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“[…] e o sacerdote por eles fará expiação, e eles serão perdoados” (v.20).
Sabemos que o pecado surgiu da rebelião de um anjo de luz que ambicionou ser “semelhante ao Altíssimo” (Is.14:14). E, por sua maldade, semeou discórdia no coração de terça parte dos anjos (Ap.12:7) e fez cair os nossos primeiros pais (Gn.3:6). A essência do pecado sempre será a maldade, a corrupção. Mas nem sempre o pecado é gerado pela vontade de cometê-lo. Muitos, e até líderes religiosos, como no caso dos sacerdotes no capítulo de hoje, cometem pecados “por ignorância” (v.2). Ou seja, pecados não intencionais. O termo usado para pecado, neste caso, é uma palavra hebraica que significa “errar o alvo”.
Diferente da raiz hebraica para iniquidade, que significa pecado deliberado, em que alguém sabe que está em pecado, mas escolhe permanecer nele, o pecado por ignorância ou não premeditado, apesar de não ser doloso, não deixa de ser pecado, e Deus concedeu aos Seus filhos uma provisão especial a fim de que houvesse expiação para este fim específico. Os sacerdotes, a nação, seus príncipes e cada indivíduo eram chamados a oferecer aqueles sacrifícios quer seus pecados fossem ocultos ou notórios à coletividade. Através destes sacrifícios, do reconhecimento de que precisavam do auxílio e perdão de Deus a fim de ensiná-los a andar pelo caminho correto, os filhos de Israel adquiriam uma fé sólida e, a cada passo, seriam ensinados a fazer diferença entre o santo e o profano.
Os sacrifícios pelos pecados por ignorância nos ensinam duas lições de cunho espiritual extremamente relevantes: primeiro, que não há desculpas para o pecado, pois “o salário do pecado é a morte” (Rm.6:23). Pecado é pecado, não importa se culposo ou doloso. E segundo, que Deus deseja nos estender o Seu perdão mesmo por pecados que cometemos sem saber. Creio que o texto a seguir resume bem o desejo do Senhor em nos reconduzir ao alvo: “Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21). Precisamos do Espírito Santo a nos guiar pelo caminho, a fim de que nossos tropeços e quedas não sejam fatais.
O objetivo final destes sacrifícios era o perdão, como percebemos nas expressões: “e eles serão perdoados” (v.20); “e este lhe será perdoado” (v.26); “e lhe será perdoado” (v.35). Amados, cada dia, o Senhor nos convida a irmos ao pé da cruz e ali oferecermos o sacrifício de um coração contrito e desejoso em fazer a Sua vontade. Através das Escrituras, o Espírito Santo tem nos ensinado, nos repreendido, nos corrigido e nos educado na justiça (2Tm.3:16). Temos nós aceitado ouvir a Sua voz a nos conduzir pelo caminho? Infelizmente, enquanto estivermos na condição vulnerável de pecadores, corremos o risco constante de errar o alvo. Mas para todo filho e filha de Deus que diariamente dedica a vida no altar do Senhor, há uma maravilhosa notícia: “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam” (At.17:30).
Cristo Jesus está de braços abertos para nos receber e perdoar os nossos pecados. Enquanto a graça ainda nos está disponível, corramos ao encontro dAquele que já realizou por nós o perfeito sacrifício. O fato de o Senhor não levar “em conta os tempos da ignorância” não significa que devemos permanecer ignorantes, mas que, diligentemente, como herdeiros do reino eterno, devemos seguir os passos dAquele que sofreu em nosso lugar (1Pe.2:21). Pois “todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus [Jesus Cristo] o guarda, e o Maligno não lhe toca” (1Jo.5:18). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, nascidos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Levítico4 #RPSP
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LEVÍTICO 4 – Levítico é o livro da preparação do povo que lideraria a espiritualidade mundial. É o manual do povo de Deus para cultuá-lO, servir-Lhe, e ser-Lhe fiel antes de adentrar à Terra Prometida; assim, tão importante quanto foi ao povo de Deus no deserto dirigindo-se à Canaã, é relevante ao povo de Deus que trilha pelo deserto deste mundo rumo à Canaã Celestial.
