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“Então, disse Israel a José: Eu não cuidara ver o teu rosto; e eis que Deus me fez ver os teus filhos também” (v.11).
Debilitado pela velhice, chegada era a hora de Jacó despedir-se de seus filhos. Avisado da enfermidade de seu pai, José “tomou consigo a seus dois filhos, Manassés e Efraim” (v.1) e os levou à sua presença. Considerando os filhos de José como seus próprios filhos, Israel os incluiu em sua herança. E recordando a dolorosa morte de sua amada Raquel, tomou em seus braços a Manassés e Efraim e, antes de proferir-lhes sua bênção, “os beijou e os abraçou” (v.10). Olhando para José e para seus filhos, Jacó percebeu o amor de Deus em preservar-lhe a vida para aquele momento.
Com profundo respeito, José inclinou-se perante seu pai e colocou seus filhos perante ele segundo a tradicional ordem de nascimento. A mão direita representava a primogenitura e a bênção principal. Mas Jacó, cruzando as mãos, os abençoou colocando a sua mão direita sobre a cabeça de Efraim, o mais novo. Aquilo não agradou a José, que logo tratou de “consertar” o que pensou ter sido um engano cometido pelo velho pai. Jacó, porém, sabia o que estava fazendo, proferindo uma bênção profética sobre eles, como faria a seguir com seus demais filhos. Assim como a primogenitura de Esaú e a tentativa de Isaque em confirmá-la não puderam atrapalhar os planos de Deus, a Efraim foi concedida a bênção que nenhuma intervenção humana poderia revogar.
A destra do Criador está estendida sobre cada criatura humana. É Seu desejo ver cumpridos em nossa vida os Seus planos, planos “de paz e não de mal” (Jr.29:11). Jacó sabia que a estadia de seu povo no Egito era provisória e que chegaria o tempo de se cumprir a promessa de Deus, em que sua descendência retornaria à Canaã. Da mesma forma, “há esperança para o teu futuro, diz o Senhor, porque teus filhos voltarão para os seus territórios” (Jr.31:17). E não importa se diante de outros você esteja à esquerda. Deus te chama para fazer parte daqueles que estarão à Sua direita, estes “virão com choro, e com súplicas os levarei”, diz o Senhor, “guiá-los-ei aos ribeiros de águas, por caminho reto em que não tropeçarão; porque sou Pai para Israel, e Efraim é o Meu primogênito” (Jr.31:9).
O Primogênito de Deus já nos garantiu o nosso retorno para Casa. Acredite, “Deus será convosco e vos fará voltar à terra” (v.21), ao “reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt.25:34). Vigiemos e oremos!
Bom dia, herdeiros das moradas eternas!
*Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis48 #RPSP
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“Assim, habitou Israel na terra do Egito, na terra de Gósen; nela tomaram possessão, e foram fecundos, e muito se multiplicaram” (v.27).
Usando de sabedoria, José instruiu seus irmãos acerca do que falar a Faraó. A declaração de que eram pastores de rebanho manteria a família de Israel perto de José e suprida de mantimentos, mas também afastada da cidade e dos costumes pagãos que a dominava. A terra de Gósen seria por longos anos o lar do povo de Deus. Avançado em idade, Jacó foi levado à presença de Faraó e o abençoou. O soberano do Egito ficou admirado perante o idoso ancião, que descreveu os dias dos anos de sua vida como “poucos e maus” (v.9). Sua antiga mentira e tentativa humana em resolver as coisas do seu próprio modo desencadearam uma série de consequências que lhe causaram muitos sofrimentos.
Naquela terra estranha, Jacó e seus filhos estabeleceram morada e eram sustentados por José. Havendo fome em toda a terra, José tornou-se um tipo de resgatador. Todo o dinheiro, gado e terras adquiridas por José como pagamento pelo alimento, fizeram do Egito a maior potência mundial daquela época e, de Faraó, o monarca mais poderoso. Mas nem todos os tesouros ou fama eram mais importantes do que as promessas divinas. Percebendo estar perto do dia de sua morte, Jacó fez José prometer que não o sepultaria no Egito, mas que levaria o seu corpo para ser enterrado em Canaã, “no lugar da sepultura” de seus pais (v.30) e onde havia sepultado Lia, no campo de Macpela (Gn.49:30-31).
Pelo menos três importantes lições podemos extrair deste capítulo:
- Precisamos ser cautelosos em nossas associações. José usou de sabedoria e prudência ao manter sua família a uma distância segura dos egípcios;
- O fato de não comungarmos da religião ou do estilo de vida de alguns, não nos impede de sermos uma bênção na vida deles. Jacó não apoiava o paganismo de Faraó, mas nem por isso deixou de abençoá-lo;
- Os filhos do Reino não se deslumbram com os tesouros deste mundo, mas almejam os tesouros do Céu, “onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam” (Mt.6:20).
