Reavivados por Sua Palavra


Jó 35 – Deus é afetado pelo que Suas criaturas fazem? by Jeferson Quimelli
31 de julho de 2013, 17:02
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6 Se as tuas transgressões se multiplicam, que Lhe fazes? O argumento é de que o Deus que criou os céus não é influenciado nem intimidado pelo pecado do ser humano: Seu poder não é diminuído, Ele não é prejudicado, nem Sua dignidade, ferida.

7 Que Lhe dás […]? Por outro lado, defende Eliú, a justiça humana não pode beneficiar a Deus, nem colocá-Lo sob ogrigação para com o homem.

8 A tua impiedade só pode fazer mal ao homem. Segundo o raciocínio de Eliú, os resultados da iniquidade ou da justiça são sentidos, não por Deus, mas pelo próprio ser humano. Deus está tão afastado dos efeitos do pecado ou da justiça humana que não há motivo para Ele não ser estritamente justo. Desta forma, onde deve haver recompensa, haverá, e onde deve haver castigo, haverá. Portanto, há vantagem em ser justo. Deus é exaltado demais para modificar a lei da causa e do efeito quer, na estimativa de Eliú, exige a recompensa para o justo e a punição para o malfeitor. Em outras palavras, a impiedade ou a justiça de um homem afeta somente a ele, não a Deus. A filosofia de Eliú, neste particular, deixa de reconhecer o estrito vínculo que existe entre Deus e Suas criaturas. Eliú vê a transcendência de Deus, mas deixa de ver Sua proximidade daqueles que criou. O evangelho apresenta um Deus amoroso, que é afetado pelo que Suas criaturas fazem e que Se relaciona com elas de maneira pessoal (ver Hb 4:15).

Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.



Jó 35 by Jobson Santos
31 de julho de 2013, 10:56
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Comentário devocional:

Eliú desafia a Jó: “Você disse: ‘A minha justiça é de Deus” ” (V. 2). E continua: “Você diz: “No que eu me beneficiarei? Que lucro eu terei do meu pecado? “(Versículo 3). Como um crente em Deus, Jó formula corretamente estas perguntas. Segundo o autor,  esta é a tradução literal do hebraico, contudo a maioria das modernas traduções vertem de forma diferente.

Segundo Eliú: “Não há quem pergunte: ‘Onde está Deus, o meu Criador, que de noite faz surgirem cânticos… Quando clamam, ele não responde, por causa da arrogância dos ímpios” (vv. 10, 12).

Diante da expectativa de Jó em relação a um processo judicial, Eliú diz: “a sua ira jamais castiga, … ele não dá a mínima atenção à iniquidade” (v. 15, NVI). Ele não está correto nestas afirmações. Eliú acusa a Deus de não se importar o suficiente a ponto de visitar a raça humana com Sua ira. Mas Jó entende de forma diferente e expressou isso anteriormente.

Eliú acusa Jó de abrir a boca com vaidade e multiplicar suas palavras sem conhecimento (versículo 16). No entanto, quem está multiplicando palavras com vaidade é o próprio Eliú.

Querido Deus,

Nós também queremos dizer juntamente com Jó, que a nossa justiça vem de Ti e que nada lucraremos com o pecado em nossas vidas. Neste ambiente hostil em que nos encontramos, as pessoas torcem nossas palavras e deturpam nossas intenções. Abençoe o trabalho que fazemos para Ti. Amém.

Koot van Wyk

Universidade Nacional Kyungpook

Sangju, Coreia do Sul

Traduzido e adaptado por JDS

Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Jó/35/

Texto bíblico: Jó 35



Jó 35 – resumo by Jeferson Quimelli
30 de julho de 2013, 20:39
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Jó 35 Resumo: 1 O homem não pode comparar-se a Deus, porque nossa bondade ou maldade não O afeta. 9 Muitos clamam em suas aflições, mas não são ouvidos por falta de fé (CBASD, vol. 3, p. 666).

