Comentário devocional:
Aqui Ezequiel anuncia a desgraça do príncipe de Tiro. A maior parte deste lamento faz sentido se aplicado ao real governante humano de Tiro. Entretanto, alguns detalhes não fazem sentido. Esteve o governante terreno, alguma vez, no Éden, enfeitado com jóias como um querubim cobridor? Na verdade não, mas na adoração que ocorria no templo de Tiro o príncipe terreno talvez assumisse esse papel. Esteve ele, alguma vez, no santo monte de Deus? Não literalmente. Mas os pagãos consideravam seus santuários como montanhas divinas. O príncipe humano de Tiro tinha sido perfeito no dia de sua criação? Certamente não, mas essa pode ter sido a sua pretensão, abrindo espaço para Ezequiel empregar tais declarações de ironia.
Uma coisa é certa, o fato do príncipe ter assumido o papel de uma divindade no culto da cidade indica que este governante representa muito mais do que somente a si mesmo. Vemos aqui representado em escala humana algo de dimensões cósmicas. Nós não queremos basear a doutrina da queda dos anjos celestes apenas neste capítulo, mas o que é dito aqui ilumina o assunto que é abordado em outros lugares da Bíblia.
A própria essência da queda no pecado é o fato da criatura pretender possuir as prerrogativas do Criador, seja essa criatura angelical ou humana. Nenhum de nós consegue escapar dessa tentação, por mais ridícula que essa pretensão seja.
No entanto, aquele que é Deus não procurou a exaltação própria. Em vez disso, Ele “esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz!”(Filipenses 2:7, 8. NVI).
Ele é a nossa salvação e nosso modelo de ser.
Ross Cole
Avondale College, Austrália
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/28/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Ezequiel 28
Comentário em áudio
Filed under: adoração, sábado | Tags: selamento, selo de Deus, tempo de angústia
Comentário devocional:
Depois da visão de Ezequiel das crescentes cenas de abominação no capítulo anterior, seis anjos foram encarregados de executar o julgamento de Deus. Um deles, que estava vestido com a roupa sacerdotal comum, foi instruído a colocar uma marca na testa daqueles que se afligem por causa das abominações que estavam sendo cometidas em Judá. Todos aqueles que não tivessem a marca, a começar pelas autoridades do templo deveriam ser destruídos. Os que tivessem a marca, porém, deveriam ser poupados. Este julgamento teria efeitos tão amplos que Ezequiel temeu que nem mesmo um remanescente fosse poupado da destruição (v. 8).
Esta cena se repete em Apocalipse 9:4, onde Deus, ao descrever as pragas, instrui os gafanhotos a não prejudicarem aqueles que receberam o selo em suas testas. Tanto no livro de Ezequiel quanto no Apocalipse, este selamento ou marcação do povo de Deus indica a proteção especial de Deus sobre os justos nos tempos de angústia pouco antes do retorno de Jesus.
Estamos verdadeiramente vivendo nos últimos dias antes da volta de Cristo. Esse dia será um dia terrível para aqueles que rejeitaram seu Salvador e receberam a marca da besta.
A pergunta de Ezequiel sobre se um remanescente sobreviverá ao julgamento de Deus é muito séria. Será que alguém será capaz de sobreviver?
A resposta é um sonoro “Sim!” Deus tem um remanescente! Os justos terão em suas testas a própria marca de Deus, que é um selo de Sua propriedade. O próprio selo de aprovação de Deus estará em suas testas. Esta marca garante a fidelidade do usuário a Deus e a manifestação do caráter de Cristo neles, não por causa de qualquer coisa que eles tenham feito, mas por causa do gracioso trabalho de Deus através de Seu Espírito Santo em seus corações.
Muitos adventistas interpretam o selo como a observância do sábado, que é uma indicação externa de amor e submissão a Cristo. No entanto, a guarda do sábado é simplesmente uma demonstração externa do trabalho de selagem do Espírito Santo no coração. A marca não é a guarda do sábado, mas ela representa o desenvolvimento do caráter dos corações dos justos.
Na visão, Ezequiel viu uma nação de pessoas que presume que Deus é misericordioso demais para trazer julgamento e acham que suas ações não são vistas por Deus ou apresentam desculpas para o seu pecado. Eles são orgulhosos e egoístas.