Essas lições também foram confirmadas na vida do nosso Salvador:
- Jesus misturava-Se com publicanos e pecadores, mas não participava de seus pecados (Lc.15:1);
- Jesus não apoiava os pecados das pessoas, mas a Sua bênção era um convite ao arrependimento (Jo.8:11);
- Jesus não possuía riquezas nesta terra, mas viveu aqui como quem aguardava adquirir “o fruto do penoso trabalho de Sua alma” (Is.53:11).
Sigamos “os Seus passos” (1Pe.2:21) e, muito em breve, desfrutaremos de Sua fiel promessa: “E eis que venho sem demora, e Comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap.22:12). Vigiemos e oremos!
Bom dia, herdeiros dos tesouros celestes!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis47 #RPSP
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“Então disse: Eu sou Deus, o Deus de teu pai; não temas descer para o Egito, porque lá Eu farei de ti uma grande nação” (v.3).
Sem demora, Jacó partiu em direção ao Egito. Seu coração, porém, apesar de ansioso pela expectativa de reencontrar seu amado filho, estava temeroso pelo fato de ter de deixar novamente a terra de seus antepassados. Mesmo o seu desejo de reencontrar José não o eximia como pai e chefe da família que daria início à nação de Israel. E perplexo pelos últimos acontecimentos, Deus lhe falou através de “visões, de noite” (v.2). Chamando-lhe pelo nome de nascimento, o Senhor o confortou com a confirmação da promessa outrora dada a seus pais, e com a certeza de que veria José novamente. Então, prosseguiram viagem “para o Egito, Jacó e toda a sua descendência” (v.6).
De um grupo de setenta pessoas, o Senhor suscitaria uma inumerável nação. Mas a cada genealogia contida na Bíblia encontramos o desejo de Deus de relacionar-Se pessoalmente com cada indivíduo. O encontro de José com seu pai deveria ser vivido entre nós e o Pai celestial todos os dias em nosso lugar de comunhão. Assim como Jacó foi ao encontro de José e este, assim que o soube, correu ao seu encontro, quando compreendemos que Deus vem encontrar-Se conosco primeiro, nossa reação deveria ser a mesma de José, “lançando sobre Ele toda a [nossa] ansiedade, porque Ele tem cuidado de [nós]” (1Pe.5:7). Pois, dentro em breve, o tipo se tornará no antítipo, quando pudermos abraçar Aquele que prometeu: “voltarei e vos receberei para Mim mesmo” (v.3).
Oh, amados, não foram os carros de Faraó, a abundância de cereais e nem as terras férteis do Egito que proporcionaram aquele emocionante encontro, mas a fidelidade de um Deus que não muda (Ml.3:6). Há um encontro marcado entre Deus e todo aquele que O busca e O invoca (Jl.2:32); todo aquele que descobriu em Jesus um precioso Amigo. Eu creio que se cumprirá em minha vida a promessa de Apocalipse 21:4, de forma pessoal. Muito em breve, poderei me lançar nos braços do meu Salvador e chorar “assim por longo tempo” (v.29), enquanto Ele enxuga meu rosto com Suas mãos e minhas lágrimas Lhe escorrem por entre as marcas da cruz. Almejo o dia em que Jesus me dirá: “Pronto, minha filha, você está segura para sempre!”
Você deseja este encontro? Então, “prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus” (Am.4:12). Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos do Pai Celeste!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis46 #RPSP
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“E disse a seus irmãos: Eu sou José; vive ainda meu pai? E seus irmãos não lhe puderam responder, porque ficaram atemorizados perante ele” (v.3).
A reação do poderoso governador egípcio fez com que todos os filhos de Israel ficassem praticamente em estado de choque. Ordenando a saída de todos que o serviam, imagino José andando nervoso de um lado para o outro até finalmente cair no chão e gritar o choro que lhe consumia a alma por tantos anos. Foi algo tão surreal, que os egípcios “e também a casa de Faraó” (v.2) o ouviram chorar. O Egito parou para ouvir as lágrimas de seu generoso governante. Seus irmãos não entenderam a sua atitude até ouvirem a revelação de que ele era José. Seus corações pareciam que lhes sairia pela boca. Ficaram petrificados, de forma “que não lhe puderam responder” (v.3).
