Reavivados por Sua Palavra


ATOS 10 – Comentado por Rosana Barros
4 de maio de 2018, 0:30
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“Portanto, sem demora, mandei chamar-te, e fizeste bem em vir. Agora, pois, estamos todos aqui, na presença de Deus, prontos para ouvir tudo o que te foi ordenado da parte do Senhor” (v.33).


De acordo com o dicionário, uma pessoa piedosa é aquela “que sente por seus semelhantes um amor respeitoso, e pratica atos inspirados por esse sentimento”. Esta foi a primeira característica dada a Cornélio: piedoso. Ele não só sentia compaixão pelo próximo, mas a praticava. E apesar de sua origem romana, era “temente a Deus com toda a sua casa” (v.2). Como sacerdote do lar, era uma inspiração a seus filhos e esposa, de forma que “toda a sua casa” também servia ao Senhor. Além de fazer “muitas esmolas ao povo”, “de contínuo, orava a Deus” (v.2).

Foi quando estava em oração cerca das três horas da tarde, que lhe apareceu “um anjo de Deus” (v.3), instruindo-o a mandar chamar Pedro para que viesse à sua casa. Imediatamente, Cornélio fez tudo conforme o mensageiro celestial lhe falara e reuniu em sua casa “seus parentes e amigos íntimos” (v.24). Todos estavam em oração e grande expectativa para conhecer aquele que o Senhor mandara chamar. Em contrapartida, Pedro ainda nem fazia ideia do que estava prestes a acontecer. Indo “ao eirado, por volta da hora sexta, a fim de orar” (v.9), a única coisa que lhe passou pela cabeça foi o quanto estava com fome. E é a partir daí que ele teve a visão, creio eu, mais mal interpretada por boa parte do meio cristão.

De repente, Pedro foi tomado de uma estranha sensação, tendo a visão de um grande lençol que descia do céu “baixado à terra pelas quatro pontas” (v.11). Ali havia “toda sorte de quadrúpedes, répteis da terra e aves do céu” (v.12). Foi quando ouviu uma voz que lhe disse: “Levanta-te, Pedro! Mata e come” (v.13). Como bom judeu, Pedro jamais colocara na boca nada imundo. Sabia que Deus prescrevera as leis de saúde, inclusive quanto à proibição do consumo de carnes imundas (Lv 11), para a preservação e bem-estar da vida humana, o que o levou a replicar: “De modo nenhum, Senhor! Porque jamais comi coisa alguma comum e imunda” (v.14). Mas a insistência do mandado celeste deixou o apóstolo “perplexo sobre qual seria o significado da visão” (v.17). Será que Deus estava aprovando o consumo de qualquer tipo de animal como alimento? Será que havia mudado de ideia quanto ao que chamou de abominação (Lv 11:11)?

Mas enquanto Pedro meditava “acerca da visão, disse-lhe o Espírito: Estão aí dois homens que te procuram; levanta-te, pois, desce e vai com eles, nada duvidando; porque Eu os enviei” (v.19-20). Pedro não imaginava que através daqueles homens seria levado ao lugar onde entenderia o significado daquela confusa visão. Ao chegar na casa de Cornélio, este se prostrou aos seus pés para adorá-lo. Mas Pedro logo “o levantou, dizendo: Ergue-te, que eu também sou homem” (v.26). E ao ver quantos ali estavam e a alegria com que foi recebido, prontamente Pedro entendeu o significado da visão: “Vós bem sabeis que é proibido a um judeu ajuntar-se ou mesmo aproximar-se a alguém de outra raça; mas Deus me demonstrou que a nenhum homem considerasse comum ou imundo” (v.28). Eis o sentido daquela visão.

O mais influente dos apóstolos precisava compreender que “em qualquer nação, aquele que” teme a Deus “e faz o que é justo Lhe é aceitável” (v.35), “que Deus não faz acepção de pessoas” (v.34). Que Jesus Cristo “é o Senhor de todos” (v.36). Usar aquele texto para criar um pretexto a fim de usar como alimento o que Deus chamou de abominável, é ignorar totalmente o evangelho para todos. Aqueles animais representam todos os povos, tribos, línguas e nações. Assim como o lençol era baixado pelas quatro pontas, de Norte e Sul, Leste a Oeste, Deus tem ovelhas que Ele mesmo procura e busca (Ez 34:11).

Assim como Cornélio e toda a sua casa estavam “prontos para ouvir tudo o que… foi ordenado da parte do Senhor” (v.33), Deus tem procurado os Seus verdadeiros adoradores, que humildemente têm buscado conhecer a Sua “boa, agradável e perfeita vontade” (Rm 12:2). Homens e mulheres que, pelo estudo sincero das Escrituras, estão em busca da verdade e não da ilusão de teorias criadas para satisfazer as vontades carnais. Não demora, e Jesus reunirá as Suas ovelhas, “então, haverá um rebanho e um Pastor” (Jo 10:16). Quer você ser batizado pelo Espírito Santo? Ouça e estude a Palavra de Deus em espírito de oração e sincero desejo de conhecer o “Assim diz o Senhor”. E o bom Pastor lhe conduzirá aos pastos verdejantes da eternidade.

Bom dia, piedosos e tementes a Deus!

Rosana Garcia Barros

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ATOS 9 – Comentado por Rosana Barros
3 de maio de 2018, 0:30
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“Mas o Senhor lhe disse: Vai, porque este é para Mim um instrumento escolhido para levar o Meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel” (v.15).