Se Levítico visava preparar um povo para possuir a terra, agora, na reta final da jornada neste mundo, sua mensagem visa preparar um povo para o Céu. Quão importante é então debruçarmos sobre as páginas sagradas desse importantíssimo livro! A graça celestial se revela nesses escritos de Moisés ao apresentar Deus como um pai amoroso, que ensina Seus filhos a adorá-Lo corretamente e a terem vida de santidade, antes de receber o auge do privilégio que Deus quer conceder-nos.
Em Levítico há 90 ocorrências do termo “santo” e 17 do termo “santificar”. Esse livro, porém, vai muito além de apenas registrar rituais sangrentos e meios repulsivos de achegar-se a Deus. O Senhor intencionava ensinar didaticamente pecadores sobre a malignidade e gravidade da iniquidade. Tudo indicava que um inocente seria sacrificado para cobrir o preço do salário do pecado dos condenados, a fim de que obtivessem liberdade e vida (Romanos 6:23).
Levítico 4 informa-nos como se devia fazer a expiação de pecados cometido contra Deus. O tipo de sacrifício variava de acordo com quem cometia o pecado. Pecados de sacerdotes e da congregação exigiam sacrificar um novilho (Levítico 4:3-21). Quando a pessoa que pecasse fosse príncipe, deveria oferecer um bode (Levítico 4:22-26). Se fosse uma pessoa comum, o sacrifício seria uma cabra (Levítico 4:27-35). Todo sacrifício apontava para Jesus, que ofereceu a Si mesmo a Deus, para perdoar nossos pecados (Hebreus 9:14-15, 28). Apesar da diferenciação nos sacrifícios, Jesus ofereceu um único sacrifício útil para perdoar líderes espirituais, a congregação, os líderes políticos e o cidadão comum. Jesus é suficiente para todos!
Como substituto, Cristo foi oferta perfeita e sacrifício de aroma agradável (Efésios 5:2) para que nEle sejamos aceitos e reconciliados com o Supremo Pai Celestial. Nele, nossos vis pecados estão definitivamente perdoados por Deus!
Apesar da malignidade do pecado e da santidade divina, Deus anseia salvar pecadores! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO LEVÍTICO 3 – Primeiro leia a Bíblia
LEVÍTICO 3 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
LEVÍTICO 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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O nome desse sacrifício, oferta pacífica [ARA; NVI: “oferta de comunhão”; hebraico: shelem], está relacionado com a palavra shalom, que significa “paz” ou “bem-estar.” Seu ritual celebrava, através do sacrifício, o relacionamento de bem-estar entre o homem e Deus. Apontava para o sacrifício de Cristo, através do qual o povo de Deus desfruta paz com Ele (Rm 5:1). Este saudável relacionamento era representado por uma refeição compartilhada entre Deus e o ofertante.
A oferta da paz era o único sacrifício no qual o ofertante poderia participar da carne, após a gordura ser queimada a Deus sobre o altar e o sacerdote tomar a sua parte (comparar com Lev. 7). O “comer” de Deus era simbólico, porque Ele não precisa de alimentação humana (Sl 50:13).
Do mesmo modo que a oferta de cereais, a oferta de paz não expiava pecados específicos. No entanto, o seu sangue resgatava a vida (fazia expiação pela alma) do proponente (Lv. 17:11), mostrando que vidas humanas dependem de um relacionamento restaurado com Deus, através do sangue de Cristo. Seu sacrifício não foi feito somente por nós, individualmente, mas deve ser aceito por cada um de nós, pessoalmente, como Jesus disse: “se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós” (João 6:53, como explicado no versículo 63).
Quando aceitamos Cristo em nós (participando dEle) por meio do Espírito Santo, o Seu amor vive em nós (Rm 5:5; Gl 2:20) e transforma todos os nossos relacionamentos.
Isto, sim, é motivo digno de comemoração!
