Reavivados por Sua Palavra


LUCAS 12 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
23 de junho de 2021, 0:45
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“Ficai também vós apercebidos, porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá” (v.40).

Antes de atender e acalmar as multidões que “se aglomeraram, a ponto de uns aos outros se atropelarem” (v.1), Jesus proferiu algumas advertências extremamente importantes aos Seus discípulos. Na primeira delas, Jesus Se referiu ao perigo de uma vida de hipocrisia. Na segunda, Ele reprovou a avareza. Na terceira, os advertiu contra o ansioso interesse pela vida. Na quarta advertência, os exortou à vigilância. E, por último, esclareceu perante os Seus deslumbrados seguidores que o Seu ministério terrestre não resultaria em paz, mas em divisão (v.51). Aos Seus amigos (v.4) Jesus deu a conhecer as mais ricas lições acerca do que deve ou não ocupar o coração dos que hão de herdar a salvação.

A hipocrisia sem dúvida alguma é um dos piores estados de apostasia espiritual. O hipócrita não reconhece a sua necessidade de mudança. Para ele está tudo muito bom, “tendo forma de santidade, negando-lhe, entretanto, o poder” (2Tm.3:5). Posso afirmar, com propriedade, que a hipocrisia é um veneno que mata aos poucos e que pode levar à morte espiritual. Mas, assim como Jesus amava aqueles escribas e fariseus hipócritas, um dia esse mesmo amor me alcançou. Fui alcançada por um Deus que me despertou para a minha necessidade de desintoxicar a minha alma. Estava morrendo sem nem mesmo me dar conta disso. Não fui eu que O procurei, Ele me achou. A minha parte foi apenas a de reconhecer a minha condição e me render diante do único e verdadeiro Deus capaz de me salvar de mim mesma. O desejo do Senhor não é o de revelar os nossos pecados no dia do juízo, mas de fazê-lo agora, enquanto ainda podemos desfrutar deste “tempo da oportunidade” (2Co.6:2).

A avareza, dentre tantas coisas, também tem sido um dos piores pecados capitais. Na verdade, é a avareza fruto do egoísmo e, por sua vez, o egoísmo é o estopim ou o ponto de largada para todos os demais pecados. Não foi sem razão que Paulo destacou o egoísmo como primeira consequência, quando afirmou que “nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas” (2Tm.3:1 e 2). E depois do egoísmo, lá se vai uma lista terrível do estado do homem sem Deus. Jesus não afirmou que é pecado possuir riquezas, e sim fazer uso delas apenas para benefício próprio. Isso é tão sério, que o apóstolo Paulo declarou que “o amor do dinheiro é raiz de todos os males” (1Tm.6:10).

O ansioso interesse pelas coisas desta vida, portanto, não deixa de ser um mal proveniente do amor ao dinheiro. E em uma época onde o consumismo tem sido o slogan do século, a advertência de Cristo sobre a preocupação quanto às necessidades básicas da vida é extremamente oportuna. O mundo segue em um ritmo frenético, criando um sentimento de obrigação na mente humana, tornando a vida um fardo pesado demais para carregar. E o resultado disto tem sido uma sociedade sobrecarregada de doenças emocionais das mais diversas. A pergunta de Jesus a cada um de nós continua sendo a mesma: “Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?” (v.25). Você quer experimentar a verdadeira paz? Então siga este conselho: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Fp.4:6). Jesus não desmereceu o trabalho, mas o colocou no seu devido lugar. Ele deve ser para enobrecimento e sustento e não para esgotamento e ansiedade.

Como filhos do Reino, Jesus nos chama a assumir a postura de servos vigilantes. Como vimos, a nossa maior vigilância diz respeito a nós mesmos. Ellen White escreveu: “A fim de preparar um povo para estar em pé no dia de Deus, deveria realizar-se uma grande obra de reforma. Deus viu que muitos dentre Seu povo professo não estavam edificando para a eternidade, e em Sua misericórdia estava prestes a enviar uma mensagem de advertência a fim de despertá-los de seu torpor e levá-los a preparar-se para a vinda de Jesus” (O Grande Conflito, CPB, p.310).

O recado do profeta Jeremias nunca foi tão oportuno como para a nossa geração: “Fugi do meio da Babilônia, e cada um salve a sua vida; não pereçais na sua maldade; porque é tempo da vingança do Senhor: Ele lhe dará a sua paga” (Jr.51:6). Alinhada à voz do quarto anjo (Ap.18:4), esta mensagem é individual e é urgente. Logo, o Dia do Senhor arderá como fornalha e nada haverá “oculto que não venha a ser conhecido” (v.2). Cada um prestará contas da própria vida e “bem-aventurados aqueles servos a quem o Senhor, quando vier, os encontre vigilantes… Quer Ele venha na segunda vigília, quer na terceira, bem-aventurados serão eles, se assim os achar” (v.37 e 38). Entesouremos, pois, “tesouro inextinguível nos céus” (v.33) e muito em breve Jesus nos “confiará todos os Seus bens” (v.44). Vigiemos e oremos!

Bom dia, mordomos fiéis e prudentes (v.42)!

* Oremos pelo Espírito Santo em nossa vida. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas12 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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