Reavivados por Sua Palavra


JONAS 1 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
20 de março de 2021, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Ele lhes respondeu: Sou hebreu e temo ao Senhor, o Deus do céu, que fez o mar e a terra” (v.9).

Sob o olhar de Deus, um homem seguia a passos vacilantes. Seu coração palpitava como nunca antes e sua decisão mantinha-se firme a cada passo dado na direção contrária a que deveria ir. Em sua mente havia uma constante batalha que aumentava cada vez mais enquanto caminhava para o barco que o conduziria para bem longe da missão que julgara “impossível”. Finalmente, os seus pés pisaram nas madeiras daquela embarcação e em seus primeiros movimentos de partida encontrou um sentimento estranho de desânimo que o fez cair em pesado sono. Mal sabia ele, que em sono profundo, cambaleava para a morte, levando com ele toda a embarcação e todos aqueles para os quais havia se recusado pregar. Ou pelo menos este poderia ter sido o resultado final se Deus não tivesse agido.

O Senhor pediu ao profeta Jonas para ir a Nínive, capital da Assíria e terra de um dos piores inimigos de Israel, para avisá-los do juízo iminente que viria sobre seus habitantes. Aquele povo já tinha realizado tantas atrocidades contra Israel e outras nações que, o que importava se fossem destruídos? Afinal, era o que eles mereciam: a destruição. Esta era a opinião de Jonas com relação àquele povo considerado detestável. Além do mais, deve ter pensado, não duraria um dia vivo em um lugar onde matar era diversão.

O relato do livro de Jonas é uma das maiores provas de que não há limites para o perdão divino. Afinal, os ninivitas nem pediram para ser ajudados. Eles nem faziam ideia do castigo que lhes aguardava caso não fossem avisados e se arrependessem. Mas a lição que Deus deu ao profeta Samuel pôde ser aplicada para aquele povo e tornou-se uma tremenda lição para Jonas também: “… porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (1Sm.16:7).

Jonas só conseguia enxergar as atrocidades que aquele povo fazia. Diante de seus olhos estavam homicidas, adúlteros e idólatras. Mas, diante dos olhos de Deus, estavam criaturas que necessitavam de instrução. O papel que cabia ao povo de Israel não foi desempenhado: ser um espetáculo ao mundo, revelando às demais nações o verdadeiro e único Deus. Coube a Jonas cumprir esta missão em Nínive. E não porque ele fosse melhor do que seus demais conterrâneos, mas porque ele mesmo também precisava de conversão. Sua atitude final revelaria que, assim como a cidade pecadora, Jonas também precisava de uma transformação.

Muitos têm considerado certos chamados de Deus como apuros e ao invés de O buscarem ainda mais, fogem “para longe da presença do Senhor” (v.3). Então, arriscam-se no “navio” errado, que conduz ao caminho da morte, caindo em profundo sono espiritual. Mas quando Deus estabelece um propósito, Ele lança “sobre o mar” da vida “um forte vento” (v.4) que atinge não somente uma pessoa, mas todos os que se encontram na mesma embarcação, com o fim de salvar a todos.

Aqueles tripulantes fizeram sete perguntas a Jonas. Vamos analisá-las, trazendo-as para o nosso contexto:

1. “Que se passa contigo?” à Você não percebe o que está acontecendo?
2. “Agarrado no sono?” à Está dormindo enquanto o mundo está prestes a perecer?
3. “Que ocupação é a tua?” à O que você tem feito dos dons que Deus lhe deu?
4. “Donde vens?” à Qual foi o teu ponto de partida com o Senhor?
5. “Qual a tua terra?” 6. “E de que povo és tu?” à A que reino você pertence?
7. “Que te faremos, para que o mar se nos acalme?” à O que precisa acontecer na tua vida para que outras vidas sejam abençoadas?

A turbulenta situação de Jonas podia não fazer parte do plano original de Deus, mas, certamente, foi usada para alcançar aqueles marinheiros: “Temeram, pois, estes homens em extremo ao Senhor; e ofereceram sacrifícios ao Senhor e fizeram votos” (v.16). Ser tragado por “um grande peixe” (v.17) não é uma experiência agradável, mas, sem dúvida alguma, pode ser a mais eficaz. Deus tem o poder de usar até mesmo as nossas fugas para a glória do Seu nome e para a salvação de pessoas.

Não fuja do chamado de Deus para a tua vida. “Dispõe-te, vai” (v.2)! Mas fique ciente de que, se você fugir, Ele fará de tudo para trazê-lo(a) de volta. Porque Ele te ama, independente do “que fizeste” (v.10)! Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, chamados para a missão de salvar!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Jonas1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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