Eliú tinha atribuído a Jó o argumento de que a justiça não traz mais vantagem para o homem do que a prática do pecado (34.9, cf 21.15, onde Jó atribui tal atitude ao ímpio); agora [Eliú] mostra que o Deus transcendente não é afetado pelo comportamento humano, e que só outros homens ficam prejudicados ou ajudados pelos vícios da humanidade (5-8). Se alguém ora a Deus e não recebe resposta; isto é mais uma prova da sua própria impiedade do que uma indicação de que Deus não considera os justos (9-13). Jó podia escolher o caminho da confiança em Deus, para o perdão, ou rebeldia, para então merecer mais castigo; portanto, não é justiça do domínio de Deus que deve ser impugnada (14-16) (Bíblia Shedd).

Texto bíblico: Jó 35



Jó 34 by Jobson Santos
30 de julho de 2013, 9:58
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Comentário devocional:

Sem experiência e ainda em sua juventude, Eliú deseja ensinar a sabedoria.  Sendo assim, ele fala de um modo mais inseguro. Ele pede aos sábios para ouvi-lo, sabendo que a sabedoria vem com a idade. Ele sabe que ouvidos críticos estarão testando suas palavras (versículos 1-3).

Como um meio de estabelecer a verdade, Eliú apela para o consenso geral. “Tratemos de discernir juntos o que é certo e de aprender o que é bom” (v. 4, NVI). Edward Heppenstall, teólogo adventista, disse em uma palestra: “a verdade é a verdade, independentemente do voto da maioria. A autoridade bíblica deve estar acima decisões humanas”.

Eliú, então, pede que os homens compreensívos o ouçam: “Longe de Deus esteja o fazer o mal, e do Todo-poderoso o praticar a iniquidade. Ele retribui ao homem conforme o que este fez, e lhe dá o que a sua conduta merece” (versículo 10, 11, NVI). Ele está raciocinando sem levar em conta a realidade do Grande Conflito. Apesar de sua pretensa sabedoria, ele vai acabar tendo um falso conceito de Deus. Ele tenta atribuir a Deus todos os resultados, bons ou maus. Eliú destaca a soberania de Deus e que por si só não é errado, porque quem deu autoridade a Deus sobre a terra e que colocou todo o mundo habitado sob o seu cuidado? (Versículo 13).

Eliú tem uma visão diferente da graça de Deus e da retribuição. “Suponhamos que um homem diga a Deus: ‘Sou culpado, mas não vou mais pecar’ ” (v. 31, NVI). “Deveria Deus recompensá-lo nesses termos?” (Verso 33,  tradução do original pelo autor).

Segundo Eliú, Jó deveria sofrer “a mais dura prova, por sua resposta de ímpio!” (v. 36, NVI). Ele sente que Jó está adicionando transgressão ao seu pecado, ao multiplicar suas palavras contra Deus (verso 37).

Querido Deus,

Os jovens gostam de falar e o fazem mesmo sendo inexperientes. Eles facilmente criticam e desdenham do pensamento alheio. Oramos para que com o passar do tempo eles percebam suas falhas e amadureçam a fim de que possam fazer um bom trabalho nas posições de liderança que assumirem. Amen.

Koot van Wyk

Universidade Nacional Kyungpook

Sangju, Coreia do Sul

Traduzido e adaptado por JDS

Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Jó/34/

Texto bíblico: Jó 34



Jó 34 – resumo by Jeferson Quimelli
30 de julho de 2013, 0:00
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Resumo: 1 Eliú acusa Jó de atribuir injustiça a Deus. 10 O Deus todo-poderoso não pode ser injusto. 31 O homem deve humilhar-se diante de Deus. 34 Eliú repreende Jó. (CBASD, vol. 3, p. 663)

1-9 Eliú condensa os discursos de Jó em duas queixas: a de acusar a Deus de ser injusto por desferir golpes de puro capricho contra um homem justo, (5,6), idéia esta rejeitada por Eliú (7) e de declarar que de nada aproveita ao homem o comprazer-se em Deus (Bíblia Shedd).

10-33 Eliú afirma que Deus é justo, e que colocou o homem num universo moral, no qual colhe o fruto daquilo que semeia, seja coisa boa ou má (10-12). Declara que a autoridade absoluta só pertence a Deus (13-15), e que o domínio de Deus é perpétuo por ser um domínio de justiça (17-19). A onisciência de Deus é outra garantia de Sua justiça (20-18). [Segundo Eliú,] Jó revelara ignorância ao queixar-se de Deus, pois o Deus justo só envia sofrimento para o benefício do homem, motivo para Lhe prestarmos culto (29-33) (Bíblia Shedd).

