Reavivados por Sua Palavra


Mateus 25 by Jeferson Quimelli
26 de novembro de 2014, 0:30
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Comentário devocional:

Após a descrição da Segunda Vinda e dos sinais que a anteciparão, Jesus dá uma série de ilustrações para destacar certas coisas a respeito da Segunda Vinda em si. Esta série de comentários começa em Mt 24:32 e continua através de Mateus 25.

Dois temas importantes se destacam nestas declarações. Primeiro é o tema da data da vinda e a surpresa associada. Se por um lado ninguém sabe o dia nem a hora (24:36), por outro podemos saber que o tempo de Sua vinda está próximo (24:32-35).

Apesar de podermos saber da proximidade, muitos serão pegos de surpresa (24:39) e Ele virá para eles em um momento inesperado (24:44). Relacionado com este momento inesperado, alguns pensarão que o retorno está demorando e não farão uma preparação adequada (24:45-51; 25:1-13). Estas parábolas que citam o atraso nos dão a chave para não sermos pegos de surpresa. O servo que trabalha fielmente para promover os interesses do patrão, não terá qualquer angústia ou surpresa quando do seu retorno. 

A segunda ênfase temática envolve a mensagem básica do julgamento. As referências a Noé e ao dilúvio, os servos fiéis em contraste com os servos infiéis (Mt 24:36-51), juntamente com as parábolas das 10 virgens, dos talentos e da separação das ovelhas e dos bodes, todas elas apontam para uma grande separação dos justos e dos perversos através de um processo de julgamento. As duas parábolas acerca dos servos apontam mais claramente ao juízo investigativo. O mestre ou rei vem, inspeciona e avalia, investiga e, em seguida, decreta uma sentença de recompensa ou punição. Várias parábolas são apresentadas uma após a outra as quais enfatizam esse tema do julgamento.

Fica evidente que Jesus não está ensinando que todos serão salvos (universalismo). Além disso, é muito claro que Deus julga e acerta contas com cada pessoa individualmente. Quem crê em Jesus não será julgado – os Seus méritos apagam suas faltas (Jo 3:18). Este se envolverá com os negócios do Rei, multiplicando talentos e tratando outros servos com dignidade e graça.

Esta é a forma de nos prepararmos para a segunda vinda: manter vivo nosso relacionamento com Deus através do Espírito Santo (azeite das virgens). Este envolvimento com o Espírito nos motivará e capacitará a estarmos ativamente engajados na construção do reino como servos do Mestre e Rei.

Stephen Bauer, Ph.D.
Professor de Teologia e Ética
Universidade Adventista do Sul

 

Texto original:  http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/25/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Mateus 25 
Comentário em áudio 



Mateus 25 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
26 de novembro de 2014, 0:00
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1 o reino dos céus. Jesus e pelo menos quatro dos discípulos estavam [na terça à tardinha] na encosta ocidental do monte das Oliveiras. Os sol se pôs, e as sombras do crepúsculo foram se aprofundando. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 542.

1-13 A demora da volta de Cristo distingue o sábio do tolo. Estar pronto significa estar preparado para uma longa espera; o zelo de pouca duração é inadequado. Bíblia de Genebra.

Na hora da vinda de Cristo, revelar-se-á quais são os crentes verdadeiros que confiam em Cristo e aguardam Sua vinda, e quais são aqueles cuja profissão religiosa não inclui a “vigilância” – a fé transformadora em Cristo. Bíblia Shedd.

2 néscias. As cinco “virgens néscias” não são hipócritas (PJ, 411), são “tolas”, por não terem se rendido ao trabalho do Espírito Santo. CBASD, vol 5, p. 543.

3 azeite. Simboliza o Espírito Santo (PJ, 408; ver Zac 4:1-14), do qual os membros da igreja aqui representados são destituídos. Eles estão familiarizados com a teoria da verdade, mas o evangelho não efetuou nenhuma mudança em sua vida. CBASD, vol 5, p. 543.

4 as prudentes. As virgens prudentes da parábola representam os cristãos que entendem, apreciam e se valem no ministério do Espírito Santo. São “sábios” de fato os cristãos que hoje acolhem o Espírito Santo em suas vidas e cooperam com Ele na Sua tarefa designada (ver Jo 14:16, 17; 16:7-15). CBASD, vol 5, p. 543.

5 e, tardando. Os cristãos de hoje fariam bem em lembrar que o atraso do Esposo celestial não se deve a qualquer falta de preparação da parte dEle. Ele poderia ter vindo há muito tempo se Seu povo estivesse pronto para recebê-Lo e se tivesse sido fiel em completar a tarefa que lhe fora designada de preparar o mundo para a Sua vinda (ver DTN, 633, 634). CBASD, vol 5, p. 54

6 à meia-noite. O momento em que as donzelas cansadas de esperar estariam mais sonolentas. “Meia-noite” representa a escuridão espiritual, a hora mais tenebrosa. Grandes trevas espirituais cobrirão a terra nos últimos dias. CBASD, vol 5, p. 544.

8 do vosso azeite. A preparação das virgens néscias não tinha sido completa nem séria, mas superficial. CBASD, vol 5, p. 544.

14 Pois será. Enquanto a parábola das dez virgens (Mt 25:1-13) enfatiza a preparação pessoal para o retorno de Cristo, a dos talentos sublinha a responsabilidade do trabalho para a salvação dos outros. Assim, “vigiar” (Mt 24:42) inclui tanto a preparação pessoal quanto o trabalho missionário individual. CBASD, vol 5, p. 544.

14-30 A parábola dos talentos emprega a palavra “talento” (peso de 30 kg de prata equivalente a 6.000 denários) no  sentido de uma fé e capacidades que Deus concede aos crentes, que implicam em uma compreensão do amor de Deus revelado em Cristo e suas consequentes implicações. Bíblia Shedd.

Um talento de prata … correspondia a mais de 18 anos de salário comum. CBASD, vol 5, p. 545.

15-28 Esta parábola [dos talentos], como as outras duas neste capítulo, tem o seu foco naquilo que os cristãos deveriam estar fazendo entre o “agora” e a Segunda Vinda – outra descrição para o que significa “vigiar”. Andrews Study Bible.

15 talentos. A palavra “talento”, em português, significando um dom natural ou habilidade, é derivada desta parábola. Bíblia de Genebra.

24 Senhor, sabendo que és. O servo admite francamente que seu procedimento não foi devido à ignorância ou à falta de capacidade. Foi deliberado. CBASD, vol 5, p. 545.

25 O servo que não fez uso do talento agiu assim porque desconfiava de seu senhor e o odiava.Não quis arriscar-se e fazer o dom circular. Preferiu a neutralidade (Mt 5.15, 16) e isentar-se da responsabilidade. Bíblia Shedd.

…ele supôs que todo o lucro iria para o seu mestre, e ele seria responsabilizado por qualquer perda. Ele não estava disposto a aceitar a responsabilidade envolvida, e faria o mesmo se oportunidades maiores lhe fossem oferecidas. CBASD, vol 5, p. 546.

27 juros. A palavra grega assim traduzida era usada a princípio no sentido de “prole”, sendo os juros os “filhotes” do dinheiro investido. Andrews Study Bible.

29 Os dons de Deus multiplicam-se se os utilizarmos, pois transformam nossas vidas, de tal maneira que ficamos em condições de receber muito mais da plenitude que nos oferece o Senhor. O amor gera mais amor, a fé gera mais fé, a obediência à Palavra de Deus produz uma fonte de virtude que vai influenciando nosso ambiente (2Pe 1:3-7). Bíblia Shedd.

31-46 A base do julgamento: a vida frutífera em boas obras que são o sinal exterior da presença de Cristo no coração de quem sinceramente crê nele. Bíblia Shedd.

32-40 A separação e julgamento são baseados em como os seguidores de Jesus tratam o menor e o marginal enquanto eles esperam pelo retorno de Jesus. Esta parábola não está ensinando salvação pelas obras da lei, o que Paulo rejeita (Rom 3.27). Ela articula as obras éticas e sociais que caracterizam o próprio trabalho de Jesus, e o que, depois, o apóstolo Tiago  requer dos seguidores de Cristo (Tg 2:14-16). Andrews Study Bible.

32 Nos campos de Israel, as ovelhas e os cabritos viviam juntos; as ovelhas tinham alto valor, e os cabritos, pouco valor. Bíblia Shedd.