A transformação de Saulo foi impressionante e surpreendente. Aquele que perseguia, encarcerava e mandava matar os “que eram do Caminho” (v.2) não imaginava que o próprio Jesus iria cruzar o seu caminho. Uma “luz do céu brilhou ao seu redor” (v.3) e logo pôde ouvir “uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que Me persegues?” (v.4). Ora, se por causa de uma oferta mentirosa Ananias e Safira foram mortos, porque o Senhor não exterminou a Saulo que tanto mal havia feito aos Seus filhos? Porque “o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (1Sm 16:7). Jesus enxergou em Saulo o que ninguém mais poderia: “um instrumento escolhido” (v.15) para dar continuidade à obra mundial da pregação do evangelho.

Imagino aquele zeloso judeu outrora forte e imbatível, prostrado durante três dias de jejum, chorando como uma criança pedindo perdão por todo o mal que fizera a seus irmãos e sua conivência no assassinato de Estêvão. O receio de Ananias era compreensível, haja vista a sede de sangue cristão que levara Saulo a Damasco. Era difícil aceitar que uma mudança tão rápida havia se operado na vida do perseguidor. Mas confiante na revelação divina, impôs as mãos sobre Saulo e as escamas do ódio, do orgulho, da descrença, “lhe caíram dos olhos… e tornou a ver” (v.18). De forma que, após batizado, de perseguidor passou a ser perseguido, tendo que estar peregrinando de cidade em cidade a fim de preservar a sua vida.

Assim, a igreja primitiva avançava e “crescia em número”, “caminhando no temor do Senhor e no conforto do Espírito Santo” (v.31). Pedro e os demais apóstolos também continuavam a pregar e realizar muitas curas e milagres. Dentre eles, a Bíblia destaca a cura de Eneias e a ressurreição de Dorcas. Quando vamos aos evangelhos, dificilmente a Bíblia apresenta o nome daqueles aos quais Jesus curou. Conhecemos bem a cura da mulher do fluxo de sangue, a ressurreição da filha de Jairo, a cura dos dez leprosos, do homem da mão ressequida, do servo do centurião romano, mas em nenhum desses casos a Escritura faz referência ao nome deles.

Eneias é um nome de origem grega (Aineias) e significa “louvado”, “ser louvado” ou “glorioso”. A sua cura foi um verdadeiro louvor e glória ao nome de Jesus, de modo que “todos os habitantes de Lida e Sarona” ao ver-lhe curado, “se converteram ao Senhor” (v.35). Já Dorcas, ou Tabita em hebraico, também é um nome de origem grega e significa “gazela” ou, por extensão, “aquela que é rápida”. Dorcas foi a primeira mulher a ganhar o título de “discípula” (v.36) e suas boas obras eram notáveis. Sendo uma mulher generosa, ela usava o seu talento como um ministério. Talvez Dorcas não tivesse o dom da oratória como Pedro, nem o da escrita como João. Talvez não tivesse a ousadia e a coragem de Paulo. Mas o que ela tinha nas mãos entregou ao serviço do Senhor, de forma que o seu púlpito era uma agulha.

Sobre o relato de Dorcas, elucida o pastor Emílio Abdala: “Primeiro as boas obras, depois as boas novas”. Foi assim na vida daquela discípula. As suas obras testificavam de sua fé em Cristo e era assim que apresentava Jesus às pessoas: fazendo o que Ele fazia. Até então seu ministério poderia ter sido, aos seus olhos, um trabalho muito pequeno comparado ao ministério dos discípulos, mas a sua ressurreição foi a grande prova de que a sua vida era, e deveria continuar sendo, um instrumento de Deus para a salvação de muitos.

Amados, Deus chama discípulos para os auditórios de milhares, mas também para os de um só ouvinte. O Deus que elegeu a Saulo como apóstolo dos gentios é O mesmo que elegeu a Dorcas como discípula das boas obras. Não importa o que você tenha em mãos. Se é uma agulha, costure para a glória de Deus. Se é um martelo, construa para a glória de Deus. Se é uma vassoura e um rodo, faça o melhor para a glória de Deus. Ou se, como Eneias, está paralisado e acha que não pode fazer nada na obra do Senhor, ouça agora, pela fé: “Jesus Cristo te cura!” (v.34). Creia que Ele está lhe chamando, neste momento; que você é “um instrumento escolhido” para que muitos também creiam no Senhor e para que Ele volte logo.

Bom dia, discípulos e discípulas de Jesus!

Rosana Garcia Barros

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ATOS 8 – Comentado por Rosana Barros
2 de maio de 2018, 0:30
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“Ele respondeu: Como poderei entender se alguém não me explicar? E convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele” (v.31).


Dispersos pelas perseguições e ameaças, os primeiros cristãos e os apóstolos seguiam operando grandes sinais e “iam por toda parte pregando a palavra” (v.4). Após Estêvão, o segundo a ser citado na lista dos primeiros diáconos foi Filipe. Este entrou na cidade dos samaritanos e “anunciava-lhes a Cristo” (v.5), realizando muitas curas, de modo que “houve grande alegria naquela cidade” (v.8.). Entre o povo de Samaria havia um homem, “chamado Simão, que ali praticava a mágica” (v.9). Era conhecido de todos como “o Grande Poder” (v.10), iludindo as pessoas com suas mágicas. Mas ao observar “extasiado os sinais e grandes milagres praticados” (v.13) por Filipe, abraçou a fé e foi batizado.

