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“Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se todas elas fossem relatadas uma por uma, creio eu que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos” (v.25).
Mesmo após as duas aparições de Jesus a Seus discípulos, eles continuavam consternados com os últimos acontecimentos e desorientados quanto ao que deveriam fazer dali em diante. Apesar da prova que lhes foi dada de que a ressurreição de Seu Mestre foi real, a ideia de permanecerem ainda sob o jugo romano e ameaça de perseguição por parte dos líderes judeus os intimidava. Como sempre, Pedro, tomando a dianteira, propôs voltassem a fazer o que dantes faziam, quando disse: “Vou pescar” (v.3). Notem que ele não chamou os demais para irem com ele, mas foram eles que se ofereceram para acompanhá-lo. Dentre todos os discípulos, Pedro possuía a mais forte personalidade e poder de persuasão. Era um líder nato e seus companheiros se sentiam mais seguros sob sua liderança.
Passaram a noite tentando pescar algo, mas “nada apanharam” (v.3). Foi quando “ao clarear da madrugada” (v.4), já podiam avistar a praia e nela um Homem que parecia estar Se aquecendo perto de uma pequena fogueira. Foi quando o Estranho lhes perguntou: “Filhos, tendes aí alguma coisa de comer?” (v.4). Tristes pela noite em claro perdida, “responderam-Lhe: Não” (v.5). Então, uma voz de ordem lhes aqueceu o coração. Sentiram como se obedecer lhes fosse a única opção. E o resultado da obediência foi a gratificante recompensa de uma rede “cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes” (v.11). Ao João declarar: “É o Senhor!” (v.7), aquele barco e nem aquela rede cheia de peixes pôde segurar o impetuoso Pedro. Que, vestindo-se, “lançou-se ao mar” (v.7) para encontrar Jesus.
O que se segue é um agradável momento entre Jesus e aqueles sete discípulos. Ele já os aguardava com a refeição pronta, mas ao pedir alguns peixes a mais, Pedro novamente se adianta e, sozinho, arrasta a pesada rede do barco para a terra. Aquele discípulo certamente não podia fazer por menos. Ele precisava se redimir. Era a terceira aparição de Jesus a Seus discípulos, “depois de ressuscitado dentre os mortos” (v.14). E foi nesta aparição que, por três vezes, Pedro foi questionado pelo Senhor: “Simão, filho de João, tu Me amas?” (v.15, 16 e 17). Mas, ao perguntar pela terceira vez, o impetuoso discípulo entristeceu-se, e com o coração quebrantado, exclamou: “Senhor, Tu sabes todas as coisas, Tu sabes que eu Te amo” (v.17).
Assim como Pedro não chamou seus amigos para pescar, os deixou no barco sem se importar se precisariam de sua ajuda e arrastou a rede sozinho desprezando o auxílio de seus companheiros, ele permaneceria ocupado com sua liderança egoísta não fosse a paciência de Cristo em advertir o Seu trabalhoso filho. O que Jesus disse a Pedro naquela praia foi que ele estava completamente equivocado. Que a maior demonstração de amor que ele poderia Lhe oferecer não eram “prestações de serviço”, mas um coração pleno de amor. Em outras palavras, quando Jesus nos chama: “Segue-Me” (v.19), a aceitação ao Seu chamado deve resultar em amor por nossos semelhantes.
Enquanto Pedro procurava de todas as formas mostrar que amava a Jesus, João era mais introvertido e sua mansidão era vista por Pedro como uma falha devoção. Mas nem sempre fora assim. Aquele que Jesus denominara filho do trovão tornou-se em discípulo amado. Pedro esqueceu que aquele a quem desdenhara ao perguntar: “E quanto a este?” (v.21), foi o único com coragem suficiente para acompanhar o martírio de Jesus até o fim. Jesus possui ovelhas e ovelhas. Cada uma possui personalidade própria e são amadas pelo Pastor da mesma forma. Os doze discípulos representam a diversidade entre o povo de Deus e como Ele deseja usar pessoas diferentes e uni-las num mesmo propósito: pregar o evangelho.
Jesus nos diz, hoje: “Que te importa” a vida de teu irmão? “Quanto a ti, segue-Me” (v.22). Ô, amados, Jesus fez tanto, mas tanto por nós que não merecemos nada! Como, pois, ousamos julgar quem é digno ou não de seguir a Jesus? Olhar para o Céu e dizer “eu Te amo” é fácil. Difícil é olhar para o lado e fazer o mesmo com quem não merece. Mas é esta atitude que definirá o nosso destino eterno. Nem no mundo inteiro caberiam os livros sobre os atos de amor de Cristo, mas o maior deles foi feito para que você perceba que o amor de Deus nunca seguiu e nunca seguirá a lógica humana. Ele é poderoso em salvar e deseja fazer de você um instrumento deste poder.
Você ama a Jesus e deseja segui-Lo? Peça ao Espírito Santo, todos os dias, que derrame o amor de Deus em seu coração (Rm 5:5) e serás um representante do bom Pastor na terra, apressando o Seu breve advento.
Bom dia, salvos pelo amor de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#João21
#RPSP
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“Disse-lhe Jesus: Porque Me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram” (v.29).
