Filed under: Bíblia, escolhas, Espírito Santo, Evangelho, Israel, Messias, missão, obediência, tentação, vitória | Tags: Israel, Messias, rejeição, tentações de Jesus
1 guiado pelo Espírito Santo. O tempo verbal grego indica que a condução do Espírito Santo não se limitou à viagem ao deserto, mas continuou durante a Sua permanência ali. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 798.
O Espírito Santo desceu sobre Jesus no batismo e permaneceu com Ele, O enchendo e guiando. Andrews Study Bible.
2 quarenta dias. Mateus deixa claro que as três maiores tentações ocorreram no final dos 40 dias (ver com. de Mt 4:2, 3), um fato evidente também a partir de Lc 4:2. Quando Jesus entrou no deserto, estava rodeado pela glória do Pai e, quando a glória partiu, Ele foi deixado sozinho para lutar com a tentação (DTN, 118). As tentações de Satanás continuaram durante todos os 40 dias de jejum de Jesus. As três mencionadas nos v. 3 a 13 representaram o clímax das tentações, no final do período (ver SP2, 90). CBASD, vol. 5, p. 798.
sendo tentado. Os ataques do diabo são contra o Messias, o cabeça da Nova Humanidade (cf Cl 2.15) … Em contraste com Adão, o cabeça da velha humanidade, que caiu, ainda que vivendo em condições ideais, o Segundo Adão venceu o diabo em total fraqueza da carne (cf 40 dias de jejum). Bíblia de Genebra.
3-13 O diabo procura desviar Jesus de Sua missão divinamente estabelecida. … A narrativa de Lucas realça o paralelo entre a tentação de Jesus e as provações de Israel no deserto. Jesus foi tentado por 40 dias no deserto e Israel peregrinou por quarenta anos no deserto (Nm 14.34). Israel falhou no teste da obediência, enquanto Jesus foi plenamente obediente ao Pai. Bíblia de Genebra.
3 manda esta pedra transformar-se em pão. O diabo sempre faz com que suas tentações pareçam atraentes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
4 Não só de pão viverá o homem. O contexto de Deuteronômio [Dt 8:3] que Jesus cita, frisa a completa dependência do homem para com o Senhor. Sem Sua bênção, a fartura material de nada adianta. Bíblia de Genebra.
5-8 Esta tentação [a 2ª] vem em terceiro lugar em Mateus. A razão para esta diferença de ordem não é conhecida. A tentação é para Jesus estabelecer um poderoso império mundial, mas ao custo de cultura Satanás. Outra vez Jesus repele a tentação, citando as Escrituras (Dt 6.13). Bíblia Shedd.
6 Compare 1Jo 5.19. A tentação era inaugurar o Reino sem a cruz. Bíblia de Genebra.
ela me foi entregue. Isto é, por Adão quando ele pecou. Depois da Queda, Satanás denominou a si mesmo o “príncipe” deste mundo (DTN, 114), esquecendo-se que Adão mantinha o título apenas em virtude da obediência ao Criador. Satanás insinuou que Adão o escolheu como soberano e como seu representante no Céu. CBASD, vol. 5, p. 798.
9 Se é o Filho de Deus. Deus acabara de declarar esse fato (3.22). O diabo ainda usa a artimanha de suscitar dúvidas a respeito da Palavra de Deus (Gn 3.1). Bíblia de Genebra.
o pináculo. Este pode ter sido o topo do muto do templo, de onde se podia ver o vale de Cedrom ou, talvez, pode ter sido o ponto mais alto do próprio templo. Jesus foi tentado a demonstrar publicamente o Seu poder miraculoso, mas reponde citando outra vez as Escrituras (v. 12). A passagem citada (Dt 6.16) novamente recorda a experiência de Israel no deserto. Bíblia Shedd.
10 Pois está escrito. Dessa vez, Satanás também citou as Escrituras, embora tenha aplicado erroneamente Sl 91.11, 12. Bíblia de Estudo NVI Vida.
13 até momento oportuno. Isto é, até o tempo conveniente, quando outra oportunidade se apresentasse. Desde os primeiros anos, Cristo foi atacado pelo tentador (DTN, 71, 116). CBASD, vol. 5, p. 798.
14 Então, Jesus, … regressou para a Galileia. Aqui começa o ministério de Jesus na Galileia, e que termina em 9.50. Bíblia de Genebra.
Jesus realizou um intensivo ministério antes de retornar a Nazaré. Bíblia Shedd.
poder do Espírito (cf 5.17). A mesma palavra “poder”, gr dunamis, aparece na promessa do Espírito em At 1.8, mas é traduzida como “milagres” em Lc 10.13; 19.37, etc., indicando que o poder sobrenatural de Deus é oferecido ao crente, pelo Espírito. Bíblia de Genebra.
15 E ensinava. O ensino era o modo costumeiro com o qual Jesus transmitia a verdade . … O ensino tende a ser mais eficaz do que a pregação, pois os ouvintes são participantes, enquanto na pregação eles são passivos. … Feliz é o pregador que consegue dar à sua pregação a qualidade adicional de ensino. CBASD, vol. 5, p. 799.
glorificado. Ou “honrado”, “louvado”. A Galileia era um campo mais favorável à obra do Salvador do que a Judeia (DTN, 232). Para onde Jesus ia, “grande multidão O ouvia com prazer” (Mc 12:37). CBASD, vol. 5, p. 799.
16-20 Esta narrativa é o mais antigo registro conhecido a respeito da ordem do culto no serviço de uma sinagoga. O culto incluía uma leitura da Lei e uma dos Profetas. Jesus ou o dirigente da sinagoga pode ter escolhido Is 61.1-2 e 58.6. Era costume levantar-se para a leitura, numa demonstração de respeito para com a Palavra de Deus e, em seguida, sentar-se para o sermão. A leitura escolhida mostra uma forte preocupação para com o pobre (1.51-53; nota; Sl 9.18, nota). Bíblia Shedd.
16 Indo para Nazaré. Esta foi a primeira visita de Cristo a Nazaré, desde que Ele deixou a carpintaria no outono de 27 d.C. para se dedicar ao ministério público (DTN, 236). Este seria, possivelmente, o final da primavera de 29 d.C., e quase metade do período de Seu ministério público já havia se passado. Uma ano mais tarde, possivelmente no inicio da primavera de 30 d.C., Jesus fez Sua última (DTN, 241) visita a Nazaré. … Em Nazaré ainda moravam a mãe, os irmãos e irmãs de Jesus (DTN, 236), que, sem dúvida, estavam entre os adoradores na sinagoga, nesse sábado, em especial. CBASD, vol. 5, p. 799.
Provavelmente todos os acontecimentos de Jo 1.19-4.42 se deram entre Lc 4.13 e 4.14. Bíblia de Estudo NVI Vida.
entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o Seu costume. A simples declaração de Lucas de que Jesus frequentava as reuniões sagradas da sinagoga no dia de sábado, o qual Ele especifica como o sétimo dia da semana (Lc 23:56-24:1), deixa claro o dever do cristão que ama seu Mestre e quer seguir os Seus passos (ver Jo 14:15; 1Pe 2:21). O fato de Cristo pessoalmente ter observado o mesmo dia da semana que os demais judeus observavam é evidência de que a contagem do tempo não havia sido perdida desde o Sinai, ou mesmo desde a criação. Cristo é “Senhor também do sábado” (Mc 2:28); isto é, Ele o fez (Gn 2:1-3; cf Mc 2:27) e o reivindica como Seu guia. Seu exemplo ao observá-lo é um modelo perfeito para o cristão, tanto com relação ao tempo como quanto à maneira de observá-lo. … observar o sétimo dia da semana é guardar o sábado como Cristo o fez. Desde aquela época, há milhões de judeus espalhados por todo o mundo civilizado, e seria impossível que todos eles, simultaneamente, cometessem o mesmo erro ao calcular o sétimo dia da semana. … Cristo tinha o hábito de frequentar as reuniões regulares da sinagoga aos sábados. A esta sinagoga em Nazaré, Ele havia sido regularmente convidado na juventude, para ler os Profetas, e Ele extraía lições de Seu profundo conhecimento das Escrituras, as quais comoviam o coração dos adoradores (DTN, 74; cf 70). CBASD, vol. 5, p. 799.
levantou-se. A reverência pela Palavra escrita exigia que aquele que a lesse publicamente permanecesse em pé. A Lei e os Profetas eram lidos dessa forma, mas não os Escritos [poéticos], que não desfrutavam de conhecimento semelhante. CBASD, vol. 5, p. 800.