O que nos motiva a fazer algo, geralmente é o indicativo da nossa dedicação conforme as nossas intenções. Por exemplo, Simão passou a acompanhar de perto a obra dos apóstolos esperando o momento e a estratégia mais oportunos para atingir a sua meta: receber o mesmo poder que testemunhou na vida daqueles discípulos a fim de lucrar com isso. Seu batismo, portanto, foi apenas um degrau para tentar galgar o seu real objetivo. Não tinha um coração “reto diante de Deus” (v.21). Sua motivação era o ganho próprio e nada mais.

Que diferença entre Simão e o Eunuco etíope! Divinamente instruído, Filipe foi ao encontro deste estrangeiro com a missão de ser um instrumento do Espírito Santo. Aquele eunuco havia ido “adorar em Jerusalém” (v.27). Ou seja, de alguma forma ele ouviu falar sobre o Deus de Israel e conseguira o pergaminho do livro do “profeta Isaías” (v.28), o qual vinha lendo no caminho de volta para casa. Enquanto seus olhos percorriam as Páginas Sagradas com profundo interesse, Filipe avistou aquela cena que, imediatamente, o despertou a ouvir o Espírito Santo a lhe dizer: “Aproxima-te desse carro e acompanha-o” (v.29).

Ao ouvir a pergunta: “Compreendes o que vens lendo?” (v.30). Com humildade e singeleza de coração, respondeu o etíope: “Como poderei entender se alguém não me explicar?” (v.31). Ali naquela estrada, aconteceu um estudo bíblico. “Filipe explicou” a “passagem da Escritura” do livro de Isaías e “anunciou-lhe a Jesus” (v.35). Aquele homem estava tão disposto a aceitar a verdade bíblica e colocá-la em prática na sua vida, que não pensou duas vezes ao avistar um lugar com água: “Eis aqui água; que impede que seja eu batizado?” (v.36). Ao compreender a mensagem central das Escrituras, declarou o seu voto batismal: “Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus” (v.37), e foi batizado por Filipe.

Aquele estrangeiro voltou ao seu país de origem como um novo homem. Permitiu que a Palavra de Deus transformasse a sua vida e, certamente, a sua conversão teve um papel fundamental na evangelização de seu povo. Há um ministério de anjos “a favor dos que hão de herdar a salvação” (Hb 1:14). Anjos que falam, protegem, e indicam o caminho pelo qual devemos seguir. Quando agimos como Filipe, que “se levantou e foi” (v.26), estamos declarando a Deus que confiamos em Sua orientação e damos total liberdade ao Espírito Santo para falar conosco.

Simão abraçou a fé” (v.13) e foi batizado, mas o que o motivou foram suas más intenções. Já Filipe atendeu ao chamado de Deus e o eunuco prontamente decidiu pelo batismo. Que seja a nossa motivação o sincero desejo em experimentar “qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2). Que o estudo da Bíblia lhe motive a tomar as decisões corretas, ainda que, como Filipe e o eunuco, você tenha que percorrer estradas desertas e descer à água sozinho. Tenha certeza de uma coisa: Jesus estará com você “todos os dias até à consumação do século” (Mt 28:20). Ele prometeu! Ele é fiel!

Bom dia, batizados pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

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ATOS 7 – Comentado por Rosana Barros
1 de maio de 2018, 0:30
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“Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus, que estava à Sua direita” (v.55).


Discorrendo desde Abraão até os profetas de Deus que foram perseguidos e mortos e o próprio Cristo que foi rejeitado e morto, a defesa de Estêvão confirmou o cumprimento exato do cenário profético para o povo de Israel. A morte do primeiro mártir da igreja primitiva assinalou o fim de Israel como nação eleita. Conforme as profecias de Daniel, foi determinado um tempo para que aquela nação se arrependesse e se convertesse. No entanto, este tempo foi desperdiçado e as oportunidades, perdidas. E assim como mataram Aquele que viera pagar o preço de seu resgate, mataram a Estêvão, confirmando a sua rebelião.

Deliberadamente, rejeitaram aos apelos do Senhor. Decididamente, deram as costas à misericórdia divina e ao desejo de Deus de salvá-los. Vez após outra declararam ser sua religião formal mais importante do que o amor do Senhor. Seus olhos estavam vendados, e com as próprias mãos “taparam os ouvidos” (v.57) à inevitável sentença. Desde a saída do decreto de Ciro para reconstruir Jerusalém, em 457 a.C., até a morte de Estêvão, cumpriu-se com precisão as “setenta semanas” (ou 490 anos) de Daniel capítulo nove. A visão de Estêvão, portanto, não foi apenas um privilégio dado a um fiel servo do Altíssimo, mas o cumprimento da palavra profética de um Deus que não mente e não falha.

Quando Estêvão declarou: “Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, à destra de Deus” (v.56), ele viu uma cena de juízo. O justo Juiz levantou-Se de Seu trono para declarar o veredito final. Israel deixara de ser a representante de Deus na Terra e aquele que segurara as vestes dos algozes de Estêvão (v.58), seria separado para uma obra mundial que faria da igreja cristã o que Deus sempre idealizara: “Minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos” (Is 56:7). O fato de Estêvão ter resumido toda a história de Israel foi a mais contundente e irrefutável prova das grandes misericórdias de Deus e de como Ele conduziu o Seu povo apesar dos erros de percurso daqueles que elegeu como Seus representantes.

