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“A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso” (v.7).
Quando falamos de dons, geralmente os associamos a talentos ou pré-disposições que se destacam na vida de alguém. Desde criança gostava de cantar, mas foi quando conheci o evangelho, na minha adolescência, que um professor da escola sabatina me incentivou ao ministério da música. Comecei a cantar solos, duetos, também participei de alguns grupos musicais e sempre pensei que este fosse o meu dom. Dons espirituais são as variadas manifestações do Espírito Santo na vida de cada filho de Deus, “visando a um fim proveitoso” (v.7). Com base nisso, percebi que passei vários anos na igreja sem nunca procurar, “com zelo, os melhores dons” (v.31).
Paulo advertiu os coríntios a não serem ignorantes “a respeito dos dons espirituais” (v.1). Cada dom é como uma obra de arte que aponta para o seu Artista, porque “ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo Espírito Santo” (v.3). Cada um desempenha um papel fundamental no avanço da obra de Deus e cada dom deve ser recebido como uma dádiva do Espírito. Eu estava certa de que cantar era o meu dom, até que o Senhor me encontrou e me mostrou que os dons procedem dEle, conforme Ele quer e de acordo com a minha disposição em aceitá-los. Eu nunca havia perguntado ao Senhor o que Ele queria que eu fizesse em Sua obra. Foi quando abri o meu coração à obra do Espírito Santo que Ele abriu os meus olhos para a beleza da Palavra de Deus e pude então compreender o chamado de Deus para minha vida.
O Espírito Santo não concede dons sem que haja um propósito grandioso a ser satisfeito. A capacitação do alto recai sobre todo aquele que se dispõe a aceitar os planos de Deus, independentemente de honras ou de sofrimentos. A igreja de Deus é comparada a um corpo, o “corpo de Cristo” (v.27). Isso indica que, sendo corpo, os membros precisam desempenhar a sua função a fim de que o todo não sofra os reveses de um membro deficiente. Quando compreendi que o Espírito Santo estava me chamando para algo diferente e que jamais havia imaginado, por muitas vezes questionei a Deus e ainda hoje confesso diante dEle a minha incapacidade. Mas o amor com que Ele me buscou foi tão grande que o maior desejo de minha vida passou a ser retribuir esse amor fazendo a Sua vontade, submetendo-me a Ele todos os dias.
Paulo aprendeu, pela experiência de quem havia experimentado o amor de Jesus, que ser membro do corpo de Cristo requer renúncia, altruísmo, disposição e humildade. Cada um deve cooperar a fim de proporcionar aos demais a segurança de um corpo sadio. Nenhum deles deve criar expectativas que possam gerar pensamentos depreciativos em outros, pois “os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários” (v.22). Notem que os órgãos vitais do corpo não são os membros que vemos, mas aqueles que não vemos. Nem todos são chamados para ser nariz, olho ou boca, mas ainda que não estejam em evidência, são imprescindíveis para que estes possam continuar existindo.
Procurar com zelo os melhores dons não é igual a desenvolver o que eu sei fazer de melhor, mas confiar que o Espírito Santo fará em mim e através de mim o que Ele sabe fazer de melhor. Não estou aqui desprezando e nem desmerecendo os talentos que também são presentes de Deus e que precisamos desenvolver, mas engrandecendo as coisas que, sem dúvida alguma, são reconhecidas como o poder de Deus na vida humana. Mas o maior dos dons e a força vital de cada um dos membros, “um caminho sobremodo excelente” (v.31), estudaremos amanhã.
Pai de bondade, nós Te louvamos pelo privilégio de sermos alcançados pelos Teus dons! Graças Te damos porque o Teu amor um dia nos alcançou e nos indicou o caminho sobremodo excelente! Enche-nos do Espírito Santo para que não façamos o que achamos que devemos fazer, e sim o que Ele deseja realizar através de nós. Fortalece-nos para que, como Teu corpo, possamos iluminar a Terra com a Tua glória. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, dotados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#1Coríntios12 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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I CORÍNTIOS 12 – As práticas eclesiásticas não devem ser focadas em agradar preferências pessoais, mas em glorificar a Deus e promover a edificação coletiva. Desde o capítulo anterior, Paulo mostra que, seja em questões culturais ou doutrinários, a postura cristã deve priorizar a edificação e a harmonia no corpo de Cristo.