Por outro lado, Deus preservou um remanescente que é diferente da maioria. Quando Deus descreve aqueles que são selados, a principal característica que identifica o remanescente é o seu profundo pesar sobre as abominações que ocorrem em sua própria terra e entre seu próprio povo.
O remanescente é um povo que reconhece sua necessidade. Eles são um povo submisso que busca o Senhor com todo o coração. Ao se renderem e se humilharem perante o Senhor, Ele lhes provê a graça para que seu caráter reflita o Seu. O Senhor é Quem graciosamente muda o nosso caráter e nos torna semelhantes a Ele. Essa é uma notícia maravilhosa! Amém.
Pr. Eric Bates
EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/9/
Traduzido por JAQ/JDS/GASQ
Texto bíblico: Ezequiel 9
Comentário em áudio
Comentário devocional:
Neste capítulo, Ezequiel, que se encontrava exilado na Babilônia, vê abominações sendo cometidas em Jerusalém, cada uma pior que a anterior. Na primeira visão (v. 1-6), Ezequiel viu um ídolo sendo adorado publicamente no portão norte de Jerusalém. O norte era a direção típica de onde os inimigos de Judá se aproximavam. Em vez de colocar a sua esperança e confiança em Deus, eles confiavam nesse ídolo para sua proteção.
A situação piora. Na segunda visão (v. 7-13), Ezequiel é levado para um local mais privado, a entrada para o pátio do Templo. Ali Ezequiel vê 70 líderes adorando ídolos semelhantes aos ídolos egípcios, desenhados em uma parede. Você pode imaginar Ezequiel vendo os líderes de Judá adorando ídolos egípcios e declarando que o Senhor não os vê e os abandonou (v. 12)? Isso é terrível, mas tamanha perversidade fica ainda pior na próxima visão.
Ezequiel vê mulheres que praticam um ritual babilônico, chorando para o deus Tamuz. O ritual tinha como objetivo apressar a ressurreição dentre os mortos do deus Dumuzu (o nome babilônico para Tamuz). Esse ritual marcava o fim do inverno e simbolizava fertilidade e vida nova. Essas mulheres estão de luto pelo deus do inverno que estava morto, em vez de adorarem ao Deus vivo.
A visão final do capítulo oito é a mais abominável. Esta visão tem lugar no próprio Templo. Ezequiel vê 25 homens de costas para o templo, olhando para o oriente, adorando o sol. Eles dão as costas para o Criador e adoram a Sua criação.
Estas visões não deixam ninguém de fora. As visões de idolatria incluíam a todos – homens e mulheres, povo e líderes, ídolos e deuses de todas as regiões. A idolatria se espalhara por toda a Jerusalém e até mesmo para o interior do Templo.
É importante notar que nessas visões da idolatria de Judá, esses adoradores de ídolos nunca diziam que Deus não existia. Na verdade, o povo de Judá e seus líderes reconheciam a sua existência, mas negavam sua relevância em suas vidas.
O mesmo pode ser dito de nós, às vezes. Professamos, nominalmente, nossa fé e raramente questionamos a existência de Deus ou Seu cuidado por nós. No entanto, quando enfrentamos problemas – uma doença grave, dificuldades financeiras devido a cortes nas horas de trabalho, desemprego ou problemas em nossos relacionamentos -, nosso comportamento, muitas vezes, nega o que professamos. Agimos como aqueles que não esperam no Senhor.
Mas aqui estão as boas notícias: Deus quer nos ajudar e tem todo o poder no céu e na terra para fazer isso! Você e eu podemos confiar nele acima de tudo. Amém.
Pr Eric Bates
EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/8/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Ezequiel 8
Comentário em áudio
Comentário devocional:
Neste mundo a humanidade está constantemente lutando contra as forças esmagadoras do mal que atacam de todos os lados. Não estamos seguros nem em nossa própria casa e nossa própria natureza luta contra nós. Num cenário assim, é reconfortante podermos recorrer a um Deus-Pai, que é o todo-poderoso provedor e protetor do Seu povo.
Deus é misericordioso, mas também justo. As décadas e séculos de rejeição a Deus por parte do Israel apóstata finalmente cobram um preço. As dores de parto começam com o julgamento final da nação e a destruição do Templo (v. 6).
