Reavivados por Sua Palavra


1Reis 01 – Comentado por Rosana Barros
1 de novembro de 2022, 0:45
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“Como o Senhor foi com o rei, meu senhor, assim seja com Salomão e faça que o trono deste seja maior do que o trono do rei Davi, meu senhor” (v.37).

O primeiro livro dos Reis de Israel começa com o final do reinado de Davi. Saul, apesar de ter sido o primeiro rei em Israel, não foi mencionado. A velhice de Davi trouxe consigo as dificuldades da idade e o desgosto de mais um filho que ainda desafiava a sua autoridade e ameaçava assumir o trono que já havia dito ser de Salomão. Adonias, assim como Absalão, era “de aparência mui formosa” e “jamais seu pai o contrariou” (v.6). Parece que a beleza de seus filhos cegava a Davi e sua negligência em discipliná-los tornou-se um laço para eles. O plano inteligente de Bate-Seba e Natã tinha como propósito, afinal, abrir os olhos do rei para as intenções de Adonias e apressá-lo em garantir a sucessão de seu trono a Salomão. Chegada era a hora de Davi pôr a sua casa em ordem.

“Viva o rei Salomão!”, assim “todo o povo exclamou” (v.39), com tão grandes brados que “parecia fender-se a terra” (v.40). Isso foi ouvido por Adonias que, informado do ocorrido, alarmou-se, bem como “estremeceram e se levantaram todos os convidados que estavam com Adonias” (v.49). Abandonado por todos, e conhecendo o temor que Salomão tinha pelas coisas santas do Senhor, Adonias agarrou-se no altar como um ato desesperado para salvar a própria vida. Contudo, ao ser levado à presença de Salomão, seu medo foi substituído pelo alívio através do indulto de misericórdia de seu irmão mais novo: “Vai para tua casa” (v.53).

Antes de morrer, Davi teve a alegria de ver o sucessor de sua coroa sentado em seu trono. Aquilo encheu o coração do velho rei de esperança e confiança na fiel promessa que o Senhor lhe fez e que confirmou pela boca de Seu profeta : “Nunca faltará a Davi homem que se assente no trono da casa de Israel” (Jr.33:17). Davi teve um vislumbre do cumprimento profético. Salomão, porém, também era apenas um tipo do verdadeiro Rei, que pelo sacrifício de Sua vida no altar, selou com Seu sangue a promessa do reino eterno. O Descendente de Davi não ocupou um trono terreno nem tampouco ostentou os privilégios de um rei, mas andou aqui com a nobreza e beleza de caráter que nenhum rei desta terra jamais possuiu.

Como Salomão montou em uma mula e foi aclamado rei, Jesus entrou em Jerusalém montado em um jumento sendo grandemente aclamado como “Filho de Davi” (Mt.21:9), título este que apontava para o cumprimento da profecia do trono davídico. Tal manifestação popular provocou a indignação de alguns de seus irmãos judeus, que não O receberam como o Prometido de Israel. A alegria que Davi teve em ver Salomão no trono tiveram os líderes judeus ao ver Jesus na cruz. Pela dureza de seu coração, perderam o sublime privilégio de desfrutar da companhia da Majestade do Céu, selando seu destino eterno. Quando do retorno de Jesus, serão ressuscitados apenas para contemplar Aquele que rejeitaram, como Ele mesmo profetizou: “vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu” (Mt.26:64).

Amados, como fez com Davi, Deus pede hoje aos anciãos de Seu povo que busquem colocar em ordem a própria vida e de sua família. Que busquem viver em paz com todos e em harmonia com os santos princípios de Sua Palavra. Como foi com Salomão, Deus deseja cumular de bênçãos os que hoje assumem a missão dos que precisam descansar. Ele não nos escolhe por beleza física, riquezas ou capacidade humana. A eleição divina é imparcial e cheia de sabedoria e misericórdia, e alcança todos quantos aceitam ser instruídos e até mesmo contrariados pelo Pai. É de uma experiência assim que necessitamos diariamente, que esteja constantemente diante do altar do Senhor, não por medo de se perder, mas pela confiança nAquele que, por Sua graça, nos salvou.

Logo, o “Rei dos reis e Senhor dos senhores” voltará (Ap.19:16). Seu indulto de misericórdia não dirá “Vai” (v.53), e sim “Vinde”: “Vinde, benditos de Meu Pai!” (Mt.25:34). Você crê nisto? Faz bem, pois “[até] os demônios creem e tremem” (Tg.2:19). Até Satanás sabe “que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12). Então, não me canso de repetir: Logo Jesus voltará! Logo veremos o Rei eterno em Sua formosura! Vigiemos e oremos!

Bom dia, filhos do Rei!

Rosana Garcia Barros

#1Reis01 #RPSP

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2Samuel 24 – Comentado por Rosana Barros
31 de outubro de 2022, 0:45
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“Sentiu Davi bater-lhe o coração, depois de haver recenseado o povo, e disse ao Senhor: Muito pequei no que fiz; porém, agora, ó Senhor, peço-te que perdoes a iniquidade do Teu servo; porque procedi mui loucamente” (v.10).

Como um homem segundo o coração de Deus, que escreveu Salmos tão inspirados, ainda se deixou ser instigado por Satanás? Acerca do mesmo episódio, o cronista relatou o seguinte: “Então, Satanás se levantou contra Israel e incitou a Davi a levantar o censo de Israel” (1Cr.21:1). A Bíblia não está se contradizendo, e sim corroborando com o fato de que Deus não interfere em nossas escolhas. Afinal, não somos robôs programados para obedecer. Mas Ele também permite que soframos as consequências, e em nosso sofrimento trabalha a fim de que nos arrependamos de nossos pecados. Foram poucas as vezes em que houve censo no meio do povo. Todos eles, porém, orientados por Deus e com a finalidade de lembrar a cada homem de Israel, “de vinte anos para cima” (Êx.30:14), por meio do pagamento do “resgate de si próprio” (Êx.30:12), que não era pela força ou pela quantidade de homens que Israel venceria as batalhas, mas pelo poder de Deus, que os resgatou, “desde a fundação do mundo” (Ap.13:8).

