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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ne/6
O capítulo seis de Neemias continua a falar sobre os esforços feitos para construir o muro de Jerusalém. Nesse processo, os inimigos tentaram deter os construtores várias vezes. O nobre exemplo de Neemias neste capítulo ensina lições valiosas que valem a pena observar e inculcar em nossa vida. Vamos examinar dois deles:
1. Conhecendo o chamado de Deus: O foco de Satanás é nos fazer perder de vista nosso chamado, enviando obstáculos e desvios de muitas maneiras diferentes. Neemias sabia exatamente para o que Deus o havia chamado e ninguém poderia impedi-lo de cumprir esse chamado. Da mesma forma, nossa vida deve demonstrar como testemunhar positivamente de Deus. Surpreendentemente, o versículo quinze diz que o muro foi construído em cinquenta e dois dias, o que significa que Neemias cumpriu plenamente o que foi chamado para fazer.
2. Medo que leva ao pecado: a vida de Neemias foi ameaçada para que ele ficasse com medo, e ele recebeu conselhos astutos para entrar no templo presunçosamente. Freqüentemente, os filhos de Deus se deparam com esse tipo de situação difícil porque o diabo está constantemente sugerindo maneiras de desonrar os princípios de Deus, direta ou indiretamente. Diante desses desafios, devemos tomar decisões edificantes com oração sincera baseada no estudo da Palavra de Deus.
Martin Raj
Coordenador do programa Hartland Wellness Center, Rapidan, Virginia EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/neh/6
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662 palavras
1 não tinha posto. Cronologicamente, os caps. 4 a 6 são paralelos ao cap. 3 e relatam eventos ocorridos enquanto o muro era edificado. Colocar as portas, naturalmente, seria a última etapa (CBASD-Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 3, p. 459).
3 não poderei descer. [NC: De Jerusalém, um lugar alto, na cadeia montanhosa de Judá, para as aldeias nos vales.]
5 uma carta aberta. Enviar uma carta aberta [sem o selo] acusando um funcionário da coroa persa não apenas violava as leis da cortesia, mas era extremamente ofensivo. Uma “carta aberta” é um convite a que todos leiam, e o objetivo de enviá-la sem selar deve ter sido criar alarde entre os judeus e incitá-los contra Neemias (CBASD, vol. 3, p. 459).
6 Os reis persas não toleravam as reivindicações de pretendentes ao trono, […] No período do NT, o imperador romano também procurava ficar atento a quaisquer reivindicações desautorizadas à realeza (Jo 19.12; cf Mt 2.1-13) (Bíblia de Estudo NVI Vida).
9 Quando a oposição se agiganta contra você ou o trabalho de Deus, é tentador dizer: “Senhor, tire-me desta situação”. Mas Neemias orou: “fortaleça minhas mãos”. Ele mostrou tremenda determinação e caráter ao permanecer firme em sua responsabilidade. Quando oramos por força, Deus sempre responde (Life Application Study Bible).
10 Semaías. Como Semaías tinha acesso ao templo, é possível que fosse sacerdote. Era sem dúvida amigo de Tobias (cf v. 12) e, portanto, inimigo de Neemias (Bíblia de Estudo NVI Vida).
Semaías advertiu a Neemias que ele estava em perigo e o disse que ele se escondesse no templo. Neemias sabiamente testou a mensagem, expondo-a como mais um truque do inimigo. Pessoas podem fazer mal uso do nome de Deus ao dizer que sabem a vontade de Deus quando eles tem outros motivos. Examine se as mensagens dos autoproclamados mensageiros de Deus são consistentes com o que é revelado na Palavra de Deus (Life Application Study Bible).
Não pode haver inspiração divina numa profecia que nos convida a ser fracos na fé (Bíblia Shedd).
que estava encerrado. NKJV: “informante secreto” (Andrews Study Bible).
11 para que viva? Literalmente, “e viva” (ARC). Possivelmente Neemias tinha em mente a ordem de Números 18:7: “O estranho que se aproximar morrerá” (CBASD, vol. 3, p. 460).