O julgamento de Deus veio sobre o povo porque rejeitaram os amorosos convites divinos. Por meio de Isaías o Senhor disse: “escolherei um duro tratamento para eles, e trarei sobre eles o que eles temem. Pois eu chamei, e ninguém respondeu; falei, e ninguém deu ouvidos. Fizeram o mal diante de mim e escolheram o que me desagrada” (v. 4, NVI).
No entanto, um remanescente sobrevive (v. 19) e dispõe-se a cumprir a vontade de Deus. Por meio de suas ações amorosas são um poderoso testemunho àqueles que se tornaram desiludidos com a adoração apóstata. Tornam-se colaboradores de Deus para que Ele reúna uma grande colheita de almas de toda tribo, língua, povo, para a glória do Seu nome (v. 18b-21; Ap 7:9).
Então Isaías contempla um Novo Céu e uma Nova Terra (v. 22) que receberá os fiéis e sinceros. Deus se refere a eles com as seguintes palavras: “A este eu estimo: ao humilde e contrito de espírito, que treme diante da minha palavra” (v 2.b NVI). Em um universo purificado de qualquer maldição, os remidos adorarão o Senhor e exaltarão por toda a eternidade a grandeza da redenção recebida!
Senhor, Te buscamos em humildade e contrição de Espírito, pedindo que coloque em nós o desejo de sermos cidadãos do Teu Reino. Que possamos desfrutar hoje do prazer e a paz da comunhão contigo e do privilégio de Te adorar face a face por toda a eternidade.
Aleta Bainbridge
Sydney, Austrália
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/65/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Isaías 65
Filed under: adoração
Comentário devocional:
Atingimos os dois últimos capítulos de Isaías e confirmamos que a maravilhosa graça de Deus nunca se esgota. Geração após geração Ele Se revelou para judeus e gentios. Ele é o Grande Eu Sou, mesmo para aqueles que não sabem que Ele existe. A cada dia, “o tempo todo” (v.2 NVI), Ele chama em voz ansiosa a todas as pessoas, de todos os lugares , continuamente: “Eis-me aqui, eis-me aqui” (v. 1b ARA e NVI). Venha!
Deus nunca desistirá de ninguém enquanto houver qualquer vestígio de esperança de que eles responderão ao Seu chamado (v.8). A Grande Rebelião tem as suas sementes na decisão de ser independente de Deus. Para se perder, a pessoa deve fazer uma escolha deliberada contra Deus. “De contínuo” (v. 2 ARA), ela deve escolher adorar falsos deuses (v. 3); deve optar por seguir sua própria própria vontade (v. 3-7; ver tb 66:3,4).
Os “perdidos” bloquearam continuamente a voz do Divino Pastor: “chamei, e não respondestes, falei, e não atendestes” (v.12b; tb 66:4b). Dessa forma, eles cometem o “pecado imperdoável”, o pecado contra o Espírito Santo (63:10a; Mat 12:30-32). Sua decisão é revelada em seu comportamento egoista e hipócrita, sua atitude “sou mais santo do que tu” (v.5 ARA), e no fato de que “suas almas têm prazer em suas práticas detestáveis” (66:3b NVI).
O Divino Pastor promete levar o seu rebanho, Seu remanescente, para pastos verdes – locais seguros de descanso (v. 8-10). Ele promete colocar uma mesa diante deles, na presença de seus inimigos e dar-lhes taças transbordantes de alegria. Em vez disso, eles “escolheram” (v. 12c NVI) colocar suas próprias mesas em adoração aos seus deuses falsos e encher suas taças em honra aos não-deuses Fortuna e Destino (v. 11).
Um novo “céu e terra” se abre para os escolhidos de Deus (v. 17, 22) , Seus servos que O buscam (v. 9, 10). Deus antecipa uma Terra Santa renovada, com Jerusalém ao centro (66:10-13), a abraçar, em círculos cada vez maiores, a todas as nações do mundo. Torna-se um paraíso onde tudo que é prejudicial foi banido para sempre. É um santuário onde os sonhos mais elevados e acalentados do homem se tornarão tão reais e gloriosos que “as coisas antigas não serão lembradas” (v. 17 NVI). Esta nova ordem inclui todas as delícias que Deus sempre quis dar ao Seu povo: alegria (v.18), plenitude de vida (v.20), segurança (v.21-23a), atividade gratificante (v.22b) , comunhão com Deus (v.23b, 24), e paz (v.25).
