Salmo 54 – Comentário devocional:
Neste Salmo encontramos um pedido urgente de socorro quando os zifeus revelaram para Saul onde ficava o esconderijo de Davi e se ofereceram para ajudá-lo a encontrar e matar a Davi (1Sm 23:19-24). Os zifeus eram da tribo de Judá, a tribo de Davi, e, no entanto, o traíram delatando-o a Saul.
Se você já foi traído por alguém em quem confiava, este salmo é para você! Na verdade, este é um Salmo para todos nós que vivemos neste mundo terrível, onde a cada dia temos que cair de joelhos e pedir a Deus para nos salvar, proteger e sustentar.
A idéia central do Salmo está no versículo 4: “Certamente Deus é o meu auxílio; é o Senhor que me sustém” (NVI). É por isso que Davi em sua angústia volta-se para Deus. Os dois primeiros versos são um clamor a Deus. Em hebraico, os dois primeiros versos começam com a mesma expressão de súplica: “Oh, Deus!”: “Oh, Deus, salva-me!”; “Oh, Deus, escuta-me!” A oração de Davi é simples e direta.
Quando Pedro estava afundando, apenas clamou: “Senhor, salva-me!” e a mão de Jesus imediatamente se estendeu para salvá-lo . Quando você está em apuros, suas orações se tornam mais simples e diretas. Muitas vezes um mero “Ajuda-me, Senhor!”. Deus não vai desprezar a simplicidade e a espontaneidade de tal oração.
Davi neste salmo apela para três qualidades divinas: Seu nome, Seu poder e Sua fidelidade: “Salva-me, ó Deus, pelo Teu nome; defende-me pelo Teu poder”, v.1, NVI. “Extermina-os por Tua fidelidade!”, v.5, NVI.
1) O próprio nome de Deus, “Jeová”, acha-se presente no nome do nosso Salvador Jesus (Yeshua – Jeová salva). Pedro declarou: “Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4:12, NVI).
2) Deus é capaz de salvar por causa do seu poder: “O Senhor, o seu Deus, está em seu meio, poderoso para salvar” (Sofonias 3:17, NVI).
3) Ele nos salva do que nos ameaça porque Ele é sempre fiel e verdadeiro com o pacto que fez com o Seu povo.
Mesmo nesta situação difícil e angustiosa, pela fé Davi visualiza antecipadamente a chegada do seu socorro, dizendo: “Eu te oferecerei um sacrifício voluntário; louvarei o teu nome, ó Senhor, porque Tu és bom. Pois Ele me livrou de todas as minhas angústias…” (v. 6-7, NVI). A oferta voluntária não é exigida, nem forçada – é uma oferta “extra” dada voluntariamente como um sinal de gratidão a Deus, nosso Salvador. Devemos reconhecer que nossas vitórias só acontecem porque Deus age poderosamente em nosso benefício.
Garth Bainbridge
Australia
Traduzido por JDS/JAQ
Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/54/
Texto bíblico: Salmo 54
Comentário devocional:
O salmo 53 é uma cópia quase exata do salmo 14. Davi escreveu o Salmo 14 como o temos agora, mas o salmo 53 foi adaptado deste para refletir uma nova situação. Ambos os Salmos se direcionam aos tolos malfeitores que dizem que Deus não existe, mas cada capítulo responde a um grupo diferente daqueles que negam a existência de Deus. Este Salmo diz que eles foram “tomados de pavor, quando não existe motivo algum para temer! Pois foi Deus quem espalhou os ossos dos que atacaram você” (v. 5, NVI). Podemos imaginar isto sendo escrito após Senaqueribe ter atacado Jerusalém, só para ter seu exército de 185 mil soldados destruído por um anjo de Deus, que deixou seus ossos espalhados do lado de fora das muralhas da cidade.
