Reavivados por Sua Palavra


Zacarias 9 by Jobson Santos
23 de outubro de 2014, 0:13
Filed under: Messias | Tags: , , , , ,
Comentário devocional:

Zacarias 9 pode ser dividido em quatro partes:

1) o julgamento das nações (9:1-8);
2) a primeira vinda do Rei messiânico (v. 9-12);
3) a segunda vinda do Rei messiânico (v. 13-15); e
4) o estado de felicidade das pessoas redimidas (v. 16-17).

Na primeira parte, o profeta apresenta a mensagem de Deus com advertências para as nações. Ele enumera cidades como Damasco, Tiro, Sidon, etc, representando as nações do mundo. Elas irão enriquecer com prata e ouro, mas o Senhor as consumirá com fogo.

Em meio ao veredicto divino sobre as nações, haverá um remanescente destes povos que retornará ao Senhor e será para Ele como Judá e Jerusalém. Quão surpreendente! Aqui temos um vislumbre do coração de Deus, que anseia que todas as nações se cheguem a ele.

Na segunda parte, o versículo 9 é citado por Mateus e João ao eles retratarem a cena da entrada triunfal de Cristo em Jerusalém. Imagine Jesus montado sobre o filho de uma jumenta por ocasião de Sua entrada em Jerusalém. Imagine que em poucos dias ele será crucificado. Imagine a brisa da primavera de Jerusalém na época da Páscoa e a multidão espalhando ramos de palmeiras e gritando Hosana. Ele é o Rei dos reis, mas não vem montado em um cavalo ou numa carruagem, como uma figura real, mas em um jumento, conforme indicado pela profecia.

Alguns comentaristas Judeus ficaram perplexos porque a Bíblia apresenta duas imagens do Messias. Em Daniel 7, a figura messiânica é retratada, vindo sobre as nuvens do céu. Em Zacarias 9, o Messias é retratado humilde, assentado sobre um jumento. Segundo a explicação destes comentaristas judeus, se Israel for digno, o Messias virá sobre as nuvens do céu, mas se Israel for indigno, Ele virá como uma pessoa humilde (ver Talmude Judeu Sanh 98a). No entanto, nós, os crentes em Jesus, compreendemos que estas duas descrições do Messias correspondem a primeira e segunda vinda de Cristo (Mateus 24:30).

A terceira parte (Zc 9:13-15) descreve a segunda vinda do Messias. O Senhor aparecerá, tocará a trombeta, e virá com um vento turbilhão. Ele acampará ao redor do seu povo e os protejerá. Seu reinado se estenderá por todo o universo, e o mal não mais existirá. Seu povo viverá em Sua presença como um rebanho bem cuidado.

O capítulo termina falando sobre a paz e a felicidade dos redimidos (v. 16-17). Aqueles que farão parte do reino glorioso do Messias serão lindos no caráter e no aspecto físico. Eles brilharão como jóias de uma coroa! Os redimidos terão a certeza de que estão no céu não por qualquer mérito de sua parte, mas porque foram salvos por Jesus. Eu quero estar lá nesse reino! E você?

Sook-Young Kim
Universidade Nacional de Kyungpook
Coréia do Sul

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/zec/9/

Traduzido por JDS

Texto bíblico: Zacarias 9

Comentário em áudio

 



Daniel 9 by Jeferson Quimelli
23 de agosto de 2014, 0:00
Filed under: Israel, Messias, oração, prosperidade | Tags: , , , ,

Comentário devocional:

Depois que Ciro colocou Dario (o general Gobrias, ou Gubaru) como governador da Babilônia, Daniel voltou a estudar as profecias de Jeremias em especial a profecia que falava que a desolação de Jerusalém iria durar 70 anos (v. 2).

Nos outros sonhos que tivera, Daniel podia ver a mão de Deus na História. Mas a questão que o preocupava agora era: quando estes 70 anos se cumpririam para que os judeus fossem libertados e Jerusalém fosse restaurada? Ou será que as coisas se manteriam como estavam? Ele precisava saber do Senhor o que viria depois. Assim, ele se voltou plenamente ao Senhor em oração, jejum e súplicas, com espírito humilde (v. 3), expressando uma das mais bonitas orações intercessórias da Bíblia (v. 4-19). 

Ele próprio se identificou com os pecados do povo, reconhecendo como justos os castigos divinos, porque, realmente, o povo de Deus havia rejeitado Seus conselhos.