Estamos situados no tempo profético denominado “tempo do fim”. O apóstolo Paulo, em sua segunda carta a Timóteo, declarou que “nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis” (2Tm 3:1). Tempos em que o desejo humano estaria acima da vontade divina; em que a avareza, a arrogância e a desobediência comandariam o coração do homem; em que a ingratidão, a irreverência e a calúnia propagariam os veios da corrupção. Tempos em que o bem não apenas seria rejeitado, mas odiado; em que não é constrangedor encher a mente e o corpo de tudo o que não presta, enquanto se aparenta “forma de piedade” (2Tm 3:2-5). Verdadeiramente, são tempos sobremodo difíceis!

Jesus anunciou: “Eis que venho sem demora” (Ap 22:7). E independentemente de você acreditar, ou não, de estar pronto, ou não, Ele voltará. Ele prometeu! O segundo advento de Cristo é mencionado mais de 300 vezes no Novo Testamento. Enquanto isso, como estamos aguardando esta preciosa promessa? Como Israel no deserto, que mesmo após tantas provas do amor e do cuidado de Deus, “no seu coração, voltaram para o Egito” (v.39)?

Israel não deixou de ser a nação eleita de Deus porque matou a Estêvão, senão, o assassinato de Jesus seria infinitamente mais ofensivo aos olhos de Deus. Israel deixou de ser a nação eleita porque cometeu o pecado imperdoável: “Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno” (Mc 3:29).

As últimas palavras de Estêvão foram dirigidas diretamente ao povo: “Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo” (v.51). Deus está prestes a soltar de vez “os quatro ventos da terra” (Ap 7:1), e quando isso acontecer, findo estará o “tempo da oportunidade” (2Co 6:2).

Eu não sei você, mas eu estou cansada daqui, cansada de mim mesma, de minhas tentativas de ser uma pessoa melhor e da frustração ao perceber que nada do que eu faça é suficientemente bom o bastante comparado ao incomparável caráter de Cristo. Cansada de ver tanta miséria, violência e injustiça e, ao mesmo tempo, tanta riqueza, luxúria e descaso. Já chega! Eu quero, como Estêvão, olhar para o céu e contemplar a glória de Deus e a face do meu bom Jesus. Se este também é o seu desejo, ore comigo neste momento:

“Toma-me, Senhor, para ser Teu inteiramente. Aos Teus pés deponho todos os meus projetos. Usa-me hoje em Teu serviço. Permanece comigo, e permite que toda a minha obra se faça em Ti” (EGW, Caminho a Cristo, p. 69).

Bom dia, cheios do Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

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ATOS 6 – Comentado por Rosana Barros
30 de abril de 2018, 0:30
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“Todos os que estavam assentados no Sinédrio, fitando os olhos em Estêvão, viram o seu rosto como se fosse rosto de anjo” (v.15).


Enquanto estivermos neste mundo de pecado, o ditado de que “quanto mais pessoas, mais problemas” continuará sendo uma realidade. Não foi diferente com a igreja primitiva. “Multiplicando-se o número dos discípulos, houve murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas deles estavam sendo esquecidas na distribuição diária” (v.1). Estava acontecendo uma acepção entre as viúvas helenistas e as viúvas palestinas. “Os helenistas eram judeus cristãos de fala grega” (Comentário Bíblia da Mulher). Ainda havia um certo preconceito e esta questão precisava ser resolvida com urgência.

Numa convocação extraordinária, os doze discípulos reuniram a igreja e propuseram a eleição de “sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria” (v.3) que ficariam encarregados de atender as necessidades da comunidade. Foram os primeiros diáconos da igreja cristã. Dentre eles, contudo, um merece considerável destaque: “Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo” (v.5). Devidamente investidos, os diáconos deram início a uma sagrada obra em comunhão com os discípulos. Era um trabalho tão importante  quanto o “ministério da palavra” (v.4). O serviço daqueles sete diáconos proporcionou à igreja o crescimento da “palavra de Deus” e até mesmo “muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé” (v.7).

Estêvão, além de “servir às mesas” (v.2), “cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo” (v.8). Sua oratória impecável e perfeita argumentação deixavam os líderes judeus sem palavras. Inspirado pelo Espírito Santo, suas palavras e obras despertaram tamanha inveja, que “o povo, os anciãos e os escribas… o arrebataram, levando-o ao Sinédrio” (v.12). Mas apesar das testemunhas falsas, da ira que lhes consumia o coração e do temor de que aquele servo de Deus continuasse convertendo mais judeus, nada disso os impediu de contemplar, provavelmente, uma cena que jamais haviam visto: Iluminado pela glória do Invisível, cheio do Espírito e tomado de santo temor, o rosto de Estêvão brilhava como a face de um anjo.

Sobre Estêvão declara Ellen White:
Não somente falava no poder do Espírito Santo, mas também era claro ser ele um estudioso das profecias, e instruído em todos os assuntos da lei. Habilmente defendia as verdades que advogava e derrotava completamente seus oponentes. Em relação a ele cumpriu-se a promessa: ‘Proponde pois em vossos corações não premeditar como haveis de responder; porque Eu vos darei boca e sabedoria a que não poderão resistir nem contradizer todos quantos se vos opuserem’. Lucas 21:14, 15” (EGW, Atos dos Apóstolos, p. 54). Ninguém conseguiu refutar as palavras de Estêvão porque, na verdade, não eram palavras dele, mas do Espírito Santo.

