Reavivados por Sua Palavra


Deuteronômio 34 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
19 de julho de 2022, 0:45
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“Nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, com quem o Senhor houvesse tratado face a face” (v.10).

De uma aparição na sarça ardente à diálogos face a face, Moisés experimentou a mais íntima comunhão com Deus. O início de seu chamado, porém, não foi nada promissor. Tímido e amedrontado, por vezes procurou esquivar-se de sua missão alegando a sua notória incapacidade. Habituado à pacata vida como pastor de ovelhas, sua habilidade social era limitada à sua família e à família de sua mulher. Certamente, sua ida ao Egito após quarenta anos no deserto foi um desafio bem maior do que quando de lá havia fugido. Teria que encarar de frente o lugar de um passado que preferia esquecer.

Quarenta anos também foi o tempo em que guiou Israel pelo deserto. Como pastor, aprendeu a cultivar a mansidão, a paciência e o amor, e também a usar a vara da disciplina quando necessário. Mas nenhum dos rebanhos de ovelhas que guiou poderia ser comparado a Israel. Após tantos anos em cativeiro, muitos hábitos nocivos precisavam ser eliminados e o grande líder descobriria que teria de deixar algumas ovelhinhas pelo caminho e que nem sempre o amor do pastor é suficiente para manter a salvo as ovelhas que decidem se afastar da segurança do aprisco.

Que relacionamento pessoal e singular com Deus Moisés experimentou! Nem o seu pecado no deserto de Zim, que lhe tirou o direito de entrar em Canaã, o privou do privilégio de continuar comungando da presença pessoal do Senhor. Sua desobediência não lhe permitiu entrar na terra prometida, mas o seu arrependimento e submissão concedeu-lhe uma visão panorâmica de Canaã na companhia do próprio Deus e, uma surpresa, sem dúvida alguma, insuperável. Amparado por seu melhor Amigo, o maior profeta de Israel descansou. E assim como foi retirado do rio Nilo para uma vida terrestre de propósitos grandiosos, do coração da Terra, o Senhor o ressuscitou para propósitos eternos.

Na ocasião da transfiguração de Cristo, o próprio Moisés e também o profeta Elias, apareceram “falando com Ele” (Mt.17:3). Foi algo tão real, que Pedro se propôs a construir tendas para os profetas de Deus ali repousarem. No livro de Judas também encontramos a cena de um conflito entre Satanás e Miguel (que é Jesus) pelo corpo de Moisés (Jd.9). O que indica que em sua ressurreição, o diabo reivindicou Moisés para si por causa do seu pecado, mas, como desde a primeira batalha (Ap.12:7-9), o Senhor obteve a vitória, concedendo a Moisés a graça de desfrutar da Canaã celeste.

Amados, não há presente maior e melhor do que desfrutar da comunhão com Aquele que nos criou e que nos salvou. Andar com Deus, eis o segredo da felicidade que por tanto tempo o homem tem tentado obter pelos meios errados. Nem a sabedoria, nem a força, nem as riquezas podem preencher o espaço que foi criado para a habitação do Eterno. Porque o Senhor “pôs a eternidade no coração do homem” (Ec.3:11). Só em Jesus somos completos!

Foi no deserto de Zim que Moisés se deu conta de sua fraqueza e, quando mais se teve por indigno da graça divina, mais manifesta e real ela se tornou. Sua completa indignidade lançou a mais fulgurante luz sobre a graça revelada no plano da redenção. Ellen White escreveu: “Quando temos a compreensão de nossa fraqueza, aprendemos a confiar num poder que nos não é inerente […] Coisa alguma atinge tão plenamente aos mais íntimos motivos de conduta, como o sentimento do amor perdoador de Cristo” (O Desejado de Todas as Nações, CPB, p.493).

Podemos até cometer algum deslize como Moisés, mas se estivermos em Cristo, e a Ele confessarmos o nosso pecado, Sua forte mão nos erguerá assim como ergueu Pedro das águas. “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a Sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Os.6:3). Busque esta intimidade diária com Deus e, como a história de Moisés, a nossa história jamais terá fim. Vigiemos e oremos!

Bom dia, amigos de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Deuteronômio34 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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