Roy Gane
Andrews University
Estados Unidos
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938 palavras
1 sacrifício pacífico (ARA; NVI: sacrifício de comunhão). Heb shelem, da raiz traduzida “paz”, “saúde” e “inteiro”. Falavam de inteira dedicação da parte do ofertante e da paz com Deus a quem as oferecem. As gorduras, somente, eram queimadas, e as carnes eram consumidas pelos sacerdotes e e pelo povo, numa ceia de aliança solene, à qual os pobres eram convidados (Dt 12.18), que prenunciava a paz que seria trazida aos homens pela obra de Cristo (Cl 1.20), e comemorada na Ceia do Senhor (1Co 10.16). Bíblia Shedd.
A oferta da comunhão era o único sacrifício do qual o ofertante podia comer uma parte. … O ofertante tinha, com base no sacrifício, comunhão com Deus e com o sacerdote, que também comia parte da oferta (7.14, 15, 31-34). Esse sacrifício – junto com os outros – era oferecido aos milhares durante as três festas anuais em Israel (v. Êx 23.14-17; Nm 29.29), porque multidões de pessoas vinham ao templo para adorar e compartilhar de uma refeição comunitária. Durante a monarquia, os animais oferecidos pelo povo eram em geral suplementados pelas grandes quantidades dadas pelo rei. Na dedicação do templo, Salomão ofereceu 20 mil bois e 120 mil ovelhas como ofertas de comunhão do decurso de um período de 14 dias (1Rs 8.63-65). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Era um sacrifício a fim de enfatizar uma oração solene (como um voto) ou quando esse tipo de oração era atendida, ou por simples gratidão (7.16). Comer carne era um luxo raro nos tempos antigos e, geralmente, envolvia celebração. Bíblia de Genebra.
O traço distintivo da oferta pacífica era a refeição em comum partilhada na área do santuário, na qual a alegria e a felicidade prevaleciam, e onde os sacerdotes e o povo conversavam. Não era esta uma ocasião em que a paz era restabelecida, mas uma festa de regozijo por haver paz. Geralmente, era precedida por uma oferta pelo pecado e uma oferta queimada. O sangue havia sido aspergido, a expiação fora feita, o perdão fora concedido e a justificação, assegurada. Na celebração dessa experiência, o ofertante convidava seus parentes próximos, seus servos e os levitas para comer com ele. A família toda se assentava no pátio da congregação para celebrar a paz estabelecida entre Deus e o homem, e entre este e seu semelhante. Não há alegria mais elevada do que estar em paz com Deus (ver Rm 5:1). Cristo deixou um legado ao dizer: “Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou” (Jo 14:27). A paz de Cristo é a calma segurança que vem da confiança em Deus. Cristo proferiu essas palavras de paz à sombra do Getsêmani e do Gólgota. Ele sabia o que O esperava, mas não Se intimidou diante disso. Seu coração estava cheio de paz e amor. Ele sabia em quem confiava e descansava na segurança de que era amado pelo Pai, ainda que não enxergasse além dos portais do túmulo. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 780, 781.
fêmea. Uma oferta de bem estar poderia ser macho ou fêmea. Compare purificação/oferta de pecado de pessoas comuns, as quais se requeria serem fêmeas (4.28, 32; 5:6). Todos esses animais representavam Cristo (Jo 1:29). Então, a noção de que comente um macho poderia representar Cristo não tem fundamento adequado. Andrews Study Bible.
3 toda a gordura. Não a gordura distribuída pelo corpo, mas a gordura que cobria certos órgãos era queimada sobre o altar juntamente com os rins. CBASD, vol. 1, p. 781.
5 em cima do holocausto. Os holocaustos a favor da nação inteira eram oferecidos todas as manhãs e todas as tardes, e as ofertas da comunhão eram oferecidas [após e] em cima deles. Bíblia de Estudo NVI Vida.
É oferta … de aroma agradável ao Senhor. Quando a gordura era queimada sobre o altar produzia um “aroma agradável ao Senhor”. … A gordura era sempre queimada sobre o altar e Deus exigia isso (Lv 3:16); era “aroma agradável” ao Senhor; … Comer “a gordura da terra” (Gn 45:18, KJV) significava apreciar o melhor que a terra oferecia. CBASD, vol. 1, p. 781, 782.
9 cauda gorda. Raça de ovelhas ainda muito usada no Oriente Médio, com uma cauda pesada de gordura. Bíblia de Estudo NVI Vida.