17 Então, Lhe deram. Isto é, pelo diácono ou chazzan, cujo dever era tirar os rolos sagrados e entregá-los ao leitor, e retorná-los à arca após a a leitura (ver p. 44). Dessa forma, em harmonia com o ritual da sinagoga, o chazzan tirou da arca o rolo dos Profetas, removeu a cobertura e o entregou, fechado, a Jesus. É evidente que Jesus não apenas falava a linguagem comum do povo [aramaico], como também lia bem em hebraico – naquela época, uma linguagem quase morta, exceto nas reuniões religiosas. A lição para o dia era sempre lida em hebraico. CBASD, vol. 5, p. 800.
Esta é a única referência à Sua capacidade de ler. teria lido o trecho em hebraico, traduzindo-o para o aramaico, antes de pregar. Bíblia Shedd.
18 ungiu. Referência ao Messias, que significa “ungido” (9.2n). A profecia foi cumprida no batismo (3.22). Bíblia Shedd.
No contexto messiânico, esta passagem pode ser traduzida desta forma: “Ele me fez o Cristo” ou “Ele me fez o Messias” (ver com. de Is 61:1). CBASD, vol. 5, p. 800, 801.
19 ano aceitável. Isto é, a era do evangelho… lembra o ano do jubileu, quando os escravos eram libertados, os débitos eram cancelados e as terras herdadas eram devolvidas aos proprietários originais. … Neste ponto, Jesus concluiu a leitura de Isaías 61:1 e 2. a frase seguinte, que era o clímax da passagem para o judeu patriota – “o dia da vingança do nosso Deus” – Ele não leu. Os judeus ingenuamente criam que a salvação era para eles, e a retribuição, para os gentios (ver Sl 79:6). A ideia judaica de que a salvação era uma questão de nacionalidade em vez de uma submissão pessoal a Deus, cegou o povo para a verdadeira natureza da missão de Cristo e os levou a rejeitá-Lo. … Gostavam de pensar na ideia que o julgamento de Deus estava reservado para os outros e, possivelmente, surpreenderam-se quando Jesus não mencionou isso. Quando, em Seu sermão, Jesus exaltou a fé dos pagãos, indicando a falta de fé dos judeus, o público ficou fora de si, cheio de ressentimento e fúria. CBASD, vol. 5, p. 802.
20 Tendo fechado o livro. Isto é, enrolando o livro de Isaías em seu cilindro. CBASD, vol. 5, p. 802.
sentou-Se. …para o sermão, que se seguia a leitura, o orador se sentava num lugar especial, algumas vezes chamado “a cadeira de Moisés”. … Com frequência, Cristo Se assentava enquanto pregava e ensinava (Mc 4:1; Lc 5:3; Jo 8:2), um costume também seguido, pelo menos ocasionalmente, pelos Seus discípulos (ver At 16:13, ver p. 45). CBASD, vol. 5, p. 802.
21 passou Jesus a dizer-lhes. Jesus popularmente era considerado um rabino ou professor (ver Jo 1:38, 49; 3:2; 6:25). Era de se esperar que, como rabino visitante, fosse solicitado que Ele fizesse o sermão, principalmente em vista do fato de que Nazaré era Sua cidade natal … É evidente que Lucas fez um esboço dos comentários de Cristo nesta ocasião, selecionando os que produziram o efeito registrado no v. 22 e a violenta reação dos v. 28 e 29. CBASD, vol. 5, p. 802, 803.
Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir. Este comunicado conscientizou as pessoas de que Jesus as considerava pobres, quebrantadas de coração, cativas, cegas e oprimidas (DTN, 237). CBASD, vol. 5, p. 803.
22 Não é este o filho de José? Eles recusavam crer que Jesus, a quem conheciam tão bem, fosse o Prometido,. CBASD, vol. 5, p. 803.
23 Sem dúvida. Assim como Jesus lia os rostos e corações da audiência, Ele bem conhecia os pensamentos que os perturbavam. Sua tentativa de revelar aos ouvintes sua verdadeira atitude e condição (ver Lc 4:23-27), os enfureceu ainda mais e os levou a atentar contra Sua vida. Jesus, com frequência deixava claro que lia os pensamentos das pessoas e, desse modo, evidenciava Sua divindade. … Foi essa parte do discurso de Jesus (v. 23-27) que evidenciou que Ele lia os pensamentos secretos (DTN, 238). … Alguns tem sugerido que Ele interpretava os pensamentos deles como significando: “Você tem mostrado muitos sinais de cura e milagres relacionados a outros [significando o povo de Cafarnaum], agora mostre um sinal em favor de Si mesmo [isto é, ao povo de Nazaré]. Você afirma ser o Messias da profecia; deixe-nos ver alguns “milagres”. … Essa exigência silenciosa deixa claro que Jesus não realizou milagres durante Sua infância e juventude, como reivindicam os evangelhos apócrifos. CBASD, vol. 5, p. 803, 804.
26 e a nenhuma delas. Deus não pode fazer nada pelos que têm o coração endurecido e são incrédulos, que não sentem sua necessidade. … A falta de fé dos cidadãos de Nazaré impediu que Jesus realizasse milagres ali (Mc 6:5, 6). Não que Ele fosse incapaz de realizá-los, mas porque estavam despreparados para receber as bênçãos que Ele desejava lhes outorgar. CBASD, vol. 5, p. 804.
Jesus queria dizer que quando Israel rejeitou o mensageiro da redenção enviado por Deus, este o enviou aos gentios – e assim acontecerá de novo caso se recusarem a aceitar Jesus (v. 10.13-15; Rm 9-11). Bíblia de Estudo NVI Vida.
28 Todos na sinagoga, ouvindo estas coisas. A repreensão implícita do Senhor caiu pesadamente sobre seus corações relutantes. Conscientes, por um instante, de seu caráter falho e de sua necessidade do verdadeiro arrependimento e conversão, o coração deles se rebelou (ver Rm 8:7). CBASD, vol. 5, p. 804, 805.
se encheram de ira. Conscientes de que as palavras de Jesus os descrevia perfeitamente, eles não desejavam mais ouvi-Lo. Para aceitá-Lo, deveriam admitir que não eram melhores que os pagãos, a quem consideravam como cães. … Embora tivessem sido tocados, sua consciência culpada se ergueu rapidamente para silenciar as penetrantes palavras da verdade. O forte orgulho nacional se ressentiu do pensamento de que as bênçãos do evangelho deveriam estar disponíveis aos pagãos e, em seu preconceito irracional, estavam prontos a assassinar o Príncipe da vida (ver at 3:15). CBASD, vol. 5, p. 805.
29 levantando-se. O povo de Nazaré parou de ouvir antes que Jesus parasse de falar. Eles “não O receberam” (Jo 1:11). O assassinato estava no coração deles, mesmo no dia de sábado, e eles estavam prontos a destrui-Lo. CBASD, vol. 5, p. 805.
O levaram até o cima do monte … para, de lá, O precipitarem abaixo. CBASD, vol. 5, p. 805.
30 passando por entre eles. Os anjos O cobriram e O levaram a um local seguro, como fizeram noutra ocasião (cf Jo 8:59), como regularmente protegeram as testemunhas celestiais em todas as épocas (ver DTN, 240). CBASD, vol. 5, p. 805.
31 desceu a Cafarnaum. Do vilarejo de Nazaré, no alto das colinas, até Cafarnaum, … é literalmente uma “descida” de 349 m acima do nível do mar para 209 m abaixo dele. CBASD, vol. 5, p. 805.
os ensinava no sábado. Como era a prática do Senhor (ver com. do v. 16). CBASD, vol. 5, p. 806.
32 se maravilhavam. Em contraste com os fariseus e mestres da lei, que apelavam para a tradição e mestres anteriores, Jesus provocou um sentimento de admiração no povo, porque não citava autoridades. Bíblia Shedd.
33 Há poucos exemplos de possessão demoníaca no Antigo Testamento ou no Novo Testamento, fora dos Evangelhos. Nas Escrituras, tal possessão é, primariamente, parte da oposição do mal à vinda do Filho de Deus. Bíblia Shedd.
38-39 Mateus e Marcos, ambos, registram este milagre, porém, só Lucas menciona a febre alta, o que pode indicar o seu interesse médico. O fato de Jesus “repreender” a febre pode significar que Ele viu Satanás por trás disso, de algum modo. Bíblia Shedd.
