Reavivados por Sua Palavra


2Samuel 16 – Comentado por Rosana Barros
23 de outubro de 2022, 0:45
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“O rei e todo o povo que ia com ele chegaram exaustos ao Jordão e ali descansaram” (v.14).

É de se admirar a atitude de Davi com relação ao que lhe disse Ziba. Com presentes, que naquele momento atendiam às necessidades do rei e de seus homens, Ziba encontrou a oportunidade de tomar para si tudo o que pertencia a Mefibosete. E mesmo sem buscar a verdade, Davi consentiu com a ambição daquele homem, quebrando a aliança que havia estabelecido com Jônatas.

Mas aquele ato de injustiça foi sucedido por uma jornada difícil e extremamente fatigante. Eis que “um homem da família da casa de Saul, cujo nome era Simei” (v.5), atirando pedras, ia “caminhando e amaldiçoando” (v.13) a Davi. Novamente, o rei mostrou uma atitude nada previsível. Diante de uma viagem carregada de insultos e de pedradas que constantemente ameaçavam a sua integridade física, Davi prosseguia em seu caminho como se nada estivesse acontecendo.

A sua perspectiva quanto à atuação divina incluía acreditar que até mesmo aquela maldição era um instrumento de Deus para puni-lo. Davi estava disposto não só a receber as bênçãos do Senhor, mas também a aceitar a Sua disciplina. Mesmo que Deus não fosse o responsável por aquela terrível perseguição, Davi era consciente de que a misericórdia divina sempre vai além de qualquer maldição.

Deus não era o autor daquela rebelião, nem tampouco da abominação cometida por Absalão com as concubinas de seu pai. Mas Ele pode permitir que o pecado revele seus efeitos. A profecia dada pelo profeta Natã a Davi quanto à vergonha pública de seu leito foi simplesmente a revelação do que futuramente aconteceria (2Sm.12:11). Davi, porém, aceitava toda a humilhação e insultos como sendo atos da justiça divina, os quais ele achava ser merecedor. E sua chegada ao Jordão, junto com o povo que o acompanhava, lhe concedeu finalmente um almejado descanso.

As ruins suspeitas e a fofoca podem nos levar à quebra do nono mandamento: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êx.20:16). Ouvir apenas um lado da história nos torna passíveis de cometer algum tipo de injustiça. Davi foi além ao aceitar presentes de Ziba em troca de sua injusta decisão, mas também deu uma forte lição de humildade e domínio próprio ao ignorar os insultos de Simei. Mostrou certo desconhecimento ao atribuir a Deus a maldição proferida por Simei, mas revelou a sua firme confiança na bondade do Senhor.

Muitos têm depositado a sua confiança em pessoas tão falíveis quanto eles mesmos. Mas tão logo percebam uma falha, a decepção torna-se bem maior do que a admiração que antes devotavam. Davi foi considerado um homem segundo o coração de Deus, mas o Senhor não nos privou de conhecer as suas quedas. Certamente, saber que um homem que adulterou, assassinou e aceitou subornos encontrou o perdão divino, nos diz que Deus está sempre disposto a perdoar todo aquele que a Ele se achega de todo o coração. Sigamos, pois, a Jesus, o nosso perfeito Modelo, confiantes de que muito em breve as nossas muitas aflições darão lugar ao eterno descanso. Vigiemos e oremos!

Feliz semana, perseverantes de Deus!

Rosana Garcia Barros

#2Samuel16 #RPSP

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2Samuel 15 – Comentado por Rosana Barros
22 de outubro de 2022, 0:45
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“Seguiu Davi pela encosta das Oliveiras, subindo e chorando; tinha a cabeça coberta e caminhava descalço; todo o povo que ia com ele, de cabeça coberta, subiu chorando” (v.30).