Reconhecendo que Deus tinha de agir e não podia ignorar o pecado, e reconhecendo que tinham sido ridicularizados diante das outras nações, com o coração quebrantado ele implora ao Senhor para que reverta a situação (vv. 14-19). 

Enquanto Daniel orava, Gabriel se postou diante dele e diz a Daniel que o Senhor o havia enviado para ajudá-lo (vv. 21-23) a compreender a visão que tivera dos 2300 anos. 

Gabriel lhe diz que haveria um decreto para a restauração e reconstrução de Jerusalém (de fato promulgado por Artaxerxes no sétimo ano de Esdras, em 457 aC) marcando o início do período de 2300 anos. Destes 2300 anos, 70 semanas proféticas ou 490 anos literais seriam separadas para o povo judeu e Jerusalém (v. 24). “Era o período para que o povo de Deus resolvesse os problemas de faltas morais que lhe contaminaram ao longo de sua história como nação. Isto se concretizaria através do Messias”. (Andrews Study Bible). 

No começo da última das 70 semanas, a 69ª, viria o Messias, ou o “Ungido” (v. 25). De fato, Cristo foi batizado por João e ungido pelo Espírito Santo em 27 dC, exatamente 69 semanas proféticas ou 483 anos depois da emissão do decreto! Daniel ouviu ainda, com surpresa, (v. 26) que o Messias seria morto no meio da última das 70 semanas (v. 27) e que Jerusalém e o templo seriam novamente destruídos, o que realmente aconteceu sob os romanos, em 70 dC. E, ainda, que haveriam guerras, conflitos e dificuldades até o fim, que viria com a violência de uma inundação (v. 26).

Enquanto Daniel estava preocupado com o fim dos 70 anos de cativeiro da Jerusalém literal, Deus apresenta ao profeta um quadro mais amplo da vinda do Messias, trazendo libertação do pecado para toda a raça humana. Esta extraordinária profecia a qual se cumpriu com precisão no batismo e morte de Jesus nos mostra que Deus está no controle da história e tem o futuro daqueles que o amam em Suas mãos.

Querido Deus,
Muito obrigado por nos revelares que estás no controle da história. Nos momentos difíceis que todos passamos, ajuda-nos a lembrar que o Messias já triunfou e por isso podemos descansar. Aceitamos a salvação gratuita oferecida através de Cristo e amorosamente desejamos seguir as Tuas orientações. Amém.

Koot van Wyk,
Universidade Nacional Sangju, Coreia do Sul

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/9/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Daniel 9 

Comentário em áudio 

Programas TV Daniel

 

Datas dos principais eventos do cumprimento da profecia de Daniel 9:

457 aC: Início das 70 semanas (490 anos) [e também dos 2300 dias/anos]. Definido pela ordem de restaurar e reconstruir Jerusalém (9:25) emitido pelo rei persa Artaxerxes I no sétimo ano de seu reino (Esdras 7:11-26).

27 dC: Fim das 69 semanas (483) preditas para a chegada do Messias, o Príncipe (9:25) e início da última semana. Completadas no 15º dia do reinado de Tibério César quando Jesus foi batizado e começou Seu ministério (Lucas 3:1, 21).

31 dC: Metade da última semana das 70 semanas (490 anos). Após as 3 1/2 semanas de Seu ministério terrestre, a morte de Cristo confirmou um concerto em benefício de todos.

34 dC: Fim das 70 semanas (490 anos). Marcado pelo martírio de Estêvão e a perseguição que expulsou os cristãos da Judéia, espalhando, portanto, o evangelho aos gentios.

1844 dC: Fim dos 2.300 dias (2.300 anos). Marcado pelo início da purificação do santuário celestial e o julgamento dos últimos dias.

Fonte: Andrews Study Bible.

 

 

Comentário pastor Heber sobre Daniel 9

A oração dirigida a Deus nunca é em vão. Somente por meio da oração sincera se obtêm discernimento espiritual do Céu. Estudo da Bíblica, oração, jejum e intercessão são passos que devem ser dados por quem almeja obter preciosas respostas de Deus.

Este capítulo pode ser assim dividido:
1. Daniel estuda a Bíblia, jejua e ora (vs. 1-19);
2. Deus dá a resposta à oração suplicante (vs. 20-27).

Ao estudar a Bíblia, podemos, como Daniel, nos deparar com assuntos que não entendemos, ou mesmo duvidamos. Ao estudar as profecias do cativeiro, previsto para terminar em 70 anos (Jeremias 29:10-14), Daniel se pôs a orar, era preciso. O profeta não entende tudo sobre Bíblia, o dom de profecia não torna ninguém onisciente e infalível. Por isso, o profeta precisa orar como nós!