40 Era ao pôr do sol que o sábado terminava, possibilitando assim o transporte dos doentes sem se contrariar a lei mosaica. Bíblia Shedd.
cada um. Cristo nunca perde de vista o indivíduo, mesmo quando as massas o envolvem (42; 5.1; cf 8.42-48). Cumpriu-se literalmente a profecia de Isaías, citada nos vv 18, 19. Bíblia Shedd.
41 os repreendia [aos demônios]. Ou “não os permitia”. Jesus passou imediatamente a silenciá-los, talvez porque o testemunho poderia ser entendido como significando que Ele estava em aliança com os demônios. CBASD, vol. 5, p. 806.
Jesus nega aos demônios o direito de anunciá-Lo, porque nada têm em comum com Ele. As testemunhas de Jesus devem ser puras. Bíblia Shedd.
o Cristo. Ou, o Messias. O artigo definido faz da palavra um título em vez de um nome pessoal (ver com de Mt 1:1). CBASD, vol. 5, p. 806.
42 Instavam. isto é, eles queriam impedir que Cristo os deixasse, aparentemente fazendo o que podiam para dificultar Sua partida. CBASD, vol. 5, p. 806.
43 reino de Deus. Esta é a primeira menção de Lucas a respeito do reino de Deus, o mais frequente tema da pregação de Jesus. Bíblia Shedd.
também às outras cidades. Quando a oportunidade de ouvir de Jesus é limitada a um grupo, contrariamos tanto o mandamento como a prática de Jesus (Mt 28.19, 20; Jo 3.16). Bíblia Shedd.
Judeia. Alguns manuscritos bem como os relatos paralelos (Mt 4.23; Mc 1.39) trazem Galileia, e não Judeia [cf tb nota textual NVI]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
2 ninguém montou. Para cumprir Zc 9.9 e pelo fato que o uso real ou sagrado exigia que o artigo não fosse usado (cf Nm 19.2; Dt 21.3). Bíblia Shedd.
4 do lado de fora. Muitas habitações orientais eram construídas em forma quadrangular, com um pátio aberto no centro. A partir desse pátio havia uma passagem para a rua. De acordo com o costume, o asno e o jumentinho estariam amarrados no pátio em vez de no portão da rua. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 703.
9 Hosana. Uma transliteração das palavras aramaicas”Oh! Salva-nos, SENHOR” (Sl 118.25). A multidão está gritando frases deste salmo. Bíblia de Genebra.
10 Este verso indica que os peregrinos creram que Jesus era o Messias. Bíblia Shedd.
11 no templo. Este era o centro da vida nacional e religiosa judaica, o lugar natural para o Messias-Rei ser coroado; o primeiro lugar onde Sua autoridade deveria ser reconhecida e de onde deveria sair a convocação oficial para que o povo reconhecesse a Sua soberania (ver vol. 4, p. 14-17). Os sacerdotes e anciãos de Israel deveriam ter sido os primeiros a reconhecer a autoridade do Messias. No entanto, é dito que Ele “veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam”. CBASD, vol. 5, p. 703.
tendo observado tudo. Como o templo era Sua casa, Jesus andou por seus átrios, inspecionando o que era Seu por direito. Porém, aqueles a quem o templo fora confiado tinham se apropriado dele para seus próprios fins egoístas (ver Mt 21:33-39). CBASD, vol. 5, p. 703.
11 saiu para Betânia. Quando a multidão finalmente chegou a Jerusalém já era demasiado tarde e, em vão, procurou a Jesus para que pudesse coroá-Lo como rei (ver DTN, 581). Porém, assim como em ocasiões anteriores, quando Sua missão foi confrontada com uma crise, Jesus passou a noite inteira em oração. CBASD, vol. 5, p. 703.
12 No dia seguinte. Este foi “o dia seguinte”, depois da entrada triunfal …, portanto, uma manhã de segunda-feira. Seguindo uma ordem estritamente cronológica, Marcos registra a purificação do templo (v. 15-19) entre a maldição da figueira (v. 12-14) e a descoberta de que ela havia secado (v. 20-26). Mateus, que frequentemente segue uma ordem temática em vez de cronológica (ver p. 276), narra todo o episódio da figueira estéril como uma unidade, sem mencionar que se passaram umas 24 horas entre a maldição e a descoberta de que a árvore se secara. CBASD, vol. 5, p. 704.
13 com folhas. Uma figueira frondosa prometia frutos bem desenvolvidos, embora não necessariamente maduros. Por outro lado, as árvores sem folhas, como era o caso de outras do pomar, não levantavam falsas expectativas de frutos, portanto não causavam decepção.. Nesta parábola…, a figueira frondosa representava a nação judaica, e as outras árvores, as nações gentílicas. É verdade que os gentios não produziam frutos, porém nada se esperava deles, pois não tinham a pretensão de produzi-los. … Essa figueira precoce, no entanto, tinha folhas que indicavam figos. CBASD, vol. 5, p. 704.
senão folhas. Era uma promessa sem cumprimento. De todos os defeitos, não havia um mais ofensivo do que a hipocrisia (ver com. de Mt 6:2; 23:13). Como a figueira estéril, a religião judaica estava destituída de frutos. Ela estava repleta de forma e cerimônias, mas lhe faltava a verdadeira piedade (ver com. de Mc 7:2, 3; ver col. 4, p. 17-20). CBASD, vol. 5, p. 704.
não era tempo de figos. No clima da Palestina, a primeira colheita de figos geralmente amadurece em junho, e a última, em setembro. O incidente ocorreu perto da Páscoa, provavelmente em abril, portanto, apenas algumas semanas antes da primeira colheita. Embora fosse incomum esperar figos tão prematuros, no entanto, uma árvore cheia de folhas poderia ter frutos prontos a amadurecer. CBASD, vol. 5, p. 704.
14 Nunca jamais. No texto grego, o duplo negativo torna a maldição ainda mais enfática. A esterilidade da árvore representava a improdutividade de Israel, e a maldição, o juízo que Jesus pronunciaria no dia seguinte: “Eis que a vossa casa vos ficará deserta”. CBASD, vol. 5, p. 705.
Nunca jamais coma alguém fruto de ti! Jesus não está tendo um acesso de raiva a respeito da falta de figos. Em vez disso, o episódio é uma demonstração simbólica do Seu desprazer a respeito do templo e sua liderança. Esta é uma parábola encenada de julgamento sobre a estrutura social de Jerusalém. Andrews Study Bible.
15 templo. Isto é, o átrio dos gentios, o átrio mais afastado no complexo de estruturas que cercam o templo propriamente dito. Era a única área em que se permitia a presença dos gentios (cf. v. 17). Bíblia de Genebra.
vendiam e compravam. Somente animais comprados dentro da área do templo, a preços exorbitantes, diga-se de passagem, recebiam o visto de “sem defeito”, que os sacrifícios exigiam. Bíblia Shedd.
16 pelo templo. Ao entrar nos recintos sagrados do templo, as pessoas deviam deixar de lado, como um sinal de reverência, qualquer carga que estivessem conduzindo. Aparentemente, os que levavam cargas estavam usando os átrios do templo como um atalho para evitar um trajeto mais longo. CBASD, vol. 5, p. 705.
17 salteadores. isto é, assaltantes organizados e não apenas ladrões. CBASD, vol. 5, p. 705.
18 A indignação dos sacerdotes é compreensível, uma vez que foram eles e seus chefes, Anás e Caifás, que embolsavam o lucro do comércio no templo. Bíblia Shedd.
20 desde a raiz. Um detalhe observado apenas por Marcos. Este é o único milagre de Jesus que se pode dizer ter causado algum dano. … As circunstâncias em que Jesus fez secar a figueira mostram uma explicação satisfatória de Seu propósito. Nesse mesmo dia, os líderes da nação confirmariam sua decisão de rejeitar a Jesus como o Messias, que, por Sua vez, anunciaria que o Céu os havia rejeitado. CBASD, vol. 5, p. 705.
23 Ergue-te e lança-te no mar. Jesus mesmo nunca moveu montanhas literais, nem pretendia que Seus seguidores vissem qualquer necessidade de fazê-lo. Aqui as montanhas são metáforas das dificuldades. CBASD, vol. 5, p. 706.
