Reavivados por Sua Palavra


LUCAS 05 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
16 de junho de 2021, 0:45
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“Ele, porém, Se retirava para lugares solitários e orava” (v.16).

Como vimos na experiência de Cristo no capítulo anterior, há um caminho a ser percorrido, uma porta estreita a ser atravessada, “e são poucos os que acertam com ela” (Mt.7:14). Após o batismo veio o deserto, e Jesus o venceu com jejum, oração e com a infalível “espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef.6:17). Revestido do poder do Espírito Santo, Jesus cumpriu Seu ministério terrestre ensinando, pregando e curando. Como nosso Professor, Pastor e Médico, Ele nos deixou o perfeito exemplo da obra do Espírito Santo na vida do crente submisso e dos resultados eternos em resposta a essa entrega.

O Filho de Deus”, escreveu Ellen White, “era submisso à vontade de Seu Pai, e dependente de Seu poder. Tão completamente vazio do próprio eu era Jesus, que não elaborava planos para Si mesmo. Aceitava os que Deus fazia a Seu respeito, e o Pai os desdobrava dia a dia. Assim devemos nós confiar em Deus, para que nossa vida seja uma simples operação de Sua vontade” (O Desejado de Todas as Nações, CPB, p.139).

O evangelista Lucas deu destaque aos seus relatos com a constante conjugação do verbo “acontecer”. Ou seja, ele afirma que algo ocorreu, que houve uma ação real; que a pesca maravilhosa, a cura de um leproso e a cura de um paralítico foram fatos verídicos que precisavam ser registrados e lembrados. Não foram registrados apenas pelos milagres em si, mas pelos ensinamentos contidos em cada um deles. A noite de fracasso no “lago de Genesaré” (v.1) tornou-se na manhã gloriosa da milagrosa pescaria porque Pedro confiou no poder da palavra de Cristo (v.5). A pele arruinada do leproso tornou-se em pele sadia porque ele confiou no poder da palavra de Cristo. Aquele paralítico foi perdoado e ficou curado porque Jesus viu a sua fé e de seus amigos (v.20) no poder de Sua palavra.

Após o milagre, “Pedro prostrou-se aos pés de Jesus” (v.8), confessando ser um pecador. Antes do milagre, o leproso, “ao ver Jesus, prostrando-se rosto em terra” (v.12), suplicou pela cura. Nem sempre o milagre acontece porque pedimos. Pedro não pediu a Jesus que enchesse as suas redes, contudo, Jesus sabia que aquele prodígio seria o marco inicial na vida daquele que se tornaria um “pescador de homens” (v.10). Mas Jesus também Se encontra em posição favorável a todo aquele que necessita de Seu poder de cura. Como foi com o leproso e com o paralítico, Seus lábios continuam a proferir Seu amor verbalizado e como Aquele que experimentou a natureza humana, Ele continua a dizer nesses últimos dias: “Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento” (v.31-32).

Precisamos fixar os nossos olhos no perfeito Modelo. Jesus nos deixou o exemplo não para que O busquemos imitar em nossos próprios esforços limitados e defeituosos. O reconhecimento de nossa condição pecadora e necessidade de um Salvador é, na verdade, o que deve reger a nossa devoção diária. Muitos estão a se envolver com exercícios espúrios denominados “espirituais” com o fim de alcançar uma paz interior e afirmação espiritual que nada tem a ver com o que dizem as Escrituras. Através da prática de Yoga, e outros exercícios de meditação, pensam estar desfrutando de uma intimidade com Deus, quando estão seguindo pelo caminho largo do inimigo das almas. A Bíblia não diz que Jesus ia para lugares solitários para buscar a paz interior, e sim que Ele “Se retirava para lugares solitários e orava” (v.16), a fim de ser preenchido pelo “poder do Senhor” (v.17).

Cuidado, amados! Muito cuidado, pois, abaixo de Deus, Satanás é o maior especialista da mente humana. Não precisamos de mantras nem de outros artifícios místicos para nos conectar com Deus. Precisamos sim nos colocar constantemente sob a Palavra de Deus (v.5) e, como Lucas, acreditar que tudo o que “aconteceu” (v.1, 12 e 17) está registrado na Bíblia como o meio suficientemente eficaz para o nosso crescimento e santificação pessoal. A nossa vida de oração e os nossos jejuns (v.35) devem estar sempre fundamentados no claro e poderoso “assim diz o Senhor”. Assim foi na vida de Cristo. E assim deve ser na vida de todo aquele que deseja deixar tudo para trás e segui-Lo (v.28). A Bíblia é o instrumento do Senhor para nos unir a Ele como “odres novos” (v.38) e preparar-nos para a Sua segunda vinda. Portanto, examinemos as Escrituras, vigiemos e oremos!

Bom dia, seguidores de Cristo Jesus!

* Oremos pelo discernimento do Espírito Santo através do estudo da Bíblia. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas5 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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