Reavivados por Sua Palavra


MATEUS 21, Comentado por Rosana Barros
15 de fevereiro de 2018, 0:30
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“E disse-lhes: Está escrito: A Minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, a transformais em covil de salteadores” (v.13).

Outro dia, ouvindo um programa de rádio no carro, certo pregador usou o texto da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém tão fora de contexto que chegou a ser hilário. Ele dizia que a jumenta representava o dízimo e o jumentinho, a oferta. Ao instigar seus ouvintes a doar usando tal argumento, aquele homem tornou o relato bíblico um meio de angariar fundos comprometendo muitas pessoas de entender a real beleza e verdade ali contidas.

Até aquele momento, Jesus havia guardado discrição em Seu ministério. Tudo o que fazia procurava ocultar e não permitia que o Seu nome fosse ovacionado como o Messias prometido. Em certas ocasiões, permitiu que alguns O adorassem ou se dirigissem a Ele como Salvador, mas nunca tinha permitido que as multidões O aclamassem como Rei. Entretanto, o grande momento havia chegado. A profecia de Zacarias foi cumprida e o Cordeiro pascal recepcionado por multidões em festa, que “clamavam: Hosana ao Filho de Davi! Bendito O que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas!” (v.9).

Mas aquela festa logo tornou-se em cenário de inconformidade quando o Dono da Casa deparou-Se com Seu lugar santo sendo profanado pelo comércio. Haviam transformado a “casa de oração” (v.13) em casa de extorsão. O apóstolo Pedro nos adverte quanto a esta heresia destruidora: “E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade; também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias…” (2Pe 2:2-3).

Como temos visto o engano se alastrar hoje em dia! Homens e mulheres têm se autodenominado como ministros do Senhor, e têm usado a Bíblia para alcançar seus gananciosos objetivos. A palavra que sai da boca de Deus tem sido distorcida por estes falsos “ministros de justiça” (2Co 11:15), que com os seus altos ao deus dinheiro (1Tm 6:10) têm desviado multidões da verdade para o engano, transformando-as em figueiras que logo secam (v.19).

Na verdade, Jesus não revela todas as Suas verdades a todos. À semelhança dos “principais sacerdotes e os anciãos do povo” (v.23), muitos há que não desejam conhecer a verdade para serem libertos por ela, mas apenas para criarem seus próprios contrargumentos. A esses, Jesus não Se revela, simplesmente pelo fato de não ter como Se revelar para quem não possui a humildade de reconhecer suas limitações e erros. E a maior prova de que o Seu amor foi aceito por um filho é quando este o vive na prática. Entre a palavra e a ação há um espaço chamado escolha. O chamado de Deus para nós é exatamente o mesmo, todos os dias: “Filho, vai hoje trabalhar na vinha” (v.28). A que filho da parábola temos nos assemelhado?

Deus enviou os Seus profetas para anunciarem as Suas verdades eternas, e muitos deles foram rejeitados, torturados e mortos. Então, Ele enviou o Seu Filho, que também foi rejeitado, torturado e morto. Não sejamos, pois, como “àqueles lavradores” (v.40) tolos, mas façamos parte do povo que produza para Deus “os respectivos frutos” (v.43).

Adoradores ou salteadores? Primeiro filho ou segundo filho? Lavradores maus ou povo que produz frutos de justiça? A escolha é minha. A escolha é sua.

Bom dia, cidadãos do Reino de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus21 #RPSP



MATEUS 20, Comentado por Rosana Barros
14 de fevereiro de 2018, 8:14
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“Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão últimos [porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos]” (v.16).

A parábola que inaugura este capítulo é uma das mais admiráveis parábolas de Jesus. Seu contexto expressa o desejo de Deus de conceder a recompensa eterna a todos. Ela expressa a maravilhosa e infinita graça de Deus, que não escolhe por mérito. Um Deus que não Se cansa de chamar e que insiste até o último instante. Para Ele, o importante é a salvação e não o tempo de serviço. A Sua justiça não é equivalente à justiça humana, mas em que Cristo veio à Terra e deu a “Sua vida em resgate por muitos” (v.28).

Temos uma ideia distorcida acerca do plano da salvação porque, geralmente, queremos compará-lo com as recompensas transitórias deste mundo. Nada aqui pode ser comparado ao que o Senhor tem preparado para os Seus escolhidos. A eleição de Deus não significa que Ele escolheu uns para a salvação e outros para a perdição. De forma alguma! A eleição significa a aceitação do candidato ao reino dos céus. E, para isso, Deus não recompensará apenas aqueles que mostraram mais serviço, mas todos os que aceitaram ao Seu chamado.

Após a Sua ascensão, em Sua aparição “junto do mar de Tiberíades” (Jo 21:1), Jesus interrogou a Pedro se este realmente O amava. Logo depois, o apóstolo voltou os olhos para João, o discípulo amado, e “perguntou a Jesus: E quanto a este?” (Jo 21:21). A resposta de Cristo foi clara e objetiva: “Se Eu quero que ele permaneça até que Eu venha, que te importa? Quanto a ti, segue-Me” (Jo 21:22). É exatamente isto que o Salvador nos diz hoje: “Se Eu quero salvar o pobre, o rico, o são, o doente, que te importa? Quanto a você, segue-Me”.

