Reavivados por Sua Palavra


Salmo 8
15 de agosto de 2013, 0:37
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Comentário devocional:

Alguma vez você já se sentiu insignificante? Você consegue se lembrar das circunstâncias em que isso aconteceu? Eu posso. Uma vez, quando estava visitando o Museu Aéreo e Espacial de Washington, DC, assisti ao filme IMAX 3-D no telescópio espacial Hubble. A imensidão do espaço que eu vi quase me paralisou. Enquanto eu estava lá, sentado, tentando compreender a imensidão do universo, eu recordava constantemente as palavras do salmista: “Quando contemplo os seus céus, obra dos seus dedos, a lua e as estrelas que você fixou em seus lugares, pergunto: Que é o homem, para que você se importe com ele?”(Salmos 8:3-4, NIV).

Nós não sabemos as circunstâncias ou a situação em que Davi compôs esse Salmo. No entanto, à medida que o lemos, podemos imaginar que este Salmo tenha tomado forma em sua mente enquanto ele era ainda bastante jovem e tomava conta das ovelhas do seu pai. No deserto, à noite, sozinho, olhando para o céu cheio de estrelas, Davi deve ter se sentido bem pequeno, e percebido quão insignificante ele era. No entanto, ao perceber a sua insignificancia, ele também percebeu a grandeza, a imensidão de Deus, e expressou isto neste Salmo.

Este é o primeiro Salmo unicamente de louvor, o primeiro hino, encontrado no livro de Salmos. Ele é singular entre os demais salmos de louvor porque dirige-se a Deus na segunda pessoa. [Obs. No original hebraico pode ser visto que foi empregada a segunda pessoa]

“Você estabeleceu a sua glória nos céus… (v. 1)

Você estabeleceu uma fortaleza contra os inimigos… (v. 2)

Você os coroou de glória e honra… (v. 5)

Você colocou tudo sob os pés deles” (v. 6)

Neste Salmo, por diversas vezes, o salmista dirige-se a Deus diretamente. Na verdade, este é o único hino em todo o Antigo Testamento, completamente voltado para Deus.

Este Salmo destaca uma verdade muito importante: quanto mais reconhecemos a grandeza de Deus, mais compreendemos a nossa finitude. E quanto mais reconhecemos a nossa “pequenez”, mais conseguimos compreender a “grandeza” de Deus.

“Senhor, Senhor nosso, como é majestoso o Seu nome em toda a terra!” (Salmo 8:1, NIV).

 

Randy Roberts

Pastor Titular

Igreja da Universidade de Loma Linda

Traduzido por JDS

 

Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/8/

Texto bíblico: Salmo 8

 



Salmo 7
14 de agosto de 2013, 0:44
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Comentário devocional:

Davi mais uma vez está clamando ao Senhor em busca de refúgio. No entanto, desta vez, Davi implora por libertação de seus inimigos para que eles não o destruam como um leão e o rasguem em pedaços, se ele for considerado culpado (vv. 2-4). Davi está confiante de sua inocencia e pede a Deus para julgá-lo (v. 8).

Como está sendo perseguido injustamente, Davi lança mão da sua arma secreta: o seu escudo o “Deus Altíssimo, que salva os retos de coração” (v. 10, NIV). Para aqueles que não se arrependem, Deus “afia a sua espada”, “arma o seu arco”,” prepara as suas armas mortais ” e apronta sua “flechas flamejantes” (versos 10-13, NVI). Davi conclui que aqueles que causam problemas, verão os problemas se voltarem contra eles (versículo 16).

Louvado seja Deus, hoje, que como justo juíz e poderoso guerreiro, põe fim a violência dos ímpios e faz com que o justo esteja seguro. Amen.

Jackie O Smith

Silver Spring, Mariland, Estados Unidos

 

Traduzido por JDS

Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/7/

Texto bíblico: Salmo 7



Jó 38
3 de agosto de 2013, 0:43
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Comentário devocional:

Ao chegarmos ao final do capítulo 37, descobrimos que Eliú e seus colegas não são apenas amigos de Jó, mas instrumentos de alguém mais poderoso que eles. Nas ultimas palavras de Eliú revelam-se as intenções e propósitos do verdadeiro inimigo, Satanás, que é totalmente exposto. Neste momento, Deus “dá um passo à frente”. Ele tem algo a dizer aos que Lhe pertencem.

