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TEXTO BÍBLICO ATOS 1 – Primeiro leia a Bíblia
ATOS 1 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
ATOS 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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(pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/atos/1
O livro de Atos enche meu coração de alegria e expectativa quase mais do que qualquer outro livro da Bíblia. Nele encontro um retrato vívido do que está por vir com o derramamento final da chuva serôdia. Lucas, um médico-historiador, é o autor de Atos.
Antes de subir ao céu, Jesus deu aos Seus seguidores algo muito importante que lhes permitiu cumprir a grande comissão. Este fator chave é encontrado neste primeiro capítulo e é o que mais precisamos hoje também: “[E Jesus] deu-lhes [a Seus discípulos] esta ordem: Não saiam de Jerusalém, mas esperem pela promessa de meu Pai, da qual lhes falei” (v. 4 NVI). O verso 8 traz mais detalhes: “Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra” (NVI).
Cristo nos deu a grande missão de levar o evangelho a todo o mundo. Mas quantas vezes, na ânsia de cumprir a Grande Comissão cometemos o enorme pecado da omissão. Nos apressarmos a deixar Jerusalém (nossa casa) antes de termos abandonado os nossos pecados, antes de termos nos harmonizado com os membros da nossa própria casa (e da Igreja), e antes de termos passado tempo com a Palavra de Deus e de joelhos implorando por Seu poder.
Todos nós somos culpados disso. Mas não continuemos nesta falta por mais tempo. Imploremos com renovado fervor pelo precioso dom do Espírito Santo.
Eu quero desesperadamente receber este presente! E você?
Melody Mason
Líder do programa Unidos em Oração
Conferência Geral da IASD
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1265
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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913 palavras
1 Primeiro. Um indicativo de que esta obra é a segunda de uma série. O evangelho de Lucas certamente é o “primeiro livro”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 105.
2 Por intermédio do Espírito Santo. Esta expressão pode ter o sentido de que o Espírito Santo guiaria os discípulos em toda a verdade (Jo 16:13), ou que Jesus, tanto antes quanto depois da crucifixão, falava como alguém cheio do Espírito Santo. Este último deve ser o significado pretendido, pois tudo ligado à vida de Cristo na Terra foi realizado pelo poder do Espírito: a concepção, o batismo, a justificação, a orientação a uma vida de serviço, os milagres e a ressurreição. CBASD, vol. 6, p. 106.
Apóstolos. Do gr. apostolai, “aqueles que são enviados”. […] Parece que o ofício de apóstolo na igreja apostólica derivava da ordem e da comissão de Jesus aos doze discípulos. Ao chamar os discípulos de “apóstolos”, é provável que Jesus tenha usado a palavra aramaica shelicha, equivalente ao particípio heb. shaluach, “enviado”. CBASD, vol. 6, p. 106.
3 Provas incontestáveis. Essas “provas infalíveis” foram as aparições de Cristo após a ressurreição, não os milagres que os discípulos viram Jesus realizar. As provas eram: o fato de Ele ter comido e bebido com os discípulos, Seu corpo real em que eles puderam tocar, as repetidas aparições visíveis a até 500 pessoas de uma vez e as instruções sobre a natureza e as doutrinas do reino. A certeza da ressurreição conferiu poder à mensagem dos apóstolos e constituiu a base do magnífico raciocínio de Paulo sobre a certeza da ressurreição corpórea dos salvos (ICo 15:3-23). CBASD, vol. 6, p. 107.
4 Comendo com eles. Trata-se de possível referência a um encontro na Galileia para a última reunião, na qual os discípulos viram Jesus ascender ao céu. CBASD, vol. 6, p. 107.
Não se ausentassem de Jerusalém. Eles deveriam retornar para a capital, o lugar onde Cristo ministrara tantas vezes e onde sofrera, fora sepultado e ressuscitara dos mortos. Ali, os discípulos receberiam poder e deveriam começar a testemunhar. CBASD, vol. 6, p. 107.
Esperassem. Era preciso esperar com anseio pelo poder de Deus, buscar a condição adequada para recebê-lo e manter oração fervorosa e unidade a fim de ver o cumprimento da promessa. CBASD, vol. 6, p. 108.
6 Reunidos. O próprio Jesus estava com eles. Este foi o último encontro dos discípulos com o Senhor, pois era o dia da ascensão. CBASD, vol. 6, p. 108.
Será este o tempo em que restaures? Os discípulos ainda não compreendiam a natureza do reino de Cristo. Ele não havia prometido o tipo de restauração que esperavam. Achavam que Jesus “havia de redimir a Israel, isto é, dos romanos.CBASD, vol. 6, p. 108.
8 Poder. Lucas se refere ao “poder” sobrenatural recebido por aqueles que têm o Espírito Santo. Este poder é para testemunhar, pois vem dentro, proclama o evangelho e leva outros a Deus. CBASD, vol. 6, p. 110.
Confins. Os discípulos deveriam ir “por todo o mundo”, “a todas as nações” (Mt 24:14). CBASD, vol. 6, p. 111.