Davi estava como fora de si ao ordenar o recenseamento do povo. Até mesmo Joabe e os chefes do exército de Israel questionaram a ordem do rei, mas sem sucesso. Davi estava firmemente decidido quanto àquele propósito e, após “nove meses e vinte dias” (v.8), percebeu que havia gerado um grave problema não somente para ele, mas para toda a nação. Triste tornou-se o censo da morte dos filhos de Israel. Não mais a contagem de vivos, mas de mortos. Israel também estava andando na contramão de Deus. Licenciosidade, idolatria e apostasia contaminavam o arraial dos filhos de Israel. Ao deixar nas mãos do Senhor a escolha quanto ao mal que sobreviria ao povo, Davi reconheceu que mesmo a repreensão e a ira divinas são envolvidas por Sua misericórdia e bondade. O que ficou bem evidente quando o Senhor, antes do tempo determinado, ordenou ao Anjo: “Basta, retira a mão” (v.16).

Ao ver o “Anjo que feria o povo” (v.17), Davi orou ao Senhor em favor de Israel. Com olhos de terno pastor, clamou: “Eu é que pequei, eu é que procedi perversamente; porém, estas ovelhas que fizeram?” (v.17). Contudo, apesar de sua responsabilidade como líder de Israel, a ordem do Senhor, dada por Seu profeta: “Sobe” (v.18), ecoava a seguinte verdade: “Sobe Davi, pois há um lugar mais alto do que o teu”. E Davi fez como deveria ter feito desde o princípio, fez tudo “como o Senhor lhe havia ordenado” (v.19). Quantos sofrimentos poderiam ser evitados se sempre déssemos ouvidos à Palavra de Deus. Ali, naquela eira, Davi “apresentou holocaustos e ofertas pacíficas” (v.25). Mas jamais ofereceria ao Senhor holocaustos que não lhe custassem nada. Os holocaustos eram um símbolo da justiça do Cordeiro de Deus. Já o preço pago, representava o arrependimento genuíno de Davi e seu amor e profunda gratidão pelo Senhor que o perdoou.

É fácil para nós lermos todas essas histórias e apontarmos todos os erros como se jamais fôssemos capazes de cometê-los. Muitas vezes temos imitado, mesmo que não de forma proposital, a atitude do fariseu: “Ó Deus, graças Te dou porque não sou como os demais homens” (Lc.18:11); quando estamos em um conflito onde qualquer desatenção de nossa parte pode incorrer em darmos ouvidos às ordens do adversário. O diferencial na vida de Jesus é que Ele perseverou na Palavra e na oração. Sua comunhão com o Pai era profunda e ininterrupta. Até o Getsêmani, a luta de Satanás era para que Jesus cedesse às suas sugestões. Mas ao perceber a firme decisão de Cristo de salvar a humanidade, concentrou-se em tornar o mais humilhante e doloroso possível os Seus últimos instantes.

Mesmo Pedro, que andou três anos e meio lado a lado com Jesus, ludibriado por Satanás, teve que ouvir de Seu amado Mestre a dura repreensão: “Arreda, Satanás! Tu és para Mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens” (Mt.16:23). Mas após sua genuína conversão, Pedro e os demais apóstolos, cheios do Espírito, depois de uma severa sessão de açoites, “se retiraram do Sinédrio, regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome” (At.5:41). Ou seja, quando Satanás percebe que não pode ser ouvido, ele torna a vida do cristão o mais difícil possível. Como Cristo não desistiu de Sua missão em nosso favor, e como os discípulos não desistiram de sua missão por amor a Cristo, que as nossas feridas não nos afastem do Senhor, mas nos motivem a oferecer o nosso coração inteiramente a Ele.

Assim como o pecado de Davi produziu consequências desastrosas não somente para ele, mas para Israel, também o seu arrependimento e submissão à vontade de Deus resultou em favor para todo o povo: “Assim, o Senhor Se tornou favorável para com a terra, e a praga cessou de sobre Israel” (v.25). O pecado é avassalador em seus efeitos, “mas onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm.5:20). E, mais tarde, sobre a eira que lembrava o grave pecado de Davi e a morte de tantas pessoas, Deus orientou Salomão a ali edificar o Seu tabernáculo (2Cr.3:1), como um memorial de Sua graça e misericórdia. Não fomos chamados para recensear quem está preparado para a guerra e quem não está. Neste grande conflito, nossa missão consiste em entregar nossa vida inteiramente aos cuidados do Senhor. É somente quando isso acontece que somos habilitados pelo Espírito a agir em favor de nossos pequeninos irmãos.

Tão perto como estamos de nosso resgate final, vigiemos e oremos, a fim de não darmos ouvidos às sugestões do inimigo, mas, olhando para o alto, oferecermos todos os dias o nosso coração como sacrifício de amor no altar do Senhor.

Bom dia, fiéis em Cristo!

Rosana Garcia Barros

#2Samuel24 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Samuel 23 – Comentado por Rosana Barros
30 de outubro de 2022, 0:45
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“O Espírito do Senhor fala por meu intermédio, e a Sua palavra está na minha língua” (v.2).

As palavras que introduzem este capítulo descrevem a Davi de quatro formas:

O filho de Jessé: Era assim que o pastorzinho de ovelhas era conhecido antes de receber o chamado de Deus;

Homem que foi exaltado: O Senhor reconheceu naquele jovem garoto um coração humilde e contrito e o exaltou à condição de príncipe do Seu povo;

Ungido do Deus de Jacó: Havia uma aliança estabelecida com os patriarcas. A unção e eleição de Davi o tornou sucessor desta aliança;

Mavioso (suave, harmonioso) salmista de Israel: O seu dom musical e literário compunha a veia dócil do bravo guerreiro. Seus salmos expressam entrega completa a Deus, amadurecimento espiritual e sinceridade em sua adoração.