O Senhor respondeu a Jó ‘a partir do centro de uma tempestade’, como indica a palavra hebraica utilizada aqui, minhaseorah (v.1), possivelmente a mesma tempestade usada como referência por Eliú no capítulo anterior. Deus fala de um modo em que possa ser compreendido e assim responde tanto a Jó quanto a seus amigos. E pergunta: “Quem é esse que das trevas aconselha palavras sem conhecimento?” (v. 2, tradução do original pelo autor). A resposta é: os amigos de Jó. Então, Deus se dirige a Jó: “vou fazer perguntas a você, e você me responderá” (v.3, NVI).

Então, uma série de perguntas se seguem. “Onde você estava quando…?”. A resposta é: Você não estava lá, então como você sabe? Se você quer falar comigo como um homem, frente a frente, faça isso agora, mas primeiro saiba com Quem você está falando. Onde estava Jó, quando Deus colocou as fundações da terra? (v. 4). Quem a mediu? Sob que fundações foram suas bases colocadas? Deus usa aqui uma linguagem conhecida de práticas construtivas para simplificar a complexidade desconhecida aos homens do processo de criação.

E onde estava você, Jó, quando os “anjos [e todos os filhos de Deus] se regozijavam?” (v. 7, NVI). A criação deste mundo teve os anjos como espectadores maravilhados (v. 4-8).

Deus na criação estabeleceu os limites ao mar, e hoje vemos indicados nos tsunamis quão mais terrível seria se as restrições estabelecidas se desfizessem. A natureza está limitada por Deus. A manhã da criação foi comandada por Deus e também a duração do primeiro dia, e da segunda noite, até a alvorada (v. 12). E este controle continua até hoje. Deus nos garante o nascer do sol a cada dia, expulsando o domínio dos ímpios (v. 13), que detestam a luz (Jó 24:16,17). Com a luz, tudo se vê claramente, formas e cores, assim como o barro (v. 14) toma forma debaixo de um sinete (selo).

Deus, então, pergunta se Jó conhece os limites da criação: as profundezas do mar (v. 16); as portas da morte (v. 17); a origem da luz e das trevas (v. 19); se ele conhece os reservatórios da neve e do granizo, as quais Ele retém “até o tempo da angústia” (v. 22 e 23). E se revela como aquEle que traz a chuva que faz o deserto florescer e também a geada que cobre a terra e o gelo que cobre as águas (v. 24-29).

Nos versos 31 e 32 Deus muda o foco e faz perguntas sobre astronomia. Moisés certamente possuía do palácio do Egito o mais avançado conhecimento sobre astronomia da época (sabe-se que mesmo antes de seu tempo os babilônios já observavam e escreviam sobre Júpiter. Uma lente, possivelmente de um telescópio, foi encontrada pelos arqueólogos em Nínive, em 1972). Mas como ele poderia saber que enquanto as Plêiades viajam em conjunto pelo universo, “atadas” umas às outras, as estrelas do cinturão do Órion viajam a grande velocidade em direções diferentes, sem “laços”, fatos descobertos apenas recentemente pelos estudiosos com os modernos telescópios?

Por fim, após mostrar a Jó como mantém harmonicamente astros (“conhece as leis dos céus?”v. 33, NVI) e fenômenos naturais na terra, Deus pergunta a Jó se ele sabe quem é que satisfaz o leão, o corvo e seus filhotes, mostrando que o que seria impossível aos homens realizar (sustentar os animais), é feito por Ele ao implantar os instintos para a sua sobrevivência, mesmo em um ambiente hostil pós-queda.
Querido Deus,
Agora que falastes, podemos descansar ao saber que o mundo todo foi criado por Ti com grande complexidade e com regras harmoniosas de equilíbrio e limites. Qualquer distorção não vem de Ti. Nesta confiança depositamos nossa vidas em Tuas mãos e sabemos que estaremos seguros. Precisamos de Ti. Amém.
Koot van Wyk
Universidade Nacional Kyungpook
Sangju, Coreia do Sul

Traduzido e adaptado por JDS/JAQ

Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Job/38/

Texto bíblico: Jó 38



Jó 37
2 de agosto de 2013, 8:26
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Comentário devocional:

Eliú, finalmente, chega ao fim de sua longa conversa. Ele compreende a Deus com uma visão praticamente panteísta.