Oprimidos pela dor e tomados de medo de que a sorte de Jesus recaísse sobre eles, os discípulos permaneciam trancados em uma casa. De forma destemida, João relata a coragem de uma mulher em particular: Maria Madalena. Ainda o sol não havia nascido, e ela não pôde mais esperar, indo ao sepulcro onde estava o corpo de seu Mestre. Porém, ao aproximar-se do local, percebeu algo estranho. A pedra estava removida, os soldados romanos haviam sumido e o corpo de Jesus também. Logo pensou que tivessem levado o seu Senhor e correu para avisar aos discípulos.
Pedro e João precisavam ver com os próprios olhos o que aquela mulher lhes falara de forma tão atônita. Correram e viram por si mesmos que ela lhes contara a verdade. Mas um detalhe deste relato faz toda a diferença. João diz que ele e Pedro viram os lençóis que cobriam o corpo de Cristo, mas “o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus”, este foi “deixado num lugar à parte” (v.7). E, em outras versões diz que o lenço foi “dobrado num lugar à parte”. Na tradição dos hebreus, após um servo preparar a mesa para seu senhor, ele ficava fora da visão de seu senhor aguardando que terminasse. Terminada a refeição, geralmente o senhor usava o lenço e o jogava de forma descuidada à mesa antes de se retirar. Isto era uma mensagem clara ao seu servo: “Eu já terminei”. Mas se deixasse o lenço cuidadosamente dobrado, era como se estivesse dizendo: “Eu volto já”.
A Bíblia diz que João, ao entrar e ver aquele lenço dobrado, ele “viu, e creu” (v.8). Ele entendera o recado do seu Senhor: “Eu voltarei!”. O anúncio dos anjos e a aparição de Jesus a Maria Madalena e Seus discípulos são relatos extraordinários acerca do poder de Deus e da fidelidade de Suas promessas. E aquele lenço dobrado foi a mais linda ilustração já usada por Cristo. Após descrever em riqueza de detalhes o sofrimento e morte do Messias, o profeta Isaías descreve a Sua vitória: “Ele verá o fruto do penoso trabalho de Sua alma e ficará satisfeito” (Is 53:11). Jó, em sua agonia e sofrimento, pela fé, viu o cumprimento da fiel promessa, ao declarar: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a terra” (Jó 19:25).
Tomé precisou ver e tocar para crer no que Isaías e Jó não puderam vislumbrar. Mas foram estes e a todos “os que não viram e creram” que Jesus chamou de bem-aventurados (v.29). Jesus Cristo vive! A nossa fé não está firmada em um Cristo morto, mas que ressuscitou “para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em Seu nome” (v.31). Este é o objetivo do evangelho. Este foi o objetivo do lenço dobrado. Para que você e eu façamos parte do fruto do penoso trabalho do nosso Redentor. Logo em breve, Jesus não aparecerá apenas a Maria Madalena e Seus discípulos, mas “todo olho O verá” (Ap 1:7). Logo, assim como Maria, poderemos declarar: “Vi o Senhor!” (v.18). Que este Dia seja para nós motivo de muita alegria! Dia em que o Senhor trocará as nossas vestes de servos pelas vestes reais do Palácio de Deus e nos levará para o banquete da eternidade. Bendito seja o Senhor Jesus! Aquele que dobrou o lenço para nos dizer: “Venho sem demora” (Ap 3:11).
“Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22:20).
Bom dia, servos dAquele que há de vir!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#João20
#RPSP
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“Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito” (v.30).
Mesmo após a exposição da sabedoria acima do extraordinário do Inocente réu, Pilatos mandou açoitar a Jesus. O temor de que seu julgamento fosse temerário quanto a inocentar Aquele que o povo acusava de ser inimigo de César, tornou aquele episódio em um tribunal do júri popular. Deixou sob responsabilidade dos acusadores decretarem a tão cruel sentença: “Tomai-O vós outros e crucificai-O” (v.6). Mas ao declararem o motivo de sua sorte, Pilatos “mais atemorizado ficou” (v.8.) e iniciou um segundo interrogatório com Jesus que o levou a procurar soltá-Lo, “mas os judeus clamavam: Se soltas a Este, não és amigo de César!” (v.12).
O governador romano nunca havia se sentido daquele jeito. Imagino Pilatos suando como nunca antes, pressionado por uma indescritível angústia e uma sensação constante de que Aquele prisioneiro não merecia qualquer condenação. Seu coração batia acelerado cada vez que olhava para Jesus, mas o medo lhe consumia a cada ameaça do povo. Seu veredito a favor de Cristo lhe causaria a acusação de inimigo do Império e sob a pressão das massas acusadoras, sentiu-se como segundo réu daquela feita. Então, mediante todo aquele cenário, temendo perder o seu prestígio e posição, “O entregou para ser crucificado” (v.16). E, carregando o peso da mais injusta condenação, Jesus percorreu o Seu mais doloroso caminho.
