Filed under: Sem categoria
“Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual Ele comprou com o Seu próprio sangue” (v.28).
As pregações de Paulo possuíam uma singularidade e um poder de persuasão sobrenaturais. Eleito por Deus para uma obra grandiosa, ele não considerava a si mesmo grande coisa, mas em atitude de constante vigilância e submissão, quedava-se aos pés de Jesus, dia após dia. Com palavras de conforto, animava o coração dos crentes por onde quer que fosse, e não media esforços para “anunciar todo o desígnio de Deus” (v.27). Em Trôade, por exemplo, é-nos relatado que Paulo pregou “até à meia-noite” (v.7), quando foi interrompido pelo que poderia ter sido uma fatalidade irreversível.
O discurso que revelava aos ouvintes palavras de vida eterna, foi pausado pela morte do jovem Êutico, que tomado pelo sono, “caiu do terceiro andar abaixo e foi levantado morto” (v.9). Ao reerguer aquele jovem novamente com vida, Paulo “ainda lhes falou largamente até ao romper da alva” (v.11) e deixou a todos “grandemente confortados” (v.12). Mas ele precisava prosseguir em sua peregrinação. Após passar em algumas cidades, chegou a Mileto, de onde mandou chamar em Éfeso “os presbíteros da igreja” (v.17). Em seu discurso a estes líderes efésios, Paulo enfatizou a importância de permanecer em firmeza de propósito. Através de uma vida de oração e fé nas provações, Paulo testemunhou de Jesus “publicamente e também de casa em casa” (v.20).
O propósito da vida do apóstolo era difundir a mensagem do evangelho a fim de apressar o retorno do seu Salvador. Tanto que nos textos em que Paulo falou sobre a volta de Jesus, ele incluiu a si mesmo no grupo dos salvos que verão a Jesus, ainda vivos, quando Ele voltar, acreditando que aconteceria no seu tempo. Entretanto, de uma coisa Paulo tinha certeza: até lá, “cadeias e tribulações” (v.23) o esperavam. Estava plenamente ciente dos riscos que corria, mas em nada considerava a vida preciosa para si mesmo, contanto que completasse a sua carreira e o ministério que recebeu do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus (v.24).
O testemunho de Paulo atravessou gerações até encontrar a nossa. Geração esta que beira o cumprimento da tão extraordinária promessa do segundo advento de Cristo a esta terra. E as mesmas advertências que Paulo deu aos efésios, Jesus as declarou para o nosso tempo. Paulo disse: “entre vós penetrarão lobos vorazes” (v.29). Jesus disse: “levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos” (Mt 24:11). Paulo falou: “dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles” (v.30). Disse Jesus: “Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros” (Mt 24:10). Paulo afirmou: “Portanto, vigiai” (v.31). Jesus disse: “Portanto, vigiai” (v.42). Percebem o contexto escatológico? Paulo procurava preparar uma igreja que estivesse pronta para encontrar a Cristo nas nuvens do céu, “todos os que são santificados” (v.32).
A cobiça foi o pecado destacado por Paulo neste episódio. Seu exemplo de honestidade e serviço testemunhou a seu favor e de seus semelhantes. Ao mesmo tempo em que procurava manter-se por conta própria, seu coração também era movido a “socorrer aos necessitados” (v.35). E despedindo-se daqueles que afirmou que não veria mais, “houve grande pranto entre todos, e, abraçando afetuosamente a Paulo, o beijavam” (v.37). Notem que o discurso de Paulo não foi uma agradável antífona, mas uma severa advertência contra a letargia espiritual, os falsos cristãos e contra a cobiça. Suas palavras, no entanto, foram recebidas pelos ouvintes como palavras de um pai que corrige os filhos com amor.
A Bíblia está repleta de admoestações e advertências que nem todos estão dispostos a dar ouvidos. Muitos têm sustentado a ideia de que omitindo o estudo das Escrituras estão livres de obedecê-la. Outros, contudo, apreciam certas porções da Palavra de Deus enquanto ignoram aquelas que julgam demasiado difícil de seguir. Eu não sei se você faz parte de um destes grupos acima. Mas o Espírito Santo nos convida, hoje, a conhecer “toda a verdade” (Jo 16:13). A fazer parte dos “que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap 12:17). Toda a Bíblia se torna clara àqueles que “com toda humildade, lágrimas e provações” (v.19), se entregam a Deus de todo o coração. Assim como Paulo, permita que Deus faça de você um instrumento singular no avanço de Sua obra, e muito em breve, Ele vai lhe “dar herança” (v.32).
Bom dia, instrumentos da graça do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Atos20 #RPSP
Filed under: Sem categoria
“Assim, a palavra do Senhor crescia e prevalecia poderosamente” (v.20).
Ficando Apolo em Corinto, Paulo encaminhou-se a Éfeso e para onde dantes tinha sido impedido de ir pelo Espírito Santo, permaneceu “por espaço de dois anos, dando ensejo a que todos os habitantes da Ásia ouvissem a palavra do Senhor, tanto judeus como gregos” (v.10). Através de Paulo, Deus realizou ali “milagres extraordinários” (v.11), de modo que até por meio de seus objetos pessoais as pessoas eram curadas “e os espíritos malignos se retiravam” (v.12). Apesar de serem discípulos sinceros, aqueles doze homens, que Paulo encontrou em Éfeso, não tinham conhecimento acerca do Espírito Santo e mesmo que batizados pelo batismo de João, foram novamente batizados, desta vez, “em o nome do Senhor Jesus” (v.5), e, logo após, “veio sobre eles o Espírito Santo”, por meio do qual “falavam em línguas como profetizavam” (v.6).
