Reavivados por Sua Palavra


SALMO 46 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
16 de dezembro de 2016, 0:30
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“Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus; sou exaltado entre as nações” (v. 10).

Ellen White, no livro O Grande Conflito, descreveu, como ninguém, a vida e os sofrimentos de Martinho Lutero. Sendo um dos maiores reformadores da história da Igreja cristã, sofreu diversas perseguições por causa da fé que abraçara. Certamente, ele sabia o que dizia quando compôs o hino “Castelo forte” (HA, n° 33), com base no Salmo 46. Lutero foi um homem extremamente sincero e que, ao descobrir a maravilhosa verdade: “O justo viverá da fé” (Romanos 1:17), foi duramente reprovado por aqueles a quem julgava serem grandes homens de Deus. Sobre isto, diz o espírito de profecia: “Lutero tremia quando olhava para si mesmo – um só homem opor-se às mais poderosas forças da Terra… Mas ele não foi abandonado ao desânimo. Quando faltou o apoio humano, olhou para Deus somente, e aprendeu que poderia arrimar-se em perfeita segurança Àquele todo-poderoso braço” (O Grande Conflito, p. 128).

Deus nos convida a nEle confiar ainda que tudo ao nosso redor nos seja desfavorável. Ele nos convida a mudar o nosso foco, a olhar na direção certa. Quando Pedro tirou os olhos do Salvador e olhou para a fúria do mar, começou a imergir em seus temores (Mateus 14:30). Somos chamados a olhar para o Único capaz de nos socorrer em nossas tribulações (v. 1) e a contemplar as Suas obras de livramento (v. 8); a lembrar de que “há um rio, cujas correntes alegram a Cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo” (v. 4) e é para lá que iremos se tão-somente Deus for o nosso refúgio e fortaleza (v. 1).

Aquietar não significa condição de letargia, mas de confiança e dependência. E “sabei que Eu sou Deus” (v. 10) não é uma mera explicação de Deus de quem Ele é, mas de Sua total capacidade de realizar todas as coisas. Ao compreendermos que precisamos de Deus e que só Ele pode todas as coisas, “ainda que a terra se transtorne e os montes se a abalem… ainda que as águas tumultuem e espumejem e na sua fúria os montes se estremeçam” (v. 2, 3), “não temeremos” (v. 2). Quem está conosco é o SENHOR dos Exércitos e Ele comandará a nossa vitória até que estejamos a salvo no lugar onde Ele habita (v. 5). Ele está prestes a por a termo a guerra (v. 9) que envolve a tua e a minha salvação. E qual será a tua decisão? Oxalá que seja aquietar o coração, saber que só o SENHOR é Deus e viver o que Paulo viveu com tanta intrepidez: “Tudo posso nAquele que me fortalece” (Filipenses 4:13).

Bom dia, refugiados no SENHOR!

Desafio do dia: Leia o capítulo 7, “A influência de um bom lar” do livro “O Grande Conflito”.

*Leiam #Salmo46

Rosana Garcia Barros



SALMO 45 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
15 de dezembro de 2016, 0:30
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“O Teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; cetro de equidade é o cetro do Teu Reino” (v. 6).

Disse Jesus: “… a boca fala do que está cheio o coração” (Mateus 12:34). O coração do salmista transbordava “de boas palavras” (v. 1) e essas palavras foram consagradas a Deus. Uma composição inspirada segundo a melodia celeste. A celebração de um casamento tornou-se a ilustração mais adequada para descrever o amor inigualável do Ungido de Deus por sua noiva. Afinal, Quem é “o mais formoso entre os filhos dos homens?“. Quem “dos lábios extravasou graça” (v. 2)? Quem é Aquele cujo trono é eterno (v. 6)? Quem foi ungido “com o óleo da alegria, como a nenhum” outro (v. 7)? A Quem os povos “louvarão para todo o sempre” (v. 17)

Apesar de não ser considerado por inteiro como um Salmo messiânico, é bem notória a utilização da figura de Cristo em muitas passagens. A Bíblia compara a união entre Cristo e Sua igreja com a união matrimonial entre um homem e uma mulher: “porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja… Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a Si mesmo Se entregou por ela” (Efésios 5:23, 25).

