Reavivados por Sua Palavra


I Coríntios 7 by jquimelli
21 de março de 2015, 1:00
Filed under: Sem categoria

Comentário devocional:

O apóstolo fala sobre os princípios do casamento. A sexualidade deve ser mantida dentro dos limites de um casamento amoroso (vs. 2-5). Os votos de casamento são sagrados e devem ser considerados sagrados. O divórcio deve ser evitado mesmo quando um dos parceiros é descrente. “Você, mulher, como sabe se salvará seu marido? Ou você, marido, como sabe se salvará sua mulher?” (v 16 NVI).

Ao se espalhar a mensagem cristã por novos territórios, a questão da circuncisão ressurgiu várias vezes. Para os cristãos vindos do judaísmo, o rito da circuncisão era uma parte vital de sua identidade. Mas, ao se espalhar o Cristianismo por novas regiões, a necessidade da circuncisão dos novos crentes sofreu radical reavaliação. Este rito passou a ser visto como não importante para os cristãos não-judeus, levando à primeira grande crise na igreja. A maioria dos estudiosos conservadores acreditam que a primeira carta aos Coríntios teria sido escrita por Paulo logo após o concílio da igreja em Jerusalém em Atos 15, que debateu longamente esta questão. Foi um debate importante para a igreja primitiva. Estes primeiros cristãos estavam longe de ser perfeitos, o que exigiu que os líderes da igreja se pronunciassem sobre várias questões com a finalidade de manter a igreja unida.

Paulo afirma que “A circuncisão não significa nada, e a incircuncisão também nada é; o que importa é obedecer aos mandamentos de Deus.” (v 19 NVI). Em meio a essa crise, o Apóstolo exorta aos leitores de sua carta que se lembrem do seu “chamado” (v. 20 NVI), e que se lembrem que essa liberdade só foi possível por meio do Senhor Jesus Cristo. “Vocês foram comprados por alto preço” (v 23 NVI). 

Quando surge um conflito na igreja, a solução é nos lembramos de nossa missão. Se assim não procedermos, isto significa que desviamos nossos olhos de Jesus. Afinal de contas, não foi Jesus Quem nos chamou à missão?

Michael W. Campbell, Ph.D.
Professor Assistente, Estudos Históricos / Teológicos
Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados
Filipinas
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1co/7/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: I Coríntios 7
Comentários em áudio 



I Corintios 7 – Comentários Selecionados by tatianawernenburg
21 de março de 2015, 0:00
Filed under: Cartas de Paulo, casamento | Tags: ,

1 Toque em mulher. Um eufemismo para relação sexual. É provável que esta expressão seja sinônima de casamento. A instrução deve ser interpretada à luz de seu contexto, e não deve ser compreendida como uma proibição para o casamento. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 778.

5 Priveis. Do gr. a-postereõ, “roubar”, “privar de”. Os cristãos são aconselhados a não privar um ao outro dos privilégios íntimos do matrimônio, a não ser por tempo limitado, sob circunstâncias especiais e consentimento mútuo. CBASD, vol. 6, p. 779.

9 Não se dominem. Paulo enfatiza a importância de se dominar, mas também reconhece que nem todos são como ele. Além disso, os que se acostumaram à vida de casados podem achar difícil ter esse domínio completo. CBASD, vol. 6, p. 780.

10 A mulher. O fato de citar a mulher em primeiro lugar se deve a que ela estaria mais inclinada a buscar o divórcio. Como a parte mais frágil, ela era suscetível a sofrer opressão nas mãos do companheiro incrédulo. CBASD, vol. 6, p. 780.

12 Não a abandone. Poderia haver casos em que uma esposa não cristã fosse tão contrária ao evangelho que não desejasse viver com um marido cristão. Em tais casos, o marido não podia evitar a separação. Se, pelo contrário, a esposa incrédula desejasse permanecer com o esposo crente, ele não tinha a liberdade de buscar a separação. O voto matrimonial é sagrado e não pode ser desconsiderado por causa de uma mudança religiosa de uma das partes. O efeito natural da conversão de um cônjuge deveria ser torná-lo mais carinhoso, gentil, amoroso e leal do que antes. CBASD, vol. 6, p. 781. 

19 O que vale é guardar. O que importa é a fé manifestada na obediência aos mandamentos de Deus. O Senhor não avalia a religiosidade individual pela observância de rituais, mas pelo relacionamento com os princípios da lei divina. CBASD, vol. 6, p. 783.

23 Comprados. O preço do resgate é o precioso sangue de Jesus. CBASD, vol. 6, p. 784.

27 Não procures casamento. Aconselha-se ao solteiro ou viúvo não estar ansioso para se casar. Isso não significa que Paulo desaprovava o casamento ou que o declarou ilegítimo, como talvez pensavam alguns dos crentes coríntios. Em vez disso, buscava livrar os cristãos de envolvimentos desnecessários em tempos de angústia. É verdade que os solteiros passam por menos dificuldades em períodos de tribulação. CBASD, vol. 6, p. 786.

32 Das coisas do Senhor. Isto é, coisas concernentes à religião, assuntos espirituais, em contraste com as questões terrenas. O solteiro não se sobrecarrega com responsabilidades familiares. Seu tempo e energia não são consumidos em satisfazer as necessidades materiais de uma família, em particular, em períodos de prova e perseguição. Ele é livre para dar atenção completa ao avanço do reino de Deus. Paulo pessoalmente preferiu isso. Portanto, é correto que uma pessoa, se assim o desejar, permaneça solteira e se dedique totalmente à obra do Senhor. CBASD, vol. 6, p. 788.

38 E, assim. Este versículo resume a discussão dos v. 36 e 37. Não é errado dar a filha em casamento, ou que um jovem se case com sua noiva. Tampouco é pecado permanecer solteiro. CBASD, vol. 6, p. 790.

40 Eu tenho o Espírito. Parece haver referência a certos líderes da igreja em Corinto que criam ser inspirados. O apóstolo afirma sua crença de que ele também é inspirado pelo Espírito Santo. Portanto, essa declaração é uma afirmação de que suas cartas deviam ser recebidas não como opinião humana, mas como sabedoria divina. Era necessário que Paulo apresentasse seu direito de afirmar que tinha iluminação divina. Só assim ele poderia contrapor á instrução dada por falsos mestres em Corinto, e poderia estabelecer regras para a conduta dos crentes coríntios que os fortaleceria contra as tentações a que estavam expostos. CBASD, vol. 6, p. 791.




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