9 Elevado. A ascensão foi o clímax apropriado para o ministério de Cristo na Terra.CBASD, vol. 6, p. 111.
À vista deles. Nenhum fiel vira o Salvador ressuscitar dos mortos, mas os onze discípulos e a mãe de Jesus tiveram a oportunidade de vê-Lo subir ao céu. Por isso, tornaram-se testemunhas confiáveis da realidade, da ascensão. CBASD, vol. 6, p. 111.
Uma nuvem. Esta nuvem era uma hoste celestial. De igual modo, o retorno de Cristo será “sobre as nuvens” (Mt 24:30). Hostes de anjos acompanharão o Senhor quando Ele vier em glória. CBASD, vol. 6, p. 111.
11 Virá. A segunda vinda de Cristo está ligada à ressurreição e à ascensão. Trata-se de um evento prometido que se encontra vinculado a incidentes históricos.CBASD, vol. 6, p. 112.
Do modo como. Esta promessa significa que Seu retorno deve ser pessoal. A promessa tranquila, mas solene dos conselheiros angelicais confere certeza à doutrina da segunda vinda de Cristo, garantida pela realidade da ascensão. Sem o segundo advento, toda a obra anterior no plano da salvação seria tão vã quanto semear e cultivar a plantação, mas deixar de colher. CBASD, vol. 6, p. 112.
14 Os irmãos dEle. Eram Tiago, José, Simão e Judas (Mt 13:55). Eles haviam permanecido indiferentes a Jesus e não são mencionados entre os que se reuniram em volta da cruz. Mas as cenas finais da vida terrena de Cristo os levaram à conversão e então faziam parte dos fiéis. É provável que Tiago seja aquele que se transformou num líder da igreja. Muitos acreditam também que ele seja o autor da epístola de Tiago. Judas pode ser o mesmo que escreveu a breve epístola com esse nome. CBASD, vol. 6, p. 114.
21 É necessário. Pedro considerou que o número original de discípulos deveria ser mantido. Sem dúvida, os apóstolos tinham o conceito de que o número 12 expressava totalidade, seguindo o exemplo das doze tribos de Israel. CBASD, vol. 6, p. 117.
23 Propuseram dois. No sentido anterior, esta passagem significa que José e Matias foram indicados pelos discípulos como os candidatos sobre os quais seriam lançadas as sortes. CBASD, vol. 6, p. 117.
24 Orando. Esta deve ter sido uma oração tremenda, brotando de uma fé simples e insistente. Em todos os grandes momentos da igreja apostólica, a oração era o recurso buscado de maneira espontânea. A experiência da igreja deve ser sempre assim, tanto no passado quanto agora. CBASD, vol. 6, p. 118.
26 Com os onze. Aos olhos humanos, Matias havia aceitado uma posição humilde, a de líder em um grupo insignificante de pessoas simples que logo seriam perseguidas. No entanto, para os cristãos, a posição que Matias assumiu tinha possibilidades imensuráveis para o futuro. CBASD, vol. 6, p. 118.
Compilação: TatianaW
Comentários adicionais em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/01/30/atos-1-comentarios-de-biblias-de-estudo/
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“Mas, recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra” (v.8).
Após subir aos Céus à vista de Seus discípulos e dos demais que com eles estavam, Jesus proferiu Suas últimas palavras na Terra sob a perspectiva do cumprimento da promessa do Consolador. Aqueles que por três anos e meio haviam seguido o Mestre ansiavam conhecer o tempo de Seu retorno. Era muito difícil ter que lidar com a ideia da separação e, esperançosos de obter uma resposta que lhes acalmasse o coração, perguntaram a Jesus: “Senhor, será este tempo em que restaures o reino a Israel?” (v.6). Como a maioria dos judeus, muitos ainda não compreendiam que a obra de Cristo não consistia em restabelecer o reino terrestre de Israel, e sim o Seu reino eterno, “que não será jamais destruído” (Dn.2:44), a pátria celestial que já era o “sonho de consumo” dos patriarcas e profetas (Hb.11:13-16).
A resposta de Jesus consiste em dois aspectos fundamentais:
1. “Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela Sua exclusiva autoridade” (v.7). Após o período das duas mil e trezentas tardes e manhãs (dois mil e trezentos anos proféticos) como foi dito pelo anjo ao profeta Daniel (Dn.8:14), não nos foi revelado nenhum outro período profético com datas específicas. O tempo da segunda vinda de Cristo pode até ser especulado, como alguns tem feito, mas o que nos foi revelado como sinais da proximidade do advento do Senhor não nos dá margens a datas, e sim o quão perto estamos de ver o nosso Salvador. Como escreveu Guilherme Miller após o grande desapontamento de 22 de outubro de 1844: “Fixei minha mente sobre outro tempo, e aqui pretendo permanecer até que Deus me dê mais luz – e isto é hoje, hoje e hoje até que Ele venha”. Ou seja, amados, o nosso tempo de preparo se chama hoje. Devemos, como Jó, ter o nosso coração tomado de saudades do nosso Redentor, mas sem perder o foco principal, que é o segundo aspecto fundamental e que nos há de preparar para o alto clamor:
2. “Mas, recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra” (v.8). Não cabe a nós a especulação de prováveis datas, mas a devida preparação pessoal e o preparo de outros para o grande Dia do Senhor. E isso só acontecerá quando o povo de Deus estiver cheio do Espírito Santo. O poder de que tanto necessitamos não está em apontarmos prováveis datas e períodos “que o Pai reservou pela Sua exclusiva autoridade” (v.7), mas em buscarmos, em oração e súplicas, o dom do Espírito pelo derramamento da chuva serôdia. É o nosso dia a dia com Deus que está definindo de que lado estamos nesta batalha que se aproxima do fim. Em resumo, podemos dizer que a resposta de Jesus foi a seguinte: “Não se preocupem com o QUANDO, mas com o COMO”. QUANDO Ele virá, não o sabemos, mas Ele nos revelou COMO Ele encontrará aqueles que Ele vem buscar: cheios do poder do Espírito Santo.