Observe novamente o verso dez. Ele é como um amoroso convite à igreja de Deus de todos os tempos, mas que também não deixa de ser um chamado urgente: —”Ouve, filha; vê, dá atenção. Dá atenção a Quem se despiu da glória de um Rei e vestiu-se de humanidade para que um dia possa celebrar as Suas bodas contigo. Desperta para dar ouvidos à voz do teu SENHOR! Ouve, vê e obedece! Menina dos meus olhos, “dá-me ouvidos e não te desvies das palavras da minha boca” (Provérbios 5:7).

O Natal está chegando, onde celebramos o amor, a paz e a união. Parece que o mundo se torna mais solidário e humano nesta data. E, apesar de não ser a data real do nascimento de Cristo, aproveitamos este espírito natalino para lembrar ao mundo o verdadeiro sentido do Natal: Jesus Cristo. De Gênesis Apocalipse, as Escrituras testificam dEle (João 5:39). A “Palavra que sai da boca de Deus” (Mateus 4:4) nos serve de aio para que as palavras de nossa boca sejam resultado de um coração em que Cristo reina soberano (Efésios 3:17). O convite do Príncipe da Paz é que possamos dar ouvidos à Sua voz por meio do Espírito Santo (Apocalipse 2:7), observemos a Sua Palavra (I Timóteo 4:9,13) e a obedeçamos (Apocalipse 14:12).

Estamos muito perto, amados, das bodas do Cordeiro! E a Bíblia também aponta a noiva como sendo a Cidade Santa (Apocalipse 21:9-10), e nós, as virgens (Mateus 25:1-13). As virgens prudentes serão “as virgens…” (v. 14) que “serão dirigidas com alegria e regozijo; entrarão no palácio do Rei” (v. 15). Se tão-somente aceitarmos o convite do SENHOR (v. 10) faremos parte deste grupo seleto e dia após dia Ele derramará sobre nós gotas do Espírito até que venha a Sua chuva de poder (Joel 2:28). 

“Jesus vem logo! Estais vós prontos?”

Bom dia, convidados às bodas do Cordeiro!

Desafio do dia: Medite na letra deste lindo louvor: “O coração não se turbe” (Arautos do Rei). https://youtu.be/PHunnRBqW48

*Leiam #Salmo45

Rosana Garcia Barros



SALMO 44 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
14 de dezembro de 2016, 0:30
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“Não confio no meu arco, e não é a minha espada que me salva” (v. 6).

Um cenário de guerra e de derrota é descrito no Salmo de hoje. É o clamor de um povo pelo favor de Deus. Um povo que ouviu falar dos prodígios de Deus e que clamava para ser testemunha ocular do Seu livramento. O testemunho de seus pais fez toda a diferença e conduziu o povo a reconhecer que a vitória só vem do SENHOR (v. 8).

Quão importante é a orientação dada pelos pais. Este foi o segredo do sucesso da educação cristã dado por Deus: “tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te” (Deuteronômio 6:7). E não há melhor forma de fixar um ensinamento na mente dos pequeninos do que pelo exemplo. Quando praticamos o que ensinamos, transmitimos credibilidade e a lição deixa de ser apenas uma hipótese para ser algo concreto. O salmista revela que tudo o que ouviu dos pais foi elevado a uma fé prática. Apesar de não ter visto o que os pais relataram, confiava que o livramento aconteceu por parte de Deus (v. 7).

Não é fácil louvar a Deus após uma derrota. Por mais que nossos pais tenham sido tementes a Deus e tenham nos conduzido no caminho correto, nunca estamos preparados o suficiente para enfrentar as batalhas desta vida. Além das guerras que dão ibope aos noticiários, temos que enfrentar uma guerra cuja disputa envolve o nosso coração. Lembram do nosso estudo de ontem? Se estivermos em constante comunhão com Deus, poderemos afirmar: “Não tornou atrás o nosso coração, nem se desviaram os nossos passos dos Teus caminhos” (v. 18).

Esta guerra espiritual é travada a cada dia em que você e eu abrimos os olhos. Por mais que sejamos “considerados como ovelhas para o matadouro” (v. 22), “… somos mais que vencedores, por meio dAquele que nos amou” (Romanos 8:37). As batalhas que lutamos sozinhos são passos firmes na direção do abismo. As batalhas que Jesus luta por nós são vitórias contadas de geração em geração (v. 1). E ainda que, por amor a Deus (v. 22), tenhamos que enfrentar o vale da sombra da morte, Ele ouvirá o nosso clamor (v. 23) e Se levantará para nos socorrer e nos resgatar (v. 26). Deus conhece a guerra pela qual você está passando. Se você reconhecer que somente pelo auxílio divino estará seguro, então o SENHOR dos Exércitos comandará a sua vitória.