15 Ele disseram que não poderia ser feito. O trabalho era muito grande e as dificuldades, enormes. Mas os homens e mulheres de Deus, reunidos para tarefas especiais podem resolver enormes problemas e realizar grande objetivos. Não deixe que o tamanho de uma tarefa ou a sua duração para completá-la o impeçam de fazê-la. Com a ajuda de Deus ela poderá ser feita (Life Application Study Bible).
16 Decaíram muito no seu próprio conceito. NVI: “com orgulho ferido”. Sentiram-se derrotados (Bíblia Shedd).
A finalização do muro num período tão curto foi tão incrível para os inimigos dos judeus que eles a consideraram um milagre (CBASD, vol. 3, p. 460).
Obra. O termo é o mesmo utilizado em Gn 2:2-3, aonde ele se refere a toda criação. É também usado em Êx 40:33, marcando a completa construção do santuário. Na mente do autor bíblico “esta obra” não era o resultado do esforço humano, mas – similar à criação – obra de Deus (Andrews Study Bible).
17,18 Tobias tinha parentesco com uma família influente de Judá, visto que seu filho Joaná era casado com a filha de Mesulão, que ajudava a reparar os muros de Jerusalém (3.4,30) (Bíblia de Estudo NVI Vida).
17 muitas cartas. Neste verso é lançada mais luz sobre as desesperadas tentativas de Tobias em arruinar Neemias e fazer com que a obra parasse; e da deslealdade de certos homens da nobreza, já sugerida no cap. 3:5. Uma vigorosa comunicação foi desenvolvida entre Tobias e esses nobres, com o objetivo de atemorizar Neemias (v. 19). Esse tipo de correspondência não passou desapercebido a Neemias porque a maioria era leal a ele. Além disso, pode ser que não tenham feitas tentativas para manter isso em segredo (CBASD, vol. 3, p. 462).
18 Por meio de laços de casamento com duas famílias judaicas, Tobias fez amigos “ajuramentados” entre a nobreza, que utilizavam sua influência para implementar as políticas dele (CBASD, vol. 3, p. 462).
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“Porque todos eles procuravam atemorizar-nos, dizendo: As suas mãos largarão a obra, e não se efetuará. Agora, pois, ó Deus, fortalece as minhas mãos” (v.9).
A obra que os inimigos julgavam impossível de ser realizada foi terminada “em cinquenta e dois dias” (v.15), de forma que “não havia brecha nenhuma” (v.1) nos muros. Como Sambalate não alcançou sucesso por meio de ameaças, mudou a sua estratégia propondo um encontro entre ele, seus comparsas e Neemias. Só que Neemias, amados, era um homem de oração. E, através da oração, o Senhor o fortalecia e o precavia das ciladas que o estavam preparando. Deus havia colocado em seu coração qual era a verdadeira intenção daqueles homens malignos: “Porém intentavam fazer-me mal” (v.2).
Por quatro vezes Sambalate insistiu em chamar Neemias, até que na quinta vez lhe enviou uma carta com uma acusação mentirosa. Neemias foi ao seu encontro e tirou tudo a limpo? Não, meus irmãos. Ele mandou outro recado àquele ímpio: “De tudo o que dizes coisa nenhuma sucedeu; tu, do teu coração, é que o inventas” (v.8). Sambalate e Tobias ainda subornaram alguns de Judá para profetizar contra Neemias e fazê-lo cometer pecado a fim de infamá-lo e, por fim, tirarem-lhe a vida. Só que, repito, Neemias era um homem de oração. Seu coração estava ligado ao coração de Deus. Então, diante da proposta de Semaías, ele percebeu “que não era Deus quem o enviara” (v.12).