Percebam que se trata de uma decisão pessoal, mas que também envolve o corpo de Cristo: “Todos estes perseveravam unânimes em oração” (v.14). Sobre isso, escreveu Ellen White: “A função do Espírito Santo é reger todos os nossos exercícios espirituais. O Pai nos deu Seu Filho para que, por meio do Filho, o Espírito Santo pudesse vir até nós e conduzir-nos ao Pai. Por este meio divino, temos o espírito de intercessão, pelo qual podemos pleitear com Deus como um homem pleiteia com seu amigo” (E Recebereis Poder, CPB, p.351). Jesus mesmo deixou Seus mandamentos “por intermédio do Espírito Santo” (v.2), nos dando exemplo do quanto necessitamos do mesmo poder para que nossas obras não sejam vazias, mas, santificadas e ministradas pelo Espírito, produzam “frutos dignos de arrependimento” (Lc.3:8).
Amados, se tem uma obra a ser realizada hoje, ela é a mesma designada a João Batista: “E irá adiante do Senhor no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado” (Lc.1:17). A obra é a mesma. O objetivo é o mesmo. Desde 1844, o Senhor tem um povo com uma mensagem final acessível a todos que desejam preparar-se para a Sua segunda vinda. “Muitos, mesmo entre os iletrados, proclamarão a Palavra do Senhor. Crianças serão impelidas pelo Espírito Santo a sair e anunciar a mensagem do Céu. O Espírito será derramado sobre aqueles que se submeterem a Suas insinuações. Rejeitando os estorvantes regulamentos e movimentos cautelosos dos homens, unir-se-ão ao exército do Senhor” (EGW, E Recebereis Poder, CPB, p.21).
Fazemos, pois, parte deste exército militante? Que nossas orações, pensamentos e aspirações sejam unificados pelo Espírito e direcionados à nossa salvação, de nossa família e de quantos o Senhor colocar em nosso caminho. Como Davi, seja este o nosso clamor diário: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável. Não me repulses da Tua presença, nem me retires o Teu Santo Espírito. Restitui-me a alegria da Tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário. Então, ensinarei aos transgressores os Teus caminhos, e os pecadores se converterão a Ti” (Sl.51:10-13). Vigiemos e oremos!
Bom dia, guiados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Atos1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ATOS 1 – Ore, depois abra tua Bíblia em Atos e escancare teu coração para a revelação que está diante de ti.
J. Sindlow Baxter exclamou: “Vinte e oito capítulos emocionantes apresentam-se a nós. Podemos ler qualquer deles várias vezes, descobrindo sua fascinação crescente a cada leitura. Pena alguma jamais escreveu um registro mais irresistível. Se esses acontecimentos memoráveis não provocarem a imaginação e nem despertarem as emoções de qualquer leitor realmente interessado, nenhum outro o fará. Todavia, até mesmo o simples interesse pelo livro fica eclipsado pela sua importância como revelação e história. Ele é a sequência dos poderosos eventos dos evangelhos e a introdução para as doutrinas das epístolas; marcando, de fato, um dos mais elevados pontos críticos da história, como em breve teremos oportunidade de ver”.
Dois pontos sobressaem de Atos 1:
• Depois de ressuscitar, Jesus passou 40 dias orientando e reorientando Seus discípulos, depois subiu ao Céu. Como eles, podemos estar focados em datas e eventos proféticos, quando, na verdade, deveríamos focar na pregação do evangelho, antes que Jesus retorne (vs. 1-11).
• Obedecer, unir-se, organizar-se e consagrar-se é essencial para receber o poder do Espírito Santo. Só depois deveríamos partir para a ação – missão! (vs. 12-26).
Steven Sheeley argumenta que, “pode-se dizer que o principal propósito de Lucas ao escrever Atos foi teológico. Ao passo que procurou informar, convencer e cativar a atenção, seu objetivo primordial foi que seus leitores aprendessem algo sobre Deus. Lucas destacou a ação do Espírito Santo. A mensagem de Lucas não é simplesmente que o evangelho se espalhou de Jerusalém até os confins da terra; sua mensagem é que Deus foi a causa dessa difusão do evangelho. A cada passo, o leitor é colocado frente a frente com a atuação de Deus no mundo”.
Através do primeiro capítulo de Atos, entendo que Deus quer que…
• …Aprendamos que o cumprimento da missão só acontece mediante intensa consagração.