A partir dali, um filme se passou na mente dos filhos de Israel e a dolorosa lembrança do que fizeram no passado tornou-se objeto de seu maior temor. Faria José justiça com as próprias mãos? Sentiram-se tão impotentes quanto José quando fora lançado ao poço. Um turbilhão de pensamentos lhes sobreveio naqueles poucos instantes antes que José lhes deixasse bem claro de que os havia perdoado. E terminado de falar, “lançando-se ao pescoço de Benjamim, seu irmão, chorou”, e “José beijou a todos os seus irmãos e chorou sobre eles”, foi então que depois disto, “seus irmãos falaram com ele” (v.15). Tomando conhecimento de todo o ocorrido, Faraó ordenou que a família de José fosse morar entre eles e cuidou dos preparativos para que isto acontecesse. “E os filhos de Israel fizeram assim” (v.21).
Quando Jacó ouviu que vivia o seu filho José, quase teve uma parada cardíaca, mas “reviveu-se-lhe o espírito” (v.27) ao ver os carros de Faraó. Com a mesma intensidade do choro de José, disse: “Basta; ainda vive meu filho José; irei e o verei antes que eu morra” (v.28). Muitas vezes é preciso perder para poder ganhar. Jacó pensou ter perdido o seu filho, quando, na verdade, Deus o estava preparando para que todos os filhos de Jacó não perecessem. Traído por seus irmãos, vendido por moedas de prata, preso e humilhado, e depois exaltado como o homem mais importante de toda a Terra, José foi um dos tipos de Cristo do Antigo Testamento. Percebam alguns trechos de sua fala: “Achegai-vos a Mim […] para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós […] Deus me enviou adiante de vós […] não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus” (v.4, 5, 7 e 8).
Agora percebam as palavras de Cristo: “Vinde a Mim” (Mt.11:28); “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo.10:10); “porque Eu vivo, vós também vivereis” (Jo.14:19); “Vim do Pai e entrei no mundo” (Jo.16:28); “Não fostes vós que escolhestes a Mim” (Jo.15:16); “Mas, agora, vou para junto dAquele que Me enviou” (Jo.16:5). Há uma íntima relação entre a história de José e o plano da salvação em Cristo. Todos nós somos aqueles irmãos que traíram o Senhor. Nossos pecados ferem o coração do Pai e o que merecemos é a morte (Rm.6:23). Mas Jesus simplesmente nos diz: “Achegai-vos a Mim”, e lançando-Se ao nosso pescoço, nos abraça, nos beija e nos deixa constrangidos com um amor extravagante e ilimitado.
Você acha que foi longe demais e não merece o perdão divino? Preste muita atenção, amado: “para com Deus não há acepção de pessoas” (Rm.2:11). Todos nós nos encontramos na mesma condição de pecadores, completamente dependentes da graça de Cristo. Assim como os filhos de Israel não teriam coragem de retornar ao pai não fosse a intercessão de José, nós não teríamos acesso ao Pai não fosse a mediação de Jesus Cristo. Não importa se você chegou ao fundo do poço sozinho ou se alguém lhe jogou ali. Olhe para cima e veja a mão de Jesus estendida para lhe abraçar, lhe beijar e lhe devolver para o Pai. Logo, “tu não chorarás mais; certamente, Se compadecerá de ti, à voz do teu clamor, e, ouvindo-a, te responderá” (Is.30:19). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, alvos do amor de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis45 #RPSP
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“Então, rasgaram as suas vestes e, carregados de novo os jumentos, tornaram à cidade” (v.13).
Ao expor sua estratégia ao mordomo de sua casa, José tornou a colocar seus irmãos à prova. Aquele copo representava a sua ansiedade por saber se eles continuavam sendo os mesmos que um dia o venderam como escravo. Os filhos de Israel saíram novamente do Egito carregados de mantimentos, porém, diferente da primeira vez, foram despedidos em paz. Seguiam viagem tranquilos, quando avistaram uma comitiva que se apressava por alcançá-los. Os rostos nada amistosos os fizeram perceber que certamente algo de ruim aconteceria. Interrogados acerca do copo de prata do governador, imediatamente apresentaram sua defesa e entregaram seus sacos ao exame da guarda enfurecida. Mas quando o último saco foi aberto e viu-se ali o objeto procurado, seus corações desfaleceram.