Desejando para si poder semelhante, “alguns judeus, exorcistas ambulantes” (v.13) tentavam invocar o nome de Jesus a fim de expulsar demônios. Porém, destituídos do Espírito Santo foram severamente subjugados pelo espírito maligno “de tal modo… que, desnudos e feridos, fugiram daquela casa” (v.16). Este episódio humilhante causou temor sobre os efésios, “e o nome de Jesus era engrandecido” (v.17). Isto causou em muitos crentes grande reavivamento e reforma. Seus pecados foram confessados e reconheceram que “suas próprias obras” (v.18) estavam em desarmonia com o evangelho que haviam abraçado. Também muitos “que haviam praticado artes mágicas, reunindo os seus livros, os queimaram diante de todos” (v.19).
Certamente, a região da Ásia não foi um lugar fácil de se pregar o evangelho. Havia idolatria, magia e diversas práticas pagãs que tornava aquele território um covil de demônios. Contudo, cheios do Espírito Santo, e sob a autoridade do Nome sobre todos os nomes, Paulo e os demais discípulos desempenharam um papel fundamental na evangelização da Ásia. Debaixo de muitas ameaças, e de uma multidão que clamava “por espaço de quase duas horas” (v.34) o nome de sua entidade religiosa, Gaio e Aristarco estavam em situação de grande risco. Paulo quis sair em defesa de seus companheiros, mas impedido por seus discípulos, e recebendo recado de “que não se arriscasse indo ao teatro” (v.31), imagino o apóstolo intercedendo por seus queridos irmãos. Oração esta que moveu o coração de Deus a usar “o escrivão da cidade” (v.35) em favor de seus servos.
Percebam que o trabalho daqueles homens de Deus não consistia em blasfemar contra a deusa daquela gente (v.37). Eles não feriam a crença das pessoas, mas apresentavam o Deus único e verdadeiro, desvendando-lhes os olhos para a verdadeira adoração. Pregavam com ousadia e não com grosseria. Suas palavras eram ditas com amor e não com ironia. Era desta forma que “a palavra do Senhor crescia e prevalecia poderosamente” (v.20). Jesus mesmo afirmou: “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8:32). O conhecimento da verdade promoveu um poderoso reavivamento e reforma. Além de confessarem seus pecados, decidiram abrir mão de tudo aquilo que os afastava do Senhor.
Aqueles livros de magia representam os pecados acariciados. Tudo aquilo que nossa consciência, por meio dos apelos do Espírito Santo, acusa como errado, mas que não abandonamos simplesmente porque são coisas que nos agradam. Aqueles efésios sinceros não queimaram apenas livros caros, mas como uma representação do velho homem, lançaram no fogo seus corações a fim de serem purificados e transformados em ouro refinado para a glória de Deus. Estamos vivendo no tempo profético do grande dia da expiação. Jesus está no lugar Santíssimo do santuário celeste como nosso Sumo Sacerdote. É tempo de confissão e arrependimento. É tempo de abandonarmos tudo aquilo que não condiz com o evangelho da salvação. Jesus, através do Espírito Santo, é Quem nos faz este apelo hoje!
Feliz semana a todos e um feliz dia das mães a todas as mamães reavivadas!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Atos19
#RPSP
Filed under: Sem categoria
“Teve Paulo durante a noite uma visão em que o Senhor lhe disse: Não temas; pelo contrário, fala e não te cales” (v.9).
Apesar da aparente força e determinação de Paulo, fica claro que, assim como qualquer um de nós, ele sentia a necessidade de pessoas com quem pudesse contar. Em Corinto, o apóstolo encontrou o casal Áquila e Priscila, e logo percebeu que poderia aproximar-se deles. Tendo eles o “mesmo ofício, passou a morar com eles e ali trabalhava, pois a profissão deles era fazer tendas” (v.3). Fazia parte da educação judia aprender um ofício ainda na infância. Provavelmente Paulo tenha desenvolvido esta habilidade ainda jovem, o que foi de grande utilidade para patrocinar as suas primeiras viagens missionárias.
Quando, porém, “Silas e Timóteo desceram da Macedônia”, Paulo sentiu-se mais seguro e amparado, de forma que “se entregou totalmente à palavra, testemunhando aos judeus que o Cristo é Jesus” (v.5). Mas ao perceber a incredulidade dos judeus de Corinto, precipitou-se em julgar que ali seu trabalho estava encerrado. Seu forte temperamento e profundo zelo falou mais alto do que a prudência que tantas vezes manifestara. Por duas vezes, Deus lhe mostrou que nem tudo estava perdido: Através da estadia na casa de “Tício Justo, que era temente a Deus” (v.7), e através da conversão de “Crispo, o principal da sinagoga”, que “creu no Senhor, com toda a sua casa” (v.8).
Não obstante, sentindo-se frustrado, e ferido pelas lutas do labor, Paulo necessitava mais do que palavras humanas. E quando a noite parecia tornar seu coração em trevas insuportáveis, grande luz tomou conta de seu lugar de descanso. Uma voz doce e familiar parecia tomar conta de todo o seu ser e com emoção indescritível de Alguém cuja saudade esmagava o coração, ouviu: “Não temas; pelo contrário, fala e não te cales; porquanto Eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nesta cidade” (v.10). O seu Mestre lhe visitara! Oh, maravilhoso privilégio teve aquele fiel servo de Deus! Imagino aquele quarto novamente escurecendo, mas a face de Paulo resplandecendo em grande alegria e seu coração tomado de um refrigério que palavra alguma pode descrever.