11, 16 como alimento oferecido ao Senhor (NVI; ARA: manjar da oferta queimada ao Senhor). O Antigo Testamento insiste em afirmar que Deus supre o homem com alimentos e não vice-versa (Gn 1.19; Sl 50.12-14). Portanto, esse comentário deve ser entendido de maneira figurada, que Deus se agrada do sacrifício oferecido pela fé (cf Hb 11.4), tal como as pessoas apreciam os alimentos. Bíblia de Genebra.
Os sacrifícios israelitas não eram “alimentos para os deuses” (em contraposição com outras culturas antigas; v. Ez 16.20; cf Sl 50.9-13), mas às vezes eram chamadas metaforicamente de “manjar” (21. 6, 8, 17, 21; 22:25) no sentido de serem presentes para Deus, que os aceitava com grande prazer. Bíblia de Estudo NVI Vida.
12 uma cabra. Neste caso, o procedimento era o mesmo dos outros sacrifícios. A imposição da mão, a imolação e a aspersão do sangue seguiam um padrão regular. A gordura era cuidadosamente removida e queimada sobre o altar com os rins do animal. CBASD, vol. 1, p. 782.
17 gordura nenhuma nem sangue jamais comerás. A gordura dos animais sacrificados pertencia a Deus (v. 3). Comer sangue significa comer carne cujo sangue não foi drenado (1Sm 14.33). A razão teológica para essa proibição é dada em 17.11. Bíblia de Genebra.
Quando Deus permitiu que as pessoas comessem carne, Ele não permitiu que consumissem o sangue, que representa a vida (Gn 9:4). … Drenar o sangue mostra respeito por Deus e pela vida que Ele criou (compare Êx 20:13). Somente o Criador tem o direito de utilizar sangue. Contudo, como exemplo, Ele ordenou que sempre fosse drenado dos sacrifícios animais e vertidos na parte exterior do altar, de forma que ele não subia na fumaça como parte de Sua “comida”. Andrews Study Bible.
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“E porá a mão sobre a cabeça da sua oferta e a imolará diante da tenda da congregação; e os filhos de Arão aspergirão o sangue sobre o altar, em redor” (v.8).
Todas as ofertas feitas pelo povo tinham significado especial, mas esta era diferente das demais em sua finalidade. Ela não representava oferta pelo pecado, mas oferta de gratidão. A palavra pacífico vem do hebraico “shelem”, que quer dizer “benefício”. Portanto, esta oferta era uma forma de gratidão ao Senhor por todos os Seus benefícios e deveria ser feita de forma voluntária. Havia a porção que deveria ser queimada. “Toda a gordura será do Senhor” (v.16). E o sangue também era retirado e aspergido ao redor do altar. Há um mandamento final quanto a estes dois, gordura e sangue, a fim de que não façam parte da dieta do homem.
Por questões de saúde, entendemos que esta ordem divina ainda permanece como “estatuto perpétuo” (v.17) e nos abstemos do uso destes elementos da carne. É bem verdade que pela mensagem de saúde que nos foi dada somos chamados a retornar à dieta original do Éden, e, certamente, usufruiremos de mais saúde e qualidade de vida. Não podemos, porém, fazer confusão quanto ao sangue para fins de doação. Deus foi enfático: “nem sangue jamais comereis” (v.17). Mas a doação e transfusão de sangue para salvar vidas é completamente lícito e até uma forma de agradecer ao Senhor, o Doador da vida, pela oportunidade de ser participante nesta obra.
Outra finalidade da oferta pacífica era pelo cumprimento de algum voto. O adorador ia ao templo agradecer pela bênção alcançada por meio de seu voto a Deus. Por exemplo, Ana pediu a Deus um filho e votou ao Senhor entregá-lo ao Seu serviço após o desmame, e assim o fez (1Sm.1:24). Não é errado fazer votos ou firmar um propósito com o Senhor. Errado é votar e não cumprir, ou tornar o voto uma espécie de barganha com Deus. A respeito deste aspecto, pontua M. L. Andreasen:
“Esta é a hora e oportunidade supremas da igreja. O mundo credor de uma demonstração de que há um povo que permanece fiel em meio de uma infiel geração; que respeita a própria palavra, bem como respeita a Palavra de Deus; que é fiel à fé uma vez entregue aos santos. Está atrasada a manifestação dos filhos de Deus. Rm.8:19[…] E esta manifestação revelará um povo que tem o selo da aprovação de Deus. Guarda os mandamentos. Tem a fé de Jesus. Sua palavra é sim, sim, e não, não. São irrepreensíveis diante do trono de Deus” (O Ritual do Santuário, p.104).