Como uma víbora do deserto, Absalão aguardava o momento certo para dar o bote. Político estrategista, cirandava o povo com sua beleza e seu discurso agradável. Fazia promessas, cumprimentava a todos com simpatia e os beijava; “assim, ele furtava o coração dos homens de Israel” (v.6). De forma que “tornou-se poderosa a conspiração, e crescia em número o povo que tomava o partido de Absalão” (v.12).

Quando Davi soube do ocorrido, logo percebeu que precisava fugir, e com ele foram todos os que lhe permaneceram fiéis. A lealdade de Itai, um estrangeiro, lembra a lealdade de Rute para com Noemi. Ambos colocaram em risco a sua própria vida por amor a quem os havia acolhido. E sob a constante tensão de um filho que ousou desafiar a autoridade e o governo de seu pai, houve grande comoção em Israel. “Toda a terra chorava em alta voz” (v.23).

A reação de Davi para com aquela situação foi de humilhação perante o Senhor e conformidade com a vontade divina: “eis-me aqui; faça de mim o que melhor Lhe parecer” (v.26). É provável que Davi ainda carregasse a culpa por seus erros passados, um fardo doloroso e difícil de carregar. Além disso, seu coração de pai estava dilacerado, de forma que andava “subindo e chorando”, e não havia dentre o povo que o seguia quem não chorasse também.

Muitos há que têm angariado a simpatia e confiança de outros com palavras agradáveis e promessas tentadoras. A fim de alcançar o seu objetivo, revelam uma imagem que não condiz com o conteúdo. Assim como Absalão, estão a furtar o coração dos tolos e até daqueles que, “na sua simplicidade” (v.11), ainda não perceberam a sua malícia. E pior do que ser enganado por um político secular, que tem o poder limitado de nos prejudicar, é ser enganado por um “político” religioso, cujo engano pode nos causar o prejuízo eterno.

A Bíblia é a pura revelação de Deus e a única regra de fé e prática que deve reger a nossa vida. Somente pela comunhão com a Palavra podemos fazer a diferença entre uma “campanha” para angariar membros e recursos, de um sermão assinado com um infalível “assim diz o Senhor”. Enquanto milhares abarrotam lugares visando resolver suas demandas na Terra, Deus procura Seus verdadeiros adoradores que, “subindo e chorando”, “gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela” (Ez.9:4).

De que lado você está hoje? Da falsidade e facilidade, ou da verdade e perseverança? O Senhor há de recompensar os Seus servos fiéis que têm sofrido pelos golpes do pecado. Ele nos diz: “Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes” (Sl.126:6). Eis as únicas promessas em que devemos depositar a nossa confiança: as promessas de Deus. Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, fiéis servos de Deus!

Rosana Garcia Barros

#2Samuel15 #RPSP

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2Samuel 14 – Comentado por Rosana Barros
21 de outubro de 2022, 0:45
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“Não havia, porém, em todo o Israel homem tão celebrado por sua beleza como Absalão; da planta do pé ao alto da cabeça, não havia nele defeito algum” (v.25).

Percebendo “que o coração do rei começava a inclinar-se para Absalão” (v.1), Joabe usou a dramatização da mulher tecoíta para atingir o seu objetivo, e garantir o retorno do provável sucessor do trono. O espírito guerreiro e a beleza admirável faziam de Absalão o mais forte e aclamado candidato a assumir a posição de seu pai. O seu retorno a Jerusalém, contudo, foi condicionado à privação de ver a face de Davi.

Absalão havia esperado dois anos para vingar a desonra de sua irmã, e também esperou dois anos para que seu pai o chamasse à sua presença. Após dois cortes de seu pesado cabelo e o nascimento de uma filha a quem chamou pelo nome de Tamar, como uma prova do carinho e zelo que tinha por sua irmã, Absalão, percebendo o descaso de Joabe, apelou para o vandalismo, pelo desespero de sua urgente necessidade. Ele não queria ver o rei Davi. Ele queria ver seu pai Davi.

