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“Então, disseram os magos a Faraó: Isto é o dedo de Deus. Porém o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o Senhor tinha dito” (v.19).
Mesmo após sete dias recebendo sangue em lugar de água, o coração de Faraó permanecia endurecido. Os truques de seus magos lhe deram o conforto em pensar que estava diante de um conflito entre deuses, e que, mais cedo ou mais tarde, as divindades do Egito abateriam o Deus dos hebreus. No derramamento da segunda praga, as rãs que eram consideradas pelos egípcios como animais sagrados, transformaram-se em seu pior pesadelo. Desesperados por provar que também podiam fazer o mesmo, os magos, “com suas ciências ocultas”, também “fizeram aparecer rãs sobre a terra do Egito” (v.7). Mas o que julgavam ter sido mais uma vitória, saiu totalmente de controle, até ao ponto do próprio Faraó se submeter à intervenção de Moisés e Arão.
Enquanto os encantadores egípcios usavam de imitações para tentar subjugar o poder de Deus, Moisés fazia de tudo para que o Egito reconhecesse que o Senhor é o único Deus. Ao permitir que Faraó definisse o tempo em que a praga cessaria, Moisés o mostraria “que ninguém há como o Senhor, nosso Deus” (v.10). Exatamente no tempo proposto pelo rei, Deus fez cessar a praga. Porém, as duas pragas que estavam por vir, definiriam a diferença que, até então, passava despercebida: “Farei distinção entre o Meu povo e o teu povo” (v.23). As pragas que atingiam violentamente os egípcios, não atingiam os hebreus. A prova disso está em que a Bíblia só relata o desespero dos egípcios “para encontrar água que beber”, e não dos hebreus (Êx.7:24).
As tentativas humanas em provar que podemos fazer algo sem o auxílio divino só têm causado ainda mais dor, como o foi no Egito. Os magos souberam agravar o problema, mas não puderam solucioná-lo. O curto período de alívio (v.15) logo seria trocado pela inevitável confissão: “Isto é o dedo de Deus” (v.19). Chegará o tempo em que haverá uma clara e inconfundível distinção entre “o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18). E a menos que estejamos separados de Babilônia e protegidos na “Gósen” (v.22) espiritual de Deus, seremos atingidos pelos últimos flagelos.
Aquele que Faraó julgou ser seu inimigo, na verdade era o instrumento de Deus para seu próprio livramento. Era quando Moisés orava, que as pragas cessavam. A oração sempre foi a mais potente arma do cristão e ganha efeitos revolucionários quando praticada em comunidade. Nestes últimos dias, precisamos fazer uso constante e fervoroso deste recurso infalível. Para a proteção do próprio povo de Deus e esperança na conversão de pecadores, necessitamos rogar ao Pai por todos, assim como Moisés intercedia por Faraó e seu povo.
Quando o povo de Deus estiver ligado coração a coração, quando o retorno de Cristo for a sua maior esperança, quando a bondade, o perdão e a misericórdia forem vistos e sentidos em suas palavras e ações, quando a promessa do poder dobrado do Espírito Santo for o maior anelo de sua alma, então, o mundo será abalado por um povo de fé firme que, com confiança, aguarda a sua eterna libertação. Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, povo de oração!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo8 #RPSP
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“Saberão os egípcios que Eu sou o Senhor, quando estender Eu a mão sobre o Egito e tirar do meio deles os filhos de Israel” (v.5).
Após reforçar a sua dificuldade perante o Senhor, de sua limitada oratória, Moisés, e seu irmão Arão, novamente deveriam comparecer diante de Faraó para interceder pelo povo. Deus sabia da inclinação maligna do coração de Faraó e que as palavras de seus escolhidos não mudariam em nada a postura do inflexível monarca. Mas a teimosia daquele rei e a murmuração do povo ensinariam a Moisés a imprescindível lição de que ele era apenas um instrumento. Apesar do título que receberia de libertador, ficaria muito firme em sua mente a certeza de que fora a mão do Senhor que libertara Israel do jugo egípcio.
O sucesso da missão que lhes foi confiada, estava na obediência daqueles idosos irmãos: “Assim fez Moisés e Arão; como o Senhor lhes ordenara, assim fizeram” (v.6). E sob o cuidado e provisão divinos, eles realizaram os prodígios de Deus. Os magos do Egito, porém, “fizeram também o mesmo com as suas ciências ocultas” (v.11 e 22). A semente da dúvida foi lançada ao chão junto com aqueles bordões. Mas, o bordão cujo poder do Senhor se manifestou “devorou os bordões deles” (v.12) junto com qualquer vestígio de dúvida ou temor que pudesse colocar em risco a fé dos eleitos de Deus. Sem nenhum artifício ou magia, Arão estendeu o seu bordão para que fossem vistas as “grandes manifestações de julgamento” de Deus (v.4). O ser humano pode fazer truques, mas o Senhor realiza milagres.