O ser humano, desde a sua queda, sente a necessidade de perdoar e de ser perdoado, quer seja por Deus ou pelos semelhantes. E por mais que alguém diga que não se importa com isso, a ausência do perdão o consome e lhe tira a paz e até a saúde. Portanto, na oferta pacífica, o povo de Israel reconhecia o perdão de Deus, era uma forma de agradecer o beneplácito amor do Senhor. Quando reconhecemos que Cristo Se deu voluntariamente (oferta pacífica) para o perdão dos nossos pecados (sacrifício pelo pecado), vemos que há uma ordem aí. Costumamos pedir, pedir e pedir. Mas, e agradecer? Somos ingratos por natureza. O que prova que o sentimento de gratidão também é um dom de Deus.
Quando compreendemos o dom precioso de Cristo, queremos participar de Sua alegria em nos ofertar. A oferta pacífica era a única em que os filhos de Israel poderiam ter participação ativa, eles comiam daquela oferta, era uma festa entre amigos e familiares. O maior desejo do Senhor é que nos alegremos nEle. Cristo disse: “Neste mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo” (Jo.16:33). Em 1Tessalonicenses 5:16, está escrito: “Regozijai-vos sempre”. A gratidão produz em nós saúde e alegria. Só seremos gratos quando compreendermos que Jesus Cristo deseja muito mais nos salvar do que nós desejamos ser salvos. Ele nos amou primeiro! Por isso, “Não temais! Bem mais valeis do que muitos pardais” (Lc.12:7). “Buscai, antes de tudo, o Reino de Deus, e todas as coisas vos serão acrescentadas” (Lc.12:31).
Que o Senhor esteja, a cada dia, em primeiro lugar em nossa vida. Ele bate à porta do nosso coração e nos diz: “Segue-me”. Eis o segredo. Andar nas pisadas de Jesus Cristo. Simples assim. Não há erro neste voto sagrado. E Jesus encherá o nosso coração de gratidão, alegria e paz que excedem todo entendimento! Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, agraciados em Jesus Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Levítico3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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LEVÍTICO 3 – Existe harmonia no Pentateuco. Perceba que “o livro de Êxodo concluiu com a construção do tabernáculo (Êx 35-40), mas permanecia uma questão: Como o povo de Deus deveria adorá-lO nessa estrutura? O livro de Levítico foi escrito para tratar desse interesse chave. A revelação divina foi dada a Moisés durante o período de 50 dias entre a montagem do tabernáculo na base do Monte Sinai e a partida do povo rumo à Terra Prometida”, informa-nos Steve J. Lawson.
A oferta pacífica realizada com gado miúdo indica que a paz que o pecador desfruta dá-se pelo sacrifício de Cristo, O qual pagou terrível preço de fogo para livrar-nos do lago de fogo (Apocalipse 20:15).
Jesus é o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo para salvar-nos (Apocalipse 13:8). Ele deu Sua inocente e justa vida para resgatar e restaurar pecadores miseráveis; tal gesto esteve ilustrado na chamada “oferta de comunhão” (Levítico 3:1). A religião bíblica não está desprovida de racionalidade, nem de sentimentos positivos. O perdão oferecido por Deus através do sacrifício de Cristo promove indescritível paz, alegria e satisfação quando o pecador participa da comunhão restabelecida com o Criador (1 Pedro 1:3-9).
A oferta de paz era celebração pelas graças alcançadas por Deus em que o crente celebrava diante dEle e dos irmãos da fé, ao redor da mesa da comunhão.
A oferta de paz visava promover satisfação ao coração carregado de pecados, aflito pelos sentimentos de culpa. Essa oferta comemora o precioso significado do sangue de Cristo, o qual é a própria paz no coração liberto das garras do pecado (Efésios 2:4).