“Diz o tolo em seu coração: ‘Deus não existe!’ ” Isto não quer dizer que o tolo realmente nega a existência de Deus – no mundo antigo praticamente ninguém era ateu, todos acreditavam na existência de seres sobrenaturais. Mas o tolo vive sem a referência de Deus. Para ele, Deus pode interferir na vida dos humanos, mas preferiria não fazer isso. Entretanto, quando as coisas vão mal, o tolo instintivamente se volta para um poder maior do que ele próprio.
Se nós conduzimos nossas vidas diárias como se Deus não existisse, nós somos os maiores tolos de todos. Isto também é verdade se mantemos Deus associado somente ao Sábado e prosseguimos nosso atrapalhado e egoísta modo de vida pelos próximos seis dias, com quase nenhum pensamento dirigido a Ele até o próximo Sábado.
Os tolos que dizem que Deus não existe “corromperam-se e cometeram injustiças detestáveis; não há ninguém que faça o bem” (v. 1b, NVI). Remova Deus do cenário e não mais haverá ponto de referência moral. Todo mundo faz o que é correto aos seus próprios olhos. Os ateus acreditam que a moralidade está inteiramente relacionada com a cultura social ou à consciência do indivíduo, mas ambos os conceitos têm se mostrado não confiáveis e incapazes de levar à moralidade.
Num mundo governado pelo conceito evolutivo da lei do mais forte [original: tooth and claw – dentes e garras], a regra é “cada um por si”, independente do meio utilizado. A auto-preservação é a lei básica desse conceito em que Deus é excluído. Auto- promoção é o seu maior objetivo; porém no final temos a auto-destruição. No entanto, eles utilizam qualquer argumento que desvincule o universo de seu Criador.
Mas Deus não se separa de Sua criação: “Deus olha lá dos céus […] para ver se há alguém que tenha entendimento, alguém que busque a Deus” (v. 2 NVI). Ele não está longe de nós; Ele se preocupa conosco e quer que saibamos que o melhor da vida gira em torno dEle . A arrogância intelectual de uma ciência que rejeita a noção de Deus nunca pode satisfazer a fome de verdade da alma ou restaurar a profunda fragilidade de nosso mundo. Mas onde quer que se busque e se encontre a Deus há uma sensação de paz e plenitude, de propósito e esperança.
Senhor, neste tempo de tanta descrença, eu Te busco. Restaura-me! Restaura o Teu povo!
Garth Bainbridge
Australia
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/53/
Texto bíblico: Salmo 53
Filed under: Salmos | Tags: ímpios, bons, julgamento final, vida eterna
Comentário devocional:
Este Salmo refere-se a um evento específico: “Poema de Davi, quando o edomita Doegue foi a Saul e lhe contou: ‘Davi foi à casa de Aimeleque’ “. Este foi um dos momentos mais sombrios da história de Israel . Saul assassinou todos os sacerdotes da família de Aimeleque, e também os habitantes de Nobe (1 Samuel 22), por terem ajudado a Davi quando ele fugia de Saul.
A mensagem é perfeitamente aplicável ao mundo de hoje. Você já conviveu com uma pessoa opressora fisicamente ou emocionalmente? Alguns de vocês, que estão lendo este comentário, certamente sabem como é a vida sob um ditador cruel, um empregador insensível e explorador, um cônjuge abusivo, ou um relacionamento com um manipulador ardiloso. Esta é a situação a que o Salmo 52 se refere.
Os primeiros quatro versos descrevem o abusador de poder, o “homem poderoso”, que planeja a destruição dos outros, que se vangloria o tempo todo, que ama o mal em vez do bem, a falsidade em vez da verdade, e cujas palavras são enganadoras e nocivas. Tal pessoa, diz o versículo 1, é uma vergonha para Deus.
As primeiras palavras do versículo 5 introduzem um fator que o homem mau não leva em consideração: “Certamente Deus. . . “. A seguir, em termos mais drásticos, apresenta o que Deus fará com o homem ímpio. Seja nesta vida ou na futura, sua ruína será definitiva e completa.