Semelhante às pragas derramadas sobre o Egito, a Terra está prestes a provar das taças da ira divina. O Espírito Santo está clamando aos filhos do Reino que ainda precisam sair de Babilônia: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4). Cristo nos disse que o Espírito Santo nos guiaria “a toda a verdade” (Jo.16:13) e que, nos últimos dias, surgiriam “falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt.24:24).
Assim como os magos do Egito que tentaram enganar até a Moisés e Arão, muitos têm erguido a bandeira do engano como se fosse verdade, e nós só estaremos protegidos se nossa fé estiver bem firme no fundamento inabalável da Palavra de Deus. Somente olhando para o Senhor e Seus feitos poderemos escapar dos truques do adversário. Necessitamos conservar uma vida de constante comunhão com Cristo se quisermos permanecer no caminho estreito. O poder não estava no bordão de Arão, assim como o poder não está em nossa comunhão. O poder está em uma vida cheia do Espírito Santo, pois Jesus nos prometeu: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas,[…] até aos confins da terra” (At.1:8).
Moisés e Arão simplesmente obedeceram e tudo aconteceu “como o Senhor tinha dito” (v.22). A verdadeira obediência consiste em uma vida regida pelo Espírito de Deus. Temos nós orado, pedindo por este dom ilimitado? Que a nossa obediência seja tão somente o resultado da boa obra do Espírito Santo em nossa vida. Vigiemos e oremos!
Bom dia, morada do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo7 #RPSP
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“Falou mais Deus a Moisés e lhe disse: Eu sou o Senhor” (v.2).
Moisés estava diante do “Deus Todo-Poderoso”, o mesmo que havia aparecido a Abraão, Isaque e Jacó, “O SENHOR” (v.3). Assim como Israel, ele ainda precisava aprender que as circunstâncias não mudam o fato de quem Deus é, e o que Ele pode realizar. A aliança que havia feito com os patriarcas continuaria fiel em seus efeitos e nem a recusa de Faraó ou a rebeldia dos filhos de Israel poderia revogar o juramento feito pelo Deus cujas promessas jamais falham (Js.21:45). O resgate já tinha hora e data marcadas. Deus os livraria do jugo egípcio “com braço estendido e com grandes manifestações de julgamento” (v.6).
O recém líder ainda encarava o seu chamado como um oneroso fardo. Ia falar aos filhos de Israel na corda bamba de suas próprias limitações. E perante a incredulidade do povo e rejeição às suas palavras, novamente regredia a olhar para a sua fraqueza: “E não sei falar bem” (v.12). Olhando para si, jamais conseguiria vencer os seus medos. Moisés compreenderia que tudo o que mais lhe intimidava seria subjugado quando aprendesse a olhar para o alto. Independente de seus temores, Deus agiria por seu intermédio e o ensinaria a crescer numa fé simples, como a de uma criancinha.
Todos nós estamos limitados à estatura de pecadores. Nossos pensamentos, palavras e ações, quando não entregues ao controle do Espírito Santo, são regidos por um coração enganoso e “desesperadamente corrupto” (Jr.17:9). Nenhuma de nossas realizações é meritória de aplausos ou condecorações. Não fosse a obra redentora de Cristo e consoladora do Espírito Santo, e morreríamos em nossas transgressões. Ao olharmos para o início do ministério de Moisés e percebermos o quanto o Senhor foi longânimo com ele, exercitamos a nossa mente no sentido de tirar o foco do ser humano e fixar os olhos nAquele que capacita o ser humano.
Em sala de aula nenhum aluno aprende olhando para si ou para os demais alunos. Mas mantendo a atenção no professor e em suas palavras, consegue bom êxito em seus estudos. Da mesma forma, como alunos na escola de Deus, precisamos fixar nossos olhos no divino Mestre e dar ouvidos às Suas palavras: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). Louvado seja o nome de Deus, “O SENHOR” (v.3), por nos conceder o Espírito Santo como mentor, nos ensinando e moldando segundo o modelo celestial, Cristo Jesus! Vigiemos e oremos!
Bom dia, alunos do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo6 #RPSP
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“Agrave-se o serviço sobre esses homens, para que nele se apliquem e não deem ouvidos a palavras mentirosas” (v.9).