34-37 Eliú invoca o veredito dos homens de entendimento em relação às palavras rebeldes de Jó, pois considera que sua atitude rebelde é mais terrível do que as próprias tribulações, que decerto continuarão até Jó se arrepender de sua rebeldia (Bíblia Shedd).

 
Texto bíblico: Jó 34


Jó 33 by Jeferson Quimelli
29 de julho de 2013, 0:00
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Comentário devocional:

Para quem chegou agora, Eliú é o jovem que saltou para falar depois que Jó terminou seu discurso no capítulo 31. No capítulo 32 como um homem jovem, provavelmente 30 anos de idade, e falando em público pela primeira vez, ele pediu permissão para falar. Neste capítulo, ele começa seu discurso.

Em um longo parágrafo de abertura ele pediu a Jó para ouvir com atenção tudo o que ele tinha a dizer (v. 1). Jó ouvirá agora as palavras e o conhecimento que vêm de sua bocae que vem da retidão de seu coração (versos 2-3). Primeiro, ele concorda com Jó que o “Espírito de Deus me fez” (v. 4). Era comum o orador mencionar o papel do Espírito como Jó o fez em 27:3 ou como Zofar fez em Jó 20:03. Eliú destaca que o seu espírito era de entendimento baseado na razão. Então, convida Jó que o conteste, se sentir que pode fazê-lo (v. 5). E declara que mantém a mesma relação com Deus como criatura vinda do barro [lembrando a criação em Gênesis] (v. 6).

Como Jó pode falar sobre a “formação a partir do barro”, declaração que foi registrada por Moisés em Gênesis 2:7, quando Gênesis foi escrito por Moisés, anos mais tarde? Moisés citou Gênesis 1-5 do Livro de Adão (Gênesis 5:1). É possível que, quando Moisés fugiu do Egito na noite em que matou o egípcio, por homicídio culposo, sua mãe lhe tenha dado o Livro de Adão. O manuscrito da criação foi conhecido pelas gerações pré-diluvianas, Noé, e sua posteridade. Adão tivera mais de 900 anos para confirmar este manuscrito, e Matusalém conviveu com Adão e também com Noé, que viveu até Abraão. Não há dúvida de que a Palavra de Deus é certa e possua autoridade.

Eliú reconhece que ele também é humano e seja o que ele disser, isto não será tão pesado para Jó, como se Deus estivesse falando com ele (vers. 7). Mas questiona as palavras que ouvira de Jó (v. 8): “Estou limpo e sem pecado, estou puro e sem culpa. Contudo, Deus procurou em mim motivos para inimizade” (v. 9-10 NVI).

Sabemos que Jó estava certo em proclamar sua pureza, mas Eliú se ofende contra sua afirmação: “Nisto não tens razão ” (v. 12). “Por que contendes com Ele?” E afirma que Deus não tem que prestar conta ao homem de tudo o que Ele diz e faz (v. 13). 

Então Eliú começa a contestar dois argumentos apresentados por Jó: que é inocente e seu pedido por um juízo investigativo e por um Defensor. Eliú diz que Deus fala com os seres humanos de duas maneiras: em sonhos ou visões da noite (v. 14-15), quando, então, fala aos homens e lhes transmite instruções (v. 16). A razão pela qual Deus se revela, diz Eliú, é para conter a ação de um homem que pode levar à sua destruição ou a perecer pela espada (versos 17-18).

Eliú acredita que se um homem é forte na fé, Deus então proverá somente sucesso para ele. O homem é disciplinado no leito de dor, afirma ele (v. 19). Em seguida, descreve o que acontece com o doente que é “levado a achar a comida repulsiva e a detestar na alma sua refeição preferida” (v. 20). Sua carne definha, seus ossos aparecem (v. 21) e sente a morte se aproximar (v. 22). 

Eliú fala sobre a crença de que um anjo está sobre cada pessoa e se essa pessoa está perto de Deus, ela pode ser declarada redimida e as bênçãos surgirão (v. 23). Deus, que  é misericordioso, diz: “Poupa-o de descer à cova; encontrei resgate para ele ” (v. 24). 

