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“Esconde-me da conspiração dos malfeitores e do tumulto dos que praticam a iniquidade” (v. 2).
Esconde-esconde era a minha brincadeira favorita quando criança. Como era bom quando eu encontrava um bom esconderijo. Na brincadeira, o objetivo era que eu fosse a última a ser encontrada. Na vida real, mais especificamente no caso de Davi, o objetivo era o de JAMAIS ser encontrado. Em Deus ele encontrou o único refúgio seguro e nEle se abrigaria contra os inimigos.
Observem que o salmista inicia pedindo proteção ao SENHOR “do terror do inimigo” (v. 1). Ele começa no singular, e depois prossegue no plural: “malfeitores… “dos que praticam a iniquidade” (v. 2). Havia um inimigo voraz que perseguia a Davi como um leão prestes a devorá-lo (I Pedro 5:8), e ele usava seus agentes humanos para isso. Neste Salmo não encontramos espadas e lanças, mas um instrumento mortífero chamado língua (v. 3). Vejamos o que está escrito em Tiago 3:8: “a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero”. É óbvio que Davi estava sendo alvo de fofocas. Conspiravam contra ele, pensando:
— Ninguém irá nos descobrir (v. 5).
Acho que também poderíamos chamar as más conversações de bumerangue. Pois todos que se atrevem a abrir a boca com dolo a respeito de um íntegro (v. 3), “a própria língua se voltará contra eles” (v. 8). E já vimos que os que agiam de má fé para com o ungido de Deus não eram os estrangeiros, mas os do meio de seu povo, os seus conterrâneos e irmãos; aqueles que iam com ele à igreja (Vide Salmo 55:14).
Meus amados, a Palavra de Deus nos diz que nós não conseguimos ter controle sobre a nossa língua. Ou seja, se buscamos uma pátria superior, nossa boca deve ser fonte a jorrar bênção e não maldição (Vide Tiago 3:11). Nós temos que fugir da “roda dos escarnecedores” (Salmo 1:1), lembram? Foi assim que iniciamos o estudo do livro de Salmos. Precisamos aprender a contemplar mais a vida do nosso Salvador. Contemplar, contemplar e contemplar até não termos mais de quem falar a não ser nEle. “Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria” (Hebreus 11:14). Só somos transformados pela contemplação (II Coríntios 3:18), meus irmãos. Mas se continuarmos trocando a contemplação da glória de Deus por páginas das redes sociais e “inocentes” rodas de fofocas, como alcançaremos o que foi perdido lá no Éden, a imagem de Deus?
Enquanto o professo povo do SENHOR continua perdendo tempo em uma “esgrima” de línguas, muitos estão a perecer lá fora sem amor e sem esperança. Só que Davi interrompe a descrição das maldades dos ímpios para falar da justiça divina iniciando com uma palavrinha mágica: MAS (v. 7).
As más linguas podem maltratar o coração do justo, MAS não podem destruí-lo. A língua perversa pode até armar ciladas, MAS, um dia, tudo se revelará (Vide Mateus 12:37). Palavras amargas podem qual flecha ser disparadas repentinamente contra o íntegro, MAS o escudo da fé o protegerá de todas elas (Vide Efésios 6:16).
“De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim” (Tiago 3:10). Vocês conseguem imaginar Jesus “comentando” com os discípulos sobre o caráter duvidoso de Judas? Ou reunindo os discípulos, dizendo: —Juntem aqui, tenho uma fofoca para contar sobre os fariseus?
Tenho a plena certeza que não. Porque de Cristo só emanava a bênção, palavras que emanavam vida. Então, olhar para Ele é a nossa única segurança e a única forma de nos vermos livres de nossa própria língua.
Assisti a um vídeo ontem que mexeu profundamente comigo e fiquei a pensar o quanto perdemos tempo com bobagens enquanto os pequeninos do SENHOR sofrem. Não costumo ver esses vídeos porque são muito tristes, mas, ao mesmo tempo, eles nos dão um choque de realidade e nos fazem olhar para dentro de nós mesmos e perguntar:
— Estou vivendo como quem fará parte do grupo que ouvirá: “Vinde benditos de Meu Pai” (Mateus 25:34)?
O vídeo mostra uma garota de oito anos de idade, de uma tribo africana, cuidando de seus irmãos gêmeos órfãos que sofrem de paralisia infantil. Esta pequena criança anda uma longa distância para buscar água, para que ela mesma dê banho nos seus irmãos. Os três sofrem de inanição e praticamente também não têm o que vestir.