O preço que Deus pagou para lhe resgatar foi o mesmo que Ele pagou para o meu resgate. E o Seu maior desejo é o de pagar “o salário” (‘v.8’) a todos de forma igualitária. Mas os últimos, aqueles que somente nos últimos instantes do dia atendem ao Seu chamado, recebem do Senhor uma atenção especial pois que, à semelhança dos dois cegos de Jericó, estavam cegos e ao abrirem-se os olhos, não vêem outro caminho a seguir a não ser Jesus (v.34).

Amados, em Sua oração sacerdotal, em que Jesus intercedeu por nós, eu destaco hoje as seguintes palavras: “a fim de que todos sejam um” (Jo 17:21). O desejo de receber um salário maior ou de uma posição privilegiada com relação aos demais, não vem de Deus e não está em harmonia com o ensino de Jesus. Muito pelo contrário, o Seu exemplo de serviço e de “dar a Sua vida” (v.28) para resgatar quem não merece deveria nos levar a levantar, todos os dias, o mesmo clamor dos dois cegos: “Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de nós!” (v.31).

Hoje, Jesus está nos perguntando mais uma vez: “Que quereis que Eu vos faça?” (v.33). Que a nossa resposta não seja a ambição por uma posição de destaque (v.21), e sim que seja: “Senhor, que nossos olhos se abram para compreender a Tua Palavra. Que eles se abram para olharmos o nosso semelhante com compaixão. Que eles se abram para contemplar-Te em Tua criação. Que nossos olhos se abram para que possamos sempre seguir os Teus passos”. E ainda que aqui encontremos resistência (v.31), muito em breve, Jesus abrirá os nossos olhos para vê-Lo nas nuvens do céu e nunca mais perdê-Lo de vista.

Bom dia, escolhidos para a salvação!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus20 #RPSP



MATEUS 19, Comentado por Rosana Barros
13 de fevereiro de 2018, 0:30
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“…Tudo isso tenho observado; que me falta ainda?” (v.20).

Atravessando o Jordão, Jesus seguiu pregando e curando as multidões, mas os que mais precisavam de cura insistiam em experimentá-Lo. Governados por suas próprias paixões e preferências, aqueles fariseus interpretavam as Escrituras conforme lhes fosse conveniente e testaram a Jesus usando o que Moisés havia escrito acerca do divórcio. Na verdade, o que está escrito em Deteronômio 24:1-4 não é uma autorização para o divórcio, e sim uma exceção ao divórcio. Contudo, o que Jesus deixou bem claro foi que o casamento foi criado por Deus no Éden como uma bênção para toda a vida. “Uma só carne” (v.5), não significa deixar de ter a sua individualidade, mas torná-la completa. Ele também não incentivou o celibato, mas esclareceu que esta opção é melhor do que não cumprir com fidelidade os votos do matrimônio sagrado.

Creio que a dureza de coração tenha sido o maior problema que Cristo teve de enfrentar no meio de Seu povo. A obra de lapidar o coração de Seus discípulos Lhe custou dedicação especial. Cada episódio da vida do Salvador era uma lição a ser ensinada ao Seu pequeno grupo de imaturos seguidores. Ao repreenderem aqueles que levaram crianças à presença de Jesus, os discípulos estavam apenas reagindo conforme o que haviam aprendido com a dureza de coração de seus líderes religiosos. Contudo, aquela cena comoveu o coração de alguém diferente. Ao ver Jesus abençoar e pegar no colo as criancinhas, um jovem rico saiu do meio da multidão com uma inquietante pergunta: “Mestre, que farei eu de bom para alcançar a vida eterna?” (v.16).

Imagino eu que esta pergunta não estava apenas no coração daquele jovem, mas que ele foi o único que teve a coragem de perguntar. A primeira resposta de Cristo esclareceu a primeira coisa que precisamos ter em mente: “Bom só existe Um” (v.17). Isto é, Deus é bom. Nada do que façamos ou deixemos de fazer nos atribui bondade alguma. A bondade faz parte do fruto do Espírito Santo. Ela nos é dada. Nós não a possuímos. Tranquilo até aqui? Então, vamos prosseguir…

Na segunda resposta de Jesus, Ele afirmou que, aquele que quer entrar na vida eterna deve guardar os mandamentos. Muitos há que ignoram o fato dEle ter citado alguns dos dez mandamentos. Outros, no entanto, usam a desculpa de que Ele só citou a segunda tábua da Lei. Mas esquecem de analisar o contexto. Jesus estava diante de um jovem judeu, ou seja, Ele não precisava lembrá-lo quanto à guarda do sábado ou quanto à adoração somente a Deus. Porém, aquele jovem carregava em seu íntimo um vazio inexplicável que desejava preencher.

“Que me falta ainda?” (v.20). Um jovem sedento por respostas, mas indisposto a aceitá-las. Ao expor o seu ponto fraco, Jesus lhe deu a certeza de quem Ele era, mas, ainda assim, a dureza de coração o impediu de seguir Aquele que tinha riquezas eternas a lhe oferecer. Para uma sociedade que julgava as pessoas conforme suas posses, abrir mão dos tesouros pessoais era algo fora de cogitação. E ao lançar por terra este tabu, Cristo causou grande tristeza ao jovem rico e grande admiração diante dos discípulos, a ponto de ser a vez deles de lançar-Lhe uma nova pergunta: “Sendo assim, quem pode ser salvo?” (v.25). E a resposta é uma só: “Isto é impossível aos homens, mas para Deus tudo é possível” (v.26).

