Reavivados por Sua Palavra


ROMANOS 08 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
31 de agosto de 2021, 0:45
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“Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis” (v.26).

A palavra “conversão” significa transformação, mudança de caminho ou direção. E estar em Cristo requer uma conversão. Não se trata, porém, de uma mudança instantânea, mas progressiva e constante. A genuína conversão promove um grande impacto na vida do novo convertido, mas não significa dizer que todos os aspectos negativos foram vencidos, e sim que, em Cristo, um a um pode ser vencido pela atuação do Espírito Santo na vida. Inicia-se, então, uma batalha espiritual, a qual Paulo chamou de “bom combate” (2Tm.4:7). Bom porque “já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (v.1). Jesus Se torna o Comandante que luta as batalhas do crente e o coloca na “trincheira” infalível do Espírito Santo.

A função da lei de Deus e o entendimento acerca da lei moral, sobre a qual o próprio Deus cunhou com especial consideração, nunca foram tão questionados. Paulo era um doutor da lei, então é fato de que suas epístolas não são tão fáceis de ser compreendidas, como bem nos alertou o Senhor através de Pedro (2Pe.3:15-16). Contudo, jamais Deus deixou e nem deixará um sincero estudante das Escrituras no escuro de opiniões humanas e destituídas da sabedoria do alto. A salvação é pela graça por meio da fé em Cristo. Mas nunca uma vida salva andará “segundo a carne, mas segundo o Espírito” (v.4). “Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte” (v.2).

Percebam a diferença entre o pendor da carne e o pendor do Espírito. O pendor da carne: se ocupa com as “coisas da carne” (v.5), acaba em morte (v.6), “é inimizade contra Deus” (v.7), “não está sujeito à lei de Deus” (v.7), não pode “agradar a Deus” (v.8), “não tem o Espírito de Cristo” e “não é dEle” (v.9). Já o pendor do Espírito: se ocupa com as “coisas do Espírito” (v.5), cumpre “o preceito da lei” (v.4), redunda em “vida e paz” (v.6), torna o crente em habitação do Espírito Santo (v.9), “é vida, por causa da justiça” (v.10), vivificará o corpo mortal (v.11), nos torna “filhos de Deus” (v.14). O conflito entre as duas naturezas, carnal e espiritual, será justamente a razão da maior angústia que sobrevirá ao povo de Deus antes do advento. Cumprir-se-á a revelação profética: “Convertei-vos a Mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-Se, e grande em benignidade, e Se arrepende do mal” (Jl.2:12-13).

Que privilégio o nosso de podermos nos dirigir a Deus como nosso Pai (v.15)! Um Pai que nos deixou escrito um Manual de sobrevivência para suportarmos “os sofrimentos do tempo presente” até que a Sua glória seja “revelada em nós” (v.18). Sabemos que “toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora” (v.22), e que isso tem aumentado em proporções alarmantes, mas expectativa maior deve ser a nossa, “que temos as primícias do Espírito”, a ponto de gemermos “em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo” (v.23). A maravilhosa promessa que na casa do Pai “há muitas moradas” (Jo.14:2) deve encher o nosso coração de esperança de que muito em breve Deus cumprirá a Sua palavra e nos levará para casa. Mas assim como a missão de João Batista foi a de “habilitar para o Senhor um povo preparado” para a primeira vinda de Cristo (Lc.1:17), Cristo voltará segunda vez para buscar os vencedores (v.37), “os chamados, eleitos e fiéis que se acham com Ele” (Ap.17:14).

Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito” (v.28). Fomos chamados para sermos “conformes à imagem de Seu Filho” (v.29), justificados para a salvação (v.30). Isso inclui uma vida de obediência, assim como Cristo “foi obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8). Deus não pede de nós nada que Cristo já não tenha realizado com perfeição. O povo de Deus encontra-se no mesmo Caminho (Jo.14:6), mas enquanto alguns avançam bem a frente, outros ainda se encontram no início do trajeto. Isso só nos diz que o nosso Pai tem filhinhos que estão enfrentando fases diferentes. Deixem-me ilustrar com uma citação que me ajudou muito a compreender isto:

Uma criança de um ano é perfeita para sua idade se pode dar uns poucos passos antes de cair. Quando tiver três anos, poderá correr sem cair, e, quando tiver 16 ou 17 anos, poderá ser um atleta. Em cada uma destas três etapas, ele é perfeito. O filho de Deus pode ser maduro em qualquer nível de sua experiência progressiva, e a cada passo do caminho ele pode não apenas estar certo de sua salvação mediante o manto de justiça imputada por Cristo, como também pode possuir a maturidade espiritual própria de sua idade, em virtude da obra do Espírito Santo e o processo de santificação e crescimento” (Fernando Chaij, A Vitória da Igreja na Crise Final, CPB, p.20).

Quando entregamos a nossa vida nas mãos de Deus e nEle confiamos, a necessidade de um vínculo diário e constante gera relacionamento, e o relacionamento, conhecimento, e o conhecimento, sabedoria, e a sabedoria, paz; paz em saber que há um Pai do Céu que Se preocupa conosco e que nos liga a Ele com as inquebráveis correntes de Seu amor, “que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (v.39). Enquanto o mundo reverbera o primeiro engano: “É certo que não morrereis” (Gn.3:4), que a nossa voz e a nossa vida sejam atalaias da verdade a repercutir as palavras de Jesus: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo.14:15). Vigiemos e oremos!

Bom dia, filhos do Pai do Céu!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Romanos8 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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