Do seu ponto de vista, Eliú pensa que a pessoa doente, que é inocente e encontrou um intercessor, será curada. A restauração trará jovialidade a ela (versículo 25). Se a pessoa doente implorar a Deus e esconder seu rosto em oração, Deus Se deleitará nela e lhe devolverá a sua justiça (v. 26). O homem então diria que apesar de ter sido punido não o foi quanto o merecia (v. 27), porque Deus impediu que ele descesse à sepultura (v. 28). Eliú sente que Deus faz isso não só uma vez, mas duas e três vezes com o homem (v. 29), trazendo o homem da situação de morte certa para ser iluminado com a luz da vida (v. 30).

Eliú pede a Jó para ouvi-lo bem. Se Jó tiver algo a dizer, ele pode responder. É desejo de Eliú justificar Jó (v. 31-32). Se Jó não tiver resposta, então ele deve manter a calma e Eliú irá ensiná-lo (v. 33).

Querido Deus,

O objetivo de lermos as Escrituras é obter uma compreensão adequada do Seu caráter e personalidade. Protege-nos de nos fixarmos em qualquer doutrina errônea ou que traga luz superficial sobre Seu caminho de salvação. Concede-nos a segurança da nossa salvação por Te conhecer pessoalmente e interagir conTigo. Amém.


Koot van Wyk

Kyungpook National University

Sangju, Coreia do Sul

Trad/Adap JAQ/GASQ



Texto bíblico: Jó 33



Jó 32 by Jeferson Quimelli
28 de julho de 2013, 0:14
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Comentário devocional:

No último verso do capítulo anterior, Moisés, o escritor, deu-nos uma visão de uma perspectiva ampla (de águia) sobre a relação entre Jó e seus três amigos. E no primeiro verso deste capítulo ele escreve: "Então, aqueles três homens cessaram de falar com Jó, porque ele é justo em seus olhos."

Estes três amigos eram mais velhos do que Eliú, o próximo orador. Ele tinha, provavelmente, mais de 30 anos, a idade mínima para poder falar em público. Moisés registra que Eliú estava "vermelho de raiva" (v. 2). "Se acendeu a ira de Eliú porque Jó pretendia ser mais justo do que Deus". Também se acendeu a ira de Eliú contra os seus três amigos, “porque mesmo não achando eles o que responder, condenavam a Jó” (v. 3).

Moisés explica que Eliú havia ficado quieto por ser mais jovem (v. 4). Finalmente, depois de um longo período de silêncio, a ira de Eliú se acendeu, vendo “que os três não tinham mais nada a dizer” (v. 5, NVI).

No estilo típico da Ásia, o jovem manteve-se em silêncio, respeitando a primazia dos mais velhos (v. 6), pensando que a experiência se traduziria em sabedoria (v. 7). Eliú também sabia que nem sempre os mais velhos adquirem e demonstram sabedoria (v. 9).

Então Eliú sentiu que deveria falar (v. 10). Ele havia esperado por suas palavras, ouviu os seus motivos, enquanto pensava no que dizer (v. 11). Quando as pessoas começam a procurar palavras a conversa está perto do fim.

Moisés certamente assistiu a muitas reuniões no palácio de Hatshepsut e sabia muito bem que, quando uma pessoa de importância fala todos se aquietam enquanto ele fala com vigor, mas em um determinado ponto o tom de voz se abaixa assinalando o fim do discurso.

Eliú diz aos seus amigos: "nenhum de vocês demonstrou que Jó está errado. Nnehum de vocês respondeu aos seus argumentos " (v. 12 NVI). E os acusou de reconhecer sabedoria em Jó (verso 13). Enquanto seus amigos se mantinham mudos (v. 15), Eliú continuava esperando por respostas, porém eles se mantinha em silêncio (v. 16). Ele anuncia que também falará (v. 17) e que não consegue se conter (v. 19).

Eliú pede permissão para falar (v. 20), declarando que será imparcial e nem lisonjeará ninguém (v. 21). Ele afirma que se assim procedesse seria levado [morto] pelo Seu Criador. Eliú não aprendera ainda a falar de modo gracioso, porém sem falsidade.

Prezado Senhor,
Participamos muitas vezes de reuniões onde temos de ouvir muitas discussões, muitas delas em Seu nome. Vemos Eliús nestas reuniões, que se ardem por falar e desejam impor suas opiniões. Apesar destes inconvenientes, sabemos que reuniões e debates são Seus modos de resolver problemas, somando sabedorias através de diferentes pontos de vista. Dá-nos compreensão, tato e, se necessário, paciência para aceitar o que não podemos mudar. Amém.

Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul

Trad/Adap GASQ/JAQ



Jó 31 by Jeferson Quimelli
27 de julho de 2013, 0:00
Filed under: esperança, integridade

Comentário devocional:

Jó quer tratar aqui de sua inocência. Ele tinha feito um “pacto” com os olhos, “de não olhar com cobiça para moças” (v. 1, NVI). Este texto é suficientemente claro em qualquer versão, dispensando qualquer pesquisa e análise adicional, mostrando que Jó não permitia que seus olhos se demorassem sobre o que lhe pudesse sugerir pensamentos que turbassem sua comunhão com Deus, mantendo seus desejos sob domínio do Espírito. Que porção, portanto, ele poderia esperar receber de Deus se alimentasse uma mente impura? (v. 2). Ele sabe que os ímpios só podem esperar a ruína (v. 3). E que Deus conhece os “caminhos” de sua vida, num testemunho de quem andava nos caminhos de Deus (v. 4).

A partir do versículo 5 em diante, quase quinze vezes, Jó usa uma fórmula que podemos descrever como: Se for encontrado nele algum mau comportamento, que se abata sobre ele uma maldição. Ele defende sua integridade e diz que as acusações de ser falso e enganador (como os amigos repetidamente acusavam Jó) (v. 5) não tinham fundamento e invoca ao próprio Deus que o avalie imparcialmente (pesasse com balança justa), atuando como testemunha em seu favor (v. 6).

Jó continua: Se o seu coração ceder aos seus desejos e persistir de fazer o mal (v. 7), que ele semeie e outro coma (v. 8); Se o seu coração for seduzido por uma mulher casada e ele chegar a espreitar à porta do seu próximo (v. 9), que sua própria mulher se transforme em escrava e concubina de outros (v. 10).

No verso 11, Jó enfatiza que está plenamente consciente de que más ações precisam punição adequada, em especial à cobiça sexual, porque é “fogo que consome até à destruição” (v. 11 e 12).

Caso Jó desprezasse conscientemente o direito de seu servo e serva, criaturas e filhos de Deus como ele próprio, como poderia estar perante Deus, quando Ele se levantar (v. 13-15)?  Se Jó ignorou os pobres e necessitados, em especial a viúva, o órfão e o faminto, o que padece com frio, que seu braço, símbolo de sua capacidade de fazer algo, lhe seja arrancado (v. 16-22).

Jó fornece então o maior motivo de sua inocência: ele vivia sempre na consciência da presença de Deus, O amava e reverenciava, com temor (v. 23). Se Jó tivesse colocado acima de Deus suas riquezas (pois tinha muitas posses) ou qualquer outra coisa, incluindo o sol, lua e estrelas (que tanto fascinavam os povos antigos), ele sabe que mereceria a condenação (versos 24-28).

Jó ainda se declara inocente de ter se alegrado com a infelicidade e desgraça de seus inimigos, ou mesmo desejado intimamente este mal (v. 29-30); de ter recusado alimento ou abrigo ao estrangeiro e viajante (v. 31-32) ou cometido qualquer dos pecados que seus amigos falsamente lhe atribuíram. E afirma que nunca deixou de fazer o mal tão somente por temer a voz da multidão ou desprezo das famílias (v. 33 e 34) ou de ter se calado em defesa de uma causa justa.

Nos versos 35 a 37 Jó descreve o quanto almeja que alguém o ouça (v. 35). Moisés, o escritor do livro de Jó também era um profeta e não podemos deixar de relacionar o que disse com as cenas de juízo investigativo de Daniel 7. Ele viu, como Abraão (Jo 8:56), a Cristo como seu Advogado (Heb. 11:26).

Após isto, Jó volta às condições e maldições: se ele tivesse sido desonesto ao adquirir suas propriedades, que seu solo produza, espinhos ao invés de trigo e ervas daninhas em vez de cevada.

Estas foram as últimas palavras de lamento e auto defesa de Jó. Ele só voltará a falar após os discursos divinos, apresentando breves palavras de arrependimento (40:4,5; 42:2 a 6).