24 tudo quanto em oração pedirdes. Esta não é uma ampla garantia de que Deus nos dará tudo que Lhe pedirmos, se tivermos fé. Jesus pediu para que não tivesse que passar pelo sofrimento da cruz, mas não era vontade de Deus remover esta dor (13:36). O contexto da declaração de Jesus sobre “tudo o que pedirdes” é o incidente da figueira e a oposição da liderança de Jerusalém (ver 11:27-33). … o que Ele pode ter desejado assegurar aos discípulos é que mesmo sob oposição, Deus está ao lado deles e lhes concederá sucesso. Andrews Study Bible.
26 se não perdoardes. A falta de vontade de perdoar faz com que Deus não ouça e atenda as orações. CBASD, vol. 5, p. 706
28 Com que autoridade…? A “autoridades” de Jerusalém procuram expor Jesus como um arrogante, sem nenhum status oficial para agir dentro do templo. Bíblia de Genebra.
Filed under: Messias, Reino de Deus | Tags: humildade, maior, Messias, Messias sofredor, serviço
1 alguns há que, de maneira nenhuma, passarão pela morte. A ligação entre as duas seções da narrativa [a cruz e a transfiguração] parece excluir a possibilidade de que Jesus aqui tenha se referido a qualquer coisa, a não ser a transfiguração, que foi uma demonstração em miniatura do reino da glória. Sem dúvida, Pedro entendeu assim (ver 2Pe 1:16-18). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 159.
Cf Mt 16.28n; Lc 9.27n. É possível que Marcos estivesse ligando esta profecia, a respeito da vinda do reino, com o acontecimento da transfiguração. Bíblia Shedd.
É mais provável que a referência seja ao texto que segue que descreve a transfiguração. Andrews Study Bible.
2 transfigurado. Uma transformação de Jesus em uma figura divina, fora deste mundo. Andrews Study Bible.
3 sobremodo brancas. Roupas brancas denotam status celestial (Mc 6.5) ou pureza e dignidade (Ap 3:4, 18). Andrews Study Bible.
5 tabernáculos (NKJV). No gr. “tendas”. Pedro poderia estar pensando na Festa dos Tabernáculos, quando os judeus habitavam uma vez por ano em barracas por uma semana (Lv 23:39-43). Mas ele podia estar se referindo a Êx 29:42, que fala de Deus se encontrando e se comunicando com Seu povo através do tabernáculo (ver tb Êx 40:34-35). Andrews Study Bible.
Seja como for, parecia muito desejoso de ver naquele instante o cumprimento da glória prometida, antes dos sofrimentos que Jesus declarara necessários. Bíblia de Estudo NVI Vida.
7 a Ele ouvi. Baseado no significado forte de Dt 18.15, deve-se entender como”ouvi e obedecei”. Bíblia Shedd.
10 perguntando o que significaria “ressuscitar dos mortos” (NVI). Como judeus, conheciam bem a doutrina da ressurreição; o que os deixava perplexos era a ressurreição do Filho do Homem, porque a teologia deles não comportava um Messias que sofresse e morresse. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Não entenderam como Jesus ia ressurgir antes da ressurreição geral dos justos. Bíblia Shedd.
… os discípulos ficaram impressionados com a declaração de Cristo de que ressuscitaria dos mortos. No entanto, eles não podiam compreender a ideia de um Messias sofredor. Ainda estavam cegos pelo conceito popular do Messias como poderoso conquistador (ver com. de Lc 4:19). CBASD, vol. 5, p. 691.
A teologia judaica não previa um Messias sofredor, muito menos um que iria morrer. Não havia lugar para um Filho do Homem ressuscitado. Andrews Study Bible.
12 restaurará. A obra de restauração do culto a Deus foi realizada por Elias principalmente no monte Carmelo. João Batista, como Elias, veio reiniciar uma total restauração, obra essa que Jesus veio consumar. Bíblia Shedd.
14 os escribas discutiam com eles. Ou seja, eles os interrogavam, como o contexto deixa claro. A atitude dos escribas era hostil. … Nesta ocasião, eles procuravam expor Jesus e os discípulos como impostores, explorando o fato de que ali estava um demônio diante do qual os discípulos era impotentes (cf. DTN, 427). CBASD, vol. 5, p. 691.
15 toda a multidão, ao ver Jesus, tomada de surpresa. A razão da surpresa com a aproximação de Jesus, possivelmente, seja melhor explicada como a reação da multidão diante dos traços de glória que sem dúvida permaneceram na face dos que testemunharam a transfiguração (cf. Êx 34:29-35; DTN, 427). CBASD, vol. 5, p. 691.
16 Ele interpelou os escribas. Os escribas podem ter ficado em silêncio ao Jesus se aproximar. Sem dúvida, o clima tendo que prevalecia e que era derivado da própria presença dos escribas tornou evidente que eles estiveram ridicularizando os nove discípulos. … Uma vez que eles foram silenciados e contrariados por Jesus quando se esforçaram por desacreditá-Lo anteriormente, os escribas se retiraram do debate. CBASD, vol. 5, p. 691.
19 Ó geração incrédula. Isto é, “sem fé” ou “descrente. … Não é provável que Jesus Se referisse ao pai do menino possuído pelo demônio quando disse estas palavras, pois a fé do pai não era o único obstáculo no caminho da cura de seu filho. Uma vez que os próprios discípulos, principalmente , estavam em falta (ver com. de Mc 9:29), pode ser que o Salvador os tivesse em mente. Mas Ele não desejava censurá-los em público, portanto, não faria deles o objeto imediato de Suas observações. No entanto, se os discípulos estavam “descrentes”, quanto mais a multidão? CBASD, vol. 5, p. 692.
29 Esta casta. Os escribas tinham atribuído o desamparo dos nove discípulos a um suposto poder superior daquele demônio, afirmando que a autoridade de Jesus estava limitada a demônios menos poderosos (cf. DTN, 427). O verdadeiro problema, porém, não estava no poder do demônio, mas na impotência espiritual dos discípulos. CBASD, vol. 5, p. 693.
senão por meio de oração. Cristo não se referia á oração feita em relação à expulsão de demônios. Ele não estava falando da oração momentânea, mas de uma vida impulsionada pela oração. Durante a transfiguração, os nove discípulos [que ficaram] haviam dado lugar a desânimos e queixas pessoais, com espírito de ciúmes devido ao favor mostrado a seus companheiros ausentes (Pedro, Tiago e João; ver DTN, 431). A condição mental e espiritual deles tornou impossível que Deus operasse por seu intermédio. CBASD, vol. 5, p. 693.
e jejum. A evidência textual favorece a omissão … desta palavra, entre colchetes na ARA. CBASD, vol. 5, p. 693.
32 Eles, contudo, não compreendiam. Apesar de tudo que Jesus tinha dito, em linguagem simples …, os discípulos ainda não compreendiam… A principal razão pela qual não conseguiam entender é que eles não queriam aceitar ser necessário que o Messias sofresse e morresse… Essa ideia era um desafio às suas opiniões preconcebidas sobre o Messias… Eles esperavam que, afinal, Cristo reinaria como um príncipe temporal e não estavam dispostos a abandonar as expectativas entusiásticas da honra que eles esperavam compartilhar com Ele quando o tempo chegasse. CBASD, vol. 5, p. 694.
temiam interrogá-Lo. Cientes de que compartilhavam do ponto de vista havia pouco apresentado por Pedro e de que, se falassem naquele momento, seria apenas para expressar os mesmos pensamentos …, permaneceram em silêncio. De acordo com Mateus 17:23, eles estavam “muito tristes” (NTLH), isto é, “muito angustiados”. CBASD, vol. 5, p. 694.
35 Se alguém quer ser o primeiro. Aqui, Jesus chega ao centro do problema, cada um dos doze desejava ser o “primeiro” no reino. Todos esperavam que o Senhor assumisse o poder … Esqueceram-se de que a verdadeira grandeza consiste na renúncia ao poder como um objetivo de vida. … O reino dos céus é essencialmente uma questão de prestar serviço a Deus e aos semelhantes, não de receber isso deles. … O maior é aquele que ama mais a Deus e aos semelhantes e que melhor os serve. CBASD, vol. 5, p. 694.
