Reavivados por Sua Palavra


MARCOS 15 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
10 de junho de 2021, 0:45
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“Chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra até a hora nona” (v.33).

As últimas cenas da vida de Cristo deveriam fazer parte de nossa meditação todos os dias. Este foi um conselho deixado pela escritora norte-americana Ellen G. White – que eu creio ter sido uma mulher inspirada por Deus com uma mensagem profética para os últimos dias. – Estas cenas, no entanto, precisam causar um impacto real em nossa vida. Ao ser levado perante Pilatos, Jesus foi acusado “de muitas coisas” (v.3). Mas nenhuma delas justificava a sua prisão e, muito menos, uma provável condenação. Ainda que amarrado como um malfeitor, estava claro para Pilatos quem era a inocente Vítima naquele caso. Diante das muitas acusações, “como ovelha muda” Jesus “não abriu a boca” (Is.53:7), e o governador logo percebeu “que por inveja os principais sacerdotes Lho haviam entregado” (v.10).

Certamente, Pilatos já tinha ouvido falar de Jesus, pois Sua fama havia alcançado toda a circunscrição romana. Contudo, estar diante dEle foi uma experiência que ele jamais esqueceria. Assim como as demais autoridades romanas, mais do que o desprezo pelo povo judeu era o desprezo de Pilatos pelos seus líderes religiosos. Ele não estava preocupado em agradar aqueles homens que ele considerava a pior estirpe do povo, mas em “contentar a multidão” (v.15). Pilatos percebeu que se a condenação não viesse por suas mãos, o próprio povo estava disposto a fazer isso.

Apesar de todas as evidências apontarem para um julgamento injusto e de perceber que Jesus não se tratava de alguém comum, Pilatos lançou sobre o povo a responsabilidade que se negava a assumir. Supondo que sua estratégia seria bem sucedida, escolheu dentre os presos o pior e o mais temido e o colocou como única opção de soltura caso Jesus fosse condenado. Qual não foi sua surpresa, e a do próprio Barrabás, os gritos da escolha insana foram acompanhados da sentença mais cruel e desumana: “Crucifica-O!” (v.13). Covardemente açoitado e humilhado, o nosso Salvador permaneceu em silêncio, não ousando proferir palavra alguma de reprovação. A cada açoite ou palavra depreciativa, Seu coração e Seu olhar só podiam revelar o mais puro amor e graça que O acompanharam até a cruz.

Sabendo o que lhe custaria o sacrifício de Cristo, Satanás incitou cada acusador e cada agressor da pior maneira possível. Entregue aos soldados, o Filho de Deus passou por momentos de tortura e humilhação. Aquele que desfrutava da adoração dos anjos no palácio do Céu, Se entregou à agressão humana no palácio romano. Praticamente sem forças, foi obrigado a carregar o Seu instrumento de morte. Perante a turba enfurecida que acompanhava o desfile da dor, a Sua resposta era a sabedoria do silêncio. E caindo pelo desgaste físico e emocional, um homem foi obrigado a carregar a Sua cruz.

Do lugar celeste ao “Lugar da Caveira” (v.22). De Rei dos reis a “Rei dos Judeus” (v.26). Da companhia dos santos anjos à companhia de “malfeitores” (v.28). O mais assombroso contraste podia ser visto na cruz. Mas “os que iam passando” (v.29), bem como “os principais sacerdotes com os escribas” (v.31), escarnecendo de Jesus, foram as testemunhas oculares mais estúpidas de toda a história. Testemunhas que jamais poderiam relatar os acontecimentos daquele fatídico dia com a precisão, a veracidade e a riqueza de detalhes contidos nos evangelhos. Em nossas mãos temos o privilégio de, pelo poder do Espírito Santo, sermos atraídos a Cristo através de Sua Palavra e de entender o Calvário melhor do que os que lá estavam.

Pela primeira e única vez em toda a eternidade, Jesus sentiu a separação do Pai. Aquele que é Um com Deus, clamava não por causa da dor física, mas da dor da separação. Ele carregou sobre Si os pecados de toda a humanidade e o Seu brado final “Está consumado” (Jo.19:30) fez estremecer Satanás e todo o seu exército. A sombra deu lugar à realidade quando à hora do sacrifício da manhã o Cordeiro de Deus foi crucificado, e à hora do sacrifício da tarde, Ele expirou. A maior missão de todos os tempos foi cumprida para que o maior dos eventos que este mundo já testemunhou pudesse acontecer: “Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mt.24:30).

Hoje, somos testemunhas oculares dos últimos momentos deste planeta caído. Mas a decisão de ser uma testemunha fiel de Cristo é individual . Atravessando séculos de indiferença e tempos de descaso, e até de tentativas frustradas de destruí-la, a Bíblia chegou até a nossa geração com o fim de não apenas relatar acontecimentos passados, mas de abrir os nossos olhos para um futuro bem próximo. Pois assim como o brado da cruz, Cristo está prestes a novamente declarar: “Feito está!” (Ap.16:17). Você está pronto(a) para este momento? O Grande Dia de Jesus se aproxima, quando “todo olho O verá” (Ap.1:7) e haverá apenas dois grupos de testemunhas: o de Apocalipse 6:15-16 e o de Apocalipse 12:17. De que grupo de testemunhas você deseja fazer parte? Agora é o momento de olhar para cruz e reconhecer: “Verdadeiramente, este homem era o Filho de Deus” (v.39). Vigiemos e oremos!

Bom dia, “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:7)!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Marcos15 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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