Reavivados por Sua Palavra


SALMO 56 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
26 de dezembro de 2016, 0:30
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“No dia em que eu Te invocar, baterão em retirada os meus inimigos; bem sei isto: que Deus é por mim” (v. 9).

No ano em que eu comecei a estudar a Bíblia e conhecer a igreja, eu tinha doze anos de idade. Aquele foi o pior ano escolar da minha vida. Eu fui severamente perseguida por colegas de turma que não me davam descanso. E a minha rotina era me esconder no banheiro da escola durante todo o recreio. Como eu não revidava aos insultos, fui perseguida o ano todo. Mas este episódio de minha vida me rendeu preciosas lições. Primeiro, eu sentia uma paz inexplicável pelo fato de não revidar, pelo contrário, elas me pediam ajuda nos trabalhos escolares e eu tinha toda a boa vontade em ajudar. Segundo, que todas as vezes que alguém me fere, lembro daquela experiência e de como Deus me ajudou. E, por último, e não menos importante, que aquelas colegas me pediram perdão no final do ano e eu não guardei rancor de nenhuma delas. Então, quando me recordo deste período de minha vida peço que o SENHOR me dê aquele coração de criança, sem rancor e cheio de perdão para oferecer.

Nós vivemos em um mundo hostil, onde cada vez mais a maldade se agiganta e o amor se esfria. Davi também encontrou muita opressão em sua época. Enquanto fugia de um inimigo, acabava encontrando outros pelo caminho. Nas mãos do rei dos filisteus, passou por um grande apuro, aos olhos humanos, impossível de se escapar. E ele mesmo pensou: – Estou perdido! (Vide II Samuel 21:12). Foi uma experiência tão marcante, que um Salmo só não seria o suficiente para expressar-se. Por isso, para a mesma situação, Davi compôs dois Salmos, o 34 e o 56. Aquele, um louvor à bondade de Deus, este, um louvor pelo conforto que Deus dá mesmo na perseguição.

Sabem, meus irmãos, lidar com pessoas que nos oprimem, nos ofendem e nos agridem é muito difícil e a nossa única saída é clamar pelo socorro divino: “Tem misericórdia de mim, ó Deus” (v. 1). Porque, quantas vezes a nossa natureza humana não deseja se manifestar e agir conforme os rudimentos deste mundo! Quantas vezes o desejo do nosso eu ferido não é de falar ou fazer algo que retribua o mal que recebemos na mesma moeda! Mas, pela graça de Deus, não vivemos mais para nós mesmos. E, confiantes no Deus Todo-Poderoso O qual servimos, com segura convicção podemos dizer: “Que me pode fazer o homem?” (v. 11). Pois quando um servo de Deus curva-se diante da Sua majestade e pede por socorro, meus amados, não fica um inimigo para contar a história (v. 9).

O apóstolo Paulo afirmou: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Romanos 8:31). Davi assegurou: “Que me pode fazer um mortal?” (v. 4). Que, como eles, estejamos sempre seguros em dizer, com convicção e ousadia: “Em me vindo o temor, hei de confiar em Ti” (v. 3). Lembre-se de que a perseguição é temporária, mas a forma como lidamos com ela definirá o nosso destino eterno.

Bom dia, vitoriosos em Deus!

Desafio do dia: Se puder, coloque uma foto sua de quando era criança em um porta-retrato em lugar estratégico, para que sempre que você passar por ela possa lembrar de pedir a Deus para lhe conceder um coração de uma criança (Vide Mateus 18:3).

*Leiam #Salmo56

Rosana Garcia Barros



SALMO 55 -COMENTÁRIO ROSANA BARROS
25 de dezembro de 2016, 0:30
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SALMO 55 – #RPSP COMENTÁRIO ROSANA BARROS

“À tarde, pela manhã e ao meio-dia, farei as minhas queixas e lamentarei; e Ele ouvirá a minha voz” (v. 17).

É Natal, e uma das brincadeiras mais apreciadas nesta data é o amigo secreto. Trocamos presentes e nos confraternizamos num encontro que pode ser entre colegas de trabalho, escola ou entre familiares. Entretanto, há também uma outra brincadeira não tão apreciada, mas um tanto divertida, que é o amigo da onça ou inimigo secreto. Ao invés do presente, prega-se uma peça no sorteado, dando-lhe algo como, por exemplo, uma barata morta dentro de uma caixa de fósforos, como já aconteceu comigo. A ideia da brincadeira é que se use a criatividade para a diversão de quem dá e não para a alegria de quem recebe.

De todos, considero este como sendo um dos Salmos mais tristes de Davi. De pronto, o grande guerreiro que enfrentava gigantes com pedrinhas, confessou sentir um medo arrebatador de uma certa classe de pessoas. Davi foi tomado por um pavor que lhe causava perturbação (v. 2), arritmia cardíaca (v. 4) e sintomas de depressão (v. 7). Mas se nem Golias causou tamanho pavor em Davi, que inimigos eram esses que lhe tiravam a paz?

