Reavivados por Sua Palavra


Gênesis 38 – Comentado por Rosana Barros
20 de fevereiro de 2022, 0:45
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“Aconteceu, por esse tempo, que Judá se apartou de seus irmãos e se hospedou na casa de um adulamita, chamado Hira” (v.1).

A história de José foi pausada para destacar um episódio da vida de Judá. Não bastasse a crueldade contra José, Judá se separou de seus irmãos e “tomou por mulher” (v.2) uma cananeia, com quem teve três filhos: Er, Onã e Selá. Ele logo cuidou de tomar esposa para Er; “o nome dela era Tamar” (v.6). Porém, o primogênito de Judá possuía um caráter tão perverso que Deus não permitiu fosse este a dar continuidade à descendência judaica. Cumprindo a lei do levirato, em que o irmão deveria tomar para si a esposa do falecido, Onã casou-se com Tamar após a morte de Er. Mas a sua atitude em evitar qualquer possibilidade de suscitar descendência para seu irmão, foi igualmente condenada por Deus, “pelo que também a este fez morrer” (v.10).

Percebendo Judá a mortandade entre seus filhos, Tamar tornou-se praticamente uma viúva negra. E a fim de proteger seu derradeiro filho, ele firmou um acordo com sua nora sem ter a mínima intenção de cumpri-lo. Tamar fez conforme seu sogro havia dito, mas com o passar do tempo, percebendo que havia sido enganada, preparou uma estratégia que daria continuidade à descendência do Messias. Aproveitando a festividade pagã, vestiu-se de prostituta cultual e se pôs no caminho por onde passaria Judá. Este, envolvido com a celebração, não reconhecendo se tratar de Tamar, a possuiu deixando-lhe como penhor os seus objetos de identificação pessoal.

Passados quase três meses” (v.24), Judá foi avisado da gravidez de Tamar, que tão logo foi sentenciada à morte. Era a chance de vingar a morte de seus dois filhos. Ele não tinha interesse algum na vida daquela que só lhe recordava a dor do luto. Qual não foi a sua surpresa ao reaver seus objetos pessoais das mãos de Tamar, ficou sabendo que seria pai de gêmeos. Não era vontade de Deus aquela relação ilícita, mas independente de nossas más escolhas, os Seus planos não podem ser frustrados. Judá enganou e recebeu de volta o engano. Pecado gera pecado. Mas o Senhor está sempre disposto a dar fim a esta dízima periódica do mal nos envolvendo com o “fio encarnado” (v.28) do amor de Cristo.

A genealogia de Jesus tornou-se uma das maiores provas de que o ser humano não tem parte alguma no plano da salvação. Composta de pagãos, adúlteros e impuros, não possui um só homem ou mulher que tenha conseguido alcançar a salvação por mérito próprio. Todos somos alvos do amor e da misericórdia de um Deus que não impõe limites ao perdão, mas que respeita quando nós mesmos o rejeitamos. Quando a Bíblia diz: “E nunca mais a possuiu” (v.26), revela uma mudança na vida de Judá. Ele não se aproveitou da situação para dar continuidade ao pecado, mas tão logo o percebeu, tratou de eliminá-lo pela raiz. Está você disposto a nunca mais possuir o que não lhe convém? Então, pela fé e pelo poder do Espírito Santo, aceite a ordem de Cristo: “Vai e não peques mais” (Jo.8:11).

Pela graça de Jesus, esqueça o passado que te fez sofrer, viva o presente que o Senhor te dá e sonhe com o futuro glorioso que Cristo conquistou para você! Vigiemos e oremos!

Feliz semana, salvos pela graça de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis38 #RPSP

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Gênesis 37 – Comentado por Rosana Barros
19 de fevereiro de 2022, 0:45
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“Ora, Israel amava mais a José que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica talar de mangas compridas” (v.3).

O favoritismo de Jacó por José, filho de sua amada Raquel, suscitou graves consequências. Além do ódio dos demais irmãos, José tornou-se um filho mimado e delator de seus irmãos, levando “más notícias deles a seu pai” (v.2). Já não bastasse a predileção de seu pai e o ilustre presente que dele ganhou, José passou a relatar sonhos em que via sua família inclinar-se perante ele, e com isso, seus irmãos “tanto mais o odiavam, por causa dos seus sonhos e de suas palavras” (v.8).

O fato de enviar José ao encontro de seus demais filhos, mostra que Jacó não fazia ideia do perigo em que o havia submetido. Considerando os sonhos de José, não percebeu os ciúmes que consumiam seus filhos. Cheios de ódio e de inveja empreenderam uma longa viagem que começou a causar preocupação ao coração do velho pai. Mas a instrução de Jacó dada a José não era para que fosse chamar seus irmãos de volta, e sim que visse o que estavam fazendo e voltasse para relatá-lo. E ao avistarem José sozinho de longe, viram ali a oportunidade de consumar o seu ódio homicida.