Após ouvir a mensagem de seu filho, o rei mandou chamá-lo, e diante da humilde e comovente apresentação de Absalão, Davi o beijou. Não deve ter sido fácil para Davi passar por alto o fato de que aquele belo homem era o assassino de seu primogênito. Quando Caim matou Abel, o Senhor cuidou de afastar Caim do convívio com seus pais. Certamente, Deus poupou Adão e Eva de sentimentos que poderiam ameaçar-lhes a salvação. Mas Davi também havia sido omisso quanto à punição de Amnom, provavelmente por julgar-se moralmente incapaz de corrigi-lo, devido ao seu pecado contra Bate-Seba e Urias.

Enquanto o mundo celebra a beleza exterior, Deus exalta a interior. Certamente teríamos mais beleza na Terra se o amor prevalecesse. Com a entrada do pecado, nossos primeiros pais foram privados de ver a face de Deus. Mas um Descendente lhes foi prometido (Gn.3:15). Uma profecia lhes foi dada. E no tempo determinado, “um menino nos nasceu, um filho se nos deu” (Is.9:6). Mas, ao contrário da celebrada formosura de Absalão, Ele “não tinha aparência nem formosura […] nenhuma beleza havia que nos agradasse” (Is.53:2).

Absalão não tinha nenhum defeito físico, Jesus não tinha nenhum defeito de caráter. Absalão matou seu irmão por vingança. Jesus morreu para que Seus irmãos “tenham vida e a tenham em abundância” (Jo.10:10). Absalão usou de vandalismo para ver o pai. Na cruz, Jesus rompeu o véu que nos privava do Santíssimo, e, através dEle, podemos ter acesso ao Pai. Dentro em breve, Ele virá segunda vez e o Seu maior desejo é o de nos receber em Seu Reino com um beijo. “Mas quem poderá suportar o dia da Sua vinda? E quem poderá subsistir quando Ele aparecer?” (Ml.3:2). A Bíblia nos diz: “O que é limpo de mãos e puro de coração” (Sl.24:4). Eis a verdadeira beleza: o caráter de Cristo em nós! Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, belos aos olhos de Deus!

Rosana Garcia Barros

#2Samuel14 #RPSP

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2Samuel 13 – Comentado por Rosana Barros
20 de outubro de 2022, 0:45
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“Mal acabara de falar, chegavam os filhos do rei e, levantando a voz, choraram; também o rei e todos os seus servos choraram amargamente” (v.36).

Após a morte do primogênito de Bate-Seba e o nascimento de Salomão, o mal começou a manifestar os seus efeitos na família de Davi. Entre os costumes pagãos que Israel havia adquirido, certamente a poligamia era um dos piores. Arriscar-se por este terreno era a causa dos piores conflitos, e, mediante o exemplo dos pais, os filhos recebiam uma influência praticamente irresistível. Infelizmente não foi diferente na família de Davi.

Davi tinha muitas mulheres e concubinas, e delas teve muitos filhos. Havia rivalidade entre os irmãos, principalmente quanto à sucessão da coroa. Sendo também um estrategista político, alguns casamentos de Davi foram oriundos de acordos de paz com outros reinos; o que tornava ainda mais difícil a convivência em família e a instrução religiosa. Suas esposas traziam consigo uma carga de paganismo que, inevitável ou propositadamente, era transmitida a seus filhos.

Diante de tal realidade, Davi teve de colher as terríveis consequências de suas escolhas feitas sem a aprovação de Deus. É triste saber que inocentes sofrem pela imprudência ou pela maldade de outros. Os nossos erros, por ação ou omissão, sempre terão um impacto direto ou indireto na vida de outros. Creio que não haja uma violência pior para uma mulher do que um estupro. A beleza de Tamar tornou-se a obsessão de Amnom, que, dando ouvidos a um conselheiro malicioso e sagaz, arruinou a pureza de sua meia-irmã e assinou o seu próprio atestado de óbito.