Na verdade, nem o próprio Davi os considerava seus inimigos: “Com efeito, não é inimigo que me afronta; se o fosse, eu o suportaria” (v. 12). Ele não estava lidando com inimigos declarados, mas com amigos fingidos. Eram estes que lhe causavam pânico. Com cara de “bons amigos” falavam macio, “porém no coração havia guerra” (v. 21). Suas palavras eram brandas e agradáveis, “contudo, eram espadas desembainhadas” (v. 21). Davi nunca sabia o que esperar destas pessoas. Eram verdadeiras bombas-relógio. E o fato dele afirmar que não havia “neles mudança alguma ” (v. 19) era prova de que ele já tinha confirmado a má índole destes “amigos da onça”.

Será que Davi não foi muito duro em afirmar que a maldade, além de habitar na casa deles, também emanava do seu íntimo? Amados, Davi estava simplesmente lidando com o mesmo tipo de pessoas que Jesus teve de lidar. Ele passou por um pouquinho do que o nosso Salvador teve de suportar. “Hipócritas” foi o nome dado por Cristo a esta classe de pessoas. Os que gritaram “Crucifica-O” (Vide Lucas 23:21) não foram os romanos, foram os judeus, aqueles mesmos que iam à igreja com Ele, que andaram com Ele junto à multidão que O acompanhava, que se fartaram com os pães e peixes que Ele multiplicou, que guardavam os mandamentos e eram profundos conhecedores da lei. Suas vidas de uma religião de aparências encatavam os tolos, mas não passavam despercebidas ao homem segundo o coração de Deus. Davi aprendeu a fazer algo que o sustentava um dia após o outro: orar. Sua vida de oração promovia a confiança e a certeza de que Deus lhe faria justiça. Notem que ele não ia se queixar com algum profeta, nem com seus conselheiros, nem tampouco com um sacerdote. Davi ia direto ao trono da Majestade dos Céus. Ele tinha uma audiência confirmada com o SENHOR dos Exércitos três vezes ao dia. Era ali que Davi depositava todos os seus temores, toda a sua angústia e todas as suas lamentações. Não havia outros ouvidos que ele desejasse que ouvissem a sua voz (v. 17).

Esta pode ser uma das piores situações, mas também pode ser aquela que nos leva para mais perto do trono da graça de Deus. Oh, como erramos em compartilhar nossas lamentações e queixas com outros! Não foi à toa que Cristo disse: “Vinde a Mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e Eu vos aliviarei” (Mateus 11:28). No terno convite do Salvador encontramos a única fonte de alívio. Não é fácil lidar com fingimento, pois nunca sabemos se estamos sendo injustos ou se estamos sendo enganados. Não é fácil mesmo, promover a paz (v. 20) e receber maldades. Mas nós servimos a um Deus que “preside desde a eternidade” e que “jamais permitirá que o justo seja abalado” (v. 22). Portanto, como Davi, você pode até sentir medo, angústia, tristeza e decepção, porém, se você escolher invocar a Deus, Ele lhe salvará (v. 16) e, tomarás o firme propósito: “eu, todavia, confiarei em Ti” (v. 23).

Bom dia e um feliz Natal, homens e mulheres de oração!

Desafio do dia: Agende no seu celular três horários especiais de oração. Sugiro às 9h, às 12h e às 15h. Estes eram os horários especiais de oração de Daniel (Vide Daniel 6:10).

*Leiam #Salmo55
Rosana Garcia Barros



SALMO 54 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS 
24 de dezembro de 2016, 0:02
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“Escuta, ó Deus, a minha oração, dá ouvidos às palavras da minha boca” (v. 2).

Apesar do tempo que passou em fuga, de todo o sofrimento e da certeza que tinha de ser o sucessor de Saul ao trono de Israel, Davi não se valeu de nada disso para dar fim à vida de Saul. Por onde passava estava rodeado de perigos e de inimigos que faziam de tudo para destruí-lo. E, em um desses lugares, alojou-se com seus homens, no deserto de Zife (I Samuel 23:14). Mas Davi era um famoso herói de guerra e, provavelmente, os zifeus temeram a sua presença ali, considerando-o uma ameaça. Então, foram até Saul e informaram-lhe o paradeiro de Davi. Releia o relato que está em I Samuel 23:19-29 e note todo o cuidado e astúcia de Saul, transgredindo a lei do SENHOR. Primeiro, ele se atreve a falar o nome de Deus em vão (I Samuel 23:21). Depois, ele diz falso testemunho contra Davi (I Samuel 23:22). E, em seu coração, intentava matar a Davi, transgredindo, portanto, o sexto mandamento (Vide Êxodo 20:13 e Mateus 5:22). Quando, finalmente, Saul chegou bem perto de alcançar Davi, foi surpreendido por um ataque repentino dos filisteus, e teve que recuar (I Samuel 23:28). Aquele lugar ficou sendo chamado de “Pedra de Escape”.