Sabem o que vejo quando olho para aquela garota? Eu vejo Jesus. Eu vejo uma cidadã do Reino dos Céus. Eu vejo alguém que possivelmente nunca ouviu falar no Salvador, MAS que vive como Ele viveu.
Isso não deveria nos fazer sentir uma profunda e terrível vergonha? Pois se não foi isso o que você sentiu, meu amado ou minha amada, você precisa DESESPERADAMENTE contemplar a Cristo! Que Deus tenha misericórdia de nós e que não façamos parte do grupo que será levado a tropeçar na própria língua (v. 8), MAS daquele que “se alegra no SENHOR e nEle confia” (v. 10), que ama e que VIVE como Jesus viveu.
Bom dia, retos de coração (v. 10)!
Desafio do dia: Entregue o governo de seu coração ao Verbo (Vide João 1:1) e, certamente, Ele cuidará que de sua língua só proceda bênção.
*Leiam #Salmo64
Rosana Garcia Barros
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“Ó Deus, Tu és o meu Deus forte; eu Te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de Ti; meu corpo Te almeja, como terra árida, exausta, sem água” (v. 1).
Em Eclesiastes 3:11, o sábio Salomão escreveu: “Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem”. Este pequeno trecho das Escrituras é, simplesmente, a explicação para todo aquele que busca a felicidade mas não a encontra. Busca em diversões, dinheiro, estudos, trabalho, fama, porém, sem sucesso. Porque, quando Deus nos criou, Ele não o fez para que fôssemos seres passageiros, e sim eternos. Por isso que o título do Salmo de hoje revela como devemos viver: buscando a Deus.
A misericórdia de Deus é abundante em derramar sobre nós a graça que “é melhor do que a vida” (v. 3). Davi estava em meio a um deserto, fugindo da ira de seu próprio filho. Foi ali, num contexto de seca, que ele disse: “… a minha alma tem sede de Ti”. Provavelmente, Davi estivesse com sede física, mas ela não superava a sua sede pela presença de Deus. Foram nesses momentos de maior angústia que ele compôs os mais belos Salmos. O histórico da vida do salmista nos revela de que ele não tinha medo das batalhas, mas no quesito perseguição por parte daqueles que lhe eram mais próximos, com certeza era algo que muito o angustiava. Contudo, notem que isso não o fazia perder o sono e nem tampouco a sua comunhão com o SENHOR (v. 6). A eternidade batia forte no coração do rei que sentia sede da Água da Vida.
Davi ficava perplexo (Vide Salmo 64:1) com a perseguição por parte de Saul. Ele não entendia o porquê de tanta raiva (Vide I Samuel 20:1). Porém, o Salmo de hoje nos mostra uma atitude diferente. Quem ficaria abismado seria todo aquele que procurava lhe destruir a vida (v. 9). A busca de Davi por Deus era maior do que a busca dos inimigos por ele. Quanto mais o reprimiam, mais ele buscava a Deus com todas as suas forças.
O espaço que só pode ser preenchido pelo Eterno precisa apegar-se a Ele (v. 8) e aprender a contemplá-Lo, para que aqui vejamos a Sua força e, muito em breve, a Sua glória (v. 2).
Estás passando pelo deserto?
Não estás nele para morrer de sede, mas para que percebas que a tua sede só pode ser saciada com a Água da Vida Eterna. Não temas a quem não lhe quer bem, pois quem assim age e vive uma vida de mentiras, Deus mesmo os silenciará (v. 11), quer pela repreensão para arrependimento, quer pela repreensão para a perdição (v. 9). Oxalá que não sejamos perseguidores, e que aqueles que o são, arrependam-se enquanto há tempo. Busquemos a Deus enquanto O podemos achar e O invoquemos enquanto Ele está perto (Vide Isaías 55:6).
Bom dia, sedentos de Deus!
Desafio do dia: Um dos remédios naturais de Deus é a água. Água é vida! Multiplique o seu peso vezes trinta e descubra quanto de água você precisa beber por dia (Ex.: 54kg x 30 = 1620ml de água por dia).
*Leiam #Salmo63
Rosana Garcia Barros
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“Confiai nEle, ó povo, em todo tempo; derramai perante Ele o vosso coração; Deus é o nosso refúgio” (v. 8).
