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“Tinha setecentas mulheres, princesas e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração” (v.3).
Após uma trajetória grandiosa e de erguer um reino conhecido pelo nome do Senhor, Salomão fez “o que era mau perante o Senhor e não perseverou em seguir ao Senhor, como Davi, seu pai” (v.6). Ao descumprir a ordem de Deus quanto a proibição de casamentos mistos, perdeu o controle de si mesmo e o entregou às suas mulheres idólatras. Seu reino perdeu o brilho da glória de Deus e a paz que tanto valorizava estava com seus dias contados.
Em sua velhice, tornou-se uma espécie de marionete nas mãos de suas mulheres, entregando-lhes o governo de seu coração. Como um pai que ama os seus filhos e os disciplina, o Senhor permitiria que Salomão colhesse as consequências de seus pecados, mas permaneceria fiel à aliança feita com Davi, Seu servo. No fim de sua vida, Salomão teria de lidar com as ameaças de dois inimigos e com o fato de que, por sua infidelidade para com Deus, a nação de Israel sofreria uma ruptura e jamais seria a mesma.
Havia um brilho distintivo sobre Israel enquanto Salomão foi fiel a Deus. A nação começava a apresentar os primeiros raios de luz ao mundo. Sua fama não era primariamente sobre riquezas ou edifícios suntuosos, mas sobre o poder do Senhor ao qual servia. Desde a sua saída miraculosa do Egito, aos anos em que passou no deserto, Deus preparava a nação como Sua atalaia, a fim de revelar a Sua glória às demais nações da Terra. Mas a desobediência desviou o olhar dos filhos de Israel, que desejaram ser como os povos pagãos.
“São os olhos”, disse Jesus, “a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas” (Mt.6:22-23). A respeito disso, Ellen White escreveu: “É lei, tanto da natureza intelectual como da espiritual, que, pela contemplação nos transformamos. O espírito gradualmente se adapta aos assuntos com os quais lhe é permitido ocupar-se. Identifica-se com aquilo que está acostumado a amar e reverenciar” (Mente, Caráter e Personalidade, CPB, p.331).
Ao amar as suas mulheres mais do que a Deus, Salomão perdeu o Senhor de vista. Passou a ser controlado por seus gostos e desejos e a ter uma vida de adoração dividida; um perigo que uma vez instalado no coração, pode não ter mais volta. As mulheres de Salomão representam, hoje, tudo aquilo que ameaça a nossa fidelidade ao Senhor e à Sua Palavra. Tudo o que tira o nosso foco de olhar para Jesus e seguir-Lhe os passos são armadilhas de Satanás para nos desviar do bom caminho.
O apelo do Senhor para nós, hoje, é este: “Tornai-vos, pois, praticantes da Palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg.1:22).
Não seja apenas um mero entendedor, mas que sua vida seja uma “carta de Cristo”, “conhecida e lida por todos”, escrita pelo Espírito Santo, “não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações” (2Co.3:2-3). Deus deixou escrito em pedras o que deseja que esteja escrito em nosso coração (Dt.6:6). Perseveremos, pois, para a eternidade, onde não veremos o Senhor apenas “duas vezes” (v.9), mas com Ele reinaremos para sempre! Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, perseverantes de Deus!
Rosana Garcia Barros
#1Reis11 #RPSP
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“Tendo a rainha de Sabá ouvido a fama de Salomão, com respeito ao nome do Senhor, veio prová-lo com perguntas difíceis” (v.1).
Em um tempo em que não existiam redes sociais e nem mesmo jornais impressos, as notícias se espalhavam através do famoso boca-a-boca. Ao que tudo indica, Sabá ficava na região do Mar Vermelho, e pode ter sido o primeiro povo a receber a notícia de que Israel havia atravessado aquele mar a seco. Desde então, a fama daquele povo de religião monoteísta só cresceu. As informações sobre Israel eram sempre consideradas importantes, e a partir do momento em que a nação tornou-se uma monarquia, os interesses comerciais e políticos aumentaram.