Toda pessoa que se dedica a estudar a Bíblia a fundo se torna dedicada na intercessão pelo perdido. E, Deus responde! A resposta de Deus foi profética, uma revelação esplendorosa sobre o grande Libertador, não do cativeiro, mas do pecado. Observe:
1. O Messias viria fazer expiação pelo pecado para justificar o pecador (v. 24)
2. O Messias seria o Ungido de Deus, o Príncipe do Céu (v. 25)
3. O Messias seria rejeitado por aqueles que amam o pecado, por isso seria morto (v. 26)
4. O Messias alcançaria Seus propósitos cumprindo a profecia (v. 27)

Impressionante, cerca de 500 anos antes, a profecia revelou detalhes da vinda do Messias. Além disso, tem mais:
1. As setenta semanas têm um ponto de partida (457 a.C.)
2. As setenta semanas se dividem em três períodos: 
a) Sete semanas
b) Sessenta e duas semanas
c) Uma semana
3. A última semana se divide ao meio

Sendo que 70 semanas vezes 7 dias são 490 dias, e, que, profeticamente cada dia equivale a um ano, então temos 490 anos de história. Este período começa em 457 a.C e termina em 34 d.C. Sendo, a última semana, 7 anos, a mais importante:

1. No começo, Jesus é ungido/batizado (27 d.C).
2. 3 ½ anos depois, Ele foi crucificado (31 d.C)
3. Mais 3 ½ Estevão foi apedrejado (34 d.C)

Deus previu todos os detalhes. Aceite Seu plano de salvação! Aceite Jesus!

Simplifiquei para você entender! – Heber Toth Armi.



Jeremias 23 by Jeferson Quimelli
24 de maio de 2014, 7:00
Filed under: caráter de Deus, fidelidade, integridade, Israel, Justiça, lealdade, Messias, testemunho | Tags: ,

Comentário devocional:

É uma grande responsabilidade ser um líder espiritual; ser pastor é uma responsabilidade ainda maior. 

Posso entender a paixão que leva uma pessoa a ministrar em nome do nosso Deus, pois desde cedo convivi com muitos pastores. Meu pai é um pastor aposentado e tenho cinco tios que também são pastores. Adicione a esta lista de bênçãos: um irmão, um cunhado e um filho, além de muitos amigos pastores e, especialmente, meu pastor atual. 

Nos capítulos anteriores de Jeremias, o foco eram os líderes políticos da nação. Neste capítulo a mensagem é dirigida aos líderes espirituais, pastores e profetas. Deus pronuncia aqui um ai contra os pastores que dispersaram a Seu povo (v. 2).

Algo muito sério e de responsabilidade é representar a Deus perante o povo e pretender falar em Seu nome. É um pecado muito grande diante de Deus perverter Suas palavras, representá-lo mal e profetizar mentiras em Seu nome. Não devemos nunca usar o nome de Deus de maneira inconsequente e descuidada para dar credibilidade a nossos propósitos.

Num período em que os líderes espirituais estavam deixando de repreender o erro e eles mesmos cometendo os mais graves, o Espírito Santo, através de Jeremias, derrama um feixe de luz brilhante em um mundo escuro. Ele profetiza que o próprio Deus irá estabelecer novos pastores que cuidem de seu povo (v. 4) e irrompe em uma bela profecia messiânica! (v. 5-8.)

“Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o seu nome, com que será chamado: SENHOR, Justiça Nossa” (Jr 23:5-6, ARA). Eles precisavam desesperadamente da justiça de Deus assim como nós também precisamos.

Há um ditado que diz: “Como são os líderes assim é o povo”. Ou seja, o povo segue as ações de seus líderes. E não serão melhores do que eles. É de se admirar, então, que o mal ataque vigorosamente nossos pastores e líderes? Temos o privilégio de interceder por eles em oração, principalmente nestes tempos urgentes.

Uma prática que tem se demonstrado particularmente eficaz na neutralização da Palavra de Deus é a imoralidade. Mesmo que sejamos dedicados ao Senhor, ainda assim somos vulneráveis a tais tentações. Nos tempos de Jeremias, os falsos profetas e sacerdotes estavam levando o povo a decadência espiritual pela omissão da repreensão e por seus próprios atos. Jeremias chama esta situação de “uma coisa horrível” e compara o povo de Jerusalém ao povo de Sodoma (v. 14). Isso vale também para o nosso tempo.