Quando Deus ordenou a Abraão que tomasse a Isaque e o levasse caminho de três dias ao monte Moriá e ali o oferecesse em sacrifício, Abraão prontamente obedeceu, “tomou consigo dois dos seus servos e a Isaque, seu filho; rachou lenha para o holocausto e foi para o lugar que Deus lhe havia indicado” (Gn 22:3). Ao contrário de Jesus, Isaque não fazia ideia da razão de sua peregrinação e nem que estava sendo uma figura do maior ato de amor de todos os tempos. Isaque carregou “a lenha do holocausto” (Gn 22:6). Jesus carregou a pesada cruz. Abraão “levava nas mãos o fogo e o cutelo” (Gn 22:6). O Pai faria Jesus beber do cálice de Sua ira. Abraão e Isaque “caminhavam ambos juntos” (Gn 22:6). O Pai caminhava junto a Cristo para executar o Seu mais doloroso ato. Abraão “estendendo a mão, tomou o cutelo para imolar o filho” (Gn 22:10). Jesus Se doou para ser pregado naquela cruz. Mas a voz que impediu o patriarca de concretizar o sacrifício, não foi ouvida no Calvário. E ali, perante as testemunhas do espetáculo do amor incondicional, Jesus bradou: “Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito” (v.30).
Tudo isso foi por mim e foi por você. Ele foi “desprezado e o mais rejeitado entre os homens… e dEle não fizemos caso. Certamente, Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si; e nós O reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados… Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como ovelha muda perante os seus tosquiadores, Ele não abriu a boca… Designaram-Lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na Sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em Sua boca. Todavia, ao Senhor agradou moê-Lo, fazendo-O enfermar” (Is 53:3-10).
O texto de Isaías, sem sombra de dúvida, é a mais fiel descrição da missão messiânica. A profecia foi cumprida à risca, quando a morte calou o Verbo de Deus. Mas ela não faria sentido algum se a morte fosse a sua palavra final. E sob arrebatadora expectativa, a sequência da profecia aguardava o seu fiel cumprimento.
Continua…
Feliz semana, redimidos pelo sangue do Cordeiro de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #João19 #RPSP
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“Quando, pois, Jesus lhes disse: Sou Eu, recuaram e caíram por terra” (v.6).
Finda a ceia e concluídas as últimas palavras de Cristo a Seus discípulos, antes de Sua morte, o grupo seguiu para o jardim chamado Getsêmani. Aquele jardim havia se tornado cenário de muitos momentos entre Jesus e Seus discípulos. Em meio à tranquilidade do campo e à beleza daquela pequena parcela da criação, Jesus deleitava-Se em ali Se demorar em comunhão com Seu Pai. Fora para Ele um lugar tão especial que não considerou nenhum outro que pudesse Lhe servir de refúgio, nem mesmo o templo. Foi ali que o nosso Salvador suou gotas de sangue e fez Suas súplicas em agonizante sofrimento. Seu cantinho de oração tornou-se em campo da batalha mais cruel já registrada nas páginas da história deste mundo. Enquanto o inimigo de Deus tentava convencê-Lo de que não valia a pena tanto esforço por quem não merece, Deus enviou o Seu anjo para O confortar e fortalecer.
De repente, luzes são vistas aproximando-se rapidamente do local de oração. Eram as tochas daqueles que marchavam sob as ordens de Satanás. Mas Jesus, divinamente instruído, adiantou-Se e lhes perguntou: “A quem buscais?” (v.4). Eles, por sua vez, tentando desmerecer a pessoa de Cristo, logo incluíram a desprezada Nazaré como sendo a Sua original procedência, ao Lhe responder: “A Jesus, o Nazareno”. Aquela resposta não poderia ficar sem a divina réplica. Estava em jogo não qualquer nome, mas o Nome sobre todos os nomes. Iluminado pela glória de Deus e com voz “como voz de muitas águas” (Ap 1:16), Jesus declarou: “Sou Eu”. A cena que se seguiu foi a de Judas e aquela multidão recuando e caindo no chão como mortos.
Após aquele acontecimento sobrenatural, quando finalmente conseguiram colocar as mãos em Jesus para prendê-Lo, Pedro pensou que era chegada a hora de provar a Jesus a sua lealdade e, puxando “da espada que trazia… feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita” (v.10). Aquele ato de bravura, no entanto, foi logo reprovado. Não era por espadas e armas humanas que aquela batalha seria vencida, mas pela morte de “um Homem pelo povo” (v.14). Mesmo que pela motivação errada, Caifás declarara a solução correta. E ao ver o Seu Mestre sendo levado como um malfeitor, sem que apresentasse nenhuma resistência, o coração de Pedro se encheu de incerteza.
Conforme o espírito de profecia e a tradição judaica, o “discípulo conhecido do sumo sacerdote” (v.15) que favoreceu a entrada de Pedro no pátio da casa de Anás, fora João. O que faz todo o sentido já que João é o único discípulo mencionado como estando presente na crucifixão de Cristo. Apesar de ter Jesus previamente advertido Seus discípulos quanto ao que haveria de Lhe suceder, todos ficaram atônitos com a forma com que viram Seu Mestre Se entregar. A bravura e suposta lealdade de Pedro logo se tornou em medo e desconfiança. E aquele que disse daria a vida por Jesus, não hesitou em negá-Lo por três vezes seguidas, e O negaria muito mais se não fosse interrompido pelo canto da culpa e pelo olhar do amor: “E logo, estando ele ainda a falar, cantou o galo. Então, voltando-se o Senhor, fixou os olhos em Pedro” (Lc 22:60-61). Pedro encontrou o mesmo olhar de amor quando pela primeira vez fora chamado: “Segue-Me”.