Ciente do motivo da visita de Arão e de Moisés, Faraó logo revelou a sua dureza de coração e o porquê se negou a obedecer a ordem de Deus: “Não conheço o Senhor” (v.2). E lançando sobre os líderes hebreus a culpa pelo pesado fardo que lançou sobre o povo, lhes agravou o serviço de forma que não conseguiam completar “a tarefa do dia” (v.13), sendo duramente castigados por isso. “Então, o povo se espalhou por toda a terra do Egito a ajuntar restolho em lugar de palha” (v.12). O trabalho tornou-se mais fatigante do que antes e a estratégia de Faraó começou a mostrar seus resultados na murmuração dos “capatazes dos filhos de Israel” (v.15) contra Moisés e Arão.
O objetivo de Faraó era fazer com que o povo lançasse a culpa contra os eleitos de Deus. Acusados de interromper “o povo no seu trabalho” e distraí-lo “das suas tarefas” (v.4), eles se tornaram alvos não somente da ira do líder egípcio, mas também de seu próprio povo, que procurando por alívio, só encontrou mais tirania: “Estais ociosos, estais ociosos […] Ide, pois, agora, e trabalhai” (v.17 e 18). Vendo a ira a arder nos olhos de seus irmãos hebreus, Moisés foi tomado por terrível angústia, e “tornando-se ao Senhor, disse: Ó Senhor, por que afligiste este povo? Por que me enviaste?” (v.22). O silêncio de Deus frente à severa perseguição sofrida pelo povo o fez reconsiderar a sua missão no Egito. Moisés não fazia ideia do que sucederia àquela nação por causa da teimosia de Faraó. Aquele era só o princípio das dores.
Da mesma forma com que usou a Faraó, Satanás tem movido os seus agentes atuais lançando mão da mesma estratégia. Afligido pelo consumismo, o mundo tem sofrido seus duros impactos. O trabalho e a busca desenfreada pela subsistência tem sido uma das principais causas (senão a maior delas) da desconfiguração da família e da falta de tempo da criatura com o Criador. As mães que antes eram o suporte do lar e da educação dos filhos tornaram-se verdadeiras “máquinas” de trabalhar. Os pais perderam a sua identidade como sacerdotes do lar. E, os filhos, doutrinados pela mídia. O objetivo do Maligno tem sido alcançado e milhares de pessoas, ignorantes deste grande conflito, apontam como culpados seres humanos tão falíveis quanto elas.
Muitos cristãos sinceros já estão sendo perseguidos por sua fidelidade ao Senhor no que diz respeito ao Seu mandamento: “Lembra-te do sábado para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho” (Êx.20:8-10). Chegará o tempo em que Satanás mobilizará os governantes da Terra na obra de obrigar os filhos de Deus a transgredir a Sua santa Lei. E a respeito do trabalho aos sábados, se nos será ordenado: “Ide, pois, agora, e trabalhai” (v.18). Qual será, pois, a nossa decisão? Como Moisés, nos tornaremos para o Senhor em busca de livramento, ou nos submeteremos ao jugo do inimigo? São as nossas escolhas no presente que estão definindo o nosso destino no futuro. Escolhe, pois, agora, conhecer ao Senhor e prosseguir em conhecê-Lo, pois “como a alva, a Sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (v.3). Cristo já nos garantiu a vitória final. Olhe para Ele e confie! Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis servos do Senhor!
Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo5 #RPSP
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“Vai, pois, agora, e Eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar” (v.12).
Ainda atônito diante do grandioso chamado de Deus, Moisés estava prestes a contemplar sinais mais incríveis do que a sarça ardente. Através do que por tantos anos havia sido um simples instrumento de trabalho, Deus lhe mostraria o Seu poder. Ao lançar o seu bordão na terra e vê-lo transformar-se em uma serpente do deserto, talvez tenha sido naquele momento que sua mente despertou de que era real o que estava vivendo ali. E ao sentir na pele os efeitos de uma lepra instantânea, foi-lhe como um beliscão de que aquilo tudo não era um sonho, mas uma experiência pessoal com o próprio Deus. O Senhor realmente estava lhe confiando o destino do Seu povo.
Tomando ciência de que teria de falar aos líderes do Egito e mensurando as implicações que aquela obra lhe traria, olhou para si mesmo, um insignificante pastor do deserto, e não cogitou a ideia de assumir tamanha responsabilidade. Com certeza – retrucou –, o Senhor encontrará alguém que seja capaz, “menos a mim” (v.13). Foi só depois de apresentar todas as desculpas possíveis, que “se acendeu a ira do Senhor” (v.14) contra ele. Mas, ao contrário do que muitos pensam, a ira de Deus não pode ser comparada à ira humana. A ira do homem é retribuitiva e, na maioria das vezes, injusta; a ira de Deus é misericordiosa e é sempre justa. Ele não Se irou contra Moisés para puni-lo e destituí-lo da liderança de Israel, mas para ajudá-lo em suas fraquezas através do auxílio de seu irmão Arão.
