Colossenses 1
Comentário devocional:
Em sua opinião, quem é a pessoa mais importante que vive em sua cidade agora? Qual a pessoa mais importante em seu estado? Em seu país? No mundo? Como você decidiu quem era mais importante? Quais as qualificações que essas pessoas têm que as tornam tão importantes? Será que é a posição, a riqueza ou algo especial que elas fizeram para a sua cidade, estado, país ou mundo? Só mais uma pergunta: Se uma dessas pessoas importantes lhe dedicasse atenção pessoal, como você se sentiria?
Em Colossenses 1, o apóstolo Paulo descreve alguém que atualmente ocupa o mais alto cargo possível no universo, tem a maior riqueza, fez algo tão significativo que os efeitos ainda são sentidos no céu e na terra, e que quer estar tão perto de você quanto possível.
Antes de delinear as qualificações de pessoa mais importante do universo e falar sobre a sua misteriosa atenção para conosco, Paulo encoraja os crentes de Colossos. Ele reconhece a fé, o amor e a esperança deles e lhes diz que está orando por eles (vs. 3-12). Ele os lembra de que, por meio do sangue de Cristo, foram libertados do poder das trevas e transferidos para o reino do Filho (vs. 13-14).
Paulo, então, dirige a sua atenção para a importância e o significado universal de Jesus. Cristo ocupa ocupa uma posição acima de toda a criação e revela-nos exatamente como é Deus, o Pai (v. 15). Jesus Cristo criou e é o proprietário de tudo que existe visível e invisível (v. 16). Ele estava lá antes de tudo ter sido criado e conserva todas as coisas em ordem e harmonia (v. 17, NTLH). Nenhum mero ser humano conduz a Sua Igreja. Ele a dirige como Alguém digno da maior preeminência (v. 18). Ele é totalmente Deus, e por causa da Sua morte na cruz, as pessoas podem fazer as pazes com Deus e ser apresentadas santas, inocentes, e sem qualquer acusação diante dEle se permanecerem fiéis em seu compromisso com Ele (vs. 19-23).
Então Paulo compartilha um mistério glorioso. Esse Deus de posição, riqueza e incessante atividade quer viver em nós (v. 27). A pessoa mais importante do universo regou-nos com sua atenção e quer estar o mais próximo possível daqueles que Ele redimiu com Seu sangue.
Agora, como você se sente com essa atenção especial?
Kenneth Norton
Estados Unidos
Traduzido por: JDS/JAQ/IB
Comentários em áudio
Efésios 2
Comentário devocional:
“Mas Deus …” (v. 4 ARA). Essas duas palavras devem ser as palavras mais cheias de esperança que a humanidade conhece. Nos versos 1-10 Paulo descreve o passado sombrio de sua audiência. Compartilhando o infortúnio de toda a humanidade que se pôs num caminho de rebelião contra Deus e teve suas vidas dominadas pelo pecado e por Satanás (vs. 1-3).
“Mas Deus…” interveio. E o que Deus fez por eles e por nós? 1) Ele nos ressuscitou com Cristo – a ressurreição de Cristo é a nossa ressurreição; 2) Ele nos fez ascender com Cristo – a ascensão de Cristo é a nossa ascensão; 3) No céu, ele nos fez assentar com Cristo – a coroação de Cristo é a nossa própria coroação (vs. 4-7). Nós não somos meros espectadores dos eventos palpitantes da vida de Cristo! Deus realiza essas fabulosas ações não por causa de qualquer mérito nosso, mas por causa do Seu amor (vs. 8-9) que nos habilita a vivermos em solidariedade com Jesus e praticar “boas obras” (v. 10).
Enquanto os versos 1-10 ensinam a nós que devemos viver em solidariedade com Jesus, os versos 11-22 ensinam que devemos viver em solidariedade uns com os outros, pois compomos Sua Igreja. A morte de Jesus tem benefícios verticais em estabelecer o relacionamento do crente com Deus (vs. 1-10) e horizontais em cimentar nossas relações com os outros (vs. 11-22).
Através da Sua cruz, Jesus derruba o muro de separação entre os crentes gentios e os crentes judeus, incluindo o uso indevido da lei para aumentar o fosso (vs. 11-18). Porém Jesus também constrói algo ainda mais incrível, um novo templo, composto por crentes. Os gentios, que no passado eram impedidos de participar do culto nos lugares sagrados do templo, agora juntam-se aos crentes judeus formando um só povo.