Fico imaginando se Davi não compôs este Salmo ainda em fuga. Enquanto tentava escapar da fúria de Saul, seu coração clamava: “Ó Deus, salva-me, pelo Teu nome, e faze-me justiça, pelo Teu poder” (v. 1). Descia e subia elevações rochosas e suplicava: “Escuta, ó Deus, a minha oração, dá ouvidos às palavras da minha boca” (v. 2). Encorajava seus homens e orava em alta voz: “Eis que Deus é o meu ajudador, o SENHOR é Quem me sustenta a vida” (v. 4). Então, de repente… O que houve? Estão recuando? Sim! Estão indo embora! “Louvarei o Teu nome, ó SENHOR, porque é bom. Pois me livrou de todas as tribulações” (v. 6 e 7). Pedra de Escape descreve exatamente o que houve ali naquele lugar. Não era apenas um nome dado pela situação, mas pela confiança que Davi tinha em Deus, sua única Rocha (Vide Salmo 31:3).

Quando permitimos que Deus conduza a nossa vida, Ele mesmo é Quem a sustenta (v. 4). Podem levantar-se contra nós “os insolentes e os violentos”, mas não precisamos temê-los, pois eles “não têm Deus diante de si” (v. 3). E nem devemos querer fazer justiça por nós mesmos, pois Deus “retribuirá o mal” aos opressores, e, por ser fiel, dará “cabo deles” (v. 5). O nosso papel é confiar na justiça divina, amar os nossos inimigos e orar por quem nos persegue (Vide Mateus 5:44). Fugir, como fez Davi, pode não ser considerada a melhor atitude, porém, não nos esqueçamos de que ele não fugiu apenas das mãos de Saul, mas de ter que ser obrigado a usar as mãos para defender-se de Saul. Ficar longe de Saul não foi uma covardia, e sim uma forma de evitar um confronto direto e, certamente, fatal.

Sabem, meus amados, o inimigo ou o perseguidor pode surgir de onde menos imaginamos e lidar com a situação torna-se muito difícil. Às vezes, a melhor maneira de dirimir os conflitos, ou de evitar litígios, é manter uma distância segura, e a oração, a melhor ferramenta para que Deus exerça a total providência.

Onde você está neste momento? Em nome de Jesus, a partir de agora, este lugar se chama Pedra de Escape! Entregue a Deus todos os seus temores e confie no livramento que virá!

Feliz sábado, refugiados na Rocha!

Desafio do dia: Faça a diferença na vida de um vizinho. Surpreenda-o com um lindo cartão de Natal.

*Leiam #Salmo54

Rosana Garcia Barros



SALMO 53 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
23 de dezembro de 2016, 0:30
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“Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem sequer um” (v. 3).

Se fôssemos pontuar este texto, creio que iríamos concordar com: desesperança, perdição, corrupção, fim. Quando o salmista disse que “já não há quem faça o bem” (v. 1), ele não se referiu à sua época apenas, mas à situação da humanidade desde a queda até o final dos tempos. Mas de lá para cá não existiram pessoas boas? O próprio Davi não foi chamado de o homem segundo o coração de Deus? Então, como a Bíblia diz que não há quem faça o bem?

Quando compreendemos qual é a essência do nosso coração, começamos a ter uma ideia do porquê Davi escreveu este Salmo. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jeremias 17:9). Percebem o que é o meu e o seu coração? “Enganoso”, “Desesperadamente corrupto”! Agora volva os olhos novamente ao verso três do Salmo de hoje: “TODOS se extraviaram e juntamente se CORROMPERAM“. O pecado produziu em nós algo que não conseguimos ter controle. E temos visto exemplo após exemplo de pessoas que têm sido guiadas por suas próprias paixões e que têm nos mostrado os resultados trágicos de tal escolha. Então, de uma coisa podemos ter certeza: este caminho destrói.

Contudo, Deus já tinha um plano traçado antes da fundação do mundo (Vide Apocalipse 13:8). E foi o seguinte:

Enquanto o insensato dizia em seu coração: “Não há Deus” (v. 1); Ele veio ao mundo, trazendo ao céu deste planeta escuro uma nova estrela, que indicava o Seu nascimento, “O livramento de Israel” (v. 6). Os “obreiros da iniquidade” (v. 4) tentaram devorá-Lo “como quem come pão” (v. 4), mas não conseguiram. Ainda que não invocassem a Deus, a Majestade dos Céus tornou-se um de nós, e revelou ao mundo a essência do caráter divino. Eles não reconheceram a Sua restauração, não se alegraram com a Sua presença (v. 6) e não O receberam (Vide João 1:11). Porém, bem diante deles estava a sua única oportunidade de salvação. Quando dos Céus bradou Deus: “Este é o Meu Filho amado, em Quem Me comprazo” (Mateus 3:17), foi a primeira vez que Ele olhou para a Terra e pôde verdadeiramente dizer:

Há quem entenda, há quem Me busque!