Se Arão possuía um talento nato de falar fluentemente, então porque o Senhor não o escolheu no lugar de Moisés? Porque Deus vê o que o homem não vê. “O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (1Sm.16:7). Moisés precisava de libertação tanto quanto seus irmãos cativos. E mesmo ciente da aliança estabelecida entre Deus e os descendentes de Abraão, negligenciou o sinal da circuncisão em seu filho. Zípora circuncidou o menino contrariada porque ainda precisava compreender o real sentido daquela cerimônia. Mas, de qualquer forma, foi um instrumento de Deus para preservar a vida de seu marido. Tanto a sua atitude quanto o fato de que a rebeldia de Faraó poderia lhe custar a morte de seu primogênito, reforça o princípio de que as escolhas de um membro do lar têm influência direta sobre a família como um todo.
Amados, nem sempre os planos de Deus para nós estão limitados à nossa zona de conforto. Geralmente, Ele precisa nos retirar dali e nos fazer voltar para onde menos desejamos ir. Moisés precisava voltar para a terra que relembrava um passado doloroso e que havia lhe deixado traumas difíceis de superar. Ele não desejava sair daquela terra que o acolheu com alegria e que por tantos anos lhe proporcionou paz e tranquilidade. Seu retorno ao Egito não significava apenas a libertação de Israel, mas também o início de sua maior batalha espiritual. A maior dificuldade não seria a de fazer com que Faraó libertasse Israel, pois Quem faria isso com mão forte e poderosa seria o Senhor. A maior dificuldade seria ter de enfrentar os próprios medos e fraquezas e aprender a dominá-los confiando no poder de Deus.
Creio que o maior problema do ser humano chama-se: o “eu” não convertido. Isso não quer dizer que os nossos receios são frutos da não conversão. Isso quer dizer que se não os confiarmos nas mãos do Senhor para convertê-los em bênçãos, corremos o sério risco de continuar olhando para o lugar errado. Mas o nosso grande conforto está em saber que Deus não desiste de nenhum de Seus filhos, e insiste em moldar todo aquele que, com humildade, reconhece a sua incapacidade e completa dependência do poder divino.
O Senhor pergunta a cada um de nós, hoje: “Que é isso que tens na mão?” (v.2). É um martelo? Um bisturi? Uma vassoura? Uma caneta? Quem sabe, uma enxada. Ou uma panela. Independentemente do que seja, Ele lhe dá a seguinte ordem, agora: “Lança-o na terra” (v.2). Se tiveres um coração disposto a fazer a vontade de Deus, por mais simples que seja o teu instrumento de trabalho, nas mãos do Senhor torna-se um sinal de Seu poder na terra. Não olhe para dentro de si, olhe para Cristo e para a cruz. Então, “vai, pois, agora” (v.12) e Deus lhe ensinará tudo o que você deve fazer e falar, para a sua salvação, de sua casa e de todos quantos Ele colocar em seu caminho. Vigiemos e oremos!
Bom dia, chamados para a missão de salvar!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo4 #RPSP
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“Vendo o Senhor que ele se voltava para ver, Deus, do meio da sarça, o chamou e disse: Moisés! Moisés! Ele respondeu: Eis-me aqui!” (v.4).
Apascentando os rebanhos de seu sogro no deserto por quarenta anos, Moisés aprendeu a mansidão e a paciência que requeria o seu serviço. Não era fácil encontrar pastagens e água no deserto. Poucos eram os lugares que lhe oferecia tais privilégios, mas a fim de manter os animais em boas condições, não hesitava em caminhar por longo período para saciar suas necessidades. Foi assim que o bravo guerreiro tornou-se um homem pacato e paciente. Suas mãos não mais se erguiam para ameaça ou violência, mas para o amparo e o cuidado dos rebanhos que o ensinaram a amar.
Foi diante de um cenário desértico e montanhoso, talvez no lugar mais difícil de se pastorear, que Moisés teve o seu primeiro encontro com Deus. Foi em meio aos perigos de penhascos e de caminhos íngremes que algo lhe chamou a atenção. Seus olhos brilharam na direção de uma planta que ardia em chamas, porém não se consumia. Precisava ver de perto aquele fenômeno jamais visto. Foi quando, “do meio da sarça” (v.4), ouviu uma potente voz que lhe chamava pelo nome. Ainda atordoado pela situação e sem saber como lidar com ela, Deus o orientou a não mais se aproximar, e retirar dos pés as sandálias. Percebendo estar perto do próprio Senhor, “Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus” (v.6).