Nenhum de nós, por melhor que pareça ser, é digno da vida eterna. Desde a entrada do pecado no mundo, nunca pisou na face da terra um ser humano sequer que pudesse salvar-se a si mesmo. Somente por causa do intenso e imenso amor de Deus por nós foi que Ele “deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16). O jovem rico trocou o maior presente dado ao mundo pelas migalhas de uma vida passageira.

Jesus está nos chamando mais uma vez, hoje: “Vem e segue-Me” (v.21). Que você e eu não vivamos na ilusão de uma vida regada a obras vazias e regalias transitórias, mas que o Espírito Santo nos faça frutificar através de uma vida de fé e amor. E ainda que tenhamos de sofrer perdas aqui, por causa do nome de Jesus, alegre-mo-nos na certeza de que receberemos muitas vezes mais e herdaremos a vida eterna (v.29).

Bom dia, seguidores de Cristo

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus19 #RPSP



MATEUS 18, COMENTADO POR ROSANA BARROS
12 de fevereiro de 2018, 0:30
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“Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus” (v.3).

A pergunta que não calava no coração dos discípulos era esta: “Quem é, porventura, o maior no reino dos céus?” (v.1). O desejo por assumir um lugar de destaque no reino de Cristo, certamente, inquietava-os e foi o principal motivo de discussão entre eles durante os três anos e meio em que andaram com Jesus, mesmo diante da resposta que deveria ter sido suficiente para encerrar este assunto. “Chamando uma criança” (v.2), Jesus declarou, em outras palavras, a Sua primeira fala no sermão da montanha: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5:3). Jesus não se referiu à imaturidade de uma criança, mas a humildade em reconhecer que necessita de ajuda, que não consegue andar sozinha.

Mas Cristo foi além, e despertou Seus discípulos à responsabilidade de jamais servirem de pedra de tropeço aos Seus pequeninos. Como crianças de Jesus, Ele espera que vivamos em conformidade com os Seus ensinos e busquemos a comunhão do Espírito. Como pecadores, não estamos livres de falhar, contudo, Ele nos deixou escrito o caminho por onde devemos andar e espera que estejamos sempre dispostos a dEle aprender, com humildade e inteireza de coração. Aquele que nos chamou “das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9), espera que vivamos de forma digna ao nosso chamado.

Os anjos que assistem à presença de Deus face a face, são os que têm cuidado e guardado os pequeninos de Deus para a salvação, como está escrito: “Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?” (Hb 1:14). Deus não deseja perder um pequenino sequer de Seu redil e vai em busca daquele que porventura tenha se extraviado. Mas Ele também nos chamou à responsabilidade de cuidarmos uns dos outros e de como agir em situações de conflito. Vejamos a ordem estabelecida por Jesus para tentar sanar um conflito entre irmãos:

1. “Vai argui-lo entre ti e ele só” (v.15). Ou seja, não divulgue o pecado do seu irmão, mas procura primeiro resolver o problema com ele;
2. Se caso ele “não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas” (v.16) para que fique provado o seu desejo pela paz;
3. “Se ele não os atender, dize-o à igreja” (v.17).

Quando eu era criança, lembro-me do costume que havia em estar “de bem” ou “de mal” de algum coleguinha. Mas também me lembro de como era curto o intervalo entre um “tô de mal” e uma nova brincadeira. As crianças são rápidas para perdoar e resolvem seus atritos com facilidade, enquanto nós adultos, “maduros”, estabelecemos uma linha divisória entre nós e aqueles que não perdoamos. O nosso maior problema não é ter que conviver com eles, mas com os maus sentimentos que permitimos tomar conta de nosso coração. Observem que o verso que todos usamos para afirmar que Jesus está no meio de nós, está dentro do contexto do perdão: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, ali estou no meio deles” (v.20).

Muitos há que pensam estar reunidos em nome de Jesus, enquanto conservam um coração governado pelo orgulho e pela soberba. A pergunta de Pedro e sua tentativa de parecer mais misericordioso do que os outros com a “perfeita” quantidade de perdões, foi subjugada pelo Matemático do amor com “setenta vezes sete” (v.22). Não há como ser levado a sério como cristão se o amor e o perdão não fizerem parte de nosso jornadear. Ambos são dons de Deus que precisamos pedir todos os dias. “Se do íntimo” (v.35), não vivermos o perdão, estamos nós mesmos amarrando ao nosso pescoço “uma grande pedra de moinho” (v.6).

Amados, todos temos uma conta que, por nossos próprios esforços, seria impagável. Mas Jesus assumiu a nossa dívida e decidiu nos perdoar. Qual será, pois, a nossa reação diante de tão grande sacrifício? Sufocar aqueles que nos fizeram mal pelo ódio, ou lançar-lhes um lindo sorriso da criança que permitimos que Jesus nos transformasse?

Raiva ou compaixão? Ódio ou amor? A sua reação é o que define para onde você está indo. Mas, lembre-se: aquele que não se tornar como criança, jamais entrará no reino dos céus (v.3).

Bom dia, crianças de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Mateus18
#RPSP

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MATEUS 17, Comentado por Rosana Barros
11 de fevereiro de 2018, 0:30
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“Então, eles, levantando os olhos, a ninguém viram, senão Jesus” (v.8).