Agora, Paulo apresenta a metáfora do corpo para ensinar sobre a unidade na diversidade dentro da igreja. Considere estes passos, baseados em I Coríntios 12:
• Reconhecer a fonte da unidade – O Espírito Santo: A unidade começa ao reconhecer que todos os dons, ministérios e operações vêm do Espírito Santo. É Ele Quem une a Igreja num propósito comum (v. 1-11).
• Valorizar a diversidade de dons: Cada membro da igreja tem um papel único. Promover a unidade significa celebrar os dons diferentes em vez de competir ou desprezar (v. 12-20).
• Reconhecer a igualdade dos membros: Para promover a unidade, todos os membros devem ser tratados respeitosamente, independentemente da função que desempenham; cada pessoa é indispensável (v. 21-25).
• Praticar empatia e cuidado mútuo: A unidade se fortalece quando há solidariedade e alegria compartilhada. É essencial promover um ambiente em que todos se sintam apoiados (vs. 26).
• Buscar o propósito comum no corpo de Cristo: A unidade só é alcançada quando todos trabalham juntos para cumprir a missão de Cristo no mundo, colocando os interesses do Reino de Deus acima dos interesses pessoais (vs. 27-31).
A unidade descrita neste capítulo resulta de uma compreensão profunda de que somos diferentes, mas interdependentes, e de que o Espírito Santo é o vínculo que nos une. Ao seguir esses passos, a igreja reflete o caráter de Cristo e se torna mais eficaz em cumprir o propósito de Deus na Terra.
“O povo de Deus é chamado para demonstrar não apenas o poder de cura e de reconciliação do evangelho, mas também o fato de que todas as nações poder ser uma em Cristo. O ensino de Paulo em I Coríntios 12 comunica a realidade que a união cristã não acontece apenas na diversidade e, sem dúvida, não ocorre apesar dela, mas por seu intermédio… todos são necessários para expressar a completude e a riqueza do corpo de Cristo. Aliás, para Paulo, não existe unidade sem diversidade” (Denis Fortin).
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: I CORÍNTIOS 11 – Primeiro leia a Bíblia
I CORÍNTIOS 11 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COMENTÁRIO ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1co/11
Ao tratar das questões de cobertura na cabeça e como conduzir a Ceia do Senhor (vv. 17-34), Paulo lembra que todo o comportamento para ser adequado deve apontar para Jesus Cristo. Como adoramos traz honra ou desonra a Deus.
No ambiente altamente sexualizado de Corinto, uma mulher que não cobria a cabeça estava se identificando como prostituta. Paulo argumenta que naquela época, no contexto do mundo antigo, uma mulher casada deveria manter a cabeça coberta. Este texto tem sido interpretado de muitos modos ao longo da história cristã. Os pioneiros Adventistas do Sétimo Dia defendiam os princípios, ao invés de sustentar a ideia de que as mulheres deviam ir à igreja com a cabeça coberta. Por razões semelhantes, os primeiros líderes, como Tiago White, opunham-se à ideia de que as mulheres não deviam falar em público (ver White, Spiritual Gifts, vol. 3, p 24).
Paulo nos lembra também que os emblemas da Ceia do Senhor são sagrados, pois representam o corpo quebrado e o sangue derramado de Jesus Cristo na cruz. Esta ordenança reafirma a expiação sacrificial de Cristo e também nossa crença na Segunda Vinda de Jesus Cristo (v. 26). Não é de admirar que Tiago White tenha dito que a Ceia do Senhor deveria ser chamada de “ordenança do Advento”.
Michael W. Campbell
Diretor – Arquivos, Estatísticas e Pesquisa na Divisão Norte-Americana dos Adventistas do Sétimo Dia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1co/11
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1 Como também eu sou. Todo ministro do evangelho de Cristo deve estar apto a pedir que seus ouvintes imitem seu exemplo ao seguir o Mestre. Se não pode fazê-lo, deve esquadrinhar o coração e rogar a Deus para que viva para Ele em todos os aspectos, e não para si mesmo. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 828.
4 Sua própria cabeça. Isto pode se referir tanto a Cristo, que é “a cabeça de todo homem” (v. 3), ou à cabeça literal do homem, que seria desonrada estando coberta. O homem que, como servo do Senhor, se recusa publicamente a demonstrar respeito por Cristo, traz desonra tanto ao Senhor quanto à sua própria cabeça. Corinto era uma cidade grega, e, por consideração ao costume grego, Paulo ensinou que ao adorar a Deus, nessa cidade, os homens deviam seguir o modo usual de mostrar respeito, removendo a cobertura da cabeça na presença de um superior. Os homens não deviam agir como mulheres. CBASD, vol. 6, p. 831.