Ajuda-nos, Senhor, a escolhermos a Ti e a Teu filho Cristo Jesus a fim de fazermos parte do Teu reino glorioso onde não haverá lembrança das coisas passadas.
Aleta Bainbridge
Sydney, Austrália
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/65/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Isaías 65
Comentário devocional:
Você consegue imaginar um jovem correndo o mais rápido que pode para sua cidade natal, a fim de anunciar uma boa notícia? Comissionado pelo comandante no campo de batalha, ele corre com alegria em seu coração e uma grande mensagem em seus lábios: o rei está vencendo! A guerra contra o nosso inimigo está quase no fim, o rei está perto da vitória e a paz está próxima. Essa é a imagem apresentada pelo verso 7 (NVI): “Como são belos nos montes os pés daqueles que anunciam boas novas, que proclamam a paz, que trazem boas notícias, que proclamam salvação, que dizem a Sião: ‘O seu Deus reina!’ “.
Sabemos que o norte de Israel havia sido levado cativo pelos assírios e o destino de Judá seria o cativeiro pelos babilônios. Sabemos também que eles tinham sido feitos escravos pelos egípcios gerações atrás (v.4). Mas no livro de Deus, a história ainda não havia acabado: “Vista suas roupas de esplendor, ó Jerusalém, cidade santa. Os incircuncisos e os impuros não tornarão a entrar por suas portas.” (v.1 NVI). A mensagem trazida pelo jovem (v. 7) continha quatro boas notícias: paz, a boa nova, salvação e a confirmação de que Deus ainda estava no seu trono.
A resposta alegre ao jovem que se aproxima da cidade, com boas notícia é imediata: os vigias sobre os muros se unem ao júbilo, pois agora eles sabem que irão ver, com seus próprios olhos, o retorno de seu rei a Sião (v. 8).
Isaías então vê na derrota da Babilônia e no triunfo de Deus, a necessidade de que o povo de Deus aproveite este momento de liberdade: “Afastem-se, afastem-se, saiam daqui! … Saiam dela e sejam puros … pois o Senhor irá à frente de vocês; o Deus de Israel será a sua retaguarda.” (v. 11-12). Este é mais uma chamado para sair de Babilônia, pois ela representa a morte, e Deus garante vida e liberdade para o seu povo.
Foi como pastor de jovens que comecei meu ministério na Califórnia, muitos anos atrás. Uma das nossas músicas favoritas, então, era uma canção baseada em Isaías 52:7, Nosso Deus Reina. Essa música contém uma mensagem simples e poderosa. Uma canção que leva esperança e exerce um efeito muito positivo em tempos de aflição. Creio que foi Martinho Lutero que disse: quando eu não posso ler a Bíblia, eu oro, e quando não posso orar, eu canto. Pude confirmar esta verdade mais de uma vez na minha vida. Quando em desânimo, quando a escuridão e depressão parecem envolver a alma, cantar as músicas de Sião levantará a nuvem que nosso inimigo colocou para nos oprimir.
Cante. Cante ao Senhor um cântico novo! Cante pela manhã, cante ao meio-dia, cante à noite. Cante, mesmo que seja muito difícil entoar uma melodia. Isto trará anjos celestiais para o seu lado. Deus é capaz, Ele é abundantemente capaz! Tudo o que precisamos escolher é olhar para cima e cantar na certeza de que Ele está ativamente agindo para nos proteger!
Ron E M Clouzet
Seminário da Universidade Andrews, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/52/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Isaías 52
Comentário devocional:
Isaías 12 começa dizendo: “Naquele dia …”
Que dia? O dia seguinte após o Senhor ter resgatado o “remanescente do Seu povo ” (Isaías 11:16). Em Daniel 12:1-3, temos: “Naquela ocasião Miguel, o grande príncipe que protege o seu povo, se levantará. … Mas naquela ocasião o seu povo, todo aquele cujo nome está escrito no livro, será liberto. Multidões que dormem no pó da terra acordarão … reluzirão como o fulgor do céu … serão como as estrelas, para todo o sempre” (NVI).