Após a promessa de que alguns de Seus discípulos não veriam a morte sem que antes tivessem uma visão de Cristo glorificado (Mt 16:28), a promessa é cumprida. Pedro e os irmãos Tiago e João tiveram a visão privilegiada de Jesus como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Em Seu ministério público, o coração do Salvador estava cheio de compaixão, mas também terrivelmente aflito. O Pai olhou para o Filho em angústia e enviou dois mensageiros que Lhe seriam o mais terno conforto. Deus poderia ter enviado uma hoste angelical naquele momento, mas não teria tido o impacto que Moisés e Elias causaram. Aqueles dois homens representam as duas classes de salvos que Cristo apresentará ao Universo como troféus de Sua vitória.

Elias foi levado aos céus com vida (2Rs 2:11). Já Moisés morreu e foi ressuscitado (Jd 1:9). Na primeira carta de Paulo aos tessalonicenses, está escrita a mais linda e confortante promessa: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts 4:16-17). A aparição corpórea de Elias e Moisés foi a ilustração desta promessa, fortalecendo a Jesus em Sua missão de salvar a humanidade.

Da mesma forma, quando Cristo rasgar este céu atmosférico, e o Pai declarar perante o Universo: “Este é o Meu Filho amado” (v.5), os discípulos de Jesus que andaram com Ele, se prostrarão diante de tão magnífica aparição. Mas, da boca de Jesus, ouvirão o chamado: “Erguei-vos e não temais!” (v.7). E eles, “levantando os olhos, a ninguém [virão], senão Jesus” (v.8). Esta deve ser a nossa maior esperança e desejo mais ardente: o de ver a Jesus e nunca mais perdê-Lo de vista! Mas isso deve começar aqui. Eis o segredo da vitória: “Olhai para Mim e sede salvos” (Is 45:22).

Ao contemplar o nosso Salvador todos os dias, “somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co 3:18). Então, cumprimos com fidelidade a missão que nos foi confiada de, à semelhança de João Batista, declarar ao mundo a brevidade da vinda, não mais do Deus menino, mas do Deus em Sua perfeita glória. O mundo está gemendo de dor, e o inimigo têm usado a sua hoste com ira de quem sabe “que pouco tempo lhe resta” (Ap 12:12). Não precisamos de mais “promoções” a fim de angariar multidões para viver um evangelho que não tem nada a ver com o Exemplo de Cristo. Precisamos sim, de um povo que, como os sete mil joelhos que com Elias não se curvaram diante de um deus estranho (1Rs 19:18), esteja unido em “oração e jejum” (v.21).

A notícia que causou grande tristeza aos discípulos (v.23), hoje, é a notícia que enche o nosso coração de esperança e alegria em um Salvador que pagou o preço de nosso resgate e que venceu a morte por mim e por você. Semelhante ao pagamento do imposto, Ele também não era obrigado a pagar uma culpa que era nossa, mas, por amor, escolheu nos amar até à morte. Que este amor extraordinário e constrangedor, seja a razão de nossa vida, e viveremos este amor de modo tão natural quanto nos é respirar.

Olhe para Cristo e, certamente, viverás!

Bom dia, discípulos do amor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus17 #RPSP

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MATEUS 16, Comentado por Rosana Barros
10 de fevereiro de 2018, 0:30
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“Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-Me” (v.24).

Ao contrário dos líderes religiosos da época, Jesus era Alguém que estava sempre disponível a todos. Crianças, mulheres, publicanos, leprosos, fariseus, todos podiam ter acesso ao Mestre. Contudo, mesmo diante dos inúmeros milagres realizados e de Sua vida abnegada, o Seu ministério era constantemente criticado e ridicularizado pelos líderes judeus. Como agentes de Satanás, tentavam a Cristo (v.1) à semelhança da tentação no deserto a fim de que Ele usasse do poder divino para que o inimigo prontamente pudesse acusá-lo de usar dos atributos da divindade para aliviar o Seu fardo.

Jesus encontrou na Terra “uma geração má e adúltera” (v.4), muito difícil de lidar, dada a falta de conhecimento de Deus (Alguma semelhança com a nossa geração não é mera coincidência). Uma geração onde a doutrina de sua religião foi chamada por Cristo de perigosa: “Vede, acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus” (v.6). Os discípulos haviam crescido ouvindo os seus líderes religiosos e aprendendo a olhar para eles com admiração. Sua religiosidade impecável era-lhes exemplo de santidade. Mas quando conheceram a Jesus e passaram a andar com Ele, Seus olhos começaram a se abrir para O perfeito Exemplo de santidade. Mesmo diante de tão imaturo e incrédulo grupo apostólico (v.7), o amor e a paciência do Salvador atravessava a capa que lhes ocultava o coração e lhes apontava o real significado de Suas palavras (v.11).

Cada passo dado por Jesus era completamente guiado pelo Pai e cada local visitado tinha um propósito específico. “Cesareia de Filipe” (v.13) era um lugar considerado pagão e envolto em mistérios. Conforme relatos históricos e descobertas arqueológicas, Cesareia também era uma espécie de refúgio das maiores autoridades da época. Foi ali que, reunindo Seus discípulos, Jesus lhes perguntou quem o povo dizia ser Ele e quem os próprios discípulos diziam que Ele era. Ali, no palco das atrações romanas e das idolatrias, Pedro declarou: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (v.16). E sua inspirada declaração lhe rendeu a sua própria bem-aventurança: “Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas Meu Pai, que está nos céus” (v.17).