Então, em cada passo, em cada olhar, em cada gesto, em cada sorriso, em cada gota de suor, em cada lágrima, em cada toque, em cada oração, em cada palavra, Jesus nos deixou o legado da vida eterna.

Foi pensando em sua própria condição pecaminosa e corrupta que o apóstolo Paulo exclamou: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Romanos 7:24). Se Paulo não temesse a Deus, este grande pavor seria transformado em vergonha e rejeição (v. 5), mas ele sabia em Quem ele cria (Vide II Timóteo 1:12) e isto revelou quando confessou: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos 8:1).

Há uma frase que resume bem o Salmo de hoje: “Quando olho para mim não vejo como me salvar. Quando olho para Cristo não vejo como me perder“. O segredo está em visualizar Cristo, viver Cristo. Se Cristo vive em nós, “do Céu, olha Deus para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus” (v. 2); e sabem o que Deus vê? Ele não vê mais os nossos pecados. Ele vê o manto da justiça de Cristo, alva mais que a neve a nos cobrir (Vide Isaías 1:18).

Os que não temem a Deus serão tomados de grande pavor nestes últimos dias, por isso que a primeira voz angélica diz: “Temei a Deus” (Apocalipse 14:7), e continua dizendo: “… e dai-Lhe glória”, ou seja, que a nossa vida seja vivida para a glória de Deus (Vide Mateus 5:16); que Cristo viva em nós!

SOMENTE assim não receberemos a condenação, mas salvos seremos pela Redenção.

Bom dia, salvos por Cristo!

Desafio do dia: Providencie um caderninho de culto e use-o todas as manhãs, escrevendo ali qual foi a sua leitura do dia, o hino que cantou e termine escrevendo uma oração curta. Você pode iniciar no primeiro dia do ano. Pode acreditar, é um ato simples mas que faz toda a diferença.

*Leiam #Salmo53

Rosana Garcia Barros



SALMO 52 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
22 de dezembro de 2016, 0:30
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“Por que te glorias na maldade, ó homem poderoso? Pois a bondade de Deus dura para sempre” (v. 1).

Quando eu tinha por volta dos cinco anos de idade, quase pulei da janela do meu quarto, no primeiro andar, por dar ouvidos a alguns moleques de rua que me incentivavam a me jogar prometendo que os super heróis iriam me salvar. Já com uma perna para fora da janela, num abraço repentino, minha mãe me puxou para dentro. Em minha mente infantil, eu comecei a imaginar meus heróis favoritos vindo para me segurar. Graças a Deus fui poupada do que poderia ter sido uma “brincadeira” fatal. Eu ainda me lembro dos semblantes de satisfação daquelas pessoas quando perceberam que sua maldade seria consumada.

Davi teve que fugir daquele que dizia amá-lo, e, em determinada parte do caminho, foi provido do que necessitava. Só que ali havia um dos servos de Saul, Doegue (Vide II Samuel 21:7), que não hesitou em entregar em suas mãos o sacerdote e todos os demais que ajudaram a Davi, além de ter sido um “justiceiro” maligno. O Salmo de hoje revela a eterna bondade de Deus e a definitiva condenação dos ímpios. 

Estamos cercados pelo mal. Há um conflito que coloca em jogo o meu e o seu destino eterno. Mesmo estando no caminho certo, corremos perigo em nos desviar dele. É como se houvesse um abismo em cada lado do caminho, e nele, vozes que nos prometem coisas incríveis, prazeres e emoções. Porém, são “palavras devoradoras” (v. 4) que tramam “planos de destruição” (v. 2) e que levam à destruição eterna (v. 5). A nossa única saída para não dar ouvidos à “língua fraudulenta” (v. 4) é confiar em Deus e nEle esperar (v. 8 e 9). Se assim fizermos, mesmo que estejamos prestes a colocar uma perna na direção errada, o SENHOR promete nos reconduzir ao caminho certo: “Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Isaías 30:21).

Eu quase perdi a vida por confiar em vozes estranhas e dar crédito a heróis fajutos. Precisamos ser como crianças na hora de depender de Deus, mas maduros na hora de tomar decisões. 

Ainda que muitos ao nosso redor aparentem ser fortes na perversidade (v. 7), ainda que pessoas se levantem para destruir a nossa vida, como Davi, confiemos no SENHOR, que nos livra dos perigos e cuja bondade “dura para sempre” (v. 1). 

Bom dia, justos (v. 6) do SENHOR! 

Desafio do dia: Amanhã é véspera de Natal. Prepare uma surpresa natalina para alguém inesperado. Surpreenda-o (a) com um pão integral, ou um bolo ou um carinhoso cartão de Natal, ou alguma outra coisa, use a criatividade.