Por outro lado, no início do verso 8, encontramos Davi, identificado por meio de duas palavras: “Mas eu. . . “. Em contraste com o ímpio “homem poderoso”, que será destruído, as palavras de Davi são todas sobre a vida eterna e um futuro sem fim, porque ele confia no amor infalível de Deus e põe a sua esperança no bom nome de Deus.
Que palavras você prefere ter em sua lápide? As do versículo 7: “Veja só o homem que rejeitou a Deus como refúgio; confiou em sua grande riqueza e buscou refúgio em sua maldade!” (NVI), ou as do versículo 8: “eu sou como uma oliveira que floresce na casa de Deus; confio no amor de Deus para todo o sempre” (NVI)? Essa escolha terá resultados eternos.
Garth Bainbridge
Australia
Traduzido por JDS/JAQ
Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/52/
Texto bíblico: Salmo 52
Comentário devocional:
Ao contrário do dez salmos anteriores, os salmos 51 a 63 são todos atribuídos a Davi. Além disso, eles são muito pessoais, referem-se a eventos específicos da vida de Davi. O salmo 51 é uma oração de confissão sobre seus pecados no caso de Bate-Seba. Seu lamento, brotado do fundo do coração, é tão atemporal e universal quanto a nossa condição humana; cada palavra reflete nossa busca pelo perdão e restauração plenos.
O sistema sacrifical do Velho Testamento fazia provisão de expiação para todos os pecados, exceto dois: estupro (ou incesto) e assassinato. Ambos os crimes roubam a vida de uma pessoa, de uma forma ou de outra. Então para estes crimes nenhum sacrifício de animal era aceito. A pessoa deveria ser morta.
Deus havia estabelecido uma legislação que apontava o caminho para o perdão e a restauração. Entretanto, ao pecar contra Bate-Seba e seu marido Urias, Davi colocou-se numa situação para a qual esta legislação não oferecia uma solução. Assim, ele se lança sobre a misericórdia, graça e bondade de Deus. Na oração de Davi não se vê nenhuma pitada de auto- justificação, ele apenas suplica pela graça de Deus: “Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade, de acordo com Teu amor infalível; de acordo com tua grande compaixão apaga minhas transgressões.”
Ele não minimiza seu pecado, mas exalta seu Salvador.
O amor infalível de Deus – Seu hesed – é o amor que nunca cessa e nunca desiste de nós, seus filhos. “Pode uma mãe esquecer o bebê em seu peito e não ter compaixão do filho que gerou? Ainda que ela se esquecesse, eu não te esquecerei!” (Is 49:15).
Algumas palavras significativas marcam o processo de arrependimento e cura: Do lado do resgate do processo: “apagar…, lavar…, limpar”; e do lado da recuperação: “criar…, renovar…, restaurar…, sustentar.” Davi suplica por perdão e renovação, para ser definido como justo tanto perante Deus quanto perante si mesmo.
Davi não tem nada a trazer para Deus a não ser seu coração quebrado, o qual ele acredita que o Senhor não desprezará. Deus não quer que pensemos que podemos comprar Seu favor com algum tipo de oferta de paz; tudo o que Ele quer é que levemos nosso quebrantamento a Ele para cura e renovação. Então teremos uma história a contar que converterá pecadores a Ele e elevará louvores ao misericordioso Senhor.
Garth Bainbridge
Austrália
Traduzido por JAQ/JDS
Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/51/
Texto bíblico: Salmo 51
Filed under: Salmos | Tags: ações de graças, gratidão, louvores, obediência
Comentário devocional:
Este Salmo descreve um momento grandioso e solene quando Deus abre uma sessão do tribunal a fim de julgar seu próprio povo. A questão neste caso judicial é que Israel realiza todos os rituais do povo da aliança, mas não vive à altura das exigências da aliança. Eles são muito religiosos, mas não totalmente obedientes. Eles praticam as formas, mas não vivem a vida.