Já de volta à casa de José, este percebeu a primeira cena que lhe comoveu o coração: todos os seus irmãos com as vestes rasgadas. Lembrou-se de quando eles lhe rasgaram a túnica. Quão diferente tornou-se aquele símbolo! De uma atitude de violência a um sinal de arrependimento. Mais uma vez lançaram-se ao chão perante José. Só que, desta vez, o mesmo irmão que antes fora o mentor de sua escravidão, colocou-se na posição de escravo. E, diante da possibilidade de retornar sem Benjamim, tomou o seu lugar, oferecendo-se como servo em lugar dele. Nesse sentido, Judá foi um tipo de Cristo. Em Sua vida de abnegação e humildade, Jesus nos deixou o supremo exemplo de quem “não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mc.10:45). José percebeu estar diante de homens cujo sofrimento lhes havia ensinado a humildade. Não eram mais os mesmos. Os longos anos de convivência com a culpa lhes consumiu a paz, mas também lhes forjou o caráter.
Erros passados podem dar em dois resultados: ou nos afastam de uma vez do Senhor ou nos fazem sentir como nunca o quanto dependemos dEle. Nem todos precisam chegar ao extremo de anos de sentimento de culpa, mas todos nós precisamos percorrer a estrada do arrependimento e rasgar o nosso coração diante dAquele que está sempre disposto a nos perdoar. Este é o apelo do Espírito Santo a nós, hoje: “Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-Se, e grande em benignidade, e Se arrepende do mal” (Jl.2:13). Se houve perdão e mudança de coração na vida daqueles irmãos, a mesma obra pode ser realizada na minha e na sua vida. Uma obra que requer de nós a simplicidade de um “Sim, eu quero, eu preciso, eu aceito. Cura-me, Jesus!”. Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, servos do Deus vivo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis44 #RPSP
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“Levantando José os olhos, viu a Benjamim, seu irmão, filho de sua mãe, e disse: É este o vosso irmão mais novo, de quem me falastes? E acrescentou: Deus te conceda graça, meu filho” (v.29).
Jacó suportou até onde pôde a escassez de alimento. Esgotado, porém, o mantimento trazido do Egito, viu-se obrigado a mandar seus filhos novamente ao lugar que ameaçava roubar-lhe o terceiro filho. Foi quando Judá, o mesmo que havia arquitetado o plano para se ver livre de José, pronunciou-se como o garantidor da vida de Benjamim. Desta vez, suas palavras eram verdadeiras e percebendo Jacó a convicção de quem estaria disposto a dar a sua vida, permitiu a partida de seu caçula sob a tutela de Judá e dos demais. Mas assim como um dia enviou presentes a Esaú a fim de lhe aplacar a ira, procurou fazer o mesmo com o governador egípcio. Os pacotes com o melhor da terra foram preparados e, abençoando seus filhos, os despediu com a angústia de quem poderia nunca mais retornar a vê-los.
Chegando ao Egito, a caravana de Israel foi logo conduzida à presença de José, que vendo a Benjamim, deu ordens de que fossem levados à sua casa. Com grande temor seguiram o “mordomo da casa de José” (v.19) e lhe explicaram a razão de sua ansiedade. A resposta daquele serviçal egípcio lhes soou como um que conhecia o Deus de Israel: “Paz seja convosco, não temais; o vosso Deus, e o Deus de vosso pai, vos deu tesouro dos sacos de cereal”, e, confortando-lhes o coração, “lhes trouxe fora a Simeão” (v.23), que mais tinha aparência de convidado do que de encarcerado. Mas apesar de tratados com muitas gentilezas, os filhos de Israel foram cautelosos, cuidando de preparar “o presente, para quando José viesse” (v.25).
“Chegando José a casa” (v.26), aquele presente o fez lembrar-se de seu pai, e na esperança de que ainda poderia vê-lo, perguntou-lhes: “Vosso pai, o ancião de quem me falastes, vai bem? Ainda vive?” (v.27). Contudo, foi quando avistou seu irmão Benjamim, “filho de sua mãe” (v.29), que suas emoções vieram à tona e precisou ausentar-se para chorar. Recompondo-se, retornou à presença de seus irmãos e deu ordens para que os servissem a refeição, sendo que, para Benjamim, a porção “era cinco vezes mais do que a de qualquer deles” (v.34). José estava disposto a tratá-los com misericórdia e a estender-lhes o perdão. Não sabia, porém, se eles estavam prontos para isso. Se àquele tempo o simples fato de José possuir uma roupa melhor os fez sentir um ódio homicida, que dirá se soubessem que ele ocupava o mais alto cargo na maior potência mundial daquela época! O grande teste final estava por vir.