40 Quando refletirmos o caráter de Jesus perfeitamente, agiremos como Ele pelos necessitados e, por meio de nós, ele poderá consolar e socorrer os outros. A melhor prova de amor a Deus é o amor que nos leva a levar “as cargas uns dos outros, e assim cumprir a lei de Cristo” (Gl 6:2; cf 1Jo 3:14-19; ver com. de Mt 5:43-48). CBASD, vol 5, p. 548.

41 fogo eterno. Descrito em outros lugares como “fogo inextinguível” (ver com. de Mt 3:12) e “fogo do inferno” (ver com. de Mt 5:22). Todos os três se referem às chamas do último dia que hão de consumir os maus e todas as suas obras (2Pe 3:10-12; Ap 20:10, 14, 15). A palavra aionios traduzida como “eterno” ou “para sempre”, significa “que dura um tempo”, no sentido de ser algo contínuo e não sujeito à mudança caprichosa. Os antigos papiros gregos contêm numerosos exemplos de imperadores romanos descritos como aionios. … É, portanto, claro que as palavras “eterno” e “para sempre”, na língua portuguesa, não refletem como precisão o significado de aionios. O termo significa, literalmente “época duradoura”, e expressa permanência ou perpetuidade dentro dos limites. Por sua vez, “eterno” e “para sempre” é de duração ilimitada. A duração de aionios deve, em cada caso, ser determinada pela natureza da pessoa ou coisa que ela descreve. No caso de Tibério César, por exemplo, aionios descreve um período de 23 anos, ou seja, o tempo de sua ascensão até sua morte. No NT, aionios é usado para descrever tanto o destino dos ímpios quanto o estado futuro  dos justos. Seguindo o princípio acima referido, vemos que a recompensa do justo é a vida que não tem fim, a recompensa dos ímpios é morte para a qual não há fim (Jo 3:16; Rm 6:23, etc.). … Esse “fogo eterno”, aionios, não significa que ele é de duração infinita. Isso fica claro a partir de Judas 7. Obviamente, o “fogo eterno” que destruiu Sodoma e Gomorra queimou por um tempo e depois se extinguiu. CBASD, vol. 5, p. 550, 551.

44 quanto foi que Te vimos […]? Eles não conseguiram aprender a grande verdade que o amor genuíno de Deus se revela no amor para com os Seus filhos sofredores. A verdadeira religião envolve mais do que o assentimento passivo aos dogmas. CABSD, vol. 5, p. 551.



Mateus 24 by Jeferson Quimelli
25 de novembro de 2014, 0:30
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Comentário devocional:

Neste capítulo, Jesus deixa o Templo, e os debates sobre a Sua autoridade espiritual iniciados pelos líderes religiosos se encerram (Mt 21-23). Ao sair, Jesus previu a destruição do Templo (Mat 24:2). Os discípulos agora buscam uma conferência privada com Jesus para mais explicações e parte da resposta de Jesus é o Seu famoso discurso sobre os sinais de Sua Segunda Vinda. Um desses sinais é muitas vezes incompreendido pelos cristãos em geral.

Nos versículos 4-8, temos uma série de sinais que vão desde falsos “Cristos” e falsos profetas a guerras, fome e terremotos. Mas “ainda não é o fim” e essas coisas “são apenas o início das dores de parto” do fim. Essas dores de parto são seguidas por perseguição do povo de Deus, traição, mais falsos profetas, ilegalidade e esfriamento do amor (vs 9-12). Mas, Jesus diz, aquele que perseverar até o fim será salvo (v. 13). 

Agora chegamos ao verso mal entendido: “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim.” (v. 14 NVI). Esse versículo é muitas vezes pregado como se Jesus tivesse proferido uma sentença condicional: “SE o evangelho for pregado no mundo inteiro, ENTÃO virá o fim.” Isso se reflete nos apelos que são feitos para “terminarmos o trabalho de modo que Cristo possa vir.” Os membros acreditam em nós quando pregamos isso e eles observam que o mundo não cristão, como a “janela 10-40”, fortemente muçulmana ou hindu, está crescendo mais rápido do que a população cristã tem conseguido pregar para eles. Assim, alguns membros tranquilamente concluem que, se Cristo não virá até alcançarmos a última pessoa com o Evangelho, então Ele não virá tão rápido assim. E certamente seus estilos de vida declaram que não acreditam que Cristo está vindo muito em breve. 

Na realidade, a gramática da expressão grega de Mt 24:14 é uma declaração de fato profético, assim como as guerras, fomes e terremotos. Gramaticalmente, a pregação do Evangelho a todo o mundo é um SINAL  da vinda de Cristo e não somente uma CONDIÇÃO para isto. A boa notícia é que o evangelho será pregado a todo o mundo e que Jesus certamente está chegando! 

Quando como membros acreditarmos que a vinda de Cristo é certa e que nós temos um tempo limitado para preparar o mundo para a Sua vinda, suplicaremos pelo poder do Espírito Santo para que nos capacite a cumprir nossa missão no mundo. Como resultado, deixaremos de lado nossas tolas discussões e controvérsias na vida congregacional, seremos reavivados espiritualmente e começaremos a trabalhar a sério na pregação do evangelho.

Jesus CERTAMENTE está voltando. Peçamos a Ele que nos mostre qual a parte que nos cabe para representá-Lo ao mundo! 
Stephen Bauer
Professor de Teologia e Ética 
Southern Adventist University

Texto original:  http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/24/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Mateus 24 
Comentário em áudio 



Mateus 24 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
25 de novembro de 2014, 0:00
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1 Tendo Jesus saído. Provavelmente, na terça-feira à tarde. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 528.

para Lhe mostrar. Josefo compara as paredes de pedra branca do templo à beleza de uma montanha coberta de neve (Guerra dos Judeus, v.5.6 [223]) e dá a dimensão fabulosa de algumas das suas pedras: 45 x 5 x 6 côvados(cerca de 20 x 2 2,7 m). O templo, naquela ocasião, estava em processo de construção havia quase 50 anos (ver Jo 2:20) e a obra de construção de todo o complexo de pátios e edifícios não foi concluída até cerca de 63 d.C., sete anos antes de ser totalmente destruído pelo exército de Tito. CBASD, vol. 5, p. 529.

2 pedra sobre pedra. Esta profecia se cumpriu durante a conquista romana de Jerusalém, no ano 70 d.C. Bíblia de Genebra.

Cumprido literalmente em 70 d.C., quando os romanos, comandados por Tito, destruíram completamente Jerusalém e os edifícios do templo. As pedras eram até mesmo separadas à força umas das outras, para achar as sobras das folhas de ouro do teto que se derreteram quando o templo foi incendiado. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Josefo descreve vividamente a destruição do templo e os esforços de Tito para salvá-lo (Guerra dos Judeus, vi.4.5-8 [249-270]). A excelente construção do edifício assegurava que ele resistiria a ataques indefinidamente. A própria cidade de Jerusalém era considerada, para todos os efeitos práticos, inexpugnável, mas Jesus previu que seria destruída pela força. CBASD, vol. 5, p. 529.

3 vinda. Do gr parousia, “presença” ou “chegada”. A palavra parousia ocorre comumente nos papiros por ocasião da visita de um imperador ou rei. … é mais comumente usada para denotar a vinda de Cristo (2Ts 2:1), ou de homens (1Co 16:17). … não há nada, no termo parousia que signifique uma vinda secreta. CBASD, vol. 5, p. 529.

7 nação contra nação. Escritores judeus e romanos descrevem o período de 31-70 d.C. como um tempo de grandes calamidades. … As previsões sobre “fomes, e pestes, e terremotos”, do v. 7 (ARC), sem dúvida também se referem principalmente ao mesmo período. Jesus advertiu os primeiros cristãos a não considerar a luta política, fomes, pestes e terremotos daquele tempo como sinais do “fim” imediato do mundo. CBASD, vol. 5, p. 531.

fomes. Uma grave fome na Judeia, ocorrida por volta do ano 44 d.C., é mencionada em Atos 11.28. Houve, ao todo, quatro grandes períodos de fome durante o reinado de Cláudio, em 41 a 54 d.C. CBASD, vol. 5, p. 531.

terremotos. Houve uma série de grandes terremotos entre 31 d.C. e 70 d.C. Os piores deles foram em Creta (46 ou 47), Roma (51) Frígia (60) e Campânia (63). Tácito também fala de furacões particularmente severos e tempestades no ano 65 d.C. (Anais, xvi.10-13). CBASD, vol. 5, p. 531.