Jesus foi então levado ao governador romano, acusado de ser réu de morte. Pilatos, porém, reconheceu não ser aquele caso como tantos outros que comumente julgava. E, aproveitando a tradição dos anciãos (v.28), fez Jesus entrar sozinho no pretório para um interrogatório privado. Ele não era de todo ignorante quanto a Jesus. Ouvira de Seus milagres, de como recebia publicanos e pecadores e como devolvera a vida a Lázaro. Nada poderia estar oculto ao juiz de Roma. Finalmente estava diante de Jesus e a primeira coisa que achou pertinente perguntar foi: “És Tu o rei dos judeus?” (v.33). Ora, fosse verdade tudo o que ouvira falar a respeito dEle, pensou, então Ele seria uma ameaça ao Império Romano.
Jesus bem sabia as reais intenções por trás daquela pergunta e revelou isto com outra pergunta: “Vem de ti mesmo esta pergunta ou to disseram outros a Meu respeito?” (v.34). O diálogo que se segue é um intrigante interrogatório sobre a provável monarquia de Cristo. Contudo, a última pergunta feita por Pilatos não tem registro de resposta: “Que é a verdade?” (v.38). Eu creio que a resposta não foi registrada porque ela não foi audível, mas visível. Aquele cético governador percebeu que a verdade não é uma simples resposta convincente, ela é uma Pessoa: Jesus Cristo. E voltando para os judeus acusadores, “lhes disse: Eu não acho nEle crime algum” (v.38).
Jesus é a verdade que liberta! Diante de tão maravilhosa certeza e dos relatos sagrados que testificam desta verdade, como duvidar do único que nos ama com amor eterno (Jr 31:3)? Tantos têm se demorado a interrogar e colocar em dúvida as palavras de Jesus pregadas por Suas testemunhas (At 1:8) enquanto Ele pergunta: “Porque Me interrogas?” (v.21). E muitos maltratam Seus seguidores e procuram feri-los, e, novamente, Cristo pergunta: “Porque Me feres?” (v.23). Diante de um mundo secularizado e descrente que pergunta: “Que é a verdade?” (v.38), que a nossa vida dê testemunho da fiel e única resposta: Jesus Cristo é a verdade!
Feliz sábado, testemunhas de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#João18
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“E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (v.3).
Dadas as devidas instruções acerca do santuário terrestre, Moisés as transmitiu ao povo, especialmente à tribo de Levi. Desta tribo, Arão e seus filhos foram eleitos pelo Senhor para ministrar no santuário no ofício sacerdotal. Arão e sua descendência oficiariam todos os rituais no templo e eram os únicos autorizados a entrar no lugar Santo, sendo que apenas o sumo sacerdote poderia entrar uma vez por ano no lugar Santíssimo. Os sacerdotes intercediam pelo povo e foi mediante esta atribuição que Deus disse a Moisés:
“Fala a Arão e a seus filhos, dizendo: Assim abençoareis os filhos de Israel e dir-lhes-eis:
O SENHOR te abençoe e te guarde; o SENHOR faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o SENHOR sobre ti levante o rosto e te dê a paz.
Assim, porão o Meu nome sobre os filhos de Israel, e Eu os abençoarei” (Nm 6:23-27).
Jesus estava prestes a consumar de uma vez por todas a obra que o Pai Lhe confiou (v.4). Ao mesmo tempo em que intercedeu pelos Seus, também Se doou como a perfeita e suficiente oferta pela culpa. Todo o ofício do santuário e festas anuais que apontavam para o plano da redenção se cumpriram em Cristo, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29), por isso que “aboliu, na Sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças” (Ef 2:15). A Sua oração sacerdotal tem o mesmo objetivo da bênção sacerdotal do antigo Israel: gravar o Seu nome sobre os Seus filhos, a fim de que neles Jesus seja glorificado (v.10).
Quando Jesus fez esta oração audível perante Seus onze discípulos, com os olhos levantados para o céu, elevou seus corações a uma atmosfera completamente santa e aquele cenáculo tornou-se uma espécie de pátio do templo. Ali, o nosso Sumo Sacerdote proferiu uma intercessão pelo Seu povo de todos os tempos (v.20) através do pequeno, mas não insignificante, grupo apostólico. Percebam que a intercessão de Cristo não foi dirigida “pelo mundo” (v.9), mas por aqueles que crêem nEle, “por intermédio da Sua Palavra” (v.20). Jesus não fez acepção de pessoas, Ele simplesmente estava cumprindo Seu ministério sacerdotal. Já que o perdão é concedido mediante arrependimento e confissão.