38 vimos um homem. O fato de o incidente aqui referido envolver apenas João e Tiago sugere a possibilidade de que tenha ocorrido durante a terceira viagem pela Galileia, quando os dois irmãos haviam saído juntos. CBASD, vol. 5, p. 694.
o qual não nos segue. Não se tratava de um dos discípulos regulares, reconhecidos por Jesus. CBASD, vol. 5, p. 694.
não era um dos nossos (NVI). Parece que o homem tinha fé em Cristo sem, porém, fazer parte do grupo exclusivo dos Doze. Mesmo assim, agia em nome de Jesus e conseguira fazer o que os discípulos, pelo menos numa ocasião, não haviam conseguido (cf. v. 14-18, 28). Bíblia de Estudo NVI Vida.
e nós lhe proibimos. Ou, “nós o impedimos”. … Na ocasião aqui relatada, eles justificaram sua conduta com base na preocupação deles com a honra de seu Mestre; na realidade, a preocupação com sua própria honra havia motivado a ação (ver DTN, 437). Eles repreenderam o homem por fazer o que eles julgavam ter o direito exclusivo de fazer. … Eles eram zelosos no cumprimento das ordens que lhes foram dadas, mas não tinham o direito de dar ordens aos outros. É a maldade que leva líderes religiosos a pensar que é seu dever coagir outros ao padrão de conduta e crença que eles entendem como o correto. CBASD, vol. 5, p. 695.
39 não lho proibais. Isto é, deixem de impedi-lo. Não temos o direito de forçar a s pessoas a estar de acordo com as nossas ideias e opiniões, ou a seguir os nossos métodos de trabalho. CBASD, vol. 5, p. 695.
A visão de discipulado de Jesus era mais ampla e inclusiva do que a estreita e sectária de Seus discípulos. Porque o outro exorcista não fazia parte do círculo mais íntimo dos discípulos de Jesus não significava que ele não era apoiador e discípulo. O discipulado inclui todos que com professam a Jesus com fé. Andrews Study Bible.
40 não é contra nós. Se o homem que Tiago e João repreenderam fora encontrado fazendo o mesmo trabalho que Jesus fazia, e realizava isso em nome de Jesus, era porque Deus trabalhava com e por meio dele. CBASD, vol. 5, p. 695.
41 porque sois de Cristo. … dar um copo de água em nome de Cristo é dá-lo “porque sois de Cristo”. … O caráter da ação é determinado pelo motivo que a determina. CBASD, vol. 5, p. 398, 695.
43 corte-a (NVI). Como no exemplo da pedra de moinho, Jesus não está sendo literal aqui. Andrews Study Bible.
44, 46 Não lhes morre o verme. A evidência textual apoia … a omissão dos vs. 44 e 46, como tendo sido inseridos em repetição ao v. 48. CBASD, vol. 5, p. 695.
Estes vv não constam nos melhores manuscritos. Bíblia Shedd.
48 verme. Do gr. skolex, “larva” ou “verme”. A ilustração de “o verme não morrer não é uma indicação de uma alma que não pode ser aniquilada, mas é símbolo da corrupção que não pode ser removida” (H. D. A. Major, T. W. Manson, e C. J. Wright, The Mission ant the Message of Jesus, p. 123). No v. 43, “vida” é mostrada em contraste com “o fogo que nunca se apaga”. Em muitas passagens das Escrituras, “vida eterna” se contrasta com a “morte” (ver Rm 6:23). em João 3:16, o contraste é entre “vida eterna” e “perecer”. É óbvio que Jesus pretendia, aqui, o mesmo contraste. “O fogo que nunca se apaga” (ARC) está paralelo a “seu verme não morre” (NVI), sendo uma expressão equivalente. Contudo, parece incoerente que as larvas continuassem seu trabalho na presença do fogo. Mas não há nada na palavra skolex, “verme”, que, mesmo remotamente, justifique a explicação que compara o “verme” à “alma” (ver com. de Is 66.24), abordagem defendida por muitos comentaristas, ao refletir sua própria compreensão sobre o estado da morte. CBASD, vol. 5, p. 695, 696.
50 sal. Utilizado tanto para preservar alimentos quanto para dar sabor. … Ter o “sal” ou o sabor do evangelho é um chamado a viver em paz (e aceitar todos os demais discípulos, como ilustrado nos vv. 39-42). Andrews Study Bible.
O sal é agente de preservação… O fogo pode ser considerado como agente purificador ou como símbolo do juízo final (ver com. de Mt 3:10). … Ser “salgado com fogo”, provavelmente, signifique que “cada um” passará pelo fogo da aflição e da purificação nesta vida (ver com. de Jó 23:10) ou pelo fogo do último dia. O fogo removerá as impurezas da vida presente ou destruirá a própria vida no último dia. O sal preservará o que é bom (ver com. de Mt 9:50). CBASD, vol. 5, p. 696.
Pois todas as pessoas serão purificadas pelo fogo, assim como os sacrifícios são purificados pelo sal (NTLH. ARC: cada sacrifício). No ritual do antigo santuário, o sal era adicionado a todos os sacrifício (ver com. de Lv 2:13). Seu uso significava que somente a justiça de Cristo pode tornar a oferta aceitável a Deus (cf. DTN, 439). CBASD, vol. 5, p. 696.
50 Tende sal em vós mesmos. Se os discípulos tivessem o “sal da aliança” (Lv 2:13), este reprimiria as tendências impróprias que os levaram a discutir sobre quem seria o maior no reino dos Cpeus. CBASD, vol. 5, p. 696.
paz. Um clímax apropriado para o discurso, uma admoestação para reprimir outro argumento sobre o assunto e uma advertência contra a inveja e o espírito de rivalidade. CBASD, vol. 5, p. 691.
Comentário devocional:
Este capítulo pode ser chamado de o Capítulo do Cego. O capítulo anterior termina com a exclamação de que Ele “faz até o surdo ouvir e o mudo falar.” (Mc 7:37 NVI). Somos, então, levados para a encosta gramada com vista para o Mar da Galiléia, para a alimentação de quatro mil homens famintos, mulheres e crianças (Mc 8:9; Mt. 15:38), que tinham andado uma grande distância para ouvir o Grande Mestre. Em todas as oportunidades, Jesus procurou aliviar a condição humana sofredora.
Apesar da abundância de milagres estabelecer um pano de fundo de alimentação de um grupo de pessoas do tamanho de um pequeno exército, no verso 11 os fariseus ainda procuram um “sinal do céu.” Esses professores voluntariamente escolheram a cegueira – a Verdade e a Vida estavam em pé diante deles e eles não podiam vê-Lo.
Os discípulos não pareciam estar em melhor condição. No versículo 15, Jesus os advertiu sobre o fermento dos fariseus e a não se tornar cego como eles. Mas a cegueira já os havia envolvido de tal maneira que eles perderam completamente o foco! Eles pensaram que Jesus estava falando sobre o pão físico.
Mas, para a condição de cegueira, tanto física como espiritual, Jesus tem a cura. No versículo 22, um cego é trazido a Jesus. Ele cuspiu em seus olhos fechados como se os fosse refazer a partir da argila que Adão tinha sido moldado e de onde seu corpo com defeito a tinha sido recebido; e o Criador do Universo deu a esse homem um novo par de olhos.
Ah, como eu desejaria que o verso 33 precedesse o verso 29! No verso 33, o Diabo, operando através de Pedro, foi repreendido e no verso 29, os olhos de Pedro foram momentaneamente abertos e ele teve um vislumbre de que Jesus era o Cristo. Mas, infelizmente, como os olhos recém-criados do cego, Pedro só pôde ver parcialmente e sua visão desaparece no verso 33 – levaria o tempo de Pedro.
Como é que ganharemos a nossa nova visão? Como nossos olhos espirituais se tornarão totalmente funcionais? Ao permitir que a água da vida, aplicada pela própria mão de Deus – os lave. Para que isso aconteça você deve aproximar-se do Criador.
Os versos 34-38 estabelecem requisitos e fazem perguntas a respeito da visão eterna. Ver começa com rendição: “Se alguém quiser acompanhar-Me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” (v. 34 NVI). Leia novamente estes versos e, como você está, imagine-se entrando em uma conversa íntima com o Senhor – Aquele que está pronto para conceder-lhe plena visão.