Quando somos feridos, cada um de nós possui uma reação diferente. A depender das circunstâncias, o nosso coração é direcionado para a constante recordação da dor. Contudo, existem dois remédios, ou dois antídotos, que Deus usa a fim de oferecer cura ao coração machucado: a distância e o tempo. Os longos anos de separação foram sarando em José a ferida causada pela violência e desprezo de seus irmãos. Nem sempre conseguimos ficar distantes de quem nos machuca, mas podemos sim evitar os confrontos e estabelecer um espaço seguro onde estejamos protegidos não só das lembranças dolorosas, mas também do perigo de prorrogar e intensificar sentimentos que nos machucam ainda mais.
Podemos e devemos exercitar o perdão para com todos, mas o Senhor que sonda os corações conhece qual seja exatamente a forma de nos conduzir a isso e respeita a nossa individualidade. José era um homem de Deus, mas também era um ser humano como você e eu, e precisava de cura tanto quanto seus irmãos. O perdão é o único tratamento em que oferece a cura para quem o dá e para quem o recebe. Talvez ainda não tenha chegado o seu tempo de liberar o perdão. Talvez a recordação da dor esteja constantemente diante de você. Mas o mesmo Deus que era com José deseja derramar em seu coração o amor na Pessoa dAquele que, mesmo ferido, humilhado e desprezado, teve olhos de misericórdia para com Seus algozes, dando-lhes a “sentença” do perdão: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc.23:34). Abra o seu coração a Jesus de forma sincera e receba a mais linda e feliz cura! Vigiemos e oremos!
Bom dia, curados pelo dom do perdão!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis43 #RPSP
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“Então, disseram uns aos outros: Na verdade, somos culpados, no tocante a nosso irmão, pois lhe vimos a angústia da alma, quando nos rogava, e não lhe acudimos; por isso, nos vem esta ansiedade” (v.21).
Como Deus havia dito por intermédio de José a respeito dos sonhos de Faraó, assim aconteceu. E não somente o Egito, mas todas as nações sofreram com a estiagem e falta de alimentos. José não apenas estava testemunhando o cumprimento dos sonhos de Faraó, mas estava prestes a viver os sonhos que, no passado, despertaram o ódio em seus irmãos. Ouvindo falar da fartura de pão no Egito e vendo seus filhos inertes diante da fome que os assolava, Jacó os enviou para buscar mantimento. Os dez filhos de Israel seguiram viagem até que chegaram perante um imponente governador que, ao avistá-los, “lhes falou asperamente” (v.7). Mesmo que seu discurso fosse severo e intimidante, seu coração certamente palpitava de emoção ao rever seus irmãos. Lembrando-se “José dos sonhos” (v.9), decidiu prová-los, lançando-lhes em uma prisão preventiva. Após três dias, foi-lhes concedida uma espécie de habeas corpus, menos a Simeão, que ficou como garantia de que os demais retornariam com Benjamim, conforme prometido.
Qual não foi a surpresa dos filhos de Jacó, quando encontraram o dinheiro que levaram para comprar o mantimento “na boca do saco de cereal” (v.28). “Desfaleceu-lhes o coração, e, atemorizados, entreolhavam-se, dizendo: Que é isto que Deus nos fez?” (v.28). Tomados de medo, seguiram viagem tentando pensar de que forma agiriam a fim de provar sua inocência. Ouvindo Jacó o relato da viagem, tomando ciência da prisão de Simeão, e vendo “as trouxinhas com o dinheiro” (v.35), firmemente decidiu não pôr em risco a vida de Benjamim. Não imaginava que o que aparentava ser uma maldição, seria a mais graciosa bênção do Senhor, estando prestes a reencontrar o filho que pensava não mais existir. Sua fala: “Meu filho não descerá convosco” (v.38), mostrou que Jacó havia projetado a sua predileção por José em Benjamim. Algo que poderia ter lhe custado uma nova crise familiar.
Ainda na prisão do Egito, aqueles irmãos, sobrecarregados de remorso, sentiram, como nunca antes, o peso da culpa. Seu cruel ato passado não os permitia ter paz. E diante daquele que não imaginavam ser o objeto de anos de angústia, confessaram a sua culpa, pensando que não podia compreendê-los. E enquanto falavam entre si, não perceberam a face enrubrecida do governador egípcio que, sem aviso, retirou-se rapidamente. José chorou ao relembrar o fatídico dia em que, entre rogos, clamava aos seus irmãos por misericórdia e nenhuma resposta obtinha. Ele chorou ao perceber a angústia que os consumia todos aqueles anos. Em suas mãos estava a cura emocional de seus irmãos. Ele pôde ver os primeiros sinais de mudança na vida daqueles que cruelmente o atiraram em um poço e o venderam como escravo.