Vivemos em uma época que Jesus comparou aos dias que antecederam ao dilúvio (Mt 24:37-39). “E a vida eterna” (v.3) só será concedida aos que, à semelhança de Noé, conhecem a Deus, ou seja, andam com Ele (Gn 6:9). Eles ouvem a voz do Senhor e a reconhecem, de forma que não duvidam de Sua Palavra e a cumprem diligentemente (v.6). “Santificados na verdade” (v.19) das Escrituras, seguram firme na mensagem que lhes foi confiada proclamar, ainda que odiados pelo mundo, pois “eles não são do mundo” (v.16). Noé foi chamado de louco e fanático, mas mesmo diante do ódio geral e dos muitos anos de espera, sua fé foi recompensada com a salvação de toda a sua casa (Hb 11:7).
Amados, a unidade tão destacada por Jesus em Sua oração não se trata de união de tradições humanas ou para fins ecumênicos, e sim unidade com Cristo pela santificação através da Palavra de Deus. Lutero, Huss, Jerônimo e tantos outros reformadores não foram hereges e nem rebeldes unidos para levantar um movimento sem sentido; pelo contrário, unidos com Cristo, pela verdade revelada nas Escrituras, foram instrumentos de Deus para que o mundo conhecesse o Seu amor através de Jesus Cristo. E usar a tão sublime oração de Jesus para justificar uma falsa união que despreza o sangue derramado daqueles mártires e as verdades que por tanto tempo haviam sido lançadas por terra, é, no mínimo, com o perdão da expressão, presunção diabólica.
Hoje, Cristo atua em nosso favor no lugar Santíssimo “do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem” (Hb 8:2), como nosso Sumo Sacerdote. Estamos vivendo, profeticamente, no grande dia da expiação; dia em que precisamos afligir a alma em verdadeiro arrependimento e confissão. “Porque toda alma que, nesse dia, se não afligir será eliminada do seu povo” (Lv 23:29). É tempo de atendermos ao apelo do Espírito Santo: “Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-Se, e grande em benignidade, e Se arrepende do mal… Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, reuni os filhinhos e os que mamam; saia o noivo da sua recâmara, e a noiva, do seu aposento. Chorem os sacerdotes, ministros do Senhor” (Jl 2:12, 16 e 17). Eis como Deus espera que o Seu povo se una. Eis a obra que deve começar por mim e por você.
Bom dia, unidos com Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#João17
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“Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em Mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo” (v.33).
As últimas palavras de Cristo a Seus discípulos foram cheias de brandura e de terna compaixão. Mesmo relatando o que os aguardava num futuro bem próximo, quando muitos deles seriam perseguidos e até mortos, uma arrebatadora sensação de paz e certeza do cuidado divino lhes enchia o coração ao som de cada palavra proferida pela boca de Jesus. A promessa do Consolador foi o mais confortante bálsamo àqueles que sentiriam a profunda dor da perda de seu Mestre.
Nos momentos finais que antecederam a cruz, os discípulos foram tomados de grande tristeza. Jesus não lhes ocultara os percalços que teriam de enfrentar no conflito entre o bem e o mal. Pelo contrário, expôs diante deles a árdua estrada que teriam de percorrer e foi bem claro ao afirmar: “Em verdade, em verdade vos digo que chorareis e vos lamentareis… vós ficareis tristes”. Porém, a continuação do verso é o que podemos chamar de esperança viva: “mas a vossa tristeza se converterá em alegria” (v.20). Ele prometeu aos Seus seguidores que chegará a hora em que “ninguém poderá tirar” a nossa alegria (v.22).
Quanto almejo este momento! Mas, até lá, Jesus nos motivou a pedir ao Pai em Seu nome, “para que a [nossa] alegria seja completa” (v.24). E disse isso dentro do contexto da missão do Consolador. Percebam nas palavras de Jesus, em Lucas 11:13, o que devemos pedir a Deus com insistência: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedirem?”. O papel do Espírito Santo consiste em convencer “o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (v.8), nos guiar “a toda a verdade” (v.13) e nos conduzir a Cristo (v.14). Mas o Seu título de Consolador também revela o Seu poder de confortar os corações aflitos. É por isso que a aparentemente confusa confissão de Paulo passa a fazer todo sentido na vida de todo aquele que, diariamente, clama pelo batismo do Espírito: “entristecidos, mas sempre alegres” (2Co 6:10).
“Eis que vem a hora e já é chegada” (v.32) em que nos sentiremos tão tristes quanto os discípulos e seremos covardemente afligidos pela fúria do inimigo. Devemos e precisamos nos segurar no braço da Onipotência e, à semelhança de Jacó, não deixá-Lo ir enquanto não nos abençoar (Gn 32:26). “O Espírito Santo procura habitar em cada alma. Caso seja Ele bem-vindo como hóspede honrado, os que O receberem se tornarão completos em Cristo. A boa obra começada será terminada; os pensamentos santos, as celestiais afeições e os atos semelhantes aos de Cristo tomarão o lugar dos pensamentos impuros, dos sentimentos perversos e dos atos obstinados” (EGW, CS, p. 561).
Por meio de fervorosa e importuna oração, clamemos ao Pai, todos os dias, pelo dom do Espírito Santo! E aguardemos com bom ânimo o retorno do nosso Senhor e Salvador, Aquele que venceu o mundo!