Chegada era a hora do livramento de Israel. A grande aflição fez com que clamassem a Deus por socorro. Moisés estava pronto para liderar esta obra grandiosa. Se o Senhor regredisse quarenta anos e chamasse Moisés quando ainda era um príncipe do Egito, certamente encontraria um bravo e ousado líder declarando o seu desejo em vingar o seu povo. Contudo, quarenta anos depois, ao chamá-lo para liderar a maior missão de livramento registrada no Antigo Testamento, Ele encontrou um homem tão manso quanto as ovelhas que pastoreava e que, cheio de temor, declarou: “Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?” (v.11).
A arrogância, o orgulho e a presunção que havia aprendido nos anos em que viveu no palácio foram trocados pela humildade de anos de serviço útil. Seu temor fazia parte da transformação realizada em seu caráter. Foi quando reconheceu a sua incapacidade, que o Senhor Se apresentou para torná-lo capaz. O “Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó” (v.15) é Deus fiel, que cumpre as Suas promessas. Davi escreveu: “que é o homem, que dele Te lembres? E o filho do homem, que o visites?” (Sl.8:4). Mas Aquele que diz: “EU SOU O QUE SOU” (v.14) não pode falhar. Moisés foi escolhido não por causa de méritos próprios, mas por reconhecer a sua insuficiência diante do grande “EU SOU” (v.14).
Estamos vivendo em tempos decisivos. Certamente, o Senhor está vendo a aflição de Seu povo e ouvindo o seu clamor. Ele conhece os nossos sofrimentos e está prestes a descer para nos livrar e nos fazer subir deste mundo de pecado para “uma terra boa e ampla” (v.8), “a cidade santa, a nova Jerusalém” (Ap.21:2). E assim como escolheu Moisés para liderar o Seu povo na marcha para a terra prometida, o Senhor nos escolheu para conduzir o Seu último exército para a Canaã celestial. Ele nos chama, hoje: “Vem, agora, e Eu te enviarei” (v.10). Foi o mesmo chamado de Cristo: “Vinde após Mim, e Eu vos farei pescadores de homens” (Mt.4:19). Você se acha incapaz para tamanha obra? Ótimo! É tudo o que o Senhor precisa.
Deus está prestes a estender a Sua “mão forte” (v.19) e ferir esta terra com todos os Seus prodígios. Deixe Deus ser Deus em tua vida e muitos “ouvirão a tua voz” (v.18) e te seguirão na certeza de que você e Jesus andam numa só pegada para o eterno Lugar de paz. Vigiemos e oremos!
Bom dia, servos do EU SOU!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo3 #RPSP
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“E a mulher concebeu e deu à luz um filho; e, vendo que era formoso, escondeu-o por três meses” (v.2).
O nascimento de Moisés representava o início de um novo tempo para Israel. Ciente da promessa divina de que estava se encerrando o prazo de quatrocentos anos para que o povo saísse do Egito, Satanás temeu que aquela saída significasse o nascimento do Messias e, semelhante ao que faria com os meninos de Belém através de Herodes, instigou Faraó a dar a seguinte ordem: “A todos os filhos que nascerem aos hebreus lançareis no Nilo” (Êx.1:22). Foi um massacre terrível e uma desolação sem precedentes para as mães de Israel. Mas houve uma mãe que, movida pelo Espírito Santo, ocultou o seu bebê até o momento em que teve de colocá-lo em condição vulnerável, confiando de que havia um propósito grandioso na vida daquela criança. O Senhor a salvaria.
De longe, Miriã, “a irmã do menino” (v.4), observava para ver o que lhe aconteceria. Joquebede não havia posto seu filhinho ali sem razão. Aquela mulher de fé acreditava que Deus cuidaria de seu bebê e lhe daria livramento. Acredito que ela o deixou à margem do rio, deixou Miriã a observá-lo e se retirou para orar. Foi quando sua oração foi interrompida pelo chamado de sua filha que quase não conseguia lhe explicar o que havia acontecido. Aquele bebê havia conquistado a simpatia da filha de Faraó, que o tomou para si. Joquebede cuidaria de seu filho, teria tempo suficiente de moldar-lhe o caráter e ainda seria paga por isso. Mas, no tempo determinado, teve de entregá-lo à filha de Faraó, que o chamou pelo nome de Moisés, dizendo: “Porque das águas o tirei” (v.10).