Nós também passamos a fazer parte da igreja de Deus como “um santuário santo no Senhor” (v. 21 NVI).
John McVay
Universidade Walla Walla
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eph/2/
Traduzido por: JDS/JAQ/IB
Texto bíblico: Efésios 2
Comentários em áudio
II Coríntios 11
Comentário devocional:
Missionários rivais em Corinto tiraram o foco correto dos membros da igreja. O pastor Paulo está preocupado, pois percebe que eles estão sendo enganados e aborda diretamente aqueles que ele chama de “super-apóstolos”. “O que receio, e quero evitar, é que assim como a serpente enganou Eva com astúcia, a mente de vocês seja corrompida e se desvie da sua sincera e pura devoção a Cristo”, ele adverte (v. 3). Ninguém deve ser seduzido por qualquer pessoa que pregar um “evangelho diferente” daquele que Paulo primeiro apresentou a eles.
Parece que Paulo comumente não aceitava qualquer apoio financeiro das igrejas onde realizava trabalho missionário. Depois de explicar essa política no capítulo 9, ele a defende mais uma vez no capítulo 11. Embora ele possuísse o direito a esse pagamento, ele optara por não receber qualquer pagamento para que pudesse oferecer de graça as boas novas (I Co 9:18). Ele também não queria que os membros da igreja o sustentassem. “Fiz tudo para não ser pesado a vocês, e continuarei a agir assim.” (v. 9, NVI).
O papel de um pastor é proteger o seu rebanho. Parece, portanto, natural que os instintos pastorais de Paulo o alertassem de perigo. Lembro de quando era um jovem pastor e um líder religioso local entrou em minha igreja. Assim que ele chegou, começou a distribuir uma literatura com êrros doutrinários. Passando perto de mim, este líder se dirigia a um número cada vez maior de pessoas no átrio da igreja. Confrontei o indivíduo e pedi-lhe que cessasse de distribuir aquela literatura. Como ele não atendeu ao meu pedido fui forçado a pedir-lhe para sair. Ele saiu e não voltou mais. Senti ser meu dever proteger as pessoas que estavam sob meus cuidados.
A partir do versículo 16 até o final do capítulo, Paulo apela mais uma vez para os membros da igreja de Corinto que o apoiem enquanto se prepara para responder a esses adversários. Embora não desejasse faze-lo, e considerasse até uma insensatez (v. 21), Paulo lista alguns de seus inumeráveis sofrimentos e provações como um meio de mostrar o quanto amava as igrejas por quem trabalhara.
As palavras de Paulo evidenciam que o ministério e o serviço exigem sacrifício pessoal. Peçamos a Deus que nos conceda dedicação e compromisso no trabalho que realizamos em prol daqueles por quem Cristo morreu.
Michael Campbell
AIIAS
Filipinas
Traduzido por JAQ/JDS
II Coríntios 3
Comentário devocional:
O apóstolo Paulo lembra aos crentes de Corinto que eles não precisam de uma carta de apresentação para conhecerem o seu caráter (3:1). A própria existência da igreja em Corinto é um testemunho acerca do ministério de Paulo. Como um pastor dedicado, ele se preocupava com eles genuinamente.
Paulo, então, traça um contraste entre o seu próprio ministério e o de Moisés (como o esquema a seguir ajuda a ilustrar):
O ministério de Moisés:
– Um ministério que tinha glória, mas também trouxe a morte e a condenação (2 Cor. 3: 7, 9)
– Gravado em tábuas de pedra (2 Cor. 3: 7)
– Veio com uma glória que era temporária e desapareceu (2 Cor. 3: 7, 9-11)
– Moisés usava um véu para esconder do povo aquela glória temporária (2 Cor. 3:13)
– A mente dos que lêem os escritos de Moisés permanece com um véu (2 Cor. 3: 14-15)
O ministério de Paulo:
– Um ministério do Espírito doador de vida que traz justiça (2 Cor. 3: 8, cf. 2 Cor. 3:6)
– Escrito nas tábuas de corações humanos (2 Cor. 3: 3)
– Um ministério com glória superior e que não desvanece (2 Cor. 3: 8-11)
– “Todos nós, que com a face descoberta contemplamos a glória do Senhor” (2 Cor. 3:18)
– Aqueles que se voltam para o Senhor Jesus tem o véu removido (2 Cor. 3:16)
Em última análise, o “ministério do Espírito” é “muito mais glorioso” (v. 8, NVI). Na verdade, Moisés, através da “antiga aliança”, apontava para os dias de hoje. Estes não são dois pactos separados, mas o que Moisés ensinou foi como um “véu” que foi retirado “em Cristo.” Em outras palavras, o trabalho e as palavras de Moisés apontavam para Jesus Cristo como o Messias prometido.