• …Percebamos que a missão é dEle e, somos apenas Seus instrumentos no mundo.
• …Compreendamos que Sua missão teve início de forma sobrenatural e seu final não será diferente.
• …Sejamos motivamos à busca pelo poder que impactará o mundo com a mensagem vinda do trono de Deus.
Cristo fundou Sua igreja e Deus a conduzirá ao Céu. Sua igreja vencerá!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO JOÃO 21 – Primeiro leia a Bíblia
JOÃO 21 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
JOÃO 21 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jo/21
“O que tem para o jantar, mãe?” são palavras que ecoam pela minha casa diariamente com duas crianças famintas.
Pessoas com baixo nível de glicose no sangue raramente são felizes ou produtivas. Os discípulos estavam vazios, não apenas porque haviam ficado acordados a noite toda sem pegar nenhum peixe e estavam fisicamente famintos, mas também porque o futuro glorioso que eles haviam imaginado para Jesus e para eles havia desmoronado. A prisão, o julgamento e a execução de Jesus romperam todas as ilusões que eles tinham de sua própria bravura e fidelidade. Suas fraquezas e seus medos foram exibidos à vista de todos. Enquanto pescavam, sem dúvida sentiam-se fracassados – pois haviam fracassado com Jesus e até mesmo em sua antiga carreira de pescadores.
Entretanto, os discípulos aprenderam muito no tempo que passaram com Jesus. Quando um estranho na praia lhes pede para pescar do outro lado do barco, eles não discutem; eles apenas obedecem. Um pouco depois, eles reconheceram o Mestre por suas ações. Naquele dia, Jesus os alimentou física e espiritualmente. Jesus assegurou-lhes que conhecia suas fraquezas, mas, mesmo assim, os amava e os enviou a fim de compartilharem o evangelho. Jesus nos conhece, sabe de nossas imperfeições contudo, mesmo assim nos ama, nos fortalece e tem uma missão para cada um de nós.
Heidi Olson Campbell
Estudante de Doutorado, Burleson, Texas, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1264
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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2081 palavras
1-25 O cap. 21 é evidentemente um pós-escrito. Pelo estilo podemos estar seguros que o autor foi João, o autor do evangelho. Bíblia Shedd.
O epílogo do Evangelho, tendo em vista que vem após o que parece uma conclusão (20:30-31). Andrews Study Bible.
1 Depois disto. Isto é, entre a segunda manifestação no cenáculo e a manifestação em uma montanha na Galileia (Mt 28:16-20). CBASD-Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1191.
3 Vou pescar. A pesca tinha sido o ofício de Pedro antes de se converter em discípulo de Jesus. Tiago e João também eram pescadores. O objetivo da sugestão foi, sem dúvida, para reabastecer seus escassos recursos. Os discípulos não estavam abandonando sua vocação mais elevada. Eles tinham ido para a Galileia para se encontrar com o Mestre (Mt 28:16).CBASD, vol. 5, p. 1192.
Esta narrativa ilustra a ineficácia de pescar homens (Mt 4.19) sem o Cristo ressuscitado estar presente (15.5). Logo que Ele veio e os discípulos obedeceram às Suas ordens, o sucesso foi imediato e tremendo (6). Bíblia Shedd.
Naquela noite. Por causa das águas claras, a noite era o momento apropriado para a pesca no lago. CBASD, vol. 5, p. 1192.
e, naquela noite, nada apanharam. Pescar à noite não era incomum. As circunstâncias são uma reminiscência da pesca maravilhosa registrada em Lc 5.4-11 e associada com a chamada de Pedro e outros discípulos. Bíblia de Genebra.
4 Não reconheceram que era Ele. Talvez os olhos deles estivessem “fechados” como os dos discípulos no caminho de Emaús (Lc 24:16). É provável que houvesse pouca luz. Maria também, não tinha reconhecido Jesus quando Ele Se manifestou pela primeira vez. CBASD, vol. 5, p. 1192.
5 Alguma coisa de comer. Do gr. prosphagion, o que se come além de pão, como carne, peixe, ovos, legumes. O pão era o principal artigo de alimentação do judeu. Como a pergunta é dirigida a pescadores, é bem provável que prosphagion se refira a pescado. A forma da pergunta em grego indica que se espera uma resposta negativa. CBASD, vol. 5, p. 1192.
6 A ordem de Jesus ia contra as melhores práticas de pesca [A pesca por redes é melhor feita à noite, quando a visão dos peixes é limitada].Andrews Study Bible.
Grande … quantidade de peixes. Este milagre faria os discípulos recordar do milagre anterior, quando deixaram tudo para seguir o Mestre (Lc 5:11). CBASD, vol. 5, p. 1192.
7 Aquele discípulo a quem Jesus amava. João foi o primeiro a reconhecer o Mestre, bem como o primeiro a acreditar na ressurreição (Jo 20:8). CBASD, vol. 5, p. 1192.
Simão Pedro… despido (ARA). Trajava apenas as vestes de baixo. Bíblia Shedd.