Bom dia, consolados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
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“Eu sou a Videira, vós, os ramos. Quem permanece em Mim, e Eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem Mim nada podeis fazer” (v.5).
A ilustração da videira não foi algo exclusivo do discurso de Cristo. O profeta Isaías também usou desta parábola para descrever a situação moral e espiritual do antigo Israel: “Porque a vinha do Senhor dos Exércitos é a casa de Israel” (Is 5:7). Porém, a descrição do profeta nem se compara ao perfeito símbolo apresentado por Jesus. Israel havia se rebelado contra Deus. “Ele esperava que desse uvas boas, mas deu uvas bravas” (Is 5:2). Jesus então Se apresenta como “a Videira verdadeira” (v.1) e aponta Seus discípulos como sendo os ramos. E todo ramo que permanece em Cristo, “esse dá muito fruto” (v.5).
Na agricultura, ramos que não dão fruto são ramos que só prejudicam a produtividade da planta, mas devem ser removidos com cuidado para que, ao retirá-los, os ramos bons não sejam atingidos. Observem que, na vida espiritual, o “Pai é o agricultor” (v.1). Cumpre a Ele julgar o destino de cada ramo. Portanto, quando Ele corta algum ramo, Ele o faz sem o risco de atingir os demais. Quanto ao ramo que dá fruto, Ele o limpa, “para que produza mais fruto ainda” (v.2).
A obra de limpeza também requer cuidados que podem ser dolorosos e invasivos, mas que são necessários a fim de que haja constante crescimento. Tiago bem descreveu este processo: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes” (Tg 1:2-4).
A prova que nos aguarda ou que já está diante de nós não tem a ver com coisas ou pessoas, mas com fidelidade aos preceitos divinos. Assim como Sadraque, Mesaque e Abede-Nego tiveram de passar pela fornalha de fogo ardente pela firme obediência aos dois primeiros mandamentos do Decálogo (Êx 20:3-6), eis que o inimigo já está acendendo as fogueiras da última perseguição.
O que definirá se os ramos são bons ou são ruins será exatamente a atitude daqueles que, à semelhança dos jovens hebreus na corte babilônia, não temerem as consequências porque confiam nAquele que prometeu: “quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Is 43:2). O teste do amor a Deus sempre foi a obediência. Foi assim no Éden, no dilúvio, no monte Moriá, na trajetória de Israel. Toda a Escritura revela que o amor gera obediência e o discurso de Jesus não foi diferente: “Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor” (v.10). “Vós sois Meus amigos, se fazeis o que Eu vos mando” (v.14). “Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros” (v.17).
Assim como a lei revela o nosso pecado e necessidade de um Salvador, a vinda do Messias também foi uma forma de assinalar os nossos pecados (v.22). Se a vida de Cristo é o nosso perfeito exemplo, o qual devemos seguir, precisamos permanecer nEle e nEle buscar toda a força vital necessária para sermos ramos frutíferos para a glória do Pai (v.8). Este processo requer renúncia do eu e completa dependência de Deus, pois que amar como Cristo amou certamente redundará em ser perseguido como Ele foi (v.20). Paulo exprimiu esta verdade em sábias palavras de instrução ao jovem Timóteo: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm 3:12).
Amados, “amar como Jesus amou” pode não ser tão poético quanto à letra da canção. Quando o povo do advento verdadeiramente amar como Cristo nos amou, isto causará uma reação em cadeia que abalará o mundo na última grande sacudidura. Quem antes era adepto de uma simples cortesia, mas que não revelou fruto digno de arrependimento, se unirá às fileiras dos perseguidores que odiarão o povo de Deus “sem motivo” (v.25). Mas se levantará um povo conduzido pelo “Espírito da verdade” (v.26) tão firme na Videira e tão constante em produzir bons frutos, que dará testemunho de Jesus ainda que severamente provado.
O verdadeiro amor não é aquele que conquista o mundo, e sim aquele que permanece ainda que o mundo o odeie. “Lembrai-vos” (v.20) de que a vitória final será dos fiéis: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2:10).
Bom dia, fiéis amigos de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#João15
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“Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim” (v.6).
O evangelho de João certamente pode ser chamado de o evangelho do amor. E o capítulo de hoje reforça esta ideia. Há poucas horas de ser levado preso, Jesus Se preocupou em confortar os Seus discípulos, fazendo-lhes duas promessas: a vida eterna e a vinda do outro Consolador. A obra do Espírito Santo os capacitaria a pregar o evangelho do reino, ensinando “todas as coisas” e os faria “lembrar de tudo o que” Jesus lhes tinha dito (v.26).
Pai, Filho e Espírito Santo estão unidos no propósito de salvar a raça caída. Em cada versículo podemos contemplar esta verdade. A Trindade trabalha em perfeita comunhão com as promessas estabelecidas e para que a derradeira promessa seja real na vida do maior número de pessoas possível. E a resposta do homem a este amor inigualável deve redundar em inevitável consequência: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (v.15); “Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda, esse é o que Me ama” (v.21); “Se alguém Me ama, guardará a Minha palavra; e Meu Pai o amará e viremos para ele e faremos nele morada” (v.23).