Bom dia, vitoriosos em Jesus Cristo!

Desafio do dia: Inclua em suas orações os nossos companheiros humanos na Síria. A situação ali está insustentável. Clamemos juntos pelo auxílio divino naquele lugar!

*Leiam #Salmo44

Rosana Garcia Barros



SALMO 43 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS 
13 de dezembro de 2016, 0:21
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Então, irei ao altar de Deus, de Deus, que é a minha alegria…” (v. 4).

Este Salmo parece uma continuação do Salmo de ontem. O verso cinco revela o mesmo conteúdo dos versos cinco e onze do Salmo anterior. 

A mensagem central de ontem: o desejo de ver a Deus. A de hoje: o desejo de estar no lugar onde Deus habita. 

Com certeza o salmista sabia o que queria e a opressão dos inimigos era algo que o incomodava muito (v. 2). Um povo contencioso (duvidoso, litigioso) (v. 1) o afligia a ponto de questionar a Deus sobre o seu infortúnio (v. 2). Ao pedir que Deus envie a Sua luz e a Sua verdade (v. 3), o salmista revela a forma de sermos guiados ao Santo monte de Deus:

  • “Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra e LUZ para os meus caminhos” (Salmo 119:105);
  • “Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade” (João 17:17).

Somente na Palavra de Deus podemos encontrar a luz para nos fazer enxergar, e a verdade para nos santificar. Todo aquele que deseja estar onde o SENHOR está busca a iluminação das Escrituras e, através do conhecimento da verdade, vive uma fé prática por meio do processo de santificação.

Não existe resultado CÉU se antes não houver esforço de nossa parte aqui. Cristo mesmo nos alertou: “Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois Eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão” (Lucas 13:24). O esforço que Cristo requereu de nós não se refere à nossas obras. Não tem nada a ver com quem dá mais estudos bíblicos e nem quem trabalha mais na igreja. Tem a ver com comunhão. As obras externas devem ser resultado da obra interna que Deus realiza no coração. Prestem bastante atenção, amados: não temos como saber qual é a vontade de Deus em nossa vida se não formos Seus amigos. O que foi que levou Enoque vivo ao Céu? A sua intimidade com Deus (Vide Gênesis 5:24). O que foi que levou Abraão a ser conhecido como amigo de Deus? A sua fé adquirida pela intimidade que tinha com Deus (Vide Gênesis 15:6). O que foi que livrou Daniel da fúria dos leões? A sua intimidade com Deus (Vide Daniel 6:10). Portanto, ser REAVIVADO pelo estudo da Bíblia e conversar com Deus através da oração cria um elo de ligação entre criatura e Criador que culminará no breve encontro com Ele: “Então, irei ao altar de Deus” (v. 4). Se Deus é a sua alegria, se você anela estar em Sua habitação, então, como o salmista, tens o privilégio de dirigir-se a Ele como “Deus meu” (v. 4). 

Com esta esperança maravilhosa em seu coração, declare neste momento: Espero “em Deus, pois ainda O louvarei, a Ele, meu auxílio e Deus meu” (v. 5).

Bom dia, povo de Deus!

Desafio do dia: Imagine as três primeiras coisas que você deseja ver no Céu, escreva em um pedaço de papel e guarde em Sua Bíblia. De vez em quando, olhe o que está ali e ore para estar pronto para o breve encontro com o primeiro que você verá: Jesus Cristo.

*Leiam #Salmo43

Rosana Garcia Barros



SALMO 42 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
12 de dezembro de 2016, 0:22
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“Contudo, o SENHOR, durante o dia, me concede a Sua misericórdia, e à noite comigo está o Seu cântico, uma oração ao Deus da minha vida” (v. 8).

Precisamos de três coisas essenciais para viver. A primeira delas é o ar. A respiração é imprescindível. A segunda é a água. Somos movidos por este “combustível” natural. E a terceira, e não menos importante, é o alimento. O alimento traz energia para o nosso corpo. Porém, se o ar que respiramos não é de boa qualidade; se a água que bebemos é contaminada; se a nossa alimentação é desregrada, corremos o sério risco de sofrer complicações que podem até gerar a morte.