A oferta pacífica convidava ao relacionamento restaurado com Deus e com os irmãos, resultava da verdadeira satisfação no coração perdoado. Atualmente, o ofertante fiel, comprometido, instruído e piedoso experimenta o doce sentimento da paz que o mundo não pode dar (João 14:27; 16:33).
É através do Príncipe da Paz (Isaías 9:6) que podemos desfrutar do perdão e da reconciliação com Deus.
A essência da redenção consiste da gratidão do adorador estar em paz com o Criador, com o ser humano e consigo mesmo. O preço para obter tal paz está no sangue derramado de Cristo, sacrificado por nós!
Portanto, entregue-nos Àquele que sacrificou-Se por nós! Alegremo-nos! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO LEVÍTICO 2 – Primeiro leia a Bíblia
LEVÍTICO 2 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
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COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lv/2
Levítico 1-7 fornece instruções a respeito de cinco tipos básicos de sacrifício: holocaustos, grãos, paz, pecado e ofertas pela culpa. Estes diferem entre si, pois a carne de certos sacrifícios podia ser comida pelos sacerdotes (apenas holocaustos não podiam ser comidos) e a carne de outros pelos ofertantes (somente ofertas pacíficas podiam ser comidas). Diferiam ainda onde os sacerdotes colocariam o sangue (geralmente nos lados do altar, mas sacrifícios pelo pecado somente sobre os chifres do altar). Por que essa diferença? Porque nenhum sacrifício de animais, isoladamente, poderia simbolizar a riqueza do sacrifício de Cristo! Por exemplo, Jesus foi totalmente consumido (holocausto), mas podemos nos alimentar espiritualmente de Jesus (oferta de paz). Como alguém poderia, literalmente, “comer” o que foi “totalmente queimado”?
Itens de grãos e de bebida, muitas vezes acompanhavam alimentos cárneos para compor uma oferta de alimentos (compare Gênesis 18:6-8; Números 15). Cereais podem representar Cristo, “o Pão da Vida” (João 6:35; Mateus 26:26).
Em Levítico 2, uma oferta de cereais sem sangue ou carne é considerada um sacrifício, porque envolve a transferência de algo para o domínio sagrado de Deus, para o Seu serviço. Isto explica como Paulo podia exortar os cristãos a se oferecerem “em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês.” (Romanos 12:1, NVI). Para sermos totalmente consagrados a Deus, nós não precisamos morrer. Podemos ser “sacrifícios vivos”, oferecendo nossas vidas a Deus para o Seu serviço.
Roy Gane
Andrews University, Michigan, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/lev/2
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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1588 palavras
1 oferta de manjares (ARA; NVI: oferta de cereal). Mais precisamente, apresentar “uma oferta de cereal [minhah] como uma oferta [qorban, ver Lv 1:2]”. … A expressão “oferta de manjares”, minhah, de Levítico 2, indica uma oferta de cereais, consistindo de flor de farinha ou grão preparado de várias formas, mas nunca envolvendo carne, como o termo “manjar” pode indicar hoje. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 776.
Feita de grãos de cereal ou de farinha fina [flor de farinha]. Se assada ou cozida, consistia em bolinhos ou biscoitos feitos na panela, no forno ou numa assadeira. Era a única oferta sem sangue, mas devia acompanhar o holocausto (v. Nm 28.3-6), a oferta pelo pecado (v. Nm 6.14, 15) e a oferta da comunhão (v. 9.4; Nm 16.17). … Um punhado de farinha devia ser queimado no altar com as ofertas acompanhantes, e o restante devia ser assado sem fermento e comido pelos sacerdotes nas suas refeições santas (6.14-17). … O adorador não devia comer nada da oferta de cereal, e os sacerdotes não deviam comer nada das próprias ofertas de cereal, que deviam ser totalmente queimadas (6.22, 23). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Dentre as ofertas de manjares [cereais] públicas, o “pão da proposição” [ou da presença] era a principal. A cada sábado era posto na mesa, no primeiro compartimento do santuário. … O pão da proposição era oferecido através de uma “aliança perpétua” (Lv 24:8). Era um testemunho sempre presente da dependência de Deus por parte de Israel, para a vida e o sustento. Também representava a promessa contínua de que Deus sustentaria Seu povo. Uma libação [oferta de bebida] acompanhava o sacrifício da manhã e da tarde (Êx 29:40; Nm 15:5). … A oferta de bebida era derramada no lugar Santo “ao Senhor”. Não há muita diferença entre a mesa da proposição mencionada no AT e a mesa do Senhor no NT (ver Lc 22:30; 1Co 10:21). O pão é o corpo de Cristo, partido por nós. A taça é o novo testamento em Seu sangue (1Co 11:24, 25). O pão da presença é símbolo dEle, que vive “para interceder” por nós, o “pão vivo que desceu do céu” (Hb 7:25; Jo 6:51). CBASD, vol. 1, p. 776.