A visita de seu Senhor renovou-lhe as forças e “ali permaneceu um ano e seis meses, ensinando entre eles a Palavra de Deus” (v.11). Sabe amados, não temos ideia de quantos anos ou meses permaneceremos neste mundo de pecado. Mas uma coisa é certa: falta pouco e grande é a seara. Todos nós precisamos de pessoas com as quais possamos contar. Pessoas cuja confiança nos transmita segurança e bem-estar. Mas ainda que estejamos rodeados de pessoas assim, muitas vezes permitimos que a oposição e indiferença de alguns atrapalhem os planos que o Espírito Santo traçou para nós. Então nos angustiamos e, como Paulo, manifestamos insatisfação e medo de avançar e ser ferido novamente.
As palavras de Jesus revelam o que angustiava o coração de Paulo. A primeira coisa que o Senhor lhe disse foi: “Não temas”. Ou seja, o corajoso apóstolo sentiu medo. Paulo já havia passado por situações aterrorizantes e a reação dos judeus coríntios dava a entender que ele estaria em grande apuro caso ali permanecesse. Mas então Jesus continua: “Eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal”. Que tal fazermos um exercício da fé? Memorize as palavras de Jesus ditas a Paulo, feche os seus olhos e escute Ele mesmo lhe falando. Porque todos nós somos chamados à mesma missão que teve Paulo. Apolo representa todo aquele que deseja ser guiado pelo mesmo Espírito. Deus nos convida a, “com grande poder”, convencer os que estão ao nosso redor, “por meio das Escrituras, que o Cristo é Jesus” (v.28).
De Gênesis a Apocalipse temos a perfeita obra escriturística. A única em que o Autor senta-se ao nosso lado a fim de iluminar o nosso entendimento para compreendê-la. Não permita que pessoas lhe intimidem a calar o que precisamos proclamar aos quatro ventos. Tenho certeza que se você ama a Jesus e nEle confia, Ele tem colocado em seu caminho pessoas especiais. Mas ainda que a provação pareça ser grande demais, Jesus lhe diz hoje: “Não temas… porquanto Eu sou contigo”. E ai daquele que ousa fazer algum mal contra uma ovelhinha do Senhor! Aproxime-se de quem realmente lhe quer bem e confie nAquele que prometeu: Eu volto logo!
Feliz sábado, alvos do mais terno amor de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Atos18
#RPSP
Filed under: Sem categoria
“Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam” (v.30).
Prosseguindo sua viagem, a cada estadia ficava bem claro que Paulo era peregrino em terra estranha. Seu objetivo de vida era tão-somente fazer a vontade de Deus, mesmo em face da morte. Cristo, e Ele crucificado, era o tema principal de sua pregação, levando “numerosa multidão de gregos piedosos e muitas distintas mulheres” a crer (v.4). Ameaçados pelos judeus que, “movidos de inveja… alvoroçaram a cidade contra eles” (v.5), Paulo e Silas tiveram que sair de Tessalônica, sendo enviados pelos irmãos a Bereia.
Em Bereia encontraram uma classe de homens nobres que “receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” (v.11). Os bereanos eram judeus sinceros que baseavam a sua fé na Palavra de Deus. Se o que Paulo e Silas pregavam era verdade, a Bíblia, e ela só, revelaria. “Com isso, muitos deles creram” (v.12). Mas a notícia de tão grande colheita chegou aos ouvidos dos judeus de Tessalônica, que foram até Bereia “excitar e perturbar o povo” (v.13).
Separado de seus companheiros de jornada, Paulo ficou revoltado “em face da idolatria dominante” em Atenas (v.16). E naquele lugar iniciou uma verdadeira maratona de pregações tanto na sinagoga, como “também na praça, todos os dias” (v.17). Taxado como tagarela pelos filósofos gregos, despertou-lhes a curiosidade, de modo que foi levado por eles ao “centro de convenções” de Atenas, o Areópago. Percebiam na fala de Paulo que não se tratava de um homem ignorante, mas versado nas letras e bem articulado em palavras. E diante de um público que era a elite dos religiosos e filósofos da cidade, o apóstolo mostrou que também conhecia a cultura local.
Uns zombaram e poucos creram. Apesar do esforço de Paulo, a grande idolatria dos habitantes de Atenas era uma triste condição predominante a qual estavam profundamente arraigados. Percebendo, pois, que sua voz não seria mais ouvida, “Paulo se retirou do meio deles” (v.33). Três grupos de pessoas podemos destacar do texto de hoje:
- Alguns não estão dispostos, sob hipótese alguma, a ouvir a verdade;
- Outros, com sincero interesse, buscam a verdade na Fonte da divina inspiração e estão dispostos a por ela serem guiados;
- E ainda outros, até se interessam em ouvir a verdade, porém, confrontados com suas ideias e tradições, preferem permanecer onde estão.
A que grupo você e eu pertencemos, hoje? Paulo colocava em risco a própria vida por amor a Jesus e Sua Palavra. Oxalá que nossa vida esteja sendo guiada pela Palavra de Deus, que é “a espada do Espírito” (Ef 6:17). E que se cumpra em nós a letra da canção: “Somos Teus, Senhor… Quer vivamos ou morramos, somos Teus!”.
Bom dia, bereanos modernos!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Atos17
#RPSP
Filed under: Sem categoria
“Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (v.31).
Um “bom testemunho” (v.2) fala mais do que muitas palavras, e a vida de Timóteo confirmou isso. Apesar de ser filho de mãe judia, seu pai era grego e não havia observado a aliança da circuncisão. Paulo, sempre prudente, procurando afastar de seu ministério todo e qualquer motivo de contenda entre os irmãos, logo tratou de circuncidar o jovem Timóteo. E, levando-o em sua companhia, seguiam de igreja em igreja confirmando “as decisões tomadas pelos apóstolos e presbíteros de Jerusalém” (v.4). “Assim, as igrejas eram fortalecidas na fé e, dia a dia, aumentavam em número” (v.5).