Viver para Cristo é fácil. Difícil é morrer por Ele. Estêvão estava disposto a sofrer o que fosse por amor a Jesus. Não havia ninguém ou nada que ele amasse mais do que a seu Salvador. E o mesmo brilho que um dia envolvera o rosto de Moisés fora visto em seu rosto. Jesus deseja refletir o Seu brilho em nossa face, hoje. Fazer de mim e de você Suas testemunhas. A mudança feita pelo Espírito Santo no coração de Estêvão, foi manifesta em suas palavras e fisionomia. Permita que esta mesma mudança alcance o teu coração e o teu exterior brilhará “mais e mais até ser dia perfeito” (Pv 4:18).

Bom dia, testemunhas de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
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ATOS 5 – Comentado por Rosana Barros
29 de abril de 2018, 0:30
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“E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo” (v.42).


Logo após a exposição da fidelidade de Barnabé, a Bíblia apresenta a infidelidade de Ananias e Safira. Tentando ludibriar os discípulos, a fim de parecerem generosos à causa, pensaram que passariam despercebidos. Mas aquela igreja que estava dando apenas os seus primeiros passos precisava ser cuidada com especial sebe a fim de que a boa obra não fosse interrompida. A cobiça daqueles dois certamente afetaria os demais como uma doença contagiosa, mas o resultado da iniquidade de ambos causou “grande temor a toda a igreja” (v.11), de modo que perceberam que do Espírito Santo, ou seja, “de Deus não se zomba” (Gl 6:7).

E os apóstolos seguiam operando “muitos sinais e prodígios… entre o povo” (v.12), de modo que “crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor” (v.14). As palavras e obras dos discípulos testemunhavam do poder de Deus e da veracidade da ressurreição de Jesus, tanto que até mesmo a sombra de Pedro curava os enfermos. Porém, onde há oração, comunhão e fidelidade, certamente haverá  luta, represália e inveja. Satanás logo arregimentou seus agentes na tentativa de impedir o avanço da sagrada obra. Tomados de inveja (v.17), os líderes judeus “prenderam os apóstolos e os recolheram à prisão pública” (v.18). Tola tentativa!

O que são grades e guardas à vista do poderoso Senhor dos Exércitos, o Comandante das hostes celestiais? Bastou apenas um anjo para que aqueles homens estivessem novamente em liberdade dizendo “ao povo todas as palavras desta Vida” (v.20). E voltando para o templo, eles ensinavam ao povo. Ora, uma vez presos, eles poderiam ter fugido ou ido pregar em lugares secretos, mas retornaram aonde seria mais provável que fossem presos novamente. Na verdade, eles não estavam preocupados quanto ao que lhes aconteceria, e sim empenhados em fazer a vontade de Deus.

Quando lemos a afirmação dos apóstolos de que “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (v.29) e que Deus concede o Espírito Santo “aos que Lhe obedecem” (v.32), algo fica muito claro: o batismo do Espírito Santo é outorgado aos obedientes. A intrepidez e coragem dos discípulos não vinham deles mesmos, mas do poder do Espírito Santo. E foi por este mesmo poder que, após serem açoitados, “se retiraram do Sinédrio regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome” (v.41).

Tem sido muito fácil entitular-se “crente” hoje em dia. Frequentar uma igreja, se emocionar, dizer “Glórias e Aleluias”, fazer obras de caridade, nisto tem se resumido a vida cristã. Afinal, a maioria afirma, “Eu sou uma pessoa boa. Não mato, não agrido a ninguém, devolvo o dízimo e dou esmolas aos pobres. Está tudo certo”, enquanto o inimigo das almas tem vibrado com tal comodidade. Certa vez ouvi a seguinte frase: “Só se atira pedra em árvore que dá fruto”. E é verdade. Nem todos estão dispostos a ser alvo de perseguições e sofrimentos por amor a Cristo. E sobrevindo a primeira prova, logo é revelado o verdadeiro caráter que prefere desobedecer a sair da sua zona de conforto.

Quando ouço testemunhos de irmãos no Oriente Médio que estão colocando em risco a própria vida por amor a Jesus, e na maioria dos casos, perdendo a casa e a família por abraçar uma nova fé, me envergonho de minha condição. Mulheres que apanham de seus maridos e que são desprezadas por seus filhos e, ainda assim, manifestam um coração alegre por estar sofrendo “afrontas por esse Nome” (v.41). Não, eu não estou falando de testemunhos da igreja primitiva, mas da igreja contemporânea de Deus. Pessoas que não temem dar a própria vida por amor a Cristo e Seu evangelho de salvação.

Como bem falou Gamaliel, quando a obra é de Deus, nada pode destruí-la (v.39). Se pertencemos a Deus e a Ele verdadeiramente nos entregamos, “nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8:38-39). Encaremos, hoje, as provações como oportunidades de sermos fortalecidos para a grande prova final “qual nunca houve”, confiando de que Aquele que nos guarda, “naquele tempo”, nos salvará (Dn 12:1).

Feliz semana, perseguidos “por esse Nome”!

Rosana Garcia Barros

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ATOS 4 – Comentado por Rosana Barros
28 de abril de 2018, 0:30
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“Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum” (v.32).