A ascensão de Salomão ao trono causou grande alvoroço entre as nações. O que deveriam esperar do filho do poderoso guerreiro Davi? Na expectativa de construir pontes e evitar futuros confrontos, os reis da Terra enviavam presentes e propunham casamentos que selariam acordos de paz. Tendo conhecimento dos milagres realizados em Israel no passado, a rainha de Sabá não poderia perder a oportunidade de ver um milagre com os seus próprios olhos. Finalmente poderia tirar a prova se tudo o que havia ouvido desde a infância era realmente verdadeiro, e se Salomão satisfaria suas expectativas.
Com perguntas difíceis e questionamentos que nem os maiores sábios de seu reino conseguiram responder, a rainha “compareceu perante Salomão e lhe expôs tudo quanto trazia em sua mente” (v.2). Diante de respostas concretas, sábias e inquestionáveis, de um reino cuja glória refletia até mesmo na comida que estava na mesa e nas vestes “de seus criados” (v.5), de um templo majestoso que recebia holocaustos da verdadeira adoração, a monarca de Sabá “ficou como fora de si” (v.5). Ela literalmente ficou maravilhada! Tudo o que já tinha ouvido sobre aquele povo era verdade, e tudo quanto tinha ouvido sobre Salomão não chegava aos pés do que ela pôde ouvir e ver pessoalmente.
Sabem, amados, há muitos e muitos anos, a humanidade tem ouvido falar de pessoas, famílias e de um povo cujo Deus é o Senhor. Através da Bíblia temos acesso ao relato da criação, de como ela foi maculada pelo pecado, de como Deus elegeu um povo como Seu porta-voz na Terra, da promessa de um Salvador, de como Ele veio e deu a Sua vida para nos resgatar, e, por fim, da Sua derradeira promessa: “voltarei e vos levarei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:3). Todavia, ao invés de fazer como fez a rainha de Sabá, muitos têm se contentado apenas com o ouvir falar.
O meu comentário diário, bem como os demais são apenas como as boas notícias que chegavam a Sabá através de mensageiros. Mas a forma mais poderosa e linda de receber as boas-novas é indo ter com o Rei dos reis em audiência particular todos os dias. Abra a Sua Palavra como quem está indo em busca de respostas, pois para Deus não há nada profundo demais que Ele não possa explicar. Às vezes não é bem o que queremos ouvir, mas sempre corresponde ao que necessitamos entender. Prepare-se para fazer uma “viagem” diária ao trono da graça em seus momentos de comunhão pessoal, levando sempre o presente que Ele nos pede: “Dá-Me, filho Meu, o teu coração” (Pv.23:26).
Dentro em breve, teremos uma reação semelhante à da rainha de Sabá quando atravessarmos os portais de pérola, pois, “como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam” (1Co.2:9). O conhecimento de Deus, as edificações, a comida que era servida, as roupas que usavam e a forma como adoravam, tudo era muito diferente das demais nações. Havia um estilo de vida peculiar em Israel que deixou a rainha de Sabá deslumbrada. Enquanto aguardamos o retorno de Cristo, amados, que o mundo veja em nós não uma fama com respeito à coisas comuns e perecíveis, e sim, o modo de vida cristã genuíno, “com respeito ao nome do Senhor” (v.1). Vigiemos e oremos!
Bom dia, aqueles que amam a Deus!
Rosana Garcia Barros
#1Reis10 #RPSP
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“E o Senhor lhe disse: Ouvi a tua oração e a tua súplica que fizeste perante Mim; santifiquei a casa que edificaste, a fim de pôr ali o Meu nome para sempre; os Meus olhos e o Meu coração estarão ali todos os dias” (v.3).
Em Gibeão, o Senhor falou com Salomão em sonho e o abençoou com sabedoria e inteligência. Provavelmente, Deus tenha aparecido segunda vez a Salomão também em sonho, desta vez para responder à sua oração na solenidade do templo, confirmar com ele a aliança estabelecida com seu pai Davi, e deixar-lhe uma advertência acerca das terríveis consequências em caso de desobediência e idolatria. A sucessão do trono e a segurança da nação dependiam de um governo estabelecido sobre o sólido fundamento do “assim diz o Senhor”.