Com zelo maior do que um dia o moveu a perseguir os cristãos, Paulo percorria de região em região pregando a palavra do Senhor. Mas assim como de autoridades humanas recebia cartas que o enviavam a determinados lugares, pela Autoridade divina passou a ser conduzido. “Impedidos pelo Espírito Santo” (v.6), Paulo e seus companheiros perceberam que nem sempre as nossas boas intenções estão em harmonia com os propósitos divinos. A Bíblia não revela de que forma o Espírito Santo os impediu de avançar naqueles lugares, mas deixa bem claro que eles reconheceram e obedeceram a ordem do “Espírito de Jesus” (v.7). E a visão que Paulo teve os colocou de volta na rota estabelecida por Deus.
Foi em Filipos, cidade principal da Macedônia, que aqueles servos do Altíssimo conheceram duas famílias especiais: a família de Lídia e a família do carcereiro. “No sábado” (v.13), procurando eles um lugar onde pudessem orar e adorar, no leito de um rio lhes “pareceu haver um lugar de oração” (v.13), onde, assentados, começaram a pregar para as mulheres que ali tinham se reunido. Uma mulher em especial, “temente a Deus”, os escutava, de forma que “o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia” (v.14). “Depois de ser batizada”, Lídia e toda a sua família rogaram para que eles permanecessem hospedados em sua casa. E os “constrangeu a isso” (v.15).
O que se seguiu, porém, foi uma retaliação de Satanás à obra que estava sendo realizada naquele lugar. Através da cura daquela jovem adivinhadora, Paulo e Silas foram severamente açoitados e encerrados na prisão da pior maneira possível. Eles poderiam ter erguido gritos de dor e desespero e palavras de revolta contra Deus. Mas ao invés de questionar o porquê de tanto sofrimento, a reação daqueles missionários era impressionante, de modo que “oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam” (v.25). Todo o cárcere parou para ouvir o som da fé, que os fazia sentir um conforto sobrenatural, quando um forte tremor abriu as portas e soltou as cadeias que os prendiam.
Atordoado pelo ocorrido, o carcereiro estava disposto a tirar a própria vida quando ouviu uma voz de esperança: “Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos!” (v.28). Nenhum prisioneiro fugiu porque descobriram, pelo testemunho de Paulo e Silas, a verdadeira liberdade. Não eram as portas trancadas de uma prisão ou as cadeias nas mãos que os prendiam, mas as correntes do pecado que lhes aprisionava o coração. A situação que o inimigo achara provocar para desonra, Deus transformou em honra ao nome de Jesus. Aquele homem que dantes sustentava uma posição de carrasco, “trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas” (v.29) em sinal de arrependimento. E a pergunta que um dia Cristo ouvira do jovem rico, foi replicada por ele: “que devo fazer para que seja salvo?” (v.30).
O desfecho daquele dramático incidente, no entanto, redundou em salvação não apenas ao carcereiro, mas a toda a sua casa. E o resultado de sua conversão logo foi notado em suas ações. Cuidando de Paulo e de Silas, “lavou-lhes os vergões dos açoites” e “levando-os para a sua própria casa, lhes pôs a mesa; e, com todos os seus, manifestava grande alegria, por terem crido em Deus” (v.33-34). A injustiça cometida contra eles, porém, causou em Paulo um sentimento de impunidade. Não permitiria que Satanás manchasse a sua reputação ou denegrisse o nome do Senhor ao qual servia. E com ousadia, recusou-se a ser posto em liberdade até que seus algozes o fizessem. “Então, foram ter com eles e lhes pediram desculpas” (v.39).
Uma vida a serviço de Deus não garante ficarmos livres de problemas e sofrimentos. Cristo mesmo nos advertiu: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo” (Jo 16:33). E nas batalhas desta vida, quando aceitamos ser conduzidos pelo Espírito Santo, Ele coloca em nosso caminho irmãos que nos confortam (v.40) e que, usados por Deus, nos são como um refrigério em meio à tormenta.
Satanás tem lhe açoitado? Creia que Deus usará Seus instrumentos para cuidar de suas feridas. Tem fome e sede de justiça? Muito em breve Deus te fará farto (Mt 5:6). Sente-se preso pelas amarras do pecado? Em Jesus há liberdade! Que você e eu perseveremos em oração e louvor ao nome do Senhor e o que aparentemente era uma maldição, Deus transformará em bênção!
Bom dia, servos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Atos16
#RPSP
Filed under: Sem categoria
“Pelo que, julgo eu, não devemos perturbar aqueles que, dentre os gentios, se convertem a Deus” (v.19).
Quando Deus estabeleceu uma aliança com Abraão, instituiu um sinal físico que deveria ser seguido de geração em geração: “… todo macho entre vós será circuncidado” (Gn 17:10). Foi uma forma de Deus assinalar o Seu povo com uma marca distintiva. Esta questão foi tratada de forma acalorada na igreja primitiva, dada a multiplicação de novos conversos gentios, isto é, incircuncisos. Tal controvérsia precisava ser logo resolvida a fim de que não se tornasse motivo de divisão entre judeus e gentios.