Querido Deus,
Abraão e Moisés já sabiam que necessitavam de um intercessor no Céu, Alguém que fosse um divino Príncipe da Paz, que tivesse acesso ao próprio Deus. Nós não queremos nada entre nós e nosso Advogado, Jesus Cristo. Nada mesmo. Amém.
 

Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Trad/Adap JAQ/GASQ



Texto bíblico: Jó 31



Jó 30 by Jeferson Quimelli
26 de julho de 2013, 2:34
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Comentário devocional:

Este capítulo nos revela mais a respeito de Jó e de sua situação. Ele lamenta que jovens riam de sua doença. Eles não têm nenhum respeito pelos mais velhos e demonstram, pelas suas ações, que seus pais não lhes transmitiram nenhuma formação, tendo, assim, menos valor que os cães pastores de Jó (v. 1).

Aqueles que dele zombam não tem força produtiva (v. 2); são "perdedores", expulsos da sociedade (v. 3). São desabrigados que tem de viver de folhas e raízes silvestres de qualidade inferior (verso 4).

Jó deixa transparecer em seu lamento a dor de ser zombado por pessoas sem valor, a quem provavelmente forneceu ou teria fornecido apoio em forma de trabalho. Estes sem-teto moram em cavernas ou em desfiladeiros sombrios esculpidos pela água ou, ainda, como animais entre os arbustos (versos 6-7).

É destas pessoas sem nenhuma classe, racionalidade ou sensatez, os “escorraçados da terra” (v. 8) que Jó, outrora honrado e reverenciado, recebe zombaria e escárnio. Quando não estão explicitamente evitando a sua presença, chegam a mostrar o seu desprezo cuspindo-lhe na cara (v. 9 e 10).

Jó lamenta não ter nem mesmo forças, que lhe teriam sido retiradas por Deus, para resistir aos maus tratos dos escarnecedores (v. 10). E passa a descrever a intranquilidade da sua vida presente, as aflições da doença que lhe aflige de dia e de noite (v. 16, 17), que afeta até suas vestes, que se tornaram desfiguradas e imundas (v. 18), humilha terrivelmente a Jó (v. 19) e o faz sentir desamparado de Deus (v. 20). Jó, em seu desespero, chega a atribuir seu sofrimento à crueldade divina (v. 21), que o arrasta como um tornado e o rasga como faz um raio (v. 22), não vendo outro destino preparado por Deus para si que não a morte (v. 23).

Jó confirma a sua inocência, desejando que, assim como ele olhou pelos necessitados, Deus dele se lembrasse e lhe desse socorro (v. 24): ele chorou por aqueles que atravessavam dias difíceis, se angustiou pelo necessitado (v. 25).

Ele se declara surpreso porque quando esperava o bem, o mal chegou (v. 26). Dias de angústia tomaram conta dele (v. 27) e a tristeza lhe invade, tornando os seus dias emocionalmente cinzas, sem luz (v. 28). Afastado das pessoas, sente-se como um animal selvagem para a sociedade (v. 29). Sua pele escureceu e sente febre até os ossos. As únicas músicas que refletem suas emoções são músicas fúnebres e de lamento (v. 30).

Querido Deus,
O que podemos aprender com Jó é que ele permaneceu fiel apesar da sua tribulação. Que possamos também permanecer inabaláveis. Amém.

Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Traduzido e adaptado por GASQ/JDS/JAQ



Jó 28 Onde achar a verdadeira sabedoria by Jeferson Quimelli
25 de julho de 2013, 9:15
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Jó 28:13 "O homem não conhece o valor dela, nem se acha ela na terra dos viventes".

Jó declara que a sabedoria não pode ser encontrada entre os vivos. É natural para as pessoas que não entendem a importância da Palavra de Deus buscarem a sabedoria aqui na terra. Eles buscam filósofos e outros líderes por uma direção para a vida. Entretanto, Jó disse que a sabedoria não é encontrada aqui. Nenhum líder ou grupo de líderes podem produzir suficiente conhecimento ou ponto de vista que explique a totalidade da experiência humana. A interpretação maior [orig: ultimate] da vida, de quem somos e para onde estamos indo, deve vir de fora e acima de nossas vidas mortais. Quando buscando por orientação, busque a sabedoria de Deus como revelada na Bíblia. Para sermos elevados acima e além dos limites da vida, devemos conhecer e confiar no Senhor da vida (Life Application Study Bible Kingsway),