Em um mundo atribulado por doenças de ordem emocional, aceitar o convite de Cristo é a nossa única saída: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mt.11:28). A prisão do Egito não se compara à prisão da alma causada pela culpa de um pecado não confessado. Está escrito: “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv.28:13). Ficar olhando “uns para os outros” (v.1) não resolve nada, muito pelo contrário, apenas reforça a falsa ideia de que os erros dos outros são mais graves do que os nossos. E quando nos deparamos com a oportunidade de restaurar os pedaços daquilo que nossas más escolhas quebraram, não a reconhecemos (v.8). O perdão é a chave que abre o coração para o vínculo da paz. Perdoar e ser perdoado promove cura e libertação. Tão pronto esteja o nosso ferido coração disposto a aceitar o terno convite do Salvador, e Ele transformará as mais improváveis circunstâncias em caminhos seguros para nos curar e libertar. Creia nisso e descanse em Cristo! Vigiemos e oremos!
Bom dia, curados e libertos pelo sangue de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis42 #RPSP
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“Disse Faraó aos seus oficiais: Acharíamos, porventura, homem como este, em quem há o Espírito de Deus?” (v.38).
José logo percebeu que o seu pedido ao copeiro-chefe não foi atendido. Havia imaginado que aquela tinha sido a oportunidade perfeita de conseguir a sua liberdade. Apesar de frustrado, ele não perdeu a fé. O Senhor ainda tinha uma obra a ser realizada em seu coração, e na data marcada pelo Céu, José sairia daquele lugar. Mas o justo Juiz jamais permitiria que o Seu servo saísse dali sem exercer a Sua justiça. Em sua integridade, José honrou o nome de Deus. Chegada era a hora do Senhor recompensá-lo. “Passados dois anos completos, Faraó teve um sonho” (v.1), e, “tornando a dormir, sonhou outra vez” (v.5). Perturbado com os sonhos, convocou todos os magos e sábios do Egito, “mas ninguém havia que lhos interpretasse” (v.8).
No tempo determinado, o copeiro-chefe se lembrou de José e relatou a Faraó a sua experiência com “um jovem hebreu” que lhe interpretou o sonho (v.12). Chamado para se apresentar perante Faraó, e devidamente asseado e trajado, aquele prisioneiro desconhecido revelava o porte de um rei e um semblante sereno e amistoso. As suas palavras soaram aos ouvidos de Faraó e de seus oficiais como as palavras de um anjo, de forma a ganhar-lhes a confiança. Humildemente, mas com autoridade e convicção, José transmitiu a mensagem de Deus sem que palavra alguma fosse dita com insegurança. E, mediante a certeza de que falava pela boca de Deus, provocou a profunda admiração do soberano do Egito: “Acharíamos, porventura, homem como este, em quem há o Espírito de Deus?” (v.38).
Da administração de uma prisão ao governo de uma nação! O próprio Potifar e sua casa tiveram que se inclinar perante aquele que um dia trataram com injustiça. Aquele que se humilhou, o Senhor exaltou! E através dele, toda a Terra foi salva, “porque a fome prevaleceu em todo o mundo” (v.57). Um dia, quem não merecia também foi humilhado, preso, e até foi morto. Suas palavras eram cheias de amor e de autoridade. Seu semblante era sereno e manso. Sua presença constrangia os soberbos e confortava os humildes. Foi Ele mesmo que disse: “Quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado” (Mt.23:12). Foi Ele que também nos orientou: “Quando, pois, vos levarem e vos entregarem, não vos preocupeis com o que haveis de dizer, mas o que vos for concedido naquela hora, isso falai; porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo” (Mc.13:11).
Assim como Faraó reconheceu que as palavras de José eram do Espírito de Deus que nele habitava, nós fomos chamados pelo Senhor para revelar ao mundo as Suas palavras. Jesus sofreu humilhação e a pena mais cruel por amor a mim e a você. Mas como Deus O exaltou e exaltou a José, Ele deseja realizar esta grande obra em nossa vida. Ele deseja nos abençoar “além das medidas” (v.49), não apenas para o nosso benefício próprio, mas para que os celeiros de bênçãos que Ele nos deu sejam uma bênção “em todo o mundo” (v.57). Há um mundo faminto de conhecer ao Senhor através de Sua Palavra. O Senhor anseia derramar o Seu Espírito sobre todo aquele que O busca. Que para a glória de Deus, você seja morada do Espírito Santo e seja assim reconhecido perante os homens: “Visto que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão ajuizado e sábio como tu” (v.39). Vigiemos e oremos!
Bom dia, habitação do Espírito Santo!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo, para que possamos dar ao mundo o sonido certo das três mensagens angélicas (Ap.14:6-12). Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis41 #RPSP
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“Eles responderam: Tivemos um sonho, e não há quem o possa interpretar. Disse-lhes José: Porventura, não pertencem a Deus as interpretações? Contai-me o sonho” (v.8).