Jim Ayer
Vice-Presidente Rádio Mundial Adventista
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mrk/8/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Marcos 8
Comentário em áudio
Comentário devocional:
A afirmação de Jesus que Ele era o Filho de Deus O levou à cruz (Mt 26:63-67). Marcos 3 revela a controvérsia que ocorreu no início do ministério de Jesus a respeito de Sua identidade e a fonte de Seu poder para realizar milagres. Lemos nos versos sete a doze que uma grande multidão seguia Jesus por causa dos milagres que Ele havia feito. Quando Ele expulsou os espíritos malignos, estes gritaram: “Tu és o Filho de Deus” (verso 11). Mas Jesus lhes disse para ficarem quietos. Disseminar esta informação prematuramente comprometeria Seu ministério.
Questionamentos a respeito de Sua identidade e poder seguiram Jesus onde quer que fosse. Nos versos 7-10, 20, 21 lemos sobre uma multidão atraída por Jesus que era tão grande que nem Jesus nem os seus discípulos tinham tempo para comer. O frenesi da multidão deixou Jesus vulnerável a acusações de perturbação civil. Para o observador casual, Sua vida parecia fora de controle. Sua própria família comentou: “Está fora de Si” (Mc 3:21 ARA).
Um professor da lei emitiu sua própria teoria: “Ele está possesso de Belzebu! E: É pelo maioral dos demônios que expele os demônios” (verso 22 ARA). Esta acusação inspirou a conhecida resposta de Jesus: “Se uma casa estiver dividida contra si mesma, tal casa não poderá subsistir” (verso 25 ARA).
No final, houve aqueles que decidiram seguir a Jesus, porque estavam convictos de que Ele era o Filho de Deus. E valia a pena segui-Lo e obedecer a Suas palavras não apenas porque Ele realizava milagres, mas porque Ele falava pelo Pai e revelava a vontade de Deus. Esses seguidores de Jesus tornaram-se parte de Sua família. Como Ele declarou: “Qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe” (verso 35).
Que privilégio o nosso de nos tornarmos parte da família de Jesus, reconhecendo-O como Deus e Salvador e amá-Lo!
David Smith,
Pastor da Igreja da University Collegedale
Tennessee, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mrk/3/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Marcos 3
Comentário em áudio
4 descobriram o eirado. Literalmente, “destelharam o telhado”. Lucas 5:19 registra que eles “por entre as telhas, o baixaram” (ARC). Como é comum no Oriente Médio, a casa tinha um terraço plano e uma escada externa no pátio lhe dava acesso. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 630
6 alguns dos escribas. …esses líderes religiosos eram exatamente das regiões em que Jesus havia trabalhado até então, … eles estavam em Cafarnaum para investigar Aquele que havia se tornado o centro desse intenso interesse público. A situação lembra a delegação que os líderes em Jerusalém enviaram ao Jordão para investigar a obra de João Batista (Jo 1:19-28). CBASD, vol. 5, p. 630, 631.
7 Está blasfemando! Quem pode perdoar pecados, a não ser Deus? (NVI). Na teologia judaica, nem sequer o Messias podia perdoar pecados, e o perdão dos pecados por Jesus oferecido era uma reivindicação da Sua própria divindade. Bíblia de Estudo NVI Vida.
9 Para Jesus, era infinitamente mais fácil curar ao doente do que absolver os seus pecadores, pois que Seu perdão dependeria do sacrifício de Si mesmo. Bíblia Shedd.
14 coletoria. A coletoria em que Jesus encontrou Levi era provavelmente um guichê de pedágios na estrada internacional mais importante que ia de Damasco por meio de Cafarnaum até o litoral do Mediterrâneo [Ptolemaida/Aco], de onde seguia para o Egito. Bíblia de Estudo NVI Vida.
15 pecadores. O termo “pecadores” incluía mais do que os moralmente imperfeitos. Qualquer um que não aderisse ao rígido padrão ou pureza ritual era um pecador. Portanto, todos os pobres e o povo comum eram classificados como “pecadores”. Andrews Study Bible.
18 jejuando. Nos tempos de Jesus, os fariseus jejuavam duas vezes por semana. Bíblia de Estudo NVI Vida.
19 Como podem os convidados do noivo jejuar enquanto este está com eles? Jesus comparou seus discípulos aos convidados de um noivo. O casamento judaico era uma ocasião de especial regozijo, e a sua celebração durava uma semana em muitos casos. Era impensável jejuar durante essas festividades, porque o jejum está relacionado à tristeza. Bíblia de Estudo NVI Vida.
25 Ele lhes respondeu: Nunca lestes … ? A pergunta de Jesus sugere uma crítica irônica ao conhecimento que os fariseus tinham das Escrituras (Jo 3.10; 5.39,47). Jesus não se justifica deixando as Escrituras de lado, mas revela conhecer sua profundidade e sua adequação às necessidades humanas. Bíblia de Genebra.
27 O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. A tradição judaica tinha multiplicado de tal maneira as exigências e restrições para a guarda do sábado, que o fardo se tornara intolerável. Jesus deixava de lado essas tradições e realçava o propósito que Deus tinha no sábado – um dia planejado para o bem do homem (para a restauração espiritual, mental e física). Bíblia de Estudo NVI Vida.
28 Senhor … do sábado. Ao se proclamar como o Senhor do sábado, Jesus está também afirmando que este é o Seu dia. Portanto, o sábado do sétimo dia é o único “Dia do Senhor”. Ver também Mt 12:8; Apoc. 1:10. Andrews Study Bible.
Outra vez (cf. v. 10) Jesus declara Sua autoridade como Filho do Homem que traz bênçãos, esta vez como Mediador da lei do Antigo Testamento referente ao sábado. Esta reivindicação é feita contra tradições que tinham tornado em peso o quarto mandamento que é estimulador da vida (Êx 20.8-11). Desde que o sábado foi instituído na criação e não apenas sob Moisés, o Senhor do sábado é também Senhor da criação. Bíblia de Genebra.
Filed under: Israel, Messias, parábolas, Reino de Deus | Tags: Israel, videira, vinha
1 Betfagé. Significa “Casa do figo”. Começa aqui o relatório da última semana da vida humana de Jesus. Bíblia Shedd.
Era o domingo … antes da Páscoa, que caiu na sexta -feira em 31 d.C. … Jesus havia chegado a Betânia, a cerca de três quilômetros de Jerusalém, na sexta-feira precedente e havia descansado no sábado. Foi durante essa visita que Simão recebeu Jesus e Lázaro. … O relato de João apresenta essa sequência de eventos (ver Jo 12:1-19). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 497.
1-11 Dos Evangelhos Sinóticos [“semelhantes”, Mateus, Marcos e Lucas], só Mateus menciona a mãe do jumentinho, provavelmente para dar ênfase ao fato de que o jumento era um animal jovem e ainda não desmamado e, portanto, nunca montado (cf. Mc 11.12) e por causa da citação de Zc 9.9, que profetiza que o rei virá “montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta”. Jesus faz o cumprimento da profecia ser inequívoco. A Entrada Triunfal é claramente um ato simbólico. Zc 9.9 era reconhecido pelos judeus como messiânico, e o clamor “Hosana ao Filho de Davi” (v. 9), assim como o estender dos mantos pelo caminho (cf 2Rs 9.13), indica que a multidão reconhece a reivindicação de Jesus ser o Messias. Notemos que Davi proclamou Salomão como seu herdeiro quando o fez entrar na cidade montado na sua mula (1Rs 1.33, 38, 44). Bíblia de Genebra.
2 jumenta. Animal que simbolizava a humildade, a paz e a realeza davídica (Zc 9.9n; Lc 19.30n). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Uma personalidade política ou imperial do tempo de Jesus faria esta entrada não em um jumento, mas em um cavalo de guerra, demonstrando grandeza, intimidação, dominação e poder. Andrews Study Bible.
5 Eis aí te vem o teu Rei. Jesus estava seguindo o costume de uma entrada real na cidade, como se fazia no passado (ver DTN, 570). … Jesus não estava, naquela circunstância, assumindo Seu papel como Rei do reino da glória (ver Mt 25:31), mas como Rei do reino espiritual da graça … As memórias sagradas e as visões futuras devem ter impressionado Sua mente quando Cristo passou pelo caminho que levou ao cume do monte das Oliveiras e ao descer a encosta … em direção a Jerusalém. O shekinah sagrado, momentos antes de deixar o primeiro templo, pouco antes da destruição por Nabucodonosor, havia pousado brevemente no alto do monte (ver DTN, 829; ver com. de Ez 11:23). A entrada triunfal foi um “pálido prenúncio” do retorno de Jesus nas nuvens do céu (ver DTN, 580). CBASD, vol. 5, p. 499.
