Reavivados por Sua Palavra


1Crônicas 12 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
29 de dezembro de 2022, 0:45
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“Porque, naquele tempo, dia após dia, vinham a Davi para o ajudar, até que se fez um grande exército, como exército de Deus” (v.22).

Que capítulo emocionante! Vocês conseguiram imaginar cada tropa sendo conduzida a passos firmes e confiantes? Desde tropas de três mil homens, até tropas de cento e vinte mil. Todos sendo alistados no exército de Davi. “Todos estes homens de guerra, postos em ordem de batalha”; cada destacamento com suas peculiaridades importantes para a guerra, unindo um todo “unânime no propósito de fazer a Davi rei” (v.38). Afinal, a perseguição de Saul teve fim e no lugar da separação houve união. E esta união recebeu o título de “exército de Deus” (v.22). Que privilégio!

Porém, nesse processo de alistamento, Davi ficou apreensivo por causa de alguns dos que vinham da tribo de Benjamin, irmãos de Saul. Mas assim como Deus o livrou das mãos de Saul, ele confiou que o Senhor faria justiça caso neles houvesse alguma maldade. A atitude de Davi demonstra, mais uma vez, o quanto sua confiança estava depositada em Deus. E a resposta à sua inquietação não veio de Amasai, mas do Espírito Santo: “Nós somos teus, ó Davi, e contigo estamos, ó filho de Jessé! Paz, paz seja contigo! E paz com os que te ajudam! Porque o teu Deus te ajuda” (v.18).

A paz que o Senhor declarou a Davi vai muito além da noção humana do que seja paz. Não se tratava de ausência de batalhas, pois Davi ainda travaria muitas guerras. E sim, a paz em seu sentido real e divino. Enquanto vivesse, Davi experimentaria a paz que só o Senhor pode dar. Não pode haver paz em corações acalorados pela raiva, desamor e inveja. Esses foram os sentimentos que se apoderaram do coração de Saul. E quais foram os resultados desses maus sentimentos na vida dele? Primeiro, abertura para que um espírito maligno o dominasse e o atormentasse. Segundo, uma morte suicida.

Já Davi, o homem segundo o coração de Deus, prezava a união entre irmãos: “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! […] Ali, ordena o Senhor a Sua bênção e a vida para sempre” (Sl.133:1, 3); mas ele se entristecia com a desunião e falsidade: “Com efeito, não é inimigo que me afronta […] mas és tu, homem meu igual, meu companheiro e meu íntimo amigo. Juntos andávamos, juntos nos entretínhamos e íamos com a multidão à Casa de Deus […] Tu, porém, ó Deus, os precipitarás à cova profunda […]” (Sl.55:12-14, 23). A excelência da união fraternal produz bênção e vida. A desunião, tristeza e morte.

Deus está organizando as Suas fileiras, e colocando cada um de Seus filhos “em ordem de batalha” (v.38). Israel se tornou como o exército de Deus porque todos eram unânimes em proclamar a Davi como rei, e todos se uniram para ajudar e para se alegrar no partir do pão. Vocês percebem a ligação entre tudo isso e a presença do Espírito Santo? As doze tribos se uniram para realizar a vontade do Senhor, assim como Cristo elegeu doze discípulos e ensinou-lhes a estarem unidos para cumprir a missão que lhes confiou. Então, quando estavam os seguidores de Cristo, perseverando “unânimes em oração” (At.1:14), “todos reunidos no mesmo lugar” (At.2:1), o Espírito Santo foi derramado.

Amados, há uma solene e séria responsabilidade sobre a igreja de Cristo dos últimos dias no grande conflito. Fomos chamados para ser um com Ele na obra de salvar. “Ah, que bom seria se a igreja se levantasse e trajasse suas belas roupas, a justiça de Cristo!” — escreveu a irmã White — “Que mudança ocorreria em sua esfera de influência e condição espiritual! A inveja, o apontar de defeitos, as palavras ferinas, o ciúme e as dissensões, a luta por supremacia — tudo isso cessaria. A íntima simpatia com Cristo e com Sua missão de amor e misericórdia aproximaria os obreiros uns dos outros. Então não haveria a disposição para nutrir esses males, cuja condescendência é a maldição da igreja. Ao dedicar atenção à obra de salvar pessoas, seriam motivados particularmente à maior espiritualidade e pureza. Haveria união de propósito, e a salvação de vidas preciosas receberia tamanha importância que todas as pequenas diferenças se perderiam de vista por completo” (Review and Herald, 12 de outubro de 1886).

Acompanhem comigo e comparem as passagens de Atos com os versos do capítulo de hoje:

Atos 2:44 – “todos os que creram estavam juntos” (compare com os versos 18 e 22);
Atos 2:45 – “distribuindo o produto entre todos” (compare com os versos 39 e 40);
Atos 2:46 – “partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria” (compare com o v.39);
Atos 2:47 – “louvando a Deus e contando com a simpatia do povo” (compare com o v.40);
Atos 2:47 – “Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (compare com o v.22).

Percebem a fantástica ligação entre os dois relatos? Deus precisa, hoje, de “homens [e mulheres] valentes para a peleja” (v.25), que, mesmo “sendo ainda [jovens]” (v.28), ergam com firmeza o estandarte da verdade; “homens valentes e de renome” (v.30), que qual Noé, Jó e Daniel, sejam “apontados nominalmente” (v.31), e assim reconhecidos pelo mundo como “conhecedores da época, para saberem o que [o Israel de hoje deve] fazer” (v.32) a fim de estar pronto para o Dia do Senhor. Homens e mulheres “capazes para sair à guerra, providos com todas as armas de guerra” (v.33), revestidos “de toda a armadura de Deus” (Ef.6:11), “que [manejam] bem a palavra da verdade” (2Tm.2:15), sendo assim “destros para ordenar uma batalha com ânimo resoluto” (v.33), “providos para a peleja” (v.35) “e prontos para a batalha” (v.36).

Se o Israel de Deus de hoje estiver unido desta forma, como um só exército, o menor valerá por cem, e o maior por mil (v.14), na obra de proclamar “o evangelho eterno” (Ap.14:6). Se permanecermos unidos nesse propósito, segundo a Palavra do Senhor, o Espírito Santo nos tornará “destros para ordenar uma batalha com ânimo resoluto” (v.33). Como “conhecedores da época” (v.32), já é hora de despertarmos do sono; “porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11). Sigamos, pois, avante exército do Deus vivo! “Paz, paz seja contigo! […] Porque o teu Deus te ajuda” (v.18)! Vigiemos e oremos!

Bom dia, exército de Deus!

Rosana Garcia Barros

#1Crônicas12 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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Excelente!

Comentário por Silvio Fernandes




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