Reavivados por Sua Palavra


Deuteronômio 01 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
16 de junho de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“O Senhor, vosso Deus, vos tem multiplicado; e eis que, já hoje, sois multidão como as estrelas dos céus” (v.10).

Na planície do Jordão, Moisés iniciou o seu primeiro discurso ao povo antes de sua morte. O livro de Deuteronômio é composto de um rico compêndio da história de Israel, suas leis, a importância da obediência, a repetição dos dez mandamentos e das cerimônias; uma série de quatro sermões do grande líder hebreu. Diante de uma nova geração que, em sua maioria, não testemunhou os prodígios do Egito e a manifestação do Senhor no Sinai, Moisés proferiu as palavras deste livro a fim de entregar a Josué uma nação ciente de seus direitos e deveres para com Deus e uns para com os outros.

Notem que Moisés não iniciou o discurso com as experiências do Egito. Ao rememorar a trajetória no deserto, deu ênfase à fase de Israel não como povo cativo, mas como nação livre. Caminhada após caminhada, a mão do Senhor conduzia Israel “como um homem leva a seu filho” (v.31), disciplinando-o quando necessário e amando-o em todo o tempo. Mas diversas foram as circunstâncias que levaram o povo a murmurar contra Deus e contra seus líderes. Nem mesmo os inúmeros milagres e bênçãos visíveis e palpáveis foram suficientes para aplacar a ira de um povo habituado a reclamar. Contudo, os filhos de Israel serviam a um Deus fiel e que cumpriu a antiga promessa dada a Abraão: “Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes[…] Será assim a tua posteridade” (Gn.15:5).

Em um século onde a palavra-chave é lucro, multidões têm seguido pelo caminho de uma religião circunstancial. As circunstâncias governam a vida e sob a mínima prova, depõem de sua fé. O que aconteceu com Israel acontece hoje no “grande e terrível deserto” (v.19) deste mundo. E o mesmo consolo nos é dado: “Não temas e não te assustes” (v.21). Porém, à semelhança da antiga nação, muitos permanecem “rebeldes à ordem do Senhor, nosso Deus” (v.26), compondo uma “maligna geração” (v.35) que não verá o lar eterno. Como necessitamos do Espírito do Senhor nos conduzindo e fortalecendo! Como necessitamos de uma fé que não desfaleça mesmo em face das dificuldades! Uma fé que possa declarar em verdade: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação” (Hc.3:17-18).

Assim como Israel parou para ouvir o discurso de seu líder, precisamos parar para ouvir o que o Senhor deseja nos falar por meio de Sua Palavra. Lembrem-se de que os comentários aqui disponibilizados são auxiliares, e não podem jamais substituir a sua busca e contato pessoal com as Escrituras. Nestes dias decisivos, precisamos compreender que a verdadeira adoração não consiste apenas em fazer parte de Israel, mas em ser um verdadeiro adorador do Deus de Israel, independente das circunstâncias. Que tão perto como estamos da pátria celestial, que naquele grande Dia, o Senhor possa dizer a nosso respeito: “ele(a) ali entrará” (v.38). Vigiemos e oremos!

Bom dia, verdadeiros adoradores!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Deuteronômio1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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