Reavivados por Sua Palavra


O uso do véu, corte e pintura do cabelo – 1Co 11:3-15 by jquimelli
25 de março de 2015, 21:17
Filed under: bom senso, discernimento, imoralidade, testemunho | Tags: , , ,

Na cidade de Corinto, uma mulher que cortasse o cabelo ou deixasse de usar o véu estava dizendo perante a sociedade que não mais estava sob a responsabilidade do marido, pai ou irmão mais velho e que, dali em diante, se tornara uma prostituta. Assim, para que as irmãs não fossem confundidas com as prostitutas e o testemunho delas se tornasse uma pedra de tropeço para a pregação do evangelho, Paulo pediu a elas que acatassem àquele costume da cidade de Corinto. Seria horrível para a igreja cristã se as irmãs fossem rotuladas por aquela cultura como sendo prostitutas. Já nos dias do Antigo Testamento, uma mulher prostitua foi identificada por encobrir o rosto com um véu (Gênesis 38:15). Percebeu o fator cultural?

O mesmo se dava em relação aos homens: em Corinto, todo aquele que deixasse o cabelo crescer era considerado homossexual. Já na época de Jesus (e do Antigo Testamento), o homem usava cabelo comprido normalmente. Era em Corinto que havia tal preconceito.

Assim, podemos ver que o assunto da calça comprida e do corte de cabelo não são princípios, mas questões culturais. Há na Bíblia costumes, que podem variar com o tempo por que foram dados apenas para um povo, de forma local. Existem também princípios, que são eternos, por terem sido transmitidos a todos e não a um povo específico. Nisto se enquadra o Sábado como dia de adoração e culto. Sendo que esse mandamento consta no Decálogo e que foi ordenado a todas as pessoas, não apenas para os judeus (ver Gênesis 2:1-3, Isaías 56:1-7, Marcos 2:28, etc.), deve ser observado para sempre em memorial ao Deus Criador. É importante diferenciarmos na Bíblia um PRINCÍPIO de um COSTUME.

Infelizmente, muitos se apegam a um costume cultural e deixam de lado um princípio universal e moral como o Sábado do Criador.

É lícito e correto o cristão se vestir decentemente e com modéstia (1 Timóteo 2:9), pois inclusive em nosso modo de vestir podemos refletir o caráter de Jesus. Porém, isto não significa que devamos ser desleixados com nossa aparência ou com o corpo, pois isso desagrada a Deus. Aqui podemos tratar do pintar o cabelo. Se a pessoa o faz por uma necessidade, para corrigir um problema ocasionado pelo pecado (Deus não criou o ser humano para envelhecer) qual o problema nisto? O errado seria pintar o cabelo com cores chamativas, que não levam a atenção dos outros para Deus.

Sendo que o corpo é o “templo do Espírito Santo” (1 Coríntios 3:16-17, 6:19-20) e o cabelo faz parte dele, também deve ser cuidado. Entretanto, tal questão (de cortar ou não o cabelo) deve ser analisada por cada um, individualmente, respeitando a opinião daqueles que pensam diferente. Também nesse tipo de atitude nosso cristianismo é manifesto.

Leandro Quadros

http://novotempo.com/namiradaverdade/calca-comprida-corte-e-pintura-do-cabelo-deut-225-e-1-cor-113-15/



I Coríntios 11 by jquimelli
25 de março de 2015, 1:00
Filed under: reverência, unidade | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Neste capítulo, Paulo aborda assuntos mais práticos com os membros da igreja de Corinto. Ao fazer isso, ele lhes lembra: “Tornem-se meus imitadores, como eu o sou de Cristo” (v 1 NVI). O restante do capítulo é composto por duas grandes questões: coberturas de cabeça (vv 2-16) e como conduzir a Ceia do Senhor (vv 17-34). Ele as usa para exemplificar o culto impróprio e ao discutir essas questões ele lembra que todo o comportamento para ser adequado deve apontar para Jesus Cristo.

Primeiro, ele lembra os crentes de Corinto que devem observar as “tradições” ou “ensinamentos” passados para eles a respeito da diferença de gênero na adoração. A passagem nos lembra Deus é a “cabeça” de tudo (v 3). Em Corinto, a cobertura da cabeça era uma distinção de gênero. Naquele ambiente altamente sexual, uma mulher que não cobria a cabeça estava se identificando como prostituta. O modo como adoramos traz honra ou desonra a Deus. Por esta razão, Paulo argumenta que naquela época uma mulher casada devia manter a cabeça coberta (v 10). Este texto tem sido interpretado de muitos modos ao longo da história cristã. Pioneiros adventistas do sétimo dia questionavam a ideia de que as mulheres deviam ir à igreja com a cabeça coberta. Da mesma forma, os primeiros líderes, como Tiago White, opunham-se à ideia de que as mulheres não deviam falar em público (ver Spiritual Gifts, vol. 3, p 24).

Outra fonte de “divisão” em Corinto dizia respeito à administração da Ceia do Senhor. Este é provavelmente o mais antigo relato dessa prática no início da Igreja cristã (vv 23-26) e esses textos são usados por ministros hoje na celebração desta ordenança cristã. Somos lembrados de que estes emblemas são sagrados, pois representam o corpo quebrado e sangue derramado de Jesus Cristo na cruz. Como pastor, eu tenho testemunhado conflitos na igreja serem resolvidos quando ambas as partes, seguindo o conselho de examinar a si mesmo (v. 28), se reconciliam. Eu também vi pessoas se afastarem da igreja, impulsionadas pela amargura, e incapazes de lutar com o pecado em sua vida, tornando notório estar evitando intencionalmente a Ceia do Senhor. 