*Leiam #Salmo52

Rosana Garcia Barros 



SALMO 51 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
21 de dezembro de 2016, 0:30
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“Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável” (v. 10).

De pastor de ovelhas a grande herói de guerra. E de grande herói de guerra a rei de Israel. Foi assim a sucessão de Davi. Como pastor, um rapaz cujas notas da harpa revelava um coração contrito diante de Deus. Como guerreiro, totalmente dependente do SENHOR. Como rei, um monarca que foi referência para todos os demais sucessores. Um homem segundo o coração de Deus. Entretanto, ele cometeu uma falta grave: ele olhou para onde não deveria olhar, ele desejou o que não lhe cabia desejar e ele fez o que jamais deveria ter feito. E tudo isso porquê? Porque não foi para onde deveria ter ido.

Enquanto o exército de Israel estava na guerra, Davi estava em casa repousando no meio da tarde (Vide II Samuel 11:2). O herói de guerra depôs de seu posto, o jovem pastor abandonou suas “ovelhas” e, como resultado, tornou-se um rei sem escrúpulos. O seu adultério “secreto” com Bate-Seba e o homicídio cruel de Urias, faria de Davi um rei da mesma estirpe de Saul não fosse a intervenção divina. A ferida mortal do pecado precisava ser exposta para então receber a cura.

Mas como um homem segundo o coração de Deus comete pecados tão graves e ainda assim é a referência na monarquia de Israel? Para percebermos quão grande é Deus em perdoar. O primeiro pecado de Davi não foi olhar para Bate-Seba, e sim afastar-se da intimidade do SENHOR (Vide Salmo 25:14). Se Davi estivesse na presença de Deus, ele não olharia para aquela mulher desnuda, mas faria como José diante do assédio da mulher de Potifar, que “saiu, fugindo para fora” (Gênesis 39:12).

Só que o Deus que sonda os corações (Vide Salmo 139:1) e que escolhe lançar os nossos pecados nas profundezas intocáveis do mar (Vide Miqueias 7:19), conhecia os recônditos do coração de seu filho Davi. As palavras deste Salmo revelam verdadeiro arrependimento e total entrega. O salmista confessou a sua condição (arrependimento), confessou os seus pecados (confissão) e pediu perdão. Em uma das mais lindas e sinceras orações da Bíblia, Davi manifestou toda a sua inquietude em pensar que poderia ter perdido a salvação: “Não me repulses da Tua presença, nem me retires o Teu Santo Espírito” (v. 11). Ele era conhecedor de que a dureza de coração de Saul o levou a morreu em suas iniquidades (I Samuel 18:12).

Davi teve a chance de se humilhar, orar e buscar a Deus e se arrepender de seus pecados. E, como prometeu, Deus o ouviu, o perdoou e sarou o solo de seu coração (Vide II Crônicas 7:14). Davi recebeu uma segunda chance. Eu não conheço você, mas o Deus que sabe até quantos fios de cabelo há em sua cabeça, lhe faz um convite AGORA: 

– Venha até Mim com “o espírito quebrantado; coração compungido e contrito” (v. 17) e Eu não lhe desprezarei! (Compare com o texto de Mateus 11:28)

Davi terminou o Salmo com uma frase (v. 18) muito parecida a uma dita na oração mais famosa proferida por Jesus:

venha o Teu reino; faça-se a Tua vontade” (Mateus 6:10).

Ele reconheceu a sua inteira dependência da graça de Deus. E, com isso, eu já lanço aqui o desafio do dia: Escreva o seu próprio Salmo. Abra o seu coração ao Deus que deseja apagar todas as suas iniquidades (v. 9). E termine copiando o verso 18, incluindo ali o seu nome: “Faze bem a __________________, segundo a Tua boa vontade”. 

Bom dia, corações quebrantados!

*Leiam #Salmo51

Rosana Garcia Barros



SALMO 50 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
20 de dezembro de 2016, 0:30
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“O que Me oferece sacrifício de ações de graças, esse Me glorificará; e ao que prepara o seu caminho, dar-lhe-ei que veja a salvação de Deus” (v. 23).

Todas as cerimônias de Israel e leis que consistiam em ordenanças, apontavam para a primeira vinda de Cristo. Os sacrifícios e ofertas alçados a Deus eram uma sombra do sacrifício e da oferta que se cumpriria na morte de Jesus. A séria advertência dada neste Salmo é dada pelo próprio Deus e se refere à adoração. O SENHOR deixa bem claro que adorar ou prestar culto não tem a ver com rituais ou liturgias. Mas, como assim? Você pode estar se perguntando: Não foi o próprio Deus que estabeleceu todas aquelas ordenanças que estudamos no livro de Levítico? A resposta é sim. Foi o próprio Deus quem estabeleceu cada detalhe do funcionamento do santuário terrestre. Mas, em momento algum, Ele disse que tudo aquilo deveria ser a essência da adoração de Seu povo.

