticos e de interferência no exercício de seu poder despótico (CBASD, vol. 3, p. 528).
Heródoto (3.118,140) também ressalta que quem se aproximasse do rei sem ser convocado para isso seria morto, a não ser que o rei concedesse o perdão imediato (Bíblia de Estudo NVI Vida).
Ester podia ter solicitado uma audiência, mas, visto que o rei não estava demonstrando sinais favoráveis, poderia ter sua petição recusada, o que tornaria impossível uma segunda oportunidade. Ela bem sabia do caráter volúvel do rei (Bíblia Shedd).
13-14 não imagines. Sua posição favorecida não a protegeria da ira de Hamã. Sua identidade racial era conhecida por pelo menos alguns no palácio e seria de esperar que aqueles que informaram a Hamã sobre Mordecai fariam o mesmo no que diz respeito a Ester. Hamã não se sentiria seguro enquanto algum judeu continuasse vivo, especialmente alguém tão próximo ao rei e tão favorecido como Ester (CBASD, vol. 3, p. 528).
Apesar de Ester ser a rainha e compartilhar alguns dos poderes e riquezas do rei, ela ainda precisava da proteção e sabedoria de Deus, Ninguém está seguro em sua própria força em qualquer sistema político. É loucura acreditar que riqueza ou posição pode nos fazer imunes aos perigos. Somente de Deus vem a libertação (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
O desafio de Mordecai destaca um princípio muito importante do conflito cósmico: não existe posição neutra segura e livre de escolhas difíceis. A confiança de Mordecai no livramento divino era baseada nos atos passados de libertação operados pelo Senhor (Bíblia de Estudo Andrews).
14 a casa de teu pai. A referência de Mordecai à extinção da linhagem da família de Ester indica que ela era filha única de seu pai (CBASD, vol. 3, p. 528).
quem sabe se não foi para um momento como este (NVI). Deveríamos encarar nossa posição como um encargo sagrado para sermos usados em benefício dos outros (Comentário Bíblico Devocional VT, FBMeyer).
15-16 A resposta de Ester revela elementos até então desconhecidos em seu caráter: resolução e coragem. Depois dessa virada, Mordecai foi quem recebeu uma tarefa e passou a cumprir as instruções de Ester (Bíblia de Estudo Andrews).
16 jejuai por mim. Para pedir bênção de Deus; o jejum acompanhava , normalmente, a humilhação e a oração, em um ato de culto a Deus. Apesar do livro de Ester ter sido desprezado por não mencionar o nome de Deus, ainda assim podemos nele reconhecer Deus a desempenhar o papel principal nesta narrativa (Bíblia Shedd).
Uma ação que é precedida de oração e de um exame de consciência não contém presunção (Comentário Bíblico Devocional VT, FBMeyer).
Ester resolveu que teria com o rei, qualquer que fosse o custo; mas não sem antes de ela e seus amigos terem se aplicado a Deus. … “Após termos procurado o Altíssimo no que se refere a esse assunto, eu irei defronte ao rei para interceder pelo meu povo. … se tiver de perecer, perecerei; eu não poderia perder minha vida em uma causa mais digna. (Bíblia de Estudo Mathew Henry)
três dias. O tempo pretendido pode ter sido apenas a partir da noite do primeiro dia até à manhã do terceiro dia, não muito superior a 36 horas (CBASD, vol. 3, p. 528).
Normalmente os jejuns eram preceituados somente para um dia. Esse jejum incomumente largo indica a seriedade da situação e contrasta eficazmente com as festas que aparecem no começo e no fim do livro. Bíblia de Genebra.
Se eu tiver que morrer, morrerei (NVI). Ester quis dizer: “Se eu perder a minha vida nessa tentativa de salvar meu povo, vou perdê-la alegremente; vejo que é meu dever fazer a tentativa. Venha o que vier, estou decidida a fazer o meu melhor.” (CBASD, vol. 3, p. 528).
Vê-se aqui a coragem de Ester, não uma resignação passiva (cf. Gn 43.14). Bíblia de Genebra.