Enviados a Jerusalém, Paulo e Barnabé relataram acerca da “conversão dos gentios”, causando “grande alegria a todos os irmãos” (v.3). Sendo bem recebidos por todos, uma reunião foi realizada junto com “os apóstolos e os presbíteros para examinar a questão” (v.6). Percebam que surgida a controvérsia, trataram logo de resolvê-la, a fim de chegar em comum acordo. Afinal de contas, era natural aos judeus conversos sustentar algumas de suas tradições dada a importância da aliança e do que ela significava para o seu povo. Jesus mesmo foi circuncidado no oitavo dia após o Seu nascimento (Lc 2:21). O que eles precisavam compreender, no entanto, é que após a morte e ressurreição de Cristo, uma nova aliança foi estabelecida: “Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é Ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas” (Hb 8:6). Uma aliança renovada que inclui todos os povos, tribos, línguas e nações no “Israel de Deus” (Gl 6:16).
O apóstolo Pedro declarou: “E [Deus] não estabeleceu distinção alguma entre nós e eles, purificando-lhes pela fé o coração” (v.9). “Mas cremos que fomos salvos pela graça do Senhor Jesus, como também aqueles o foram” (v.11). Qual foi o resultado de tais palavras? O silêncio de toda a multidão, que parou para ouvir a Paulo e Barnabé sobre os muitos sinais e prodígios que “Deus fizera por meio deles entre os gentios” (v.12). A exposição seguinte de Tiago, utilizando uma aplicação profética do livro de Amós, foi decisiva para que chegassem à seguinte conclusão, parafraseando numa linguagem contemporânea: Não é conveniente impor aos gentios que “se convertem a Deus” (v.19) uma carga que nem os mais antigos conseguem carregar (v.10), mas orientá-los a fim de “que se abstenham” da idolatria, da imoralidade sexual e de alimentos imundos (v.20). No mais, o que eles tiverem de aprender, é ensinado na igreja “todos os sábados” (v.21).
Esta coerente e sábia decisão, orientada pelo Espírito Santo, foi escrita e enviada às igrejas através de Paulo e Barnabé, além de “Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens notáveis entre os irmãos” (v.22). Ou seja, a cúpula da igreja enviou homens cuja credibilidade era notável e cujo testemunho confirmava cada palavra daquela epístola. Não que fossem homens sem defeitos, mas que por palavra e por ação, revelavam a obra transformadora do Espírito Santo. Sempre zeloso em obras, Paulo não tolerou a ideia de ter em sua companhia alguém que já o havia deixado na mão. A insistência de Barnabé em dar uma segunda chance a João Marcos não agradou a Paulo, de tal modo “que vieram a separar-se” (v.39). Tal fato, porém, não atrapalhou a obra, mas a expandiu, formando mais uma dupla missionária.
Precisamos, hoje, ter a mesma coerência com a qual agiram os líderes da igreja primitiva. Assuntos conflitantes não devem ser estendidos em contendas e debates que ao invés de somar para Deus, causam divisões desnecessárias. Jesus mesmo afirmou: “quem Comigo não ajunta espalha” (Lc 11:23). Notem que Paulo e Barnabé logo encontraram uma solução para que a obra de Deus continuasse avançando, e não ficaram trocando farpas entre si.
Portanto, “evita discussões insensatas, genealogias, contendas e debates sobre a lei; porque não têm utilidade e são fúteis” (Tt 3:9). Avança no sentido de apresentar a Jesus através de uma vida notoriamente guiada pelo Espírito Santo. “Quem entre vós é sábio e inteligente? Mostre em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as suas obras” (Tg 3:13), “para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora” (Ef 3:10). Que a nossas palavras e ações sejam bênçãos aos nossos semelhantes, de forma que se alegrem “pelo conforto recebido” (v.31).
Bom dia, homens e mulheres notáveis!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Atos15
#RPSP
Filed under: Sem categoria
“… e vos anunciamos o evangelho para que destas coisas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que há neles” (v.15).
Sob a guia do Espírito Santo, a dupla missionária continuava a sua jornada evangelística. Paulo e Barnabé aceitavam com submissão a rota de Deus e, em Icônio, “entraram juntos na sinagoga judaica e falaram de tal modo, que veio a crer grande multidão, tanto de judeus como de gregos” (v.1). Paulo mesmo escreveria mais tarde aos efésios que a nossa luta não é contra pessoas, e sim contra Satanás e toda a sua trupe de demônios (Ef 6:12). Quando pessoas se levantam contra os servos de Deus, estão sendo apenas instrumentos do adversário. Assim como um coração contrito e quebrantado torna-se sensível à atuação do Espírito Santo, um coração endurecido e orgulhoso torna-se alvo fácil do maligno.
“Mas os judeus incrédulos incitaram e irritaram os ânimos dos gentios contra os irmãos” (v.2). Ou seja, eles causaram uma grande divisão. Não mediram esforços para colocar uns contra os outros. Enquanto Paulo e Barnabé falavam “ousadamente no Senhor, O qual confirmava a palavra da Sua graça” (v.3), aqueles agentes do inimigo provocavam dissensões entre os ouvintes. E vocês têm ideia, meus irmãos, do quanto este tipo de atitude é ofensiva a Deus? Vejamos o que escreveu o sábio Salomão: “Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a Sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contenda entre irmãos” (Pv 6:16-19).
A contenda é tão terrível aos olhos de Deus que Ele não apenas aborrece, mas considera uma abominação. Sabem porquê? Porque este foi o veículo usado por Lúcifer para fazer descer do Céu com ele terça parte da corte angelical. Porque este pecado lembra o primeiro dia em que o Céu ficou de luto. Porque o amor de Deus foi questionado por um rebelde que com sagacidade e sutileza tentava desviar os olhos de seus companheiros, da glória de Deus para as trevas do pecado. Por isso que o inimigo de Deus não está preocupado se estamos dentro da igreja, mas em que estejamos ocupados em conflitos internos enquanto ele destrói vidas lá fora.