8 estendeu seus mantos pelo caminho. Ato de homenagem régia. Bíblia de Estudo NVI Vida.
9 Hosana. Gr hõsanna, que translitera o heb hôshi ‘ â nã’, “salva, por favor”, que por fim veio a ser uma simples expressão do júbilo religioso. Bíblia Shedd.
12 Tendo Jesus entrado no templo. A primeira purificação do templo é registrada apenas em João (ver Jo 2:13-25), que, por sua vez, não relata a segunda purificação. A primeira purificação ocorreu na primavera de 18 d.C., bem como no início do ministério na Judeia. CBASD, vol. 5, p. 500.
Na manhã da segunda-feira (Mc 11.12), Jesus continuou Sua obra de moralização do templo, que havia dado início ao Seu ministério em Jerusalém, três anos antes (Jo 2.14). A profanação passou a invadir novamente o recinto sagrado. Era necessário haver certa transação financeira para se poderem vender sacrifícios e cambiar moedas do templo com os que vinham de longe. Não era, porém, correto ocupar o recinto inteiro com extorsionários que roubavam o dinheiro dos peregrinos. O culto estava se tornando apenas uma desculpa para o comércio fraudulento: a venda dos animais cultualmente aceitáveis se realizava a preços bastante elevados. As moedas estrangeiras não eram aceitáveis nas urnas (caixas das ofertas), por serem cunhadas com imagens do imperador (que era tido por um deus) ou de várias divindades. Bíblia Shedd.
Isto, contudo, era utilizado como uma oportunidade de cobrar preços extremamente altos e oprimir o pobre. Andrews Study Bible.
O átrio exterior, ou pátio dos gentios, era o cenário desse negócio profano. CBASD, vol. 5, p. 501.
pombas. Ou “pombos”. As pombas eram a oferta dos pobres (ver Lev 12:8; ver com. de 1:14; Lc 2:24). CBASD, vol. 5, p. 501.
13 covil de salteadores. Ou, “antro de ladrões”. … Ao fazerem dos símbolos sagrados do Cordeiro de Deus uma fonte de lucro pessoal, os líderes estavam tornando comuns as coisas sagradas e roubando a Deus Sua honra e glória. Também roubavam de todos os adoradores o conhecimento do caráter e dos requisitos de Deus e, aos adoradores gentios, roubavam a oportunidade de conhecer a Deus como Ele é. CBASD, vol. 5, p. 501.
14 cegos e coxos … os curou. Pessoas com enfermidades não eram admitidas no templo. … Jesus não apenas aceitou e saudou os inaceitáveis no templo, mas os curou. Andrews Study Bible.
16 Ouves […]? A situação estava fora do controle dos “principais sacerdotes e escribas”. As multidões que se reuniram na área do templo para ver Jesus, aclamavam a Ele como o Rei-Messias, e isso despertou nos líderes judeus o mesmo misto de medo e raiva que haviam sentido no final da tarde do dia anterior (ver com. de Lc 19:39). Então, fizeram um apelo frenético a Jesus, como no dia anterior, para silenciar as aclamações de louvor. CBASD, vol. 5, p. 502.
17 Betânia. Aldeia na encosta leste do monte das Oliveiras, quase 4 km de Jerusalém, e última parada na estrada de Jericó a Jerusalém. Bíblia de Estudo NVI Vida.
23-27 Jesus recusa este tipo de pergunta que não é feita com humildade e fé, mas como em um desafio, pois tinha, já, feito tudo para revelar a presença do Reino de Deus entre os homens. Uma revelação mais dramática não produziria a conversão, mas só a obediência provocada pelo terror. Jesus passa a vencer os sacerdotes com o mesmo tipo de lógica que estes praticavam. Bíblia Shedd.
24 Eu também vos farei uma pergunta. Responder uma pergunta propondo outra era um procedimento aprovado nos debates rabínicos. A segunda pergunta era supostamente designada para apontar o caminho para responder à questão original. … Na realidade, Jesus não estava Se evadindo da questão, pois a resposta deles à Sua pergunta proveria, em princípio, parte da resposta. A sabedoria e a habilidade com a qual Jesus enfrentava os desafios era uma evidência adicional de Sua divindade. CBASD, vol. 5, p. 502.
25 Por que não acreditastes nele? A pergunta foi feita a Jesus com o intuito de provocá-Lo a declarar que era o próprio Messias (e os sacerdotes poderiam, então, prendê-lO e entregá-lO aos romanos), ou a negar que tivesse autoridade sobrenatural, passando, então a perder o apoio popular. Jesus, por Sua vez, os convocou a fazer uma declaração semelhante, acerca de João Batista, o que não ousaram fazer (27). Bíblia Shedd.
Se eles reconhecessem as credenciais divinas de João deviam necessariamente aceitar sua mensagem, e o clímax de sua mensagem era a identificação de Jesus de Nazaré como o Messias (ver Jo 1:26, 27, 29). Desse modo, reconhecer a autoridade de João era equivalente a reconhecer a de Jesus. CBASD, vol. 5, p. 503.
26 temer o povo. O temor da violência física parece ter controlado a mente dos líderes (ver Lc 20:6). Se a opinião popular se voltasse contra eles, sua influência sobre o povo se perderia. Para eles, posição e influência significavam mais do que a verdade. CBASD, vol. 5, p. 503.
21:28 – 22:14 A medida que o conflito que os líderes religiosos e Jesus se intensificava, Jesus conta uma série de parábolas que ataca sua arrogância, ganância e justiça própria. Estas parábolas de confrontação ilustram a grande inversão ao Messias: os líderes de Israel o rejeitaram; e os excluídos e rejeitados O aceitaram. Este é o grande tema da reversão e inversão que perpassa através dos Evangelhos: aqueles que se esperavam que se salvassem, se perdem, e os “pecadores” são salvos. Andrews Study Bible.
28 dois filhos. Desde a entrada do pecado, as duas classes aqui representadas estão presentes no mundo: os que obedecem e os que desobedecem. Assim será até o fim do mundo. CBASD, vol. 5, p. 503.
31 publicanos e meretrizes. Esta pe uma frase generalizadora que designa todos os párias da sociedade e da religião que, geralmente, evitavam o templo e a sinagoga porque não eram bem recebidos quando compareciam. … O fato de que coletores de impostos e prostitutas reespondiam tão prontamente à pregação de João e de Jesus ofendia os líderes judeus … Estes não estavam dispostos a trabalhar na mesma vinha em que coletores de impostos convertidos, como Zaqueu (ver Lc 19:1-10), e prostitutas restauradas, como Maria (ver com. de Lc 7:36, 37) eram aceitos como trabalhadores. CBASD, vol. 5, p. 503, 504.
33 uma vinha. A vinha era um dos símbolos nacionais de Israel. Bem perto do lugar onde Cristo estava, naquela ocasião, na entrada do templo, havia uma grande e magnífica videira esculpida em ouro e prata que representava Israel. CBASD, vol. 5, p. 504.
Cercou-a. A cerca representa os preceitos da lei divina e obediência àqueles princípios da verdade que protegem contra a prática do erro. CBASD, vol. 5, p. 504.
34 os frutos que lhe tocavam. Israel devia mostrar o fruto do caráter e revelar ao mundo os princípios do reino dos céus. O fruto do caráter devia se manifestar primeiramente em sua vida e, então, na vida dos povos ao redor. Do mesmo modo, Deus espera que Sua igreja hoje partilhe as grandes bênçãos que Ele tem derramado sobre ela (ver PJ, 296). CBASD, vol. 5, p. 504.
37 E, por último. Quando os judeus rejeitaram jesus como o messias, desprezaram a última oferta de misericórdia a eles como nação. Aqui, Jesus não prevê tempo algum no futuro em que os judeus deviam recuperar o favor divino, como nação (ver vol. 4, p. 19, 20). CBASD, vol. 5, p. 505.
38 Sua herança. Seria loucura que os mordomos de uma vinha pudessem imaginar que, ao assassinar o herdeiro da mesma, pudessem passar a possui-la. Loucura maior seria a dos sacerdotes que agiam como se a crucificação do Filho de Deus lhes deixaria a herança de Israel por conta deles. Bíblia Shedd.