Vestiu a capa, pois a havia tirado (NVI). É curioso que vestisse [tornasse a vestir] essa peça de roupa … como preparativo para pular na água. Os judeus, no entanto, consideravam a saudação ato sagrado que somente podia ser realizado entre pessoas plenamente vestidas. Pedro talvez estivesse se preparando para cumprimentar o Senhor. Bíblia de Estúdio NVI Vida.
O Pedro impulsivo, fervoroso e afetuoso respondeu da sua forma característica. CBASD, vol. 5, p. 1192.
Lançou-se ao mar. A água não devia ser profunda. O registro nada menciona acerca de caminhar sobre a água. CBASD, vol. 5, p. 1192.
8 duzentos côvados eram cerca de 96m. Bíblia Shedd.
10 Trazei alguns dos peixes. Para complementar o alimento que estava sobre as brasas. CBASD, vol. 5, p. 1193.
11 Simão Pedro entrou no barco. Pedro respondeu com sua impulsividade característica. CBASD, vol. 5, p. 1193.
Pedro … arrastou a rede para a praia. Por certo, significa que Pedro comandou o esforço, visto que, anteriormente, o grupo inteiro não tinha conseguido recolher a rede (v. 6). Bíblia de Estúdio NVI Vida.
Cento e cinquenta e três. O número indica que os peixes foram realmente contados. Alguns sugerem interpretações místicas e fantasiosas quanto a este número. Por exemplo, que o “três” representa a Trindade. Essas interpretações são irrelevantes. CBASD, vol. 5, p. 1193.
12 Nenhum … ousava perguntar-Lhe. Os discípulos comeram em silêncio e reverência. Muitos pensamentos passaram pela mente deles, mas não ousavam se expressar. CBASD, vol. 5, p. 1193.
14 a terceira vez. Não o terceiro aparecimento absolutamente, mas a terceira a um grupo de apóstolos. Bíblia de Genebra.
15-17 Os versos 15-17 tem lugar na presença dos outros discípulos. Pedro precisava reconquistar a confiança dos demais após sua traição (18:15-18, 25-27. Em 21:20, Jesus e Pedro estão caminhando na praia, longe dos outros. Andrews Study Bible.
15 Amas-Me. Do gr. agapaõ. Em sua resposta a Jesus, Pedro usa outro verbo para “amar”, phileõ. Estas duas palavras, às vezes, têm significados distintos. Agapaõ se refere a uma forma mais elevada de amor, um amor regido por princípios e não por emoções phileõ está relacionado ao amor espontâneo, emocional. … Jesus usou a palavra agapaõ nas duas primeiras perguntas, e Pedro respondeu com phileõ. Na terceira vez, Jesus usou phileõ, e Pedro respondeu, como anteriormente, com phileõ. … As três perguntas de Jesus, possivelmente, estavam relacionadas às três negações de Pedro. Três vezes o apóstolo tinha negado ao Senhor. Assim, lhe foi dada a oportunidade confessá-Lo três vezes. CBASD, vol. 5, p. 1193.
Tu sabes. A resposta de Pedro é humilde. Toda a sua arrogância tinha desaparecido. CBASD, vol. 5, p. 1193.
Apascenta os meus cordeiros. “Apascenta” ou “alimenta”. “Minhas ovelhas” e “meus cordeiros” correspondem a “minha igreja” (10.14, 26-27; Mt 18.18). Quando Pedro escreve a seus companheiros presbíteros (1Pe 5.1-2), ele os incita a “pastorear o rebanho de Deus, que está entre vós”, aparentemente tendo levado a sério as palavras de Jesus. Bíblia de Genebra.
Os cordeiros representavam os novos na fé. Mais tarde, Pedro comparou os anciãos da igreja a pastores e aqueles sob sua responsabilidade a um rebanho que eles deveriam alimentar (IPe 5:1-4). Ministros de Deus são pastores que servem sob a liderança do supremo Pastor. CBASD, vol. 5, p. 1194.
16 Pela segunda vez. A pergunta se repete, mas sem a adição de “mais do que estes” (ver v. 15). O amor de Pedro é diretamente desafiado. Ele dá a mesma resposta humilde. CBASD, vol. 5, p. 1194.
17 Pela terceira vez. Na terceira pergunta, ao referir-Se ao verbo “amar”, Jesus usou uma palavra diferente da que empregou nas duas primeiras. Não se pode afirmar que havia a intenção de fazer distinção de significado (ver com. do v. 15). CBASD, vol. 5, p. 1194.
Me amas (gr phileo, “ser amigo”). Após usar agapaõ “amar desinteressadamente”, duas vezes, Jesus passa a usar a palavra que Pedro usou três vezes. Bíblia Shedd.
pela terceira vez. Pedro ficou triste, não por causa da mudança de palavras nesta última pergunta, mas porque Jesus repetiu a mesma pergunta três vezes. Talvez Pedro se tivesse das três vezes em que negou a Cristo (13.38; 18.27). … Ele estava dando a Pedro uma oportunidade de confessar o seu amor e reafirmar sua vocação para seguir a Cristo. Com este conhecimento, Pedro chama a Jesus de “Supremo Pastor” (1Pe 5.4). Bíblia de Genebra.