Os planos de Deus, porém, não incluíam a morte do favorito de Jacó, mas o caminho de duras provas que forjaria o caráter de José e o prepararia para uma obra grandiosa. Seus irmãos não faziam ideia, mas ao derrubá-lo naquele poço e vendê-lo aos ismaelitas, estavam simplesmente contribuindo para a realização dos sonhos que tanto desprezaram. Quando Rúben percebeu o que fizeram seus irmãos, foi tomado de terrível angústia, mas tornou-se participante da mentira que por longos anos lhes seria um grande fardo e a causa da inconsolável tristeza de seu pai.

Não era propósito de Deus tamanha tragédia familiar. Mas Ele transformaria a maldição em bênção. A atitude de Jacó para com José fora um reflexo da predileção de Rebeca por ele e de Isaque por Esaú. A prova pela qual José passaria no Egito, também se tornaria a prova de Jacó, que experimentaria do sofrimento de sua mãe Rebeca quando este teve que fugir de Esaú. Pais e mães que compreendem o significado de que os filhos são “herança do Senhor” (Sl.127:3), assumem com grande seriedade o compromisso de educar. A verdadeira educação abrange amor e muita dedicação, mas também diligente esforço e comum acordo entre os pais. Pai e mãe não podem divergir quando o assunto é educar. Cada filho deve ser objeto de dedicado estudo tendo sempre em mente o objetivo principal da educação: devolvê-los a Quem lhes pertence.

José realmente era um jovem especial, mas não seria a predileção de Jacó que o tornaria um grande homem, e sim a disciplina de anos de duras provas. E aqui aprendemos outra preciosa lição. Os sofrimentos que nos atingem podem até ser resultado de nossas más escolhas, mas Deus sempre está disposto a transformá-los em instrumentos de misericórdia. Lembre-se de que Deus disciplina a quantos ama (Ap.3:19) e que este é um recado especial para os nossos dias. Que o Senhor conceda à cada pai e à cada mãe a sabedoria do alto e que nós, como Seus filhos, aceitemos ser forjados na fornalha da aflição, crendo que estamos sendo preparados para sair do poço deste mundo para o palácio de Deus. Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, filhos do Pai de misericórdia!

DEZ DIAS DE ORAÇÃO e DEZ HORAS DE JEJUM – 10° DIA: Oremos pelo batismo do Espírito e que este clamor se torne um hábito diário em nossa vida. Oremos pelos nossos cinco nomes de oração.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis37 #RPSP

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Gênesis 36 – Comentado por Rosana Barros
18 de fevereiro de 2022, 0:45
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“São estes os filhos de Esaú, e esses seus príncipes; ele é Edom” (v.19).

Mesmo após a sua reconciliação com Jacó, Esaú levou sua família e tudo o que lhe pertencia “e se foi para outra terra, apartando-se de Jacó, seu irmão” (v.6). Semelhante ao problema enfrentado por Abraão e seu sobrinho Ló, “a terra de suas peregrinações não os podia sustentar por causa do seu gado. Então, Esaú, que é Edom, habitou no monte Seir” (v.7-8). A diferença entre os nomes de suas mulheres relatados no texto de hoje e em Gênesis 26:34 e 28:9, pode ser explicada considerando dois costumes orientais:

1. Seus nomes podem ter sido mudados naquela fase de sua vida. Este era um costume comum, assim como Abrão tornou-se Abraão, Sarai que recebeu o nome de Sara e o próprio Esaú que foi chamado de Edom;

2. Judite e Oolibama, além de serem diferentes os nomes citados no capítulo de hoje, também se diferem no nome de seus pais e na nacionalidade de ambas. As esposas que não tivessem filhos não eram citadas nas genealogias, portanto, pode-se cogitar que as duas primeiras esposas de Esaú citadas no capítulo de hoje fossem outras mulheres, já que aquelas, provavelmente, não tenham lhe dado descendência.

Houve uma junção, por casamento, entre os filhos de Esaú e os filhos de Seir, “moradores da terra” em que Esaú se estabeleceu (v.20). Seus príncipes e reis revelam que se tornaram um povo organizado e regido por governantes antes mesmo “que houvesse rei sobre os filhos de Israel” (v.31). Para Esaú, a conveniência política era mais importante do que fazer a vontade de Deus. Através de seus casamentos, misturando-se com os povos pagãos, decretou de uma vez por todas a sua separação da nação eleita do Senhor. Enquanto Jacó se tornou Israel, príncipe de Deus, Esaú se tornou “pai de Edom” (v.43), fundador de um reino ímpio e idólatra.