Notem que, semelhante ao Salmo de ontem, este Salmo inicia dizendo que este recado de Deus é para TODOS: “… chama a terra desde o Levante até ao Poente” (v. 1). Porque, muito em breve, “Vem o nosso Deus e não guarda silêncio… para julgar o Seu povo” (v. 3, 4). Deus mesmo julgará e a Sua justiça será aclamada pelos céus (v. 6). Todos os que O adoraram “em espírito e em verdade” (João 4:23), que permitiram que o SENHOR gravasse a Sua aliança no coração e na mente (Vide Hebreus 10:16), que não ofereceram a Deus sacrifícios vazios, mas sacrifícios de louvor, serão congregados como os santos do Altíssimo (v. 5).

Deus não repreende para condenar, Deus repreende para salvar. Pois Ele mesmo diz: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo” (Apocalipse 3:19). Portanto, Ele não chama a atenção do Seu povo por causa dos sacrifícios (v. 8), o que faz todo o sentido, já que foi Ele mesmo quem os instituiu. Deus repreende a todos quantos usam de sacrifícios como objetivo de sua adoração a Ele, como se trabalhar para Deus fosse o caminho da salvação. Oh, amados, como estamos enganados quando pensamos que as obras nos salvarão (Vide Efésios 2:8-9)! Este entendimento maligno tem sido implantado na mente do povo de Deus de todos os tempos como um dos maiores enganos de Satanás.

Por que Jesus chamou os fariseus e doutores da lei de hipócritas (Vide Mateus 15:7-8)? Foi justamente porque suas mentes estavam tão embotadas e seus corações tão endurecidos, que não reconheceram a Salvação bem diante de seus olhos. Deram tanta atenção aos antítipos que não reconheceram o Tipo. E que perigo corremos quando a nossa adoração se limita aos cultos na igreja e às obras aparentes somente para prestar contas à sociedade de que somos “bons cristãos”! Porém, a adoração verdadeira, genuína, só pode brotar de um coração totalmente dependente de Deus (v. 15). Mas, ao ímpio, ou ao hipócrita, como bem empregou Jesus, de que serve ficar repetindo que adora a Deus e que guarda os Seus mandamentos, se facilmente se associa com quem não tem temor a Deus, se seu coração trama enganos e coisas ruins e senta em rodas de fofoca para falar da vida alheia? (v. 16-20). O SENHOR conhece os que são Seus, a Ele ninguém engana (II Timóteo 2:19).

Me envergonho e me arrependo no pó em confessar que por muitos anos vivi este tipo de falsa adoração. Mas o SENHOR não desistiu de mim e me repreendeu. Porque o Seu desejo é de salvar a todos (Vide II Pedro 3:9), por isso que Ele nos chama ao arrependimento: “Considerai, pois, nisto, vós que esqueceis de Deus” (v. 22). Esta repreensão é para todos, mas principalmente para os religiosos. Religião não é sinônimo de adoração. Adoração é fé prática. É escolher ficar em pé enquanto todos se prostram diante do mal (Vide Daniel 3). É continuar fazendo o que é certo ainda que leões ameacem nos devorar (Vide Daniel 6). É mesmo sofrendo afrontas pelo nome de Cristo, sair regozijando com ações de graças (Vide Atos 5:41). Portanto, “Escuta, povo Meu, e Eu falarei… Eu sou Deus, o teu Deus” (v. 7): “Oferece a Deus sacrifício de ações de graças e cumpre os teus votos para com o Altíssimo” (v. 14), e Ele lhe dará “que veja a salvação de Deus” (v. 23). Deus me repreendeu e me encontrou, mas isto não significa que a luta terminou. Temos uma batalha diária a combater, mas, como Paulo, que possamos combater o bom combate, completar a carreira e guardar a fé! Pois, se em Cristo estivermos, por meio dEle, somos mais que vencedores (Vide Romanos 8:37)!

Bom dia, vitoriosos em Cristo!

Desafio do dia: Medite no texto de Isaías 1:10-17.

*Leiam #Salmo50

Rosana Garcia Barros



SALMO 49 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
19 de dezembro de 2016, 0:30
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“Pois a redenção da alma deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre” (v. 8).

A vaidade do homem não é apenas uma questão que envolve os ricos, mas “todos juntamente, ricos e pobres” (v. 2). Existem ricos que não se encaixam na realidade deste Salmo, porém, há pobres que podem estar vivendo isto. Não é difícil apegar-se a coisas que ocupam o lugar onde somente Deus deveria estar. No final das contas, essas coisas são deixadas para outros quando a vida se vai (v. 10). 

Percebam que o salmista inicia fazendo um convite geral: “Povos TODOS, escutai isto; dai ouvidos moradores TODOS da Terra” (v. 1). É uma mensagem de advertência a todas as pessoas, inclusive àquelas que pensam que estão longe desta realidade. TODO ser humano está sujeito a agir como se fosse viver aqui para sempre (v. 11), apegando-se a “esperanças” vazias. E como um Salmo 23 às avessas, “a morte é o seu pastor” (v. 14) e, ao invés de habitar “na Casa do SENHOR para todo o sempre” (Salmo 23:6), “a sepultura é o lugar em que habitam” (v. 14). 