15 abominação da desolação. O claro contexto dos próximos cinco versos (vv 16-20) é a destruição de Jerusalém, que aconteceu em 70 d.C. Portanto, esta profecia de Daniel (Dn 9:26-27) aponta para, entre outros eventos, a destruição de Jerusalém por Roma. Andrews Study Bible.

quem lê entenda. …”quem lê Daniel”. Bíblia de Genebra.

16 fujam para os montes. Segundo Eusébio, historiador da Igreja primitiva, os cristãos fugiram de Jerusalém durante a guerra judaica, em obediência á profecia. Bíblia de Genebra.

As montanhas da Transjordânia, onde estava localizada Pella. Bíblia de Estudo NVI Vida

Josefo diz (Guerra dos Judeus, vi.9.3 [420]) que mais de um milhão de pessoas morreram durante e, após o cerco da cidade, mais de 97 mil foram levadas em cativeiro. No entanto, durante uma trégua temporária, quando os romanos inesperadamente levantaram o cerco de Jerusalém, todos os cristãos fugiram e é dito que nenhum deles perdeu a vida. Seu local de retiro foi Pela, uma cidade no sopé a leste do rio Jordão, cerca de 30 km ao sul do mar da Galileia. De acordo com Josefo, Tito, comandante dos exércitos romanos, confessou que nem os seus exércitos nem as máquinas do cerco poderiam ter sucesso em romper os muros de jerusalém, a menos que o próprio Deus assim o quisesse. A defesa obstinada da cidade enfureceu tanto os soldados romanos que, quando finalmente entraram, seu desejo de vingança não conhecia limites. CBASD, vol. 5, p. 533.

20 Oraisábado. Quarenta anos depois da ressurreição, o sábado seria tão sagrado quanto era quando Jesus pronunciou estas palavras, na encosta do monte das Oliveiras. Ele não sugere nenhuma alteração na sacralidade do dia, como muitos cristãos hoje supõem ter ocorrido quando Ele saiu do túmulo. A agitação, excitação, o medo e os incidentes de viagem durante a fuga de Jerusalém seriam inapropriados para o dia de sábado. CBASD, vol. 5, p. 533, 534.

24 se possível. Os fiéis obedeceram ao conselho da “Testemunha Verdadeira” a Laodiceia para “ungir” seus “olhos com colírio” (ver com. de Ap 3.18) e, portanto, são capazes de distinguir entre o verdadeiro e o falso. A forma da frase no grego significa que é impossível Satanás enganar aqueles que amam e servem a Deus com sinceridade (ver … GC, 561, 623, 624). Verdadeiro amor à verdade e diligência em obedecer a todas as instruções que Deus deu para estes últimos dias serão a única proteção contra os enganos do inimigo, os espíritos enganadores e as doutrinas dos demônios. CBASD, vol. 5, p. 534, 535.

26 não saias. Ou seja, “nem sequer tenha curiosidade para ouvir o que eles têm a dizer, não dê a impressão de concordar com eles, estando presente ao ouvi-los falar”. “Sair”, aqui, significa colocar-se em terreno encantado e, assim, estar em perigo de cair no engano. CBASD, vol. 5, p. 535.

27 como um relâmpago. A vinda de Cristo será evidente, sem ambiguidade e visível a todos. Bíblia de Genebra.

Não haveria nada de secreto ou misterioso sobre o retorno de Jesus. Todos saberiam do Seu retorno à Terra, pois todos O veriam (Ap 1:7). As palavras de Cristo não deixam margem para um arrebatamento secreto, para uma vinda mística ou para qualquer outra falsa teoria inventada por piedosos e excessivamente zelosos pretensos “profetas”. A humanidade iria “ver” Jesus “vindo sobre as nuvens do céu” (Mt 24:30, cf. Mt 16:27; 26:64; Mc 8:38; 14:62; At 1:11; Ap 1:7). Não haveria dúvida quanto ao evento. Quando Jesus retornar, todos saberão disso sem que nada tenha que ser dito. CBASD, vol. 5, p. 535.

29 Jesus descreve o escurecimento do sol e a queda das estrelas como ocorrendo ao fim da tribulação (vv 21-22). … Isto se relaciona com o fim do período dos 1.260 dias proféticos em 1798 d.C. Andrews Study Bible.

o sol. O escurecimento do sol aqui predito ocorreu em 19 de maio de 1780, conhecido como o grande dia escuro. CBASD, vol. 5, p. 536.

a lua. Na noite do dia 19 de maio de 1780, a luz da lua foi velada, assim como havia ocorrido com o sol durante as horas do dia. CBASD, vol. 5, p. 536.

as estrelas. Sem dúvida, a maior chuva de meteoros que a história testemunhou se cumpriu em 13 de novembro de 1833. Esses dois fenômenos, de 1780 e 1833, cumpriram exatamente as previsões de Jesus, pois ocorreram no tempo especificado. Eles não foram os únicos eventos dessa natureza, mas os que melhor atenderam às especificações da profecia. CBASD, vol. 5, p. 536.

os poderes do céu. O abalo das “potestades do céu” não se refere aos fenômenos descritos na primeira parte do versículo [“Logo em seguida à tribulação daqueles dias”], mas a um tempo ainda futuro, quando os corpos celestes”serão movidos de seus lugares, abalados pela voz de Deus”. Isso acontecerá quando Sua voz abalar também a Terra (ver PE, 41), na abertura da sétima praga (Ap 16:17-20; GC, 636, 637; PE, 34, 285; cf. Is 34:4; Ap 6:14). CBASD, vol. 5, p. 536.

30 sinal. O “sinal” que vai distinguir o retorno de Cristo dos enganos dos falsos cristos é a nuvem de glória com a qual Ele retornará à Terra (ver PE, 15, 35; GC, 640). CBASD, vol. 5, p. 536.

lamentarão. A lamentação das nações é uma alusão a Zc 12.10-12. Bíblia de Genebra.

20-42 A segunda vinda de Cristo será rápida e repentina. Não haverá oportunidade para arrependimento ou barganha de última hora. A escolha que já fizemos determinará nosso destino eterno. Life Application Study Bible Kingsway.

40 um será tomado, e deixado o outro. Alguns veem aqui uma referência ao arrebatamento secreto. No entanto, a ida de pessoas salvas ao Céu antes da segunda vinda contradiz 1Ts 4:16, 17 e Hb 11:39, 40, passagens que ensinam que os salvos chegarão juntos ali. A ressurreição dos mortos fiéis, por ocasião da segunda vinda, será sucedida pela reunião de todos os salvos para o encontro com o Senhor noa ares, de forma nada secreta. A frase simplesmente significa que nem todos estarão prontos quando Cristo regressar. Bíblia de Estudo Andrews.

Um será tomado. Do gr. paralambano, cujo significado literal é “tomar para si” ou”levar consigo”, usado nos papiros com o sentido de receber ou tomar para si artigos que lhe pertencem. Paralambano é usado em Mateus 17:1 … [tb em Cl 4:17; 14:3] … É antibíblica a doutrina conhecida como”arrebatamento secreto”, segundo a qual os santos serão arrebatados secretamente da Terra antes do retorno visível de Cristo. Seus defensores apelam para as declarações de Cristo nos v. 39 a 41, como prova. Mas esses versículos não ensinam tal coisa. A “vinda” de Mateus 24 é sempre, sem exceção, a aparição literal e visível de Cristo (v. 3, 27, 30, 39, 42, 44, 46, 48, 500. Nessa vinda, “todos os povos da Terra […] verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu” (v. 30). Jesus adverte sobre a natureza de uma vinda secreta de Cristo atribuída aos falsos profetas (v. 24-26; ver com. do v. 27). O que Jesus quis dizer com ser “levado” e ser “deixado” é esclarecido pelo contexto. Aqueles que são deixados são os servos maus, que, em vez de continuar em suas atividade normais, … serão castigados e receberão sua parte com os hipócritas (v. 48-51). CBASD, vol. 5, p. 538, 539.

Deixado. Do gr. aphiemi, “mandar embora”, “dispensar”. … Os justos são, literalmente, “recebidos” e os ímpios, “dispensados”. CBASD, vol. 5, p. 538, 539.

42 vigiai. Um estado ativo, e não espera passiva, de acordo com os vs. 45-51. Bíblia de Genebra.

Este é o ponto central de todo o discurso de Mt 24-25. Ninguém sabe exatamente quando Jesus voltará, nem mesmo os anjos (v. 36). Somos instruídos a reconhecer quando está perto (v. 32, 33). Mas, em certo sentido, sua vinda será inesperada, como a de um ladrão na noite. Bíblia de Estudo Andrews.