Eliú é abalado pelas tempestades e a presença de Deus nelas. Ele diz: “Ouça o trovão de Sua voz majestosa, a qual sai da sua boca”. Sua luz ou seus raios vão até os confins da terra. Ele faz coisas grandes e maravilhosas que nós não conhecemos, mas a Sua voz será ouvida (vv. 1-5). Eliú diz que toda vez que chove, é porque Deus ordena. Se houver neve, é porque Deus enviou (versos 1-6). Algumas pessoas (chamadas deístas) acreditam que Deus pôs para funcionar o relógio das leis naturais e, em seguida, deixou a terra entregue a essas leis. O panteísmo diz que cada trovão é a voz de Deus.

Para Eliú, o potencial de saber que existe um Criador está na mão de cada ser humano. Negar a Sua existência é tolice. Eliú está certo nesse ponto.

A seguir, Eliu elabora um novo tema. Ele quer que Jó considere as maravilhas de Deus (versículo 14). Ele pergunta: Você conhece as ações de Deus? Você sabe como a luz da tempestade aparece? Sabe das maravilhas daquele que é perfeito em conhecimento? Você sabe como a terra é mantida quente e porque roupas são necessárias no inverno? Foi você que espalhou os céus? Onde você estava, Jó, quando Deus fez tudo isso? (Versos 15-18).

Então Eliú faz algumas observações muito cínicas: “Fora de nosso alcance está o Todo-poderoso, exaltado em poder; mas, em sua justiça e retidão, não oprime ninguém” (v. 23, NVI). Por traz das palavras de Eliú, não se pode deixar de ouvir a voz de Sataná. Os argumentos da rebelião no Céu são repetidos aqui na terra através da seguinte observação cínica acerca de Deus “por isso os homens o temem” (versículo 24). A última observação cínica de Eliú, similar ao pensamento de Lúcifer no céu o qual, depois, tornou-se Satanás aqui na Terra, “Ele não dá atenção a nenhum sábio de coração”, certamente não é bíblica.

Satanás usou a esses amigos de Jó, mas agora a máscara de Satanás cai e o próprio Deus irá entrar na conversa.

 

Querido Deus,

De repente sentimos que por vezes os amigos não são nada mais do que instrumentos de Satanás. As experiências amargas pelas quais passamos fazem com que a máscara de Satanás caia e passemos a vê-lo como ele realmente é. Nós amamos nossos amigos, mas não queremos nenhuma parceria com Satanás. É a você que procuramos. Amém.

 

Koot van Wyk

Universidade Nacional Kyungpook

Sangju, Coreia do Sul

Traduzido e adaptado por JDS

 

Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Job/37/

Texto bíblico: Jó 37



Jó 36
1 de agosto de 2013, 11:47
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Comentário devocional:

Eliú, o jovem interlocutor fez um longo discurso. Ele começou no capítulo 32 e, agora, no capítulo 36, ainda continua a falar. Ele exalta a justiça do seu Criador e sente-se confiante de que o público irá aceitar suas palavras, pois não são falsas (versos 1-4).

Para Eliú, se alguém está acorrentado em vestes de pobreza, como Jó, então Deus lhe revela suas transgressões, pois certamente agiu com orgulho. Deus abre os ouvidos dessa pessoa para a disciplina e pede-lhe para se arrepender da sua iniqüidade (versos 8-10).