As genealogias podem não ser os textos bíblicos mais agradáveis de se ler, mas possuem importantes informações que nos ensinam importantes lições. O Senhor desaprova a união do santo com o profano. Sobre isso, escreveu o apóstolo Paulo: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo? Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos?” (2Co.6:14-16). Apesar do contexto mais provável do texto de Paulo referir-se à associação dos coríntios com falsos apóstolos, ele também se aplica a casamentos mistos e associações comerciais ilícitas.

Em cada aspecto da vida, o povo de Deus precisa dar ao mundo uma clara mensagem de sua fé. Ao unir-se, sob qualquer circunstância, em sociedade com o incrédulo, o cristão assume o risco de perder a sua identidade e cair na triste “estatística” de Mahatma Gandhi: “Eu gosto de Cristo. Eu não gosto de vocês, cristãos. Vocês são tão diferentes de Cristo”. Assim como a identidade de Esaú mudou de filho de Isaque para “pai de Edom” (v.43), muitos têm recusado a paternidade divina em troca de vantagens terrenas e provisórias. Mas um título nunca poderá substituir a essência. Esaú era o primogênito, mas foi em Jacó que Deus viu um coração disposto a servi-Lo e a amá-Lo.

Hoje, o Senhor não está dizendo que os casamentos entre fiéis e ímpios devem ser desfeitos, mas que o que um dia começou errado, por Sua infinita graça, seja transformada em uma união harmônica. Que pelo procedimento do fiel, o cônjuge descrente seja ganho para Cristo (1Pe.3:1-2). Estamos vivendo em um tempo decisivo, e nossas escolhas, mais do que nunca, possuem uma influência que tem o poder de selar a nossa vida e a de outros ou para a vida eterna, ou para a morte eterna. Que o Espírito Santo nos conceda um coração disposto a servir e a amar ao Senhor e que, revestidos de Cristo, nossos pensamentos, palavras e ações revelem que pertencemos à família do Céu. Vigiemos e oremos!

Bom dia, filhos de Deus!

DEZ DIAS DE ORAÇÃO – 9° DIA: Oremos pelo batismo do Espírito Santo e por um novo coração. Oremos por nossos cinco nomes de oração.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis36 #RPSP

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Gênesis 35 – Comentado por Rosana Barros
17 de fevereiro de 2022, 0:45
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“Então, disse Jacó à sua família e a todos os que com ele estavam: Lançai fora os deuses estranhos que há no vosso meio, purificai-vos e mudai as vossas vestes” (v.2).

Após o ocorrido em Siquém, Jacó temeu pela própria vida e pela vida de sua família. A atitude assassina de seus filhos certamente despertaria o ódio geral das nações ao redor. Porém, “o terror de Deus invadiu as cidades que lhes eram circunvizinhas, e não perseguiram aos filhos de Jacó” (v.5). A ordem divina para que fossem a Betel foi seguida de um despertamento e reforma no meio do povo: “Então, deram a Jacó todos os deuses estrangeiros que tinham em mãos e as argolas que lhes pendiam das orelhas” (v.4). Este rito representa uma purificação, uma demonstração de arrependimento e de desapego das influências pagãs e mundanas.

Ao enterrar aqueles objetos, Jacó deu início a uma nova fase em sua família, assumindo um novo estilo de vida. O Senhor Se agradou disto, lhe aparecendo outra vez, lhe abençoando e renovando a aliança que havia feito com ele com seus pais, Abraão e Isaque. A morte de Raquel lhe causaria grande dor, mas o nascimento de Benjamim selaria a sua prole com a promessa de que se tornariam uma “multidão de nações” (v.11). Cada altar erguido ao Senhor simbolizava um lugar de verdadeira adoração. Os doze filhos de Israel possuíam limitações e fraquezas, mas seria a partir de sua descendência que Deus suscitaria uma nação de verdadeiros adoradores. E como um outro presente do Céu, Jacó teve a alegria de reencontrar seu pai ainda vivo (v.27), e Isaque, o privilégio de conhecer os netos que dariam continuidade à descendência de Abraão.

Rúben, o primogênito de Jacó” (v.23), estava entre aqueles que participaram do ritual de purificação, mas ao se deitar “com Bila, concubina de seu pai” (v.22), mostrou que seu coração ainda estava longe de Deus. A purificação é um processo de limpeza que resulta da busca por santificação. Não se trata de uma mudança externa apenas, mas do resultado de uma transformação que começa no coração. Cada “ídolo” rejeitado, cada hábito nocivo abandonado, é seguido de uma bênção divina. Para cada degrau avançado, erguemos um altar de adoração ao “Deus Todo-Poderoso” (v.11). Deus não exige de nós uma mudança instantânea, mas nos conduz em uma jornada onde, passo a passo, nos ensina que a verdadeira adoração não provém de nosso enganoso coração, e sim da entrega deste aos cuidados do Espírito Santo. É um processo gradual e crescente, como está escrito: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv.4:18).