Na decisão que tomou, com certeza, houve alguma coisa do grande amor de Cristo(Comentário Bíblico Devocional VT, FBMeyer).
17 Deus estava no controle, mas mesmo assim Mordecai e Ester tiveram de agir. Podemos não entender como as duas coisas podem ser verdadeiras ao mesmo tempo e mesmo assim elas são. Deus escolheu trabalhar através deles ao invés de trabalhar por eles. Devemos orar como se tudo dependesse de Deus e agir como se tudo dependesse de nós. Devemos temer os dois extremos: não fazer nada e achar que podemos fazer tudo (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
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“[…] jejuai por mim, e não comais, nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; eu e as minhas servas também jejuaremos” (v.16).
As leis dos medos e dos persas eram leis extremamente severas e de cunho irrevogável. O que o rei selasse como lei, nem ele mesmo poderia futuramente revogar. Os judeus estavam, portanto, sem saída. Aparentemente não havia solução para aquele decreto de morte. Sob o ponto de vista humano, eles estavam vivendo os seus últimos dias de vida. Notem que o verso três diz que houve entre os judeus “grande luto”. Ou seja, eles choravam a própria morte numa espécie de velório antecipado.
Mas havia alguém que da mesma forma vestiu-se de “pano de saco e de cinza”, mas que no lugar de lamentar o luto, “clamou com grande e amargo clamor” (v.1), e dirigiu-se à porta do rei para declarar o ocorrido a Ester. A atitude inicial da rainha foi de misericórdia para com seu primo, enviando-lhe roupas. Ao saber do motivo pelo qual ele estava naquela situação, temeu pela própria vida. Contudo, ao perceber a seriedade do último recado de Mardoqueu tomou uma decisão firme e corajosa. A convocação para o jejum tirou o foco do povo do luto, para a esperança na misericórdia e providência divina.
Será que também não estamos perdendo o foco das coisas eternas, centralizando nossos pensamentos e emoções nas coisas deste mundo? A nossa tendência é a de esmorecermos diante das dificuldades, principalmente daquelas que julgamos impossíveis de serem resolvidas. Meus amados, nós somos limitados. Limitados pelo pecado. É ele que faz separação entre nós e Deus (Is.59:2). É por isso que a nossa única libertação está em Cristo Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim” (Jo.14:6). “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo.8:32).
Enquanto não aprendermos a lição de Cristo, não iremos compreender o que realmente significa ser livre pela verdade: “Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mt.18:3). Assim como a criança é dependente e necessita ser cuidada, nós precisamos depender do Senhor e permitir que Ele cuide de nós. Aquele decreto do rei Assuero não era nada diante do poder do Rei dos reis, mas o povo precisava aprender a nEle confiar. O poder não estava nos três dias de oração e de jejum promovidos por Ester, mas em Quem eles dirigiam os seus clamores. A oração sincera rompe as barreiras do pecado e nos eleva ao trono de Deus. Em nome de Jesus recebemos o privilégio de adentrar ao Santo dos santos e depositar aos Seus pés todas as nossas preces.
Faço minhas as palavras de Roger Morneau: “Amigos, desconfiança de Deus e incredulidade muitas vezes bloqueiam as bênçãos divinas” (Respostas Incríveis à Oração, CPB, p.30). A palavra-chave é CONFIANÇA. No lugar de lamentar, precisamos orar. Foi para uma conjuntura como esta que o Senhor nos chamou neste tempo. Confiemos de que até as aparentes derrotas, Deus tem o poder de transformar em grandes vitórias. Vigiemos e oremos!
Feliz semana, confiantes no poder divino!
Rosana Garcia Barros
#Ester4 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ESTER 4 – Diante dos problemas que nos assolam, das ameaças que nos sobrevém e dos inimigos que se levantam, é imprescindível estar ciente que Deus cuida de cada detalhe; que buscá-Lo através da oração significa procurar pela melhor solução, que a coragem precisa ser mais desenvolvida que o medo, e confiar nas promessas divinas nos tranquilizam.