A maravilhosa cura e o ousado discurso de Pedro despertou o interesse de milhares de judeus. Tanto, que muitos “dos que ouviram a palavra a aceitaram, subindo o número de homens a quase cinco mil” (v.4). Não obstante, alguns ficaram “ressentidos por ensinarem eles o povo e anunciarem, em Jesus, a ressurreição dentre os mortos” (v.2). Os sacerdotes e os saduceus, bem como “as autoridades, os anciãos e os escribas” (v.5), reuniram-se a fim de interrogar a Pedro e João.

Com intrepidez e “cheio do Espírito Santo” (v.8), Pedro passa a lhes falar como se tivesse frequentado a escola dos rabis e, tanto ele, como João, demonstram que, acima da educação judaica está aquela em que Cristo é o excelente Mestre. Contudo, se ainda assim as palavras não fossem suficientes, a prova maior estava “com eles”, de forma que aqueles líderes judeus “nada tinham que dizer em contrário” (v.14). E debaixo de várias ameaças, os discípulos permaneceram firmes em sua fé, sendo esta a resposta de ambos: “Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus; pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos” (v.19-20).

Aqueles homens estavam sendo impedidos de exercer livremente a sua fé. Eram considerados traidores da nação pelos rabinos judeus, que estudavam a melhor forma de coibir a sua pregação. Nem imaginavam que o movimento que apontavam como uma ameaça era, na verdade, o início de uma ceifa que está prestes a amadurecer (Ap 14:15). As primícias do ministério terrestre de Cristo compunham uma igreja que orava. Uma igreja que, ainda que odiada e perseguida, não temia enfrentar a represália com um “Assim diz o Senhor”. Uma igreja onde “ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum” (v.32). Era a igreja dentro de uma igreja. Daí, vem a pergunta: Onde está esta igreja?

Avancemos para o livro do Apocalipse. Eis a igreja de nossos dias, descrita pelo próprio Jesus: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da Minha boca; pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Ap 3:15-17). Este é o retrato escrito da última igreja de Cristo na Terra. Uma igreja que se orgulha do que tem enquanto Jesus está do lado de fora! Ele mesmo diz que está à porta e bate (Ap 3:20). Ah, meus irmãos, Jesus é um cavalheiro, Ele jamais vai entrar em lugar algum sem ser convidado! Ele está à porta. Ele bate. Ele não desiste. Mas Ele nunca vai invadir a minha e a sua vida, porque Ele não invade, Ele espera para entrar com a devida permissão.

Aquela igreja orou! Aquela igreja clamou! Aquela prima comunidade cristã estava unida como um só coração e alma. Talvez, o nosso maior problema, hoje, seja exatamente a liberdade de crença da qual tanto nos orgulhamos. Porque é no fogo que se forja o mais puro ouro. Assistindo a um sermão na internet, me deparei com a seguinte citação de um professor universitário ateu, que parecia descrever em detalhes a igreja de Laodiceia:

“É possível que nós estejamos num dos momentos mais religiosos da história humana, haja vista a grande quantidade de manifestações, associações, instituições, congressos e etc. É possível. E é possível que uma parte dessa nova religiosidade tenha a ver com a imersão de um homem líquido, que dá muito pouca importância a algo que não lhe favoreça… Hoje, o desafio é cristianizar os cristãos, e parar de dizer ‘Senhor, Senhor’ e começar a entender o desafio que significa uma opção de entrega. Como enfrentar um ambiente que é formalmente religioso e na prática é completamente egoísta?… Como falar de Deus pra quem tem Deus no carro, na casa, na camiseta, mas só não tem Deus no coração e na atitude?… Como falar da Lei para os doutores da Lei, para os escribas e fariseus; aqueles que pagam o dízimo sobre o cominho e não entenderam o básico? Esse é o desafio contemporâneo do mundo líquido”.

Uau! Como contrargumentar o que tem sido tão evidente em nosso meio? A igreja cristã primitiva crescia não porque as pessoas iam em busca de bênçãos, mas porque, verdadeiramente, desejavam ser uma bênção. Oh, meus irmãos, precisamos, em nome de Jesus, deixar de sermos cristãos rasos, que não têm profundidade, que não têm o mínimo necessário para que as pessoas encontrem em nós a imagem do Deus que afirmamos seguir! Que neste sábado, as nossas palavras e ações não sejam motivadas por fotografias ou curtidas nas redes sociais, mas, que movidos pelo Espírito Santo, a nossa vida seja uma bênção aos nossos semelhantes, ainda que apenas visualizados pelo Céu.

Feliz sábado, igreja abençoadora!

Rosana Garcia Barros

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ATOS 3 – Comentado por Rosana Barros
27 de abril de 2018, 0:30
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“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados” (v.19).


Em determinado momento de Seu ministério terrestre, Jesus enviou Seus discípulos, de dois em dois, instruindo-os acerca de como deveriam proceder e do que deveriam realizar. A primeira dupla missionária da igreja primitiva registrada nas Escrituras foram Pedro e João (v.3). Aquele a quem Pedro desdenhara tornara-se seu companheiro de jornada. As diferenças foram acertadas e ambos foram divinamente “cheios do Espírito Santo” (At 2:4) e capacitados para uma obra ilimitada, cujos desígnios eram mais altos do que pudessem imaginar.