Os demais negócios de Salomão consistiam em acordos comerciais e políticos a nível internacional, e na organização da nação e de seus subordinados. Três vezes por ano oferecia sacrifícios e queimava incenso “sobre o altar perante o Senhor” (v.25), e sempre buscava formas diversas de engrandecer cada vez mais o seu reino. Contudo, o seu modo de vida começava a dar os primeiros passos para que fosse perdendo o seu prestígio na parte Norte de Israel, quando resolveu pagar o rei de Tiro com vinte de suas cidades.
Há um perigo que pode se tornar fatal por trás da fama e da riqueza. Mesmo cheio de sabedoria e de inteligência, Salomão abriu brechas em seu coração que foram minando todo o conhecimento com baixas paixões. Com as alianças internacionais através de casamentos em jugo desigual, surgiu a idolatria, e com o acúmulo de riquezas e paz nacional, o comodismo. E esses dois vilões quase significaram a morte eterna do homem mais sábio da Terra.
Às vezes não se precisa ter muito dinheiro ou uma vida devassa para cair nos mesmos pecados. Basta ter os olhos e o coração nestas coisas para tornar a vida em densas trevas. Deus espera que Seus filhos andem diante dEle “com integridade de coração e com sinceridade” (v.4). Assim como Ele santificou o templo e pôs ali o Seu nome, “esta é a vontade de Deus: a vossa santificação” (1Ts.4:3). Como templos do Espírito Santo, somos chamados a olhar para onde Jesus está hoje, como nosso Sumo Sacerdote, purificando o Santíssimo dos nossos pecados para que possamos viver a ordem divina: “Sede santos, porque Eu sou santo” (1Pe.1:16).
Jesus não vem buscar um povo perfeccionista. Mas ele vem sim buscar um povo santo. Homens e mulheres, jovens e crianças que têm buscado viver conforme a vontade do Senhor, “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). Crentes fiéis, que reconhecendo a sua condição de pecadores e destituídos da glória de Deus, permitem que o Espírito Santo faça a Sua obra diária até que seja completada no Dia de Cristo Jesus.
Não tem a ver apenas com aparência, amados. Tem a ver com essência. Porque a aparência de santidade precisa gritar para aparecer, mas a essência exala naturalmente “o bom perfume de Cristo” (2Co.2:15). Jesus disse: “Todo aquele que vem a Mim, e ouve as Minhas palavras, e as pratica, Eu vos mostrarei a quem é semelhante” (Lc.6:47). Simples assim! E até que Cristo volte e nos livre deste corpo mortal e corrupto: Vigiemos e oremos!
Bom dia, bom perfume de Cristo!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#1Reis09 #RPSP
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“Ouve, pois, a súplica do Teu servo e do Teu povo de Israel, quando orarem neste lugar; ouve no Céu, lugar da Tua habitação; ouve e perdoa” (v.30).
Terminada a edificação do templo, todo o Israel se congregou “junto ao rei Salomão na ocasião da festa” (v.2). Diante da arca do Senhor, foram oferecidos vários sacrifícios até que ela fosse colocada no lugar Santíssimo do santuário. Saindo os sacerdotes, uma nuvem espessa encheu toda a Casa, “porque a glória do Senhor enchera a Casa do Senhor” (v.11). À vista de todos, Deus deu a prova de Sua presença naquele lugar. E “estando de joelhos e com as mãos estendidas para os céus” (v.54), Salomão elevou ao Senhor uma oração e súplica em favor dos filhos de Israel e dos estrangeiros que se convertessem ao Senhor Deus.
Salomão, porém, revelou seu profundo entendimento de que nenhuma edificação humana é capaz de abrigar o Deus infinito em poder: “Eis que os céus e até o céu dos céus não Te podem conter, quanto menos esta casa que eu edifiquei” (v.27). Aquele lugar estava designado a uma finalidade que o próprio Deus confirmou: “a Minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos” (Is.56:7). E ainda que o povo se visse longe dela pelas consequências de seus próprios pecados, ou se um estrangeiro se convertesse ao Senhor, bastava orar na direção do templo e confiar na justiça e na misericórdia de Deus.