Em termos surpreendentes Deus apresenta a sua acusação contra o seu povo: “Que direito você tem de recitar as minhas leis ou de ficar repetindo a minha aliança? Pois você odeia a minha disciplina e dá as costas às minhas palavras!” (Sl 48:16-17, NVI). Tendo listados seus pecados específicos, Deus diz:”Vocês fizeram essas coisas, e eu fiquei calado; por isso, pensaram que eu era igual a vocês. Porém agora vou repreendê-los; vou mostrar-lhes os seus erros.” (v. 21, NTLH) Vocês conversam sobre temas religiosos e fielmente praticam a religião de vocês, mas tratam as minhas instruções como sem importância. Agora vou repreendê-los e acusá-los do mal que vocês tem feito e do bem que tem deixado de fazer.
Surpreendentemente, Deus nomeia as nações do mundo como Seu júri e como testemunhas no julgamento do Seu povo! Na realidade, o mundo nos observa e avalia. Até mesmo aqueles que não seguem a Deus esperam que nos comportemos de forma diferente do que as pessoas em geral e ficam desapontados quando não o fazemos. Afinal, a recomendação é: “não tenham nenhuma falha ou mancha. Sejam filhos de Deus, vivendo sem nenhuma culpa no meio de pessoas más, que não querem saber de Deus. No meio delas vocês devem brilhar como as estrelas no céu” (Filipenses 2:15, NTLH). Jesus nos convida a deixarmos nossa luz brilhar diante dos homens, para que nossas boas ações possam levá-los a louvar ao nosso Pai que está nos céus (Mateus 5:16). Infelizmente a igreja muitas vezes se comportou de uma maneira que danificou a reputação de Deus diante dos homens. Individualmente e como comunidade da Igreja temos a empolgante tarefa de resgatar e preservar o bom nome de Deus no mundo.
O inesperado remédio de Deus para a maldade religiosa do seu povo é que eles tragam oferendas de agradecimento e O agradeçam pelo que Ele tem feito. Isto faz com que Ele se torne real em nossa experiência. É possível estar envolvido nas formas de religião, sem nunca se envolver com Deus. Ações de Graças avivam a nossa confiança de que Deus irá intervir em nossas vidas, reconhecem a Sua atuação em nossas atividades diárias e levam a nossa adoração para fora das paredes da igreja, para nossas casas e ruas.
Garth Bainbridge
Australia
Traduzido por JDS/JAQ
Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/50/
Texto bíblico: Salmo 50
Comentário devocional:
Este Salmo parece pertencer ao livro de Eclesiastes ou Provérbios. De fato, o verso 4 diz: “Inclinarei os meus ouvidos a um provérbio; com a harpa exporei o meu enigma. (NVI).
A vida é realmente um enigma e requer sabedoria inspirada para entender o que está acontecendo. Se somos surdos à sabedoria, seremos apanhados pela publicidade e propaganda superficial , tais como: a beleza está em um pote de cosmético, a felicidade se mede pelo dinheiro que você tem ou a segurança está uma boa conta financeira [no original: “beauty in a bottle; happiness in your pocket; security of your finances”].
Este é o evangelho dos deuses deste mundo, deuses de ouro, ferro e madeira. Os sistemas de valores da nossa sociedade nos levam a definir sucesso em termos materialistas.
Somos lembrados neste Salmo que o rico vai perecer. Sua riqueza não comprará favores ou acomodações para além desta vida. “Não se aborreça quando alguém se enriquece e aumenta o luxo de sua casa; pois nada levará consigo quando morrer; não descerá [à sepultura] com ele o seu esplendor” (v. 16,17 NVI). Nos tempos antigos, as pessoas abasteciam seu túmulos com bens terrenos para tornar a pós-vida mais confortável. Mas os únicos que se beneficiaram disso foram os ladrões de túmulos.
Em relação à vida futura, os versos 7-9 nos dizem: “Homem algum pode redimir seu irmão ou pagar a Deus o preço de sua vida. Não há pagamento que o livre para que viva para sempre e não sofra decomposição” (NVI).