Cientes e experimentados da importância da oração, “subiam ao templo” (v.1) para orar quando avistaram uma cena que, diz a Bíblia, se repetia por praticamente quarenta anos (At 4:22). “Um homem, coxo de nascença”, sendo colocado em uma das portas do templo “para pedir esmolas aos que entravam” (v.2). Aqueles que testemunharam durante três anos e meio os inúmeros milagres realizados por Jesus e Sua simpatia e misericórdia para com os desfavorecidos, não poderiam agir diferente. Como ministros investidos pelo poder do Espírito Santo, com os corações tomados de compaixão, Pedro disse ao homem: “Olha para nós” (v.4).

Imagino que aquele homem já ouvira falar de Jesus e, pelo tempo em que ali esmolava, Jesus poderia ter cruzado o seu caminho e ter lhe curado. Mas foi para aquele tempo que sua cura deveria manifestar-se para a glória de Deus. Ao fitar os olhos naqueles dois discípulos, não imaginava que aquele seria o último dia em que precisaria erguer a cabeça para olhar nos olhos de alguém. E quando Pedro deu a voz de ordem: “em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!” (v.6), o Céu aprovou o mandado, porque de lá procedeu e, instantaneamente, aquele homem “de um salto se pôs em pé, passou a andar e entrou com eles no templo, saltando e louvando a Deus” (v.8).

Assediados pelo povo, que se encheu “de admiração e assombro” (v.10) pelo ocorrido, Pedro viu nova oportunidade de falar a eles sobre Jesus. Jesus era o centro de toda a pregação dos apóstolos e tudo o que realizavam o faziam em nome de Jesus. Cumprindo-se, assim, o que Ele prometera: “E tudo quanto pedirdes em Meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho” (Jo 14:13). Pedro logo tratou de esclarecer o que acontecera, de que não fora obra humana a realização daquele milagre, mas “pela fé em o nome de Jesus, é que esse mesmo nome fortaleceu” aquele homem (v.16).

Notem que a Bíblia relata que somente Pedro dirigiu a palavra. Em nenhum momento declara que João falou algo. Isso nos revela outra importante lição. Os dons do Espírito são diferentes, mas podem ser perfeitamente combinados. Pedro, incontestavelmente possuía o dom da oratória, mas quando vamos às cartas de João, ao livro do Apocalipse e ao próprio evangelho de João, que acabamos de estudar, percebemos que a sua personalidade pacífica e mansa lhe rendeu a maior longevidade dentre os discípulos e o privilégio de ver o seu Senhor em glória, sendo eleito para escrever a maior “revelação de Jesus Cristo” (Ap 1:1): “Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras” (Ap 21:5).

Para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar” (At 2:39), há uma obra específica, há nem que seja um dom espiritual a fim de que, como instrumento, cada qual seja habilitado como bom soldado de Cristo. Porque “os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo” (1Co 12:4). Seja esta a nossa constante oração diante do Senhor: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Is 6:8), então, faremos parte do “restante do Seu povo” (Is 11:16).

Bom dia, missionários de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
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ATOS 2 – Comentado por Rosana Barros
26 de abril de 2018, 0:30
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“Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” (v.4).


Este é um dos relatos mais ricos em detalhes sobre a atuação do Espírito Santo e, ao mesmo tempo, um dos mais polêmicos. A descida do Espírito Santo “ao cumprir-se o dia de Pentecostes” (v.1) assinalou a largada evangelística da igreja de Cristo. O objetivo era claro: alcançar “todas as nações debaixo do céu” (v.5). E, para isso, os discípulos precisariam de uma capacitação sobrenatural. Foi exatamente o que aconteceu naquele memorável dia. “Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” (v.4).

Imaginem a cena: Ali estavam judeus, “homens piedosos” (v.5), de todas as partes do mundo, reunidos em Jerusalém a fim de celebrar aquela festa judaica, quando, de repente, cada um ouve, na sua “própria língua materna” (v.8), alguns galileus falando sobre “as grandezas de Deus” (v.11). Todos começaram a se aglomerar a fim de ouvir seus irmãos hebreus falando fluentemente o idioma de sua pátria. Desta vez, a iniciativa de Pedro não foi por um mero impulso, mas o seu discurso foi a voz do Espírito Santo através do instrumento humano.

Irmãos, basta uma leitura atenciosa para perceber que aquele evento não foi uma confusão de línguas estranhas, mas a clara evidência de que cada estrangeiro ouvia em seu próprio idioma natal a pregação que transformou a vida de “quase três mil pessoas” (v.41). A Palavra de Deus é um tesouro inesgotável e somos convidados a cavá-la a fim de encontrar o máximo das riquezas celestes. Percebam que só neste sermão, Pedro fez três citações do Antigo Testamento. “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2Tm 3:16), e quando Paulo escreveu isso ainda não havia o Novo Testamento.

A promessa do batismo do Espírito Santo é para todos “quantos o Senhor, nosso Deus, chamar” (v.39). E o Seu apelo tem sido o mesmo: “Salvai-vos desta geração perversa” (v.40). Uma geração que rejeita os preceitos divinos, alegando serem ultrapassados, apenas para satisfazer suas concupiscências. A presença do Espírito Santo é fundamental e indispensável na vida de todo aquele que aceita o chamado de Deus, a fim de que as obras da carne não prevaleçam. “Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne” (Gl 5:16).

O resultado da atuação do Espírito Santo não foi, não é e nunca será uma glossolália sem sentido, mas a evidência de seu fruto, porque “o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gl 5:22-23). E foi este o fruto colhido da primeira remessa de salvos da igreja primitiva: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (v.42). E qual era a doutrina dos apóstolos? A Bíblia, a Palavra de Deus, “a espada do Espírito” (Ef 6:17). “Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (v.47).