Deus sempre teve um povo para chamar de Seu. Começou com um casal no Éden; confirmou o Seu chamado à humanidade com uma família dentro de uma arca; e, através de Abraão, estendeu o Seu convite e a Sua bênção a “todas as famílias da Terra” (Gn.12:3). Como Salomão, precisamos orar e interceder, para depois levantar e abençoar. Naquele momento, Salomão não foi apenas um líder político, mas um líder espiritual que, por seu exemplo, contagiou o povo com a verdadeira alegria de servir ao único Deus que “ouve e perdoa” (v.30).
Hoje, o Senhor não tem um lugar específico na Terra para que nos voltemos para adorá-Lo, mas Aquele “que habita a eternidade”, também habita “com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (Is.57:15). Deus está em todo lugar onde há sincero e genuíno arrependimento e confissão, “pois não há homem que não peque” (v.46). Deus está em todo lugar onde há um filho Seu a clamar: “Senhor, eu não consigo, me ajuda!” Deus está ao lado de todo aquele que, dependurado na cruz de sua pecadora existência, suplica: “Jesus, lembra-te de mim quando vieres no Teu Reino” (Lc.23:42).
Mas assim como todo o Israel estava congregado em um só lugar para sacrificar diante do Senhor e celebrar a Sua bênção, o apóstolo Paulo nos deixou uma advertência para os nossos dias: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hb.10:25). Amados, não temos exemplo maior e melhor do que o do nosso Senhor Jesus Cristo, que não deixou de congregar e de Se reunir na Casa de Deus e com Seu pequeno grupo de discípulos (do qual fazia parte o traidor), mesmo sabendo que os Seus próprios irmãos iriam condená-Lo e abandoná-Lo.
Deus nos espera em nosso lugar secreto de oração e na comunhão dos irmãos. Que seja perfeito o nosso coração para com o Senhor, nosso Deus, para andarmos nos Seus estatutos e guardarmos os Seus mandamentos, como hoje o fazemos pela graça de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, até que Ele venha. Vigiemos e oremos!
Bom dia, Israel de Deus!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#1Reis08 #RPSP
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“[…] Hirão era cheio de sabedoria, e de entendimento, e de ciência para fazer toda obra de bronze. Veio ter com o rei Salomão e fez toda a sua obra” (v.14).
Grandes e suntuosos edifícios foram construídos no reinado de Salomão. Seus palácios e a arquitetura singular das edificações declaravam por si só a potência da nação no cenário mundial. Definitivamente, Salomão não poupou esforços e capital com a finalidade de construir um grande império. Mas também sabia que, quanto maior a nação, maiores as responsabilidades, e um lugar específico foi construído para julgar o povo, “a Sala do Trono” (v.7).
Para fazer todas as peças de bronze polido, Salomão mandou chamar Hirão, filho de uma israelita da tribo de Naftali com um homem de Tiro. A Bíblia destaca três qualidades nesse artesão: “cheio de sabedoria, e de entendimento, e de ciência para fazer toda obra de bronze” (v.14). Com certeza foi um homem usado pelo Espírito Santo para a realização de Sua obra. E para que o Senhor possa nos encher, como precisamos estar? Vazios, não é verdade? Precisamos nos esvaziar de nós mesmos, para que então Deus nos encha de Seu Espírito.
É impressionante a riqueza de detalhes dos objetos feitos por Hirão. Quando Deus concede um dom a quem humildemente aceita recebê-lo, isto resulta em “tesouros da Casa do Senhor” (v.51). Pois, a “manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso” (1Co.12:7). O Espírito Santo não concede o dom que escolhemos, mas nos escolhe para o dom que dará resultados para a glória de Deus. Eis qual deve ser a nossa atitude constante diante dos dons que o Senhor nos concede: “Mas agora, ó Senhor, Tu és nosso Pai, nós somos o barro, e Tu, o nosso Oleiro; e todos nós, obra das Tuas mãos” (Is.64:8). Como barro nas mãos do Oleiro, nossa vida deve ser usada como uma “fábrica” de tesouros para o Senhor.
