Reavivados por Sua Palavra


LEVÍTICO 16 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
26 de janeiro de 2019, 0:30
Filed under: Sem categoria


“Porque, naquele dia, se fará expiação por vós, para purificar-vos; e sereis purificados de todos os vossos pecados, perante o SENHOR” (v.30).


Todos os dias, pela manhã e no final da tarde, dois cordeirinhos eram sacrificados no tabernáculo como oferta pelos pecados de Israel. Todos os dias, também, o sacerdote entrava no lugar santo do santuário para queimar o incenso, que representava as orações do povo. O capítulo de hoje fala sobre um dia especial, um feriado anual chamado Dia da Expiação, em hebraico, “Yom Kippur”. Neste dia acontecia o que não podia ser feito em nenhum outro: o sumo sacerdote entrava no lugar Santíssimo. Lembram? Aquele terceiro compartimento do santuário em que ficava a arca da aliança com as tábuas da lei. Era um dia de purificação. Durante todo o ano os filhos de Israel haviam levado seus pecados para o tabernáculo. Neste dia era realizada uma expiação, uma espécie de “limpeza” do santuário.

Dois bodes eram trazidos e sobre eles eram lançadas sortes. Um seria o bode expiatório, ou seja, o bode da purificação. Sobre este bode não seria lançada culpa, mas, sem culpa alguma, seria morto e seu sangue era aspergido no lugar Santíssimo representando a Cristo, o Inocente que Se ofereceu em sacrifício por nós. Já sobre o bode emissário ou Azazel, cujo significado é “demônio do deserto”, eram lançadas todas as iniquidades do povo e levado para fora do arraial, em local distante, e lá era solto vivo no deserto. Ou seja, demônio, que merecia receber toda a culpa, lançado vivo no deserto à sua própria sorte. É praticamente uma ilustração apocalíptica.

Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Mas, apesar de receber sobre Si as nossas iniquidades, Ele morreu sem culpa. Ele não merecia tal condenação. Porém, o Seu sangue tinha que ser derramado para que tivéssemos vida, para que fôssemos purificados, ou seja, o bode expiatório. Existe, porém, uma criatura na qual se originou o pecado e que, um dia, receberá a culpa merecida por todas as iniquidades (bode Azazel), sendo lançado vivo nesta terra que estará desolada como um deserto durante mil anos. A Bíblia diz que, após o retorno de Cristo, Satanás ficará aqui por um período de mil anos sem ter a quem tentar, ou seja, num verdadeiro deserto (Ap.20:1-3). O Dia da Expiação representava, portanto, algo grandioso. Era uma sombra daquilo que um dia se tornará realidade. Cristo virá e trará purificação sobre os Seus filhos e Satanás receberá a sua primeira condenação.

Um dia, todos nós compareceremos perante o tribunal de Cristo (1Co.5:10). Conforme Daniel 8:14, desde 1844 vivemos no dia da expiação profético. Jesus Se encontra, hoje, no lugar Santíssimo do santuário celeste intercedendo por cada um de nós. É tempo, pois, de afligirmos a nossa alma; de nos consagrar para encontrarmos com o nosso Deus. Hoje é o dia de buscarmos esta purificação. Nas palavras de Guilherme Müller: “Hoje, e hoje, até que Ele venha”. E semelhante à ordem estabelecida a Arão para entrar no Santíssimo três vezes, primeiro indo ao Senhor com o incensário, depois oferecendo sacrifício por ele e pela sua família, e, por último, pelos pecados de todo o povo, precisamos obedecer esta ordem em nossa jornada para o Céu:

  1. Deus;
  2. Eu e minha família;
  3. Todos os demais.

Em obedecermos a esta lógica divina há bênçãos sem medida. Nosso Pai do Céu tanto nos amou que entregou o Seu único Filho, o Inocente, por mim e por você (Jo.3:16). Não há maior amor do que este! Aceite, hoje, este amor incondicional que espera ansiosamente pelo Dia em que nos levará “para o Reino do Filho do Seu amor” (Cl.1:13)

Feliz sábado, amados do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Levítico16 #RPSP