Os rogos e o comovente apelo de Tamar não foram suficientes para aplacar o agressivo desejo carnal de Amnom. Mas conquanto a tivesse desejado antes, após o ato, “maior era a aversão que sentiu por ela” (v.15). Naquela situação vexatória, Tamar foi acolhida por Absalão, que, diante da surpreendente e revoltante omissão de Davi, aguardou friamente o tempo certo para vingar a desonra de sua irmã. Neste caso, acima de ser o rei, Davi era pai, e o seu silêncio quanto ao sofrimento da filha e quanto ao crime de seu filho lhe custou a morte deste e a fuga de Absalão. Por mais que houvesse experimentado o perdão divino, os pecados de Davi sempre lhe voltavam à memória e sentia-se desprovido de autoridade para reprovar os pecados de seus próprios filhos.

Como bem escreveu o apóstolo Paulo, vivemos em “tempos difíceis” (2Tm.3:1). Assim como a poligamia era uma estratégia maligna para destruir as famílias, hoje, o adultério, o divórcio, as uniões abomináveis (Leia Lv.18:22-23; Rm.1:24-27) são os meios que Satanás tem usado para o mesmo fim. Assim como “Jonadabe era homem mui sagaz” (v.3), há um inimigo mui sagaz, com milênios de experiência em “roubar, matar e destruir” (Jo.10:10). Portanto, amados, diante das sugestões malignas, “não faças tal loucura” (v.12), destruindo a sua vida e a vida alheia apenas para saciar as paixões carnais que têm levado milhares à morte eterna. Nesse sentido, precisamos mais do que nunca vigiar e orar, e, como Jó, desviar-nos do mal.

E se você já foi vítima da maldade alheia, “não se angustie o teu coração por isso” (v.20). Ainda que neste mundo você só tenha encontrado quem lhe machucasse e fechasse a porta, Jesus lhe diz, hoje: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:20). Aceite o convite dAquele que verdadeiramente te ama e você terá um final feliz e eterno! Vigiemos e oremos!

Bom dia, alvos da graça redentora de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#2Samuel13 #RPSP

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2Samuel 12 – Comentado por Rosana Barros
19 de outubro de 2022, 0:45
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“Então, o furor de Davi se acendeu sobremaneira contra aquele homem, e disse a Natã: Tão certo como vive o Senhor, o homem que fez isso deve ser morto” (v.5).

Sentindo-se aliviado, Davi pensou que seu pecado jazia no túmulo de Urias. Casar-se com a viúva poderia ter sido considerado como um ato de piedade à vista do povo, mas aos olhos de Deus Davi havia cometido uma grande maldade que resultaria em consequências desastrosas para ele e para sua família. O rei de Israel estava tão envolvido em seus interesses egoístas, que nem se deu conta dos terríveis pecados que havia cometido.

“O Senhor enviou Natã a Davi” (v.1). Esta ação divina que antecede o arrependimento, é uma prova inequívoca do amor incondicional de Deus. Através de uma espécie de parábola, o profeta relatou o pecado do rei. Entendendo que se tratava de fatos reais, Davi ficou furioso e prontamente decretou a sentença de morte ao transgressor. Mal sabia ele que como Urias carregou nas mãos a sua sentença injusta, ele estava proferindo o seu merecido juízo. Fico a imaginar o terrível impacto no coração de Davi e a angústia que tomou conta de todo o seu ser ao ouvir a sentença: “Tu és o homem” (v.7).

Após ouvir as palavras do Senhor através de Seu profeta, nada mais tinha a dizer, a não ser: “Pequei contra o Senhor” (v.13). O diferencial na vida de Davi era justamente um coração humilde para reconhecer os seus erros, e disposto a ser mudado. E diante de qualquer possibilidade de transformação, há um rio de graça a fluir do trono da Majestade dos Céus a nos comunicar: “Também o Senhor te perdoou o teu pecado; não morrerás” (v.13). Como Natã, não podemos nos eximir de proclamar a Palavra do Senhor, ainda que não seja a mensagem mais popular, como está escrito: “Quando Eu disser ao perverso: Certamente, morrerás, e tu não o avisares e nada disseres para o advertir do seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrerá na sua iniquidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei” (Ez.3:18).