Pedro entristeceu-se. Ver com. do v. 15. Pedro sabia que dera motivos para os outros duvidarem de seu amor pelo Mestre. As repetidas perguntas lhe recordaram vividamente as vezes em que negou ao Mestre; por isso, ele se entristeceu. CBASD, vol. 5, p. 1194.
Senhor, Tu sabes todas as coisas. As respostas de Pedro ressaltam o conhecimento por parte de Cristo, não o domínio que Pedro tinha da situação. Bíblia de Estúdio NVI Vida.
Na terceira vez, Pedro omitiu o “sim” (ver v. 15, 16). Recorreu ao olho que tudo vê e que lia os segredos mais íntimos de sua vida. CBASD, vol. 5, p. 1194.
Apascenta as Minhas ovelhas. Jesus repete a ordem (cf. v. 15, 16). Pedro havia demonstrado que estava de fato arrependido. Seu coração enternecido estava pleno de amor. Então o rebanho poderia ser confiado a ele. CBASD, vol. 5, p. 1194.
18, 19 eras mais moço. I.e., quando o discípulo pensava apenas em sua própria vontade. Velho, seria quando Deus dirigiria a vida até a morte.
Estenderás as mãos. Jesus profetizou a morte de Pedro pela crucificação; o que aconteceu entre 64-67 d.C. por ordem de Nero. Bíblia Shedd.
Segundo a tradição, que deve ser verdadeira, Pedro morreu crucificado, de cabeça para baixo, pois considerou honra imerecida para quem tinha negado o Senhor o ser crucificado da mesma forma,(ver AA, 537, 538). CBASD, vol. 5, p. 1194.
19 Glorificar a Deus. Isto é, ao morrer como mártir, testificaria do poder do cristianismo (cf. IPe 4:16). CBASD, vol. 5, p. 1194.
Segue-Me. …como a chamada original feita por Jesus a Seus apóstolos (Mt 4.19; Lc 5.27; cf. Jo 21.22). Todo este incidente restaura Pedro ao seu lugar como um apóstolo, lugar que a sua negação ameaçou tirar dele.Bíblia de Genebra.
A tarefa final na vida de Pedro: fazer o que Jesus fez. Andrews Study Bible.
20 Voltando-se. Este versículo sugere que Jesus havia chamado Pedro à parte e falara com ele em particular sobre a natureza de sua morte, talvez enquanto caminhavam ao longo da margem do lago. João provavelmente os seguia a certa distância. CBASD, vol. 5, p. 1194.
Pedro voltou-se e viu que o discípulo a quem Jesus amava os seguia. Esta adicional referência, combinada com 13.23-25, deixa pouca dúvida de que este discípulo era João, filho de Zebedeu. Bíblia de Genebra.
Os seguia. [João] estava fazendo o que Pedro duas vezes recebera ordens de fazer [“siga-me!”] (v. 19, 22). Bíblia de Estúdio NVI Vida.
21 E quanto a este? Pedro havia recebido uma revelação notável a respeito de seu próprio futuro.e devia ter ficado satisfeito com o que o Senhor considerou conveniente revelar-lhe. Mas o apóstolo estava curioso para saber o que o futuro reservava a João. Jesus aproveitou a oportunidade para impressionar a Pedro com a lição de colocar em primeiro lugar o que é mais importante. CBASD, vol. 5, p. 1194.
22, 23 Uma das razões principais pelo acréscimo deste pós-escrito era para desmentir este mal entendido. Bíblia Shedd.
22 Se Eu quero. Jesus simplesmente disse: “Suponhamos que Eu queira que ele permaneça; isso não deveria ser um motivo de preocupação para você, Pedro.” A resposta foi uma reprovação. Ele não deveria se preocupar acerca do futuro dos colegas. Devia seguir ao Senhor e manter os olhos em Jesus. A preocupação demasiada com os outros poderia induzir o apóstolo a cair. CBASD, vol. 5, p. 1194.
até que Eu volte. Nítida declaração da segunda vinda. Bíblia de Estúdio NVI Vida.
23 Jesus não disse. Nenhuma declaração humana, nem mesmo do próprio Jesus, é totalmente imune a interpretações erradas. Andrews Study Bible.
23 Aquele discípulo não morreria. Muitos consideraram como uma profecia o que Jesus usou apenas como uma suposição. CBASD, vol. 5, p. 1195.
24 O discípulo. O “discípulo a quem Jesus amava” (Jo 21:20) se identifica como o autor do evangelho (ver p. 983). Os v. 2 4 e 25 formam o clímax apropriado para todo o evangelho (ver com. de Jo 20:30). CBASD, vol. 5, p. 1195.
Este é o discípulo que dá testemunho de todas as coisas. Agora fica revelado que o discípulo amado foi a testemunha por trás da narrativa. Que as registrou. O discípulo amado não era somente a testemunha, mas também o próprio autor. Bíblia de Estúdio NVI Vida.
Sabemos. Não se sabe a quem esta forma plural do verbo se refere. Provavelmente os anciãos de Éfeso (ver p. 983, 9 8 4 ) quisessem afirmar que o que tinha sido escrito era, de fato, a verdade. Circulavam narrativas espúrias e obras de autores inescrupulosos, e João desejava que se conhecesse a verdade acerca dos fatos. CBASD, vol. 5, p. 1195.
