Reavivados por Sua Palavra


Números 28 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
7 de junho de 2022, 0:45
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“É holocausto contínuo, instituído no monte Sinai, de aroma agradável, oferta queimada ao Senhor” (v.6).

Como quem instrui uma criança, Deus precisava inculcar na mente de Seu povo todas as cerimônias já estabelecidas no Sinai. A repetição das leis concernentes aos rituais do santuário tinham o objetivo didático de preparar Israel para transmitir, de geração em geração, os símbolos que apontavam para a missão do Messias. As ofertas contínuas, mais conhecidas como os sacrifícios da manhã e da tarde, representavam a Cristo, mas também a necessidade humana em permitir que o Senhor seja o primeiro e o último na vida. E a ênfase dada pelo Senhor, ao dizer: “Da Minha oferta, do Meu manjar para as Minhas ofertas” (v.2), comunica ao homem o plano exclusivamente divino de seu resgate.

Até o tempo de tais ofertas foi estabelecido por Deus, “a seu tempo determinado” (v.2), “dia após dia” (v.3), “um[…] pela manhã, e o outro, ao crepúsculo da tarde” (v.4). No sábado, “além do holocausto contínuo e sua libação” (v.10), havia uma oferta especial sabática. O início de cada mês também era dedicado ao Senhor com ofertas específicas, e o primeiro mês do ano, celebrado com a festa da Páscoa, sete dias de celebração, inaugurada e encerrada com “santa convocação” (v.18). O Senhor ensinou aos Seus filhos a melhor forma de administrar o tempo, de forma que jamais esquecessem a Quem pertenciam, de onde tinham vindo e para onde estavam indo.

Cada detalhe das instruções dadas pelo Senhor a Moisés na construção de Seu santuário e na adoração que ali seria oferecida revela o cuidado de um Deus que conhece a nossa natureza carnal e totalmente dependente de Sua constante presença e cuidado. Daquela nova geração, poucos haviam presenciado os prodígios do Senhor no Egito e a Sua gloriosa manifestação no Sinai. A fim de livrar a nação da apostasia, Deus usaria Seu servo Moisés antes de sua morte, a fim de proclamar as leis que a protegeriam. Não poderia ser diferente com a última geração dos filhos de Deus. De forma pontual, conforme os limites temporais previamente indicados nas Escrituras, o Senhor ergueu uma voz profética para os nossos dias.

Desviados dos princípios eternos da Palavra de Deus, aqueles que haviam se unido à reforma protestante, precisavam resgatar as verdades outrora esquecidas. Iluminados por um reavivamento pessoal e coletivo, um grupo de crentes, cheio do Espírito Santo, tornou à Bíblia como em busca de um tesouro perdido. Examinando as Escrituras ponto a ponto, especialmente o livro do profeta Daniel, seus olhos foram abertos para o solene tempo em que estavam vivendo, julgando fazer parte da geração que contemplaria o retorno de Cristo à Terra sem passar pela morte.

Qual não foi a sua decepção, o dia do advento tornou-se em dia de terrível desapontamento. Acertaram na data, mas erraram no evento. Em 22 de outubro de 1844, milhares de cristãos choraram amargamente a triste realidade de que o tempo determinado ainda não havia chegado. Contudo, homens de Deus que experimentaram o poder que os conduziu a tal experiência, buscaram em oração o consolo e a resposta do Senhor. Era necessário que ainda profetizassem “a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (Ap.10:11). E enquanto Jesus entrava no lugar Santíssimo do santuário celeste, a fim de iniciar o Seu juízo investigativo, Deus levantou um povo para proclamar ao mundo o Seu “evangelho eterno” (Ap.14:6) e terminar a missão que culminará na volta de Jesus: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt.24:14).

Não sabemos o dia e nem a hora em que o Filho do Homem virá. E não compete a nós marcar novas datas, mas confiar no tempo determinado por Deus, enquanto dia a dia fortalecemos a nossa fé oferecendo a nossa vida no altar do Senhor como sacrifício contínuo, vivo, santo e agradável a Ele, que é o nosso culto racional (Rm.12:1). Por isso que o tempo que o Eterno nos dá de presente é este: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). “Eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2Co.6:2). Aproveitemos este tempo com Deus até que Ele o torne eterno. Vigiemos e oremos!

Bom dia, povo do advento!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Números28 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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