44 ficai também vós apercebidos. Aqueles que sinceramente desejam  a vinda de Jesus estarão prontos, não importa quando o Senhor aparecerá. CBASD, vol. 5, p. 539.

45 a quem o senhor confiou. Esta parábola se aplica especialmente aos líderes religiosos e espirituais da “família da fé” (Gl 6:10; cf Ef 2:19), cujo dever é suprir as necessidades de seus membros e que, por preceito e exemplo, devem testemunhar de sua crença na proximidade da vinda de Cristo. CBASD, vol. 5, p. 539.

 a seu tempo. É dever do pastor alimentar e pastorear “o rebanho de Deus” (1 Pe 5:2) dando-lhe exemplo (v.3 ) de vigilância e preparação. … cabe a cada pastor cumprir fielmente a responsabilidade que lhe foi confiada (ver Ez 34:2-10). CBASD, vol. 5, p. 539.

 

Nota: As épocas a que se refere Mateus 24 são:
vs 5 a 20 – perseguição da igreja por Roma pagã e destruição de Jerusalém
vs 21, 22, 29 – perseguição da Idade Média
vs 24 a 27 – Ilusões dos últimos dias
vs 30, 31 – Volta de Jesus 



Mateus 23 by Jeferson Quimelli
24 de novembro de 2014, 0:30
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Comentário devocional:

No capítulo 23, Mateus continua a relatar o conflito entre os líderes religiosos e Jesus, iniciado com a Sua entrada triunfal. Aqui, porém, o foco está sobre o tema do poder.

Jesus inicia dizendo aos escribas e fariseus que eles estavam errados ao colocar fardos espirituais pesados sobre as pessoas, enquanto eles próprios não praticavam as suas ordenanças. E nem sequer ajudavam aqueles a quem oprimiam a cumprir estas obrigações (vv 3-4). Esses líderes apreciavam ser reconhecidos como “Rabi”, ou “mestres”,  uma pessoa de autoridade (vv 6-7), e amavam o prestígio associado ao seu ofício (v 5).

Este tema, poder e prestígio, é reiterada nos oito “lamentos” [ou “ais” (ARA)] (vv 13-30) que Cristo pronunciou sobre os escribas e fariseus. Ele os acusa de exercerem o poder fechando o reino dos céus para as pessoas e de serem guias cegos (vs 13,16). Por outro lado, Jesus diz a seus seguidores que ninguém deveria chamar a outro de “pai”, “mestre” ou guia, nem deveriam assim se autodenominar. Pelo contrário, o maior entre eles deveria se tornar um servo dos demais (vs 8-11).

Cristo nunca pretendeu que a religião se tornasse uma ferramenta de poder pessoal. Mas como os fariseus e os escribas daqueles dias, muitos hoje ainda tentam utilizar de sua suposta autoridade divina em apoio de seus objetivos pessoais. Alguns líderes da igreja oprimem membros a eles submissos. Alguns pais ameaçam os filhos em nome de Deus, ocasionando que eles tenham uma relação negativa com Deus e com a Igreja.

Assim como a figueira, aqueles que usam a religião como um instrumento para promover e construir poder religioso ou pessoal tem a aparência de espiritualidade, mas não demonstram os frutos do serviço de auto-sacrifício e amor piedoso, como apresentados por Cristo. “O maior dentre vós será vosso servo.” (v. 11 ARA). 

Stephen Bauer, Ph.D.
Professor de Teologia e Ética
Universidade Adventista do Sul



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/23/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Mateus 23 
Comentário em áudio 



Mateus 23 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli

1 Então, falou Jesus. Isto ocorreu, provavelmente, na terça-feira, no fim do dia. Foi a última vez que Jesus ensinou no templo, a última em que falou ao povo. Evidentemente, Ele procurou, através de denúncias contundentes contra os escribas e fariseus, quebrar as correntes que prendiam as pessoas à tradição e àqueles que a perpetuavam. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 518.

2 Na cadeira de Moisés, se assentaram. Ou, como intérpretes oficiais da lei de Moisés. … os arqueólogos descobriram que as antigas sinagogas judaicas tinham cadeiras literais em que o intérprete da lei, sem dúvida, se assentava. CBASD, vol. 5, p. 518. 

3 não os imiteis. Fazemos bem em examinar nossa vida em busca dos traços dos mesmos males que fizeram “fariseu” sinônimo de “hipócrita. CBASD, vol. 5, p. 518. 

dizem e não fazem. Dizer sem fazer é o que faz de um homem um hipócrita. CBASD, vol. 5, p. 519. … Escribas e fariseus professavam lealdade absoluta às Escrituras, mas falhavam na prática dos princípios ali estabelecidos.  CBASD, vol. 5, p. 519.

4 Atam pesados fardos. Esses “pesados fardos” eram parte da tradição rabínica e não das leis de Moisés (ver com. de Mc 7:1-13). CBASD, vol. 5, p. 519.

5 serem vistos pelos homens. Sua conduta era regulamentada pelo que imaginavam que os outros pensariam dela, mais do que por amor a Deus (cf 2Co 5:14). CBASD, vol. 5, p. 519.

filactérios. Eram cápsulas, ou rolos de couro, que os judeus usavam na testa, perto do coração, e no braço esquerdo. Continham quatro passagens bíblicas: Êx 13.1-10; 13. 11-16; Dt 6:4-9; 11.13-21. … Honravam-se as cápsulas tanto quanto as próprias Escrituras (imaginava-se que o próprio Deus usava filactérios), e seu tamanho era considerado como um sinal de zelo de quem o usava. Também eram considerados como amuletos para evitar o mal. Bíblia Shedd.

A ideia de usar filactérios foi baseada em uma interpretação literal de Dt 6;8. … Para muitos o filactério se transformou num talismã. CBASD, vol. 5, p. 519.

franjas. São as borlas descritas em Nm 15.37-41, usadas de maneira singular, como lembrete visível da profissão religiosa dos judeus e que Jesus também usava (cf Mt 9.20 onde se traduz por “orla”). Os fariseus desenvolveram esse costume até sobrecarregá-lo de minúcias, esquecendo-se, porém, da sua singela mensagem espiritual. Bíblia Shedd.

Alongá-las era um meio de torná-las mais visíveis; e, como as roupas adornadas com essas franjas ou borlas eram usadas para fins religiosos, a pessoa que as usava procurava chamar a atenção dos outros como sendo piedoso além das exigências da lei e além das pessoas comuns. CBASD, vol. 5, p. 519.

8-10 A advertência é contra procurar títulos de honra para alimentar o orgulho. Obviamente, devemos evitar um literalismo insensato ao aplicar esses mandamentos. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Ao proibir o uso dos títulos “Mestre” (v. 8), “Pai” (v. 9) e “guias” (v. 10), Jesus não proíbe a organização ou o uso de todos esses títulos na igreja (cf At 20.17; 1Co 9:1; 1Tm 1.1-2, 8, 12; Tt 1:5-7). A advertência de Cristo é contra a tentação de conceder, aos líderes humanos, a autoridade e prerrogativa que pertencem só  Deus – uma tentação aqui exemplificada pelo uso de pretensas formas de tratamento. Bíblia de Genebra.

13 fechais o reino dos céus. Os escribas e fariseus tornaram quase impossível, aos sinceros de coração, encontrar o caminho da salvação, em primeiro lugar, fazendo da religião um fardo insuportável (Mt 23:4) e, em segundo, pelo seu próprio exemplo hipócrita (v. 3). CBASD, vol. 5, p. 521.

15 prosélito. Os gentios eram convertidos ao judaísmo eram convertidos ao regulamento legalístico da circuncisão e à Lei Mosaica e não a um relacionamento pessoal com Deus. Andrews Study Bible.

Um número muito maior acreditava no Deus verdadeiro e O adorava, mas sem participar dos ritos do judaísmo; esses eram conhecidos como “prosélitos de portão” ou “tementes a Deus”. CBASD, vol. 5, p. 521.

duas vezes mais. Um convertido empolgado acabava se tornando, se possível, ainda mais intolerante do que os fariseus. CBASD, vol. 5, p. 521.

23 dízimo.  Jesus não está abolindo a prática de dar um décimo das entradas a Deus. Justamente o oposto. Os comentários de Jesus reafirmam a permanência da lei do dízimo e a coloca em perspectiva ao mais importante: justiça e misericórdia e fé. Andrews Study Bible.