Já pararam para pensar que todos nós, de certa forma, somos movidos pela fé? Vivemos em um mundo incerto. Não sabemos o que pode nos acontecer ao sair de casa e nem dentro dela. Sendo assim, a fé nos é uma necessidade intrínseca. Mas a diferença entre esta fé básica (vamos chamá-la assim) e a fé como um dom do Espírito Santo (Vide I Coríntios 12:9), está na palavra CONFIANÇA. Corremos o risco de estar exercendo apenas a fé básica, esquecendo-nos de procurar uma fé que nos sirva de escudo (Vide Efésios 6:16). A fé como um dom de Deus não nos dá coragem apenas para sair de nossa zona de conforto, mas para viver a confiança de modo a contrariar todos os padrões que, avessos à vontade de Deus, requerem de nós uma atitude e postura que deixe bem claro que nós confiamos nEle “em todo tempo” (v. 8).
“Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa” (v. 1, 5), é o que Davi repete duas vezes, expressando a sua total confiança nEle. A nossa vida deve ser uma expressão muito clara de nossa confiança em Deus. Exemplos? Sadraque, Mesaque e Abede-Nego poderiam ter feito como os seus milhares de conterrâneos judeus fizeram, se ajoelhar diante da estátua de Nabucodonosor e simplesmente dizer em seus corações:
– Olha Deus, nós estamos aqui ajoelhados diante desta imagem, mas o SENHOR sabe que o nosso coração é Teu.
Só que não foi isso que aqueles três jovens fizeram. Eles permaneceram em pé, deixando bem claro de que eles não adoravam a Deus apenas da boca para fora (v. 4), mas confiavam no SENHOR “em todo tempo”.
E o que dizer do profeta Elias? Enfrentou sozinho uma rainha que queria vê-lo morto, um rei furioso, 850 profetas pagãos e um povo que havia se corrompido. Que tremenda confiança em Deus!
E o profeta Daniel? Ele não poderia ter orado escondido? Porque tinha que abrir as janelas para fazer isso? Pretensão? Não, amados. Confiança no Deus Todo-Poderoso que tem todo o poder nas mãos (v. 11).
Percebem o que há em comum nesses personagens da história bíblica? A confiança que eles depositavam em Deus se revelou em suas obras. O legado de fé genuína que estes homens de Deus deixaram foi revelado por suas ações. Fazer algo para ser visto diante dos homens, não é demonstração de fé e de confiança, mas de orgulho e vaidade, e ainda nos priva do galardão do Pai (Vide Mateus 6:1). Contudo, fazer a vontade de Deus em meio à perseguições, represálias e ameaças, e mesmo assim permanecer firme, confiando que depende totalmente de Deus (v. 7), isto sim se confirma em obras de justiça, resultado do amor que sinto pelo Deus da “minha salvação” (v. 6).
Se 2016 foi um ano em que você tentou lutar com as próprias forças, 2017 é tempo de você parar e esperar silenciosamente pelo agir de Deus. O SENHOR nos diz hoje:
– Confie em Minha provisão!
Precisamos falar menos e viver mais. Os três amigos de Daniel não gritaram em protesto, eles simplesmente ficaram em pé. Daniel não reivindicou os seus direitos na porta do palácio, ele orou. Elias não pediu a Deus que descesse fogo dos céus para consumir aquele povo, mas para queimar o holocausto e testemunhar a todos de que só o SENHOR é Deus. Portanto, espera, confia, permaneça em pé, ore e tua vida será um testemunho a todos ao seu redor de “que o poder pertence a Deus” (v. 11). Prepara-te, querido irmão, querida irmã, Jesus está mais perto de voltar do que nunca! Só dEle vem a nossa esperança (v. 5)! Derrama o teu coração perante o Rei dos reis e o SENHOR dos senhores, e, certamente, as tuas obras serão vistas por Ele como uma concretização da confiança que nEle depositou.
Feliz ano novo, povo que confia em Deus o tempo todo!
Desafio do dia: Comece o ano fazendo uma faxina espiritual, jogando fora aquilo que te impede de uma comunhão mais íntima com o Senhor.
*Leiam #Salmo62
Rosana Garcia Barros
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Uma existência sem compromisso com Deus será marcada por medos, insegurança e angústias, pois Deus é Refúgio, Fortaleza e Torre forte. Em Deus, os foragidos do pecado se tornam Seus refugiados.
Deus…
…é Rei de reis, soberano do Universo;
…faz o que nenhum rei consegue fazer;
…oferece o que nenhum outro rei pode oferecer; e,
…cumpre o que rei algum pode cumprir.