Quando avançamos para a fala de Cristo no verso seguinte, nos deparamos com um jogo de palavras que tem sido causa de divergências doutrinárias: “Também Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha igreja” (v.18). Em grego, o nome Pedro, petros, significa “uma pedra pequena”, enquanto a palavra pedra, petra, significa “pedra maciça”. Era como se Jesus tivesse dito: “Tu és uma pedra pequena, mas sobre esta pedra maciça edificarei a Minha igreja”. Mas, então, que “pedra maciça” é essa? É a própria declaração que Pedro havia feito acerca de Cristo.

Veja o que o próprio Pedro afirmou: “Chegando-vos a Ele [Jesus], a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa… A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular” (1Pe 2:4 e 7). Em Efésios 12:20, Paulo escreveu: “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo Ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular… no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito”. Pedro também afirmou tal verdade diante de uma turba de autoridades acusadoras: “Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular” (At 4:11). Percebem a quantidade de textos afirmando que Jesus é a pedra sobre a qual a igreja seria edificada, e não um ser humano falho e cheio de limitações? “E a pedra é Cristo” (1Co 10:4)! E sobre esta rocha, meus irmãos, “as portas do inferno não prevalecerão” (v.18) contra nós.

Precisamos estar sempre vigilantes quanto as entradas da alma. Satanás, um profundo conhecedor da mente humana, está constantemente à espreita de um deslize de nossa parte. Orgulhoso de sua recente vitória espiritual, o coração de Pedro engrandeceu-se a tal ponto de tentar tornar-se algum tipo de conselheiro de Cristo (v.22). Mas o seu semblante orgulhoso logo se transformou em semblante de vergonha e horror ao ouvir as mais duras palavras de sua vida: “Arreda, Satanás! Tu és para Mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens” (v.23). Jesus não chamou Pedro de Satanás, mas deixou bem claro que suas palavras não mais tinham a ver com a revelação divina, e sim com a obra de Satanás de fazer com que Jesus desistisse de consumar a Sua missão de resgate da raça humana. Isso nos mostra o quão perigoso é baixar a guarda nem que seja por um instante.

Antes mesmo da cruz, Jesus motivou Seus discípulos a participar de Seu sofrimento. A busca por prestígio e por riquezas certamente não é encorajada em nenhum dos discursos e ensinamentos de Jesus, muito pelo contrário, Sua vida deixou um legado de altruísmo e humildade. Negar-se a si mesmo com certeza é a maior das lutas que enfrentamos todos os dias. Que sejamos casas espirituais (1Pe 2:5) edificadas sobre a Rocha, que é Cristo e, muito em breve, Jesus nos retribuirá com a recompensa eterna (v.27).

Bom dia, igreja fundada sobre a Rocha!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus16 #RPSP



MATEUS 15, Comentado por Rosana Barros
9 de fevereiro de 2018, 0:30
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“Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim” (v.8).


Assistindo a um vídeo de um canal cristão (Camelo na Agulha), de uma forma bem humorada ele apresenta a triste realidade de um grupo de pessoas o qual denominou de “ministério da crítica”. São aqueles cuja atenção está sempre voltada para criticar a atitude alheia. Jesus deparava-Se constantemente com este “ministério”. Ao comerem sem antes lavar as mãos várias vezes, conforme “a tradição dos anciãos” (v.2), os discípulos foram acusados de transgressão. A réplica de Jesus não foi uma devolução na mesma moeda, mas uma advertência quanto ao que os escribas e fariseus julgavam como prioridade.

Enquanto criticavam o comer sem lavar as mãos, transgrediam o quinto mandamento da Lei de Deus (Êx 20:12). A prática da tradição denominada “Corbã” (uma espécie de oferta especial) foi condenada por Jesus pelo fato de tal tradição ser colocada acima da Palavra de Deus (v.6). Muitos daqueles líderes religiosos negligenciavam o cuidado para com seus pais idosos, com o discurso: “É oferta ao Senhor aquilo que poderias aproveitar de mim” (v.5). E o que o nosso irmão chamou de “ministério da crítica”, Jesus chamou de “ministério da hipocrisia”.

Será que o nosso cristianismo tem sido, de fato, a prática do puro Evangelho? Ou temos vivido um evangelho à moda de Hitler, visando criar uma “raça” de “santos” hipócritas, condenando todos os demais como miseráveis hereges de “raça” inferior? Somos portadores de verdades eternas, e diante de tamanha responsabilidade, a nossa maior obra e urgente necessidade é a da comunhão com Deus. Adquirir conhecimento da Palavra sem conhecer a Deus torna-se hipocrisia. Mas buscar conhecer a Deus através de um relacionamento diário com Ele, examinando as Escrituras e através de uma vida de oração, é vida eterna (Jo 17:3).

O relato sobre o pedido da mulher siro-fenícia é uma prova de que Deus tem uma igreja invisível espalhada pelos quatro cantos da Terra e que, no devido tempo, assim como foi com Noé e sua família, ouvirá o Seu último chamado. Multidões têm clamado: “Senhor, socorre-me!” (v.25). Percebam que enquanto os discípulos não pediram para que Jesus desse atenção àquela mulher, Ele permaneceu calado. E que Ele estava sentado quando as multidões levaram os enfermos “e os largaram” aos Seus pés (v.30). Este detalhe nos revela o que Cristo esperava de Seus discípulos e o que Ele espera de cada um de nós, hoje. Que sejamos veículos de Deus encaminhando as pessoas até Ele.