Que coisa mais triste, amados! O trabalho de Neemias não era fácil. Certamente ele sentia falta de alguém em quem pudesse confiar. Talvez tenha ido à casa de Semaías buscar conforto e conselho, mas só encontrou mais um aliado à conspiração inimiga. Se ele tivesse atendido àquele falso conselheiro, teria incorrido em pecado, entrando no Lugar Santo. Mas o Senhor lhe dotou de especial discernimento, de forma que conseguia perceber a malícia até mesmo por parte de pessoas do próprio povo. E se lidar com inimigos já é difícil, que dirá com inimigos disfarçados de irmãos!
Percebemos que de todos os inimigos, dois se destacaram: Tobias e Sambalate. Eles lideravam a “panela” da discórdia. E a última de Tobias foi fingir ser um “bom samaritano”. Ele fazia de tudo para que Neemias ficasse sabendo de suas “boas ações” (v.19). E agora? Será que Neemias se deixou levar pelo “bonzinho” Tobias? Tobias poderia enganar quem fosse, mas a Neemias não. Em nenhum momento este servo de Deus intentou o mal contra os seus inimigos, mas os entregou nas mãos do Senhor, pois somente ao Senhor “pertence a vingança” (Rm.12:19). Neemias confiou que o Senhor cuidaria deles da forma que Lhe fosse mais justa e se ocupou em fazer a vontade de Deus. E os inimigos poderiam se irar, intentar o mal, porém, no final das contas, até eles tiveram de reconhecer que foi por intervenção divina que a obra foi concluída (v.16).
De coração para coração, amados do Senhor: é realmente muito triste quando a perseguição acontece no meio do povo de Deus por parte daqueles que não aceitam, ou ainda não entendem, a urgente e necessária obra de reavivamento e reforma que precisa acontecer. Mas quando tomamos a firme decisão de andar nas pegadas de Jesus, firmes na verdade presente, podem vir inimigos dos quatro cantos desta Terra, eles não alcançarão êxito. Porque a obra não é nossa, é do Senhor. E Ele concede a sabedoria do Espírito Santo a todo aquele que, qual Neemias, se empenha em fazer a vontade divina, ainda que perseguido e mal compreendido.
A minha oração é que as nossas ações não correspondam às de Tobias e Sambalate, mas às de Neemias. Não tem sido fácil para os fiéis servos de Deus a obra atual de reparar as brechas, e seus corações têm sido magoados por professos cristãos que, dizendo-se irmãos, não perdem a oportunidade de desanimá-los. Se por um acaso você estiver do lado errado, em nome de Jesus, permita que Ele realize em você um transplante espiritual: “tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne” (Ez.11:19). Entregue-se a Jesus e Ele fará de você a mais linda obra! Vigiemos e oremos!
Bom dia, Neemias atuais!
Rosana Garcia Barros
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
#Neemias6 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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NEEMIAS 6 – Ações corretas pautadas pela verdadeira religião podem facilmente suscitar oposição. Muita gente não gosta daqueles que gostam das coisas de Deus.
“Aqui na Terra, muitas das pessoas do Senhor não percebem jamais as tentações e os testes especiais que os servos do Senhor enfrentam dia após dia. A liderança espiritual é difícil”, informa Warrem Wiersbe.
• Os que odeiam aos servos de Deus chegam de mansinho, amigavelmente, visando tirar o foco de quem coopera com Deus. Apresentam boas propostas, dão boas sugestões, parecem ser boas pessoas. Mas, sabia, educada e respeitosamente, é preciso responder: “Estou executando um grande projeto e não posso parar” (Neemias 6:1-4).
• Os que não servem a Deus de fato atacam com palavras aos verdadeiros servos de Deus. Ainda que bem fundamentadas, cheias de lógica humana, as calúnias dos inconversos são imaginárias (Neemias 6:5-9). “Estão dizendo por aí”, “ouvi dizer”, “tem gente que está insatisfeita…”, são conversas de quem faz um desfavor à obra do Senhor. “Os servos de Deus não podem fazer nada em relação ao que as pessoas dizem deles, mas podem determinar o tipo de caráter que têm e o testemunho que dão. Os muros não seriam construídos se Neemias parasse o trabalho para defender sua reputação” (Wiersbe).