As últimas palavras de alguém geralmente representam o que há de mais importante e significativo. E as últimas palavras de Davi expressam a sua plena confiança em Deus e em Sua Palavra. Davi era um homem de guerra, tornando-se uma espécie de justiceiro. Era compassivo com os errantes, paciente com os irmãos e intolerante com os ímpios. Era um homem intenso e forte e, ao mesmo tempo, frágil e amoroso. Se era para chorar, o fazia com todas as suas forças. Se era para se alegrar, alegrava-se com toda a intensidade. E em um bando de homens fracassados e endividados, enxergou um exército de valentes.

Os valentes de Davi se destacavam não somente por suas obras, mas principalmente pelo amor e zelo que dedicavam ao rei. Eram homens extraordinários em força, determinação e coragem. Qualquer desafio era-lhes um privilégio cumprir. Através deles, o Senhor efetuou grandes livramentos no meio de Israel e deixou ricas lições de lealdade e altruísmo. Independente de uma classificação quanto à valentia, todos eles estavam dispostos a dar a vida em favor do rei, inclusive “Urias, heteu” (v.39), que teve a sua vida abreviada a mando daquele a quem com tanta fidelidade servia.

Assim como a vida de Davi foi cheia de altos e baixos, estamos todos na mesma condição. Os valentes de Davi atravessaram o exército inimigo para levar a água de um poço a Davi. Jesus foi “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8) para que possamos beber “de graça a água da vida” (Ap.22:17). Davi galgou fases em sua vida que o ensinaram a reconhecer a sua completa dependência de Deus. Os valentes de Davi conseguiam as vitórias porque o Senhor efetuava grande livramento. E por meio destes homens, o Senhor apontava ao plano da salvação em Cristo Jesus, que estabeleceu com os fiéis de todos os tempos “uma aliança eterna” (v.5).

Ainda que Davi e sua casa não tenham alcançado o modelo ideal de uma família bem ordenada, ele confiava na promessa divina de que o cetro nunca sairia de sua casa. E o Senhor nos fez uma promessa: “voltarei e vos receberei para Mim mesmo” (Jo.14:3). Confiemos nesta promessa “em tudo bem-definida e segura” (v.5). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, fiéis do tempo do fim!

Rosana Garcia Barros

#2Samuel23 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Samuel 22 – Comentado por Rosana Barros
29 de outubro de 2022, 0:45
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“O caminho de Deus é perfeito; a palavra do Senhor é provada; Ele é escudo para todos os que nEle se refugiam” (v.31).

O primeiro registro de um Salmo de Davi aponta para a retrospectiva de uma fé pessoal. Quando nos pastos a cuidar de suas ovelhas, não foi poupado de sofrer os revezes de seu trabalho. Ao enfrentar feras e fazer travessias perigosas em favor do rebanho, o jovem pastor aprendeu ricas e permanentes lições de confiança em Deus. Sua unção como rei de Israel pelas mãos do profeta e juiz do povo; sua vitória contra o zombador gigante; o livramento dos anos de fuga da ira de Saul; suas inúmeras conquistas em batalha; o perdão de Deus frente às suas terríveis quedas, toda a sua vida era uma clara demonstração não de sua própria capacidade, mas da misericórdia do Senhor e de Seu cuidado paterno.

Como nunca antes, Davi havia aprendido a confiar em Deus e a firmar-se em Sua Palavra. Isso não significa que nunca mais cometeria erros, mas que, mesmo que viesse a cometê-los, ele tinha a Quem recorrer. Nos versos 20 a 25, a declaração de Davi expressa a confiança que possuía no perdão divino. Não se tratava de presunção, mas de fé na verdade de que Deus havia lançado os seus “pecados nas profundezas do mar” (Mq.7:19). Neste cântico podemos ler a experiência de quem conhecia o Senhor. Ele é a Rocha segura. Ele é refúgio. Ele é salvação. Ele livra dos inimigos. Ele é julga com justiça. Ele é lâmpada. Ele é bondoso. Não foram atributos ditos para compor um cântico, mas foi um cântico composto para exaltar os atributos divinos que se mostraram muito reais na vida de Davi.

Percebam que o célebre rei de Israel não teve uma vida fácil. Foram nos momentos mais atribulados que sua fé mostrou-se preciosa. Com propriedade, Davi pôde declarar: “Na minha angústia, invoquei o Senhor, clamei a meu Deus; Ele, do Seu templo, ouviu a minha voz, e o meu clamor chegou aos Seus ouvidos” (v.7). Como necessitamos desta fé que crê em Jesus como seu Senhor e Salvador pessoal. Que descansa na certeza de que Ele nos ama e que providenciou o suficiente para que andemos em Seu caminho perfeito. Um tempo de grande angústia está bem diante de nós. A natureza geme, a iniquidade se multiplica e as infalíveis profecias das Escrituras se cumprem diante dos nossos olhos. É neste cenário que a igreja de Deus é fortemente sacudida e os soldados de Cristo enfrentam os mais difíceis, mas também os últimos e decisivos combates da fé.

Mediante sua confiança na provada Palavra de Deus, firmes na comunhão que os fortaleceu e forjou, como Davi, os fiéis da Terra seguem firmes em sua marcha, ainda que extremamente fatigados. Sobre este tempo solene, encontramos a seguinte revelação: “Foram-me mostrados os que eu antes vira a chorar e a orar com agonia de espírito. A multidão de anjos da guarda em seu redor fora duplicada, e estavam revestidos de uma armadura da cabeça aos pés. Marchavam em perfeita ordem, semelhantes a um grupo de soldados. Seu rosto expressava o tremendo conflito que haviam travado, a luta angustiosa por que haviam passado. Contudo, seu rosto, antes assinalado pela severa angústia íntima, resplandecia agora com a luz e glória do Céu. Haviam alcançado a vitória, e esta suscitava neles a mais profunda gratidão e santa e piedosa alegria” (EGW, Vida e Ensinos, p.176).