A resposta humana resulta nas seguintes ações divinas: Se as  pessoas ouvem o que Deus diz e passam a servi-Lo [então] elas findarão os seus dias em prosperidade e alegria (versículo 11). Embora estas palavras soem como verdade do evangelho, e na verdade o são, o problema é que sem uma compreensão da história  do grande conflito, Eliú vê o cumprimento dessas promessas no aqui e agora, e as entende principalmente no sentido material. A má notícia é que, se as pessoas não escutam, elas desaparecerão e perecerão pela espada porque não suplicaram pela salvação (vers. 12-13). De acordo com Eliú, a recompensa dada por Deus, ocorre na vida aqui na terra.

Entre os versos 22-32, Eliú quer apresentar-nos a imagem que ele tem de Deus. Deus é muito grande em poder, quem é um professor como ele? Quem pode dizer: “Você fez injustiça?” Lembre-se que você deve engrandecer a obra dEle, a qual os homens têm bloqueado. Todos os seres humanos têm visto a obra de Deus. Deus é grande, não sabemos o número dos seus anos. Deus aumenta as gotas de água conforme Ele vê a necessidade. O resultado é que as nuvens lançam suas águas para baixo e as derramam sobre grandes seres humanos (versos 22-28). Eliú parece sugerir a Jó que se alguém é uma grande pessoa, a chuva cairá em sua propriedade. Ele diz que não se pode compreender como as nuvens se propagam. Ele julga as nações. Ele dá comida em abundância. Com a Sua mão Ele dirige o raio e lhe dá ordens para atacar. O Seu trovão declara a aproximação da tempestade (versos 29-32). Eliú fala sobre como Deus (da maneira como ele entende) lida com os seres humanos. Os abençoados são orientados por Deus, mas os orgulhosos não o são.

 

Querido Deus,

És o Grande Doador da sabedoria. Louvamos o Seu nome por causa disso. Sem a Sua profecia ficaríamos perdidos em meio a tantas explicações. Obrigado pela segurança da profecia.

 

Koot van Wyk

Universidade Nacional Kyungpook

Sangju, Coreia do Sul

Traduzido e adaptado por JDS

 

Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Job/36/

Texto bíblico: Jó 36



Jó 35
31 de julho de 2013, 10:56
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Comentário devocional:

Eliú desafia a Jó: “Você disse: ‘A minha justiça é de Deus” ” (V. 2). E continua: “Você diz: “No que eu me beneficiarei? Que lucro eu terei do meu pecado? “(Versículo 3). Como um crente em Deus, Jó formula corretamente estas perguntas. Segundo o autor,  esta é a tradução literal do hebraico, contudo a maioria das modernas traduções vertem de forma diferente.

Segundo Eliú: “Não há quem pergunte: ‘Onde está Deus, o meu Criador, que de noite faz surgirem cânticos… Quando clamam, ele não responde, por causa da arrogância dos ímpios” (vv. 10, 12).

Diante da expectativa de Jó em relação a um processo judicial, Eliú diz: “a sua ira jamais castiga, … ele não dá a mínima atenção à iniquidade” (v. 15, NVI). Ele não está correto nestas afirmações. Eliú acusa a Deus de não se importar o suficiente a ponto de visitar a raça humana com Sua ira. Mas Jó entende de forma diferente e expressou isso anteriormente.

Eliú acusa Jó de abrir a boca com vaidade e multiplicar suas palavras sem conhecimento (versículo 16). No entanto, quem está multiplicando palavras com vaidade é o próprio Eliú.

Querido Deus,

Nós também queremos dizer juntamente com Jó, que a nossa justiça vem de Ti e que nada lucraremos com o pecado em nossas vidas. Neste ambiente hostil em que nos encontramos, as pessoas torcem nossas palavras e deturpam nossas intenções. Abençoe o trabalho que fazemos para Ti. Amém.

Koot van Wyk

Universidade Nacional Kyungpook

Sangju, Coreia do Sul

Traduzido e adaptado por JDS

Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Jó/35/

Texto bíblico: Jó 35



Jó 34
30 de julho de 2013, 9:58
Filed under: sabedoria | Tags: , ,

Comentário devocional:

Sem experiência e ainda em sua juventude, Eliú deseja ensinar a sabedoria.  Sendo assim, ele fala de um modo mais inseguro. Ele pede aos sábios para ouvi-lo, sabendo que a sabedoria vem com a idade. Ele sabe que ouvidos críticos estarão testando suas palavras (versículos 1-3).

