Reavivados por Sua Palavra


LEVÍTICO 10 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
20 de janeiro de 2019, 0:30
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“Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do Senhor, o que não ordenara” (v.1).


De todas as experiências vividas desde o Egito, certamente esta foi a mais difícil para Arão. Eleito por Deus como líder espiritual da nação de Israel, ele e seus filhos foram consagrados para assumir a primeira geração de sacerdotes do Senhor. Deus lhes colocara em posição privilegiada, mas que também demandava uma imensa responsabilidade. Este episódio levanta alguns questionamentos: Se Deus sabia que Nadabe e Abiú não seriam fiéis, porque não os exclui da eleição? Eles tiveram a oportunidade de se arrepender? Por que o Senhor foi tão severo em Seu juízo? Não poderia haver um jeito diferente de resolver a situação?

A Bíblia não relata mais detalhes acerca deste incidente, mas a morte prematura daqueles recém-sacerdotes indica não apenas a importância do sacerdócio para Deus, mas também de como a Sua adoração é conduzida. O fogo no santuário era uma manifestação de Deus no meio do Seu povo, um sinal de Sua aprovação aos sacrifícios ali oferecidos, e a expressão “fogo estranho” simbolizava a tentativa humana em acrescentar os seus esforços no plano divino. Nadabe e Abiú permitiram que seus corações fossem tomados pelo orgulho de sua função, acrescentando à adoração talvez o que lhes fosse mais conveniente e agradável, fazendo o que o Senhor “não lhes ordenara” (v.1).

Basta uma leitura superficial deste capítulo para que muitos pintem uma tela de um Deus carrasco que tinha prazer em fulminar pecadores. Atentando, porém, para o contexto da época, pela necessidade geral e urgente de educar um povo para fazer “diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo” (v.10), fica mais fácil de entender as medidas que o Senhor teve de tomar a fim de preservar toda uma nação. Apesar das muitas deficiências e limitações daquele povo, era dele que viria o Messias, o Salvador do mundo. O Senhor precisava intervir e impedir que a insensatez daqueles recém-sacerdotes fosse causa de apostasia entre o povo.

O silêncio de Arão diante de tão terrível tragédia familiar marcou o início de seu sacerdócio com o derramamento de sangue mais difícil de seu ministério. Ele pôde sentir a agonia que Deus Pai sentiria quando contemplasse a morte de Seu Unigênito. Arão não pôde chegar perto dos corpos de seus filhos e nem sequer pôde chorar ou observar o período e rituais de luto. Deveria permanecer no tabernáculo com os filhos que lhe restaram somente a ouvir e contemplar a lamentação de “toda a casa de Israel” pelo “incêndio que o Senhor suscitou” (v.6). Quão machucado não deveria estar o coração do velho sacerdote! Como comer das ofertas daquele dia diante de tamanho infortúnio?

Sabem, amados, em matéria de adoração Deus não abre mão de que sejam observados os princípios por Ele estabelecidos em Sua Palavra. Em nenhum outro momento da vida de Jesus encontramos Ele reagindo de forma tão enérgica quanto quando expulsou os cambistas do pátio do templo. O local designado para adorá-Lo deve ser um lugar onde tão somente o resultado seja a verdadeira adoração através da manifestação do fogo do Espírito. Quando o homem age pelo impulso de suas próprias paixões e vontades, confundindo adoração com sensações, está acendendo “fogo estranho” em lugar sagrado, incitando a ira de um Deus que é “Santo, Santo, Santo” (Ap.4:8).

Nunca a igreja viveu um momento tão crítico e confuso como este em que vivemos. Assim como na época de Jesus, há uma clara divisão de grupos erguendo bandeiras: a do extremismo, e a do liberalismo. E neste conflito interno muitos têm esquecido da única Bandeira que deveríamos defender: “O Senhor É Minha Bandeira” (Êx.17:15). Arão sofreu a morte de seus filhos, mas o Senhor a sofreu muito mais. Deus não tem “prazer na morte de ninguém” (Ez.18:32), mas o homem “cruel a si mesmo se fere” (Pv.11:17). Estamos diante de uma guerra bem maior que envolve vida ou morte eterna, e Satanás tem feito de tudo para distrair a igreja de Deus com guerrinhas sem sentido enquanto há um mundo que necessita ver em nós os resultados do “Assim diz o Senhor”.

Precisamos usar de muito cuidado e zelo para com a nossa adoração ao Senhor. Mas não podemos fazer disso uma desculpa para ferirmos uns aos outros ainda que fique notória a reprovação divina. Lembrem que a morte de Nadabe e Abiú não deveria despertar no povo um espírito justiceiro, mas misericordioso: “vossos irmãos, toda a casa de Israel, lamentem o incêndio que o Senhor suscitou” (v.6). O Senhor está à procura de Seus verdadeiros adoradores. Homens e mulheres que estejam dispostos a deixar de lado sua própria vontade para adorá-Lo, mas que façam isto movidos pelo amor de Deus que os impulsiona a amar seus semelhantes. Se aceitarmos, hoje, a Jesus como o nosso Advogado, não precisaremos temê-Lo quando Ele vier como Juiz.

Feliz semana, verdadeiros adoradores!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Levítico10 #RPSP

Comentários em áudio:
https://www.youtube.com/user/nanayuri100
https://www.youtube.com/channel/UCzzqtmGdF4UqBopc6CRiqLA


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