Reavivados por Sua Palavra


ROMANOS 06 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
29 de agosto de 2021, 0:45
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“Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna” (v.22).

— Não importa o que eu faço, sou salvo pela graça.
— Deus só quer o meu coração.
— Jesus já cumpriu a lei por mim.

Estas são frases que ouvimos constantemente no meio cristão, não é mesmo? São respostas prontas para mascarar uma consciência que, no fundo, sabe estar errada. A graça tem sido confundida com permissividade, causando uma divisão entre os crentes: de um lado o mundanismo, do outro o fanatismo. A graça, no entanto, não é manifestada em nenhum destes extremos, e nenhum deles pode torná-la mais, ou menos, abundante. O dom gracioso de Deus é manifestado na pessoa de Jesus Cristo, através de Sua perfeita obra de resgate do pecador. Dom que é para a salvação, e não para desculpar a permanência no pecado.

Aqui, Paulo comparou o batismo como um símbolo da morte e ressurreição de Cristo. Quando descemos às águas, somos “sepultados com Ele na morte pelo batismo” (v.4), para que, ao sairmos das águas do batismo, “como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida” (v.4). Isto é, a aceitação da salvação pela graça de Jesus, a decisão de segui-Lo e o santo batismo, devem preceder uma vida renovada. Deve haver uma mudança, a transformação do velho homem em uma nova criatura, para que não mais “sirvamos o pecado como escravos” (v.6).

Ora, morrer para o eu não é um processo fácil. Requer diligente perseverança e constante vigilância. Ou seja, dá trabalho. Não foi sem razão que Cristo afirmou: “porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela” (Mt.7:14). Notem que Jesus deixou bem claro o grau de dificuldade do caminho que conduz à vida eterna e que a sua entrada é estreita, de difícil acesso. Contudo, Ele não quis dizer com isso que Deus dificulta o encontro entre Ele e o pecador, mas que as nossas escolhas tendencialmente pendem para o lado mais fácil.

Se lermos o verso anterior do texto de Mateus, perceberemos uma diferença que faz todo o sentido. Cristo disse que “larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela” (Mt.7:13). O destaque está nos verbos entrar e acertar. Há um abismo de diferença entre eles. Qualquer um pode entrar em um lugar espaçoso e largo, porque é o caminho das facilidades; é onde o “corpo mortal” exibe as “suas paixões” (v.12) “como instrumentos de iniquidade” (v.13); onde não há diferença entre o santo e o profano, e a escravidão do pecado é brindada como apogeu da liberdade. Por outro lado, o acerto requer conhecimento. Para acertar com a porta estreita, primeiro, precisamos conhecê-la (Leia Jo.17:3). E Jesus disse: “Eu sou a Porta” (Jo.10:9).

Apesar de não estarmos “debaixo da lei, e sim da graça” (v.14), isto não justifica uma vida condescendente com a iniquidade. A lei de Deus revela a malignidade do pecado e a sua remuneração, “porque o salário do pecado é a morte” (v.23). Ela abre os nossos olhos para enxergar que a porta pode ser estreita e o caminho pode ser apertado, mas é somente por ali que encontramos “o dom gratuito de Deus”, “a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (v.23). Conhecer a Jesus e nEle permanecer é a grande chave mestra. A esse conhecimento a Bíblia denomina de santificação (v.19 e 22), “sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb.12:14). E faz parte do processo de santificação o abdicar do próprio eu, abrir mão dos gostos e vontades pessoais se estes não estão em harmonia com a vontade de Deus. Por isso que não é um caminho fácil. Exige decisões diárias e o constante exame do coração.

A dificuldade, então, não está em Jesus, que é a Porta e o Caminho, mas na nossa natureza tão dissonante do que é santo e agradável a Deus. “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às vossas paixões” (v.12). Mas oferecei-vos a Cristo “como servos para obediência” (v.16), obedecendo-Lhe “de coração à forma de doutrina a que fostes entregues” (v.17), tendo “o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna” (v.22). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, servos de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Romanos6 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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