25 nem no mundo inteiro caberiam. O autor usa hipérbole (exagero) para acentuar o fato de que os escritores dos Evangelhos tinham de ser seletivos em relação aos fatos e detalhes incluídos em suas narrativas.Bíblia de Genebra.
O Evangelho de João é verdadeiro, mas está longe de conter toda a história. Andrews Study Bible.
25 Muitas outras coisas. Neste último versículo, João prorrompe em uma declaração emocionada acerca das muitas coisas notáveis que o Mestre tinha dito e feito. Ele escreveu seu evangelho com certos propósitos espirituais, relatou os acontecimentos e registrou as coisas que contribuíram para esses propósitos (ver p. 983, 984). Os escritores dos outros evangelhos fizeram o mesmo. Consequentemente, muitas ações e realizações de Jesus ficaram sem registro. CBASD, vol. 5, p. 1195.
Nem no mundo inteiro caberiam. Esta linguagem é hiperbólica, mas serve para enfatizar a imensa quantidade de palavras e obras de Jesus. Uma hipérbole semelhante, da mesma época cm que João escreveu, é proveniente do rabi Jochanan ben Zakkai. Registra-se que ele teria dito: “Se o céu inteiro fosse pergaminho e todas as árvores canas de escrever, e tinta todo o mar, isso não seria suficiente para consignar por escrito a sabedoria que eu aprendi com meus mestres” (ver Strack e Billerbeck, Kommentar zum Neuen Testament, vol. 2, p. 587). Essa figura literária judaica, desde então, tem sido popularizada no hino “Sublime amor”, de Frederick Martin Lehman (Hinário Adventista, n° 31). CBASD, vol. 5, p. 1195.
Ao comentar estas palavras finais de João, João Calvino observa: “Se o evangelista, ao contemplar a grandeza da majestade de Cristo, exclama com espanto, que nem mesmo o mundo inteiro poderia conter um relato completo dele, deveríamos assombrar-nos por isso?” CBASD, vol. 5, p. 1195.
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“Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se todas elas fossem relatadas uma por uma, creio eu que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos” (v.25).
Mesmo após as duas aparições de Jesus a Seus discípulos, eles continuavam consternados com os últimos acontecimentos e desorientados quanto ao que deveriam fazer dali em diante. Apesar da prova que lhes foi dada de que a ressurreição de Seu Mestre foi real, a ideia de permanecerem ainda sob o jugo romano e ameaça de perseguição por parte dos líderes judeus os intimidava. Como sempre, Pedro, tomando a dianteira, decidiu retornar ao seu antigo ofício, quando disse: “Vou pescar” (v.3). Notem que ele não chamou os demais para irem com ele, mas foram eles que se ofereceram para acompanhá-lo. Dentre todos os discípulos, Pedro possuía a mais forte personalidade e poder de persuasão. Era um líder nato e seus companheiros se sentiam mais seguros sob sua liderança.
Passaram a noite tentando pescar algo, mas “nada apanharam” (v.3). Foi quando, “ao clarear da madrugada” (v.4), já podiam avistar a praia e nela um Homem que parecia estar Se aquecendo perto de uma pequena fogueira. Então, o Estranho lhes perguntou: “Filhos, tendes aí alguma coisa de comer?” (v.4). Tristes pela noite em claro perdida, “responderam-Lhe: Não” (v.5). Mas uma voz de ordem lhes aqueceu o coração: “Lançai a rede à direita do barco e achareis” (v.6). Sentiram como se obedecer-lhes fosse a única opção. E o resultado da obediência foi a gratificante recompensa de uma rede “cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes” (v.11). Ao João declarar: “É o Senhor!” (v.7), nem o barco e nem aquela rede cheia de peixes pôde segurar o impetuoso Pedro. Que, vestindo-se, “lançou-se ao mar” (v.7) para encontrar Jesus.
O que se seguiu foi um agradável momento entre Jesus e aqueles sete discípulos. Ele já os aguardava com a refeição pronta, mas ao pedir alguns peixes a mais, Pedro novamente se adiantou e, sozinho, arrastou a pesada rede do barco para a terra. Aquele discípulo certamente não podia fazer por menos. Ele precisava se redimir. Era a terceira aparição de Jesus a Seus discípulos, “depois de ressuscitado dentre os mortos” (v.14). E foi nesta aparição que, por três vezes, Pedro foi questionado pelo Senhor: “Simão, filho de João, tu Me amas?” (v.15, 16 e 17). Mas, ao perguntar pela terceira vez, o impetuoso discípulo entristeceu-se, e com o coração quebrantado, exclamou: “Senhor, Tu sabes todas as coisas, Tu sabes que eu Te amo” (v.17).