Como um meio de estabelecer a verdade, Eliú apela para o consenso geral. “Tratemos de discernir juntos o que é certo e de aprender o que é bom” (v. 4, NVI). Edward Heppenstall, teólogo adventista, disse em uma palestra: “a verdade é a verdade, independentemente do voto da maioria. A autoridade bíblica deve estar acima decisões humanas”.

Eliú, então, pede que os homens compreensívos o ouçam: “Longe de Deus esteja o fazer o mal, e do Todo-poderoso o praticar a iniquidade. Ele retribui ao homem conforme o que este fez, e lhe dá o que a sua conduta merece” (versículo 10, 11, NVI). Ele está raciocinando sem levar em conta a realidade do Grande Conflito. Apesar de sua pretensa sabedoria, ele vai acabar tendo um falso conceito de Deus. Ele tenta atribuir a Deus todos os resultados, bons ou maus. Eliú destaca a soberania de Deus e que por si só não é errado, porque quem deu autoridade a Deus sobre a terra e que colocou todo o mundo habitado sob o seu cuidado? (Versículo 13).

Eliú tem uma visão diferente da graça de Deus e da retribuição. “Suponhamos que um homem diga a Deus: ‘Sou culpado, mas não vou mais pecar’ ” (v. 31, NVI). “Deveria Deus recompensá-lo nesses termos?” (Verso 33,  tradução do original pelo autor).

Segundo Eliú, Jó deveria sofrer “a mais dura prova, por sua resposta de ímpio!” (v. 36, NVI). Ele sente que Jó está adicionando transgressão ao seu pecado, ao multiplicar suas palavras contra Deus (verso 37).

Querido Deus,

Os jovens gostam de falar e o fazem mesmo sendo inexperientes. Eles facilmente criticam e desdenham do pensamento alheio. Oramos para que com o passar do tempo eles percebam suas falhas e amadureçam a fim de que possam fazer um bom trabalho nas posições de liderança que assumirem. Amen.

Koot van Wyk

Universidade Nacional Kyungpook

Sangju, Coreia do Sul

Traduzido e adaptado por JDS

Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Jó/34/

Texto bíblico: Jó 34



Jó 27
23 de julho de 2013, 0:33
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Comentário devocional:

Jó continua sua resposta a seus amigos mostrando o que realmente importa: A vida santificada por amor a Deus.

O verso 1 dá a entender que ele faz uma ligeira pausa e seus amigos ficam em silêncio por um momento.E, recorrendo a um juramento (“Tão certo como vive Deus”, NVI: “Pelo Deus vivo”), Jó assegura firmemente que não será falso e mentiroso em admitir culpa daquilo que ele não cometeu, mesmo sob pressão e coerção de seus amigos e da tradição apresentada por eles. Jó se recusa firmemente a admitir que seus amigos tivessem razão. Ele diz: “não me reprova a minha consciência por qualquer dia da minha vida.” (v. 6b). Jó não se arrepende da maneira como viveu. Esta é a postura consistente daquele que viveu uma vida de comunhão com Deus.

No entanto, o que se sabe sobre o destino dos ímpios, também virá para os inimigos de Jó, que o tratam injustamente (v. 7). Que esperança haverá para a pessoa que brinca de religião, mas mente e rouba, quando Deus lhe tirar a vida? (v. 8). “Ouvirá Deus o seu clamor quando vier sobre ele a aflição?” (V. 9, NVI).

Jó sabe que esse crente falso não possui uma fé que permanece em todas os momentos e situações. Será que esse crente acha que a sua religião dele é apenas um acessório que pode ser colocado e tirado quando quiser?

Jó explica a seus amigos humanistas e seculares, baseado em seu relacionamento de fé: “Eu os instruirei sobre o poder de Deus; não esconderei de vocês os caminhos do Todo-poderoso” (v. 11, NVI). Jó os fará lembrar aquilo que eles já haviam visto, mas ainda não tinham aprendido (v. 12). Mesmo após a queda, podemos ver que Deus continua ativamente envolvido em manter e suster Sua criação.