Michael W. Campbell, Ph.D.
Professor Assistente, Estudos Históricos / Teológicos
Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados
Filipinas
Traduzido por JDS/JAQ
1 Coríntios 12
Comentário devocional:
Paulo admoesta os crentes em Corinto a não serem ignorantes a respeito dos dons espirituais (v 1). Não existe culpa em estar na ignorância, mas é errado recusar conscientemente o conhecimento trazido pelo Espírito Santo.
CS Lewis escreveu em seu livro “Cristianismo Puro e Simples” que muitos cristãos têm a ideia de que não importa se formos tolos [ou ignorantes] desde que sejamos “bons”. Chegam a esta conclusão baseados na declaração de Cristo de que só poderemos entrar em Seu reino se formos como as crianças, mas isso é um equívoco, diz ele. E acrescenta: “Cristo nunca quis que nos mantivéssemos crianças na inteligência: pelo contrário, Ele nos disse para não sermos apenas ’inofensivos como as pombas’, mas também ‘prudentes como as serpentes’. Ele quer que tenhamos um coração de criança, mas a cabeça de um adulto. Ele quer que sejamos simples, sinceros, carinhosos e dóceis, como bons filhos são; mas Ele também quer que cada parte da inteligência esteja desperta. … Qualquer pessoa que esteja sinceramente tentando ser um cristão logo encontrará a necessidade de ter a sua inteligência afiada” (p. 77-78).
A seguir, Paulo lembra os crentes acerca da diversidade de dons concedidos pelo Espírito Santo (vv 4-11). Então vem a famosa passagem comparando a igreja com o corpo de Cristo (vv 12-31) aonde os membros recebem os dons espirituais para o crescimento e bem estar deste corpo. Quando os dons são valorizados em sua diversidade, não haverá divisões no corpo, especialmente porque os crentes devem cuidar uns dos outros (v 25) como membros de um mesmo corpo. Reconhecendo que cada um de nós tem dons espirituais únicos e também a necessidade de fazermos o melhor a favor de nossos irmãos e irmãs, alcançaremos “um caminho ainda mais excelente” (v. 31), o caminho do amor.
“Nenhuma influência que possa rodear a alma tem mais poder do que a de uma vida abnegada. O mais forte argumento em favor do evangelho é um cristão que sabe amar e é amável” (White, A Ciência do Bom Viver, p. 470).
Michael W. Campbell, Ph.D.
Professor Assistente, Estudos Históricos / Teológicos
Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados
Filipinas
Traduzido por JDS/JAQ
I Coríntios 1
Comentário devocional:
A antiga cidade de Corinto situava-se em uma estreita faixa de terra de cerca de quatro quilômetros de largura que liga a área ao sul com a Grécia continental, ao norte. A cidade ocupava uma localização estratégica para o comércio. Ela se abria para o Mar Egeu ao leste e para o Mar Adriático a oeste. A cidade se enriqueceu devido ao seu comércio e também pelos marinheiros que passavam por ela. Houve uma proliferação de “acompanhantes femininas”, de modo que a cidade estava estreitamente associada com comportamento sexual ilícito.
Ao tempo em que o apóstolo Paulo visitou a cidade, ela já era habitada há muitos séculos. Tinha sido destruída pelos romanos em 146 aC e depois reconstruída por Júlio César em 44 aC como uma colônia para veteranos aposentados das legiões romanas. Isso quer dizer que não havia na cidade muitas famílias tradicionais, como era típico em outras cidades romanas. Isso permitiu que o setor comercial estivesse mais aberto a novas ideias. Eventualmente Augusto fez dela a capital da Acaia (a metade sul da Grécia).
