Reavivados por Sua Palavra


MARCOS 12 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
7 de junho de 2021, 0:45
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“Respondeu-lhes Jesus: Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus?” (v.24).

De uma parábola a uma situação da vida real, este capítulo reforça o princípio da fidelidade a Deus e aos homens. A fim de restaurar a Sua aliança tantas vezes quebrada por Israel, o Senhor enviou os Seus servos, os profetas, “dos quais espancaram uns e mataram outros” (v.5). Geração após geração Deus levantava os Seus atalaias com mensagens de advertência e de juízo, e seus líderes eram os primeiros a rejeitar a Palavra do Senhor. Desta forma, ao enviar ao mundo “Seu Filho amado” (v.6), pela dureza de seus corações fizeram com Ele pior do que fizeram aos profetas, matando-O e atirando-O “para fora da vinha” (v.8) como um indigente. Na ambição de construir um reino, rejeitaram “a principal pedra, angular” (v.10).

A notoriedade da sabedoria de Jesus e de Seus ensinamentos era constantemente ameaçada por perguntas formuladas com vistas a fazê-Lo tropeçar nas próprias palavras. O ódio nacional contra Roma, pelos encargos que tinham de se submeter, principalmente quanto aos encargos tributários, era o combustível principal dos líderes judeus; ódio que era transmitido ao povo em forma de interpretações das Escrituras conforme suas expectativas quanto ao Messias como um líder militar e político. Ao ouvirem de Jesus: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (v.17), “muito se admiraram dEle” (v.18), mas não podiam aceitar que Aquele fosse o Ungido de Deus que os livraria do jugo romano. Com os olhos fixos em um reino terreno, perderam de vista o “reino de Deus” (v.34).

Os saduceus, por outro lado, tinham a ressurreição como seu objeto de debate favorito. Descrentes sobre a ressurreição, apresentaram a Jesus o fundamento arenoso de sua crença: suas próprias conclusões a respeito do que “Moisés nos deixou escrito” (v.19). A Bíblia fala a respeito de duas ressurreições: “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno” (Dn.12:2). Quando o Senhor voltar em glória, “os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Ts.4:16). “Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos” (Ap.20:5). “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a Sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (Jo.5:28-29).

O “Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó” (v.26), “não é Deus de mortos, e sim de vivos” (v.27). Esses patriarcas que hoje dormem no pó da terra um dia ouvirão a mesma voz que despertou Lázaro do sono da morte (Jo.11:43). Pois aqueles que morrem em Cristo foram salvos da morte eterna e logo serão despertados para encontrar o “Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts.4:17). A ressurreição de Jesus e Sua vitória sobre a morte é a nossa garantia de que “nem a morte […] poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:38, 39). Paulo também escreveu que “se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. […] Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” (1Co.15:17, 19).

O nosso amor, serviço e fidelidade, portanto, devem ser dedicados Àquele que não nos prometeu um reino aqui nesta terra de pecado, mas um reino eterno em uma terra renovada e purificada (Ap.21:1). O grande mandamento que deve estar escrito nas tábuas de nosso coração consiste em amar a Deus e ao nosso próximo não pelos critérios humanos, mas acima de “todos os holocaustos e sacrifícios” (v.33), acima de toda tentativa de justificação própria (v.40). Pois a fidelidade não é uma barganha com Deus, e sim uma resposta de gratidão ao Deus que nos salvou e que, por Sua graça e bondade, promove a transformação do nosso caráter um dia de cada vez.

A genuína compreensão das Escrituras resulta na “fé que atua pelo amor” (Gl.5:6). É uma obra divina, e não humana. A nossa parte é a de, como aquele escriba, aceitar e crer: “Muito bem, Mestre, e com verdade disseste” (v.32). Assim fazendo, Jesus nos diz: “Não estás longe do reino de Deus” (v.34). Está na hora do povo que se chama pelo nome de Deus parar de oferecer a Ele do que lhe sobra e colocar tudo o que possui no altar do Senhor. Não entendam mal, amados. Não falo aqui de recursos materiais, mas de uma vida de fidelidade integral. Quando compreendemos que Deus nos enviou o Seu Filho amado como oferta em nosso lugar, os recursos materiais já não são mais motivo de preocupação, e, como a “viúva pobre” (v.42), ofertar se torna um ato voluntário de amor ao Deus que nos salvou.

Logo o nosso Senhor voltará. Quer vivos, quer ressuscitados, que possamos ouvir naquele grande Dia: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor” (Mt.25:21). Vigiemos e oremos!

Bom dia, servos fiéis de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Marcos12 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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