A Bíblia diz que aquela dupla missionária não abandonou o seu posto e nem se deixou abater. Com ousadia, permaneciam ali cumprindo a missão que o Senhor lhes confiou, até que o Espírito os enviasse a outro lugar. Ameaçados de morte, eles fugiram para outras cidades “onde anunciaram o evangelho” (v.7). Este era o grande objetivo na vida daqueles servos do Altíssimo: anunciar o evangelho. Este deve ser o nosso maior objetivo também. Precisamos ser luz na vida das pessoas, e não trevas. Muitos há que pensam estar servindo a Deus com uma vida de mediocridade espiritual disfarçada de jubileu eclesiástico. Anos de igreja, amados, não é sinônimo de santidade, mas agravante de responsabilidade. E eu falo isso por experiência própria. Perdi vários anos da preciosa vida que o meu Salvador me concedeu com minha religião hipócrita e egoísta. Eu afirmava servir a Jesus, mas nem ao menos O conhecia.
Quando lembro de como o Espírito Santo me buscou, e de como me despertou de minha paralisia espiritual, me identifico com o “homem aleijado” (v.8) em Listra e as palavras de Paulo me são familiares: “Apruma-te direito sobre os pés!” (v.10). E cada vez que me deparo com situações adversas, encontro em Cristo Jesus o alívio e o conforto suficientes para prosseguir. Infelizmente, as pessoas de Listra não entenderam isso, desviando a glória de Deus para aqueles que eram apenas instrumentos e dando ouvidos aos incrédulos.
Ouvi certa vez um pregador dizer mais ou menos o seguinte: “Pessoas decepcionam pessoas, mas Deus a ninguém decepciona”. Mesmo que estejamos buscando conhecer melhor a vontade de Deus em nossa vida a fim de colocá-la em prática, ainda assim falhamos. É do próprio Paulo a famosa declaração: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Rm 7:19). E quanto mais avanço na jornada cristã mais percebo o quanto eu preciso desesperadamente da graça de Jesus e de Sua justiça. Enquanto isso, Deus me chama e chama a você também, para que procuremos nos fortalecer uns aos outros, e não torcer para que o outro caia. Tendo em mente que “através de muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus” (v.22).
Se Paulo e Barnabé “voltaram” (v.21) aos lugares onde haviam sido ameaçados de morte. Se mesmo gravemente ferido pelo povo, Paulo “levantou-se e entrou na cidade” (v.20). Porque permitimos que um simples desentendimento ou a apatia de alguns nos afaste da casa de Deus? Eu sei que não é fácil lidar com a indiferença ou com a maledicência, mas quando depositamos a nossa vida nas mãos do Senhor todos os dias e nEle confiamos, Ele nos dota de força e fé que nada nem ninguém pode destruir. Escolha ser uma bênção na vida de seus semelhantes. Fuja de conflitos. E poderás voltar a qualquer lugar de cabeça erguida, na certeza de que o Espírito Santo é Quem te guia.
Bom dia, mensageiros do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Atos14
#RPSP
Filed under: Sem categoria
“E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-Me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado” (v.2).
O capítulo de hoje inicia relatando que havia “na igreja de Antioquia profetas e mestres” (v.1). Eram homens de Deus separados por Ele para uma obra especial. No entanto, não era uma obra apenas local, ela precisava avançar. E sob a direção do Espírito Santo, dois homens foram escolhidos para fazer a primeira viagem missionária: Barnabé e Saulo. Por duas vezes Lucas escreveu que aqueles homens estavam jejuando (v.2 e 3). Na primeira vez ele disse que eles serviam e jejuavam, e na segunda, que jejuavam e oravam. A prática do jejum deve fazer parte da comunhão do cristão. É fácil? Não mesmo! Porque o jejum mexe com o nosso apetite. E quando relembramos que foi por Eva ceder ao apetite que estamos neste mundo de pecado até hoje, percebemos que não se trata de algo fácil e nem tampouco algo inofensivo.
Em 2016, um japonês, chamado Yoshinori Ohsumi, ganhou o prêmio Nobel de medicina. O pesquisador revelou ao mundo os benefícios do jejum, de como é benéfico à saúde o jejum praticado sistematicamente e como pode prevenir diversas doenças, como Alzheimer e Parkinson; além de promover excelentes benefícios ao funcionamento do cérebro, e de ser tão importante para o nosso corpo quanto o é o exercício físico. E tendo conhecimento de que é através da nossa mente que o Espírito Santo fala conosco e nos revela a Sua vontade, vejamos o que Ellen White escreveu há mais de cem anos atrás:
“Agora e daqui por diante até ao fim do tempo, deve o povo de Deus ser mais fervoroso, mais desperto, não confiando em sua própria sabedoria, mas na sabedoria de seu Líder. Devem pôr de parte dias de jejum e oração. Pode não ser requerida a completa abstinência de alimento, mas devem comer moderadamente, do alimento mais simples” (The Review and Herald, 11 de Fevereiro de 1904).
Meus irmãos, a rica mensagem de saúde que temos em mãos tem sido tão ignorada que Deus tem feito as ‘pedras’ clamarem. Vivemos em um mundo extremamente afetado por doenças que nossos avós e até nossos pais nunca tinham ouvido falar. Barnabé, Saulo e os demais companheiros compreenderam que o jejum não apenas os fortalecia fisicamente e intelectualmente, mas, sobretudo, espiritualmente. “Enviados, pois, pelo Espírito Santo” (v.4), eles viajaram até chegarem em Salamina e de Salamina a Pafos, também na companhia de João Marcos.