A obra de purificação que o Senhor realiza no meio do Seu povo sempre será o resultado da graça e do perdão que Ele nos oferece: “Eu, Eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de Mim e dos teus pecados não Me lembro” (Is.43:25). Não há mérito algum naquele que decide abandonar a velha vida para tornar-se uma nova criatura. Mas quando adoramos a Deus através da nossa vida porque O amamos, tudo passa a ter um significado diferente, e abandonar a aparência do mal torna-se um resultado inevitável. Isto não significa deixar de ser um pecador, mas, conscientes da natureza pecaminosa que domina os nossos membros, colocarmo-nos nas mãos do Oleiro a fim de que Ele nos molde segundo a Sua vontade. E, pela graça de Jesus, corresponder ao chamado divino: “Sede santos, porque Eu sou santo” (1Pe.1:16).

Quer você ser purificado e despir-se das vestes do pecado? Precisamos clamar pelo Espírito Santo! No livro O Desejado de Todas as Nações, página 135, lemos: “Quando o Espírito de Deus, com Seu maravilhoso poder vivificante, toca a alma, abate o orgulho humano. Prazeres, posições e poder mundanos aparecem como sem valor”. Deus deseja nos vestir das vestes da pureza e da justiça de Cristo, como está escrito: “Eis que tenho feito que passe de ti a tua iniquidade e te vestirei de finos trajes” (Zc.3:4). Vigiemos e oremos!

Bom dia, purificados por Cristo!

DEZ DIAS DE ORAÇÃO – 8° DIA: Oremos pelo batismo do Espírito Santo e Seu lavar purificador em nossa vida. Oremos por nossos cinco nomes de oração.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis35 #RPSP

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Gênesis 34 – Comentado por Rosana Barros
16 de fevereiro de 2022, 0:45
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“Ora, Diná, filha que Lia dera à luz a Jacó, saiu para ver as filhas da terra” (v.1).

Diná era a única filha de Jacó. A Bíblia não relata a idade da moça, mas ela deveria ser apenas uma adolescente quando a sua curiosidade causou uma tragédia sem precedentes. Acostumada à tranquilidade de seu antigo lar, pensou ser um passeio inocente andar desacompanhada beirando os limites de terras estranhas. E não precisou ir tão longe para deparar-se com o perigo. Além de ter sido vítima de um estupro, sua saída imprudente tornou-se a causa de um dos mais terríveis massacres registrados na Bíblia.

A dissimulação de Simeão e Levi os levou a fazer justiça com as próprias mãos. Não deixariam sem resposta a desonra causada à sua única irmã: “Abusaria ele de nossa irmã, como se fosse prostituta?” (v.31). E, aproveitando-se do dia mais propício para o seu intento, “quando os homens sentiam mais forte dor [..], entraram inesperadamente na cidade e mataram os homens todos” (v.25). Com essa atitude, os filhos de Jacó se mostraram tão covardes e violentos quanto os homens de Siquém, trazendo grande opróbrio sobre a casa de seu pai e uma assombrosa mancha na história do povo escolhido de Deus.

As consequências desastrosas deste simples passeio foram registradas nas Escrituras a fim de que possamos compreender que qualquer passo em falso em um mundo dominado pelo pecado pode causar danos e marcas irreversíveis. Não podemos ficar passeando à beira do precipício do pecado, amados! Muitos jovens têm se aventurado em sair para ver as “formosas” estratégias do Maligno, e quantos têm perdido a inocência ao aproximar-se das influências deste mundo. Casamentos têm sido destruídos porque um dos cônjuges, ou ambos, escolheram sair para ver o que um relacionamento extraconjugal pode oferecer. Rapazes e moças têm se corrompido ao visualizar o mal de suas telas portáteis. Sobre este perigo, Ellen White escreveu: “Aquele que procura prazeres entre os que não temem a Deus, está a colocar-se no terreno de Satanás, e a convidar suas tentações” (Patriarcas e Profetas, p.140).