Diante de um iminente extermínio, os judeus passaram por uma experiência que deixou-nos preciosas lições de vida; pois, mesmo sem ver a Deus ou entender Seus planos, Ele está no controle da história e do mundo.
Além disso, diante de problemas aparentemente insolúveis, a oração deve ser utilizada com maior força, acompanhada de jejum – duas ferramentas para enfrentar terríveis dificuldades que nos sobrevém em situações de injustiças, ameaças e ódio mortal.
A intolerância religiosa exigiu atitude corajosa no contexto de Ester, e exigirá a mesma atitude de Mardoqueu no tempo do fim (Apocalipse 13). Para isso, precisamos ser influenciados pelos princípios revelados na Palavra de Deus, especificamente em Ester 4:
• Informe-se sobre a gravidade da situação: Como Mardoqueu estava ciente das consequências oriundas da intolerância religiosa, nós também precisamos conhecê-las, para então, saber como enfrentá-las.
• Procure apoio no lugar certo: Assim como Mardoqueu buscou ajuda em Ester, e esta buscou ajuda com o rei Xerxes, seu marido, não hesitemos em procurar ajuda de pessoas, políticos ou instituições organizacionais que combatem a intolerância religiosa.
• Clame a Deus consagrando-se através do jejum: Além de buscar intervenção, buscar a Deus com intensidade acalmará o coração diante das adversidades. Ester sabia bem disso, e seria bom que todos nós soubéssemos e praticássemos.
• Tenha coragem para agir sabiamente: Como Ester, é preciso ter coragem, e tomar as medidas certas, na hora certa, diante da pessoa certa. Às vezes, será preciso denunciar casos de intolerância religiosa às autoridades competentes, apoiar campanhas, promover projetos a favor da liberdade religiosa ou, promover diálogos inter-religiosos positivos.
• Acredite na providência de Deus: Este ponto é o mais importante. Há desequilíbrio quando se enfatiza mais a perseguição do que a intervenção divina.
Nestes últimos dias, devemos ser atores, não apenas observadores”, diz John Graz. A diferença entre resistir e desistir está apenas na primeira letra da palavra, mas os resultados são demasiadamente contrastantes!
Diante desses princípios deste capítulo, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ESTER 3 – Primeiro leia a Bíblia
ESTER 3 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/et/3
O caráter egoísta, amargo e raivoso de Hamã, cheio de ódio por Mordecai e pelo povo judeu, contrasta com a bondade, fidelidade e sabedoria de Mordecai e Ester. Hamã planeja destruir todos os judeus do país só porque Mordecai se recusa a se curvar e honrá-lo. Mordecai conhece o caráter egoísta de Hamã e sabe que ele não é digno da honra que lhe foi concedida.
Hamã é cheio de orgulho e egoísmo e usa seu poder e posição para ferir as pessoas, não para ajudá-las. Quando a lei genocida foi escrita, assinada e distribuída, o rei e Hamã se sentaram para celebrar suas conquistas com um banquete suntuoso.
A vida de Hamã demonstra o que acontece quando os traços de caráter malignos ficam fora de controle. Sua história também ilustra o que acontece quando ficamos com raiva e ressentidos com aqueles que são diferentes de nós, ou quando ficamos cheios de orgulho destrutivo.
Que sementes de amargura, raiva e orgulho permanecem em seu coração? Peça a Deus para eliminá-los e plantar Suas sementes de bondade e respeito mútuo em seu coração, para que você possa demonstrar Seu amor aos outros.
Karen Holford
Diretora dos Ministérios da Família
Divisão Transeuropeia dos Adventistas do Sétimo Dia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/est/3
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1278 palavras
1 Depois desses acontecimentos. Quatro anos decorreram após a coroação de Ester como rainha (v. 7; 2.16, 17). (Bíblia de Estudo NVI Vida).
Hamã. Mais tarde, quando o livro de Ester passou a ser lido anualmente na festa de Purim, os judeus assimilaram a tradição de clamar “Seu nome seja apagado”, “Faze o nome dos ímpios perecer”, na hora da pronúncia desse nome [e fazer muito barulho, para que o seu nome não seja ouvido]. Hamã destaca-se pela vaidade, determinação, paixão, arrogância e pelo egoísmo (Bíblia Shedd).