O menino cresceu e tornou-se um homem forte e decidido. Apesar de ser um príncipe do Egito, Moisés se compadecia do sofrimento de Israel. Sua mãe tinha deixado bem claro qual era a sua origem, e como hebreu, começou a sentir a dor de seu povo. Foi quando uma cena lhe causou um sentimento de ódio homicida: Ao ver “um do seu povo” (v.11) sendo espancado por um egípcio, conferindo de que ninguém poderia vê-lo, “matou o egípcio, e o escondeu na areia” (v.12). Mas o que julgou ser um ato heroico lhe causou uma fuga repentina. Ameaçado de morte por Faraó, Moisés fugiu e foi para a “terra de Midiã” (v.15). Sua atitude junto ao poço também mostrou que possuía um temperamento violento para lidar com situações adversas. A partir dali, Deus iniciaria uma obra de preparação na vida daquele que seria Seu instrumento para livrar Seu povo do jugo egípcio.
O Senhor precisava abrandar o coração de Moisés. Ele ainda não estava apto para a obra de livramento. Não seria por força ou por violência que Moisés livraria seu povo da escravidão, e sim pelo poder de Deus. Ele teria quarenta anos para aprender esta lição. Até que o povo clamou e “viu Deus os filhos de Israel e atentou para a sua condição” (v.25). Somos todos alunos na escola da vida. Quantas vezes pensamos que a garantia de que ninguém está vendo o que fazemos de errado nos livra de colhermos as consequências de nossos atos. Quando, na verdade, estamos tão somente fazendo o mesmo que fez Moisés, escondendo os nossos pecados na areia, onde facilmente os ventos da vida, mais cedo ou mais tarde, os revelarão.
Mas assim como a misericórdia divina alcançou aquele bruto coração e o transformou em uma joia lapidada, Ele deseja realizar a mesma obra em nossa vida. A areia pode não ser o melhor esconderijo de pecados, mas é onde Jesus nos diz que facilmente podem ser apagados. A intenção de Moisés em fazer justiça com as próprias mãos em defesa de um irmão nos mostra que nem sempre as nossas “boas” intenções justificam as nossas ações. Maior do que a fuga do Egito, foi a fuga de Moisés dele mesmo e de seu impetuoso temperamento. Todos nós temos defeitos de caráter a serem corrigidos, e precisamos estar cientes de que, por vezes, os desertos da vida se tornam o melhor método de educação para que a mudança aconteça.
Você está tendo de colher amargas consequências por seus erros passados? Saiba que Deus não lhe conduz ao deserto para lhe castigar, mas para que você compreenda, como Moisés, que ainda é “peregrino em terra estranha” (v.22). O Senhor tem um povo que está clamando por livramento e, muito em breve, virá para nos levar de volta para Casa. Que até lá, possamos aceitar a Sua obra em nossos corações, moldando o nosso caráter para a eternidade. Vigiemos e oremos!
Feliz semana, joias preciosas do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo2 #RPSP
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“Mas os filhos de Israel foram fecundos, e aumentaram muito, e se multiplicaram, e grandemente se fortaleceram, de maneira que a terra se encheu deles” (v.7).
Após a morte de José e de seus irmãos, os filhos de Israel se estabeleceram como um grande povo na terra do Egito. A promessa de Deus a Abraão iniciou o seu cumprimento, de forma que o povo muito se multiplicou. Gozando de anos de paz com os egípcios, Israel permanecia ali e ia se fortalecendo. Até que “se levantou novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José” (v.8). Vendo o potencial daqueles estrangeiros, temeu por uma futura rebelião. Apesar de serem menores em número, usaram de astúcia para com os israelitas, afligindo-os “com dura servidão” (v.14).
O pesado jugo, contudo, não foi empecilho para que o povo crescesse ainda mais, pois, “quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam e tanto mais se espalhavam” (v.12). Foi quando Faraó teve a ideia de dizimar os homens do povo no momento mais vulnerável do ser humano: em seu nascimento. Às parteiras foi dada a ordem de matar todos os hebreus do sexo masculino que nascessem. Mas Sifrá e Puá temeram a Deus e, colocando em risco a própria vida, não fizeram conforme Faraó lhes ordenara. E o Senhor as recompensou “lhes constituindo família” (v.21).
Existem determinados momentos na vida em que tudo parece conspirar contra nós. Sentimos como se duras cargas estivessem sobre os nossos ombros, de forma que muito nos afligimos. Em um mundo de competições, o sucesso ou o destaque podem até ser acompanhados de aplausos, mas também podem despertar a inveja e a cobiça. Ao descer dos pódios da vida, muitos têm se deparado com a triste realidade de que nem todos compartilham da alegria de suas conquistas. E sofrendo o duro golpe de aflições que não buscaram, pensam estar sozinhos nesta lida injusta. Não devemos esquecer, porém, que “o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp.3:14) foi alcançado no “pódio” do Calvário por Aquele que prometeu: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20).