Comentários em áudio:
https://www.youtube.com/user/nanayuri100
https://www.youtube.com/channel/UCzzqtmGdF4UqBopc6CRiqLA


2 Comentários so far
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Cara irmã Rosana Garcia Barros, sobre o bode Azazel é de bom alvitre considerarmos o comentário adventista do sétimo dia, que não se arriscou a dizer que o tal bode representa Satanas, embora tudo pareca indicar que sim. O problema nesta interpretação é que ela nos leva a concluir que Satanás carregará nossos pecados, em contraste com as várias citações bíblicas que afirmam que Cristo carregou nossos pecados, Se fazendo Ele pecado por nós, sofrendo a morte vicaria como nosso substituto!

Comentário por António dos Santos Neto

Uma análise detida de Levítico 16, à luz da tradição judaica, revela que o “bode emissário” (hebraico Azazel) é um símbolo de Satanás (e não de Cristo). Essa identificação é sugerida por Levítico 16:8, onde o bode “para Azazel” é mencionado em oposição ao bode “para o Senhor” (Bíblia de Jerusalém), e confirmada pela literatura pseudoepígrafa, onde Azazel é consistentemente descrito como um ser demoníaco e líder das forças do mal (I Enoque 8:1; 9:6; 10:4-8; 13:1; 54:5 e 6; 55:4; 69:2; Apocalipse de Abraão 13:6-14; 14:4-6; 20:5-7; 22:5; 23:11; 29:6 e 7; 31:5). Mesmo não aceitando essa literatura como inspirada, é interessante notarmos que I Enoque 54:4-6 fala sobre o futuro aprisionamento dos “exércitos de Azazel”, para serem lançados na fornalha de fogo do “grande dia do juízo”, em termos muito semelhantes ao relato do aprisionamento e castigo final de “Satanás” mencionado em Apocalipse 20. Não é sem motivo que, de acordo com A. E. Cundall, “a maioria dos eruditos aceita que Azazel é o líder dos espíritos maus do deserto” (The Zondevon Pictorial Encyclopedia of the Bible, vol. 1, p. 426).

Embora, em sentido amplo, o próprio dia em que era realizada a purificação anual do santuário fosse chamado de “Dia da Expiação” (Lv 23:27 e 28) e o “bode emissário” ser considerado como parte do abarcante processo expiatório (Lv 16:10), não podemos atribuir a esse bode prerrogativas salvíficas e nem considerá-lo uma espécie de co-redentor com o outro bode. Levítico 16 é claro em afirmar (1) que uma expiação prévia por Arão “e pela sua casa” era efetuada pelo sacrifício de um “novilho” e pela aspersão do seu sangue (versos 11-14); (2) que a “expiação pelo santuário” era realizada pelo sacrifício do “bode da oferta pelo pecado” e pela aspersão do seu sangue (versos 15-19); (3) que o cerimonial envolvendo o bode emissário só iniciava após o término da “expiação pelo santuário, pela tenda da congregação e pelo altar” (versos 20-22); e (4) que outra “expiação” específica pelo sumo sacerdote “e pelo povo” ocorria através do oferecimento de holocaustos, após o bode emissário ser libertado vivo no deserto (versos 23-25). Uma vez que a expiação pelo pecado só ocorria através do “derramamento de sangue” (Hb 9:22; Lv 17:11), e que o bode emissário não era sacrificado (Lv 16:21 e 22), cremos que a função desse bode era simbolicamente punitiva e não redentiva.

Por outro lado, pretender que o “bode emissário” é um símbolo de Cristo significa desconhecer as funções distintas dos dois bodes mencionados em Levítico 16, bem como atribuir características nitidamente demoníacas a Cristo. Não podemos jamais esquecer de que Cristo é descrito nas Escrituras como havendo sido feito “pecado” apenas pelos seres humanos (I Co 5:21), mas nunca por Satanás ou por qualquer dos demais anjos caídos (Jo 14:30; Jd 6).
Albert R. Timm
Fonte: Sinais dos Tempos, outubro de 1998, p. 29

Comentário por Ivan Barros




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