Ontem eu contemplei uma cena que me impactou, mas que também me causou muita vergonha. Um homem no meio do calçadão do comércio de minha cidade, debaixo do sol, descalço, que com voz potente chamava as pessoas ao arrependimento. Não, ele não era um fanático gritando palavras sem sentido, e seu discurso não tinha nada de sensacionalismo. Não sei explicar, mas ele era diferente. Não se tratava de mais um pregador de praça pública, mas um poderoso instrumento do Espírito Santo. Ele não estava ali para pedir dinheiro e nem para chamar ninguém para visitar uma igreja. E nem tampouco parecia se importar se suas palavras não agradariam a todos. Ele estava ali com o firme propósito de pregar a verdade e sua fisionomia e entonação denunciavam isto.
Aquele homem me fez pensar no quanto tenho desperdiçado oportunidades de pregar o evangelho e quantas vezes eu tenho me negado a ser instrumento do Espírito Santo por medo ou timidez. É claro que nem todos são chamados por Deus para fazer a obra da pregação de rua, mas Cristo prometeu que as obras que Ele fez nós também faremos, e obras até maiores do que as que Ele realizou (v.12). E me pergunto se estarei pronta quando minha fé for provada e tiver de testemunhar diante do mundo. É aí que encontramos o segredo da vitória: “mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em Meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (v.26).
Quando formos questionados e provados por causa da Lei do nosso Deus (Dn 6:5), outra promessa nos foi dada por Jesus: “Assentai, pois, em vosso coração de não vos preocupardes com o que haveis de responder” (Lc 21:14). Ou seja: “Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (v.27). Mas “o que vos for concedido naquela hora, isso falai; porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo” (Mc 13:11). O amor a Deus redunda em fidelidade a Seus mandamentos. Mas Deus conhece a nossa estrutura. Ele mesmo já sentiu medo, e deixou isto bem claro em Seu clamor no Getsêmani. Contudo, por amor, foi “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2:8). Por isso, quando tivermos de enfrentar a fúria do “príncipe do mundo” (v.30), que “sabe que pouco tempo lhe resta” (Ap 12:12), a ordem de Cristo é: “Levantai-vos, vamo-nos daqui” (v.31). Que com cabeças erguidas de santa consagração, revelemos ao mundo que estamos nos levantando para irmos para casa e como um só coro, declaremos com convicção a mais bela e verdadeira promessa:
“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando Eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (v.1-3).
Hoje o projeto RPSP completa 6 anos, que Deus vos abençoe com um lindo dia, sob a guia do Espírito Santo!
Conte-nos as bênçãos…
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
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“Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (v.35).
Diferente dos demais evangelhos, João não faz menção dos símbolos da ceia, mas também é o único que relata o momento que a antecedeu. Devido às estradas poeirentas e sandálias nos pés, era costume nas casas lavar os pés dos convidados. Mas esta atribuição era dada ao servo da casa que geralmente se tratava de um estrangeiro. Era considerada uma tarefa humilhante, portanto, na ausência do servo, nenhum judeu que prezasse por sua reputação aceitaria tal encargo.
Quando os discípulos perceberam o que Jesus estava prestes a fazer, ficaram tão chocados e tocados com tal experiência, que palavra alguma poderia expressar o que sentiram naquele momento. Até que Pedro, indignado ao ver o seu Mestre em posição de escravo, rompeu o silêncio com a pergunta que ecoou naquele cenáculo: “Senhor, Tu me lavas os pés a mim?” (v.6). O discípulo impetuoso e de respostas na ponta da língua, não satisfeito com a resposta de Jesus, pensou estar agindo melhor do que seus companheiros ao declarar: “Nunca me lavarás os pés” (v.8). Pedro não compreendia o real sentido do que Cristo realizara. Que nas estradas empoeiradas da vida, precisamos ser portadores de alívio e conforto.
“Compreendeis o que vos fiz?” (v.12) foi a difícil pergunta feita por Jesus aos Seus doze discípulos perplexos. Ele nos deu exemplo de como devemos servir uns aos outros. Como a mais humilde tarefa pode resultar na mais sublime recompensa. O coração de Jesus, no entanto, estava dividido entre a solenidade de tal ensinamento e a profunda angústia quanto ao que O havia de trair. Após ter seus pés lavados pelo Mestre, Judas questionou ainda mais a respeito da Sua confiabilidade. E ao comer do “pão molhado” (v.26), assinou sua sentença de morte.
A forma como Jesus tratou a Judas e tentou tocar-lhe o coração foi uma inquestionável amostra da imensidão de Seu amor incondicional. Ele não Se negou a lavar-lhe os pés, nem tampouco o privou de participar da ceia. Judas recebeu os mesmos privilégios dos demais e de nenhum modo foi subjugado. Pelo contrário, foi amado até o fim, ainda que tenha escolhido rejeitar tamanho amor. Jesus lavou os pés daquele que sabia que O trairia, nos dando exemplo, para que como Ele fez, façamos nós também (v.15).