Em muitos aspectos, a cidade antiga e cosmopolita de Corinto se assemelhava a uma cidade moderna. Grandes quantias de dinheiro geravam mobilidade social ascendente, havia grandes eventos esportivos, afiliação a partidos políticos, o afrouxamento dos limites sexuais e uma tendência gradual para a secularização.
O apóstolo Paulo começa esta carta ditando-a, como de costume, a um secretário (16:22), que não é nominado. Evidências internas (5:9) indicam que Paulo havia escrito uma primeira carta aos cristãos em Corinto. O retorno das reações a esta primeira carta é que levou Paulo a escrever 1 Coríntios.
O apóstolo Paulo estava claramente preocupado com a igreja em Corinto. Neste primeiro capítulo, após cumprimentá-los (vs. 1-3), ele declara sua esperança de que não faltasse entre eles nenhum dos dons espirituais (v. 7) e que eles fossem encontrados “irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo” (vv. 7, 8).
Paulo os repreende pelas divisões existentes entre eles (v.10). Alguns membros da igreja haviam se dividido em diferentes grupos. “Acaso Cristo está dividido?”, perguntou ele (v. 13). Ele advertiu, a seguir, que se estas divisões permanecessem a influência da cruz de Cristo seria anulada (v. 17).
A solução para os problemas da igreja de Corinto é expressa no versículo 18: “Pois a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus” (NVI). Este é, na verdade, o tema central dessa Carta de Paulo aos Coríntios.
Michael W. Campbell, Ph.D.
Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados
Filipinas
Traduzido por JAQ/JDS
Romanos 14
Comentário devocional:
Aqui Paulo lida com diferentes práticas dentro da fé cristã. A leitura deste capítulo, juntamente com 1 Coríntios 8, onde ele lida com as mesmas questões, nos dá uma melhor compreensão do que Paulo está ensinando. Naquele tempo, os cristãos estavam se perguntando se era ou não lícito comprar carnes vendidas no mercado que haviam sido sacrificadas a ídolos. Havia alguns que haviam abandonado as práticas pagãs e tinham escrúpulos em comer destes alimentos. A estes, Paulo os exorta a não comerem destes alimentos, se assim sentissem desejos de voltar à sua antiga prática da adoração de ídolos. Outros poderiam comer a mesma comida e nem pensar a respeito dos ídolos aos quais estes alimentos haviam sido sacrificados. Paulo encoraja aos que comem esse alimento que não desprezem aqueles que não comem. E, por outro lado, exorta aqueles que não comem esses alimentos a não julgarem aqueles que o fazem (vs. 3, 4).
Paulo também aborda o fato de que alguns cristãos observavam os dias das festas cerimoniais, enquanto outros não os observavam (veja Gálatas 4:10). O apóstolo diz que cada um deve estar “plenamente convicto em sua própria mente” (v. 5, NVI). Em outras palavras, a questão das comidas sacrificadas a ídolos, e a observância de dias cerimoniais não era uma questão de salvação (vs. 5, 6). No entanto, Paulo lembra aos crentes que nenhum homem vive para si mesmo e ninguém morre para si mesmo (v. 7). O que fazemos afeta os que nos rodeiam. Em seguida, ele afirma que todos estaremos diante do tribunal de Cristo e seremos julgados de acordo com as nossas ações, não as dos outros (vs. 8-12).
Então, até o final do capítulo, Paulo volta ao assunto inicial. Paulo está pessoalmente convencido de que comer carnes sacrificadas a ídolos não contamina ninguém. E embora ele tenha exortado ambos os lados a não julgarem uns aos outros, ele se preocupa que aqueles que são espiritualmente fracos possam perder sua fé ao verem outros cristãos fazendo coisas que acham erradas, ou seja, comendo alimentos que tenham sido sacrificadas aos ídolos. Com base nessas preocupações, Paulo encoraja aqueles que são fortes na fé que se abstenham de comer ou beber qualquer coisa que possa ofender a um irmão,fazendo assim que ele deixe de seguir a Cristo (vs. 21-23).
Como pode ser visto neste capítulo, Paulo não está lidando com a ingestão de alimentos puros ou impuros, como muitos cristãos afirmam, ou guardar ou não dias cerimoniais. E, sim, em respeitar o ponto de vista/a consciência de nossos irmãos. Os princípios são claros:. devemos evitar fazer qualquer coisa que possa fazer os novos na fé retornarem ao que faziam antes de se tornarem cristãos.