• Os inimigos infiltrados entre o povo de Deus armam ciladas com base em supostas ameaças a fim de atrapalhar o desenvolvimento do trabalho do verdadeiro líder espiritual. Há conselhos que parecem bons, e sua malignidade só se percebe mediante o discernimento obtido pela busca a Deus através da oração. Neemias não caiu nas ardilosas artimanhas de inimigos disfarçados de bondosos, devido à sua prática constante da oração (Neemias 6:10-14).
Há na igreja cristã Sambalates, Tobias e Semaías modernos:
• Homens e mulheres que acusam, difamam e caluniam aos líderes espirituais do povo de Deus. Em toda parte eles estão vivos e atuantes. São perseverantes, persistentes.
• Homens e mulheres de Deus enfrentam conspirações, artimanhas ardilosas e falsos profetas; contudo, como Neemias possuem discernimento para não deixar-se influenciar.
A liderança espiritual é um tremendo desafio! Portanto, o conselho divino é: “Lembrem-se dos seus líderes, que transmitiram a Palavra de Deus a vocês… Obedeçam-lhes, para que o trabalho deles seja uma alegria, não um peso…” (Hebreus 13:7).
Vivamos o ideal de Deus! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: NEEMIAS 5 – Primeiro leia a Bíblia
NEEMIAS 5 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL
NEEMIAS 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ne/5
O povo judeu era filho da mesma aliança, mas alguns haviam esquecido as instruções de Deus dadas por Moisés a respeito dos pobres entre eles. Certos nobres e governantes estavam ficando ricos ao adquirir propriedades de judeus menos afortunados, por meio de práticas de empréstimo sem escrúpulos. Houve um grande clamor do povo a Neemias sobre a perda de seus lares, terras, filhos e até escravidão forçada.
Neemias expressou sua indignação com o tratamento que estava sendo dado aos pobres! Ele convocou uma reunião dos nobres e governantes e os repreendeu. Ele os chamou a temer o Senhor e a lembrar dos mandamentos de Deus.
“Mesmo entre os que professam estar andando no temor do Senhor, há alguns que estão agindo outra vez conforme o curso seguido pelos nobres de Israel. Estando em seu poder proceder assim, eles pedem mais do que é justo, tornando-se opressores. E porque avareza e perfídia são vistas na vida daqueles que levam o nome de Cristo … a religião de Cristo é tida em desonra.” Profetas e Reis, p. 335.
Tudo o que temos é uma bênção do alto. Levemos sempre nossas finanças a Deus para recebermos Sua orientação e procuremos maneiras de ser uma bênção para os pobres entre nós.
Cheri Holmes
Enfermeira de sala de emergência
Lynden, Washington EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/neh/5
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980 palavras
É incerto determinar quando ocorreram os eventos descritos neste capítulo. […] Não há sugestão ou narrativa de que a aflição estivesse ligada com a obra de reconstrução. As injustiças eram mais profundas e foram desenvolvidas durante um longo período (CBASD-Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 3, p. 452).
2 somos muitos. A queixa vinha principalmente de famílias grandes. A descendência numerosa não demonstrava ser uma bênção, como normalmente era considerada pelos orientais, mas um fardo e a razão de profunda perplexidade (CBASD, vol. 3, p. 452).
4 o tributo do rei. Como de outras províncias persas, da Judeia era requerido anualmente o pagamento de um tributo ao tesouro persa, parte em dinheiro e parte em gêneros alimentícios. Nos primeiros anos essa obrigação não pareceu opressora, mas nos anos improdutivos a aparição do cobrador de impostos geralmente prenunciava grande miséria. Os pobres contraíram dívidas para atender às taxas, sem esperança de reembolso (CBASD, vol. 3, p. 452).