Um resgate é muitas vezes exigido por um sequestrador para a libertação da vítima. Que valor atribuímos à vida de um ser humano, especialmente alguém a quem amamos? São milhões de dólares demais ou muito pouco? O versículo 8 declara que o resgate de uma vida é caro, nenhum pagamento é suficiente. E quando se trata da vida eterna, como poderíamos dar a Deus um pagamento adequado para o nosso resgate? Só por um ato de Deus uma vida humana pode ser resgatada. “Mas Deus redimirá a minha vida da sepultura, e me levará para Si” (v.15 NVI).
Será que algum dia compreenderemos o quanto custa nos redimir da sepultura? “porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6:23). Qual foi o preço de etiqueta deste presente? O que custou a Deus para que Seu Filho se tornasse um ser humano, se vinculasse para sempre a esta raça humana, e ao final, se submetesse a abuso degradante e uma morte horrível? Poderíamos penetrar as nuvens escuras que envolveram o Calvário e compreender a imensidão daquela hora? Acima de tudo, como Deus poderia suportar a agonia infinita de ver Seu Filho receber o impacto final do nosso pecado e rebelião?
O próprio Deus pagou pela nossa redenção. Qualquer coisa que ofereçamos como pagamento não poderia contribuir em nada para a nossa redenção.
A expressão “Deus amou o mundo de tal maneira” abre uma dimensão totalmente nova de existência para nós. A poderosa atração da sepultura é interceptada por Sua promessa de que “todo aquele que crê n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna”.
Garth Bainbridge
Pastor Ministerial
Sydney, Austrália
Traduzido por JAQ/JDS
Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/49
Texto bíblico: Salmo 49
Filed under: Salmos | Tags: adoração, gratidão, Jerusalém, louvor, templo de Salomão
Comentário devocional:
A beleza e a glória da cidade de Deus e do monte Sião.
Este é um “poema sobre Jerusalém”. Cantar hinos em louvor ao lugar de adoração significa louvar o Deus que ali habita. Não sabemos se era um hino cantado pelos peregrinos que subiam a estrada íngreme até o Monte do Templo, ou se era um hino com o qual os “filhos de Coré” animavam os viajantes, quando chegavam.
Por séculos, pessoas tem feito peregrinações em feriados e em suas benvindas férias; contudo, esta não é uma canção aprendida por viajantes piedosos como parte de uma turnê turística, pois esses visitantes não vieram a Jerusalém para visitar os seus pontos turísticos. Também eles não vieram como parte de uma penitência por seus pecados ou na esperança de obter algum mérito. Esta é uma jornada em que os pecadores vão ao local onde Deus está, com a intenção de estar em Sua presença e adorá-Lo. Aqui eles esperam encontrar refúgio contra o inimigo de suas almas, pois sabem que a sua fortaleza é o próprio Deus.
O salmista está confiante de que assim como Deus empregou o Seu poder para salvar em face de ameaças passadas, Ele vai permanecer eternamente como o protetor do Seu povo.
Neste salmo o peregrino é convidado a participar de uma procissão até o templo para adorar a Deus, e, em seguida, marchar ao redor do templo (v. 12), reconhecendo este lugar de culto como a melhor fonte de segurança.
Pai, eu testemunhei a Tua bondade, amor e justiça. Mas como a minha experiência é limitada, vejo apenas uma pequena parte da Tua majestade; minha voz é apenas um sussurro no grande louvor erguido diante de Teu trono; mesmo assim, com alegria, eu me uno aos canticos que são oferecidos a Ti. Amém.