Os argumentos dos versos restantes (13-23) não se harmonizam com o que Jó havia sustentado anteriormente. Alguns estudiosos pensam que a partir deste ponto Zofar interrompe a Jó e fala sobre o castigo que um homem mau receberá de Deus. Outros argumentam, de maneira mais consistente, que Jó mostra aos seus ímpios amigos que, por suas palavras, terão o destino que haviam pronunciado contra si mesmos:
a. Se seus descendentes aumentarem, eles enfrentarão a espada, a fome e a epidemia (v. 14,15);
b. Suas viúvas não chorarão por seus filhos [estará também morta] (v. 15),
e. Se ajuntarem muito dinheiro e roupa, quem se aproveitará deles serão os justos e inocentes (v. 16-17),
f. Se construírem mansões, vilas e fazendas, mesmo com todas as medidas de segurança, estas não são seguras. (São “como casulo de traça, como cabana feita pela sentinela” v. 18, NVI);
g. Se enriquecerem, suas riquezas desaparecerão num momento acordará pobre (v. 19);
h. Experimentarão grande insegurança “pavores vêm sobre ele” (v. 20, NVI);
i O seco vento que vem do deserto, ao leste [simbolizando as ações de Deus], secará toda a vida e os varrerá de seu lugar. Os abaterá enquanto fogem (v. 21,22).
n. Servirão de zombaria (“palmas” e “assobios ” (v. 23).

Seja qual for a interpretação correta, este capítulo nos mostra que nossa única segurança não está em muitos bens, riqueza, poder ou numerosa família. Somente em uma consciência tranquila, como a de Jó, advinda de uma vida de comunhão com Deus.

Querido Deus,

Queremos permanecer firmes, a despeito das tempestades do inimigo sobre nós, tendo a certeza que Tu estás nos segurando firmemente pela mão. O caminho dos ímpios não é o nosso caminho porque Te amamos e desejamos seguir a Ti. Amém.

Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul

Traduzido e adaptado por JDS/JAQ

Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Job/27/

Texto bíblico: Jó 27



Jó 26
22 de julho de 2013, 0:35
Filed under: Deus | Tags: ,

Comentário devocional:

 

Jó responde a seus amigos com desânimo. Eles falharam em demonstrar misericórdia e compaixão para com alguém que estava sofrendo (vv. 2-4).

 

O versículo seguinte parece ser um escárnio da abordagem teológica egípcia expressa por seus interlocutores. Jó lhes pergunta: “Por que vocês continuam pensando sobre os deuses e as voz sagrada que leva os homens para longe sob as águas? Quando os homens ouvem isso, eles tremem “(v. 5, ** tradução do original pelo autor). Jó quer saber os detalhes da origem desta teologia egípcia do que acontece aos mortos após a morte. Não há monstros à espreita no Nilo celeste tentando roubar as almas dos falecidos da voz sagrada do [Deus Sól] Ra enquanto, à meia-noite, ele viaja e atravessa os doze portões que dão acesso à sala de julgamento de Osíris, o juiz dos mortos.

 

“O submundo [sheol] está aberto diante de Deus e o local da destruição não lhe é encoberto” (v. 6, **). Não é verdade que Satanás vive confortavelmente e protegido do poder de Deus. A palavra Satanás vem do hebraico Abaddon e do grego Apollyon, que significa destruição e destruidor. Apocalipse 9:11 indica que Satanás é “rei” sobre todo o mal.

 

Jó lembra a seus amigos que “Deus estendeu os céus” e as estrelas na Criação e “suspendeu a terra sobre o nada” (Jó 26:7 e Gênesis 1:1-2). Essa frase mostra que Jó não acreditava que a Terra era sustentada sobre pilares, como alguns criam.

 

Jó continua e diz que Deus encontrou uma maneira de segurar a chuva em uma nuvem e mante-la alí por um tempo antes da água voltar para a terra em forma de chuva (v. 8). Deus cobre a Sua glória em Seu trono (v. 9, **). “Traça o horizonte sobre a superfície das águas para servir de limite entre a luz e as trevas” (v. 10, NVI). “As estruturas dos céus se espantam diante da sua repreensão” (v. 11, **). “Pelo seu poder Ele acalma as águas e perfura o monstro no mar. Pelo Seu poder Ele enfeita o céu (vv. 12-13, **).