Oh, meus amados irmãos, falta pouco, falta muito pouco para o fim desta “luta angustiosa”! E nada é mais precioso, mais importante, do que mantermos nossos olhos fixos em Jesus, que sofreu a mais angustiosa das lutas para garantir-nos a vitória. Os pronomes possessivos do cântico de Davi — “meu Deus”, “minha cidadela”, “meu rochedo”, “minha salvação” — nos mostram o efeito produzido pelo amor da verdade no coração. Não podemos permitir ter nossa confiança em Deus abalada pelas circunstâncias ou afetada pelos inimigos. E isso só conseguimos mediante o agir do Espírito Santo em nosso coração. Permita que a maravilhosa obra que Ele já começou alcance o seu propósito diário até que Ele nos livre, de uma vez por todas, “do forte inimigo” (v.18). Semelhante a Davi, declaremos hoje: “Vive o Senhor, e bendita seja a minha Rocha! Exaltado seja o meu Deus, a Rocha da minha salvação!” (v.47). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, “povo humilde” (v.28) do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#2Samuel22 #RPSP

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2Samuel 21 – Comentado por Rosana Barros
28 de outubro de 2022, 0:45
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“Houve, em dias de Davi, uma fome de três anos consecutivos. Davi consultou ao Senhor, e o Senhor lhe disse: Há culpa de sangue sobre Saul e sobre a sua casa, porque ele matou os gibeonitas” (v.1).

Três anos de fome em um lugar onde o Senhor havia prometido manar leite e mel. A fartura que por anos desfrutava a nação eleita foi substituída pela escassez e secura. Mas o homem segundo o coração de Deus atentou que havia algo de espiritual naquela situação. Davi confiava plenamente nas promessas de Deus e percebeu que aqueles anos de fome eram uma espécie de aviso divino a alertar de que algo estava errado. Saul havia quebrado um juramento feito entre Israel e os gibeonitas, quase os dizimando. Apesar de terem enganado os israelitas, havia uma promessa entre eles. Os gibeonitas estariam sempre sujeitos a trabalhos forçados em Israel, mas teriam suas vidas poupadas.

Ao consultar ao Senhor e descobrir a causa dos anos de fome, Davi prontamente procurou os gibeonitas a fim de fazer-lhes justiça. A resposta daqueles estrangeiros prova o porquê Deus interviu em seu caso. Eles não exigiram riquezas nem tampouco a morte de “pessoa alguma em Israel”. Como justiceiros do Senhor, eles pediram sete homens da família de Saul para que estes fossem enforcados. Certamente, estes sete homens e sua descendência seriam uma ameaça ao trono de Davi e de seus sucessores. Aquele pedido foi doloroso para Davi que, apesar de toda a perseguição sofrida por Saul, jamais desejou-lhe o mal nem tampouco à sua família. Preservando a vida de Mefibosete, “por causa do juramento ao Senhor” (v.7), Davi entregou nas mãos dos gibeonitas todos os demais descendentes de Saul, daqueles que poderiam insurgir-se contra o seu trono. Deus delegou aos gibeonitas o que Davi não teve coragem de realizar.

Percebam que, mesmo na velhice, Davi ainda descia com seus homens à guerra. Mas ficou evidente na última peleja que era um risco desnecessário submeter o rei ao perigo de morte. Quando a fome acabou e os gigantes da Terra foram abatidos, o coração de Davi foi tomado de profunda gratidão expressa em um cântico, o qual estudaremos amanhã. Uma coisa é certa, amados: a justiça de Deus não tarda e não falha. Ela se manifesta no tempo certo e do modo certo. Aquela mãe que enxotava as aves de rapina e as feras do campo dos corpos dependurados de seus filhos, podemos dizer que representa todos os que têm sofrido ao perderem seus queridos pelo álcool, pelo tráfico, pela violência, pelas trágicas consequências do pecado.

Como verdadeiros “abutres”, muitos surgem para lançar na face da família palavras de acusação, de crítica ou olhares de reprovação. Nesses momentos de terrível angústia, esses sofredores só gostariam de alguém que, como Davi, considerassem o seu sofrimento. Ao mandar buscar os ossos de Saul e de Jônatas oferecendo-lhes junto com os demais mortos um enterro digno, Davi nos deixou uma importante lição de compaixão e de consideração pelos enlutados. Mesmo se tratando de um ato de justiça divino, Davi sabia que Deus não tem “prazer na morte de ninguém” (Ez.18:32); que o sofrimento de Rispa e dos demais familiares era o sofrimento do Senhor também. O desejo de Deus é que “convertendo-se o perverso da perversidade que cometeu e praticando o que é reto e justo, [conserve] ele a sua alma em vida” (Ez.18:27).

Portanto, amados, a fome, a morte ou qualquer outro meio de Deus praticar a Sua justiça, só sobrevém quando o homem esgota as oportunidades que do Céu lhes são dadas. Vivemos em um tempo muito solene, mediante uma mensagem urgente, às vésperas do cumprimento da derradeira promessa. Conforme as profecias, desde 1844, o primeiro anjo tem dado o seu anúncio: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7). O inimigo já dizimou inocentes demais! Este mundo padece de fome e de injustiça, e logo o Justo Juiz Se levantará “para peneirar as nações com peneira de destruição” (Is.30:28), “para realizar a Sua obra, a Sua obra estranha” (Is.28:21).