Mas, assim como colhemos os frutos de suas devidas árvores de origem, não é diferente com as escolhas que fazemos na vida. Davi teria de lidar com as consequências de suas quedas. E, infelizmente, os mais prejudicados são os que mais amamos. A perda de seu filhinho, porém, não lhe roubou a fé em um Deus que é justo e misericordioso. O nascimento de Salomão foi a resposta de amor do Senhor: “e o Senhor o amou” (v.24).

Por mais que tenhamos de sofrer os efeitos de nossos pecados, Jesus nos oferece o Seu perdão e a certeza de que Ele já recebeu em nosso lugar o salário do pecado. Se Ele, porém, nos poupasse de sentir a dor das consequências, não conseguiríamos mensurar o quanto o pecado é nocivo e nem sentiríamos a necessidade de um Salvador. Se a resposta ao teu jejum e oração não aconteceu como você esperava, não pense que o Senhor não te perdoou, mas, como Davi, levante-se, tire as suas vestes de pranto e adore ao Senhor que deseja lhe salvar.

Assim como Jedidias significa “amado do Senhor”, pela fé, escute Jesus a lhe dizer hoje: Tu és o Meu (a Minha) Jedidias! Vigiemos e oremos!

Bom dia, amados do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#2Samuel12 #RPSP

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2Samuel 11 – Comentado por Rosana Barros
18 de outubro de 2022, 0:45
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“Uma tarde, levantou-se Davi do seu leito e andava passeando no terraço da casa real; daí viu uma mulher que estava tomando banho; era ela mui formosa” (v.2).

No tempo em que deveria estar liderando o exército de Israel em batalha, Davi escolheu permanecer no conforto de seu palácio. E enquanto seus valentes lutavam, ele dormia e passeava pelo terraço de sua imponente morada. Dali, Davi avistou uma cena que lhe encheu os olhos e turbou os sentidos. E chamando uns mensageiros, os enviou a chamar aquela que tornou-se alvo de seu obstinado desejo.

Bate-Seba não tinha a opção de rejeitar o capricho do rei, e após ser vítima da ambição sensual de Davi, foi mandada para casa como se nada houvesse acontecido. O pecado, porém, sempre manifesta suas consequências, ainda que a curto ou longo prazo. A gravidez inesperada precisava ser ocultada e Urias foi chamado para assegurar isso. Mas o que Davi não previa, aconteceu; que aquele homem íntegro permaneceria fiel ao posto de seu dever.

Frustrado o seu primeiro plano, Davi partiu para o plano B, enviando pelas mãos do inocente a sua sentença de morte. Morto Urias, Davi casou-se com a viúva, como quem estava prestando um caridoso favor. “Porém isto que Davi fizera foi mau aos olhos do Senhor” (v.27). O pecado acariciado tem sua raiz no ócio. Ao negligenciar sua função de liderar Israel em batalha, Davi colocou-se em situação vulnerável. Permitiu que seus sentidos fossem dominados pelo prazer de satisfazer os seus desejos carnais.

Nas palavras de Cristo podemos identificar o que foi amortecido na vida de Davi: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (Mt.26:41). Ao contrário de Urias, Davi abandonou o posto de seu dever e se permitiu ser governado pela concupiscência da carne. Não devemos dar lugar à tentação e nem achar que somos fortes o bastante para resistirmos à ela. Neste grande conflito, a nossa salvação não está na segurança do palácio, mas no calor das trincheiras.

Este episódio na vida de Davi nos faz lembrar de que ninguém está imune. Todos os dias o pecado jaz à porta, aguardando uma só oportunidade de concluir a sua desgraça. Ele só terá sucesso a depender de nossas escolhas. Aonde estamos neste momento? Na zona de conforto, ou lutando com nossos irmãos? Atenção, amados! Eis que o Senhor nos oferece a Sua infalível armadura! “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis” (Ef.6:13). Vigiemos e oremos!