Helen Pyke
Professora aposentada
Universidade Adventista do Sul
www.reavivadosporsuapalavra.org
Traduzido por JDS/JAQ
Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/48/
Texto bíblico: Salmo 48
Comentário devocional:
“Batam palmas”, diz o salmista para a congregação, “aclamem a Deus com cânticos de alegria!” (v.1 NVI)
Nos Salmos não encontramos louvores poéticos à natureza, mas somente poemas celebrando a grandeza e a bondade do Criador do maravilhoso mundo natural. Neste Salmo, como em inúmeros outros, toda a natureza se une em louvar o nosso Criador. Como podemos ficar em silêncio? Salmo 98:8 convida os rios a baterem palmas e os montes a cantarem de alegria. Isaías 55:12 diz que “os montes e colinas irromperão em cantos” e “todas as árvores dos campos baterão palmas.” Esse tipo de gratidão é grande demais para que homens cantem.
Alegria espontânea sai dos lábios humanos por causa do amor que a bondade de Deus gera. Embora cercado por inimigos, fomos resgatados por Cristo e Deus escolheu a nossa herança para nós. O que Ele concede para nós é nosso, mais capaz de nos fazer felizes do que qualquer coisa que possamos ter almejado. Nós O louvamos porque vemos nessa herança todo o amor do Pai derramado sobre nós em rica abundância.
Nós não precisamos daquilo que pertence a outra pessoa. Como Rei de toda a terra, Ele oferece uma herança para toda nação, para cada indivíduo, e todos os que escolhermos fazer parte de Seu reino eterno herdaremos nosso próprio lugar para viver, nosso próprio local de trabalho e todos os recursos que precisamos para realizar o que Ele nos pede para fazer. Quando percebemos esse fato da providência divina, nós podemos cantar louvores com pleno entendimento.
Pai, se estou cantando com coração dividido, é porque ainda não compreendi o que tens feito por mim. Perdoe-me por cobiçar o que tens dado a outros. Mostre-me como posso fazer pleno uso da minha herança e trazer honra ao seu nome. Amém.
Helen Pyke
Universidade Adventista do Sul
Traduzido por JAQ
Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/47/
Texto bíblico: Salmo 47
Filed under: Sem categoria
Você já se deu conta de quantas canções foram compostas com base nas promessas e no conforto deste salmo? Eu me lembro, neste momento, de pelo menos 4 delas. Você pode nos ajudar a identificá-los para que as cantemos hoje? As palavras deste salmo tem sido conforto e apoio para muitos cristãos de todos os tempos. Estes versos merecem uma atenção especial.
Introdução. O Salmo 46 é chamado de “O salmo de Lutero” porque o reformador cantava este salmo nas horas de aflição e o parafraseou num hino, “Castelo Forte” […]. O salmo é um hino que fala da segurança que o povo de Deus pode desfrutar em meio ao caos deste mundo. Para expressar esse tema, tão pertinente em nossos dias também, o salmista escolheu a métrica regular, algo incomum na poesia hebraica. Três estrofes praticamente iguais em tamanho, com refrão e a palavra “Selá” devidamente posicionados, apresentam figuras de contrastes marcantes: águas turbulentas, montanhas abaladas e um rio tranquilo; nações agitadas, a terra se dissolvendo com a voz do Senhor; a desolação da guerra e Deus governando calmamente sobre as nações […] Os Salmos 46, 47 e 48 tem muitas ideias afins e provavelmente compartilham do mesmo contexto. Pode-se concluir da declaração do livro Patriarcas e Profetas (p. 203) que Davi foi o autor deste salmo.
Afirma-se que Oliver Cromwell, estadista inglês, pediu ao povo para cantar este salmo dizendo: “Este é um salmo muito especial para o cristão. Deus é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Se o papa e os espanhóis e o diabo se opõem a nós, ainda assim, em nome do Senhor, nós os destruiremos. O Senhor dos exércitos está conosco, o Deus de Jacó é o nosso refúgio.” (CBASD – Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 3, p. 837).