As três hortaliças [hortelã, endro e cominho] teriam algum valor comercial, mas o dízimo obtido seria o mínimo. Os fariseus, ao se mostrarem zelosos nos pormenores, pensaram que poderiam esconder, de si mesmos e de Deus, o fato de não estarem á altura da verdadeira religião. Bíblia Shedd.

os preceitos mais importantes. Os escribas e fariseus davam grande valor às ordenanças humanas e às formas externas de observância da lei (ver com. de Mc 7:3-13), mas se esqueciam quase completamente do verdadeiro espírito da lei em si, do amor a Deus e ao próximo. CBASD, vol. 5, p. 523.

24 coam. A cláusula deveria dizer, literalmente, “coar todos os insetos”, da água potável. CBASD, vol. 5, p. 523.

O fariseu rigoroso coava cuidadosamente a água potável em um pano para ter certeza de não engolir um mosquitinho, considerado o menor ser vivo impuro. Mas, figuradamente, engolia um camelo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

…camelo, o maior animal impuro da Palestina (Lev 11:4, 41-45). Andrews Study Bible.

27 sepulcros caiados. De acordo com a lei ritual, uma forma extrema de contaminação era o contato com a morte. Os sacerdotes, por exemplo, não deviam se “contaminar” pelo contato com os mortos, salvo em caso de parentes próximos (Lv 21:1-4), mas até essa exceção era negada ao sumo sacerdote (v. 10, 11). de acordo com a Mishnah, era costume caiar as sepulturas em 15 de adar, um mês antes da Páscoa, a fim de que os sacerdotes e nazireus pudessem evitar a contaminação através do contato involuntário com as sepulturas. CBASD, vol. 5, p. 523.

29 edificais os sepulcros. Os mártires de uma geração, muitas vezes, se tornam os heróis da seguinte. Enquanto os profetas estavam vivos, era comum apedrejá-los. Algum tempo após a sua morte, era costume edificar monumentos elaborados em pedra para homenageá-los. Os judeus não poderiam honrar os profetas vivos sem aceitar as suas mensagens, mas era simples honrar os mortos sem acatar suas exortações. CBASD, vol. 5, p. 524.

30 Se tivéssemos vivido. Cada geração tende a se orgulhar de ser mais sábia e tolerante do que as anteriores. … Se esses profetas, teriam comunicado as mesmas mensagens em denúncia do pecado, e essas mesmas mensagens provavelmente teriam encontrado a mesma resistência insensível e provocado as mesmas tentativas de silenciar seus portadores. CBASD, vol. 5, p. 524.

35 sobre vós. Isso não quer dizer que as pessoas da geração de Cristo deveriam ser punidas pelos erros de seus antecessores, pois as Escrituras ensinam especificamente que ninguém é punido pelos pecados os outros (ver Ez 18:2-30; cf. Êx 32:33). Mas a rejeição a Jesus e a Seus ensinamentos tornou a sua culpa maior do que a de qualquer geração anterior. CBASD, vol. 5, p. 525.

Abel, até […] Zacarias. O assassinato de Abel é registrado em Gn 4.8, e o de Zacarias, filho de Joiada, em 2Cr 24.20-22 (2Cr é o último livro do AT, segundo a ordem em hebraico). A expressão é algo semelhante ao que dizemos hoje: “Do Gênesis ao Apocalipse”. Jesus estava resumindo a história dos martírios no AT. Bíblia de Estudo NVI Vida.

36 todas estas coisas. Ou, o clímax das más ações resumidas nos vs. 34 e 35. A taça da iniquidade dos judeus como nação estava se enchendo rapidamente. CBASD, vol. 5, p. 525.

37 Jerusalém, Jerusalém. Reconhecimento pleno da rejeição dos judeus (cf Jo 1.11). Deus fez tudo para Seu povo, mas este rejeitou a Jesus. Bíblia Shedd.

quis Eu reunir. Literalmente, “como desejei reuni-los!” Esta é uma das expressões mais pungentes e solícitas dos lábios de Jesus. Com o mesmo terno anelo, Deus contempla todos os perdidos (ver com. de Lc 15:7). O tempo em que Deus devia rejeitar os judeus como povo escolhido estava prestes a chegar (ver Mt 23:38). mas com que relutância Ele os abandonou á sua própria perversidade e a seu trágico destino! CBASD, vol. 5, p. 526

vossa casa. Apenas um dia antes, Jesus tinha Se referido ao templo como “Minha casa” (Mt 21:13). Então, passou a ser “vossa casa”. As palavras de Jesus devem ter despertado terror no coração dos sacerdotes e príncipes. Pode ser que, durante o julgamento de Cristo, eles tenham se lembrado dessa declaração (Mt 26:61-64). O véu rasgado, três dias depois, foi um sinal visível de que Deus não aceitava mais as formas e cerimônias destituídas de significado. Por cerca de 40 anos mais, elas continuaram a ser praticadas (ver Mt 27:51). CBASD, vol. 5, p. 526.

A cidade e a nação seriam assoladas em 70 d.C. Biblia Shedd.

desde agora, já não Me vereis. Por “desde agora” Jesus não se refere à Sua saída do templo, na tarde de terça-feira, mas a todas as circunstâncias ligadas à rejeição, ao julgamento e crucifixão. CBASD, vol. 5, p. 526.

até que venhais a dizer: “Bendito o que vem em nome do Senhor!”. Jesus se referiu ao tempo em que os homens, incluindo os “que O transpassaram” (Ap 1:7), O veriam “vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória” (Mt 24:30). No último dia, mesmo os escarnecedores seriam obrigados a reconhecer a bem-aventurança dAquele a quem eles amaldiçoaram tão livremente (ver Fp 2:9-11). Os escribas e fariseus , a quem Jesus falou, estariam nessa multidão. Jesus quis dizer: “Vocês não mais me verão até que Eu retorne em glória.” Logo depois de dizer essas palavras, Jesus partiu para sempre do recinto do templo. CBASD, vol. 5, p. 526



Mateus 22 by Jeferson Quimelli
23 de novembro de 2014, 0:30
Filed under: amor, parábolas, Reino de Deus | Tags: ,

Comentário devocional:

Mateus 22 inclui várias histórias dentro do tema do desafio ao qual Jesus está sendo submetido pelos líderes religiosos. Quero focar, entretanto, os versos 34-40. Como especialista em ética, me é muito interessante esta história do doutor da lei pedindo a Jesus que identifique o “maior mandamento da lei”. Por que fazer tal pergunta?

Quando o doutor (ou: intérprete, ARA; perito, NVI) da lei  se refere à “lei”, ele quase certamente estava se referindo à Torá, os cinco livros de Moisés. Na época de Cristo, os rabinos já há muito tempo haviam contado os mandamentos da Torá e haviam  encontrado 613 deles (incluindo os 10 mandamentos). Observar estas 613 leis havia se tornado o ponto focal para recuperar a bênção de Deus e evitar outro cativeiro como o babilônico. Esta questão, que envolvia forte vigilância interna e externa, no entanto, levava a um problema.

Se a pessoa não fosse um “doutor da lei” (ou seja, um estudioso da Bíblia), como poderia este inexperiente “homem comum” se lembrar de todos os 613 mandamentos? Seria um grande desafio para a grande maioria das pessoas manter o controle sobre mais de 600 regras. Mesmo que tivesse uma lista escrita, a pessoa média certamente esqueceria algumas. Assim, a pergunta lógica seria: que mandamento, ou mandamentos, seria o maior, o mais crítico e importante, que uma pessoa deveria ter cuidado para não esquecer? Os advogados estavam aparentemente debatendo este problema entre si. A pergunta feita a Jesus sugere que, a fim de ajudar as pessoas a resolver esta questão, os peritos da lei classificaram os mandamentos, alguns como mais importantes e outros como menos importantes, ou descartáveis. Assim, se a pessoa perdesse o controle de todos os 613 mandamentos, seria melhor esquecer um dos menores mandamentos, não um dos maiores.

Jesus responde apresentando uma visão holística e indivisível dos mandamentos de Deus, que contrastava radicalmente do senso comum. Há, de fato, apenas duas ideias centrais em todos estes mandamentos: Amar a Deus acima de tudo e amar o próximo. Todo o resto deriva destes dois. Portanto, o homem comum não precisa lembrar de 613 mandamentos. Ele só precisa de dois e com o pensamento santificado, ele pode descobrir as suas várias aplicações.

Podemos cair na tentação de organizar os mandamentos de Deus como mais ou menos importantes e assim não nos sentirmos responsáveis em certas situações.

Que, em lugar de procurar exceções às nossas responsabilidades ou inventarmos novas categorias de regulamentos para nós mesmos e para os outros, possamos descobrir o poder dos dois grandes mandamentos.