A oferta de cereal … lembrava o povo de que sua comida vinha de Deus e que portanto eles deviam suas vidas a Ele. … A ausência de fermento simbolizava a ausência de pecado e o óleo simbolizava a presença de Deus. Life Application Study Bible NVI.
A flor de farinha é o produto da cooperação entre Deus e o homem. … Deus dá talentos a cada pessoa de acordo com sua capacidade de usá-los. Alguns tem mais de um talento, mas ninguém tem menos de um. Deus não se agrada quando o ser humano devolve a Ele apenas o que dEle recebeu, levando apenas a quantidade de sementes que lhe foi confiada. Deus quer que a pessoa plante o grão, cultive-o e o colha, remova todas as partículas estranhas e imperfeitas, triture-o entre as duas pedras do moinho, esmagando toda a vida que há nele, e então o apresente como a “fina flor da farinha”. Ele espera que cada talento seja aperfeiçoado, refinado, enobrecido. … A flor de farinha representa o trabalho do homem, seus talentos consagrados e aperfeiçoados. A farinha é apenas o grão triturado. Antes de ser moído, o grão é capaz de perpetuar-se, de transmitir vida; porém, depois de moído, torna-se aparentemente inútil. Jamais poderá ser plantado outra vez, pois a vida que havia nele foi esmagada…. Dar a própria vida é o meio pelo qual uma vida mais elevada se perpetua. A morte o enriqueceu, glorificou-o e o tornou útil ao homem. Poucas vidas são de valor real e permanente até que sejam feridas e esmagadas. É nas experiências profundas e escuras da existência que as pessoas se encontram com Deus. É quando as águas cobrem a alma que o caráter é construído. Tristeza, decepções e sofrimento são servos competentes de Deus. Os dias escuros trazem chuvas de bênçãos, possibilitando à semente a germinação. É assim que ela cumpre a sua missão e produz frutos. … O sofrimento … suaviza o espírito e prepara a alma para uma compreensão mais profunda do verdadeiro significado da vida. Inspira simpatia pelos outros, leva a caminhar mansamente diante de Deus e dos homens, traz humildade. CBASD, vol. 1, p. 776 – 778.
2 memorial. Somente um punhado de oferta de manjares era queimado; o resto ia para o sacerdote (v. 3). Tais ofertas constituíam uma parte importante da renda de um sacerdote. Bíblia de Genebra.
3 O que ficar da oferta. A oferta de manjares era na realidade um presente aos sacerdotes, pois eles recebiam tudo, exceto a porção “memorial”. Eles deveriam dividir sua própria porção entre si mesmos e cada um receberia a mesma quantidade (Lv 7:10). CBASD, vol. 1, p. 777.
9 a porção memorial. Assim como Deus reservava uma porção “memorial” de cada oferta de manjares para Si mesmo, também Ele reserva uma porção memorial da nossa renda e do nosso tempo. Um décimo de nossa renda pertence a Deus. “Todas as dízimas … santas são ao Senhor” (Lv 27:30). Do mesmo modo, o sétimo dia pertence a Ele. Nesses aspectos a igreja cristã falha lamentavelmente. Poucos reconhecem a exigência de Deus em relação a isso. eles agem como se o que possuem pertencesse a si mesmos, quando, na realidade, são meros mordomos. Julgam-se liberais quando dão dinheiro para a causa de Deus, porém a quantia de sua liberalidade não se equipara à parte que, de direito, pertence ao Senhor, e não a eles. Do mesmo modo, muitos falham na observância do sábado. As horas do sábado são sagradas; nelas, devemos fazer o trabalho de Deus e não o nosso. CBASD, vol. 1, p. 778.
parte santíssima. Por essa razão, os sacerdotes deviam comê-la na própria área do santuário, e não alimentar suas famílias com ela (6.16-18).Bíblia de Estudo NVI Vida.