Diz Josefo que “agagita” significa um descendente de Agague, o nome comum para os reis amalequitas (Nm 24.7) (Comentário Bíblico Devocional VT – FBMeyer).
Agagita provavelmente se refere ao legado genealógico do rei Agague dos malequitas, inimigos de longa data dos judeus (Êx 17:16; 1Sam 15:20) (Andrews Study Bible).
2 E se prostravam. Ou seja, prostravam-se perante Hamã no costume comum oriental. Este ato significava submissão, lealdade e obediência (CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 522).
O termo utilizado para descrever o movimento de se curvar é, por vezes, associado com adoração (Êx 34:8; 2Cr 7:3, etc.). A recusa de Mordecai poderia ser interpretada neste sentido. A adoração aceitável desempenha um importante papel na história do povo de Deus. Os três amigos de Daniel preferiram morrer do que adorar a estátua de um rei babilônio (Dan 3:12-18); a adoração será também crucial nos eventos do tempo do fim (Ap 14:7-12) (Andrews Study Bible).
A obediência ao segundo mandamento (Êx 20.4) não é a causa de Mardoqueu se recusar a curvar-se diante de Hamã, pois os judeus estavam dispostos a se curvar diante dos reis (v. 1Sm 24.8; 2Sm 14.4; 1Rs 1.16) e de outras pessoas (v. Gn 23.7; 33.3; 44:14). Somente a inimizade de longa duração entre os judeus e os amalequitas explica a recusa de Mardoqueu e a intenção de Hamã de destruir todos os judeus (v. 5,6). A ameaça contra os judeus “em todo o império”(v. 6) é uma ameaça contra a questão suprema da história da redenção (Bíblia de Estudo NVI Vida).
Fazer o que é correto pode não fazer você popular. Aqueles que fazem o que é certo estarão em minoria, mas obedecer a Deus é mais importante do que obedecer a pessoas (Atos 5:29) … Não devemos deixar que nenhuma pessoa, instituição ou governo tome o lugar de Deus.Quando pessoas exigem de você lealdade ou encargos que não honram a Deus, não desista. Pode ser o momento de tomar uma posição (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
5,6 Hamã amava seu poder e autoridade e a reverência que demonstravam a ele. Os judeus, entretanto, viam a Deus como sua autoridade suprema, não qualquer homem. Hamã percebeu que o único modo de realizar seus desejos auto centrados era matar todos que desobedecessem sua autoridade. Sua busca por poder pessoal e seu ódio aos judeus o consumiam [… ] A ira de Hamã não era dirigida diretamente a Mordecai, mas àquilo que Mordecai defendia: a dedicação dos judeus a Deus como única autoridade digna de reverência. A atitude de Hamã era preconceituosa. Ele odiava um grupo de pessoas por causa de uma diferença de crença ou cultura. O preconceito surge do orgulho pessoal – considerar-se melhor do que outros. Ao final, Hamã foi punido por sua atitude arrogante (7.9, 10). Deus julga severamente os preconceituosos ou aqueles cujo orgulho os faz olhar os outros com desprezo [olhar de cima] (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
7 Nisã. Março-abril. Nome internacional aramaico; antes do exílio, usava-se o antigo nome heb Abibe, o mês da Páscoa.
Após o cativeiro, este nome substituiu abibe entre os judeus. (CBASD, vol. 3, p. 522).
se lançou o Pur, isto é, sortes. Hamã usava a antiga prática do lançamento de sortes (1Sm 14.41-42; Pv 16.33) para determinar o tempo mais propício do seu plano de destruição dos judeus. A forma plural de pur, purim, é o nome da celebração que comemora a morte de Hamã, o “Adversário dos judeus” (9.23-32). (Bíblia de Genebra).