Este capítulo trata acima de tudo acerca da deturpação da vontade de Deus. Dizer que Deus não gosta desta situação é um eufemismo. Foi com tremor que, como pastor, li: “Por isso me esquecerei de vocês e os lançarei fora da minha presença, juntamente com a cidade que dei a vocês e aos seus antepassados” (v. 39).

Jeremias lamenta profundamente a situação. Ele diz que seu “coração está quebrantado” por causa do uso indevido de “santas palavras” de Deus (v. 9). O profeta entende as graves implicações. 

Fiquei impressionado com o conceito de que a Palavra de Deus poder ser “furtada” (v. 30). Pensei nas várias formas em podemos fazer isto, mas uma se destaca: os caminhos de um hipócrita – os que dizem uma coisa e fazem outra. Jesus alertou seus discípulos a respeito, porque os escribas e fariseus diziam uma coisa, mas suas ações não estavam em harmonia com o que diziam (ver Mateus 23:2-3).

Será que somos uma pessoa na igreja e outra na vida cotidiana? São os nossos pensamentos sujeitos à Santa Palavra de Deus? Deus está ansioso para que seu povo se desfaça da condição de Laodicéia, em que as pessoas permanecem com um pé na igreja e outro no mundo.

“Senhor, motiva-nos, constranja-nos e dá-nos a força para, como líderes espirituais, sermos fiéis à Sua Palavra em nossos corações e em nossas práticas diárias. Que assim, inspiremos outros a também Te servir, em espírito e em verdade, como Teus verdadeiros filhos e filhas. Amém.”

Dan Houghton
Centro de Pesquisa Hart
Califórnia, EUA

 

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Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/23/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Jeremias 23 



Isaías 42 by Jeferson Quimelli
7 de abril de 2014, 0:00
Filed under: Messias | Tags: ,

Comentário devocional:

Este capítulo contém a primeira das quatro Canções do Servo escritas por Isaías (42:1-9; 49:1-13; 50:4-11; 52:13-53:12). Duas coisas, para mim, se destacam nesta canção: a natureza do Messias e o que eu chamo de “a assinatura de Deus”. Este último ponto comentarei em outro capítulo.

Os primeiros quatro versos de Isaías 42 são citados por Mateus (Mt 12:18-21), e ele especificamente os aplica a Jesus Cristo. Neste capítulo Isaías começa a nos dar um quadro mais completo do Messias e de Sua missão no mundo. O Messias é o Servo de Deus, em quem Deus se deleita de todo o Seu coração (v. 1). Vemos também que o Messias iria receber a plenitude do Espírito de Deus, algo que foi destacado tanto na concepção de Cristo quanto em Seu batismo (Lucas 1:35, 3:16 ).

Cristo, o Messias, iria trazer justiça para as nações, isto é, para o mundo inteiro (v. 1, 4), e não apenas aos judeus. As “ilhas” (NVI) ou “terras do mar” (ARA) do verso 4 é uma expressão comum no Antigo Testamento, para fazer referência a todos os países ao longo da costa do Mediterrâneo: Ásia, Norte da África e países europeus – todos eles países pagãos, exceto Israel.

Mas o que mais me toca nesses versos é a descrição do Messias como uma pessoa. Em vez de assemelhar-se a um forte líder de guerra, que ameaça e infunde medo, Jesus seria alguém de espírito manso que não levantaria a voz. Em vez de ser uma figura terrível em sua jornada de destruição, o Senhor Jesus seria bondoso para com os fracos (“Não quebrará o caniço rachado”, v. 3a NVI), e daria atenção ao abatido e deprimido (“não apagará o pavio fumegante” v. 3b NVI). E ele não vai desistir de nós!  “não mostrará fraqueza … até que estabeleça a justiça na terra. V. 4 NVI). Que maravilhoso Salvador!

Quando se trata de nosso inimigos – Seus inimigos – o Messias “sairá como um homem poderoso, um guerreiro … com forte brado e grito de guerra triunfará” ( v.13 NVI) contra o diabo e aqueles que o seguem. Portanto Jesus é gentil e delicado para conosco e ao mesmo tempo assustador para aqueles que querem nos destruir.

É em Jesus que devemos fixar nossos olhos todos os dias. Ele se compadece de nossas fraquezas e nos liberta de nossas angústias.  Ele mesmo é o Libertador de todos os nossos problemas. Ele vai fazer isso por você e para a glória do Seu nome (v. 8).

E Ron M Clouzet
Professor do Seminário da Universidade Andrews – EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/42/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Isaías 42