Norman McNulty
Neurologista, TN, EUA
Traduzido por JDS/JAQ
Romanos 6
Comentário devocional:
Romanos 6 é um dos grandes capítulos da Escritura – é através dele que Paulo chega a uma magistral descrição do poder do evangelho. Os cinco primeiros capítulos mostraram a necessidade que todos temos da graça de Deus, graça que é maior que o nosso pecado. No entanto, Paulo deixa muito claro que a graça de Deus não nos dá licença para continuarmos em pecado. De fato, ele mostra que, quando somos justificados pela fé estamos mortos para o pecado e não mais vivemos pecando (vs. 1, 2).
A vida justificada é uma vida que foi batizada em Jesus Cristo, ou seja, que fomos batizados na sua morte. No batismo fomos sepultados com Cristo, para que possamos ser ressuscitados para uma nova vida espiritual. Assim como Jesus foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós somos ressuscitados para viver uma nova vida de fé (vs. 3, 4). Estamos totalmente convencidos de que Deus pode nos capacitar a viver esta nova vida, tão facilmente como Ele ressuscitou a Jesus corporalmente dentre os mortos.
Os próximos versículos pintam um belo quadro. “Se dessa forma fomos unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente o seremos também na semelhança da sua ressurreição. Pois sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado seja destruído e não mais sejamos escravos do pecado” (v. 5-6, NVI). Aqui “ser crucificado com Cristo” significa a morte do velho homem do pecado. No rodapé da minha Bíblia tenho uma nota marginal: “aquele que está morto está justificado.” Portanto, ser crucificado com Cristo e morto para o pecado, significa ser justificados pela fé. Ellen White apoia este conceito: “Deus requer a completa entrega do coração, antes que possa ocorrer a justificação; e para que o homem conserve essa justificação, tem de haver obediência contínua, mediante ativa e viva fé que opera por amor e purifica a alma” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 366).
Paulo diz que a morte não tem mais domínio sobre Cristo, e enquanto permanecermos submissos a Ele, o pecado não tem mais domínio sobre nós (vs. 8-15). O capítulo termina mostrando que somos ou escravos do pecado ou escravos da justiça. Quando obedecemos ao velho homem do pecado, somos escravos do feitor que se chama pecado. Quando somos escravos da justiça obedecemos a Deus. Aqui está envolvida uma escolha. Ou escolhemos a escravidão do pecado, ou a Deus que nos liberta do pecado (vs. 16-23). Se somos escravos do pecado, o salário é a morte. Se escolhemos servir a justiça, recebemos a vida eterna. A quem você escolhe servir?
Norman McNulty
Neurologista, TN, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rom/6/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Romanos 6
Comentário em áudio
Atos 14
Comentário devocional:
Enquanto leio o livro de Atos, vejo muitos paralelos entre o início da igreja cristã e a igreja de Deus dos último dias. Em suas viagens de um lugar para outro, Paulo e Barnabé compartilharam a boa notícia acerca da ressurreição de Jesus e um grande número de judeus e gregos creram. Mas nem tudo foi um mar de rosas. A pregação da verdade despertou forte oposição por parte daqueles que não a aceitaram.
A mesma coisa aconteceu com o antigo Israel quando jornadeava em direção a Canaã. A “multidão mista” impediu o progresso em quase todas as etapas, promovendo o descontentamento e a luta pelo poder.
O avanço da mensagem do terceiro anjo, também enfrentou inúmeras oposições, mas em ambos os casos a verdade avançou e as igrejas cresceram. Milagres eram costumeiros tanto no começo da igreja primitiva como no período de surgimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Lemos alguns capítulos atrás a respeito do homem coxo que esmolava na porta do templo que se chamava “formosa” que passou a andar e entrou no templo, louvando a Deus depois de ser curado por Pedro e João (Atos 3:1-8). Havia outro homem coxo em Listra que também passou a andar depois que ele ouviu a pregação de Paulo e obedeceu quando este lhe disse “levante-se! Fique em pé!” (Atos 14:8-10, NVI).