O Espírito do Senhor apela ao nosso coração, hoje: “Ouve, te peço, a palavra do Senhor, segundo a qual eu te falo; e bem te irá, e será poupada a tua vida” (Jr.38:20). Chega de guerra! Como Davi, o Senhor está vendo como estamos mui fatigados. Busquemos ao Senhor de todo o nosso coração enquanto ainda podemos encontrá-Lo, a fim de que não se apague a nossa lâmpada. Olhemos para Jesus no Getsêmani, para Seu corpo prostrado, Suas palavras agonizantes, para o anjo que O amparava, e, acima de tudo, para o amor e a justiça que se encontravam e decididamente apontavam para Aquele que seria morto em nosso lugar. Porque, como os gibeonitas não exigiram riquezas, “não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que [fomos] resgatados do [nosso] fútil procedimento que [nossos] pais [nos] legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (1Pe.1:18-19). Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, remidos pelo sangue do Cordeiro!

Rosana Garcia Barros

#2Samuel21 #RPSP

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2Samuel 20 – Comentado por Rosana Barros
27 de outubro de 2022, 0:45
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“Eu sou uma das pacíficas e das fiéis em Israel; e tu procuras destruir uma cidade e uma mãe em Israel; por que, pois, devorarias a herança do Senhor?” (v.19).

Assim como sua saída de Jerusalém, o retorno de Davi foi repleto de desafios. Definitivamente, o rei de Israel tinha muitos amigos, mas também muitos inimigos. E a rápida anuência do povo à sedição de Seba revela que Israel também estava confuso e dividido. Já no caminho, Davi teve que resolver muitas questões e, finalmente, ao chegar em casa, deparou-se com a triste situação de suas dez concubinas, vítimas do devaneio de Absalão. Aquelas mulheres não tinham mais liberdade de aparecer em público, quão grande foi o seu vexame. Davi, então, as acolheu e as sustentou, mantendo-as em discrição “até ao dia em que morreram, vivendo como viúvas” (v.3).

Com o coração magoado pela traição de Joabe com relação à morte de Absalão, Davi o ignorou dando ordens a Amasa quanto à convocação do exército de Judá. O que ele não esperava era que seu novo comandante fosse tão vagaroso, de sorte que tivesse que chamar Abisai, irmão de Joabe, para seguir com seus homens e perseguirem Seba. Aproveitando-se da ocasião, com um beijo Joabe enganou Amasa e o matou. E estava prestes a dizimar mais inocentes não fossem as palavras de “uma mulher sábia” (v.16) que, percebendo o perigo, pediu para falar com Joabe. Com a morte de Seba, “Joabe voltou a Jerusalém a ter com o rei” (v.22). E o capítulo de hoje termina com uma lista dos oficiais de Davi, sendo que “Joabe era comandante de todo o exército de Israel” (v.23). Abaixo do rei, além do sacerdócio, certamente era o cargo mais importante dadas as circunstâncias de constantes confrontos e ameaças de guerra.

Apesar de suas quedas e imperfeições, Davi também foi um tipo de Cristo. Em Seu ministério terrestre, Jesus encontrou inúmeros e incomparáveis desafios. Como Filho de Deus, poderia ter resolvido tudo num estalar de dedos. Mas como Filho de Davi, em Sua humanidade era tão dependente do Pai como qualquer outra pessoa. Em cada caso confiava na boa mão de Deus para sustê-Lo e ajudá-Lo. Tinha muitos amigos, mas também muitos inimigos. E as multidões que O rodeavam estavam confusas e divididas. Encontrou Seus irmãos cobertos de vexame e, em Sua terna misericórdia, os ensinava e curava.

Na escolha dos doze discípulos Jesus reuniu o Seu exército de valentes, composto de homens que jamais seriam escolhidos por qualquer líder religioso. Apenas um deles possuía o porte e o talento que inspirava respeito e segurança, e esse era Judas; aquele que com um beijo entregaria Jesus à morte. Assim como a mulher sábia da cidade de Abel, Cristo também tinha em Sua companhia mulheres sábias, cujo amor pelo Salvador foi demonstrado com coragem e ousadia ao acompanhá-Lo até à cruz e serem as primeiras a ver o túmulo vazio na manhã da ressurreição. Vemos que mesmo em um capítulo com tanta traição e morte, fica evidente que a vida do Rei da Glória está em toda a Escritura. Tudo aponta para Aquele que escolheu para Si um exército de homens e mulheres que, pela fé, aceitaram a maravilhosa graça de Jesus, que prometeu: “voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:3).

Logo esta guerra sangrenta terá fim. Logo não teremos mais que lidar com o sofrimento e com a morte. Logo o nosso Salvador lançará sobre a morte o manto do abismo, destruindo-a de uma vez por todas (1Co.15:26), e nos envolverá com o Seu manto de justiça para sempre (Is.61:10). Os desafios da vida que hoje nos consomem e fatigam não mais existirão. “Nunca mais se ouvirá de violência na tua terra, de desolação ou ruínas, nos teus limites; mas aos teus muros chamarás Salvação, e às tuas portas, Louvor” (Is.60:18). Não mais existirão inimigos, mas somente amigos em comum, os santos do Altíssimo, “pois o Cordeiro que Se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água viva. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (Ap.7:17). Todos nós poderemos dizer: “Eu sou um dos pacíficos e dos fiéis em Israel”, não mais pelo medo da morte, mas pela vitória em Cristo sobre ela.

Que pelo poder do Espírito Santo, nossa vida testifique do Rei Jesus, “vivendo como servos de Deus” (1Pe.2:16). Vigiemos e oremos!

Bom dia, servos do Rei da Glória!

Rosana Garcia Barros

#2Samuel20 #RPSP

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2Samuel 19 – Comentado por Rosana Barros
26 de outubro de 2022, 0:45
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“Tendo o rei coberto o rosto, exclamava em alta voz: Meu filho Absalão, Absalão, meu filho, meu filho!” (v.4).