Bom dia, soldados do exército de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#2Samuel11 #RPSP

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2Samuel 10 – Comentado por Rosana Barros
17 de outubro de 2022, 0:45
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“Sê forte, pois; pelejemos varonilmente pelo nosso povo e pelas cidades de nosso Deus; e faça o Senhor o que bem Lhe parecer” (v.12).

A cada mudança de dinastia, havia um momento de incerteza entre as nações. Os acordos que antes eram de paz podiam ser revogados, e conflitos intermitentes podiam chegar ao fim. Até então, Davi mantinha uma convivência pacífica com os amonitas, e procurou assegurar ao rei sucessor de Amom que continuasse assim.

“Mas os príncipes dos filhos de Amom” (v.3) convenceram Hanum de que os consoladores enviados por Davi não passavam de impostores que estavam buscando espiar a terra para destruí-la. E diante daquela ameaça, o rei amonita submeteu os embaixadores de Israel ao vexame de terem parte de seu rosto e nádegas descobertos, o que era uma grave ofensa. A não ser por questões de saúde ou de cerimônia de purificação, os homens de Israel conservavam suas barbas crescidas e bem asseadas.

Quando Davi soube do ocorrido, acendeu-se-lhe a ira, enviando “contra eles a Joabe com todo o exército de valentes” (v.7). Mesmo que cercados pelos inimigos, Joabe e seu irmão avançaram estrategicamente com base em dois fundamentos: confiança em Deus, “faça o Senhor o que bem Lhe parecer” (v.12); e, cooperação, “Se os siros forem mais fortes do que eu, tu me virás em socorro; e, se os filhos de Amom forem mais fortes do que tu, eu irei ao teu socorro” (v.11).

Nas palavras do Senhor a Moisés encontramos um princípio divino ativo e recorrente em todos os tempos: “como, pois, não temestes falar contra o Meu servo, contra Moisés?” (Nm.12:8). Se falar mal de um servo de Deus já Lhe provoca a ira, que dirá submetê-lo à vexame? O Senhor diz aos Seus servos: “O mau, é evidente, não ficará sem castigo” (Pv.11:21); e, “A Mim Me pertence a vingança; Eu é que retribuirei, diz o Senhor” (Rm.12:19).

Os amonitas e os siros representam “os dominadores deste mundo tenebroso […] as forças espirituais do mal” (Ef.6:12), que covarde e constantemente expõem a nossa condição vexatória como sendo imutável. Mas assim como a barba cresce e as vestes podem ser restauradas, podemos crescer em graça e ser restaurados por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Há uma obra de confiança e cooperação a ser realizada todos os dias. É um trabalho unido a Deus e ao próximo que nos levará à vitória final.

De mãos dadas com o Senhor, nossas mãos estarão estendidas para os nossos irmãos e, assim, iremos juntos para Casa. Vigiemos e oremos!

Bom dia, cooperadores de Deus!

* Mantenha com você uma folha de papel em branco ou um caderninho, e, todas as vezes que for tentado a pensar ou falar mal de alguém, escreva uma qualidade desta pessoa. Você ficará surpreso com os resultados deste simples exercício.

Rosana Garcia Barros

#2Samuel10 #RPSP

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2Samuel 09 – Comentado por Rosana Barros
16 de outubro de 2022, 0:45
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“Morava Mefibosete em Jerusalém, porquanto comia sempre à mesa do rei. Ele era coxo de ambos os pés” (v.13).

Após certificar-se de que não poderia construir um templo ao Senhor, Davi cuidou da segurança e do desenvolvimento da nação, ampliando as fronteiras de Israel através das vitórias contra os povos pagãos que ainda habitavam em Canaã. Lembrando-se da aliança feita com Jônatas, cuidou de investigar se ainda restava alguém da família de Saul para que pudesse usar de misericórdia para com ele, por amor de seu saudoso amigo.