Em nome de Jesus, meus irmãos, não ousemos sair um só instante da presença de Deus! Eis o que precisamos ver: “Olhai para Mim e sede salvos”, diz o Senhor (Is.45:22). Não brinquem no terreno de quem não está aqui para brincar, e sim “para roubar, matar e destruir” (Jo.10:10). “Considerai, eu vos rogo […] considerai estas coisas” (Ag.2:18)! Ponderai em considerar os ensinos da Palavra de Deus com muita seriedade, pois “os justos são libertados pelo conhecimento” (Pv.11:9). Deus olha para “o aflito e abatido de espírito e que treme da [Sua] Palavra” (Is.66:2). Prossigamos em ser reavivados pela Palavra do Senhor, e que este conhecimento continue nos guiando ao conhecimento que salva: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo.17:3). Vigiemos e oremos!

Bom dia, aqueles que contemplam a Cristo!

DEZ DIAS DE ORAÇÃO – 7° DIA: Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos para que a nossa vida esteja alicerçada na Palavra de Deus. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis34 #RPSP

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Gênesis 33 – Comentado por Rosana Barros
15 de fevereiro de 2022, 0:45
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“Então, Esaú correu-lhe ao encontro e o abraçou; arrojou-se-lhe ao pescoço e o beijou; e choraram” (v.4).

Após uma intensa noite de luta e vitória, Jacó foi encontrar-se com Esaú. Quando seus olhos o avistaram, cuidou de perfilar suas mulheres e filhos. De um lado um exército, do outro, uma família. Mas o que parecia o quadro de um massacre, revelou-se um dos mais comoventes encontros da Bíblia. Enquanto Jacó aproximava-se de seu irmão prostrando-se “à terra sete vezes” (v.3), Esaú correu ao seu encontro. Imagino Jacó vendo Esaú correndo e seu coração disparado esperando o pior. Foi quando, para sua surpresa, recebeu o mais forte e afetuoso abraço de sua vida.

No rosto de Esaú, Jacó pôde contemplar a misericórdia divina. Seu semblante revelou o milagre do perdão. Não obstante, Jacó sabia que precisava agir com cautela. Após tantos anos longe de sua terra e da companhia de seu irmão, todo cuidado era pouco visto aos costumes pagãos que dominavam aquela região. Ele não se adiantou em fazer a vontade de Esaú, mas, pensando em sua família, decidiu andar “no passo dos meninos” (v.14). Também não aceitou ser acompanhado “da gente” que estava com Esaú. “Para quê?” (v.15). Não permitiria que estranhos invadissem o seio sagrado de seu lar. E, ao finalmente fixar residência, “levantou ali um altar e lhe chamou Deus, o Deus de Israel” (v.20).

Satanás conhece o poder da influência de uma família consagrada a Deus. A instituição estabelecida no Éden, antes do pecado, sempre foi o principal alvo dos ataques malignos. Quantos, julgando ser mais importantes outros trabalhos, têm negligenciado a obra sagrada do lar, andando “no passo” acelerado do mundo. E mesmo as atividades religiosas não podem jamais assumir em nossa vida lugar de maior destaque do que os cuidados para com aqueles que Deus nos agraciou (v.5). O apóstolo Paulo sabiamente nos advertiu: “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente” (1Tm.5:8).

O que nos falta não são mais ocupações, mais projetos, mais programas, mais redes sociais. O que nos falta é mais de Deus, e Ele nos ajudará a andar “no passo” de uma criança. Apegue-se ao Senhor! Faça de sua casa um altar de adoração ao Deus de Israel! Se Jacó entendeu que deveria andar no passo de seus filhos, não fica mais fácil compreender porque o Senhor ainda não voltou? Pacientemente, Ele tem esperado por nós. Que até lá possamos seguir, junto com a nossa família, o que está escrito: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a Sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Os.6:3). Vigiemos e oremos!

Bom dia, famílias que conhecem a Deus!

10 DIAS DE ORAÇÃO – 6° DIA: Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Perseveremos em realizar o culto familiar todos os dias. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis33 #RPSP

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Gênesis 32 – Comentado por Rosana Barros
14 de fevereiro de 2022, 0:45
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“Então, disse: Já não te chamarás Jacó, e sim Israel, pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevalecestes” (v.28).

Superada a tensão provocada pelo encontro com seu sogro, Jacó foi surpreendido por “anjos de Deus [que] saíram a encontrá-lo” (v.1). Como um oásis no deserto, aquele “acampamento de Deus” (v.2) tornou-se mais uma prova da bênção divina enquanto seguia “o seu caminho” (v.1). Havia um terceiro encontro pelo qual Jacó temia. Reencontrar seu irmão após tantos anos, e diante das circunstâncias que o fizeram fugir de casa, era assustador, de forma que Jacó, temendo pela segurança de sua família, a dividiu em grupos e “enviou mensageiros adiante de si a Esaú” (v.3). Acompanhado de “quatrocentos homens com ele” (v.6), Esaú, já informado de uma grande caravana que se aproximava de suas terras, certamente não tinha bem a intenção de dar as boas-vindas. “Então, Jacó teve medo e se perturbou” (v.7).