A morte de Absalão causou uma dor profunda e uma tristeza inconsolável no coração de Davi. Na visão de Joabe, contudo, as demonstrações do luto do rei por seu filho era como se fosse uma grande desconsideração para com todos do povo que, lutando com bravura, arriscaram sua vida em favor da nação e em favor do próprio Davi. Com palavras duras e diretas, e até com ameaças de sedição, o comandante do exército de Israel praticamente obrigou o rei a sair do seu luto e assumir uma postura favorável diante do povo, que “havia fugido, cada um para a sua tenda” (v.8).

Davi atendeu às palavras de seu subordinado, mas logo assumiu sua posição de monarca ao jurar colocar Amasa no lugar de Joabe. A atitude de Joabe em matar Absalão, contrariando as ordens do rei, e sua postura ao ameaçar abandonar seu reino, deixou bem claro que sua voz advogava a favor de seus próprios interesses. Não era desígnio de Davi agir com imprudência ou usar de injustiça para com ninguém. Àquela altura de sua vida, ele só desejava fazer a vontade de Deus e andar diante dEle com integridade. Ao poupar a vida de Simei, ao repartir as posses de Saul entre Mefibosete e Ziba, ao abençoar seu idoso amigo Barzilai, o fatigado rei de Israel demonstrou seu sincero desejo pelo bem de todos.

A morte é uma intrusa que aflige a humanidade desde que o pecado entrou no mundo. Ela é uma interrupção naquilo que Deus havia criado para ser eterno. É o salário que merecemos, “porque todos pecaram” (Rm.5:12). E o luto é um processo doloroso para os que ficam e sentem a ausência dos queridos que dormem. A Bíblia nos ensina que a morte é um sono, um estado de inconsciência. Ela não fala, em lugar nenhum, de um Céu imediato para os justos, nem tampouco de um inferno em chamas eternas para os ímpios. Mas Satanás, desde o princípio, busca deturpar a verdade sobre a morte, e, como Eva, multidões têm dado ouvidos ao seu destrutivo engano: “É certo que não morrereis” (Gn.3:4), como se houvesse uma existência além da morte.

Jó 3:13, Jó 14:10-12, Salmo 115:17, Salmo 146:4, Eclesiastes 9:5 e 10, Eclesiastes 12:7, Isaías 26:19, João 5:28-29, João 11:11-14, 1 Coríntios 15:54, 1 Tessalonicenses 4:16, Hebreus 11:13, são alguns dos muitos textos bíblicos que confirmam que a morte é uma interrupção da consciência até que o Senhor desperte os mortos para a ressurreição da vida ou para a ressurreição do juízo. Na tentativa de Davi em ser justo com todos, também encontramos uma importante lição acerca do juízo divino. Não há harmonia entre a justiça de Deus e em afirmar que há ou que haverá um inferno a arder em chamas atormentando os pecadores eternamente. Primeiro, que Deus não vai eternizar o que Cristo veio destruir, que é o pecado e seus resultados. Segundo, a Bíblia diz que “já não haverá luto, nem pranto, nem dor” (Ap.21:4). Portanto, isso exclui um lugar de tormento eterno. Terceiro, a destruição final foi preparada “para o diabo e seus anjos” (Mt.25:41). Os ímpios serão ali destruídos porque não aceitaram a redenção e não se arrependeram de seus pecados.

Como explicar, então, expressões como “fogo eterno” ou “atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos”? Será que aqueles que se muito viveram, 70 ou 80 anos, vão passar a eternidade queimando, recebendo o mesmo castigo do originador de todo o mal? Se as leis humanas possuem uma dosimetria da pena, se nós, cujas justiças são “como trapo da imundícia” (Is.64:6), dosamos a penalidade conforme o ato ilícito praticado, será que Deus, que é em essência a própria Justiça, lançaria os pecadores impenitentes num lago de fogo e enxofre a arder eternamente?

Amados, o Dia do Senhor se aproxima “e arde como fornalha; todos os soberbos e todos os que cometem perversidade serão como o restolho; o dia que vem os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo” (Ml.4:1). A Bíblia afirma que haverá um lago de fogo e enxofre eterno, mas não eterno no tempo e sim, nas consequências. Deus destruirá para todo o sempre pecado e pecadores. Nunca mais o Universo terá uma mancha sequer do mal. A única lembrança que teremos do grande conflito serão as marcas que para sempre estarão no corpo do nosso Redentor. Ao olharmos para Jesus, irromperemos em louvor: “Glória ao Justo” (Is.24:16). DEle declararemos eternamente: Ele é o nosso “Senhor, Justiça Nossa” (Jr.23:6).

Logo o nosso Salvador voltará! Amém, amados? E hoje é exatamente o tempo oportuno para renovarmos a nossa aliança com Ele. A comunhão com o Senhor é o que nos concede o poder diário para com Ele perseverarmos. A verdade, que é a Sua Palavra, é o que nos ensina, nos santifica e ilumina o caminho de nossa peregrinação. A oração é o que nos enche do fôlego celestial e nos liga em mais íntima amizade com o Senhor. Não perca o privilégio da doce e sagrada comunhão! Quer despertados do sono da morte quer com vida, que Jesus nos encontre preparados para com Ele subirmos. Portanto, “prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus” (Am.4:12). Vigiemos e oremos!

Bom dia, alvos da justiça de Cristo!

Rosana Garcia Barros

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

#2Samuel19 #RPSP

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2Samuel 18 – Comentado por Rosana Barros
25 de outubro de 2022, 0:45
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“Deu ordem o rei a Joabe, a Abisai e a Itai, dizendo: Tratai com brandura o jovem Absalão, por amor de mim. Todo o povo ouviu quando o rei dava ordem a todos os capitães acerca de Absalão” (v.5).