Não lhe parte o coração pensar que milhares de pessoas estão sofrendo hoje sem saber que direção tomar? Estão famintas de Deus, mas não sabem como saciar sua fome. Jesus está nos dizendo, agora mesmo: “Tenho compaixão desta gente” (v.32). E o que faremos? Diremos, como os discípulos que foram testemunhas oculares da primeira multiplicação, que não temos como alimentar as multidões (v.33)? Ou simplesmente confiaremos que Jesus usará o pouco que temos para a glória de Deus?

Amados, eu passei muitos anos considerando que o meu cristianismo era verdadeiro quando eu nem conhecia a Jesus. Mas quando Ele me encontrou e eu passei a experimentá-Lo em minha vida todos os dias, eu posso afirmar que não há maior alegria do que esta. Da zona de conforto, fui levada ao deserto, que se não fosse Jesus a me dizer constantemente: “Filha, Eu já venci por você. A Minha graça te basta!”, eu não teria suportado. Ellen White diz que “as ações formam hábitos, os hábitos formam o caráter, e pelo caráter é decidido nosso destino para este tempo e para a eternidade” (Parábolas de Jesus, p. 356).

Precisamos formar o hábito da comunhão diária. Jesus anda e senta perto de nós, mas Ele jamais invadirá o território de nosso livre arbítrio. Quando compreendermos que como povo do advento o nosso primeiro serviço deve ser a renúncia do eu e a devoção diária a Deus, então o Espírito Santo será derramado com poder jamais visto e ser-nos-á dado “pão” suficiente para alimentar o mundo.

A escolha é nossa: “ministério da crítica” ou ministério de Cristo?

Bom dia, discípulos do ministério de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Mateus15
#RPSP



MATEUS 14, Comentado por Rosana Barros
8 de fevereiro de 2018, 0:30
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“Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: Salva-me, Senhor!” (v.30).


Temendo a reação do povo, Herodes mantinha João Batista na prisão, a contragosto de Herodias, que desejava a morte daquele que expunha o seu pecado. Ao atalaia da verdade foi incumbido preparar os corações para receber o Messias, quer sua mensagem fosse aceita, quer não. E com coragem e santa ousadia, advertia a Herodes de seu pecado com Herodias: “Não te é lícito possuí-la” (v.4), cumprindo com fidelidade a sua missão: “Mas, se avisares o perverso, e ele não se converter de sua maldade e do seu caminho perverso, ele morrerá na sua iniquidade, mas tu salvaste a tua alma” (Ez 3:19). Apesar da forma trágica com que João foi morto, a sua morte foi para a vida (Ap 2:10). Mas, ao decretar a morte de João Batista, Herodes e Herodias decretaram a própria morte, e esta eterna.

A notícia da morte de João fez o coração humano de Cristo sangrar, a ponto de desejar passar o luto em lugar deserto. Entretanto, assim como as multidões se dirigiam ao deserto a fim de ouvir a mensagem de João, muito mais anelavam estar na presença dAquele a quem o profeta anunciara. A compaixão foi maior do que a dor da perda e a cada enfermo curado, Seu coração era confortado. “Ao cair da tarde” (v.15), porém, uma preocupação se instalou no coração dos discípulos: Não havia comida. Então, ao irem a Jesus pensando estar levando a solução, Ele lançou sobre eles a responsabilidade de saciar a fome de “cerca de cinco mil homens, além de mulheres e crianças” (v.21). A partir dali, eles presenciariam uma das maiores lições de confiança no poder de Deus.

Apenas “cinco pães e dois peixes” (v.17) era o que tinham em mãos. Mas ao entregar aquele pequeno lanche nas mãos do Mantenedor, o pouco se tornou em abundância. Notem que Jesus não entregou o alimento às multidões, mas aos discípulos para que estes o compartilhassem. Após todos estarem satisfeitos, sobraram doze cestos cheios. Maravilhadas com aquele milagre, as multidões começaram a segui-Lo não pelo que Ele era, mas pelo que Ele poderia lhes oferecer (Jo 6:26). E, diante da revelação de Cristo: “Eu sou o Pão da Vida” (Jo 6:48), escandalizaram-se e “O abandonaram e já não andavam com Ele” (Jo 6:66). Assim como daquela multiplicação sobraram doze cestos cheios, apenas os doze discípulos permaneceram com Jesus (Jo 6:67). E a eles foi dado o privilégio de viver inúmeras experiências lado a lado com o Salvador do mundo. Por Seu exemplo de íntima comunhão com o Pai (v.23), Jesus lhes ensinava as mais ricas lições espirituais.

Não é nada atrativa a ideia de que a vida cristã requer renúncia e privações, mas igrejas ficam superlotadas quando ali oferecem o que é aprazível às grandes massas. O grande problema que se tem instalado no meio cristão é justamente este, o de transformar o lugar de adoração em lugar de atração. Assim como aquelas multidões não estavam mais indo a Cristo pelo motivo certo, milhares têm seguido pelo mesmo caminho. Mas, ao perceberem que a vida cristã não é aquilo que desejam, abandonam a Jesus com a mesma rapidez com que decidiram segui-Lo. Não aceitam “toda a verdade” (Jo 16:16), fazendo da Bíblia apenas um livro de autoajuda e não o “Assim diz o Senhor”. Agostinho de Hipona sintetizou esta triste realidade em uma frase: “Se você acredita apenas nas partes que você gosta do Evangelho, e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você acredita, mas em si mesmo”.