Aquele homem firme e convicto que se impôs sobre Labão como chefe de sua casa e detentor por direito de todos os seus bens; que tinha acabado de receber uma comitiva celestial, ficou extremamente abalado com a possibilidade de um confronto com Esaú. A culpa pelo que havia feito vinte anos atrás voltou à tona. A lembrança de como enganou seu pai e seu irmão, o atormentava. Jacó ainda precisava experimentar o perdão genuíno. Por isso que, antes do temido encontro, houve um que superou infinitamente o seu encontro com os anjos, pois “ficando ele só […] lutava com ele um homem, até ao romper do dia” (v.24). Seus muitos anos de trabalho árduo lhe deram uma constituição física resistente e forte, de modo que aquela estranha luta durou uma noite inteira, e, percebendo que não se tratava de uma pessoa comum, agarrou-se àquele ser celestial, de forma que nem o deslocamento da junta de sua coxa o enfraqueceu.

A dor física que estava sentindo não era maior do que a dor que carregava em seu coração durante todos aqueles anos longe de casa. Estar de volta significava encarar o passado temendo pelo futuro. Mesmo tendo enviado a Esaú mensageiros com presentes, ele estava prestes a descobrir que nenhuma estratégia humana pode superar os propósitos divinos. A luta de Jacó com o próprio Deus tornou-se um símbolo de perseverança. Toda oração fervorosa e perseverante aponta para aquela noite no “vau de Jaboque” (v.22). Olhando bem, não parece que Jacó saiu vitorioso fisicamente nesta luta. Àquela altura, estava completamente desgastado e com uma dor intensa em uma das coxas. Imagino Jacó agarrado às pernas do Senhor enquanto caído ao chão. Além disso, seu emocional foi grandemente abalado pela pergunta: “Como te chamas?” (v.27).

O nome Jacó, que significa “o suplantador”, era carregado do veneno da culpa, como um constante atestado de culpa. Acusado por sua própria consciência e por um inimigo que nos “acusa de dia e de noite” (Ap.12:10), Jacó depositou naquela luta todas as suas esperanças. E antes que desfalecesse, sua perseverança foi honrada com um nome novo e com a bênção de Cristo. Sem hesitação ou dúvida, estamos às vésperas de uma noite que, de tão escura, nos levará à experiência de Jacó. Nossos nomes, nossa história, contém a terrível nódoa de nossos pecados. E a menos que estejamos munidos da “perseverança dos santos” (Ap.14:12), tendo as nossas vestes lavadas e alvejadas “no sangue do Cordeiro” (Ap.7:14), e não suportaremos o que está por vir.

O nome de nosso vexame logo será mudado para aquele que eternamente nos lembrará de nossa experiência pessoal com Cristo: “Ao vencedor […] darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe” (Ap.2:17). Nesse sentido, nosso nome na eternidade será uma constante lembrança do cumprimento do plano da redenção em nossa vida. Uma experiência que ninguém mais pode conhecer, senão nós mesmos. Por isso que a nossa última luta antes do retorno de Jesus será contra o nosso próprio eu, até que ele esteja completamente rendido à vontade de Deus. Com o grande Dia do Senhor prestes a romper, precisamos clamar pelo Espírito Santo! E, como Jacó, suplicar: “Não Te deixarei ir se me não abençoares” (v.26). Então, muito em breve, poderemos declarar: “Vi a Deus face a face, e a minha vida foi salva” (v.30). Vigiemos e oremos!

Bom dia, Israel de Deus!

DEZ DIAS DE ORAÇÃO – 5° DIA: Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos por nossos cinco nomes de oração.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis32 #RPSP

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Gênesis 31 – Comentado por Rosana Barros
13 de fevereiro de 2022, 0:45
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“E disse o Senhor a Jacó: Torna à terra de teus pais e à tua parentela; e Eu serei contigo” (v.3).

A prosperidade de Jacó provocou a inveja no coração de Labão e de seus filhos, e a feição daquele que antes o havia recebido com festa já “não lhe era favorável, como antigamente” (v.2). Era hora de sair daquele lugar e voltar para casa. Logo após a confirmação divina e com o apoio de Lia e Raquel, aproveitando-se de um tempo em que Labão estava fora de casa, reuniu sua família e “fugiu com tudo o que lhe pertencia” (v.21). Só após três dias Labão tomou notícia da fuga e, se dando conta do sumiço de seus “ídolos do lar” (v.19), aproveitando-se disso, saiu no encalço de Jacó com a fúria de quem se sentia traído.