Um velho conselho ministerial para jovens ministros que eu encontrei foi que a saúde de uma congregação local pode ser determinada pela vontade dos membros da igreja em participar da Ceia do Senhor. Esta verdade continua válida ainda hoje, porque esta ordenança reafirma nossa crença na expiação sacrificial de Cristo e na  segunda vinda de Jesus Cristo (v 26). Não é de admirar Tiago White observou que a Ceia do Senhor deve ser chamado de “ordenança do Advento”.

Michael W. Campbell, Ph.D.
Professor Assistente, Estudos Históricos / Teológicos
Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados
Filipinas
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1co/11/
Traduzido por JAQ
Texto bíblico: I Coríntios 11 
Comentários em áudio 



1 Corintios 11 – Comentários Selecionados by tatianawernenburg
25 de março de 2015, 0:00
Filed under: Sem categoria

1 Como também eu sou. Todo ministro do evangelho de Cristo deve estar apto a pedir que seus ouvintes imitem seu exemplo ao seguir o Mestre. Se não pode fazê-lo, deve esquadrinhar o coração e rogar a Deus para que viva para Ele em todos os aspectos, e não para si mesmo. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 828.

Sua própria cabeça. Isto pode se referir tanto a Cristo, que é “a cabeça de todo homem” (v. 3), ou à cabeça literal do homem, que seria desonrada estando coberta. O homem que, como servo do Senhor, se recusa publicamente a demonstrar respeito por Cristo, traz desonra tanto ao Senhor quanto à sua própria cabeça. Corinto era uma cidade grega, e, por consideração ao costume grego, Paulo ensinou que ao adorar a Deus, nessa cidade, os homens deviam seguir o modo usual de mostrar respeito, removendo a cobertura da cabeça na presença de um superior. Os homens não deviam agir como mulheres. CBASD, vol. 6, p. 831.

5 Sem véu. Era costume das mulheres cobrir a cabeça com véu, como evidência de que eram casadas, e também como modéstia. CBASD, vol. 6, p. 831.

10 Autoridade. Do gr. exousia. É provável que isso se refira ao sinal da autoridade do marido, o véu, que as mulheres usavam como reconhecimento público de sua posição sob a autoridade do marido. Aceitar de boa vontade esse costume era um privilégio honrado, indicando que a mulher tinha posição de respeito na comunidade, pois ela “pertencia” a alguém, e podia reclamar apoio e proteção deste sob cuja “autoridade” vivia. CBASD, vol. 6, p. 833.

11 No Senhor. Esta relação entre homem e mulher está de acordo com o desígnio e a direção do Senhor. É intenção e ordem de Deus que dependam um do outro, vivam em mútua consideração e promovam o bem-estar e a felicidade um do outro. Cada um é necessário ao bem estar do outro, e esse fato deve ser reconhecido na relação. O homem não pode existir sem a mulher, nem a mulher sem o homem. Um é incompleto sem o outro. Isso devia ser motivo suficiente para evitar a jactância por parte do homem. CBASD, vol. 6, p. 833.

14 Natureza. Neste caso, o termo indica a ordem natural das coisas, o que em geral é aceito pelas pessoas, o costume prevalecente. Na época de Paulo, era costume para um judeu, grego e romano usar cabelo curto. Entre os israelitas se considerava vergonhoso que um homem tivesse cabelo comprido, com exceção daquele que tivesse feito voto de nazireu. CBASD, vol. 6, p. 834.

17 Não para melhor. O propósito das reuniões regulares dos crentes é o fortalecimento espiritual e o encorajamento dos participantes a enfrentar a batalha da vida com mais fé e esperança. Longe de louvar seu comportamento e a forma de observar os ritos da casa do Senhor, o apóstolo achou necessário repreendê-los. Primeiramente, declarou de forma categórica que suas reuniões não produziam bons resultados, mas ruins. Em seguida, ampliou essa afirmação e mostrou como tinham permitido que práticas errôneas privassem o serviço da comunhão de sua santidade e inspiração adequadas. CBASD, vol. 6, p. 835.

27 Indignamente. Ou, sem a devida reverência pelo Senhor, cujo sofrimento e sacrifício estão sendo lembrados. Pode-se dizer que a indignidade consiste na conduta imprópria (v. 21) ou na falta de fé vital e ativa no sacrifício expiatório de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 841.

28 Examine-se. Antes de participar da Ceia do Senhor, a pessoa deve rever sua experiência cristã e certificar-se de estar pronta para receber as bênçãos que esse rito proporciona a todos que estão em relacionamento com Deus. Deve refletir se, dia a dia, tem experimentado a morte para o pecado e o novo nascimento para o Senhor, se está ganhando a batalha contra os pecados que o afligem e se sua atitude para com o próximo está correta. Palavras, pensamentos e ações devem ser inspecionados, bem como hábitos de devoção pessoal e tudo que influencie no progresso em direção a um caráter que reflita a imagem de Jesus. CBASD, vol. 6, p. 841.

34 Fome. Isto se refere ao desejo físico por alimento, não o anseio espiritual pelo pão da vida. A Ceia do Senhor não tem o objetivo de satisfazer a fome física. Seu propósito é ser um memorial do maior e mais solene evento, e não um banquete. As instruções dadas neste capítulo, quando seguidas cuidadosamente, fazem da Ceia do Senhor um serviço cheio de consolo e santa alegria. CBASD, vol. 6, p. 843.




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