O pioneiro adventista Hiram Edson também foi um homem de oração. Certa noite, quando solicitado pelo Espírito Santo para ir e curar seu vizinho doente, Hiran obedeceu e saiu. Com interesse na salvação do homem doente, ele fez o seu caminho até a cama, colocou a mão sobre a cabeça do vizinho e falou em alta voz: “O Senhor Jesus lhe concede a cura completa” O homem levantou da cama e passou a caminhar e louvar a Deus. Na noite seguinte, Edson colocou a sua família e o seu vizinho, agora restabelecido em sua saúde, na carroça e foram para a reunião evangelística adventista louvando a Deus. A caminhada de Hiran Edson com Deus o impeliu a compartilhar a sua fé com outros.
Jesus ia de cidade em cidade ensinando, pregando e curando as pessoas. Em seguida, retornava àqueles lugares a fim de fortalecer a fé dos novos crentes. Os apóstolos seguiram este exemplo. , ao perceberem que as pessoas precisavam de incentivo para permanecerem fiéis à fé. Indo de um lugar para outro, eles pregavam a “presente verdade” e estabeleciam grupos de crentes. Mais tarde, eles voltavam às cidades e lugares onde haviam estado a fim de fortalecer estes novos crentes e encorajá-los a serem fiéis não importa o que enfrentassem Para ajudá-los a terem um apoio mais presente, eles ordenavam anciãos em cada igreja. Deste modo as igrejas cresciam e o número de crentes aumentava.
Os pioneiros adventistas Tiago e Ellen White, Hiram Edson, J. N. Loughborough, Joseph Bates, John Andrews e outros, seguiram o mesmo padrão para o estabelecimento de grupos de crentes. Pouco tempo depois foi percebida a necessidade de ser estabelecida uma organização formal. Falaremos mais a respeito no próximo capítulo.
Anciãos foram estabelecidos por Paulo para tomarem conta das igrejas estabelecidas por ele na Ásia Menor. De modo semelhante, hoje, as igrejas necessitam de líderes locais, anciãos e pastores, a fim de cuidarem das necessidades espirituais dos membros. Tem você apoiado os líderes locais de sua igreja? Tem você colaborado com eles para o fortalecimento da fé dos seus irmãos em Cristo?
Atos 3
Comentário devocional:
Um dia Pedro e João estavam a caminho do Templo para orar. Quando entraram, um homem aleijado lhes pediu esmola. Eles não tinham dinheiro para lhe dar e poderiam ter dado ao homem somente esperanças de que alguém iria ajudá-lo. Mas eles não fizeram isso. “Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isto lhe dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, ande.” (v 6 NVI). Mas não fizeram só isso. O tomaram pela mão, o ergueram, e quando o fizeram (atuando pela fé), os seus pés e tornozelos recuperaram sua força, e ele começou a pular e louvar a Deus.
Vendo alguém em necessidade, você já deve ter pensado: “Bem, eu realmente não tenho nada significativo para dar. Eu vou deixar para que alguém que tenha mais do que eu ajude”. Mas Deus não nos pede muito, ele só nos pede para dar o que temos, que é Jesus. No entanto, ao darmos Jesus, devemos também oferecer uma mão amiga. Esta é a parte assustadora e exige fé. Ela é chamada de “colocar o evangelho nos sapatos de trabalho”, ou seja, é precisar colocar o evangelho em prática. Se sairmos de nossa zona de conforto e nos exercitarmos mais neste cristianismo prático, faremos grande diferença em nosso mundo hoje!
“Por tudo que nos confere vantagem sobre outros – seja educação e refinamento, seja nobreza de caráter, educação cristã ou experiência religiosa – achamo-nos em dívida para com os menos favorecidos; e, o quanto estiver ao nosso alcance, cumpre-nos ajudá-los. Se somos fortes, devemos sustentar as mãos do fraco.”(O Desejado de Todas as Nações, p. 440).
Ao fazermos isso, o Espírito Santo nos concederá o sucesso. Mas também devemos dar toda a glória a Deus, como o fizeram Pedro e João. “Por que vocês estão olhando para nós, como se tivéssemos feito este homem andar por nosso próprio poder ou piedade?” (v 12 NVI), disseram à multidão surpresa. “Isto não vem de nós. Vem de Jesus. Agora arrependam-se e se convertam, e façam o mesmo.” (paráfrase do vs. 19).
Melody (Melodious Eco) Mason
Líder do Ministério de Oração ARME
Traduzido por JAQ/GAQ