O Senhor, contudo, não permitiu que a raiva de Labão fosse consumada e, em sonho, lhe falou a fim de proteger o seu servo Jacó. O diálogo que se seguiu entre sogro e genro foi amistoso e terminou com um acordo de paz. Antes disso, porém, Labão procurou certificar-se se os seus deuses não estavam naquele acampamento. E a resposta de Jacó se cumpriria com o nascimento de Benjamim: “Não viva aquele com quem achares teus deuses” (v.32). A dissimulação de Raquel e os ídolos que ainda conservava em seu coração e em seu lar lhe custaria a própria vida.

Vivemos no limiar do maior evento que o Universo jamais contemplou. Jesus prometeu: “voltarei” (Jo.14:3). E está chegando o tempo em que os rostos que um dia nos tinham grande consideração não mais nos serão favoráveis. Sob o olhar e a bênção de Deus, o Seu povo marchará para a triunfante vitória. Até lá, o Senhor nos diz: “Fugi do meio de Babilônia, e cada um salve a sua vida” (Jr.51:6). “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4). É um recado claro e urgente que demanda renúncia e uma firme decisão.

Assim como a mentira e a idolatria de Raquel lhe custaria a própria vida, muitos dentre o professo povo de Deus, conservando os ídolos deste mundo no coração e no lar, sofrerão as dores de quem estava tão perto de chegar em Canaã, mas tão longe da santificação e da pureza de Cristo, que são a marca daqueles que atravessarão os portais da eternidade. Com profundo zelo, o Senhor reivindica que o Seu povo se mantenha imaculado da contaminação que há no mundo e, inspirando Seu servo, ordenou: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2).

Não é hora de esconder ídolos, meus irmãos! É hora de fugir de nós mesmos, de nossas fraquezas, de tudo que nos remete a erros passados e de buscar, no Senhor, forças para continuar marchando até alcançar o nosso verdadeiro Lar. Que até lá, sejamos uns para os outros as mãos que ajudam a levantar, os pés que indicam o caminho certo, os lábios que proferem bênçãos e o coração que transborda o amor de Deus. A jornada é difícil e o caminho é estreito, mas grande e sobremodo poderoso é o Senhor que nos guia e nos diz: “Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, peregrinos rumo ao Céu!

10 DIAS DE ORAÇÃO – 4° DIA: Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos por nossos cinco nomes de oração.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis31 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Gênesis 30 – Comentado por Rosana Barros
12 de fevereiro de 2022, 0:45
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“Labão lhe respondeu: Ache eu mercê diante de ti; fica comigo. Tenho experimentado que o Senhor me abençoou por amor de ti” (v.27).

Enquanto o objetivo da vida de Lia era o de conquistar o amor de seu marido, o de Raquel era de dar-lhe filhos. A fertilidade de Lia, porém, causou-lhe ciúmes e o desespero lhe fez exigir de Jacó a sua maternidade: “Dá-me filhos, senão morrerei” (v.1). Pela primeira vez, a Bíblia relata que “Jacó se irou contra Raquel” (v.2). Ao ver-se encurralado pela exigência de sua amada esposa, aceitou tomar a sua serva, Bila, por mulher, assim como Abraão coabitou com a serva egípcia por amor a Sara. Mas a rivalidade entre irmãs tornou-se ainda mais intensa quando Lia também entregou a Jacó a sua serva, Zilpa, por mulher. E, semelhante a Bila, Zilpa também concebeu filhos a Jacó.

Lia ainda nutria o desejo de ter mais filhos. Era impossível competir com a beleza encantadora de sua irmã. Seus filhos eram o seu único consolo. As mandrágoras que Rúben levou para ela eram muito mais do que somente um presente inocente. Acreditava-se que a mandrágora era uma planta afrodisíaca e com poderes místicos. O formato de sua raiz, que se assemelha a formas humanas, deu origem ao mito de que o seu consumo era uma cura contra a esterilidade. Mas, na verdade, ela contém propriedades tóxicas e que causam alucinações. O desejo de Raquel por consumir tal planta, portanto, não foi o de saciar o apetite, e sim, acreditando na suposta magia de sua composição de, finalmente, torná-la fértil.

O tiro, porém, saiu pela culatra. E a fertilidade que buscou de formas escusas, lhe renderam mais alguns anos de espera e o desespero em ver que Lia concebia mais filhos. Mas as misericórdias do Senhor, que “renovam-se cada manhã” (Lm.3:23), foram manifestadas na vida de Raquel. Não foram as mandrágoras que a tornaram fértil. Foram as misericórdias de Deus em resposta às suas orações. A tentativa humana em resolver a seu próprio modo o que julgam ser resultado de um descaso divino, sempre redunda em consequências dolorosas e frustrantes. Raquel precisava esperar e desfrutar de uma experiência real com o Deus de Abraão. O nascimento de José não só representava o fim de seu “vexame” (v.23). Ele representava a salvação de toda a família.