5 Sem véu. Era costume das mulheres cobrir a cabeça com véu, como evidência de que eram casadas, e também como modéstia. CBASD, vol. 6, p. 831.
10 Autoridade. Do gr. exousia. É provável que isso se refira ao sinal da autoridade do marido, o véu, que as mulheres usavam como reconhecimento público de sua posição sob a autoridade do marido. Aceitar de boa vontade esse costume era um privilégio honrado, indicando que a mulher tinha posição de respeito na comunidade, pois ela “pertencia” a alguém, e podia reclamar apoio e proteção deste sob cuja “autoridade” vivia. CBASD, vol. 6, p. 833.
11 No Senhor. Esta relação entre homem e mulher está de acordo com o desígnio e a direção do Senhor. É intenção e ordem de Deus que dependam um do outro, vivam em mútua consideração e promovam o bem-estar e a felicidade um do outro. Cada um é necessário ao bem estar do outro, e esse fato deve ser reconhecido na relação. O homem não pode existir sem a mulher, nem a mulher sem o homem. Um é incompleto sem o outro. Isso devia ser motivo suficiente para evitar a jactância por parte do homem. CBASD, vol. 6, p. 833.
14 Natureza. Neste caso, o termo indica a ordem natural das coisas, o que em geral é aceito pelas pessoas, o costume prevalecente. Na época de Paulo, era costume para um judeu, grego e romano usar cabelo curto. Entre os israelitas se considerava vergonhoso que um homem tivesse cabelo comprido, com exceção daquele que tivesse feito voto de nazireu. CBASD, vol. 6, p. 834.
17 Não para melhor. O propósito das reuniões regulares dos crentes é o fortalecimento espiritual e o encorajamento dos participantes a enfrentar a batalha da vida com mais fé e esperança. Longe de louvar seu comportamento e a forma de observar os ritos da casa do Senhor, o apóstolo achou necessário repreendê-los. Primeiramente, declarou de forma categórica que suas reuniões não produziam bons resultados, mas ruins. Em seguida, ampliou essa afirmação e mostrou como tinham permitido que práticas errôneas privassem o serviço da comunhão de sua santidade e inspiração adequadas. CBASD, vol. 6, p. 835.
27 Indignamente. Ou, sem a devida reverência pelo Senhor, cujo sofrimento e sacrifício estão sendo lembrados. Pode-se dizer que a indignidade consiste na conduta imprópria (v. 21) ou na falta de fé vital e ativa no sacrifício expiatório de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 841.
28 Examine-se. Antes de participar da Ceia do Senhor, a pessoa deve rever sua experiência cristã e certificar-se de estar pronta para receber as bênçãos que esse rito proporciona a todos que estão em relacionamento com Deus. Deve refletir se, dia a dia, tem experimentado a morte para o pecado e o novo nascimento para o Senhor, se está ganhando a batalha contra os pecados que o afligem e se sua atitude para com o próximo está correta. Palavras, pensamentos e ações devem ser inspecionados, bem como hábitos de devoção pessoal e tudo que influencie no progresso em direção a um caráter que reflita a imagem de Jesus. CBASD, vol. 6, p. 841.
34 Fome. Isto se refere ao desejo físico por alimento, não o anseio espiritual pelo pão da vida. A Ceia do Senhor não tem o objetivo de satisfazer a fome física. Seu propósito é ser um memorial do maior e mais solene evento, e não um banquete. As instruções dadas neste capítulo, quando seguidas cuidadosamente, fazem da Ceia do Senhor um serviço cheio de consolo e santa alegria. CBASD, vol. 6, p. 843.
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“Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (v.1).
Fazer distinção entre tradição e princípio é muito importante dentro do contexto bíblico. É perfeitamente possível, no entanto, que atrás de uma tradição haja um princípio que a norteia. O que Paulo estabeleceu no início deste capítulo não foi apenas uma tradição local que ficou num passado remoto, mas um princípio que não está fundamentado em cobrir ou não a cabeça, mas em levar sempre em consideração a minha forma de adoração. Apesar das tradições estarem em segundo plano com relação aos princípios, elas também ocupam o seu lugar de importância e estabelecem limites, a fim de se manter a ordem e a decência no culto que prestamos ao Senhor. E não foi sem razão o conselho de Paulo às mulheres, diante da terrível imoralidade que predominava naquele lugar.