O relacionamento com Deus satisfaz o coração, acalma nossos medos e nos dá certeza de que estamos seguros quando tudo parece ruir.
- Os que clamam em oração a Deus com coração abatido encontrarão uma Rocha Alta, Refúgio, Torre Forte (vs. 1-3).
- Consequentemente, desejarão estar sempre presente na presença desse Deus, onde encontrarão abrigo, um esconderijo do mal (vs. 4-6).
- Finalmente, um compromisso sério marcará o relacionamento com esse Deus por quererem permanecer sempre com Ele, louvando-O por ser quem Ele é (vs. 7-8).
Só faz compromisso sério, com votos e aliança, aqueles que conhecem e amam de verdade. Assim é o casamento; assim, também, é o relacionamento com Deus.
Como a noiva espera de seu noivo, no dia do casamento, proteção, segurança e habitação, a igreja, a noiva de Cristo, tem a promessa de proteção, segurança e habitação, do Noivo que nunca falhou em nenhuma de Suas promessas.
A intimidade com Deus não é um evento, nem deve acontecer em um momento do ano, do mês ou da semana, nem mesmo em uma hora do dia. Deve ser um estilo de vida, que acontece o tempo inteiro, ininterruptamente. Possível apenas mediante a oração incessante!
Antes de habitar com Deus no Céu é necessário habitar com Ele na Terra. Antes de desejar o Céu é necessário desejar o Deus do Céu.
Oração é feita na terra, ouvida no Céu, e executada na Terra; assim, ela é um ato humano com ações dividas.
Estar na casa/santuário/presença de Deus deve ser o desejo de cada pessoa que anseia por paz em meio aos problemas da existência. Estar junto a Deus é o melhor lugar onde alguém pode estar neste mundo de oposição, injustiça e perversão.
Na presença de Deus adquirimos força, poder e segurança para avançar com fé e determinação sem retroceder.
Não há nada mais satisfatório que receber respostas de nossas orações! – Heber Toth Armí.
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“Assim, salmodiarei o Teu nome para sempre, para cumprir, dia após dia, os meus votos” (v. 8).
Esta oração feita por Davi revela quatro coisas que são imprescindíveis na verdadeira adoração:
- VIDA DE ORAÇÃO: “…atende à minha oração” (v. 1);
- IMPORTÂNCIA DE CONGREGAR: “Assista eu no Teu tabernáculo, para sempre” (v. 4);
- PERSEVERAR NA COMUNHÃO: “Permaneça para sempre diante de Deus” (v. 7);
- ESPÍRITO DE GRATIDÃO: “Assim, salmodiarei o Teu nome, para sempre” (v. 8).
Eis o quarteto do sucesso espiritual. Não fosse o verso seis e o título do Salmo (“Oração pelo rei”), e não diríamos que esta oração foi feita por um rei. Davi expressa submissão a Deus, confessando a sua total dependência. É a oração de um servo ao seu SENHOR. De uma ovelhinha diante do seu Pastor. De uma criatura diante do Criador. E esta atitude foi simplesmente o resultado da busca.
Em Jeremias 29:13, ASSIM DIZ O SENHOR: “Buscar-Me-eis e Me achareis quando Me buscardes de todo o vosso coração“. Uma vida consagrada a Deus não se conforma com letargia espiritual, com uma busca superficial, mas procura SEMPRE “achar” Deus em tudo o que faz. Davi desejava estar SEMPRE na Casa de Deus (v. 4); permanecer “SEMPRE diante de Deus” (v. 7); louvar SEMPRE o nome de Deus (v. 8); e termina dizendo que todos os seus votos seriam cumpridos. Isto se chama constância, perseverança. Buscar a Deus de todo o coração, portanto, envolve uma vida de constante consagração espiritual e, como consequência disso, os nossos atos revelarão Deus.
Davi pode não ter dado um testemunho tão bom quanto o de Jó ou o de Enoque, por exemplo, mas, com certeza, foi um homem segundo o coração de Deus constante em buscá-Lo, a ponto de seu nome ter servido de ilustração referente ao próprio Cristo: “Suscitarei para elas um só pastor, e ele as apascentará; o Meu servo Davi é que as apascentará; ele lhes servirá de pastor. Eu, o SENHOR, lhes serei por Deus, e o Meu servo Davi será príncipe no meio delas; Eu, o SENHOR, o disse” (Ezequiel 34:23-24; Compare com Apocalipse 7:17 e Ezequiel 37:24).