O templo levou sete anos para ficar pronto. Os palácios levaram treze anos para serem concluídos. Enquanto vivemos, este é o tempo que Deus tem para fazer a Sua obra em nós. Permitamos que o Oleiro nos molde e nos encha do Seu Espírito, assim seremos transformados em “pedras de valor” (v.10), lapidadas por dentro e por fora, preparadas para comparecer diante da Sala do Trono da Majestade dos Céus, tendo sido justificados mediante a fé em Cristo Jesus.
Hoje, a nossa maior necessidade não é a de belas e caras construções. A nossa maior necessidade é de um despertar da verdadeira piedade e a maior necessidade do mundo é a de ser alcançado por este reavivamento. Permitamos que esta obra possa mostrar seus resultados na nossa vida e na nossa casa, e nem as maiores edificações do mundo poderão superar o brilho da igreja do Deus vivo a declarar, por preceito e por exemplo: “O Senhor logo vem!”. Vigiemos e oremos!
Bom dia, pedras vivas de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#1Reis07 #RPSP
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“E habitarei no meio dos filhos de Israel e não desampararei o Meu povo” (v.13).
O estabelecimento do templo possuía um significado muito além de um lugar de culto, mas era como um selo de pertencimento, uma pedra fundamental no meio do território que Israel já podia chamar de seu. Com toda a reverência que a Deus é devida, o santuário foi edificado “com pedras já preparadas” (v.7), de modo que não se ouvia ali ruído algum de instrumentos de ferro. E no silêncio da grande obra, “veio a palavra do Senhor a Salomão” (v.12), confirmando a aliança feita com Davi, desde que Salomão permanecesse fiel à Sua Palavra.
Aquele templo representava o desejo do Senhor em habitar no meio do Seu povo e de zelar por ele. Israel deveria contemplar não a beleza da casa de Deus, e sim a santidade do Senhor da casa. E em cada detalhe havia um importante ensinamento. Em cada compartimento e material escolhido, o povo deveria distinguir com clareza a forma didática divina de ensinar o plano da salvação. Tudo ali compreendia o fortalecimento e o preparo da nação como representante de Deus na Terra a fim de que fosse uma luz aos gentios.
Sabemos que em muitos momentos a nação falhou. Seus reis e seus líderes espirituais eram os primeiros a dar as costas ao “Assim diz o Senhor”. A corrupção, idolatria e licenciosidade tornaram Israel em trevas morais e espirituais que sobrepujavam o paganismo das demais nações. Ao introduzir costumes pagãos que julgavam ser inocentes, acabavam por velar e ignorar os claros princípios do Céu, trocando o ouro pela escória. E foi assim que, após Israel rejeitar Aquele que dizia aguardar, e assassinar o justo Estêvão, deixou de ser a nação eleita de Deus.
Como Elias, que restaurou o altar do Senhor; como João Batista, que preparou o caminho do Messias “no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado” (Lc.1:17), como templos do Espírito Santo, precisamos ser revestidos “inteiramente” (v.22) com o ouro refinado de Cristo, estabelecidos sobre a Rocha, para que a nossa luz brilhe diante do mundo para a glória de Deus (Mt.5:16).
O Senhor deseja colocar sobre nós o Seu selo definitivo de pertencimento, “como pedras que vivem” (1Pe.2:5), repreendendo os instrumentos de ferro do maligno e confirmando conosco a Sua aliança eterna. É seu desejo que o Espírito Santo realize esta obra de edificação em sua vida? O Senhor espera por você. Vigiemos e oremos!
Feliz semana, pedras vivas de Deus!
Rosana Garcia Barros
#1Reis6 #RPSP
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“Pelo que intento edificar uma casa ao nome do Senhor, meu Deus, como falou o Senhor a Davi, meu pai, dizendo: Teu filho, que porei em teu lugar no teu trono, esse edificará uma casa ao meu nome” (v.5).
A parceria que havia entre Davi e o rei de Tiro foi firmada mediante um presente de Hirão, reconhecendo o reinado do novo ungido de Israel. Hirão enviou material e mão de obra, e construiu “uma casa a Davi” (2Sm.5:11). Mediante este gesto de cortesia, Davi entendeu como sendo a confirmação do Senhor sobre o seu reino e exaltação deste, por amor a Israel. Ouvindo que Salomão estava “em lugar de seu pai” (v.1), Hirão logo tratou de enviar mensageiros ao novo rei a fim de não perder a sua relação pacífica com Israel, pois “sempre fora amigo de Davi” (v.1).