Tomando conhecimento da existência de um filho de Jônatas, mandou chamá-lo à sua presença. Na condição em que se encontrava e pelas circunstâncias que lhe pareciam desfavoráveis, aquela deve ter sido a pior viagem da vida de Mefibosete, ou até mesmo a única viagem, tendo em vista a sua deficiência, pois era “aleijado de ambos os pés” (v.3). E diante do rei que era alvo da obstinada perseguição de seu avô, Mefibosete se prostrou “com o rosto em terra” (v.6), aguardando uma provável sentença de morte.

Qual não foi a sua surpresa, quando percebeu na voz daquele que julgava ser o autor de uma vingança, a doçura de quem lhe ditava o seu próspero e tranquilo futuro. Julgando-se “um cão morto” (v.8), foi elevado à condição de “um dos filhos do rei” (v.11). Este memorável episódio, através da atitude de Davi, da reação de Mefibosete e da graça a ele estendida, me fez lembrar da parábola das bodas. Diante da renúncia dos convidados, “o dono da casa disse ao seu servo: Sai depressa para as ruas e becos da cidade e traze para aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos” (Lc.14:21).

Muitos têm escutado o convite de graça de Cristo: “Vinde, porque tudo já está preparado” (Lc.14:17), mas as suas prioridades deixam bem clara a rejeição. Notem a ordem de prioridades de Davi: primeiro Deus; segundo, sua família e o povo; terceiro, o cumprimento de suas responsabilidades. É quando há uma quebra ou desordem neste sentido, que passamos a viver confortavelmente perdidos. Não é no estado de guerra que estamos em maior perigo, mas na “segurança” da letargia.

Enquanto muitos que professam cristianismo estão a elevar suas obras como aparentes bênçãos, esquivando-se do chamado do Espírito Santo, os que se julgam a si mesmos “cães mortos” estão sendo preparados para comer sempre à mesa do Rei dos reis. Pois “quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado” (Mt.23:12). Assim como Davi teve compaixão de Mefibosete por amor de Jônatas, naquele Grande Dia o Senhor terá compaixão de muitos por amor daqueles que por eles intercederam.

Portanto, vigiemos e oremos não somente por nós mesmos, mas também por aqueles que amamos e até por quem não merece o nosso amor. Afinal de contas, éramos todos “cães mortos”, mas a graça de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo nos elevou à estatura de filhos do Rei. Louvado seja o nosso misericordioso Deus!

Feliz semana, filhos do Rei dos reis!

Rosana Garcia Barros

#2Samuel9 #RPSP

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2Samuel 08 – Comentado por Rosana Barros
15 de outubro de 2022, 0:45
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“Davi pôs guarnições na Síria de Damasco, e os siros ficaram por servos de Davi e lhe pagavam tributo; e o Senhor dava vitórias a Davi, por onde quer que ia” (v.6).

De pastor de ovelhas a guerreiro vitorioso, Davi multiplicou suas conquistas bélicas sob a bandeira infalível: “e o Senhor dava vitórias a Davi, por onde quer que ia” (v.14). Filisteus, siros, moabitas, e as demais nações impenitentes tiveram de submeter-se ao jugo de Davi “e lhe pagavam tributo” (v.2). Entretanto, tudo o que recebia, Davi “consagrou ao Senhor, juntamente com a prata e o ouro que já havia consagrado de todas as nações que sujeitara” (v.11).

Além de instrumento de juízo aos povos pagãos, Davi também atuava como juiz em Israel, pois “julgava e fazia justiça a todo o seu povo” (v.15). Mas seu reinado não era estabelecido apenas em sua própria figura. Havia uma espécie de cúpula que o auxiliava na administração da nação, sendo que “seus filhos eram seus ministros” (v.18). Assim, “Ganhou Davi renome” (v.13), de forma que prosseguia com paciência na tentativa de expandir os limites de Israel.