Que sejamos verdadeiros adoradores do Rei dos reis (Vide João 4:23) e que, como Davi, a nossa vida seja uma carta de Cristo (II Coríntios 3:2) e que tudo que vier em nossas mãos para fazer (votos), que os cumpramos à cada dia com fidelidade e constância para que sejamos herdeiros do que Deus preparou para os “que temem o Seu nome” (v. 5).
Feliz sábado, constantes no SENHOR!
Desafio do dia: HOJE simplesmente agradeça. Agradeça pela oportunidade de romper mais um ano com vida.
A você, meu amado irmão ou minha amada irmã, desejo um feliz ano novo! E que cada dia de 2017 você queira estar mais perto de Deus!
*Leiam #Salmo61
Rosana Garcia Barros
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“Em Deus faremos proezas, porque Ele mesmo calca aos pés os nossos adversários” (v. 12).
A palavra restabelecer significa voltar ao estado antigo. A súplica de Davi: “Restabelece-nos!” (v. 1), tinha a ver com refazer laços que se haviam rompido. As batalhas, apesar das vitórias, não deixavam de ser batalhas. E o sentimento inicial do salmista era que justamente, nesses momentos, Deus rejeitava o Seu povo. Parecia que algo precisava ser feito para que Deus pudesse os restabelecer.
Estamos diante de um diálogo, onde Davi fala, pede a resposta de Deus (v. 5) e Deus lhe responde: “Falou Deus na Sua santidade” (v. 6). Então Ele começa a citar alguns povos e algumas das tribos de Israel e diz algo poderoso: “Judá é o Meu cetro” (v. 7). Pois foi de Judá que veio o Rei dos reis. Eis a resposta da qual Davi tanto necessitava. O SENHOR dos senhores, o único capaz de nos salvar, veio aqui e deixou escrito neste mundo a real linguagem do amor. “Vão é o socorro do homem” (v. 11), mas o Leão da Tribo de Judá é a nossa salvação! Como disse Davi: “Em Deus faremos proezas” (v. 12 ), ou como disse Paulo: “Tudo posso nAquele que me fortalece” (Filipenses 4:13), podemos também dizer o mesmo hoje.
Lembrem-se de que quando vamos nos submeter a alguma avaliação, antes precisamos nos preparar. E, a depender do que está em jogo, nosso preparo requer de nós um esforço maior. Então, lá estamos, diante do professor ou avaliador. Daí, eu pergunto: quem avalia vai poder nos ajudar na hora da prova? Não, não vai. Porque, ali, estamos sendo avaliados de acordo com o que já aprendemos.
Você entende? As guerras, reveses (v. 3) e provações pelas quais temos que passar não significam que Deus não está ali, e sim que Ele está cumprindo a Sua função de Mestre. Continue buscando na Palavra de Deus o preparo para cada situação da vida, e, principalmente, o preparo para a vida eterna.Que o SENHOR restabeleça a sua fé e comunhão com Ele e que os piores momentos de sua vida não lhe sejam pedras de tropeço, mas provas que serão vencidas, “porque Ele mesmo calca aos pés os nossos adversários” (v. 12).
Bom dia, vitoriosos em Jesus Cristo!
Desafio do dia: Pense em algo que você sente que Deus tem lhe chamado para fazer e você ainda não fez. Ore e peça sabedoria. 2017 pode ser o tempo para que isto se torne realidade.
*Leiam #Salmo60
Rosana Garcia Barros
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“Sem culpa minha, eles se apressam e investem; desperta, vem ao meu encontro e vê” (v. 4).
Do que mais você tem medo? Existem diferentes tipos de fobias, mas nenhuma delas supera o medo que o próprio ser humano pode causar. Sabem porquê? Porque você pode ter medo de cobras, mas as cobras não podem lhe assaltar na esquina e nem vão entrar em sua casa para lhe sequestrar. Você pode ter medo do escuro, mas a escuridão não pode lhe fazer nada e sim quem dela possa se aproveitar para lhe fazer algum mal. Infelizmente, o maior vilão tem sido o homem quando governado por seus próprios sentimentos. Disto resultam guerras, sofrimentos e tragédias, que nos fazem chegar a seguinte conclusão: o maior inimigo do homem é o homem.
O “eu” não consagrado, incapaz de assumir suas imperfeições e entregue às suas próprias paixões, deste sim, precisamos temer. Contudo, em primeiro lugar, devemos temer fazer parte desta realidade que tem destruído o que Deus criou à Sua imagem e semelhança (Vide Gênesis 1:26).