Dando início aos preparativos para a construção do templo, os milhares de homens envolvidos nesta grande obra nos concede um vislumbre de sua dimensão. A “madeira e as pedras para se edificar a casa” (v.18) foram cuidadosamente preparadas e “os chefes-oficiais de Salomão” (v.16) cuidavam para que tudo fosse executado com esmero. O templo de Salomão certamente poderia ser considerado como uma das sete maravilhas do mundo antigo. Mas esta suntuosa edificação seria destruída por Nabucodonosor quando Babilônia invadisse Jerusalém.
Apesar de se ter empregado a melhor mão de obra e os mais caros materiais no primeiro templo, o Senhor mostraria ao povo que nada neste mundo pode superar a glória de Sua presença. Quando os judeus retornassem do exílio Babilônico encontrariam apenas as ruínas do templo de Salomão. Mas com relação ao segundo templo, foi-lhes profetizado: “A glória desta última casa será maior do que a primeira, diz o Senhor dos Exércitos” (Ag.2:9). O Senhor não estava se referindo à arquitetura do lugar, mas Àquele que ali entraria. E nas palavras do justo e piedoso Simeão, ao tomar nos braços o menino Deus, a profecia de Ageu teve o seu cumprimento: “os meus olhos já viram a Tua salvação, a qual preparaste diante de todos os povos: luz para revelação aos gentios, e para glória do Teu povo de Israel” (Lc.2:30-32).
Onde há verdadeiros adoradores reunidos, unânimes no propósito de dar glórias a Deus, Ele ali Se faz presente. Mas independente do lugar onde O adoramos, Ele deseja fazer de nossa vida a Sua habitação. Como está escrito: “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito Santo habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado” (1Co.3:16-17).
Que mediante este sagrado privilégio, possamos dedicar tudo o que temos e o que somos no altar de Deus, pois estou plenamente certa “de que Aquele que começou boa obra em [nós] há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp.1:6). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado , templos do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#1Reis05 #RPSP
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“De todos os povos vinha gente a ouvir a sabedoria de Salomão, e também enviados de todos os reis da terra que tinham ouvido da sua sabedoria” (v.34).
O filho de Davi, que aos olhos humanos seria o menos promissor, foi exaltado por Deus como o mais sábio monarca de Israel. Salomão construiu um grande império, estabeleceu uma nação próspera e tornou-se o homem mais afamado da Terra. Mantinha um governo bem estabelecido e organizado, mediante a administração dividida em doze territórios subordinados a ele. Dentre os seus oficiais principais, o ministro “era amigo do rei” (v.5), e dois de seus doze intendentes eram seus genros.
O receio de Salomão diante da responsabilidade de liderar os filhos de Israel não era sem razão, visto que estes eram “numerosos como a areia que está ao pé do mar” (v.20). E para tão grande e sublime tarefa, o Senhor o capacitou na medida equivalente, pois lhe deu também “sabedoria, grandíssimo entendimento e larga inteligência como a areia que está na praia do mar” (v.29). Em matéria de aconselhamento, composição musical e conhecimento das espécies, certamente Salomão poderia ter sido o campeão de troféus do mundo antigo.
Em meio a tanta prosperidade, Judá e Israel “comiam, bebiam e se alegravam” (v.20), e “habitavam confiados” (v.25). Mas logo eles perceberiam que esta falsa tranquilidade lhes custaria um alto preço. Salomão submeteu o povo a pesados tributos e ao trabalho forçado na construção do templo e de seus palácios. Consequências que o Senhor já havia predito por intermédio do profeta Samuel, quando o povo lhe exigiu um rei: “vós lhe sereis por servos” (1Sm.8:17).
É de fundamental importância que a igreja de Deus seja organizada. O Senhor dividiu Israel em doze tribos. Salomão organizou o seu reino em doze repartições. Jesus convocou doze discípulos para auxiliá-Lo em Seu ministério. O povo de Deus precisa, hoje, de ministros que sejam amigos do Rei do Universo e líderes que amem a igreja do Senhor como a sua própria família; que não sejam conhecidos apenas por sua fama, mas por obras que testemunhem do propósito altruísta de seu chamado e de sua consagração a Deus.