Mas, a certeza do salmista e a certeza que deve transbordar de nosso coração é que nada neste mundo, e nem todas as riquezas que possam existir, podem ser comparadas ao preço que foi pago pela nossa redenção, pois ela “é caríssima” (v. 8):”Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). 

Este foi o inigualável preço pago para que Deus pudesse nos remir “do poder da morte” (v. 15). O que Deus me deu para atender as minhas necessidades, enquanto eu estiver neste mundo, não pode sufocar a bendita esperança de que muito em breve “Ele me tomará para Si” (v. 15). Não podemos permitir que coisas perecíveis ocupem o lugar do Eterno em nosso coração e nem precisamos temer os que nos perseguem e usam de glórias terrenas para nos oprimir. Pois o pastor deles não é o nosso Pastor. Por mais que sejam louvados por suas conquistas egoístas, o fim deles não será diferente dos animais (v. 20). 

Amados, uma advertência nos foi dada pelo SENHOR acerca da falta de entendimento (v. 20): “O Meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento” (Oseias 4:6). Lembrem que uma das características principais das ovelhas de Cristo é que elas seguem a Sua voz pois O conhecem. Elas conhecem o preço de seu resgate. Sabem a que voz seguir e não dão ouvidos a estranhos (Vide João 10:5). A vita eterna é que conheçamos a Deus e a Jesus Cristo, que nos comprou a custo tão alto (Vide João 17:3). Não fomos criados para ser levados como ovelhas ao matadouro, mas Cristo tomou para Si esta morte cruel e, “como Cordeiro foi levado ao matadouro” (Isaías 53:7). Ele pagou o maior resgate da história da humanidade à vista, uma vez “para sempre” (v. 8), para nos livrar do pastor da morte (v. 14) e nos tomar para Si (v. 15). 

Que possamos reconhecer nossas limitações e que o que temos vem de Deus. Então, estas coisas serão consideradas um NADA comparado ao que Cristo nos deu na cruz: TUDO. 

Cuidado para não estar dando mais valor e mais destaque às bênçãos do que ao SENHOR das bênçãos. Você pode estar seguindo à voz errada. O caminho das ovelhas de Jesus pode apresentar o “vale da sombra da morte” (Salmo 23:4), mas lembre-se de que ele é apenas um pedaço do caminho e não o destino final.

Que a nossa riqueza seja ouvir a voz do nosso Bom Pastor e segui-Lo por onde quer que formos, então, habitaremos em Sua Casa por toda a eternidade.

Bom dia, ovelhas de Cristo!

*Desafio do dia*: Medite nesta canção: https://youtu.be/jA5Hop-cUiU e clame ao Bom Pastor que continue a lhe conduzir através do entendimento por meio de Sua Palavra.

*Leiam #Salmo49

Rosana Garcia Barros



SALMO 48 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
18 de dezembro de 2016, 0:30
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“Grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado, na cidade do nosso Deus” (v. 1).

Jerusalém era considerada por Israel como sendo “a cidade de Deus”, a morada do Altíssimo. Seus limites eram sagrados e inabaláveis. Foi quando começaram a inverter valores, elevando Jerusalém a um patamar ilusório. Lá não era um forte indestrutível, mas um lugar de onde deveria sair a mais forte mensagem. Só que não foi isso o que aconteceu e a cidade tão preeminente e tão querida, foi subjugada devido ao orgulho de seus líderes.

Existem muitos lugares em que gosto de ir e que me sinto bem, contudo, por mais agradáveis que sejam, nenhum deles se compara à minha casa. É lá que eu posso ficar à vontade, estar com minha família, me alimentar melhor, descansar, enfim, minha casa é meu oásis. Creio que todos nós gostamos dessa sensação de chegar em casa, quer seja ela uma mansão ou um casebre. Na verdade, sentir prazer em estar em casa é definido pela atmosfera que ali predomina.

Por mais que Jerusalém fosse a cidade da nação eleita, por mais que tivesse sido escolhida como capital de Israel, não deveria ali ser depositada a sensação de completa satisfação. Porque é muito bom estar em casa, é muito bom estar em família, é muito bom saber que ali está a bênção de Deus. Mas, nem o espaço geográfico de Jerusalém, nem tampouco o espaço físico de nossa casa é a nossa real morada. O Grande SENHOR não conhece limites geográficos e não escolhe uma casa terrena para morar. Ele está em todo lugar, sondando cada coração e, através de Seu Espírito, por meio de gemidos inexprimíveis (Vide Romanos 8:26), nos dizendo:

– Vocês ainda não estão em casa!

