Reavivados por Sua Palavra


ROMANOS 04 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
27 de agosto de 2021, 0:45
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“E recebeu o sinal da circuncisão como selo da justiça da fé que teve quando ainda incircunciso; para vir a ser pai de todos os que creem, embora não circuncidados, a fim de que lhes fosse imputada a justiça” (v.11).

Um dos textos bíblicos mais importantes acerca da justificação pela fé é o texto de Gênesis 15:6, replicado por Paulo: “Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça” (v.3). A experiência de Abraão com Deus começou quando ele ainda habitava na região da Mesopotâmia em meio a um povo envolvido com a idolatria. Deus encontrou em Abrão um coração disposto a segui-Lo e servi-Lo. Somente quando Ismael tinha por volta dos 14 anos, Deus instituiu a Abraão e sua descendência a prática da circuncisão. Ao contrário do que muitos pensam, a circuncisão não era uma marca exclusiva para os homens, mas para as famílias no sentido de que aquela marca apontava para o plano de Deus de conservar para si um povo separado.

Mas não foi o sacrifício de Abraão de sair de sua terra natal e ir para uma terra que não conhecia, nem a sua vida piedosa, nem mesmo a sua obediência no monte Moriá que lhe garantiram o título de “pai da fé”, mas porque, antes mesmo de ver cumprida a promessa, ele creu em Deus. Ele se tornou tão íntimo de Deus, que o próprio Senhor a respeito dele declarou: “Abraão, Meu amigo” (Is.41:8). Os judeus declaravam que não precisavam ter fé em Cristo porque eram filhos de Abraão. Ignoravam, porém, que o próprio Abraão foi justificado por fé nAquele “que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap.13:8).

Enquanto o pecado vindica um salário, “o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.6:23). “Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida” (v.4). Por isso que crer em Jesus e viver pela fé é deixar “as obras da carne” (Gl.5:19), e permitir que seja produzido em nós “o fruto do Espírito”, que é: “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio”, por isso que o verso termina dizendo que “Contra estas coisas não há lei” (Gl.5:22-23). São virtudes divinas concedidas graciosamente aos que aceitam viver e andar “no Espírito” (Gl.5:25). Portanto, o verdadeiro serviço cristão não é o que o homem faz, mas o que o Espírito Santo faz no homem.

Se Deus tivesse ocultado das Escrituras as falhas de caráter e os pecados que ali estão registrados, teríamos todos os motivos de temer o Seu juízo e entregar a nossa alma ao desespero. Mas em Sua infinita misericórdia e bondade, os relatos estão repletos de testemunhos de pessoas “[semelhantes] a nós, [sujeitas] aos mesmos sentimentos” (Tg.5:17) – inclusive Abraão, que mentiu duas vezes acerca da identidade de Sara e casou com Hagar sem consultar a Deus – para nos dizer nas entrelinhas que Jesus tem poder para perdoar as nossas iniquidades e cobrir os nossos pecados (v.7). O testemunho de uma vida transformada nada mais é do que uma vida submissa a Jesus Cristo, “o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitado por causa da nossa justificação” (v.25). “Essa é a razão por que provém da fé, para que seja segundo a graça” (v.16).

Vocês compreendem, amados, a glória contida na doutrina da justificação pela fé? Não é o que fazemos ou deixamos de fazer, mas o que Deus opera em nós. Foi essa verdade que abalou a Idade Média. Foi por essa mensagem que homens e mulheres penitentes deram a sua vida nas fogueiras da inquisição. John Wycliffe, Calvino, Jan Huss, Jerônimo, Filipe Melâncton, Martinho Lutero, dentre tantos outros reformadores assumiram os riscos até às últimas consequências em defesa da fé; “a fé que atua pelo amor” (Gl.5:6). A primeira das virtudes do Espírito Santo, o amor, precede as demais e foi exatamente o que moveu os mártires reformadores a suportar com nobreza e serenidade a inevitável condenação. E será precisamente o que regerá “a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12).

Cristo prometeu: “Eis que venho sem demora” (Ap.22:7). Como Abraão, que pela fé possamos nos fortalecer, “dando glória a Deus” (v.20) e estejamos plenamente convictos de que Ele é poderoso para cumprir o que prometeu (v.21). Vigiemos e oremos!

Bom dia, salvos pela graça de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Romanos4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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