Muitas coisas têm acontecido em um curto período de tempo de forma a nos deixar perplexos. Temos sido bombardeados de más notícias e muitas vezes nos sentimos desanimados e exaustos. Contudo, fomos advertidos quanto à ira do inimigo e seus ardis finais (Leia 1Pe.5:8-9). O sábio Salomão escreveu muitos provérbios e se dedicou ao estudo da vida, mas de tudo o que aprendeu e escreveu, a sua conclusão foi esta: “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem” (Ec.12:13). As parteiras escolheram a melhor parte e não consideraram a própria vida como bem mais importante do que a lealdade que tinham ao Senhor. E diante de um tempo de angústia e aflição, Deus lhes concedeu felicidade e alívio.
Em tempos de bonança ou em tempos de aflição, “é dever de todo homem” permanecer ao lado dAquele que sofreu a maior injustiça já cometida nesta Terra. Assim como as parteiras foram recompensadas pelo seu temor a Deus, o Senhor promete recompensar com as alegrias eternas todo aquele que atender à palavra angélica: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7). Deixe Deus cuidar de você. Confie em Sua provisão. Apegue-se a Cristo e Ele lhe fará bem eterno! Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, tementes a Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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“Não temais, pois; eu vos sustentarei a vós outros e a vossos filhos. Assim, os consolou e lhes falou ao coração” (v.21).
A morte de Jacó causou grande comoção em toda a terra do Egito. José tornara-se tão amado pelo povo, que os egípcios choraram a sua dor. O velho Israel também havia cativado o coração daquele povo com a sua satisfação em abençoar lhes e de sempre ter em seus lábios palavras de bondade. Como está escrito: “Pela bênção que os retos suscitam, a cidade se exalta” (Pv.11:11). A sua morte representava uma grande perda não apenas para a sua família, mas também para a terra que o acolheu e que o pranteou por incríveis “setenta dias” (v.3).
Devidamente autorizado por Faraó, José cumpriu o juramento feito a seu pai e subiu para sepultá-lo no lugar designado. Além de José e de seus irmãos, muitos egípcios acompanharam “o cortejo”, de forma que “foi grandíssimo” (v.9). Em determinado momento do caminho, houve uma segunda fase de luto “e José pranteou seu pai durante sete dias” (v.10), de maneira a chamar a atenção dos cananeus, que exclamaram: “Grande pranto é este dos egípcios” (v.11). Findo o sepultamento, todos retornaram ao Egito. Os irmãos de José, porém, temendo por suas vidas, acordaram entre si uma estratégia para aplacar a suposta ira de José. Pensaram que, com a morte de Jacó, José certamente retribuiria todo o mal que lhe fizeram.
Ouvindo as palavras dos mensageiros de seus irmãos, “José chorou enquanto lhe falavam” (v.17). Aquelas ruins suspeitas entristeceram profundamente o seu coração. Cogitavam que o bem que José lhes tinha feito era por causa de Jacó e de Benjamim, e que só aguardava o momento oportuno para consumar a sua vingança. E vendo que eles novamente se prostravam oferecendo-se como servos, provou-lhes que o seu perdão era autêntico e que Deus transformou a maldição em bênção para a conservação da vida deles mesmos e de suas famílias. Então, José “os consolou e lhes falou ao coração” (v.21).
Jacó foi um homem que cometeu muitos erros e teve de colher danosas consequências. Mas tornou-se um homem de Deus que fazia a diferença na vida das pessoas onde quer que habitasse. A bênção do Senhor era visível em sua vida. Foi assim até apartar-se da casa de seus pais, foi assim na casa de Labão, foi assim em Canaã e não foi diferente no Egito. José, apesar da Bíblia não fazer referência direta a erros específicos, também foi um homem sujeito aos mesmos sentimentos que você e eu. Talvez seu maior erro tenha sido a ingenuidade ou o orgulho próprio de compartilhar seus sonhos com seus irmãos. Mas José não permitiu que as dificuldades da vida destruíssem a sua fé. Confiando na guia divina, andou passo a passo com Deus e tornou-se um símbolo do que Cristo faria pela humanidade. Jacó e José foram embaixadores de Deus na Terra.
Todas as vezes que alguém nos fizer mal, como José, indaguemos: “acaso, estou eu em lugar de Deus?” (v.19). Deus não nos confiou o ministério da punição ou da retaliação, e sim o ministério da reconciliação em Cristo Jesus, “a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando Consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação” (2Co.5:19). Sejamos, pois, imitadores de Cristo e obedientes à palavra da exortação, de “que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz” (Ef.4:1-3). Vigiemos e oremos!