Naquele lugar, “o procônsul Sérgio Paulo, que era homem inteligente”, mostrou interesse em “ouvir a palavra de Deus” (v.7). Contudo, seu mágico pessoal, uma espécie de feiticeiro particular, se opôs ao interesse do procônsul, procurando afastá-lo da fé. Então, Saulo, pela primeira vez chamado de Paulo, “cheio do Espírito Santo, fixando nele os olhos” (v.9), disse o que nenhum cristão teria coragem de dizer não fosse pelo poder do Espírito. Palavras fortes, de dura exortação e de juízo que, prontamente, se cumpriu. E se o procônsul ainda tinha alguma dúvida quanto à doutrina que pregavam os apóstolos, a cegueira de Elimas o fez crer e ficar “maravilhado com a doutrina do Senhor” (v.12).
Recebendo a liberdade de falar em Antioquia, Paulo dirigiu àquela atenta congregação uma palavra de exortação. E a primeira coisa que pediu foi silêncio. Logo após, disse: “ouvi” (v.16). Porque para que possamos ouvir, primeiro precisamos nos calar. E isto requer constante disciplina e esforço. Quando jejuamos, enviamos uma mensagem ao nosso cérebro de que ele vai precisar trabalhar de forma diferente e sob a expectativa de algo novo, ele se aquieta. O jejum é como colocar uma mordaça na ‘boca’ da mente e ativar a melhor captação de som de seus ‘ouvidos’.
Deus nos chamou para uma missão tão especial quanto a de Barnabé e Paulo, e a de Israel no deserto. Homens e mulheres segundo o coração de Deus, que têm prazer em fazer a Sua vontade. Que não temem chamar o pecado pelo nome ainda que ameaçados e perseguidos. Que exaltam a Jesus o único Mediador entre Deus e os homens. Que por entenderem ser “santuário do Espírito Santo” (1Co 6:19), fazem o possível para preservar a saúde do corpo. Há uma frase de Charlene Kaemmerling que diz: “Os cristãos estão perdendo seu poder e influência… porque estão perdendo sua característica de ‘separados’”.
Você e eu fomos separados por Deus para uma obra grandiosa, que pode ser a última grande obra, e a porção dobrada do azeite só será concedida mediante incessante busca e humilde entrega. O jejum e a oração podem não ser pontos de salvação, mas bem que funcionam como luzes que nos indicam o caminho para Casa. Jejuemos e oremos conforme a orientação de Jesus (Mt 6:5-8, 16-18), e ainda que perseguidos e maltratados, seguiremos em frente transbordantes “de alegria e do Espírito Santo” (v.52).
Bom dia, chamados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Atos13
#RPSP
Filed under: Sem categoria
“Pedro, pois, estava guardado no cárcere; mas havia oração incessante a Deus por parte da igreja a favor dele” (v.5).
Quando um certo grupo social é considerado perigoso ou de alguma forma danoso ao bem-estar geral, as autoridades são cobradas a fim de que tomem iniciativas que venham coibi-lo. Em alguns casos, a depender do local e das leis que o regem, medidas extremas são tomadas, não apenas para coibir, mas eliminar os vilões da sociedade. Só que nem sempre o que a maioria vê como justiça realmente o é. Herodes era um rei do povo. Não no sentido de atender as necessidades da população, mas de ser aclamado, de ter seu ego acariciado pela aprovação pública de seus atos.
“Vendo ser isto agradável aos judeus” (v.3), iniciou uma ferrenha perseguição aos cristãos “para os maltratar” (v.1), tornando-se o algoz de Tiago, o segundo mártir da igreja primitiva. “Prendendo também a Pedro” (v.3), guardou o apóstolo como uma espécie de troféu que ergueria após a festa da Páscoa. O que Herodes não esperava era que sua autoridade não tinha poder algum de frustrar os desígnios de Deus. Enquanto cuidava de guardar Pedro em prisão de segurança máxima, milhares de cristãos elevavam aos Céus suas orações a favor do apóstolo. Haviam escoltas de soldados guardando Pedro, mas havia um exército de oração intercedendo por ele.
A promessa da proteção divina aos que confiam no Senhor é uma das promessas que mais vezes aparece na Bíblia. O Salmo 91, para mim, é o texto bíblico que mais expressa esta verdade, e que se cumpriu na vida de Pedro. Enquanto deitado naquele lugar sombrio e intimidante, seu coração dizia: “Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu em Quem confio” (Sl 91:2). Ao contemplar aquele ser celestial pensando se tratar de uma visão, lembrou: “Porque aos Seus anjos dará ordens a teu respeito, para que te guardem” (Sl 91:11). Então, sentiu as cadeias caindo de suas mãos e lembrou da promessa: “Pois Ele te livrará do laço do passarinheiro” (Sl 91:3). Ao caminhar por entre os sentinelas sem ser notado, sentiu a cobertura divina, cumprindo-se a promessa: “Cobrir-te-á com as Suas penas, e, sob Suas asas, estarás seguro” (Sl 91:4).
Ao caminhar pelas ruas escuras, sentia uma sensação de plena segurança. “Não te assustarás do terror noturno” (Sl 91:5). A sua confiança em Deus e as orações dos irmãos provaram ser as mais potentes ‘armas’ no grande conflito. Todos estamos envolvidos neste conflito cósmico que está com seus dias contados. Cada lágrima derramada, cada pedido de socorro, cada injustiça cometida, cada insanidade humana, é registrada no Céu como um arquivo que muito em breve será destruído. Pois Deus “enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap 21:4).