5 mesma carne. Um grupo reclamava que suas famílias eram muito grandes e isso lhes impedia de conseguir alimento, outro grupo reclamava de ter hipotecado sua propriedade por causa da fome; outra parte recorreu aos agiotas, a fim de pagar as taxas e um quarto grupo caiu nas mãos de agiotas usurários. Essas pessoas sofriam não pela opressão de tiranos estrangeiros, mas pela extorsão de seus irmãos. […] Muitos dos antigos exilados escaparam do cativeiro babilônico para se encontrar em escravidão nas mãos de seus irmãos, e o último estado parecia pior do que o primeiro. Em Babilônia, as famílias permaneciam unidas; mas, em Jerusalém, os filhos eram tirados dos pais, para se tornar escravos de compatriotas judeus (CBASD, vol. 3, p. 453).
6-13 Neemias ouviu a reclamação e agiu após um período de reflexão (v. 7; ver tb 1:4; 2:11-15). Observe que a ira de Neemias não é uma reação emocional a uma crise, mas o resultado da contemplação e raciocínio (Andrews Study Bible).
6 muito me aborreci. Parece que a letra da lei não era violada, exceto na questão de se tirar vantagem (v. 11), algo que o povo não se queixou. […] No entanto, era o espírito e não a letra da lei que os ricos transgrediram. Em épocas de dificuldades econômicas, era dever deles auxiliar os irmãos mais pobres, não oprimi-los (v. 14, 17) (CBASD, vol. 3, p. 453).
9-11 “A preocupação de Deus para com os pobres é revelada em quase todos os livros da Bíblia. Neemias enfatizou que tratar os pobres e oprimidos com justiça era fundamental para seguirem a Deus. Os livros de Moisés claramente enunciavam aos israelitas a responsabilidade de cuidar dos pobres (Êx 22:22-27; Lev 25:35-37; Dt 14:28,29; 15:7-11). A maneira como ajudamos os necessitados reflete o amor e preocupação de Deus” (Life Application Study Bible).
9 o opróbrio dos gentios. Era, portanto, um grande pecado oprimir os pobres. Era uma reprovação à sua profissão de fé. “Lembrem a censura de nossos inimigos. Eles dirão: ‘Esses judeus professam tanta devoção a Deus, mas vejam como tratam a si mesmos de maneira bárbara”. Nada expõe a religião a uma maior censura de seus inimigos do que a vida mundana e o coração duro daqueles que a professam. Bíblia de Estudo Mathew Henry.
10 dinheiro emprestado. Nota-se que não se condena o empréstimo de dinheiro, mas sim, a usura no caso de pessoas necessitadas. Isto não se estende a investimento em empresas (Ex 22.25; Lv 25.35-37; Dt 33.19-20) (Bíblia Shedd).
Não há nada aqui condenando hipotecas ou juros em si mesmos. Eles constituem um legítimo método de comércio, exceto quando são usados para se tirar proveito indevido das necessidade de um irmão (Comentário Bíblico Devocional VT – FBMeyer).
Aqueles que emprestaram dinheiro aos judeus, tirando proveito de sua necessidade, eram muito severos com eles. Eles exigiam juros de 12% e a centésima parte mensalmente. Neemias urgiu para que não apenas não se realizassem negócios daquele tipo com seus vizinhos, mas que devolvessem tudo que haviam tomado deles. Bíblia de Estudo Mathew Henry.
Deixemos este ganho.Neemias se dirige aos aproveitadores, sem preparo, de maneira improvisada: “Deixemos este ganho”, incluindo-se na consideração, reprovando a si mesmo, ainda que de nenhuma maneira fosse culpado desse pecado. Não obstante sua autoridade para ordenar, ele prefere suplicar aos irmãos, em benefício do amor. Bíblia de Estudo Mathew Henry.
13 sacudi o meu regaço. Neemias realizou um ato simbólico, que constituiu em juntar a veste como se fosse carregar algo nela e então sacudi-la. […] Entre as nações da antiguidade, poucas coisas eram tão temidas como cair em maldição [ver Dt 28:16 a 44] (CBASD, vol. 3, p. 453).