Stephen Bauer, Ph.D.
Professor de Teologia e Ética
Universidade Adventista do Sul



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/22/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Mateus 22 
Comentário em áudio 



Mateus 22 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
23 de novembro de 2014, 0:00
Filed under: ressurreição | Tags: ,

2-14 a proclamação do evangelho é como um convite a uma festa maravilhosa. Ainda assim há pessoas que o rejeitam. Bíblia Shedd.

5 negócio. Do gr. emporia, “comércio”, “negócio” ou “mercanciar”; de emporos, “negociar”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 510.

6 e mataram. Nas perseguições que os judeus promoveram contar a igreja cristã primitiva, Estêvão foi o primeiro a morrer (ver At 6:9-15; 7:54-60). Tiago, o primeiro dos doze a ser martirizado, também foi vítima da inimizade dos líderes judeus. CBASD, vol. 5, p. 510.

7 incendiou a cidade. Sem dúvida, uma alusão à queda de Jerusalém pelas legiões de Roma, em 70 d.C. (ver Mt 24:15; Lc 21:20; p. 64). CBASD, vol. 5, p. 510.

9. Ide, pois. Este é o terceiro chamado da parábola; de modo bem evidente representa o convite de misericórdia aos gentios. CBASD, vol. 5, p. 510.

11 não estava usando veste nupcial. Acredita-se que talvez fosse um costume o anfitrião fornecer aos convidados as roupas apropriadas à festa. Nesse banquete em especial, teria sido necessário, pois os hóspedes eram trazidos diretamente da rua (v. 9, 10). Por isso, o homem que não quis usar a veste nupcial que o anfitrião lhe pusera à disposição desprezava a generosidade deste. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A veste nupcial representa “a justiça de Cristo” (PJ, 310). Portanto, a rejeição da veste representa a rejeição daqueles traços de caráter que qualificam as pessoas a se tornarem filhos e filhas de Deus. Como os convidados da parábola, não temos nada adequado para usar. Somos aceitáveis na presença do grande Deus somente se nos vestirmos da perfeita justiça de Jesus Cristo, pela virtude de Seus méritos. Estas são as vestes brancas que os cristãos são aconselhados a “comprar” (ver Ap 3:18; cf Mt 19:8). O homem sem a veste nupcial representa os professos cristãos que não sentem necessidade de uma transformação no caráter. CBASD, vol. 5, p. 510.

13 lançai-o para fora. O homem, na parábola, estava apto a entrar no salão do banquete apenas pelo convite do rei, mas só ele era responsável por permanecer ali. CBASD, vol. 5, p. 511.

nas trevas. Ver Mt 8:12; 25:30. Esta é a escuridão do esquecimento, da separação eterna de Deus, do aniquilamento. Na parábola, as trevas eram o que havia de mais palpável em contraste com a luz brilhante da câmara festiva. CBASD, vol. 5, p. 511.

16-17 Os herodianos eram judeus que apoiavam o governo romano de Herodes, em contraste com os fariseus, que eram nacionalistas, desejando independência dos romanos. Aqui, os dois grupos trabalharam em conjunto para enredar Jesus, desacreditá-Lo e, talvez, acusá-Lo de traição. Se Ele tivesse dito “sim” à questão se era lícito pagar tributos a César, então os fariseus O denunciariam como um judeu desleal; se Ele tivesse dito “não”, os herodianos O acusariam de incitamento a rebelião e traição e pediriam Sua execução. Andrews Study Bible.

16. discípulos. Os “discípulos” dos fariseus eram homens mais jovens, aos quais os líderes esperavam que Cristo não reconhecesse. CBASD, vol. 5, p. 511.

sabemos. Sua falsa honestidade era, de fato, uma tentativa de engano. Por meio da lisonja, esperavam distraí-Lo de sua vigilância. CBASD, vol. 5, p. 512.

17 tributo. Provavelmente era o imposto per capita romano, cobrado em todos os territórios sob a jurisdição de Roma. O pagamento do tributo era particularmente irritante para os judeus, não por ser um fardo excessivo, mas porque era símbolo de submissão a um poder estrangeiro e um lembrete amargo de sua liberdade perdida. A questão politicamente explosiva que confrontou Jesus envolvia o problema: “Devemos nos submeter a Roma ou lutar por nossa independência?”. CBASD, vol. 5, p. 511.

21. Dai. Ou “devolva”. O dinheiro do imposto (ver o v. 19) então em circulação normal portava a imagem de César; e, portanto, devia ter sido emitido por ele e pertencia a ele.  O fato dos judeus terem a posse do dinheiro e de usá-lo como moeda oficial era, em si, uma evidência de que reconheciam, embora de má vontade, a autoridade e a jurisdição de César; portanto, César tinha direito de exigir o que era seu. CBASD, vol. 5, p. 513.

A resposta de Jesus coloca a questão num nível mais profundo do compromisso último a Deus. A moeda que traz a imagem de César pertence a ele; os seres humanos, criados à imagem de Deus, pertencem a Deus. Bíblia de Genebra.

22. Ouvindo isto, se admiraram. os fariseus tinham antecipado uma resposta do tipo “sim” ou “não”, e não haviam considerado a possibilidade de uma alternativa ao dilema que propuseram. Foram forçados a perceber que não podiam competir com Jesus, a despeito do cuidadoso plano que haviam traçado. CBASD, vol. 5, p. 513.

23 saduceus. O partido aristocrático que dominava a política dos judeus, inclusive a posição do sumo sacerdote. Não acreditavam nem em ressurreição, nem em anjos, nem na imortalidade da alma; nisto diferiam dos fariseus. Agora vinham copiosamente lançar sobre Jesus sua dúvida predileta. Bíblia Shedd.

Os saduceus aceitavam a autoridade apenas dos cinco primeiros livros da Escritura (o Pentateuco) e não haviam encontrado neles nenhum ensino sobre a ressurreição. Andrews Study Bible.

Embora professassem crer nas Escrituras, os saduceus eram, para propósitos práticos, materialistas e céticos em sua filosofia de vida. Criam em Deus como criador, mas negavam que Ele Se preocupasse com os problemas da humanidade. … se consideravam intelectualmente superiores aos demais e passavam por alto o legalismo rígido dos fariseus. CBASD, vol. 5, p. 513.

29 Errais. Os saduceus provaram que pessoas cultas podem ser tão ignorantes e aprisionadas ao erro como as incultas. Sábios e confiantes em sua própria filosofia como eram, não percebiam que o conhecimento sobre esse assunto era incompleto, e havia, pelo menos, um fator vital que não haviam considerado: “o poder de Deus”. Jesus seguiu mostrando que, embora a doutrina da ressurreição pudesse não ser explicitamente ensinada no AT, como alguns poderiam desejar, ela está implícita em todo o AT. CBASD, vol. 5, p. 514.

não conhecendo as Escrituras. Conceitos teológicos baseados em especulações que partem de informações incompletas podem, com certeza, levar á deriva aqueles que se apoiam nesse método fantasioso de buscar a verdade. Hoje, os cristãos precisam ter cuidado, senão também “errarão não conhecendo as Escrituras”. CBASD, vol. 5, p. 514.

poder de Deus. Os saduceus haviam se esquecido de que o Deus poderoso o bastante para ressuscitar os mortos também tinha sabedoria e poder para estabelecer uma nova ordem social na terra renovada e perfeita. Além disso, todos os salvos se sentirão contentes e felizes com a gloriosa nova ordem das coisas, mesmo que, nesta vida, eles não compreendam totalmente o que o futuro lhes reserva (ver 1Co 2:9). CBASD, vol. 5, p. 514.

31-32 não tendes lido. Jesus cita o Pentateuco (Êx 3.6) … Que Deus “é” (e não “era”) o Deus dos patriarcas proclama a ressurreição… Bíblia de Genebra.

32 o Deus de Abraão. Não há honra em deus reinar sobre os mortos. Abraão, Isaque e Jacó já haviam morrido quando Deus apareceu a Moisés na sarça ardente. CBASD, vol. 5, p. 514.

34-36 Os fariseus voltam agora à tona com sua dúvida predileta. Haviam abstraído do AT 248 preceitos afirmativos (em número idêntico ao total dos membros do corpo segundo a enumeração dos judeus) e 365 negativos (cf dias do ano). A soma é igual a 613 (o número de letras do decálogo), e sempre debatiam sobre a prioridade entre eles. Bíblia Shedd.

37-39 Ame. O verbo aqui não é phileo, que denota afeição entre amigos, mas agapao, compromisso de dedicação dirigida pela vontade, podendo ser exigida como obrigação. Bíblia de Estudo NVI Vida.