Abrindo o Livro II de Salmos, encontramos o ar (v. 1), a água (v. 2) e o alimento (v. 3). O salmista suspirava por Deus. Conforme o dicionário, suspirar significa “respiração forte e prolongada ocasionada pela dor”. Ou seja, o anelo era tão grande pela presença de Deus, que chegava a lhe causar dor. Depois, ele “tem sede de Deus” (v. 2). Ele sente sede “do Deus vivo” (v. 2) e de ver a Sua face. Então, por fim, ele se alimenta: “As minhas lágrimas têm sido o meu alimento” (v. 3).

Percebem que trata-se de um cenário de alguém que sofre de saudades? “Quando irei e me verei perante a face de Deus?” (v. 2). Deus era o Deus da vida do salmista. Ele tinha convicção em Quem confiava, assim como Jó quando replicava as falas orgulhosas de seus amigos para declarar-lhes que o seu Redentor um dia voltaria (Jó 19:25). E logo após Jó faz um desabafo de saudades (Jó 19:27).

Quando esperamos em Deus, também passamos em nossa vida por períodos angustiantes. Geralmente lembramos de como era boa alguma fase de nossa vida (v. 4) e suspiramos por aquele momento especial ao lado de pessoas especiais. 

Oh, amados, precisamos urgentemente praticar sem cessar a respiração da alma, conforme ESTÁ ESCRITO: “Orai sem cessar” (I Tessalonicenses 5:17). Precisamos respirar (orar) profundamente e de forma prolongada como quem sente dor no coração. Precisamos aprender a clamar, a suspirar por Deus. A sentir saudades de um Deus que nunca vimos, mas que cremos que veremos (Jó 19:27). 

Precisamos sentir sede do Deus vivo e permitir que Ele nos supra esta nossa necessidade assim como supriu a mulher samaritana junto ao poço (Vide João 4:15). Precisamos abandonar os cântaros (Vide João 4:28) secos, parar de procurar água em poços que secam e nos abastecer da Água da Vida (Vide João 7:37). 

Por fim, precisamos nos alimentar do Pão do Céu (Vide João 6:51) e regar Seus pés com lágrimas de arrependimento. Ele nos deixou a Sua Palavra para que possamos dela obter os nutrientes espirituais para responder aos que nos “dizem continuamente: O teu Deus, onde está?” (v. 3, 10), que “não retarda o SENHOR a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (II Pedro 3:9).

As misericórdias do SENHOR acabaram de se renovar em sua vida. Ao anoitecer, louve “ao Deus da minha vida” (v. 8) e da sua vida. Respirar Deus, beber Deus e alimentar-nos de Deus, eis o que nos moverá a esperar nEle (v. 5, 11) a sentir saudades dEle (v. 1) e a amar o Seu retorno (v. 2; Vide II Timóteo 4:8).

Bom dia, todos quantos amam a volta do SENHOR!

Desafio do dia: Fale sobre a volta de Jesus para alguém, ou use as redes sociais para isto. Declare a saudade que você sente do seu Salvador.

*Leiam #Salmo42

Rosana Garcia Barros



SALMO 41 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
11 de dezembro de 2016, 0:30
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“Bendito seja o SENHOR, Deus de Israel, da eternidade para a eternidade! Amém e Amém!” (v. 13).

Concluindo o Livro I de Salmos, Davi exalta o nome do SENHOR. “Da eternidade para a eternidade” revela a nossa finita compreensão dAquele que é “o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim” (Apocalipse 22:13).

Já no início deste Salmo, Davi destaca a essência de Deus que deve ser vista em todos os que O temem: o AMOR. Todo cristão motivado pelo amor de Deus, certamente desenvolverá a compaixão por todos os que necessitam. E para este, o SENHOR tem reservada uma proteção especial. “O que acode ao necessitado” (v. 1), recebe do SENHOR:

  1. A preservação da vida;
  2. Felicidade;
  3. Proteção contra os inimigos;
  4. Na doença, lhe concede alívio;

Deus não está com isso barganhando com os homens, mas oferecendo a Sua presença na vida de todo aquele que vive o AMOR PRÁTICO.

Mas entre uma bênção e outra, parece que Davi dá uma pausa e muda completamente o contexto. Dos versos cinco ao onze, aparecem inimigos que o assolam. Que lhe fazem esmorecer o coração. Não pelo fato de serem pessoas estranhas ou de outras nações, mas pessoas que eram de seu convívio. E não por serem apenas de seu convívio social, mas de Seu convívio íntimo: “Até o meu amigo íntimo, em quem eu confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o calcanhar” (v. 9).