14 fui nomeado. Pela primeira vez, Neemias declara abertamente que a autorização para ele retornar e reedificar os muros de Jerusalém era acompanhada da nomeação para ser governador da Judeia (CBASD, vol. 3, p. 453).
o pão devido ao governador. Durante todo o tempo em que esteve no cargo, ele não reivindicou a renda habitual à qual um governador tinha direito de receber de seus súditos, mas pagou ele mesmo suas despesas pessoais (CBASD, vol. 3, p. 453).
15 quarenta siclos de prata. Neemias indica qual fora a maneira de governar de seus predecessores. Ele não cita nomes, porque o que ele tinha a dizer a respeito deles não era memorável; ademais, em casos como esses, é melhor evitar nomes. Bíblia de Estudo Mathew Henry.
15,16 “Neemias liderou todo o projeto de construção, mas ele também trabalhou nos muros junto com os outros. Ele não era um burocrata num escritório confortável e seguro, mas um líder que se envolveu no trabalho do dia a dia. Ele não usou sua posição para dominar seu povo. Um bom líder se mantém em contato com o trabalho a ser feito. Os melhores líderes são os que lideram através do exemplo e do falar” (Life Application Study Bible).
19 Neemias menciona o que fizera por seu povo com a intenção de envergonhar os governantes e interromper a sua opressão. Ele faz essa menção a Deus em oração mas não a faz por pensar que merecesse algum favor dele, e, sim, para mostrar que não esperava dos homens nenhuma recompensa por sua generosidade. Bíblia de Estudo Mathew Henry.
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“Lembra-te de mim, para meu bem, ó meu Deus, e de tudo quanto fiz a este povo” (v.19).
O avanço da obra e os constantes ajuntamentos começaram a encorajar a parcela do povo que, pelas necessidades pós-exílio, tornou-se economicamente refém de seus irmãos mais abastados. Vendo em Neemias um líder justo e temente a Deus, os judeus injustiçados ergueram um grande clamor contra seus opressores. Suas terras, suas vinhas e suas casas foram empenhadas a fim de prover o sustento da família. Mas a situação agravou-se de tal maneira que até seus filhos foram entregues como escravos.
Neemias ficou indignado ao ouvir tamanho descaso e extorsão para com os pobres do povo. Mas a sua indignação não foi desculpa para agir com imprudência. Não tomou as rédeas da situação no impulso de sua ira. Como líder sábio e prudente, buscou avaliar o problema considerando a melhor maneira de resolver a questão. Como se tratava de algo que havia se tornado publicamente conhecido, Neemias repreendeu os nobres e magistrados, convocando “contra eles um grande ajuntamento” (v.7).
Diante do discurso acalorado e verdadeiro de Neemias, “se calaram, e não acharam que responder” (v.9). Como flechas, as palavras do sábio líder atingiu-lhes diretamente a consciência. Não foi a prática de empréstimo em si que foi condenada, mas a forma como era realizada, oprimindo a seus irmãos com altos juros. O próprio Neemias não justificou a si mesmo, pois que também emprestava a seus irmãos, ainda que sem prejudicá-los. Além disso, abdicava de seu salário de governador, “porquanto a servidão deste povo era grande” (v.18).
Como se tivesse um vislumbre dos últimos tempos, o apóstolo Paulo descreveu a miséria humana em nossos dias difíceis, a começar pelo egoísmo (2Tm.3:1-5). O egoísmo ou a ausência de altruísmo tem corrompido o coração da humanidade e encaminhado o mundo para o cumprimento da profecia dada por Cristo: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt.24:12). Costumamos ter muita facilidade em destacar os erros do antigo Israel e muita dificuldade em aplicá-los à nossa realidade. Temos nós agido com compaixão e altruísmo diante das necessidades de nossos semelhantes?
