Reavivados por Sua Palavra


ATOS 14 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
9 de agosto de 2021, 0:45
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“… e vos anunciamos o evangelho para que destas coisas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que há neles” (v.15).

Sob a guia do Espírito Santo, a dupla missionária continuava a sua jornada evangelística. Paulo e Barnabé aceitavam com submissão a rota de Deus e, em Icônio, “entraram juntos na sinagoga judaica e falaram de tal modo, que veio a crer grande multidão, tanto de judeus como de gregos” (v.1). Paulo mesmo escreveria mais tarde aos efésios que a nossa luta não é contra pessoas, e sim contra Satanás e seus anjos (Ef.6:12). Quando pessoas se levantam contra os servos de Deus, estão sendo apenas instrumentos do adversário. Assim como um coração contrito e quebrantado torna-se sensível à atuação do Espírito Santo, um coração endurecido e orgulhoso torna-se alvo fácil do maligno.

Mas os judeus incrédulos incitaram e irritaram os ânimos dos gentios contra os irmãos” (v.2). Ou seja, eles causaram uma grande divisão. Não mediram esforços para colocar uns contra os outros. Enquanto Paulo e Barnabé falavam “ousadamente no Senhor, O qual confirmava a palavra da Sua graça” (v.3), aqueles agentes do inimigo provocavam dissensões entre os ouvintes. E vocês têm ideia, amados, do quanto esse tipo de atitude é ofensiva a Deus? Vejamos o que escreveu o sábio Salomão: “Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a Sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contenda entre irmãos” (Pv.6:16-19).

A contenda é tão terrível aos olhos de Deus que Ele não apenas odeia, mas considera uma abominação. Sabem porquê? Porque esse foi o veículo usado por Lúcifer para fazer cair do Céu com ele terça parte da corte angelical. Porque esse pecado lembra o primeiro dia em que o Céu ficou de luto. Porque o amor de Deus foi questionado por um rebelde que com sagacidade e sutileza tentava desviar os olhos de seus companheiros da glória de Deus para as trevas do pecado. Por isso que o inimigo não está preocupado se estamos dentro da igreja, mas em que estejamos ocupados em conflitos internos enquanto ele destrói vidas dentro e fora dela.

A Bíblia diz que aquela dupla missionária não abandonou o posto de seu dever e nem se deixou desanimar. Com ousadia, permaneciam ali cumprindo a missão que o Senhor lhes confiou, até que o Espírito os enviasse a outro lugar. Ameaçados de morte, eles fugiram para outras cidades “onde anunciaram o evangelho” (v.7). Este era o grande objetivo na vida daqueles servos do Altíssimo: anunciar o evangelho. E deve ser o nosso maior objetivo também. Precisamos ser luz na vida das pessoas, e não trevas. Muitos há que pensam estar servindo a Deus com uma vida de mediocridade espiritual disfarçada de jubileu eclesiástico. Anos de igreja, amados, não é sinônimo de santidade, mas agravante de responsabilidade. E eu falo isso por experiência própria. Perdi vários anos da preciosa vida que o meu Salvador me concedeu com minha religião hipócrita e egoísta. Eu afirmava servir a Jesus, mas nem ao menos O conhecia.

Quando lembro de como o Espírito Santo me buscou, e de como me despertou de minha paralisia espiritual, me identifico com o “homem aleijado” (v.8) em Listra e as palavras de Paulo me são familiares: “Apruma-te direito sobre os pés!” (v.10). E cada vez que me deparo com situações adversas, encontro em Cristo Jesus o alívio e o conforto suficientes para prosseguir. Infelizmente, as pessoas de Listra não entenderam isso, desviando a glória de Deus para aqueles que eram apenas Seus instrumentos e dando ouvidos aos incrédulos.

Ouvi certa vez um pregador dizer mais ou menos o seguinte: “Pessoas decepcionam pessoas, mas Deus nunca nos decepciona”. Mesmo que estejamos buscando conhecer melhor a vontade de Deus em nossa vida a fim de colocá-la em prática, ainda assim falhamos. É do próprio Paulo a famosa declaração: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Rm.7:19). E quanto mais avanço na jornada cristã mais percebo o quanto eu preciso desesperadamente da graça de Jesus e de Sua justiça. Enquanto isso, Deus me chama e chama a você também, para que procuremos nos fortalecer uns aos outros, e não torcer para que o outro caia. Tendo em mente que “através de muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus” (v.22).

Se Paulo e Barnabé “voltaram” (v.21) aos lugares onde haviam sido ameaçados de morte; se mesmo gravemente ferido pelo povo, Paulo “levantou-se e entrou na cidade” (v.20). Porque permitimos que um simples desentendimento ou a apatia de alguns nos afaste da casa de Deus? Eu sei que não é fácil lidar com a indiferença ou com a maledicência, mas quando depositamos a nossa vida nas mãos do Senhor todos os dias e nEle confiamos, Ele nos dota de força e fé que nada nem ninguém pode destruir. Escolha ser uma bênção na vida de seus semelhantes. Fuja de conflitos. No que “depender de vós, tende paz com todos os homens” (Rm.12:18). E poderás voltar a qualquer lugar de cabeça erguida, na certeza de que o Espírito Santo é Quem te guia. Vigiemos e oremos!

Bom dia, mensageiros do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Atos14 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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