Assim como Pedro não chamou seus amigos para pescar, os deixou no barco sem se importar se precisariam de sua ajuda e arrastou a rede sozinho desprezando o auxílio de seus companheiros, ele permaneceria ocupado com sua liderança egoísta não fosse a paciência de Cristo em advertir o Seu trabalhoso filho. O que Jesus disse a Pedro naquela praia foi que ele estava completamente equivocado. Que a maior demonstração de amor que ele poderia oferecer a Jesus não eram “prestações de serviço”, mas um coração pleno de amor. Em outras palavras, quando Jesus nos chama: “Segue-Me” (v.19), a aceitação ao Seu chamado deve resultar em amor por nossos semelhantes.
Enquanto Pedro procurava de todas as formas mostrar que amava a Jesus, João era mais introvertido e sua mansidão era vista por Pedro como uma falha devoção. Mas nem sempre fora assim. Aquele que Jesus denominara filho do trovão tornou-se em discípulo amado. Pedro esqueceu que aquele a quem desdenhou ao perguntar: “E quanto a este?” (v.21), foi o único com coragem suficiente para acompanhar o martírio de Jesus até o fim. Jesus possui ovelhas diferentes. Cada uma possui personalidade própria e são amadas pelo Pastor da mesma forma. Os doze discípulos representam a diversidade entre o povo de Deus e como Ele deseja usar pessoas diferentes e uni-las num mesmo propósito: pregar o evangelho do reino.
Jesus nos diz, hoje: “Que te importa” a vida de teu irmão? “Quanto a ti, segue-Me” (v.22). Ô, amados, Jesus fez tanto, mas tanto por nós que não merecemos nada! Como, pois, ousamos julgar quem é digno ou não de segui-Lo? Olhar para o Céu e dizer “eu Te amo” é fácil. Difícil é olhar para o lado e fazer o mesmo com quem não merece. Mas é esta atitude que definirá o nosso destino eterno. Nem no mundo inteiro caberiam os livros sobre os atos de amor de Cristo, mas o maior deles foi feito para que você perceba que o amor de Deus nunca seguiu e nunca seguirá a lógica humana. Ele é poderoso em salvar e deseja fazer de você um instrumento deste poder.
Você ama a Jesus e deseja segui-Lo como Seu discípulo? “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35). Peça ao Espírito Santo, todos os dias, que derrame o amor de Deus em seu coração (Rm.5:5) e serás um representante do bom Pastor na terra, apressando o Seu breve advento. Vigiemos e oremos!
Bom dia, salvos pelo amor de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #João21 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JOÃO 21 – Jesus morreu e ressuscitou para restaurar-nos física, mental e espiritualmente. Sem esta restauração, Seu sacrifício não teria sentido atualmente.
Como exemplo dessa restauração, o evangelista João cita dois personagens:
• Tomé: Jesus restaurou sua fé, crença e confiança. A incredulidade deve dar lugar à credulidade (João 20:24-31; 21:24-25).
• Pedro: Jesus o restaurou da vanglória, descrédito, covardia e distração.
“Depois do café da manhã na praia [João 21:1-14], veio a entrevista que Pedro temia [João 21:15-18]. Três vezes ele havia negado a Jesus. Assim, três vezes Jesus lhe fez a mesma pergunta: ‘Você me ama?’ E três vezes Jesus o renomeou, dizendo: ‘Cuide das minhas ovelhas’ […]. A pergunta não foi sobre o passado, mas sobre o presente; não sobre palavras ou obras, mas sobre a atitude do coração de Pedro. O amor a Cristo pressupõe prioridade, pois são pecadores perdoados os que mais amam” (John Stott).
Jesus quer restaurar-nos também:
• De nossa vanglória: Às vezes somos arrogantes. Pensamos que amamos a Jesus mais que as demais pessoas. Vangloriamo-nos de nosso cristianismo trôpego pensando que jamais negaremos a fé. Pedro, que alegava permanecer com Jesus ainda que todos O abandonassem, O negou três vezes; agora, por três vezes, Jesus perguntou-lhe sobre seu amor a fim de curar-lhe a vanglória. Jesus quer fazer o mesmo conosco.
• Do descrédito: Nossas palavras podem ser jogadas ao chão por nossas próprias ações contrárias ao que prometemos (João 18:15-27). O líder que peca tão gravemente como Pedro, que perde a credibilidade diante das pessoas, Jesus o perdoa e o restaura ao serviço. Jesus confiou a Pedro a missão de apascentar e pastorear Seu rebanho. Em vez de demiti-lo do cargo, Jesus o restaurou do descrédito. Há esperança para nós!
• Da covardia: A ousadia humana (João 13:37) pode tornar-se covardia diante da pressão da sociedade (João 18:15-27). Contudo, Jesus quer curar-nos. Curado, Pedro foi martirizado, crucificado de cabeça-para-baixo falando de Cristo.
• Da distração. Às vezes, como Pedro, somos distraídos diante da missão dada por Cristo. Podemos distrair por causa das dificuldades (Mateus 14:30), voltando à rotina antiga (João 21:3) ou focando em outra pessoa (João 21:20-23). Hoje Jesus quer dizer-nos, “quanto a ti, segue-Me”, deixe a distração!
Tudo o que João escreveu visa despertar nossa crença em Jesus. Reavivemo-nos intensamente! – Heber Toth Armí.
Compartilhe conosco tua experiência com o evangelho escrito por João…