Revigorados pela força dos suprimentos, Davi e seu exército prepararam uma investida contra Absalão e seus homens. O rei sabia que não seria uma batalha fácil, pois seus homens teriam de combater contra seus próprios irmãos. Julgou, então, que sua presença na guerra seria um meio de fortalecê-los e animá-los. Mas o povo sabia que, ao avistarem Davi, este seria o alvo da mais terrível perseguição, o que tornaria o confronto ainda mais difícil. Davi, porém, tinha outro interesse em acompanhar o povo: garantir a vida de Absalão. Ainda que acatando com a vontade do povo, suas últimas palavras antes de partirem foram ditas a todos como uma ordem real e um apelo paterno: “Tratai com brandura o jovem Absalão, por amor de mim” (v.5).

Davi apelou ao coração do povo: “Se vocês me amam, se me consideram, então preservem a vida de meu filho”. “Todo o povo ouviu” (v.5) o comovente apelo do rei e pai que não via a hora daquele pesadelo acabar. Mesmo sendo um homem acostumado à guerra, nunca imaginou ter que dar voz de batalha contra seus próprios irmãos, nem tampouco contra seu próprio filho. Contudo, acima do amor de Davi por Absalão estava o amor do Senhor por Israel. Absalão havia se tornado obstinado em sua ambição de assumir o trono de Israel e, mesmo que não fosse a vontade de Deus que ele tivesse uma morte tão cruel, Absalão teve de colher o que ele mesmo buscou, e jamais poderia assumir o lugar que o Senhor havia destinado ao Seu escolhido. Disso dependia o futuro de Israel e da linhagem da qual descenderia o verdadeiro e divino Rei vindouro.

Há um inimigo ao nosso redor pronto a romper o nosso coração com seus dardos fatais. Aproveitando-se da fragilidade humana, suas tentações têm consumido a vida de muitos que, entrando no bosque encantado de seus enganos, ficam presos pela cabeça através de ideologias e filosofias demoníacas que, se não abandonadas de pronto, tornam-se em ciladas para a morte. Mas assim como os primeiros ferimentos não foram a causa da morte de Absalão, há esperança para os que estão assim gravemente feridos pelo pecado. Antes que Satanás envie mais dez executores, Cristo apela aos corações impenitentes a fim de livrá-los da destruição. Aquele que ficou completamente preso ao madeiro, clama aos filhos dos homens de toda a parte para que se arrependam de seus pecados e preparem-se para o reino de eterna paz que Ele já nos garantiu.

Regadas à lágrimas, as comoventes palavras de Davi puderam ser ouvidas por todos: “Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão! Quem me dera que eu morrera por ti, Absalão, meu filho, meu filho!” (v.33). O mundo, porém, não pôde ouvir o choro e o clamor do Pai Celestial quando Seu único Filho foi morto pelos nossos pecados. As trevas daquele dia, o terremoto que sacudiu as estruturas de Jerusalém, o véu do santuário rasgado de alto a baixo, a ferida no corpo do Salvador a verter sangue e água, foram pequenas demonstrações da insuperável dor no coração de Deus. Enquanto dez homens executaram o maligno propósito de matar Absalão, doze legiões de anjos estavam prontas a obedecer a uma só palavra de Cristo e tirar-Lhe da ignomínia da cruz, caso Ele pedisse (Leia Mt.26:53).

A palavra evangelho, amados, significa boas-novas, boas notícias. Como Davi almejou ouvir boas-novas! Como ele desejou ouvir boas notícias! Seu coração de pai não o permitiu entrar na cidade, mas, “assentado entre as duas portas da entrada” (v.24), aguardava com expectativa alguém que lhe declarasse o evangelho. Logo, teve que ouvir: o povo venceu, mas seu filho morreu. Hoje, o evangelho do reino, o evangelho da paz, o evangelho eterno se resume no seguinte fato: porque Cristo morreu, Seu povo venceu. Porque Ele venceu a morte eterna, de graça nos oferece a vida eterna. Nestes últimos dias, em que nos aproximamos com rapidez do Dia de nosso resgate, temos o privilégio e a oportunidade dada por Deus de sermos Seus portadores de boas-novas. Na primeira visitação de Cristo, Deus enviou o Seu anjo a anunciar aos temerosos pastores: “Não temais; eis que trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo” (Lc.2:10).

Com que convicção e alegria não devemos nós, como mensageiros do evangelho eterno, proclamar ao mundo: “Eis o [Noivo]! Saí ao [Seu] encontro!” (Mt.25:6). O Pai chorou naquele fatídico dia para que possamos sorrir no glorioso Dia de Seu Filho. Olhar para Jesus, para a cruz e para o sepulcro vazio é o que torna o evangelho uma notícia sempre viva e eficaz em nossa vida, e o que nos motiva a compartilhá-lo com outros. Estude as Escrituras! Estude o espírito de profecia! Ore fervorosa e insistentemente! Clame pelo Espírito Santo! Pois estamos às portas do evento glorioso que este mundo jamais viu, mas que todo olho verá (Ap.1:7).

Estamos vivendo dias decisivos e não podemos dar ouvidos às insinuações de Satanás, que planeja fazer o mesmo que fez no passado: criar conflitos de irmãos contra irmãos. “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios” (1Tm.4:1). Sabemos que muitos se levantarão em nosso meio pregando um evangelho diferente, mas, como afirmou Paulo, “ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema”, seja maldito (Gl.1:8). Portanto, meus amados irmãos, cumpre-nos, mais do que nunca, atentarmos para o que está escrito: “Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão. Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. Porque, ainda dentro de pouco tempo, Aquele que vem virá e não tardará” (Hb.10:35-37). Vigiemos e oremos!

Bom dia, portadores de boas-novas!