Condenado injustamente, José foi lançado na prisão. Até ali, porém, a mão do Senhor estava sobre ele, de forma que logo conquistou a simpatia do carcereiro. Ainda na prisão, José recebeu dois novos companheiros de cela: o copeiro-chefe e o padeiro-chefe de Faraó. Por algum motivo, que a Bíblia não relata, ambos ofenderam a Faraó, que, indignado, os lançou “no cárcere onde José estava preso” (v.3), “e por algum tempo estiveram na prisão” (v.4). Certa noite, ambos tiveram um sonho, “cada um o seu sonho” e “cada sonho com a sua própria significação” (v.5). Acreditando que não se tratavam de sonhos comuns, ficaram angustiados. Na cultura egípcia, os sonhos eram considerados como mensagens dos deuses; e, naquela prisão, onde encontrariam alguém capaz de os interpretar?
Foi quando José percebeu que seus rostos apresentavam uma tristeza fora do comum. E como quem se importava com o bem-estar dos presos que estavam sob sua responsabilidade, com sincera preocupação lhes perguntou: “Por que tendes, hoje, triste o semblante?” (v.7). Eles não imaginavam que aquele prisioneiro hebreu pudesse ajudá-los. Contudo, José não se colocou na posição de destaque que os falsos intérpretes da época mantinham. Com humildade, revelou àqueles homens quem é o Único que verdadeiramente tem o poder de interpretar sonhos: “Porventura, não pertencem a Deus as interpretações?” (v.8).
O primeiro sonho foi o do copeiro-chefe. E ao ouvir o seu relato, iluminado por Deus, José logo revelou o seu significado. Após três dias, o copeiro seria restituído à sua antiga função no palácio de Faraó. “Vendo o padeiro-chefe que a interpretação era boa” (v.16), resolveu contar o seu sonho àquele que provavelmente havia desdenhado. Mas quão diferente foi o seu significado! Após três dias, sua vida seria ceifada de forma cruel. As Escrituras não revelam a reação daqueles homens, mas, certamente, a do padeiro-chefe não deve ter sido das melhores. No terceiro dia, porém, tudo se cumpriu “como José havia interpretado” (v.22).
Quando José terminou de dar a interpretação do sonho do copeiro-chefe, rogou para que este se lembrasse dele e que falasse em seu favor a Faraó. Ele esperava que o seu feito causasse profunda gratidão no coração daquele servidor egípcio, de forma que pudesse beneficiá-lo. “O copeiro-chefe, todavia, não se lembrou de José, porém dele se esqueceu” (v.23). Ao ser encarregado de servir aqueles homens, José procurou tornar aquela prisão o lugar mais agradável possível. Dia após dia os servia com singeleza de coração e os motivava a confiar de que o sofrimento deles não duraria para sempre. Ao vê-los tristes, logo se compadeceu e procurou despertar-lhes a lembrança de sua sincera amizade.
José aprenderia na prisão outra lição importante. Nem sempre o bem que fazemos a alguém produz gratidão. Muitas vezes não há retorno. Fazer o bem com sinceridade de coração deve ser simplesmente o resultado do amor de Deus em nossa vida. Pessoas decepcionam pessoas. Mas Deus jamais nos decepciona! Alguém pode até ser ingrato conosco, mas as recompensas do Senhor são infinitamente maiores e melhores do que qualquer favor humano. Aquele episódio pode ter decepcionado e entristecido o coração de José, mas Deus logo provaria a Sua benignidade para com ele.
Alguém já lhe decepcionou? Você já decepcionou alguém? Creio que a nossa resposta seja unânime para ambas as perguntas: Sim. Que o Espírito Santo nos conceda a paciência para esperar no Senhor, dando-nos um coração sempre disposto a responder com gratidão àqueles que nos fazem bem, e a retribuir com o bem aos que nos fazem mal, pois através destes podemos avançar no exercício do perdão e do amor. Lembremos de Jesus que, semelhante a José, foi preso injustamente assumindo a nossa culpa, e, por Sua vitória sobre os grilhões da morte, nEle somos livres. Vigiemos e oremos!
Bom dia, livres em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis40 #RPSP
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“O Senhor era com José, que veio a ser homem próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio” (v.2).