Quando a guiar suas ovelhas pelos pastos das campinas, ou ao afugentar um animal selvagem; quando dedilhava sua harpa sob as copas das árvores, o filho mais novo de Jessé não imaginava que o Senhor o elegeria príncipe sobre o Seu povo. Este mesmo desconhecimento parte de muitos sobre quem o Senhor oferece Seus talentos. E como foi com Davi e com os dois servos fiéis da parábola (Mt.25:14-30), estes estão a multiplicar os rendimentos dados pelo Céu.

No emaranhado deste grande conflito, não são as disputas políticas, sociais ou religiosas que encerrarão o tempo de graça que ainda nos é estendido. Temos uma parte a desempenhar na luta contra o pecado, mas nenhum esforço humano desligado do poder divino obterá a vitória. Somente por meio de Cristo, de Sua perfeita vitória, revestidos de Sua armadura (Ef.6:10-18), podemos ser bem sucedidos por onde quer que formos. Consagre-se ao Senhor, agora! E você vencerá um dia de cada vez as batalhas que estão lhe preparando para o Dia do derradeiro triunfo. Pois eis que o vitorioso e eterno Rei vem vindo! Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, vencedores em Cristo!

Rosana Garcia Barros

#2Samuel8 #RPSP

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2Samuel 07 – Comentado por Rosana Barros
14 de outubro de 2022, 0:45
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“Sê, pois, agora, servido de abençoar a casa do Teu servo, a fim de permanecer para sempre diante de Ti, pois Tu, ó Senhor Deus, o disseste; e, com a Tua bênção, será, para sempre, bendita a casa do Teu servo” (v.29).

Os anos que antecederam a monarquia de Davi foram conturbados e desafiadores. Severamente perseguido, andava pelas montanhas e desertos desviando-se da fúria de Saul e usando de estratégias para assegurar a sua vida e de seus valentes em terras inimigas. Foi quando se deu por apercebido de sua situação confortável, “habitando o rei Davi em sua própria casa” (v.1), que a visão da tenda de Deus pareceu-lhe um grande descaso.

Chamando o profeta, segredou-lhe o seu desejo e logo foi animado a concretizar o que estava em seu coração. Natã, porém, agiu precipitadamente ao dar o aval de algo que não lhe competia. Porque nem sempre as intenções do nosso coração, por melhores que sejam, correspondem à vontade de Deus. E, “naquela mesma noite” (v.4), o Senhor lhe falou, com declarações fortes e esclarecedoras. O desejo de Davi podia ser sincero e cheio de boas intenções, mas não correspondia aos planos de Deus. Seu filho Salomão, e não ele, edificaria o primeiro templo, e a profecia messiânica confirmaria o seu trono para sempre.

A oração de Davi revela um espírito humilde e submisso, sempre pronto para aceitar a soberania divina. Sua posição e eleição não lhe foi de proveito para se impor como senhor da razão. Era consciente de sua responsabilidade como rei sobre Israel, contudo, ainda mais consciente era de seu dever como servo de Deus. Dotado de talento musical e poético, ensinou à nação eleita que a oração não é feita simplesmente de palavras, mas do privilégio de render ações de graças ao “Deus de Israel” (v.27).

Nem sempre as nossas melhores intenções estão em comum acordo com a vontade de Deus. Deve haver perfeita harmonia da ação divina com o esforço humano. Deus espera que possamos desempenhar um papel ativo na Terra, um papel que nos edifique e nos eleve à estatura de filhos da luz. Mas jamais este papel deve ultrapassar ou ignorar o irrevogável e imutável “Assim diz o Senhor” (v.5).

Creio que muitos de nós precisamos urgentemente rever os nossos conceitos religiosos e considerar com mais solene atenção o que está escrito: “as Tuas palavras são verdade” (v.28). Como foi para Davi, que todas estas palavras também sejam instrução para nós e uma bênção para o nosso lar, a fim de que este permaneça para sempre diante do Senhor, como está escrito: “Porque, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante de Mim, diz o Senhor, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome” (Is.66:22). Vigiemos e oremos!

Bom dia, servos do Deus Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

#2Samuel7 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100