42-44 Jesus é a pedra fundamental para os que confessam o Seu nome, e edificam suas vidas nEle, passando então a fazer parte do edifício de Cristo, pedras vivas da Igreja (cf 16,18n; At 4.11n); para quem se recusa crer em Cristo, Ele deixa de ser a pedra que alicerça esta vida. Torna-se-lhe pedra de tropeço e condenação no julgamento (Is 8.14-15; Lc 20.17n; Rm 9.32; 1Pe 2.8). Mais tarde, Pedro mostrou que Cristo era sua pedra fundamental para operar milagres, pedra de cuja aceitação depende a salvação de cada um (At 4.11-12). Bíblia Shedd.
Filed under: Messias, Reino de Deus | Tags: discípulo, Gadarenos, leproso, Mateus
1 descendo. Encerrou-se um dos cinco grandes grupos de ensinamentos que Mateus ajuntou, nos cap 5-7; os outros encontram-se nos cap. 10, 13, 18 e 24-25. Bíblia Shedd.
2,3 leproso. Ninguém poderia por em perigo a sua pureza ritual ou física entrando em contato com eles, muito menos tocá-los. Mas Jesus não apenas o curou. Jesus o tocou. Andrews Study Bible.
4 não o digas a ninguém. Talvez por várias razões: 1) Jesus não queria ser considerado somente operador de milagres, 2) não queria que seu ministério de ensino fosse prejudicado pela publicidade exagerada de seus milagres de cura e 3) não queria que sua morte fosse precipitada, i. e., ocorresse antes de Ele ter terminado o Seu ministério. V. 9.30. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Moisés ordenou. As leis sobre a lepra (V. cap 13 e 14) eram pormenorizadas, e o conceito da quarentena teve seu início naquela época. A palavra traduzida por “lepra” (heb çãra’ath) é uma definição genérica de várias desordens na pele, havendo rara coincidência com o tipo mais comumente conhecido. Para os hebreus, simbolizava o pecado, por ser nojento, contagioso e incurável. Jesus, ao curá-la, revela parte da natureza do Seu ministério. Bíblia Shedd.
5 um centurião. Oficial do império Romano, comandante de uma centúria ou destacamento de 100 soldados. Bíblia Shedd.
11 tomarão lugares à mesa com Abraão. Era assombroso e escandaloso Jesus retratar gentios impuros comendo com os santos patriarcas. … Comer junto demonstrava companheirismo, amizade e solidariedade. Andrews Study Bible.
tomarão lugares. Do gr. anaklino, “reclinar”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 379.
14, 15 Esta passagem dos evangelhos indica que Pedro era casado e que possuía casa, como se vê em Mc 1.29. Paulo menciona que Pedro levava a esposa nas viagens missionárias. Bíblia Shedd.
17 para que se cumprisse. Mateus mostra a Jesus Cristo como o Rei prometido pelas profecias do AT. Por isso há tantos textos que vinculam Jesus com as profecias (93 citações). Bíblia Shedd.
18 muita gente. Multidões seguiam Jesus por onde quer que fosse (ver Mt 4:25; Mc 3:7; 4:1) e, como resultado disso, Ele frequentemente tinha pouco ou nenhum tempo para comer (ver Mc 3:20; DTN 333). Enquanto atravessava o mar, vencido pela fraqueza e fome, logo adormeceu (DTN, 334). Ministrar às necessidades físicas e espirituais do povo exigia, mesmo dEle, o desgaste de forças que deviam ser restauradas com descanso e alimento. Foi por essa razão que o Salvador buscou algumas horas de descanso de Seu trabalho incessante. CBASD, vol. 5, p. 380.
19-22 O chamado de Jesus, “segue-Me” tem precedência sobre todas as obrigações e responsabilidades. Andrews Study Bible.
19 um escriba. Como um homem culto, instruído e de elevada posição social, sem dúvida, seria mais difícil para um escriba se acostumar às privações da vida de um discípulo do que para um pescador, por exemplo. … Alguém acostumado ao conforto de um lar, como provavelmente era o caso desse escriba, talvez achasse a vida itinerante difícil e desagradável. Testemunhas do evangelho devem estar sempre dispostas a enfrentar dificuldades como bons soldados de Jesus Cristo (ver 2Tm 2:3). CBASD, vol. 5, p. 381.
22 sepultar meu pai. Com toda probabilidade, o pai ainda gozava de boa saúde e o tempo de sua morte estava num futuro indeterminado. … Se o pai já estivesse morto, é pouco provável que Cristo tivesse ordenado que ele negligenciasse o que, nos países orientais, até hoje se considera um dos deveres mais sagrados de um filho dedicado. … Era como se dissesse a Cristo: “Eu gostaria de Te seguir, mas não posso fazer isso enquanto meu pai viver.” Em resposta, Cristo disse: “Reconheço teu dever para com teus pais, contudo, teu dever para com o reino dos Céus tem prioridade.” CBASD, vol. 5, p. 382.
deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos. Que os espiritualmente mortos sepultem os fisicamente mortos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
23-27 Jesus ia atravessando o lago da Galiléia, saindo de Cafarnaum e indo para Gadara, uma travessia de 10 km. Bíblia Shedd.
Filed under: caráter, Messias | Tags: justificação, Remanescente, santificação, Zacarias
Comentário devocional:
“Naquele dia uma fonte jorrará para os descendentes de Davi e para os habitantes de Jerusalém, para purificá-los do pecado e da impureza.” (v. 1 NVI). Que visão cheia de graça e encorajamento!
O capítulo 13 é uma continuação do capítulo anterior. Lá, em 12:10, encontramos a profecia sobre o Messias ser perfurado por arma [heb. daqar. Ou traspassado, que é uma expressão do NT]. Portanto, neste capítulo a expressão “Naquele dia” em 13:1 refere-se ao dia em que o Messias seria crucificado, não o “dia” do fim dos tempos. Quando o Messias morre como sacrifício de Deus e as pessoas lamentam e choram pela Sua morte, a fonte que purifica do pecado é aberta.
Nos versos 2 a 4 o Senhor dos Exércitos promete que os ídolos e os falsos profetas, assim como o espírito imundo que a tantos tem extraviado, serão, por fim, cortados da terra. Sim, Senhor, temos aguardado muito por esse dia!
Os versos 5-6 falam da vinda do Redentor. Ele é mencionando como um agricultor servo desde a Sua juventude e, em seguida, descreve o Seu sofrimento. Ele será ferido entre Seus braços, ou seja, em Suas costas. Nos Evangelhos (Mt 27:26; Mc 14:65; 15:15; Lc 22:63; Jo 19:1,18), nos é dito como Ele foi açoitado, ridicularizado e estapeado. O versículo 6 foi citado por Ellen G. White, juntamente com alguns versos de Isaías 53, para descrever a morte de Cristo como o Servo de Deus (Atos dos Apóstolos, 226 [126], cap. 22, §17º).
Tudo isso aconteceu quando Ele visitava a casa de Seus amigos, a casa de Davi e os habitantes de Jerusalém, que representam a raça humana. Como previsto no verso 7 e anunciado pelo próprio Jesus ao citar esta passagem em Mt 26:31, quando Jesus, o pastor, foi ferido, todo o rebanho de Seus discípulos se dispersou e fugiu.
Ele veio para fazer jorrar a fonte purificadora para o pecado e a rebelião da humanidade. Mas seus ouvintes estavam tão cegos por causa de sua maldade e cobiça, que o puseram à morte. Aqueles que eram encarregados pelo serviço do Templo e que por direito de nascimento eram os líderes do sistema religioso da época agiram como inimigos de Seu Senhor.
Cuidemos para não usar os privilégios que temos para nossa própria autopromoção. Tudo o que temos deve ser consagrado para exaltar o Senhor que nos criou e salvou.
É incrível ver que a maior parte das Escrituras foi escrita mais para nós, que vivemos no tempo do fim, do que para qualquer outra pessoa na história, até mais do que a audiência pública direta dos profetas. A última parte deste capítulo evidencia isso (v. 8, 9). O Senhor permitirá que o remanescente sofra provações e dificuldades, o suficiente para que desistam de seu mundanismo pecaminoso e desejo de auto-exaltação. Então eles invocarão o nome de Cristo e ansiarão pelo poder purificador de Seu sacrifício. Neste momento passaremos a ser o Seu povo e Ele será o nosso Deus. Quando isso acontecer, nós alegremente diremos: “O Senhor é o meu Deus!” (v. 9 NVI).
Sook-Young Kim
Universidade Nacional de Kyungpook
Coréia do Sul
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/zec/13/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Zacarias 13
Comentário em áudio