Longe de sua casa e dos olhos de seu pai, José se mostrou um jovem íntegro, reto e temente a Deus. Ao fazer de Deus o seu Conselheiro, sua vida iluminou a casa de Potifar, de forma que era visível “que o Senhor era com ele” (v.3). Notando Potifar “que tudo o que ele fazia o Senhor prosperava em suas mãos” (v.3), logo tratou de colocar José na administração de tudo quanto possuía. Porém, antes que a história continue, há um adendo: “José era formoso de porte e de aparência” (v.6). E quando a Bíblia faz referência a alguém quanto à beleza, é porque realmente era uma característica de destaque. A formosura de José, porém, foi a causa da cobiça da mulher de Potifar.
Além de belo, José exalava encantadora simpatia. Era cortês e gentil, não sabendo agir de forma diferente. Mas ao tomar conhecimento dos sentimentos de sua senhora, tomou cautela de ignorar suas lisonjas e evitar a sua companhia. Todos os dias aquela mulher o tentava. Certamente, se tratava de uma linda mulher, visto ser esposa de um oficial de Faraó. José não estava diante de qualquer tentação, mas de uma atraente e persistente tentação. Era ele um jovem belo, forte e cheio de vida. Além do mais, estava longe de sua família. Ou seja, tinha tudo para cair em pecado. Mas a sua atitude provou que, já no caminho para o Egito, fez um voto ao Senhor de Lhe permanecer sendo fiel, e assim o foi.
Tudo em nossa vida gira em torno das escolhas que fazemos. E sempre há um momento decisivo de acender ou de apagar a chama das tentações que nos rodeiam. Não foi diferente com José, posto que, “certo dia” (v.11), pensando ser um dia normal de trabalho, entrou na casa de seu senhor e percebeu algo estranho: a casa vazia. É isso que Satanás faz. Ele cria estratégias para facilitar a prática do pecado. Quão surpreso não ficou José ao deparar-se com a mulher de Potifar, imagino eu, em trajes provocantes. Seria a oportunidade perfeita de cair em tentação. José logo foi agarrado pelas vestes, e, assediado pela voz da sedução, “deixando as vestes nas mãos dela, saiu, fugindo para fora” (v.12).
José não ficou ali discutindo com a tentação. Não se achou forte o suficiente para resisti-la. Mas reconheceu que a sua única alternativa era fugir, ir para bem longe do mal. Amados, estamos em um grande conflito e do outro lado está um inimigo que não temos forças para derrotar. Mas quando fazemos do Senhor a nossa força, e a Ele nos apegamos, passamos a fazer parte do lado vencedor, pois que Cristo já venceu por nós. Sair correndo ou fugir do mal não é sinal de fraqueza, mas de coragem e de nobreza de caráter. Tudo era favorável para que José caísse em pecado, mas a sua fala revelou o seu íntimo relacionamento com o Senhor: “como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?” (v.9).
Meus irmãos, Satanás sabe como mexer com o brio de jovens na flor da idade. Ele preparou para José um cenário de privacidade, de aromas agradáveis, com uma mulher sedutora e atraente. A atitude de José, porém, superou todas as suas expectativas e provou que um jovem com Deus é uma força a ser considerada. Por isso que o apóstolo João escreveu: “Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno” (1Jo.2:14). Naquele dia, pelo poder de Deus, José venceu o Maligno. Ele poderia ter todas as desculpas possíveis para cair em tentação, mas ele escolheu o caminho da vitória: “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg.4:7).
Não há desculpas para o pecado. Desde nossos primeiros pais, somos tendenciosos a lançar a culpa em alguém ou em alguma coisa. José teria todos os motivos possíveis para se desculpar, mas preferiu colocar a sua vida nesta Terra em risco a perder a vida eterna. Aos olhos humanos, a sua atitude lhe rendeu um grave prejuízo, mas além da experiência adquirida na gestão dos bens de Potifar, aquela prisão tornou-se apenas uma segunda escola de administração, preparando o jovem hebreu para o governo de uma nação e para salvar o seu povo.
Há um inimigo que conhece as nossas fraquezas, mas há um Deus que nos habilita a vencê-las. A chave do sucesso não está no que fazemos, e sim no que permitimos que Deus faça em nós e através de nós. O verdadeiro adorador não depende das circunstâncias para glorificar a Deus com sua vida. Quer numa casa luxuosa ou numa prisão, a bênção do Senhor está sobre todo aquele que O busca reconhecendo a sua total dependência dEle. Pode alguém até conservar “junto de si” (v.16) provas de acusação contra um servo do Deus vivo, mas os frutos incontestáveis de sua fidelidade mais cedo ou mais tarde lhe farão justiça. Apegue-se ao Senhor, decida fugir do mal que lhe assedia e o Senhor será com você, por onde quer que você andar. Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis39 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100