 

No céu, os anjos ficaram admirados com os atos criativos de Deus e suas palavras faladas na criação. No final dos tempos, Deus vai manifestar o mesmo poder que Ele demonstrou na criação. “E isso tudo é apenas a borda de suas obras! Um suave sussurro é o que ouvimos dele. Mas quem poderá compreender o trovão do seu poder?” (v. 14, NVI). Moisés e Jó tinham uma visão bíblica dos eventos finais, com a erradicação definitiva de todos os males e o raiar de uma nova terra.

 

Querido Deus,

Cremos na erradicação final de Satanás e seus anjos. Sabemos que os grandes eventos finais da história deste mundo estão perto de ocorrer. Ajude-nos a permanecer firmes ao Teu lado. Amem.

 

Koot van Wyk

Universidade Nacional Kyungpook

Sangju, Coreia do Sul

 

Traduzido e adaptado por JDS

 

Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/job/26/

Texto bíblico: Jó 26



Jó 23
19 de julho de 2013, 0:24
Filed under: Justiça | Tags: ,

Comentário devocional:

Jó e Moisés tiveram experiências semelhantes. Ambos tinham posições principescas e perderam quase tudo que tinham. Moisés teve que fugir do Egito e Jó perdeu tudo o que tinha por causa do grande conflito entre Deus e Satanás.

Talvez você esteja se perguntando por que os amigos de Jó falaram com ele como se estivessem em um tribunal? Esse é o modo de falar com o qual Moisés e Jó estavam familiarizados.

Neste capítulo, é a vez de Jó falar. Ele avisa que seu discurso será amargo. “Me queixo com amargura; a mão dele é pesada, a despeito de meu gemido (v. 2). No entanto, Jó sente a necessidade de uma oportunidade de falar com Deus “perante o seu trono” no tribunal de justiça do Céu – um Juízo Investigativo, por assim dizer. “Eu lhe apresentaria a minha causa e encheria a minha boca de argumentos” (v. 4). Jó conhece o seu criador tão bem, que ele sabe o que Deus iria responder-lhe e ele entenderia o que Deus lhe dissesse (v. 5).

Será que Deus seria como os amigos de Jó utilizando grande poder, ou usando de coerção, como eles fizeram? (V. 6). Jó dá a entender que não. “O homem íntegro poderia apresentar-lhe sua causa; eu seria liberto para sempre de quem me julga” (v. 7). A expressão “liberto para sempre” sugere libertação do julgamento executivo e da segunda morte.

Jó expressa tal confiança no veredito como alguém que sabe possuir um advogado nas cortes celestes. “Mas ele conhece o caminho por onde ando; se me puser à prova aparecerei como o ouro” (v. 10). Este é o ponto central do livro de Jó, onde sua fé é vista de forma destacada.

Jó reafirma a sua integridade e dedicação em sua adoração a Deus (vv. 11-12). Ele guardava os mandamentos de Deus, seus estatutos e revelações, muito antes de Moisés ter recebido os Dez Mandamentos no Sinai. O que Moisés recebeu não era novo, mas uma repetição do que já era conhecido antes.

Jó termina o capítulo revelando seus sentimentos para com Deus no contexto do que lhe tem acontecido. “Deus fez desmaiar o meu coração; o Todo-poderoso causou-me pavor. Contudo, não fui silenciado pelas trevas, pelas densas trevas que cobrem o meu rosto” (vv. 16 e 17). Apesar de não ter como provar o seu argumento, ele afirma a sua confiança de que será inocentado no tribunal celestial.

Querido Deus,

Moisés e Jó sabiam que estavam sendo provados e que sairiam aprovados como o ouro. Não nos deixes cair em tentação, mas permita-nos também sermos aprovados como o ouro. Amem.

Koot van Wyk

Universidade Nacional Kyungpook

Sangju, Coreia do Sul

Trad JDS

 

Texto bíblico: Jó 23