Quantas vezes, como Davi, cometemos o erro de confiar em todos e trazemos para a nossa esfera de intimidade quem não é movido pelo AMOR PRÁTICO. Caridade na Bíblia, em outras versões, se chama amor. E caridade não se trata apenas de auxílio aos pobres, mas total interesse pela necessidade do semelhante, seja ela qual for, e seja ele quem for.

Pode até parecer estranha esta mudança repentina de contexto, contudo, se analisarmos as entrelinhas, descobriremos que Davi, nada mais, nada menos, expressou o seu entendimento acerca da verdadeira caridade, da essência do amor. Afinal de contas, Paulo afirmou que podemos dar tudo o que temos aos pobres, mas se isto não for movido pelo AMOR ágape de Deus (Vide I Coríntios 13:3), estamos agindo como os falsos amigos íntimos de Davi; guiados por um sentimento fajuto de salvação por obras.

Precisamos viver o evangelho, viver o verdadeiro e puro amor de Deus. E isso só é possível quando procuramos conhecê-Lo. Quando aprendemos a manter comunhão íntima com o SENHOR, Ele nos põe em Sua presença para sempre (v. 12). Os inimigos poderão até nos ferir o calcanhar (v. 9), mas o Deus que é de eternidade em eternidade já feriu a cabeça do nosso maior inimigo (Vide Gênesis 3:15). Aleluia! Amém!

Bom dia, caridosos do SENHOR!

Desafio do dia: Participe de algum projeto social. Mas, acima de tudo, faça a sua parte. Tenho certeza de que o SENHOR lhe mostrará a quem ajudar. 

*Leiam #Salmo41

Rosana Garcia Barros



SALMO 40 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
10 de dezembro de 2016, 0:30
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“Esperei confiantemente pelo SENHOR; Ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro” (v. 1).

Quantas vezes não já lemos esta divina orientação: “Espere em Deus“. E quantas vezes percebemos o mesmo resultado: vitória. Esperar em Deus em meio à nossa realidade, onde tudo precisa ser extremamente rápido é realmente uma grande prova de fé. Mas são estes testemunhos de fé e de confiança que levarão muitos outros a temer e a confiar no SENHOR (v. 3).

Agora prestem muita atenção: a bem-aventurança do verso quatro são para os que põem “no SENHOR a sua confiança” (v. 4) e não se assemelham aos arrogantes. A arrogância, na verdade, é uma consequência de uma atitude anterior: o egoísmo. Em II Timóteo 3:1-5, Paulo nos advertiu quanto à natureza humana nos últimos dias. E a primeira ação destacada pelo apóstolo foi o egoísmo. Pessoas egoístas certamente serão “avarentos, orgulhosos, arrogantes…” e assim por diante. A partir do momento em que alguém age em favor próprio em detrimento do próximo, está sendo egoísta. Se nossas ações não condizem com nossas intenções, pode até ser que, aparentemente, aquelas sejam boas, mas são as intenções que revelarão quem somos de verdade. Deus não requer de nós “sacrifícios e ofertas” (v. 6), e sim a nossa entrega diária: “eis aqui estou” (v. 7). Só assim poderemos reconhecer a nossa real situação (v. 12), nos arrepender e folgar de júbilo (v. 16) diante do Deus que é o nosso amparo e o nosso libertador (v. 17).

Entregar-se nas mãos do SENHOR não tem a ver com inércia, mas com total dependência: “Eu sou pobre e necessitado, porém o SENHOR cuida de mim” (v. 17). Então, diante das inúmeras maravilhas que Ele tem operado (v. 5), nada nos fará mais felizes do que ter a Sua lei em nosso coração (v. 8) e proclamar diante de todos a justiça, a fidelidade, a salvação, a graça e a verdade provenientes do SENHOR (v. 10). Quem se entrega nas mãos dAquele que tudo entregou, não conhece o egoísmo, mas vive o altruísmo.

Espere no SENHOR e Ele fará de você um arauto das “boas-novas de justiça” (v. 9)!

Feliz sábado, arautos do SENHOR!

Desafio do dia: Você está sendo reavivado pela Palavra. Viva o evangelho e faça a diferença na vida de alguém hoje.