Assim como Jesus foi ao encontro dos discípulos para socorrê-los alta madrugada (entre três e seis horas da manhã) (v.25), “começando de madrugada” (Jr 7:13), Ele vem ao nosso encontro para nos dizer: “Tende bom ânimo! Sou Eu. Não temais!” (v.27), e nos convida a andar com Ele por sobre o mar das aflições. E mesmo que a nossa falta de fé nos faça submergir, Ele está pronto a atender ao nosso grito de socorro: “Salva-me, Senhor!” (v.30). Cristo não nos prometeu uma vida só de alegrias neste mundo, mas prometeu estar sempre por perto para nos estender a mão e nos conduzir à Sua embarcação em segurança.

Que o nosso cristianismo não seja baseado no que Deus pode nos oferecer, mas no amor pelo Deus que deu o melhor do Céu para nos salvar. Que a nossa adoração a Cristo seja um constante testemunho a declarar: “Verdadeiramente és Filho de Deus!” (v.23).

Bom dia, seguidores de Jesus Cristo!

Rosana Garcia Barros

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MATEUS 13, Comentado por Rosana Barros
7 de fevereiro de 2018, 0:30
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“Bem-aventurados, porém, os vossos olhos, porque veem; e os vossos ouvidos, porque ouvem” (v.16).


Os cenários dos mais belos discursos de Cristo estavam na natureza. Num monte verdejante ou “à beira-mar” (v.1), estava Ele ensinando e curando aqueles aos quais viera salvar. A mesma voz que falou e tudo se fez (Jo 1:1-3), ganhava uma entonação vibrante e compreensível até por quem passasse de longe. E diante de uma multidão sedenta por atenção, Jesus iniciou uma nova “temporada” de sermões, através do uso de parábolas.

A parábola inaugural apresenta quatro tipos de ouvintes da Palavra de Deus, representados pelos seguintes tipos de solo:

  1. à beira do caminho” (v.4): São aqueles que até ouvem a Palavra de Deus, mas logo vem o inimigo e “arrebata o que lhes foi semeado no coração” (v.19);
  2. “solo rochoso” (v.5): É todo aquele que ouve e recebe a Palavra “com alegria” (v.20), mas não criando raízes, isto é, não fortalecendo a fé, “chegando a angústia ou a perseguição por causa da Palavra, logo se escandaliza” (v.21);
  3. “entre os espinhos” (v.7): Estes ouvem a Palavra de Deus, mas são facilmente sufocados pelos “cuidados do mundo e a fascinação das riquezas”, tornando-se infrutíferos (v.22);
  4. em boa terra” (v.8): Todo aquele que ouve a Palavra de Deus “e a compreende” (v.23), dando bons frutos.

Certamente, Jesus apreciava usar ilustrações da natureza e de coisas que eram familiares às “grandes multidões” (v.2) que O ouviam, sendo boa parte compostas de agricultores e de pescadores. Havia ali os quatro tipos de ouvintes. E também havia o joio e o trigo (v.36-43), os peixes bons e os peixes ruins (v.47-50). Pois “Aquele que lavou os pés de Judas, anseia lavar todo coração da mancha do pecado” (DTN, p. 465). De uma forma didática, Cristo os ensinava, mas a explicação dos “mistérios do reino dos céus” (v.11) só era dada aos discípulos por uma boa razão: nem todos os corações ali estavam realmente dispostos a compreender as verdades do Céu. Com os corações endurecidos (v.15), esperavam que Jesus manifestasse mais milagres que pudessem satisfazê-los, mas não estavam dispostos a colocar o reino dos céus em primeiro lugar (v.44). Não queriam ir em busca da “pérola de grande valor” (v.46), mas esperavam encontrar coisa melhor aqui.

No tempo determinado, Jesus veio a este mundo a fim de salvá-lo. No tempo determinado, Ele cumpriu o Seu ministério e pagou o preço de nosso resgate morrendo numa cruz. “No tempo da colheita” (v.30), Ele ordenará que os Seus anjos separem o joio do trigo, selando os filhos do reino e guardando-os no Seu celeiro, obra esta que já começou:

Estamos no tempo da sacudidura, tempo em que cada coisa que pode ser sacudida, sacudir-se-á. O Senhor não desculpará os que conhecem a verdade, se não obedecem a Seus mandamentos por palavra e ação” (TS, v.2, p. 547 e 548).

De igual forma, no tempo determinado, Jesus voltará para por fim ao pecado. Prontos ou não, quer acreditem ou não, “todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mt 24:30). Quer você estar apercebido (Mt 25:10) para este grande Dia? Não basta apenas se maravilhar com as verdades divinas (v.54), mas é preciso crer para que elas se tornem reais em nossa vida. Então, faremos parte do grupo de justos que “resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai” (v.43).

Por favor, permita que o Espírito Santo fale ao seu coração hoje, todos os dias, até aquele grande Dia. “Quem tem ouvidos [para ouvir], ouça” (v.43).