Deus estabelecerá um lugar onde a alegria reinará; onde palácios trarão as digitais de um Criador que não desampara os Seus filhos. “Na cidade do SENHOR dos Exércitos” (v. 8) não haverá mais choro, nem dor, nem morte (Vide Apocalipse 21:4). Ali, pensaremos na misericórdia de Deus enquanto O adoramos (v. 9) e nossa mente, restaurada à perfeição edênica, romperá em um cântico que ecoará por todo o Universo, pois o SENHOR manifestou a Sua perfeita justiça.

Amados, o nosso lar não é aqui. Precisamos, a cada dia, sentir saudades do lugar em que nunca fomos, mas que pela fé, aguardamos (Vide Hebreus 11:1). Se Deus habita em você, você pode dar a volta ao mundo, não importa aonde você estiver, VOCÊ será a morada de Deus.

Precisamos ser templo do SENHOR (Vide I Coríntios 6:19) aqui, para que, muito em breve, sejamos levados para Casa. Que no meu e no teu coração haja a firme resolução de “que este é Deus, o nosso Deus para todo o sempre; Ele será nosso guia até a morte” (v. 14). Lembre-se de que apenas querer a casa dos sonhos não a torna uma realidade. Todo aquele que almeja o Céu, procura vivê-lo na Terra. Comece a viver o Céu aqui e, então, vivê-lo-ás para sempre!

Bom dia, futuros cidadãos celestes!

Desafio do dia: Faça uma lista especial com o nome de pessoas que você deseja ver no Céu e ore por esta lista todos os dias.

*Leiam #Salmo48

Rosana Garcia Barros



SALMO 47 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
17 de dezembro de 2016, 0:30
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“Pois o SENHOR Altíssimo é tremendo, é o grande Rei de toda a terra” (v. 2).

O desejo dos maiores reis que já pisaram nesta Terra, de estabelecer uma só monarquia, nunca encontrou êxito. Egito, Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma, são exemplos de reinos que tiveram suas tentativas frustradas. As investidas mais recentes da história, neste sentido, culminaram nas maiores e mais terríveis guerras e nos mais sangrentos massacres. Enquanto a ganância do homem desejar o que SOMENTE a Deus pertence, o resultado será sempre páginas vermelhas nos registros da história. 

O Salmo de hoje é enfático e não deixa margem de dúvida: “Deus é o Rei de TODA a terra” (v. 7). Quando um anjo de luz cobiçou o ser igual a Deus, despovoou terça parte da corte angélica (Apocalipse 12:4, 9), plantou no coração de nossos primeiros pais a mesma ambição (Gênesis 3:5) e desde então tem motivado no coração humano este desejo maligno de subir degraus inalcançáveis.

Ao Israel rejeitar o governo de Deus, iniciou-se uma cadeia de monarquias desastrosas. Salvo aqueles cujo coração era governado por Deus, houve uma sucessão de reis ímpios que dividiu Israel em dois reinos e que levou “o povo do Deus de Abraão” (v. 9) para cada vez mais longe dos propósitos divinos. Por amor a Abraão, dele suscitou o Seu povo, “a quem Ele ama” (v. 4). Mas O Amor foi rejeitado tanto como Rei quanto como Redentor.

A partir do momento em que rejeitamos o governo do SENHOR em nossa vida, não mais conseguimos reconhecê-Lo. Desacatar às ordens de um rei é considerado, no mínimo, uma falta grave, uma traição. O que dirá desacatar às ordens “do grande Rei de toda a terra?” (v. 2). Deus suscitou Israel para ser um povo que anunciaria ao mundo a mensagem do verdadeiro Rei. Mas o povo O rejeitou e, em Cristo, não O reconheceu.

Hoje, Deus tem um povo para cumprir com a missão que a antiga nação eleita recusou, proclamando: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Apocalipse 14:7). É este Deus, Criador, Rei dos reis, Redentor, que merece todo o nosso louvor e toda a nossa adoração. Precisamos descer dos pedestais do orgulho e da cobiça e nos lançar no melhor lugar do mundo: aos pés do nosso Rei e Salvador, Jesus Cristo. Pois “o temor do SENHOR é a instrução da sabedoria, e a humildade precede a honra” (Provérbios 15:33). Já “a soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda” (Provérbios 17:18). Ou seja, é só uma questão de tempo para que os humildes sejam exaltados e os soberbos, humilhados (Mateus 23:12). Que o nosso coração seja totalmente governado por Deus. Que a Majestade dos Céus seja entronizado em nossa vida para a glória do Seu nome! Então, cumpriremos fielmente o Seu mandado e a vida de Cristo em nós será a maior e a melhor forma de povoar o Reino dos Céus.

Feliz sábado, “povo do Deus de Abraão” (v. 9)!

Desafio do dia: Louve ao SENHOR do sábado! Medite na letra deste hino: “Rei dos reis” (HA, n° 73).

*Leiam #Salmo47

Rosana Garcia Barros