Hamã lançou sortes para determinar o melhor dia para executar o seu decreto. Mal ele sabia que estava jogando nas mãos de Deus, porque o dia da execução foi determinado quase um ano à frente, dando tempo para que Ester fizesse seu pedido ao rei. A palavra persa para “sortes” era purim, que se tornou o nome da festa celebrada pelos judeus quando eles libertos, não mortos, no dia designado por Hamã (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
Há uma certa ironia no fato de o mês em que os judeus celebram a Páscoa, quando foram libertos do Egito, ser também o mês em que Hamã começou a tramar sua destruição (Êx 12.1-11). (Bíblia de Estudo Arqueológica NVI).
Adar. Fevereiro-março. Hamã estava disposto a esperar um ano para obter o dia certo. O que nos parece ser superstição grosseira, era considerado uma verdadeira ciência, na época (Bíblia Shedd).
8 um povo. Hamã fez uma representação falsa e maliciosa dos judeus e de seu caráter para o rei. (Bíblia de Estudo Mathew Henry).
O preconceito é semeado ao se levantar suspeitas. Pessoas ou povos um pouco diferentes são vistos como suspeitos e, consequentemente, perigosos. Hamã usou argumentos típicos de orgulho nacionalista. (Bíblia de Estudo Andrews).
9 dez mil talentos. O talento pesava 30 kg. A renda total do império persa era 17.000 talentos, e os cofres imperiais estavam vazios por causa da guerra contra os gregos. A grandeza da oferta, e a cortês recusa do rei, são a maneira oriental de dizer: “Vamos despojar os judeus, e dividir entre nós os lucros”. Tanto era o ódio de Hamã, e a ganância do rei, que nem se levava em consideração o terrível sofrimento e o clima de terror que haveria de permanecer no império (Bíblia Shedd).
para que se execute esse trabalho. Ou “para que o executa”. (Bíblia de Estudo NVI Vida).
A recente guerra grega, sem dúvida, drenou pesadamente o tesouro real, mas seria indigno da honra do rei, talvez, aceitar um suborno. (CBASD, vol. 3, p. 523).
10 anel. Outra reação impulsiva do rei autorizava Hamã a expedir decretos reais (cf. Gn 41.42). (Bíblia de Genebra).
De posse do selo real, Hamã tinha poder para emitir os decretos que desejasse, pois o selo real dava-lhe plena autoridade. A palavra de Hamã era, portanto, igual à do rei, que na verdade deu permissão a Hamã para fazer o que quisesse. (CBASD, vol. 3, p. 524).
11 essa prata. A soma mencionada foi recusada, mas ficou por entendido que o rei não recusaria sua parte dos despojos (Bíblia Shedd).
13 O decreto de Hamã contra Israel é a mesma destruição que anteriormente tinha sido decretada [e não cumprida] contra Amaleque (1Sm 15.3). (Bíblia de Estudo NVI Vida).
15 correios. Heb raçim “os que correm”. O império persa foi o primeiro a estabelecer o sistema de correios, que possuía autoridade para requisitar para este serviço público, cavalos, portadores e alimentos dentre as populações civis que se achassem no seu caminho. Esse costume é aludido em Mt 5.41 (Bíblia Shedd).
Os correios saíram, com extrema urgência, carregando cópias do decreto a todas as províncias (Bíblia de Estudo Mathew Henry).
o rei e Hamã se assentaram a beber. A inserção deste detalhe na narrativa parece destinada a sublinhar a dureza do coração do rei e de Hamã. Depois de ter determinado a destruição de uma nacão, passaram a se divertir em um banquete de vinho (CBASD, vol. 3, p. 525).
Susã estava perplexa. A maior parte dos habitantes era, possivelmente, de persas e elamitas, mas pode ter havido um espírito generalizado entre as pessoas de outras nacionalidades de que a ocorrência agora definida era perigosa. Geralmente, as pessoas da capital do reino aprovavam o que o grande rei fazia. Naquele momento, porém, elas pareciam duvidar da providência e justiça do que ele tinha feito. É possível, no entanto, que o escritor se refira aos judeus residentes na capital em vez de toda a população. (CBASD, vol. 3, p. 525).