37 Amarás o Senhor. Jesus cita Deuteronômio 6:5 (ver com. de Lc 10:27). Primeiramente deve haver amor no coração antes que uma pessoa possa, na força e na graça de Cristo, começar a observar os preceitos da lei de Deus (cf Rm 8:3, 4). Obediência sem amor é tão impossível quanto inútil. Porém, onde o amor estiver presente, a pessoa ordenará sua vida naturalmente em harmonia com a vontade de Deus expressa em Seus mandamentos (ver com. de Jo 14:15; 15:10). CBASD, vol. 5, p. 515.

40 Destes dois mandamentos. Jesus resumiu de forma profunda a largura e a profundidade dos desejos de Deus para Seu povo: amar a Deus (Dt 6:5;) e aos outros (Lv 19:18). Estes são os dois grandes princípios do Decálogo. Andrews Study Bible.

toda a Lei e os Profetas. Um modo de referir-se a todo o Antigo Testamento. O amor cumpre a lei, porque resume os mandamentos de Deus e motiva a obediência a eles (Rm 13.8-10; 1Co 13). Bíblia de Genebra.

45 como é Ele seu filho? Em outras palavras, se Davi chama o Messias de “Senhor”, implicando que o Messias é mais velho que o próprio Davi, como poderia o Messias ser também Filho de Davi e ser mais novo que Davi? A única resposta possível à pergunta de Jesus é que Aquele que devia vir como o Messias já deveria existir antes de Sua encarnação para vir ao mundo. Como o “Senhor” de Davi, o Messias era ninguém menos que o Filho de Deus; como “Filho” de Davi, o Messias era o Filho do Homem (ver com. de Mt 1:1). … Eles [os líderes judeus] não podiam responder à pergunta sem admitir que Jesus de Nazaré era o Messias, o Filho de Deus. CBASD, vol. 5, p. 516.



Mateus 21 by Jeferson Quimelli
22 de novembro de 2014, 0:30
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Comentário devocional:

Este capítulo nos leva aos acontecimentos finais da vida de Jesus, pouco antes de Seu julgamento e crucificação. O capítulo se inicia com a entrada triunfal em Jerusalém e introduz um tema que nos leva a Mateus 22:14: “Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.” (ARA). Na entrada triunfal, Jesus publicamente se identifica como o Rei messiânico de Zacarias 9:9. As pessoas se animam e há uma grande profissão pública de amor e apoio, por parte do público em geral. Em seguida, Jesus entra no templo como Rei messiânico e assume o controle. Ele expulsa os cambistas e se congratula com os cegos e coxos, a quem Ele então cura. Ele permite que as crianças gritem hosanas de louvor.

Tais ações continuariam a exaltá-Lo junto ao povo, mas os sacerdotes e escribas não gostaram do rompimento da “ordem” que tinham estabelecido, bem como se irritaram por Jesus ter expulsado os cambistas que lhes traziam altos lucros.

Em seguida, Jesus deixa o Templo a caminho de Betânia e passa por uma figueira. Suas folhas vistosas proclamam que ela deveria ter frutos, mas a árvore era estéril. Isso equivale a alguém que faz uma profissão vistosa de amor e apoio a Cristo, mas que se revela sem fruto. Exatamente igual aos que receberam triunfalmente a Jesus e, menos de uma semana depois, pediram a Sua crucificação. Deus não está à procura de vistosas demonstrações públicas de apreço, mas busca pelos tranquilos frutos de piedade na vida pessoal.

Jesus ressalta a importância do “fruto verdadeiro” em contraste com o discurso dos líderes religiosos, quando eles desafiavam a Sua autoridade em assumir o controle do Templo. Ele ilustra isso apresentando a parábola de um filho que proclama a sua vontade de realizar um trabalho ordenado por seu pai, mas que não o realiza. Como a figueira vazia, ele produz palavras, mas nenhuma ação significativa. Por contraste, o outro filho deste homem parece inicialmente rebelde, recusando-se a ir, mas depois se arrepende e produz resultados práticos. Ele não faz grandes demonstrações públicas, mas, na verdade, cumpre a vontade do pai.

A esta parábola se seguem mais duas em que palavras e ação são contrastadas. Primeiro, temos a vinha arrendada, aonde os arrendatários inicialmente professam lealdade para com o proprietário, mas depois maltratam os servos do proprietário e matam Seu filho. Este capítulo termina com a parábola do banquete de casamento. Jesus conta uma história em que pessoas comuns são convidadas a uma festa de casamento em lugar dos aristocratas que se recusaram a ir. No entanto, uma das pessoas do povo se recusa a colocar a roupa de casamento que foi concedida de graça.

A lição é clara: o elogio público vistoso a Deus não tem sentido sem uma prática que o acompanhe. Uma árvore que produz mais folhas vistosas que frutos não é uma árvore completa. Se estamos produzindo mais elegantes demonstrações públicas de culto do que frutos piedosos, isto é um sinal que nossa vida espiritual é deficiente. Somente nos ligando a Deus, a Videira verdadeira, pela Sua graça, é que produziremos frutos de justiça que agradam ao nosso Criador e pregam de Sua atuação em nossas vidas.  

Stephen Bauer, Ph.D. 
Professor de Teologia e Ética 
Universidade Adventista do Sul



Texto original:  http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/21/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Mateus 21 
Comentário em áudio 



Mateus 21 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
22 de novembro de 2014, 0:00
Filed under: Israel, Messias, parábolas, Reino de Deus | Tags: , ,

1 Betfagé. Significa “Casa do figo”. Começa aqui o relatório da última semana da vida humana de Jesus. Bíblia Shedd.

Era o domingo … antes da Páscoa, que caiu na sexta -feira em 31 d.C. … Jesus havia chegado a Betânia, a cerca de três quilômetros de Jerusalém, na sexta-feira precedente e havia descansado no sábado. Foi durante essa visita que Simão recebeu Jesus e Lázaro. … O relato de João apresenta essa sequência de eventos (ver Jo 12:1-19). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 497.

1-11 Dos Evangelhos Sinóticos [“semelhantes”, Mateus, Marcos e Lucas], só Mateus menciona a mãe do jumentinho, provavelmente para dar ênfase ao fato de que o jumento era um animal jovem e ainda não desmamado e, portanto, nunca montado (cf. Mc 11.12) e por causa da citação de Zc 9.9, que profetiza que o rei virá “montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta”. Jesus faz o cumprimento da profecia ser inequívoco. A Entrada Triunfal é claramente um ato simbólico. Zc 9.9 era reconhecido pelos judeus como messiânico, e o clamor “Hosana ao Filho de Davi” (v. 9), assim como o estender dos mantos pelo caminho (cf 2Rs 9.13), indica que a multidão reconhece a reivindicação de Jesus ser o Messias. Notemos que Davi proclamou Salomão como seu herdeiro   quando o fez entrar na cidade montado na sua mula (1Rs 1.33, 38, 44). Bíblia de Genebra.

2 jumenta. Animal que simbolizava a humildade, a paz e a realeza davídica (Zc 9.9n; Lc 19.30n). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Uma personalidade política ou imperial do tempo de Jesus faria esta entrada não em um jumento, mas em um cavalo de guerra, demonstrando grandeza, intimidação, dominação e poder. Andrews Study Bible.

5 Eis aí te vem o teu Rei. Jesus estava seguindo o costume de uma entrada real na cidade, como se fazia no passado (ver DTN, 570). … Jesus não estava, naquela circunstância, assumindo Seu papel como Rei do reino da glória (ver Mt 25:31), mas como Rei do reino espiritual da graça … As memórias sagradas e as visões futuras devem ter impressionado Sua mente quando Cristo passou pelo caminho que levou ao cume do monte das Oliveiras e ao descer a encosta … em direção a Jerusalém. O shekinah sagrado, momentos antes de deixar o primeiro templo, pouco antes da destruição por Nabucodonosor, havia pousado brevemente no alto do monte (ver DTN, 829; ver com. de Ez 11:23). A entrada triunfal foi um “pálido prenúncio” do retorno de Jesus nas nuvens do céu (ver DTN, 580). CBASD, vol. 5, p. 499.

8 estendeu seus mantos pelo caminho. Ato de homenagem régia. Bíblia de Estudo NVI Vida.

9 Hosana. Gr hõsanna, que translitera o heb hôshi ‘ â nã’, “salva, por favor”, que por fim veio a ser uma simples expressão do júbilo religioso. Bíblia Shedd.