Rosana Garcia Barros

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MATEUS 12, Comentado por Rosana Barros
6 de fevereiro de 2018, 0:30
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“Quem não é por Mim é contra Mim; e quem Comigo não ajunta espalha” (v.30).


O contexto religioso daquela época exigia certos procedimentos (ou poderíamos chamar de constrangimentos) que se tornaram mais importantes do que o “Assim diz o Senhor”. Os sacerdotes, escribas e fariseus estavam sempre à espreita de transgressores e a guarda do sábado era o principal alvo de suas acusações. Separado pelo Criador como um dia especial de encontro com a obra prima de Sua criação (Gn 2:2-3), o sábado é o memorial eterno de que “em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há” (Êx 20:11). Foi estabelecido por Deus como um tempo santificado de descanso e de comunhão especial entre Ele e o homem e entre o homem e seus semelhantes. Infelizmente, o homem se esqueceu de tal bênção a ponto do Senhor mesmo ter de dizer: “Lembra-te” (Êx 20:8).

Com o fim de saciar a fome, os discípulos colheram espigas para comer em pleno sábado, o que lhes custou o célere julgamento dos fariseus. Seus corações estavam tão endurecidos, que para eles, colher algumas espigas no sábado era pecado, mas conspirar para tirar a vida de alguém não o era (v.14). Contudo, Aquele que não veio revogar a Lei e nem os Profetas, mas veio para cumprir; que veio para ensinar o homem como servir a Deus; que não veio para julgar, mas para salvar, esclareceu àquela “raça de víboras” (v.34) quem na verdade tem o poder de dizer o que é ou o que não é lícito se fazer aos sábados: O “Senhor do sábado” (v.8).

O sábado é um dia de cura, de restauração, de comunhão e de recriação. A cada sétimo dia da semana o Criador nos estende o privilégio de receber as Suas mais sublimes bênçãos e todo aquele que deseja seguir os passos de Jesus, deve andar como Ele andou, realizando as obras que Ele realizou. Dos relatos de Suas curas, boa parte delas foi realizada aos sábados. Como era Seu costume (Lc 4:16), aos sábados, Jesus pregava e ensinava nas sinagogas e atendia o povo em suas necessidades. “Lembra-te do dia de sábado” (Êx 20:8) não foi uma lei estabelecida para um povo antigo, e nem tampouco é uma sugestão de que dia devemos guardar, mas é um mandamento dAquele que criou a ordem natural das coisas e sabe exatamente o momento em que precisamos parar. É como uma placa de PARE. Se um veículo não obedece ao aviso corre o sério risco de sofrer um grave acidente ou de prejudicar alguém. E não escolhemos onde as placas devem ser colocadas, mas há um órgão superior que as colocam em lugares estratégicos visando a nossa segurança. O homem não foi criado em função da placa, mas a placa foi estabelecida com o fim de proteger o homem. Da mesma forma, o sábado é como uma placa de PARE, que Deus estabeleceu “por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Mc 2:27). Compreendem a diferença?

O sábado não deve ser um motivo de divisões e desavenças, mas um meio de unir o povo de Deus num só propósito. Enquanto os líderes religiosos se reuniram para condenar a obra de Cristo e maquinar em seus corações um modo de tirar-Lhe a vida, Jesus saiu dali sendo seguido por muitos, “e a todos Ele curou” (v.15). Este é o real objetivo do santo sábado do Senhor. Não é um dia de condecorações (v.16) e de erguer bandeiras de quem é de Paulo ou de Apolo (1Co 3:4), mas é um tempo sagrado para erguer a ensanguentada bandeira do Príncipe Emanuel e mostrar ao mundo que ainda há um povo na Terra sendo guiado “pelo Espírito de Deus” (v.28).

Meus irmãos, não julguem mal a ênfase dada à mensagem do sábado, mas levem em conta de que os verdadeiros transgressores do sábado eram aqueles que afirmavam guardá-lo. E isto nos coloca em uma posição bastante preocupante e digna de séria reflexão. Jesus disse que aqueles que não ajuntam com Ele, espalham. Ou seja, pensam estar fazendo o que é correto quando ignoram o que realmente agrada a Deus: “Misericórdia quero e não holocaustos” (v.7). Você já parou para pensar que, muitas vezes, as suas obras sabáticas têm abafado a voz de Jesus a lhe dizer: “Estende a mão” (v.13)? Como esperamos oferecer o que nós mesmos não aceitamos? Como tirar bons tesouros de um coração que não tem tempo para parar e ouvir a voz do seu Criador? Precisamos, desesperadamente, de cura! Mas como seremos curados se não damos ouvidos Aquele que deseja nos curar?

Coloque, agora mesmo, a sua vida nas mãos do Criador. Não corra o perigo de blasfemar contra o Espírito Santo (v.31), que é a rejeição de Seu chamado. Jesus nos chama para fazermos parte de Sua família (v.50), uma grande família que, mesmo separada geograficamente, a cada sábado, segundo o costume de seu Mestre e Senhor, se une com um mesmo propósito: adorar “Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar e as fontes das águas” (Ap 14:7). Que o Espírito Santo preencha o nosso coração com o amor de Deus (Rm 5:5), para que a nossa boca fale palavras de justiça (v.37) e para que sejamos, à semelhança de nosso Salvador, abençoadores de nossos irmãos.

Bom dia, discípulos do Senhor do sábado!

Rosana Garcia Barros

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