Jacó percebeu que a sua estadia na casa de seu sogro precisava acabar. Finalmente, retornaria ao seu lugar, à sua terra (v.25). No entanto, a forma como o Senhor lhe abençoou era visível e Labão não pretendia perder a sua fonte de lucro. Com astúcia, novamente tentou enganar a Jacó. Só que, desta vez, Jacó foi habilidoso e, sob a bênção divina, ele “se tornou mais e mais rico” (v.43). As mandrágoras que Raquel comprou representam o desejo humano por controlar o tempo e tentar manipular as bênçãos. A atitude de Lia em “alugar” o marido por uma noite representa a tentativa humana em preencher o coração com o que jamais conseguirá satisfazê-lo, posto que Deus “pôs a eternidade no coração do homem” (Ec.3:11). E a suposta esperteza de Labão representa aqueles que pensam que suas fraudes lhe trarão benefícios, quando só causam prejuízos.

Diante dessas histórias reais de pessoas como nós, percebemos que o Senhor trabalha de forma individual e singular com cada filho Seu. Aquele que sonda os corações conhece exatamente quais sejam os nossos defeitos de caráter e, mediante as Suas ricas misericórdias, procura corrigi-los. Por vezes não compreendemos o agir de Deus e nem temos paciência para esperar o Seu tempo, mas Ele, que “Se fez carne e habitou entre nós” (Jo.1:14), compreende as nossas dores e, com longanimidade, espera a nossa entrega. Se tão somente confiarmos no Senhor e em Sua provisão, assim como Jacó obteve ovelhas fortes, Ele nos promete fortes bênçãos (v.42). Permita que Deus seja Deus em sua vida! Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, abençoados por Deus!

DEZ DIAS DE ORAÇÃO – 3° DIA: Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos por nossos cinco nomes de oração.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis30 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Gênesis 29 – Comentado por Rosana Barros
11 de fevereiro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Assim, por amor a Raquel, serviu Jacó sete anos; e estes lhe pareceram poucos dias, pelo muito que a amava” (v.20).

Após a sua experiência com Deus em Betel, Jacó seguiu viagem. “Olhou, e eis um poço” (v.2). Naquele oásis, estava prestes a ter uma visão que lhe encantaria os olhos e o coração. Ao deparar-se com Raquel, foi tomado de grande comoção, de forma que a beijou “e, erguendo a voz, chorou” (v.11). E por sete anos trabalhou para Labão a fim de desposá-la. Mas, Jacó, o mesmo que havia usurpado a confiança de Isaque, foi passado para trás por seu tio e futuro sogro. Ao invés de receber Raquel como esposa, recebeu Lia, a irmã mais velha. Assim como enganou seu pai aproveitando-se de sua cegueira, Jacó foi enganado, às cegas, recebendo como esposa a mulher de “olhos baços” (v.17).

Após descobrir que foi enganado, reivindicou o acordo que havia feito com Labão, e este lhe entregou também a Raquel pelo trabalho de mais sete anos. Uma semana depois, Jacó estava casado com as duas irmãs. Era notório o seu amor por Raquel e seu tratamento inferior com relação à Lia. No entanto, ao ver que Lia era preterida, Deus a fez fecunda, “ao passo que Raquel era estéril” (v.31). E, a cada filho que lhe nascia, Lia nutria a esperança de Jacó amá-la mais do que à sua irmã. O que não aconteceu. Em cada gestação, seu coração se enchia de uma esperança que era frustrada a cada nascimento. Então, quando deu à luz a Judá, houve uma mudança de foco. Sua esperança estava sendo depositada no lugar errado e, caindo em si, percebendo que tinha à sua disposição um amor incomparavelmente maior do que o amor de um homem, declarou: “Esta vez louvarei o Senhor” (v.35).

Quantas vezes nós mendigamos o amor de alguém que tanto amamos! Temos a necessidade de ser amados, e isso é importante. Mas, neste relato, Deus nos diz que ainda que aqueles que mais consideramos e amamos não valorizem como deveriam os nossos sentimentos, Ele nos ama “com amor eterno” (Jr.31:3). Jacó trabalhou 14 anos por amor a Raquel. Deus trabalha por amor a nós, antes da fundação do mundo! Jacó trabalhou arduamente por amor a uma mulher. Deus tanto amou ao mundo “que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). Quanto amor do nosso Criador e Redentor! Como Lia, permita que esse amor preencha o seu coração. Louve ao Senhor e seja verdadeiramente feliz! Vigiemos e oremos!

Bom dia, mui amados do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis29 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100