Paulo também apresenta, em nosso contexto de igreja, um importante princípio: “Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” (Gl.6:10). Irmãos, estamos vivendo a realidade descrita pelo apóstolo dos gentios. São tempos muito difíceis. Há um inimigo feroz querendo nos destruir, e será que não estamos mais preocupados com coisas temporais quando existem tantos ao nosso redor perecendo? Será que podemos sinceramente dizer: “Lembra-te de mim para meu bem, ó meu Deus, e de tudo quanto fiz a este povo”?
Com dedicação desinteressada e trabalho voluntário, Neemias praticamente financiou boa parte da reconstrução dos muros. Deu tudo de si para uma causa que sabia ter a assinatura da aprovação divina. Todos nós fomos criados para um propósito maior. O Senhor nos incluiu em Seu plano não que precise de nós, mas em que nós precisamos dEle. Quando a criatura entrega o curso da vida nas mãos do Criador, Ele sempre a conduz na direção de seus semelhantes, formando uma corrente do bem, ligada elo a elo.
Que nossa vida, nas mãos de Deus, seja um elo inabalável nesta corrente, como obreiros fiéis e altruístas na última grande obra, sendo coobreiros dAquele que tudo entregou na cruz do Calvário pagando a nossa dívida, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Vigiemos e oremos!
Bom dia, amados irmãos!
Rosana Garcia Barros
#Neemias5 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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NEEMIAS 5 – Precisamos estudar corretamente a Bíblia, caso queiramos usufruir da essência da verdadeira religião. A preocupação com os necessitados é uma das mais latentes demonstrações da verdadeira espiritualidade.
No decorrer da revelação divina, “a causa do pobre, do doente e do desamparado é regularmente apresentada, dando a entender que Israel, a nação escolhida, não obedeceu às leis sociais, econômicas e religiosas dadas por Deus a respeito de seu bem-estar. Israel deveria ajudar os vulneráveis e necessitados, sendo, assim, um modelo a outras nações. A assistência e o desenvolvimento devia ser colocada em prática de modo que a nação escolhida fosse um ideal daquilo que Deus pretendia para a humanidade”, analisa Wagner Kuhn.
Neemias demonstra grande preocupação com os oprimidos desde que soube da situação de seu povo em Jerusalém. Ele caracteriza o que Israel devia ser. Cada ação sua visava socorrer aos vulneráveis, ainda que tivesse de perder o emprego, deixar seu conforto, correr riscos, enfrentar terríveis oposições, e trabalhar incansavelmente.
David Platt, considerando Tiago 1:27, afirmou: “Aparentemente a verdadeira religião não consiste na participação monótona em uma atividade piedosa superficial. A verdadeira religião consiste em demonstrações justas e consistentes de amor sobrenatural e altruísta”. Corroborando, John Piper destacou que “os cristãos devem focar as necessidades dos outros, não em sua própria comodidade. Devem focar no amor, não em sua própria segurança”.
Neemias exemplifica na prática esta elevada atitude. Enquanto aproveitadores exploravam seus compatriotas diante da crise (Neemias 5:1-12), Neemias repreendia os usurários que oprimiam e exploravam os recursos do povo; como governador ele se doava, entregava generosamente seus recursos e se sacrificava pelo bem e restauração do povo (Neemias 5:13-19). “Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a Sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos” (I João 3:16).
Neemias enfrentou a classe dominante de Jerusalém, deixando um grande aos cristãos de hoje. A verdadeira religião combate a exploração, confronta as injustiças e promove o bem usando toda sua influência, mesmo à custa de perdas financeiras. Pessoas gananciosas, avarentas e exploradoras precisam de conversão mesmo estando entre o povo de Deus.
A reprovação no juízo ou absolvição está relacionada à pratica do bem (Mateus 25:31-46). Neemias sabia disso (Neemias 5:19), e você?
Enfim, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: NEEMIAS 4 – Primeiro leia a Bíblia
NEEMIAS 4 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL
NEEMIAS 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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