É esta nota de triunfo e júbilo que Isaías destaca neste capítulo. Diversos paralelos podem ser vistos entre Isaías 12 e o Salmo 46. Aqui o autor fala: “o Senhor [Jesus] é a minha força e o meu cântico” (v. 2b NVI). De modo similar, no Salmo 46, o Senhor é descrito como um “castelo forte”.
Isaías canta aqui a canção do Cordeiro “A salvação pertence ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro”. (Apoc. 7:10 NVI). Isaías viu os santos tirando “água das fontes da salvação” (v. 3a NVI)”. Eles próprios serão “como árvore plantada à beira de águas correntes” ( Salmo 1:3). O Senhor “os guiará às fontes de água viva” (Apoc. 7:17). “Naquele dia” [dia da Segunda Vinda do Senhor] louvaremos ao Senhor (v. 4a) expressando as palavras de Apoc. 7:12: “ação de graças, honra, poder e força sejam ao nosso Deus para todo o sempre” (NVI). As profecias indicam que toda língua confessará que Cristo é o Senhor (Rom. 14:11).
O Senhor é digno de ser louvado através de cânticos “pois ele tem feito coisas gloriosas” (v. 5a), como a criação, a salvação, a recriação, que devem ser “conhecidas em todo o mundo” (v. 5b).
Esta cena de Isaías não está ligada ao Israel físico em nenhum momento de sua história passada, presente ou futura. Ela acontece na eternidade, após o fim da História: “Gritem bem alto e cantem de alegria, habitantes de Sião, pois grande é o Santo de Israel.” (v. 6 NVI).
Sião é a Sião celestial, a Nova Jerusalém Celestial, onde os santos serão protegidos pela presença de Deus que será para eles um “Castelo Forte”. O Messias Guerreiro sairá desta Sião para lutar contra o mal na batalha para sua erradicação definitiva, no Dia do Senhor.
O Salmo 46 expressa o júbilo com o qual os santos exaltarão ao Messias Guerreiro quando este tiver obtido a vitória contra Satanás. Expressões como “o Senhor dos Exércitos está conosco”, (encontrado no relato paralelo do Salmo 46:11a) e “grande é o Santo de Israel” (12:6b) farão parte das exclamações dos redimidos.
Querido Deus,
Permita-nos participar das festividades de exaltação a Jesus. Queremos vê-Lo entrar pelas portas de Sião, como o Messias Guerreiro, e cantar a plenos pulmões: “Abram-se, ó portais; abram-se, ó portas antigas, para que o Rei da glória entre” (Salmo 46:7,9). Amém.
Koot van Wyk
Coreia do Sul
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/12/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Isaías 12
Comentário devocional:
O capítulo de hoje apresenta algumas atitudes equivocadas a respeito da adoração e do uso de bens materiais. Todos os que desejam crescer no relacionamento com Deus, com o próximo e consigo mesmo precisam estar atentos a estas advertências.
A primeira advertência, “Guarda o teu pé…”, é sobre a adoração na igreja. Em outras palavras, seja cuidadoso, preste atenção na sua atitude diante de Deus. Muitas pessoas, nos dias de Salomão, iam ao culto no templo, lugar exuberante e magnifico que suscitava comunhão com Deus. No entanto, estes adoradores estavam louvando a Deus, orando, fazendo sacrifícios e votos sem uma sinceridade de coração. Quando isto ocorre, a adoração se torna superficial, hipócrita e presunçosa. Como diz o comentarista Warren Wiersbe “as ofertas nas mãos sem uma fé obediente no coração tornam-se sacrifícios de tolos”. De fato, somente um tolo pode pensar que é capaz de enganar a Deus.
A segunda advertência está relacionada com a atenção aos pobres. Segundo o texto, eles estavam sendo oprimidos justamente por aqueles que deveriam ajuda-los. Este triste fato não deveria nos surpreender, “não te maravilhes de semelhante caso” (v.8). Como vemos, o problema da corrupção está enraizado na natureza pecaminosa do ser humano. Como naqueles dias, hoje também há um clamor por justiça social.