12 Tendo Jesus entrado no templo. A primeira purificação do templo é registrada apenas em João (ver Jo 2:13-25), que, por sua vez, não relata a segunda purificação. A primeira purificação ocorreu na primavera de 18 d.C., bem como no início do ministério na Judeia. CBASD, vol. 5, p. 500.

Na manhã da segunda-feira (Mc 11.12), Jesus continuou Sua obra de moralização do templo, que havia dado início ao Seu ministério em Jerusalém, três anos antes (Jo 2.14). A profanação passou a invadir novamente o recinto sagrado. Era necessário haver certa transação financeira para se poderem vender sacrifícios e cambiar moedas do templo com os que vinham de longe. Não era, porém, correto ocupar o recinto inteiro com extorsionários que roubavam o dinheiro dos peregrinos. O culto estava se tornando apenas uma desculpa para o comércio fraudulento: a venda dos animais cultualmente aceitáveis se realizava a preços bastante elevados. As moedas estrangeiras não eram aceitáveis nas urnas (caixas das ofertas), por serem cunhadas com imagens do imperador (que era tido por um deus) ou de várias divindades. Bíblia Shedd.

Isto, contudo, era utilizado como uma oportunidade de cobrar preços extremamente altos e oprimir o pobre. Andrews Study Bible.

O átrio exterior, ou pátio dos gentios, era o cenário desse negócio profano. CBASD, vol. 5, p. 501.

pombas. Ou “pombos”. As pombas eram a oferta dos pobres (ver Lev 12:8; ver com. de 1:14; Lc 2:24). CBASD, vol. 5, p. 501.

13 covil de salteadores. Ou, “antro de ladrões”. … Ao fazerem dos símbolos sagrados do Cordeiro de Deus uma fonte de lucro pessoal, os líderes estavam tornando comuns as coisas sagradas e roubando a Deus Sua honra e glória. Também roubavam de todos os adoradores o conhecimento do caráter e dos requisitos de Deus e, aos adoradores gentios, roubavam a oportunidade de conhecer a Deus como Ele é. CBASD, vol. 5, p. 501.

14 cegos e coxos os curou. Pessoas com enfermidades não eram admitidas no templo. … Jesus não apenas aceitou e saudou os inaceitáveis no templo, mas os curou. Andrews Study Bible.

16 Ouves […]? A situação estava fora do controle dos “principais sacerdotes e escribas”. As multidões que se reuniram na área do templo para ver Jesus, aclamavam a Ele como o Rei-Messias, e isso despertou nos líderes judeus o mesmo misto de medo e raiva que haviam sentido no final da tarde do dia anterior (ver com. de Lc 19:39). Então, fizeram um apelo frenético a Jesus, como no dia anterior, para silenciar as aclamações de louvor. CBASD, vol. 5, p. 502.

17 Betânia. Aldeia na encosta leste do monte das Oliveiras, quase 4 km de Jerusalém, e última parada na estrada de Jericó a Jerusalém. Bíblia de Estudo NVI Vida.

23-27 Jesus recusa este tipo de pergunta que não é feita com humildade e fé, mas como em um desafio, pois tinha, já, feito tudo para revelar a presença do Reino de Deus entre os homens. Uma revelação mais dramática não produziria a conversão, mas só a obediência provocada pelo terror. Jesus passa a vencer os sacerdotes com o mesmo tipo de lógica que estes praticavam. Bíblia Shedd.

24 Eu também vos farei uma pergunta. Responder uma pergunta propondo outra era um procedimento aprovado nos debates rabínicos. A segunda pergunta era supostamente designada para apontar o caminho para responder à questão original. … Na realidade, Jesus não estava Se evadindo da questão, pois a resposta deles à Sua pergunta proveria, em princípio, parte da resposta. A sabedoria e a habilidade com a qual Jesus enfrentava os desafios era uma evidência adicional de Sua divindade. CBASD, vol. 5, p. 502.

25 Por que não acreditastes nele? A pergunta foi feita a Jesus com o intuito de provocá-Lo a declarar que era o próprio Messias (e os sacerdotes poderiam, então, prendê-lO e entregá-lO aos romanos), ou a negar que tivesse autoridade sobrenatural, passando, então a perder o apoio popular. Jesus, por Sua vez, os convocou a fazer uma declaração semelhante, acerca de João Batista, o que não ousaram fazer (27). Bíblia Shedd.

Se eles reconhecessem as credenciais divinas de João deviam necessariamente aceitar sua mensagem, e o clímax de sua mensagem era a identificação de Jesus de Nazaré como o Messias (ver Jo 1:26, 27, 29). Desse modo, reconhecer a autoridade de João era equivalente a reconhecer a de Jesus. CBASD, vol. 5, p. 503.

26 temer o povo. O temor da violência física parece ter controlado a mente dos líderes (ver Lc 20:6). Se a opinião popular se voltasse contra eles, sua influência sobre o povo se perderia. Para eles, posição e influência significavam mais do que a verdade. CBASD, vol. 5, p. 503.

21:28 – 22:14 A medida que o conflito que os líderes religiosos e Jesus se intensificava, Jesus conta uma série de parábolas que ataca sua arrogância, ganância e justiça própria. Estas parábolas de confrontação ilustram a grande inversão ao Messias: os líderes de Israel o rejeitaram; e os excluídos e rejeitados O aceitaram. Este é o grande tema da reversão e inversão que perpassa através dos Evangelhos: aqueles que se esperavam que se salvassem, se perdem, e os “pecadores” são salvos. Andrews Study Bible.

28 dois filhos. Desde a entrada do pecado, as duas classes aqui representadas estão presentes no mundo: os que obedecem e os que desobedecem. Assim será até o fim do mundo. CBASD, vol. 5, p. 503.

31 publicanos e meretrizes. Esta pe uma frase generalizadora que designa todos os párias da sociedade e da religião que, geralmente, evitavam o templo e a sinagoga porque não eram bem recebidos quando compareciam. … O fato de que coletores de impostos e prostitutas reespondiam tão prontamente à pregação de João e de Jesus ofendia os líderes judeus … Estes não estavam dispostos a trabalhar na mesma vinha em que coletores de impostos convertidos, como Zaqueu (ver Lc 19:1-10), e prostitutas restauradas, como Maria (ver com. de Lc 7:36, 37) eram aceitos como trabalhadores. CBASD, vol. 5, p. 503, 504.

33 uma vinha. A vinha era um dos símbolos nacionais de Israel. Bem perto do lugar onde Cristo estava, naquela ocasião, na entrada do templo, havia uma grande e magnífica videira esculpida em ouro e prata que representava Israel. CBASD, vol. 5, p. 504.

Cercou-a. A cerca representa os preceitos da lei divina e obediência àqueles princípios da verdade que protegem contra a prática do erro. CBASD, vol. 5, p. 504.

34 os frutos que lhe tocavam. Israel devia mostrar o fruto do caráter e revelar ao mundo os princípios do reino dos céus. O fruto do caráter devia se manifestar primeiramente em sua vida e, então, na vida dos povos ao redor. Do mesmo modo, Deus espera que Sua igreja hoje partilhe as grandes bênçãos que Ele tem derramado sobre ela (ver PJ, 296). CBASD, vol. 5, p. 504.

37 E, por último. Quando os judeus rejeitaram jesus como o messias, desprezaram a última oferta de misericórdia a eles como nação. Aqui, Jesus não prevê tempo algum no futuro em que os judeus deviam recuperar o favor divino, como nação (ver vol. 4, p. 19, 20). CBASD, vol. 5, p. 505.

38 Sua herança. Seria loucura que os mordomos de uma vinha pudessem imaginar que, ao assassinar o herdeiro da mesma, pudessem passar a possui-la. Loucura maior seria a dos sacerdotes que agiam como se a crucificação do Filho de Deus lhes deixaria a herança de Israel por conta deles. Bíblia Shedd.

42-44 Jesus é a pedra fundamental para os que confessam o Seu nome, e edificam suas vidas nEle, passando então a fazer parte do edifício de Cristo, pedras vivas da Igreja (cf 16,18n; At 4.11n); para quem se recusa crer em Cristo, Ele deixa de ser a pedra que alicerça esta vida. Torna-se-lhe pedra de tropeço e condenação no julgamento (Is 8.14-15; Lc 20.17n; Rm 9.32; 1Pe 2.8). Mais tarde, Pedro mostrou que Cristo era sua pedra fundamental para operar milagres, pedra de cuja aceitação depende a salvação de cada um (At 4.11-12). Bíblia Shedd.