1-3 Deus é refúgio no perigo; força para levar a nossa vida para finalidades construtivas, socorro e consolo nas preocupações. Para exemplificar este fato, descrevem-se quatro calamidades que pareceriam ser o fim do mundo, sem atemorizarem aos que tem Deus como refúgio (Rm 8.31-39). A presença e o poder de Deus, reconhecidos e aceitos em nossas vidas, constituem a diferença entre derrotas e vitórias, entre fracassos e êxitos, entre o medo e a fé (Bíblia Shedd).
1 Deus é o nosso refúgio. Cada uma das três partes do salmo repete a declaração que “Deus é o nosso refúgio” v. 1, 7 e 11.
socorro bem presente. A frase completa diz, literalmente, “encontrou-se uma ajuda extraordinária na tribulação”. Visto que Deus sempre nos ajuda, podemos confiar nEle nas tribulações (CBASD, vol. 3, p. 837).
2 portanto. Isto é, tendo em vista o que Davi disse no v. 1. Os fenômenos físicos de agitação da natureza, terremoto que lança as montanhas ao mar, a fúria das ondas e o cataclismo de uma onda gigante, bem como comoções e revoluções na política mundial, não devem abalar os que confiam em Deus. Não importa o que aconteça, Deus é um refúgio seguro (CBASD, vol. 3, p. 837).
3 Selá (ARC). Esta palavra marca o final da primeira estrofe (CBASD, vol. 3, p. 837).
4-7 A salvação operada por Deus (1-3) é prova daquilo que Deus é para nós; é um antegozo do santuário eterno de Deus. Deus, que se tornou Deus de Jacó, que é o Deus de todas as forças do universo, quer também ser o nosso Deus, e nos levar para a Cidade Eterna com o rio e suas correntes (4; Ap 21.9-22.5) (Bíblia Shedd).
4 um rio. Uma bela metáfora da proteção divina. Apresenta-se um estado de tranquilidade e segurança em contraste marcante com o oceano feroz do v. 3. A segunda estrofe (v. 4-7) retrata a paz da cidade de Deus, ao passo que tudo o que está fora dela encontra-se em caos (CBASD, vol. 3, p. 837).
Jerusalém não tem rio, diferentemente de Tebas (Nm 3.8), Damasco (2Rs 5.12), Nínive (Na 2.6,8) ou Babilônia (Sl 137.1), mas nem por isso deixava de ter um “rio”. Aqui, o rio de 36.8 serve de metáfora do derramamento contínuo das bênçãos de Deus que sustentam e que refrigeram, e que deixam a cidade de Deus semelhante ao jardim do Éden (v. Gn 2.10; Is 33.21; 51.3; v. tb Ez 31.4-9) (Bíblia de Estudo NVI Vida).
5 desde antemanhã. Literalmente, “na virada da manhã”, isto é, ao amanhecer (ver Êx. 14:24; Lm 3:22, 23) (CBASD, vol. 3, p. 838).
“desde o romper da manhã” (NVI). Ou “quando se aproxima a aurora” – i.e., quando havia mais probabilidade de ataques contra cidades. O socorro divino faz raiar a aurora do livramento e dissipa a noite do perigo (v. 44.19; cf. ex. em Is 37.36) (Bíblia de Estudo NVI Vida).
6 a terra se dissolve. Linguagem figurada que demonstra o poder absoluto de Deus. A sucessão de frases curtas, sem conjunções […], torna a descrição mais vívida (CBASD, vol. 3, p. 838).
7 o Senhor dos Exércitos. O v. 7 é o refrão da segunda estrofe (ver v. 11). No refrão está a nota tônica do salmo (CBASD, vol. 3, p. 838).
está conosco. É o suficiente. O cristão precisa apenas estar seguro da presença de Deus [cf. Sl. 23:4] (CBASD, vol. 3, p. 772).
refúgio. Ou, “uma elevação segura”, “um abrigo”. John Wesley, confortado com a promessa deste versículo, corajosamente enfrentou a morte. Durante toda a noite antes de morrer repetiu estas palavras. A força do crente não está em si mesmo, nem na aliança com o poder do mundo, mas em Deus. Calvino disse: “O fiel deve aprender que a graça de Deus é suficiente. Portanto, embora a ajuda de Deus nos chegue de modo secreto e suave, como um riacho estreito, devemos desfrutar uma tranquilidade mais profunda do que se todo o poder do mundo fosse empregado de uma só vez para nos ajudar. (CBASD, vol. 3, p. 838).