A terceira advertência diz respeito aos mitos e futilidades dos recursos materiais. Muitas pessoa pensam que que o dinheiro é capaz de fazer qualquer coisa, que resolve qualquer problema e que traz paz de espírito. O dinheiro não é capaz de trazer satisfação plena, por que o coração humano foi criado para ser satisfeito apenas por Deus (Ecl. 3:11). Duas atitudes se destacam, no que se refere aos bens materiais, adquiridos pelos meios legais. Primeira, reconhecer que eles são dádivas de Deus (19); segunda, desenvolver a capacidade de desfrutá-los também como dádiva de Deus.
Levando em consideração estas advertências, lembre-se: “Deus quer encher seu coração de alegria” (20)!
Pr Cicero Ferreira Gama
Brasil
Original em português gentilmente fornecido pelo autor
Texto no blog mundial: http://revivedbyhisword.org/en/bible/ecc/5/
Texto bíblico: Eclesiastes 5
A voz do Senhor não se retirou da Terra após a criação. Não deixou de agir na Terra após dar-lhe forma, modelá-la e influenciar os fenômenos que vemos todos os dias.
A voz criativa e ativa do Senhor não deixa de atender você em seu momento de desespero, quando Deus lhe dá paz, alegria e esperança. Não impeça a tua voz de agradecer e louvá-Lo.
Louve ao Senhor! Louve alegremente porque você é dEle! Ele te redimiu, Ele cuida de você!
É hora de compartilharmos essas boas novas do que Deus tem feito por nós e façamos isto em alta voz, de modo que aqueles que estão na escuridão possam ter esperança.
Adoremos o Senhor reconhecendo que Ele nos salvou e somente Ele poderia ter feito isto.
Que nossa oração hoje seja reconhecer que estamos salvos, e que possamos dar glória a Deus ao compartilhar estas boas novas com outras pessoas. Amém.
Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/psa/29/
Filed under: adoração, relacionamento, Salmos | Tags: adoração, Comunhão, relacionamento
Comentário devocional:
“O SENHOR é a minha luz e a minha salvação – a quem temerei?” A resposta? Ninguém! Nada!
Qual a realidade que Davi estava enfrentando? Oh, tantas coisas. O que traz mais medo ao seu coração? Davi estava diante de uma série de coisas que poderiam ser assustadoras para nós: inimigos perversos, exércitos e a própria guerra, o dia da angústia, o sentimento de abandono, falsas testemunhas, opressores e violência. Imagine o terror que poderia vir de apenas uma dessas situações! Como poderia qualquer mortal não ter medo?
A resposta de Davi é o Templo, a manifestação da presença de Deus com Seu povo. Isto se tornou o mais fervoroso desejo de Davi, a sua razão de viver. Ele desejava habitar na presença de Deus, para contemplá-Lo em cada dia de sua vida. Poderia haver algo mais impressionante do que viver na santa habitação de Deus?
Mas ainda assim, como isto pode resolver o problema do medo? A que corresponde para nós o Templo de Deus nas situações que golpeiam de medo os nossos corações?
Não importa o perigo que nos confronte, Davi descreve o Templo como o lugar onde Deus nos esconde e nos mantém seguros. O templo não é mais um edifício aqui na terra. O templo está no Céu e em todo o lugar onde a presença de Deus possa estar (Heb 8:1-6, 1 Cor 6:19; 1Pe 2:5).
Então, como é que vamos correr para o templo? Para Davi, estar no templo representava contemplar a beleza do Senhor, buscar a Sua face, meditar na Sua bondade e santidade (Sl 27:4, 8, 11, 13). Assim, corremos para o templo sempre que buscamos ao Senhor. Se todo o nosso coração descansa em Sua paz e alegria completas, o medo não pode encontrar qualquer espaço.
Nós, então, como Davi, podemos cantar louvores, mesmo quando rodeados por inimigos (Sl 27:6). Verdadeiramente Deus é o único capaz de nos salvar de toda e qualquer coisa que possa nos trazer medo. Por isso, permitamos que Ele nos salve! Ao confiarmos em nosso poderoso Refúgio, nossos corações serão encorajados.
Marla Samaan Nedelcu
Universidade Andrews
Tradução JAQ/JDS
Texto original em http://revivedbyhisword.org/en/bible/psa/27/
Texto biblico: Salmo 27