Bom dia, embaixadores de Cristo!
* Convide pelo menos um amigo, para estudarmos juntos o livro de Êxodo.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis50 #RPSP Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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“Ajuntai-vos e ouvi, filhos de Jacó; ouvi a Israel, vosso pai” (v.2).
Após a bênção proferida sobre Efraim e Manassés, “chamou Jacó a seus filhos e disse: Ajuntai-vos, e eu vos farei saber o que vos há de acontecer nos dias vindouros” (v.1). As últimas palavras de quem está à beira da morte geralmente são palavras cheias de significado e que representam o que tenha sido mais importante na vida. Não foi diferente com Jacó. Seus filhos eram o que possuía de mais importante na terra e suas palavras finais foram-lhes dirigidas com o peso de quem sabia que suas escolhas definiriam o destino de cada um e das doze tribos de Israel.
A bênção profética de Jacó não tinha o poder de ser definitiva. Eram profecias condicionais, como o foi no caso de Levi. Sua descendência mostraria fidelidade ao Senhor em um momento de apostasia e receberia o privilégio do sacerdócio e dos cuidados do templo. Apesar do cunho negativo de algumas palavras, não deixavam de ser bênçãos, como a voz de Deus a indicar-lhes suas faltas e ruins inclinações e os convidando ao arrependimento. Temos facilidade em receber elogios e palavras de apreço, mas quão difícil é ouvir palavras de correção e de repreensão.
Vamos analisar as palavras ditas a alguns dos filhos de Israel:
- A Rúben foi dito: Você é impetuoso e adúltero;
- A Simeão e Levi: Vocês são farinha do mesmo saco, violentos e assassinos;
- A Issacar: Você não passa de um preguiçoso, mas trabalhará como um servo;
- A Dã: Você é uma serpente que morde por trás, um fofoqueiro e idólatra.
Notem que logo após a bênção proferida a Dã, disse Jacó: “A Tua salvação espero, ó Senhor!” (v.18). As tribos de Israel foram um símbolo da antiga aliança, mas também permaneceriam sendo um símbolo da aliança eterna entre Deus e o Seu povo de todos os tempos. Ao fazer referência aos cento e quarenta e quatro mil (número simbólico), João dividiu este número entre as tribos de Israel, mas a tribo de Dã não é citada ali (Ap.7:5-8). Em dado momento da história de Israel, a profecia de Jacó se cumpriu nesta tribo e, por sua deslealdade e idolatria, perdeu o direito à porção da herança eterna. Foram avisados, mas não deram atenção à repreensão divina.
A ordem dada pelo enfermo ancião aos seus filhos: “Ajuntai-vos e ouvi” (v.2) é uma regra áurea de Deus para o Seu povo. Todas as vezes que Israel se reunia com o objetivo de ouvir as palavras do Senhor eram grandemente abençoados. Nem sempre o que Deus tem para nos dizer é fácil de se ouvir. Geralmente são palavras que ameaçam o nosso conforto e ferem o nosso ego. Mas quão maravilhoso é experimentar a real liberdade que a Palavra do Senhor nos oferece! Foi quando Israel se reuniu ao pé do monte que Deus manifestou o Seu poder e glória. Foi quando Neemias e o povo se reuniram para orar e reconstruir os muros de Jerusalém que Deus os abençoou e os livrou dos inimigos. Foi quando os discípulos de Jesus se reuniram em oração para clamar pela promessa do Consolador que cumpriu-se a promessa no Pentecostes.
Quando o derradeiro povo de Deus compreender que esta ordem, “Ajuntai-vos e ouvi”, é tão atual quanto o foi no passado, seremos testemunhas oculares do derramamento da chuva serôdia. Com um apelo forte e urgente, somos chamados pelo Espírito Santo a unirmos nossas vozes em orações e súplicas, nossas mãos sustentando-nos uns aos outros e nossos corações pulsando no mesmo ritmo de quem ama a vinda do Salvador. Não encare os sofrimentos e as tribulações com o desânimo de um derrotado. Lembre-se de Jesus e o quanto Ele sofreu para que você e eu sejamos herdeiros das bênçãos eternas. Ele mesmo nos advertiu: “No mundo, passais por aflições”, porém, também nos garantiu a vitória: “mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo” (Jo.16:33).
Não importa o seu passado. Entregue-se a Cristo agora e a cada dia, e o seu futuro eterno estará garantido! Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos abençoados do Pai Celeste!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis49 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100