*Leiam #Salmo40

Rosana Garcia Barros



SALMO 38 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
8 de dezembro de 2016, 0:30
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“Mas eu, como surdo, não ouço e, qual mudo, não abro a boca” (v. 13).

Diante do quadro apresentado no Salmo de hoje, você pode pensar: 💭Mas como manter-me inerte e silente diante de tão grande maldade? 💭

A descrição da situação de Davi com certeza lhe fez lembrar um outro personagem que há pouco estudamos: Jó. Percebam como o salmista descreveu a sua degradação física e compare com a história de Jó: “não há saúde nos meus ossos” (v. 3); 

“não há parte sã na minha carne” (v. 3, 7);

“Tornam-se infectas e purulentas as minhas chagas” (v. 5);

“ando de luto o dia todo” (v. 6);

“dou gemidos por efeito do desassossego do meu coração” (v. 8);

“Os meus amigos e companheiros afastam-se da minha praga e os meus parentes ficam de longe” (v. 11).

Porém, ao contrário de Jó, Davi faz uma ligação entre seu sofrimento e suas iniquidades (v. 4). Sabemos que nem todo caso se dá desta forma. Jó, apesar de pecador, foi considerado justo e íntegro aos olhos do próprio Deus, por duas vezes (Jó 1:8; 2:3). Outra diferença está na reação: Jó replicou as duras palavras de seus amigos. Já Davi, buscou na sabedoria do silêncio (v. 14) esperar uma resposta que viesse do SENHOR (v. 15). Mas, em ambos os casos, podemos perceber o mesmo espírito de entrega e de confiança. Jó sabia em Quem cria (Jó 19:25). Sua fé estava alicerçada em Deus, e, apesar de todo o sofrimento, a sua esperança não era depositada neste mundo, mas naquele que sabia que herdaria. 

Mais uma vez podemos observar a preocupação do salmista com os que sem causa o odiavam (v. 19), pois estes eram os seus reais adversários (v. 20). O bem que lhes fazia, sempre lhe tornava em mal e, o incompreensível acontecia: “os meus inimigos são vigorosos e fortes” (v. 19). A atitude de Davi também pode nos parecer incompreensível. Como se manter calado diante da injustiça? Difícil, não é mesmo? Mas foi exatamente por uma atitude assim que hoje podemos ter confirmado no coração a mesma esperança que tinha Jó: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra” (Jó 19:25).

Cristo Se entregou como ovelha muda (Vide Isaías 53:7), por amor a mim e por amor a você. No maior ato de amor da história deste mundo, praticou o mais sublime ato de bondade e só recebeu o mal como paga. Curou, sorriu, perdoou e amou a quem O rejeitou, O dilacerou, O maltratou e O matou.

Diante das injustiças da vida, lembre-se que você foi comprado a preço de sangue inocente. Se aqueles a quem você fez o bem só lhe retribuíram com o mal, como Davi, e como Cristo que nos amou até o fim, persevere na seguinte resolução: “eu sigo o que é bom” (v. 20). Arrepende-te dos teus pecados, confie em Deus e siga a bondade que dEle procede. Ainda que a injustiça grite aos seus ouvidos, escolha ouvir a voz do SENHOR e ser prudente, pois, “o homem prudente, este se cala” (Provérbios 11:12).

Bom dia, prudentes do SENHOR!

*Leiam #Salmo38

Rosana Garcia Barros



SALMO 37 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
7 de dezembro de 2016, 0:30
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“Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nEle, e o mais Ele fará” (v. 5).

Certa vez, ouvi uma frase que me fez refletir muito, que diz: “Só se joga pedra em árvore que dá frutos“. Segundo a Bíblia, esta era a descrição de Davi: “sabe tocar e é forte e valente, homem de guerra, sisudo em palavras e de boa aparência; e o SENHOR é com ele” (I Samuel 16:18). Que cristão não gostaria de ter uma biografia como esta? Davi era uma pessoa tão agradável, que, de cara, Saul “o amou muito e o fez seu escudeiro” (I Samuel 16:21). Só que aconteceu o que Saul não esperava. Ele percebeu que aquele menino pastor poderia ameaçar o seu trono, então, o AMOR DE INTERESSES acabou. Enquanto Saul percebia que a bênção de Deus não estava mais com ele, era notória a presença do SENHOR junto a Davi. E, a partir daí, o coração de Saul, movido por inveja e cobiça, só desejava uma coisa: procurar tirar a vida de Davi (v. 32).