Ao cair em si, Pedro percebeu que estava realmente livre e que Deus tinha enviado o Seu anjo para livrá-lo da morte certa. Ao chegar na casa de Maria, ele não sabia, mas ali estava acontecendo uma vigília em prol de sua vida. “Reconhecendo a voz de Pedro” (v.14), a alegria de Rode foi tão grande que, deixando-o do lado de fora, correu para dentro a fim de dar as boas-novas aos outros. E enquanto era taxada de louca, “Pedro continuava batendo” (v.16). E ao abrirem a porta, que grande surpresa! Era Pedro mesmo! Mas antes que pudessem gritar de alegria, Pedro fez “sinal com a mão para que se calassem” (v.17).
O destino final de Herodes, no entanto, nos confirma de que, assim como Deus comissiona anjos poderosos para proteger Seus filhos, também envia Seus anjos como justiceiros de Seu povo. Enquanto um anjo do Senhor foi enviado para libertar Pedro, “um anjo do Senhor” foi enviado para ferir a Herodes, que morreu “comido de vermes” (v.23). A morte de Herodes representa o fim de todos os que têm tomado para si a glória que só pertence a Deus, rejeitando a voz do Espírito Santo e engrandecendo a voz humana.
Não sabemos até quando a longanimidade de Deus se estenderá. Não sabemos a medida do cálice de Sua ira. Mas uma coisa deveríamos saber: “Quem é sábio, que entenda estas coisas; quem é prudente, que as saiba, porque os caminhos do Senhor são retos, e os justos andarão neles, mas os transgressores neles cairão” (Os 14:9). Que na reta final da história deste mundo, você e eu façamos parte dos “sete mil joelhos” (1Rs 19:18) que só se prostram perante “Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap 14:7) e que a voz do Espírito Santo nos conduza à eterna liberdade.
Feliz semana, exército de oração!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Atos12
#RPSP
Filed under: Sem categoria
“… Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos” (v.26).
Aquele que negara a Cristo três vezes, declarou amá-Lo três vezes e recebeu a mesma visão três vezes, em seu primeiro sermão, levou quase três mil pessoas ao batismo. Pedro foi especialmente dotado pelo Espírito Santo, como se três vezes mais. Seu amor a Jesus e desejo de fazer a vontade de Deus era admirável e incontestável. Ao ser arguido quanto ao que realizara em Cesareia, prontamente fez uma exposição de tudo o que tinha acontecido. E se ainda restava alguma dúvida quanto ao significado da visão de Pedro, o capítulo de hoje o deixou bem claro.
Estava na hora de atravessar as fronteiras de Israel e adentrar em territórios longínquos. Todo o mundo antigo precisava saber que o único Deus verdadeiro “deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16). A humanidade é o alvo do mais puro e terno amor de Deus. O conhecimento de Jesus Cristo é o maior tesouro que o homem pode adquirir. Nada mais há que seja capaz de encher o nosso coração com a felicidade que só em Jesus conquistamos. É esta a excelente obra que o Espírito Santo realiza em nós: Ele glorifica a Cristo em nossa vida (Jo 16:14).
Foi esta a alegria que Ele colocou na vida de Cornélio e de toda a sua casa. Foi este o regozijo que impulsionou a igreja a glorificar a Deus e a concluir: “Logo, também aos gentios foi por Deus concedido o arrependimento para vida” (v.18). A dispersão da igreja devido à “tribulação que sobreveio a Estêvão” (v.19) causou-lhes de início uma angústia sem par, mas Deus a usou para espalhar a Sua Palavra. Ainda sem muito compreender que não deveria haver mais distinção entre judeus e gentios, os dispersos pregavam somente aos judeus, mas “falavam também aos gregos” (v.20). E “a mão do Senhor estava com eles, e muitos, crendo, se converteram ao Senhor” (v.21).
Barnabé e Saulo foram em Antioquia testemunhas do poder do Espírito Santo. Ao ver que naquela cidade já se formara uma comunidade de fiéis, Barnabé “alegrou-se e exortava a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor” (v.23). É por demais relevante a exortação daquele servo de Deus. Jesus mesmo afirmou: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt 24:13). A perseverança é um atributo indispensável na vida do cristão. Por não perseverar, muitos têm abandonado a fé e retornado às suas práticas antigas. É por isso que a caminhada cristã requer a companhia constante do Único capaz de nos erguer de nossas quedas. Olhar para Jesus, fixar os olhos nEle, fazer dEle nossa muralha de bronze, é a nossa única segurança.
Pelo testemunho de um “homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé” (v.24), pela primeira vez, os discípulos foram chamados de cristãos. Muitos de nós temos sustentado este título como se fosse algo comum. Mas é tão solene e tão sério que o seu mau emprego é equivalente à maldição de Ananias e Safira e de Simão, o mágico. Eles se diziam seguidores do Caminho, quando na verdade serviam a outro senhor. Ser cristão não é simplesmente dizer que acredita em Jesus, porque “até os demônios creem e tremem” (Tg 2:19). Ser cristão é ter Cristo refletido na vida. Jesus viveu neste mundo e nos deixou exemplo da perfeita obediência ao Pai. Quando entendermos que a obediência à Palavra de Deus não é tirania e sim proteção, seremos verdadeiramente felizes (Leia Sl 1:1-2).
Ao obterem conhecimento da fome que sobreviria a seus irmãos, logo os discípulos se mobilizaram para ajudá-los. Não foi preciso apelar para que um e outro fosse tocado a ajudar, mas “cada um conforme as suas posses” (v.29), se voluntariou a socorrer seus amados irmãos. Nenhuma de nossas obras, amados, têm poder de nos salvar, mas ninguém que foi salvo por Jesus pode sustentar uma fé sem obras, porque “a fé sem obras é morta” (Tg 2:26). Permita que o Espírito Santo faça a maior obra de todas em seu coração e Jesus, glorificado em sua vida, irá Se manifestar em obras de propósitos eternos.
Feliz sábado, cristãos!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Atos11
#RPSP