11 nenhum fermento … e mel. O fermento é símbolo da corrupção [apodrecimento]. Jesus disse: “acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia” (Lc 12:1). … O mel, do mesmo modo que o fermento, era usado para levedar, especialmente na preparação do vinagre. Os intérpretes associam, geralmente, o mel aos desejos da carne, que podem, de fato, ser prazerosos, mas contêm em si elementos de corrupção e são destrutivos à vida espiritual. CBASD, vol. 1, p. 778.
Fermento causa um processo de fermentação e mel facilmente entra em fermentação. Algo que fermenta está em processo de decomposição, e decomposição está associado com morte. A morte está em oposição à santidade divina porque resultado do pecado (Rm 6.23). Mas os animais sacrificais colocados no altar eram santos, mesmo os que estavam mortos, porque representavam a Cristo (Jo 1:29). Ofertas de grãos também representavam a Cristo, que é o “pão da vida” (Jo 6:35, 48) no sentido que Ele sustém a vida de Seu povo. Andrews Study Bible.
13 sal. Em sua propriedade de preservar, o sal é o contrário do fermento e do mel. Seu significado simbólico é simples: a purificação e a preservação dos princípios da santidade e da verdade jamais devem faltar em nossas relações de aliança com Deus. CBASD, vol. 1, p. 779.
O sal é um bom símbolo da atividade de Deus na vida de uma pessoa, porque ele penetra, preserva e auxilia na cura. Deus quer ser ativo em sua vida. Deixe Ele se tornar parte de você, penetrando cada aspecto de sua vida, preservando você do mal em volta e curando você de seus pecados e deficiências. … Em países árabes um acordo era selado com um presente de sal para mostrar a solidez e permanência do contrato. Em Mt 5:13 os crentes são chamados a ser “o sal da terra”. Deixe que o sal que você usa todo dia te lembre que você faz parte do povo da aliança de Deus, que ativamente ajuda a preservar e purificar o mundo. Life Application Study Bible NVI.
14 espigas verdes (ARA; RSV: “Grão novo de espigas verdes”). Colhidas no campo antes de amadurecer; até hoje se tostam ao fogo, para depois retirar os grãos. Bíblia Shedd.
O grão moído pode tipificar jesus, que foi ferido por nós e por cujas feridas fomos sarados (Is 53:5). As várias ofertas de manjares apresentam Cristo como o doador e mantenedor da vida, Aquele por quem “vivemos, nos movemos e existimos” (At 17:28). Assim como as ofertas queimadas significavam consagração de vida, as ofertas de manjares significavam a consagração dos recursos do adorador. A dedicação dos recursos deveria vir após a consagração da vida. Não há provisão no evangelho para a dedicação da vida sem a dedicação dos bens. Os dois devem ir juntos. Combinados, constituem um completo sacrifício que agrada a Deus, “um cheiro suave ao Senhor” (Lv 1:9, ARC). A ideia da mordomia precisa ser enfatizada. Há pessoas que levam o nome de Cristo e, em alto e bom som, professam santidade e devoção, mas suas obras não correspondem à sua profissão. Suas bolsas estão firmemente amarradas, os apelos não são ouvidos e a causa de Deus padece. Esses precisam compreender que a consagração completa de uma vida inclui também a consagração dos bens. … As ofertas de manjares estão repletas de lições espirituais para a alma consagrada. Tudo deve ser dedicado a Deus; tudo o que somos deve ser colocado sobre o altar. “Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento” (1Co 5:7). “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um” (Cl 4:6). “Tende sal em vós mesmos e paz uns com os outros” (Mc 9:50). Finalmente, no serviço de Deus, não podemos substituir os planos e métodos dEle por nossas próprias invenções, ainda que sejam doces como mel ao nosso próprio paladar. CBASD, vol. 1, p. 779.