Davi temeu a perseguição ferrenha de Saul. Seu opressor seguia em seu encalço como um animal sanguinário procurando a quem devorar. Não havia nele piedade e nem alguma forma de misericórdia. Por mais que Davi não tivesse culpa alguma (v. 4), sua vida era uma afronta ao rei que, aos olhos de Deus, não era mais rei coisa nenhuma. Saul estava perseguindo o verdadeiro ungido do SENHOR e sabia disso. O que é pior, porque, apesar de saber que estava querendo ferir um servo de Deus, mantinha-se em sua firme resolução de realizar um feito maldito. Mas sabemos bem sob orientação de quem Saul estava agindo: “No dia seguinte, um espírito maligno, da parte de Deus, se apossou de Saul” ( I Samuel 18:10). Opa! Então foi Deus que mandou um demônio se apossar de Saul? Não, amados, mas foi Saul que autorizou essa possessão a partir do momento em que Deus não fazia mais parte de sua vida: “Saul temia a Davi, porque o SENHOR era com este e se tinha retirado de Saul” (I Samuel 18:12). Agora prestem atenção em um detalhe muito importante dito neste verso: “Saul TEMIA a Davi”. E porquê? “Porque o SENHOR era com este”. Uau! Há uma reversão na história. Quem tem medo de quem agora? Ou melhor, quem precisa ter medo de verdade? Assistindo ao filme “Deus não está morto 2”, ouvi uma frase que me impactou e tem tudo a ver com isso. Uma das personagens diz mais ou menos assim, parafraseando, de que prefere ser julgada pelo mundo, mas não receber o juízo de Deus.
Por mais que aqui sejamos perseguidos, por mais que amigos se revelem inimigos, por mais que muitos nos intimidem, se Deus for o nosso alto refúgio (v. 9), se confiarmos em Sua benignidade (v. 10), se nos apegarmos à Sua proteção (v. 16), então, a luz de Deus resplandecerá sobre nós e TODOS reconhecerão, ainda que neguem, que o SENHOR é conosco, E TERÃO MEDO.
Ah, amados, ainda que “homens sanguinários” (v. 2) nos armem ciladas (v. 3), se confiarmos no SENHOR dos Exércitos (v. 5), Ele virá ao nosso encontro (v. 10) e nos salvará. Se a tua vida ao lado de Cristo tem sido uma afronta para corações endurecidos, não temas, Deus é a tua força (v. 9). Lembre-se de que o medo causado pela perseguição será transformado em canção (v. 16), mas o medo proveniente da covardia, este abaterá aqueles que o alimentaram (v. 11).
Eu escolho sentir o medo que Davi sentiu, não o de Saul.
E você?
Bom dia, fortalecidos no SENHOR!
Desafio do dia: Fortaleça a sua fé. Ore mais por quem não lhe quer bem.
*Leiam #Salmo59
Rosana Garcia Barros
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“Então, se dirá: Na verdade, há recompensa para o justo; há um Deus, com efeito, que julga na terra” (v. 11).
A Bíblia foi escrita por mais de quarenta pessoas ao longo de um período de mais ou menos mil e seiscentos anos. Entre elas, estavam reis, pescadores, pastores de ovelhas, doutores da lei, profetas, cada um com sua própria linguagem, mas todos inspirados por Deus (Vide II Pedro 1:21).Nos Salmos de Davi podemos perceber a sua linguagem como um pastor de ovelhas, como rei e como guerreiro. Cada fase de sua vida é revelada na linguagem que usou para escrever.
No Salmo de hoje, sem dúvida, podemos praticamente ouvir a irada voz de um guerreiro que não suportava ver a impiedade triunfar e nem a iniquidade se alastrar (v. 2). O herói de guerra abre o seu coração a Deus e faz o seguinte pedido: “Ó Deus, quebra-lhes os dentes na boca” (v. 6). Misericórdia! Isso lá é coisa que se peça a Deus? Você já pensou em orar pedindo que Deus faça cair todos os dentes da boca de quem não lhe quer bem? E ele ainda foi mais longe: “Desapareçam como águas que se escoam” (v. 7). “Sejam como a lesma que passa diluindo-se” (v. 8). “o justo… banhará os pés no sangue do ímpio” (v. 10).
Você já ouviu alguém falando assim: “Se Fulano fizer isso, vai quebrar a cara”? O salmista faz uma descrição tanto da atitude do ímpio quanto do resultado de tal atitude. O que ele plantasse certamente colheria. Quem planta maldade, colhe maldade. É inevitável.