Ao vislumbrar a cidade santa, João a descreveu como a cidade dos doze fundamentos, das doze portas e da “árvore da vida, que produz doze frutos” (Ap.22:2). Nem todos fomos chamados para assumir a posição de liderança na obra de Deus, mas todos fomos chamados, primariamente, como discípulos de Jesus Cristo. Não é um nome de destaque nesta Terra que vai nos garantir entrada na cidade santa, mas um nome inscrito “no Livro da Vida do Cordeiro” (Ap.21:27). Perseveremos, portanto, como discípulos de Cristo. Vigiemos e oremos, “pois a vinda do Senhor está próxima” (Tg.5:8).
Bom dia da preparação, súditos do Rei dos reis!
Rosana Garcia Barros
#1Reis04 #RPSP
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“Dá, pois, ao Teu servo coração compreensivo para julgar o Teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; pois quem poderia julgar a este grande povo?” (v.9).
De todos os dons que o Senhor concede aos que O buscam, a sabedoria é a promotora da justiça. O discernimento entre o bem e o mal não exime o homem de pecar, nem tampouco o autoriza a contemplar o mal a fim de conhecê-lo. Mas quando o mal se mostra evidente, temos duas escolhas a fazer: rejeitá-lo ou aceitá-lo. Salomão iniciou o seu reinado casando-se com a filha de Faraó e “sacrificava ainda nos altos e queimava incenso” (v.3). Apesar de suas fraquezas, o seu maior desejo era o de edificar um reino justo no temor de Deus. E isso o Senhor lhe deu a oportunidade de realizar.
Vendo o amor que Salomão Lhe devotava, o Senhor apareceu a ele em sonho e disse-lhe: “Pede-Me o que queres que Eu te dê” (v.5). Que privilégio ter diante de si a Majestade dos céus! Que privilégio ter os celeiros dos céus abertos, prontos para derramar Suas bênçãos sem medida! Do pedido de Salomão dependia não somente o bem-estar dele mesmo, mas de todas as famílias da Terra. Ao pedir um coração compreensivo para julgar, o Senhor lhe concedeu um singular “coração sábio e inteligente” (v.12). Uma dádiva que nos alcança até hoje através dos livros de Provérbios, Cantares e Eclesiastes.
Competia a Salomão, porém, obedecer às leis de Deus a fim de gozar de longevidade. Como foi com Davi, Deus desejava ser com Salomão. A sabedoria que lhe foi dada precisava manifestar-se em suas obras. Seu veredito acerca da disputa entre as duas meretrizes tornou-se afamado e sua sabedoria aclamada em todo o Israel. No entanto, seu poder de influência não poderia ser maior do que o seu desejo de servir a Deus e prestar-Lhe a devida honra. Salomão podia até ser sábio, mas suas escolhas nem sempre manifestaram isso. Pois o benefício dos dons depende do uso que fazemos deles.
Cientes desta verdade, temos nós buscado, diligentemente, pelo melhor aproveitamento dos dons espirituais? Diante da diversidade desses presentes do Céu, Paulo nos aconselha: “procurai, com zelo, os melhores dons” (1Co.12:31). Não se trata de ir em busca do que queremos para benefício próprio, mas do que Deus deseja realizar em nós para benefício do nosso próximo. Salomão pediu sabedoria para julgar o povo com prudência. E quando agimos com genuíno altruísmo, o Senhor vai além do que a nossa imaginação possa desejar, e nos diz: “até o que Me não pediste Eu te dou” (v.13).
Amados, se andarmos nos caminhos do Senhor, como Jesus andou, guardando os Seus mandamentos, Ele prolongará os nossos dias por toda a eternidade. Isto não se trata de uma barganha. Isto significa seguir as pegadas do Mestre até chegar onde Ele está e de onde nos diz: “E eis que venho sem demora, e Comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap.22:12). Como Salomão, peçamos ao Senhor um coração sábio, pois “os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente” (Dn.12:3). Permita que o Espírito Santo viva em você e você será uma fiel e sábia testemunha de Jesus, “esperando e apressando a vinda do Dia de Deus” (2Pe.3:12). Vigiemos e oremos!
