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“Não é Este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E não vivem aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se nEle” (v.3).
Durante trinta anos, Jesus havia convivido com a humanidade, observando suas mazelas e andando com pecadores. Destes trinta anos, pouco mais de vinte viveu em Nazaré. Antes de dar início ao Seu ministério público, o Seu caráter santo e irrepreensível se destacava entre seus irmãos e no meio de Seu povo. Suas palavras eram doces e cheias de fidelidade. Suas atitudes eram revestidas de amor e de compaixão. Mas, de qualquer forma, à vista dos Seus, Ele não passava de um bom homem que havia crescido entre eles. Diante da incredulidade de corações que não aceitaram olhar para Jesus com os olhos da fé, Sua missão foi incompreendida e Sua natureza divina rejeitada.
Ao transmitir as instruções aos doze discípulos, Cristo os advertiu acerca das dificuldades que certamente haveriam de passar. Munidos apenas de um bordão e da roupa do corpo, as primeiras duplas missionárias foram enviadas para sentir na pele as bênçãos e os desafios do trabalho missionário. Com certeza, após este período de árduo serviço e do duro golpe da notícia sobre a morte de João Batista, o coração dos apóstolos foi fortemente atribulado. Tomados pela exaustão, foram surpreendidos pelas consoladoras palavras: “Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto” (v.31). Jesus valorizou a necessidade humana do descanso. Em linguagem contemporânea, poderíamos dizer que Jesus nos convida a termos os nossos momentos “off-line” com Ele. Momentos de estar a sós com Cristo para recarregarmos as nossas “baterias”.
Contudo, muito além do cansaço físico e emocional, estava a compaixão por aqueles pelos quais tornou-Se servo. Não tendo “tempo nem para comer” (v.31), Jesus e os doze apóstolos encontravam, em cada parada, uma grande multidão de ovelhas feridas, desgarradas e necessitadas do alimento físico, emocional e espiritual. Mas ao pedir aos discípulos para alimentar as multidões, Cristo não os desafiou a fazer, por seus próprios esforços, que “cinco pães e dois peixes” (v.38) fossem alimento suficiente para todos, e sim que aquela pequena porção fosse entregue em Suas mãos. A parte que coube aos discípulos foi a de distribuir, de repartir. Ali, Jesus ensinou outra importante lição ao Seu grupo apostólico: o pouco do homem que é dedicado a Deus em benefício do próximo, torna-se em montante suficiente para quem o recebe e em lucro para quem o dá. Afinal, todos “comeram e se fartaram; e ainda recolheram doze cestos cheios” (v.42-43).
A descrença no poder de Deus e a falta de conhecimento a Seu respeito redundam em rejeição. Herodes, por exemplo, sabia que João não era uma pessoa comum, mas um “homem justo e santo” (v.20). As palavras do pregador itinerante lhe deixavam perplexo, a ponto de escutá-lo “de boa mente” (v.20). Mas a atitude de Herodes não passou de perplexidade e, permitindo ser governado por seus próprios impulsos, fez um juramento que lhe roubou a paz. Quantos há que, da mesma forma, têm ouvido as verdades da Palavra de Deus com a mesma animosidade, mas que, por não tomarem uma firme decisão, cambaleiam “como ovelhas que não têm pastor” (v.34) para um abismo sem volta. Jesus não pode fazer milagre onde existe resistência. Quantas vezes não tentamos conduzir a nossa vida lutando por conta própria contra os ventos desta vida, enquanto Jesus está bem à nossa frente, a nos dizer: “Tende bom ânimo! Sou Eu. Não temais!” (v.50).
Até mesmo os discípulos estavam vulneráveis a endurecer o coração (v.52). Ninguém está imune, amados. Mas o Maravilhoso Conselheiro nos ensinou a receita contra esta enfermidade cardíaca: servir uns aos outros. Ao enviar os discípulos para ensinar, ao proporcionar-lhes a obra de distribuir o alimento à multidão, ao compelir-lhes “a embarcar” (v.45) e permitir que compartilhassem daqueles momentos de turbulência, Jesus estava lhes ensinando a sábia lição do serviço altruísta. Afinal de contas, Ele mesmo afirmou: “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35). Que as Escrituras não sejam em nossa vida motivo de perplexidade, mas a Palavra de Deus viva que continue nos conduzindo ao pleno conhecimento do nosso Senhor Jesus Cristo e a uma vida de discipulado com Ele, por meio de Seu Espírito. Vigiemos e oremos!
Bom dia, discípulos de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Marcos6 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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MARCOS 6 – Quanto mais Jesus revelava Sua natureza pelos Seus feitos, mais crescia a incredulidade contra Ele. Quanto mais bondade o Messias demonstrava pelos Seus atos, mais a maldade erguia-se para opor-Lhe.
“O capítulo 5 de Marcos apresenta o triunfo da fé, enquanto o capítulo 6 registra a tragédia da incredulidade. O capítulo 5 de Marcos é um marco luminoso do poder de Jesus no meio da escuridão da miséria humana. Vemos nele o triunfo de Cristo sobre o diabo, a doença e a morte. Agora, no capítulo 6, vemos a incredulidade dos nazarenos, de Herodes e dos próprios discípulos” (Hernandes Dias Lopes).
• Jesus sofreu rejeição em sua própria casa; pela incredulidade das pessoas muitas coisas que poderiam ser feitas não foram realizadas. Contudo, Jesus treinou Seus discípulos a fim de infiltrarem na sociedade com o evangelho (vs. 1-3).
• Jesus foi rejeitado quando foi rejeitado o Seu precursor. João Batista, que preparava o caminho para Jesus, fora preso e degolado por falar a verdade num ambiente de imoralidade. Após isso, Jesus almejou passar um momento isolado visando à reflexão (vs. 14-32).
Embora Jesus precisasse descansar, muitas vezes não conseguiu. Se Ele precisava descansar, quanto mais nós que somos fracos e limitados! Para nossa restauração física, desde a criação Deus nos deixou a noite para descanso diário e, o sábado para descanso semanal. Além disso, creio que férias familiares são de suma importância para renovação das forças e energias.
“O cansaço físico e o esgotamento emocional sinalizam a necessidade do descanso. É nesse contexto que os discípulos saem com Jesus para um lugar deserto, com o propósito de descansarem… Ao desembarcarem, porém, uma numerosa multidão segue Jesus, porque tinham visto os sinais que ele fazia na cura dos enfermos” (Lopes).
• Por causa da busca da multidão, Jesus não conseguiu ter Seu momento de reflexão. Ele Se compadeceu e atendeu física, emocional e espiritualmente a multidão que O procurou. Após terminadas as atividades do dia e despedida à multidão, Jesus insistiu num tempo de solidão. Depois de renovado foi ter com Seus discípulos por sobre as águas e os ensinou a vencer a incredulidade (vs. 45-52).
• A multidão procurava Jesus apesar dos incrédulos (vs. 53-56).
A incredulidade ainda impera arrogantemente em nossa sociedade – aprenderemos a desenvolver fé com os ensinos de Jesus? – Heber Toth Armí.