#2Samuel18 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Samuel 17 – Comentado por Rosana Barros
24 de outubro de 2022, 0:45
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“[…] Este povo no deserto está faminto, cansado e sedento” (v.29).

Aitofel era um dos homens de confiança de Davi. Seus conselhos eram recebidos “como resposta de Deus a uma consulta” (2Sm.16:23). Ameaçado o trono de Davi, logo Aitofel se aliou a Absalão, e da mesma forma era considerado por este. Mas por algum motivo o seu último conselho não recebeu a mesma confiança de antes, e o crédito foi dado às palavras de Husai.

Ainda que aparentemente em situação vantajosa, Absalão desconsiderou o fato de que o povo amava a Davi, e este havia deixado em Jerusalém muitos aliados. O fato de ter profanado o leito de Davi deitando-se com suas concubinas à vista do povo e este pecado ter partido de um conselho de Aitofel, fez cair sobre ambos as consequências que eles mesmos provocaram. Como está escrito: “Faz-se conhecido o Senhor, pelo juízo que executa; enlaçado está o ímpio nas obras de suas próprias mãos” (Sl.9:16).

Apesar da mensagem recebida a tempo de escapar com “o povo que com ele estava” (v.29), Davi e o povo estavam física e emocionalmente esgotados. Ainda assim, Davi estava ciente de que era só uma questão de tempo para Absalão avançar contra ele. Precisavam renovar as suas forças e os suprimentos recebidos tiveram a sua origem de mãos movidas pelo Céu para este fim.

Diante da realidade de um mundo corrompido pelo pecado, Jesus nos deixou a seguinte advertência: “Um irmão entregará à morte outro irmão, e o pai, ao filho; filhos haverá que se levantarão contra os progenitores e os matarão” (Mt.10:21). Mas neste grande conflito onde cada família é alvo da ira de Satanás, há uma segura promessa para o fiel e cansado povo de Deus: “ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais” (Ml.4:6).

Ainda que estejamos em um deserto sobremodo fatigante, o Senhor prometeu nos dar o suprimento necessário para perseverarmos até à vitória final. Assim como aquele pequeno povo mesmo em situação desfavorável se uniu a Davi, aquele que unido a Cristo, “perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13). Você tem orado por seus filhos? Separe um horário diário para este momento de oração especial. Lembre-se de que naquele Grande Dia, nossos filhos serão a única coisa de que o Senhor nos pedirá contas. Vigiemos e oremos!

Bom dia, perseverantes de Deus!

#2Samuel17 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Samuel 16 – Comentado por Rosana Barros
23 de outubro de 2022, 0:45
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“O rei e todo o povo que ia com ele chegaram exaustos ao Jordão e ali descansaram” (v.14).

É de se admirar a atitude de Davi com relação ao que lhe disse Ziba. Com presentes, que naquele momento atendiam às necessidades do rei e de seus homens, Ziba encontrou a oportunidade de tomar para si tudo o que pertencia a Mefibosete. E mesmo sem buscar a verdade, Davi consentiu com a ambição daquele homem, quebrando a aliança que havia estabelecido com Jônatas.

Mas aquele ato de injustiça foi sucedido por uma jornada difícil e extremamente fatigante. Eis que “um homem da família da casa de Saul, cujo nome era Simei” (v.5), atirando pedras, ia “caminhando e amaldiçoando” (v.13) a Davi. Novamente, o rei mostrou uma atitude nada previsível. Diante de uma viagem carregada de insultos e de pedradas que constantemente ameaçavam a sua integridade física, Davi prosseguia em seu caminho como se nada estivesse acontecendo.

A sua perspectiva quanto à atuação divina incluía acreditar que até mesmo aquela maldição era um instrumento de Deus para puni-lo. Davi estava disposto não só a receber as bênçãos do Senhor, mas também a aceitar a Sua disciplina. Mesmo que Deus não fosse o responsável por aquela terrível perseguição, Davi era consciente de que a misericórdia divina sempre vai além de qualquer maldição.

Deus não era o autor daquela rebelião, nem tampouco da abominação cometida por Absalão com as concubinas de seu pai. Mas Ele pode permitir que o pecado revele seus efeitos. A profecia dada pelo profeta Natã a Davi quanto à vergonha pública de seu leito foi simplesmente a revelação do que futuramente aconteceria (2Sm.12:11). Davi, porém, aceitava toda a humilhação e insultos como sendo atos da justiça divina, os quais ele achava ser merecedor. E sua chegada ao Jordão, junto com o povo que o acompanhava, lhe concedeu finalmente um almejado descanso.

As ruins suspeitas e a fofoca podem nos levar à quebra do nono mandamento: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êx.20:16). Ouvir apenas um lado da história nos torna passíveis de cometer algum tipo de injustiça. Davi foi além ao aceitar presentes de Ziba em troca de sua injusta decisão, mas também deu uma forte lição de humildade e domínio próprio ao ignorar os insultos de Simei. Mostrou certo desconhecimento ao atribuir a Deus a maldição proferida por Simei, mas revelou a sua firme confiança na bondade do Senhor.

Muitos têm depositado a sua confiança em pessoas tão falíveis quanto eles mesmos. Mas tão logo percebam uma falha, a decepção torna-se bem maior do que a admiração que antes devotavam. Davi foi considerado um homem segundo o coração de Deus, mas o Senhor não nos privou de conhecer as suas quedas. Certamente, saber que um homem que adulterou, assassinou e aceitou subornos encontrou o perdão divino, nos diz que Deus está sempre disposto a perdoar todo aquele que a Ele se achega de todo o coração. Sigamos, pois, a Jesus, o nosso perfeito Modelo, confiantes de que muito em breve as nossas muitas aflições darão lugar ao eterno descanso. Vigiemos e oremos!

Feliz semana, perseverantes de Deus!

Rosana Garcia Barros

#2Samuel16 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100