Bom dia, sábios de Deus!
Rosana Garcia Barros
#1Reis03 #RPSP
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“Guarda os preceitos do Senhor, teu Deus, para andares nos Seus caminhos, para guardares os Seus estatutos, e os Seus mandamentos, e os Seus juízos, e os Seus testemunhos, como está escrito na Lei de Moisés, para que prosperes em tudo quanto fizeres e por onde quer que fores” (v.3).
Durante um curto período de tempo, Salomão dividiu a monarquia com seu velho pai. A presença de Davi lhe dava segurança, mas ele sabia que logo seria privado de sua companhia. E seguro de que logo morreria, Davi cuidou de dar as últimas e mais preciosas instruções a seu filho. O maior legado que deixaria não seria o reino, as riquezas ou o poder, mas conselhos preciosos que fariam do reinado de Salomão o mais celebrado da Terra.
Israel carecia de um líder cuja hombridade fosse a sua maior qualidade. Um homem que por sua coragem e integridade, governasse a nação mediante um exemplo pessoal de confiança em Deus e obediência à Sua Palavra; que governasse “bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito” (1Tm.3:4). Pois, sendo assim, nunca lhe faltaria “sucessor ao trono de Israel” (v.4). Davi se empenhou para inculcar na mente de Salomão conselhos que o ajudassem a não cometer os mesmos erros que ele cometeu e a manter perto de si pessoas confiáveis.
Então, “Davi descansou com seus pais e foi sepultado na Cidade de Davi” (v.10). Além da morte de Davi, o capítulo de hoje nos apresenta mais três mortes. Após um pedido malicioso, Adonias foi morto a mando de Salomão. Ao pedir por mulher a concubina de seu pai, Adonias tentou assumir, de forma traiçoeira, a mesma postura de Absalão quando se deitou com as concubinas de Davi. Joabe, porém, havia se tornado um homem fingido a fim de não perder a sua posição, matando dois inocentes. E Simei, mesmo recebendo de Salomão um indulto, descumpriu o juramento feito e teve de pagar com a própria vida.
Desde a entrada do pecado no mundo, a morte tem sido a nossa maior inimiga. Ela não escolhe credo, etnia ou condição social. Todos vivemos já condenados a morrer. Como disse Davi: “Eu vou pelo caminho de todos os mortais” (v.2). E como escreveu o próprio Salomão: “e o pó volte à terra, como o era, e o espírito [fôlego de vida] volte a Deus, que o deu” (Ec.12:7). A palavra “espírito” aqui significa vento, sopro de vida. Ou seja, o verso se refere à composição original do homem ao ser criado: “Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida” (Gn.2:7).
Quando a Bíblia diz que “Davi descansou” (v.10), é porque a morte é comparada ao descanso, ao sono. Jesus mesmo declarou, referindo-Se à morte de Lázaro: “Nosso amigo Lázaro adormeceu” (Jo.11:11). Ora, se Lázaro, que era um homem de Deus, estivesse no Céu, não faria sentido Jesus tirá-lo do Paraíso para trazê-lo de volta à Terra. A desobediência no Éden gerou uma separação entre Deus e o ser humano. A obediência de Jesus nos concedeu o penhor de que “seremos salvos pela Sua vida” (Rm.5:10). E se Ele nos deixou exemplo de como obedecer pela “fé que atua pelo amor” (Gl.5:6), é porque espera que sigamos os Seus passos.
Davi pode não ter deixado o melhor exemplo, mas Jesus, a Raiz de Davi, nos deixou o incontestável exemplo e a promessa de que “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor” (Ap.14:13). “Porquanto, o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do Arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Ts.4:16). Para os fiéis servos do Senhor a morte continua sendo um inimigo, mas um inimigo que foi derrotado na cruz e na tumba vazia. Não sejamos, pois, amados, “ignorantes quanto aos que dormem […] Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em Sua companhia, os que dormem” (1Ts.4:13-14).
Seja o clamor do nosso coração: “Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20). Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis imitadores de Cristo!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
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