8 vinde, contemplai. A terceira estrofe (v. 8-11) retrata o poder de Deus manifesto ao controlar o movimento das nações, e a excelência de Sua serena exaltação sobre elas (CBASD, vol. 3, p. 838).
9 carros.O versículo descreve um campo de batalha com armas quebradas e veículos queimados. A vitória é completa (CBASD, vol. 3, p. 838).
10 aquietai-vos. Literalmente, “entreguem-se”, “desistam”. O próprio Deus é quem diz estas palavras. A primeira frase deste versículo foi parafraseada: “Silêncio! Abandonem sua agitação e reconheçam que eu sou Deus.” Falamos muito e ouvimos pouco. Falta-nos o equilíbrio e a firmeza cristã devido aos nossos muitos afazeres. Moisés passou 40 anos na terra de Midiã (At 7:29, 30), Paulo passou três anos [quase 40 meses?] no deserto (Gl 1:17, 18) e Jesus 40 dias no deserto (Mt 4:1,2), preparando-se para as responsabilidades do chamado divino (CBASD, vol. 3, p. 838).
11 o Senhor dos Exércitos. O v. 11 é o refrão da terceira estrofe. O Salmo 46 trará conforto especial ao povo de Deus no tempo de angústia (GC, 639). Nessa hora, quando um grande terremoto jamais visto abalar toda a Terra; quando o Sol, a Lua e as estrelas saírem de suas órbitas; quando as montanhas tremerem como vara e rochas forem lançadas para todos os lados; quando o mar se agitar com fúria e toda a superfície da Terra se desfizer; quando cadeias de montanhas afundarem e ilhas desaparecerem (Mt 24:29,30; Lc 21:25,26; GC 637; PE 34,41), os santos terão a proteção de Deus (CBASD, vol. 3, p. 838).
Comentário devocional:
Ao longo da história, em todo o mundo, as grandes cidades têm crescido às margens de grandes rios. As cidades precisam de muita água para prosperar. Embora Jerusalém tivesse apenas um pequeno riacho para seu abastecimento de água, Ezequiel viu a cidade recebia as águas de um poderoso rio que corria a partir do templo de Deus (Ez 47:1-12).
“Há um rio cujos canais alegram a cidade de Deus, o Santo Lugar onde habita o Altíssimo” (Sl 46:4, NVI), canta o salmista. Jesus proclamou, no dia da festa dos Tabernáculos, que ele próprio era aquele Rio, capaz de satisfazer a sede de todos (João 7:37-38).
Ao nosso redor as pessoas podem ficar aterrorizadas com furacões, inundações, terremotos e maremotos. Deus está conosco, mesmo em meio a estas convulsões naturais. O noticiário internacional está saturado de ameaças iminentes de convulsões políticas e de guerras que destroem nações ao redor do globo. Deus ainda está no controle e acima de todo o tumulto. Ele afirma sua autoridade sobre as nações que guerreiam entre si.
Em meio às difíceis circunstâncias que nos cercam a mensagem do Eterno é: “Aquiete-se e saiba que eu sou Deus” (v. 10, NIV). Não há outro refúgio. Ele é suficiente.
Pai, em meio ao caos e a insegurança, dá-me paz. Em um mundo preocupado com catástrofes naturais, guerras e terroristas, a minha alma pode se sentir segura em Ti. Deixe-me ouvir o eco da voz de Jesus quando Ele falou à tempestade na Galiléia: “Aquieta-te!”. Amém.
Helen Pyke
Universidade Adventista do Sul
Traduzido por JDS/JAQ
Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/46/
Texto bíblico: Salmo 46