Reavivados por Sua Palavra


I Coríntios 13 by jquimelli
27 de março de 2015, 5:06
Filed under: amor, dons espirituais, Sem categoria | Tags: , ,

Comentário devocional:

O amor é o maior dos dons espirituais. É ainda mais importante do que toda a variedade de dons espirituais mencionados no capítulo anterior (e como eles são importantes!). Acima de todas as tolas divisões e controvérsias, Paulo levanta a voz para lembrar os fiéis do que realmente importa. O amor!

No mundo greco-romano havia muitas palavras diferentes que hoje são traduzidas como amor. O apóstolo Paulo usa uma palavra muito distinta, agape, para nos lembrar do amor altruísta de Deus. Isso está em contraste com os conceitos de amor que hoje nos chegam através da mídia e suas propagandas. O amor de Deus é diferente. É puro, elevado, altruísta. Não importa quão eloquente eu seja ou quais dons espirituais possa ter (v 1, 2), “se não tiver amor, nada serei” (v. 2 NVI). Podemos alimentar os pobres ou nos tornar mártires, mas isto pode ser feito pelo motivo errado e, então, não fará muita diferença perante Deus! (v. 3).

Em seguida, Paulo descreve este tipo especial de amor agape (vs. 4-8). Esta é uma passagem que muitos pastores, inclusive eu, usam para casamentos, e faríamos bem em utilizá-la também para verificar se continuamos a crescer em nossa experiência cristã. Temos que nos perguntar: em tudo que fazemos agimos com delicadeza e amor? O mais importante teste da verdadeira fé e prática cristã é o desejo de demonstrar na prática o amor de Deus.

Quanto mais nos aproximamos de Jesus, mais vemos nossa necessidade dEle. É por isso que Paulo nos lembra a respeito da maturidade cristã: “Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.” (v. 11). Ou, para usar outro exemplo: “Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face” (v. 12). Em ambos os casos, somos lembrados de que nenhum de nós tem todo o amor que deveríamos ter, mas à medida que crescemos diariamente, nos aproximando de Jesus, nos tornamos mais semelhantes a Ele.

Michael W. Campbell, Ph.D.
Professor Assistente, Estudos Históricos / Teológicos
Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados.
 
 
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1co/13/
Traduzido/adaptado por JAQ/JDS
Texto bíblico: I Coríntios 13 
Comentários em áudio 


1 Corintios 13 – Comentários Selecionados by tatianawernenburg
27 de março de 2015, 0:00
Filed under: amor | Tags: ,

1 Ainda que. Paulo enumerou e definiu o papel dos dons do Espírito na igreja (ICo 12). Neste capítulo, ele mostra que possuir dons e qualidades adicionais não torna alguém um cristão se ele não tiver o dom supremo do amor. Este lindo poema em prosa é chamado de “a maior, mais forte e mais profunda declaração feita por Paulo”. Paulo apresenta a natureza, o valor e a duração eterna do amor em comparação com os dons temporários. Este capítulo continua a discussão do cap. 12 sobre os dons espirituais. O apóstolo observou que os vários dons espirituais foram conferidos para a edificação da igreja (ICo 12:4-28). Ele mostra então que os dons já mencionados, por mais excelentes que sejam, podem ser substituídos por um atributo que é mais valioso do que todos os dons, e que esse dom está disponível a todos (Gl 5:22). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 855.

Amor. Do gr. ágape, o tipo mais elevado de amor, que reconhece o valor da pessoa ou do objeto amado; amor baseado em princípio, não em emoção; amor que emana do respeito pelas qualidades admiráveis de seu objeto. Esse é o amor existente entre o Pai e Jesus; é o amor redentor da Divindade pela humanidade perdida; é a qualidade especial demonstrada no relacionamento dos cristãos uns com os outros; e demonstra a relação do crente com Deus. CBASD, vol. 6, p. 856.

 
Mistérios. Do gr. mystería. Por causa do pecado, as faculdades mentais foram enfraquecidas; a capacidade de entender as maravilhas da vida, tanto naturais quanto espirituais, é muito inferior àquilo que Deus originalmente planejou para o ser humano. São necessários longos e árduos períodos de estudo e pesquisa para se descobrirem certos segredos da natureza, que eram logo percebidos por Adão antes do pecado. A mente dominada pelo pecado e não convertida não consegue entender as coisas de Deus. CBASD, vol. 6, p. 856.
 
Para ser queimado. A ideia é que o martírio em busca de glorificação própria não tem mérito algum. Nos dias de Paulo, não era costume a execução em fogueira. Apedrejamento, crucifixão e decapitação pela espada eram os métodos comuns de execução. A pergunta é: por que então Paulo s e referiu ao martírio na fogueira? A resposta seria que esta é uma das formas mais dolorosas de execução. Entregar o corpo para ser queimado representa uma forma extrema de autossacrifício. Alguns consideram que esta passagem é uma profecia da tortura pelo fogo que a igreja sofreu na época de Nero e posteriormente. CBASD, vol. 6, p. 857.
 
Não se ufana. Do gr. perpereuomai“vangloriar-se”, “jactar-se”. O amor não louva a si mesmo; é humilde e não tenta se exaltar. Aquele em cujo coração se encontra o verdadeiro amor mantém em mente a vida e a morte de Jesus e, assim, repele qualquer pensamento ou sugestão que possa levá-lo à autoglorificação. CBASD, vol. 6, p. 858.
 
Não se ira facilmente. O advérbio “facilmente” foi acrescentado e, ao que tudo indica, sem autorização. De fato, ele confere um sentido errado à frase. O amor não se ira, quer facilmente ou não. Nada pode perturbar a tranquilidade do perfeito amor nem causar demonstração de perturbação, impaciência ou raiva. Inserir a palavra “facilmente” seria sugerir que, às vezes, se permite raiva, irritabilidade ou ressentimento, mas isso não acontece com o amor. CBASD, vol. 6, p. 860.

11 Menino. Do gr. nêpios, literalmente, “alguém que não fala”, um “infante”. O apóstolo usa as diferenças entre as experiências da infância e da vida adulta para ilustrar a grande diferença entre a obscura compreensão que o ser humano possui e a luz brilhante do conhecimento que terá no Céu. CBASD, vol. 6, p. 862.

 
12 Espelho. Do gr. esoptron. Outra ilustração para mostrar a imperfeição do mais elevado conhecimento que se possa obter na Terra. Espelhos antigos eram feitos de peças de metal polido. A imagem vista nesses espelhos era com frequência borrada e turva. O conhecimento da verdade eterna é obscuro e limitado em comparação com o que será no Céu. Agora, a visão está anuviada pelas debilidades físicas próprias da condição de pecado; mesmo a percepção mental está enfraquecida pelos hábitos errôneos, de modo que as coisas espirituais são percebidas apenas obscuramente. CBASD, vol. 6, p. 862.

13 Permanecem. Com exceção do amor, tudo o que foi mencionado neste capítulo, incluindo profecias, línguas e outros dons do Espírito, deixará de ter valor ou findará. Mas os três elementos básicos da experiência cristã não passarão; eles são permanentes. Portanto, o cristão é exortado a concentrar a atenção nesses três dons. CBASD, vol. 6, p. 863.




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