Ele não fez uma substituição de mandamentos, mas nos deu “novo mandamento“, ou seja, o mesmo mandamento renovado com o aval de Seu perfeito amor: “assim como Eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros” (v.34). Assim como Ele honrou Seus pais terrestres, não matou, não adulterou, não roubou, não disse falso testemunho contra o próximo e nem cobiçou nada de ninguém, “façais vós também” (v.15). O próprio João escreveu em uma de suas cartas: “Amados, não vos escrevo mandamento novo, senão mandamento antigo… Todavia, vos escrevo novo mandamento… Aquele que diz estar na luz e odeia a seu irmão, até agora, está nas trevas” (1Jo 2:7-9).
Pois todos conhecerão que somos discípulos de Cristo quando aceitarmos nos cingir com a toalha da humildade e deitar água na bacia do perdão. Jesus não aprovou a atitude de Judas, mas lhe deu a oportunidade de ser transformado por Seu amor. Isso nos ensina que, ainda que nossas tentativas sejam frustradas, nossa reação não deve corresponder à dureza de coração de quem rejeita o amor que lhe ofertamos, mas deve estar acima de toda e qualquer represália. É fácil? Não. Mas com Cristo se torna possível. Que o amor de Jesus transforme a nossa vida dia após dia, nos tornando conhecidos como Seus discípulos.
Bom dia, discípulos de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#João13
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“Se alguém Me serve, siga-Me, e, onde Eu estou, ali estará também o Meu servo. E, se alguém Me servir, o Pai o honrará” (v.26).
Faltando uma semana para a festa da Páscoa, os últimos dias de Jesus na Terra foram intensos e cheios de expectativa. Cada palavra, cada gesto Seu, eram minuciosamente observados pelos principais sacerdotes e fariseus. A ressurreição de Lázaro realmente foi o estopim de uma grande divisão entre os judeus, pois que não somente muitos que estavam presentes no dia da ressurreição creram, mas o testemunho de Lázaro continuava falando, de modo que “os principais sacerdotes resolveram matar também Lázaro; porque muitos dos judeus, por causa dele, voltavam crendo em Jesus” (v.10-11).
Após ser ungido em Betânia, Jesus entrou em Jerusalém de forma inusitada. Geralmente, quando Se dirigia às festas anuais em Jerusalém, a última coisa que queria era chamar atenção para Si. Mas parece que nos Seus últimos dias Ele não Se importou muito com isso, de forma que permitiu que o povo O aclamasse como “Rei de Israel” (v.13). Jesus sabia que havia chegado o momento de ser “levantado da terra” (v.32) e de selar para sempre o destino de Satanás (v.31). Sua morte seria uma grande decepção para Seus seguidores e a dura prova que iria separar a multidão entre crentes e incrédulos, entre adoradores e blasfemadores.
As declarações de Cristo não eram nada convencionais para um povo que acreditava que a glória dos homens era resultado da aprovação divina. “Quem ama a sua vida perde-a” (v.25), “E, se alguém Me servir, o Pai o honrará” (v.26), eram declarações muito radicais para pessoas que mediam a santidade pelas conquistas terrenas. Por isso que a profecia de Isaías se encaixava perfeitamente com a situação espiritual daquela geração. Estavam cegos e seus corações endurecidos demais para compreender que diante deles estava a redenção de Israel.
Corremos o sério risco de estarmos agindo da mesma forma. Muitos dizem estar seguindo a Jesus, contudo, não estão dispostos a servi-Lo. De acordo com Jesus, o serviço antecede a caminhada: “Se alguém Me serve, siga-Me” (v.26). Títulos, posições e as glórias deste mundo tornaram-se mais importantes do que a vida eterna. Entendam: não que possuir estas coisas seja pecado, mas em colocá-las acima do chamado de Deus. Assim como em Israel, Deus tem chamado pessoas que hoje se encontram em privilegiadas posições sociais e religiosas, mas pelo medo de “serem expulsos” (v.42) ou rejeitados pelo meio em que vivem, não confessam a sua fé e prosseguem com sua crença 007.
Jesus poderia ter morrido de forma mais silenciosa e discreta, mas escolheu ser levantado na mais ignominiosa morte e na mais escandalosa sentença. Não são sinais, milagres ou prodígios que sustentarão a fé dos servos de Cristo nestes últimos dias, mas a firme confiança no Caminho que os está conduzindo para Casa. Iluminados pelo Espírito Santo, os “filhos da luz” (v.36) seguem a passos firmes na direção de Deus e estão prontos para renunciar o que preciso for por amor a Jesus. Assim como a semente que cai ao solo, Cristo nos chama a morrer para o mundo e ressurgir para a vida eterna. Que a oração de George Müller seja a nossa firme decisão, hoje e todos os dias, até aquele grande Dia:
“Houve um dia em que morri. Morri para [seu nome], suas opiniões, preferências, gostos e vontade; morri para o mundo, para a sua aprovação ou censura; morri inclusive para a aprovação ou censura dos meus irmãos e amigos; e desde então tenho estudado tão-somente como apresentar-me aprovado(a) diante de Deus”.
Feliz semana, filhos da luz!
Rosana Garcia Barros
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