Portanto, tudo o que Davi citou a respeito do que acontecerá com os ímpios não foram apenas desejos de um guerreiro irado, mas os resultados desastrosos provenientes das suas próprias ações. Como está escrito: “o cruel a si mesmo se fere” (Provérbios 11:17). Ao usar a boca para atingir os justos (v. 3) e tapar os ouvidos para a repreensão (v. 4), os ímpios acabarão morrendo com a própria peçonha. A justiça débil deste mundo pode até tardar as consequências, mas o juízo do SENHOR as revelará.
Enquanto há vida, há oportunidade de mudança. Há um tempo que se chama HOJE reservado para cada um de nós e este é o nosso prazo:
(Leiam com muita atenção!)
“Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver entre vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo; pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado” (Hebreus 3:12-13).
Percebem, amados? Muitas vezes, o que consideramos na Bíblia como sendo palavras duras, na verdade é o SENHOR a nos dizer: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo” (Apocalipse 3:19).
Cristo veio ao mundo e nos revelou o verdadeiro caráter do Pai. Seu amor foi incondicional, mas também proferiu palavras tão duras que escandalizou a muitos. Em um desses discursos que não são fáceis de ouvir, Jesus falou: “Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o fora e lança-o de ti… Se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não vá todo o teu corpo para o inferno” (Mateus 5:29-30). Jesus autorizou a automutilação? De forma alguma! Se fôssemos trazer o que Davi falou, baseado no que Cristo disse, ficaria mais ou menos assim:
— É melhor você quebrar a cara aqui, do que perder a salvação.
O resultado de uma vida que é guiada pelos impulsos do pecado é tudo aquilo que Davi descreveu. Contrastando com o resultado de uma vida inteiramente consagrada a Deus, que desfrutará da recompensa da vida eterna e da paz pela certeza de que “há um Deus, com efeito, que julga na terra” (v. 11). Lembrem, amados, que a impiedade pode estar dentro ou fora da igreja. No caso de Davi, percebemos que os seus piores inimigos eram os que se escondiam numa capa religiosa. Quando a bondade de Deus chama ao arrependimento, chama a você e a mim, religiosos ou não. Davi pode ter usado uma linguagem de ira humana, mas o Espírito Santo, uma linguagem de amor divino, a nos admoestar: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hebreus 3:15).
Bom dia, corações guiados por Deus!
Desafio do dia: HOJE é o tempo de você fazer uma oração de entrega. Abra o coração a Deus e peça que Ele lhe mostre onde você ainda precisa mudar. Milagres irão acontecer, mas, o maior e principal deles, será a tua salvação!
*Leiam #Salmo58
Rosana Garcia Barros
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“Firme está o meu coração, ó Deus, o meu coração está firme; cantarei e entoarei louvores” (v. 7).
A experiência de Davi na caverna em En-Gedi (Vide I Samuel 24) foi, certamente, uma das mais marcantes de sua vida. Ali estava ele e seus homens escondendo-se da ira de Saul. Interessante é que o relato diz que eles estavam “assentados no mais interior” da caverna (I Samuel 24:3). Guardem esta informação. Então, Saul entra justamente nesta caverna para “aliviar o ventre” (idem).
— Opa! — disseram os homens de Davi — Eis a oportunidade perfeita para acabar com a vida deste ímpio!
Mas Davi sai do interior da caverna, chega por trás de Saul com toda cautela e, sem que ele perceba, corta um pedaço do seu manto. Entretanto, aconteceu algo curioso. Ele se arrepende de ter danificado a veste real de Saul e conteve seus homens para que não fizessem nenhum mal a Saul. O início do Salmo de hoje revela a necessidade de Davi em abrigar-se “à sombra das… asas” (v. 1) do SENHOR. Deus era o seu refúgio e o mais interior da caverna representa qual deve ser a nossa condição diante de Deus: totalmente dependentes. Quando Cristo olhou para Jerusalém, Suas palavras revelam o cuidado que Ele deseja ter conosco: “Quantas vezes quis Eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não quisestes” (Mateus 23:37). Mas Davi aceitou este abrigo seguro e nEle encontrou auxílio e livramento (v. 3). Saul procurava a morte de Davi, quando estava cavando a sua própria cova (v. 6). O fato de Saul não incomodar-se em fazer o mal a Davi, e Davi incomodar-se simplesmente pelo fato de ter danificado as vestes de Saul, nos dá uma visão bem clara da diferença entre um coração endurecido e um coração conduzido por Deus.