Diferente do que muitos poderiam fazer, Davi escolheu confiar no SENHOR e fazer o bem (v. 3). Teve a vida de Saul em suas mãos por duas vezes, e por duas vezes lhe poupou a vida. Ele entregou o seu caminho ao SENHOR, confiou nEle e em Sua justiça (v. 5 e 20). Sabemos que fim teve Saul, não pela ira de Davi, mas por suas próprias escolhas caminhou para a morte. 

Não adianta se irar contra os que nos fazem mal, pois tudo o que é guiado pela raiva, “certamente… acabará mal” (v. 8). Percebam quantas preciosas promessas contém neste Salmo, e TODAS referentes aos que herdarão o Reino dos Céus:

os que esperam no SENHOR possuirão a terra” (v. 9);

Mas os mansos herdarão a terra” (v. 11);

a herança deles [íntegros] permanecerá para sempre” (v. 18);

Aqueles a quem o SENHOR abençoa possuirão a terra” (v. 22);

Os justos herdarão a terra e nela habitarão para sempre” (v. 29).

Cristo mesmo confirmou estas promessas, quando disse: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mateus 5:5).

Portanto, “espera no SENHOR, segue o seu caminho, e Ele te exaltará para possuíres a terra” (v. 34). Os ímpios podem até ter uma aparente prosperidade (v. 35), mas, um dia, não mais existirão (v. 36). Quer ser amparado por Deus junto com sua família (v. 25)? Quer ser um herdeiro da Nova Terra? Então, sê manso, “aparta-te do mal e faze o bem, e será perpétua a tua morada” (v. 27).

Bom dia, mansos de Deus!

Desafio do dia: Medite na letra deste belo louvor e faça uma oração de entrega, depondo nas mãos do SENHOR todos os teus temores e todos “os desejos do teu coração” (v. 4).

*Leiam #Salmo37

Rosana Garcia Barros



SALMO 36 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ 
6 de dezembro de 2016, 0:45
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SALMO 36 – Há contraste gritante entre a pecaminosidade humana e a santidade divina; entre a imoralidade humana e a moralidade divina – talvez, por isso, muitos ficam distantes de Deus para não deixar mais evidente sua podridão de alma. 

O salmo em apreço nos revela… 

  • …as características do pecador sem juízo (vs. 1-4);
  • …as características do soberano Deus do juízo (vs. 5-9);
  • …as características do pecador que procura e se compromete com o amoroso Deus do juízo (vs. 10-12).

Por mais terrível que seja nossa situação, Deus tem a solução para nossos problemas. Ele não quer que estejamos algemados nas grossas e fortes correntes do mal. Seu amor é indescritível, Seu desígnio é sempre bom e, Suas ações sempre visam nossa salvação. 

“Língua nenhuma é capaz de expressar de modo pleno a imensidão do amor de Deus, e mente nenhuma é capaz de compreendê-lo: ele ‘excede todo entendimento’ (Ef 3:19). As ideias mais grandiosas concebidas pela mente finita acerca do amor divino ficam infinitamente aquém da sua verdadeira natureza. O céu não dista tanto da terra quanto a bondade de Deus está longe dos conceitos mais sublimes que somos capazes de formar a seu respeito. É um oceano que se eleva acima de todas as montanhas de oposição naqueles que são objeto desse amor. É uma fonte da qual jorra todo bem necessário para todos os que se interessam por ele” (John Brine).

Os rebeldes que expressam palavras ferinas e atos violentos vivem a vida que não merecem, sujeitos pela graciosa graça divina, dependendo da misericórdia do Deus do juízo até para respirar; até o dia do acerto de contas.

“‘Deus é amor’. Sua natureza, Sua lei, são amor. Assim sempre foi; assim sempre será”, destacou Ellen G. White. Mas, e quanto à destruição dos perversos e do mal? “A história do grande conflito entre o bem e o mal, desde o tempo em que a princípio se iniciou no Céu até à derrocada final da rebelião e extirpação total do pecado, é também uma demonstração do imutável amor de Deus”.

Com um amor tão grande… só vai se perder quem não tiver coração receptivo para acolher o amor oferecido por Deus!
Deus quer transformar nossa vida e alterar nosso destino. Vamos permitir tal operação? – Heber Toth Armí.