A comunhão entre os novos conversos era resultado direto da ação do Espírito Santo. Não foi sem razão que Paulo destacou este atributo da terceira pessoa da Trindade: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (2Co 13:13). Esta é a obra que o Espírito Santo deseja realizar no meio do povo de Deus, que todos estejam juntos e tenham “tudo em comum” (v.44). O Espírito do Senhor une homens e mulheres piedosos “de todas as nações debaixo do céu” (v.5) com a finalidade de torná-los membros de “um só corpo”, o “corpo de Cristo” (1Co 12:20 e 27). Façamos, pois, parte deste corpo que, empunhando a espada do Espírito, marcha com perseverança “para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3:14).

Bom dia, corpo de Cristo!

Rosana Garcia Barros

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ATOS 1 – Comentado por Rosana Barros
25 de abril de 2018, 0:30
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“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (v.8).


Por três anos e meio os discípulos receberam instrução da Fonte de toda a sabedoria. Andaram lado a lado com Jesus testemunhando todas as Suas obras e assimilando as Suas palavras. Na escola de Cristo aprenderam as mais ricas lições, os mais incríveis ensinamentos e o maior dos ofícios: o discipulado. Não foram simplesmente ensinados, mas preparados para perseverar até o fim ainda que severamente provados. O discípulo amado acrescenta um detalhe muito importante no final de seu evangelho. Na primeira aparição de Cristo a Seus discípulos, após Sua ressurreição, Jesus “soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo” (Jo 20:22).

O grande desafio que os discípulos teriam de enfrentar envolvia uma série de barreiras: linguísticas, territoriais, religiosas e políticas. Somente mediante a intervenção divina obteriam êxito na missão de solidificar a igreja de Cristo. Foi “por intermédio do Espírito Santo” (v.2) que Jesus proferiu as últimas instruções a Seus discípulos. E seria por intermédio do Espírito que cumpririam a missão que lhes foi confiada: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28:19). “A promessa do Pai” (v.4), ou seja, o batismo “com o Espírito Santo” (v.5), logo se cumpriria, tornando simples “varões galileus” (v.11) em pregadores fluentes em outros idiomas.

Obedecendo à ordem do Mestre, os discípulos permaneceram em Jerusalém e dali não sairiam até que fossem capacitados para a obra global. “Todos estes perseveraram unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dEle” (v.14). Certamente, os momentos de oração com Jesus e o exemplo que lhes deixou, de especial comunhão com Seu Pai, os motivou a fazer da oração o seu combustível espiritual. Em preciosas reuniões de oração e sincera súplica, os fiéis se reuniam e, como Jó, confessavam: Nós Te conhecíamos só de ouvir, mas os nossos olhos Te viram, por isso abominamos o nosso eu e nos arrependemos no pó e na cinza! (Vide Jó 42:5-6). Um grande despertamento aconteceu e o coração tornou-se em boa terra para receber a chuva temporã.

Mas, em meio a uma “assembleia de umas cento e vinte pessoas”, “levantou-se Pedro no meio dos irmãos” (v.15) e propôs que um novo nome fosse indicado para ocupar o lugar de Judas, na décima segunda “cadeira” do grupo apostólico. Entre José, “cognominado Justo” (v.23) e Matias, sobre este último recaiu a sorte, “sendo-lhe, então, votado lugar com os onze apóstolos” (v.26). Não há nenhuma outra referência das Escrituras em que seja citado o nome de Matias. Notem que, novamente, Pedro toma a frente da situação. Mesmo que houvesse uma profecia acerca da substituição do traidor, esta substituição não deveria ser feita por Aquele que elegeu os demais? Creio na eleição realizada pelo próprio Jesus quando apareceu e fez cair por terra aquele que se tornaria o apóstolo dos gentios (At 9:4).

Quantas vezes nos achamos sábios demais para ficar calados, quando o silêncio seria a maior prova de sabedoria. Quantas vezes colocamos nossas especulações à frente da vontade de Deus e usamos o “Assim diz o Senhor” de forma equivocada ou imprudente. Oh, quanta longanimidade e misericórdia Deus tem nos concedido! Quanto amor por uma gente que insiste em tomar para si os méritos da imperscrutável inteligência divina! É lógico que Pedro ainda tinha uma longa estrada a percorrer no processo de transformação e santificação e as Escrituras deixam isso bem claro. Mas a natureza humana de Pedro, e a de qualquer outra pessoa, não significa que somos um caso perdido. Apesar dele mesmo, Pedro se uniu a outros seres humanos repletos de defeitos, e juntos reconheceram, na oração, a sua total dependência de Deus, recordando as palavras de Jesus, quando disse: “sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15:5).

Diante de nós está um dever tão solene quanto o foi o da igreja primitiva. Há um mundo que precisa ser despertado do sono fatal e que geme pela expectativa de algo que não sabe explicar. A promessa do derramamento do Espírito Santo em nossos dias está se cumprindo em uma igreja invisível que, mesmo separada geograficamente, nunca esteve tão unida no firme propósito de cumprir o seu papel como “a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3:15). É nosso dever diário pedir ao Pai que cumpra a Sua preciosa promessa em nossa vida, “e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Os 6:3). “Porque é tempo de buscar ao Senhor, até que Ele venha” (Os 10:12). Perseveremos unânimes neste propósito sagrado!

Bom dia, batizados pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
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