Eu não sei você, mas estou amando o fato de relembrar histórias que já estudamos, e encontrar novos detalhes que fazem toda a diferença como edificação de nossa espiritualidade. Apesar de Deus já haver rejeitado Saul, Davi ainda o considerava um ungido do SENHOR (I Samuel 24:6), mostrando o grau de seriedade que ele tinha com relação à uma aliança feita por Deus. Ele acreditava que se Deus havia colocado Saul no trono, o próprio Deus deveria tirá-lo, e não ele. Davi preferiu passar por toda aquela perseguição a fazer justiça com as próprias mãos. Que testemunho a ser seguido! E conhecemos a história. Deus o honrou e o fez o maior dos reis de Israel, a ponto de receber a mais alta honra de fazer parte da genealogia de Cristo e de uma das formas de dirigir-se a Ele: “SENHOR, Filho de Davi, tem compaixão de nós!”. E é interessante que foi exatamente assim que Davi começou a sua súplica neste Salmo: “Tem misericórdia de mim, ó Deus” (v. 1).
Qua tal escolhermos fazer como Davi? Clamar ao SENHOR que nos abrigue debaixo de Suas asas e nos ajude a não levantar a mão contra o nosso próximo nem que seja de forma sutil. Lembre-se de que Davi nos deixou bons testemunhos, mas também teve os seus momentos ruins. Portanto, o nosso coração deve estar firme em Deus, que através de Jesus nos deixou o perfeito exemplo de como devemos viver. Somente debaixo de Suas vestes encontramos abrigo seguro e motivos para render-Lhe graças e cantar-Lhe louvores (v. 9). Então, Ele nos abrigará “até que passem as calamidades” (v. 1) e nos fará despertar, à cada dia, com este lindo cântico no coração: “Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus; e em toda a terra esplenda a Tua glória” (v. 11).
Bom dia, refugiados no SENHOR!
Desafio do dia: Medite na letra deste hino e faça dele uma oração: “Sob Suas asas”, hino 357 do hinário adventista.
*Leiam #Salmo57
Rosana Garcia Barros
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SALMO 56 – Às vezes precisamos clamar veementemente em prol de socorro devido à opressão de inimigos. Quando a voz, as ações, as iniquidades e o furor destes inimigos nos ameaçam precisamos pedir a intervenção de Deus intensamente.
Ao recorrer a Deus em oração é necessário ser transparente e abrir-Lhe totalmente o coração, expressar a dor, medo de morrer, angústias; contar da vontade de fugir, de descansar e de sumir da situação de confusão e destruição.
Davi foi procurado e perseguido de todos os lados; a tal ponto de ter de escolher entre que tipos de inimigos seria melhor esconder-se. Tristemente, ele teve de optar por ficar entre inimigos de fora do povo de Deus, pois os inimigos dentre o povo de Deus eram piores que os de fora (I Samuel 21).
Davi superou tal perseguição, e deixou-nos o segredo para lidar com oposições medonhas. Observe o Salmo em apreço com atenção e oração. Depois reflita:
- Diante dos que querem devorar nossa alma, dos que oprimem o coração do justo, dos que humilham e combatem contra os fieis é preciso colocar a confiança na misericórdia de um Deus que nos dá esperança através de Sua Palavra (vs. 1-4);
- Os maus são persistentes, tentam manchar a reputação dos servos de Deus e buscam aliados para tramar seus ataques traiçoeiros, criam oportunidades ou as inventam. Diante destas situações, peça a intervenção direta de Deus em oração (vs. 5-7).
- Ainda que os sensíveis servos de Deus perdem o sono e derramam muitas lágrimas por causa dos opositores, os justos sofredores sabem que Deus está atento a cada uma de suas lágrimas e cada sono roubado. Coitado dos opressores (vs. 8-9).
- Apesar das situações opressoras pelas ações de opositores e rebeldes revoltados contra os servos de Deus, estes humildes crentes encontram satisfação em Deus e depositam toda sua confiança nEle: “O que podem fazer comigo os simples mortais?” (vs. 10-11).
- As libertadoras ações de Deus geram fidelidade nos salvos e, gratidão inunda o coração dos perseguidos, pois Deus ilumina os seus caminhos (vs. 12-13).
O Deus que liberta dos inimigos é o Deus que guia no caminho aos Seus amigos. Vale a pena andar diariamente e intimamente com Deus. Com Ele a vida é um milagre todos os dias! – Heber Toth Armí.