Sendo uma cidade portuária, Corinto tornou-se um antro de prostituição e promiscuidade. E uma das características que revelavam a luxúria das meretrizes era a exposição de seus cabelos em público. Diante deste contexto, o apóstolo não desmereceu as mulheres da igreja, mas as aconselhou a cobrirem os cabelos para a proteção de sua própria reputação e para que o nome de Deus não fosse vituperado. Portanto, o que devemos extrair desta passagem é o princípio que permanece: que a nossa vestimenta também faz parte da adoração e que transmite uma mensagem a favor ou contra a fé que professamos ter. Mesmo na igreja durante 15 anos, eu não entendia esse princípio. Mas o Espírito de Deus, com muita paciência, foi me ajudando nesse sentido. E este é um assunto que deve ser levado em muita consideração diante do cenário profético em que estamos inseridos.
O Espírito Santo tem realizado uma linda e paciente obra na vida de todos os que têm se submetido à Sua vontade. Na verdade, a forma como nos vestimos deve ser uma consequência da transformação que o Espírito Santo realiza em nossa vida, de dentro para fora. Paulo não estava falando a pagãos, nem a leigos, mas aos crentes em Cristo que não haviam compreendido que Deus estabeleceu uma linha divisória bem distinta entre o santo e o profano. O mesmo Deus que um dia disse a Moisés: “Nem subirás por degrau ao Meu altar para que a tua nudez não seja ali exposta” (Êx.20:26), é o mesmo que falou por intermédio de Paulo aos coríntios e que fala a nós hoje também: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). Portanto, o que usamos ou deixamos de usar interessa sim a Deus, e sim, tem total relação com a nossa adoração a Ele. Se mostrar os ombros diante de uma rainha é considerado um insulto; se não podemos nos vestir de qualquer jeito diante de um juiz; qual tem sido a nossa conduta diante do Rei do Universo e Juiz de toda a Terra?
Não obstante, um outro ponto é abordado por Paulo com tristeza sobremodo profunda. A ceia do Senhor, uma das mais importantes cerimônias deixadas por Cristo, havia sido transformada em reunião reprovável. As divisões na igreja estavam causando um impacto tão negativo que Paulo reprovou a prática da ceia entre eles. O orgulho e a conformidade com a pobre condição espiritual os estava impedindo de enxergar que viviam o mesmo quadro caótico que viveu Israel quando severamente repreendida por Deus: “não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene” (Is.1:13).
Um exame de coração precisa ser feito, amados. É o meu e o seu destino eterno que está em jogo. Ao lidarmos com as coisas sagradas devemos partir do princípio de que o nosso corpo também é sagrado (1Co.3:17). “Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor” (v.27). “Examine-se, pois, o homem a si mesmo” (v.28), não sem discernimento, como quem “come e bebe juízo para si” (v.29). Pois é a falta de discernimento que traz ruína ao corpo de Cristo. Consideremos, meus irmãos, estas advertências de Paulo como para nós mesmos, porque, “quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo” (v.32).
Muito mais do que conselhos acalorados a uma igreja primitiva, que estas palavras inspiradas pelo Espírito Santo sejam um apelo solene e urgente ao remanescente dos últimos dias. E ainda que haja partidos entre nós, Que a nossa adoração e tudo em nós seja o reflexo da atuação do Espírito do Senhor em nossa vida, a fim de que sejamos conhecidos como “os aprovados” do Senhor Jesus (v.19) e seus imitadores. E amadas mulheres cristãs, tenhamos em mente que os homens são atraídos pelo que veem. Que, em nome de Jesus, sejamos mulheres sábias e virtuosas do Senhor! Quer fora ou dentro da igreja, que sejamos conhecidas pelo “incorruptível trajo de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus” (1Pe.3:4). Deus tenha misericórdia de nós!
Santo e Bendito Pai, o conhecimento dado pelo Teu Espírito só pode ser discernido espiritualmente. E, como Paulo, queremos ser imitadores de Cristo Jesus. Ó Pai, fala conosco de uma forma pessoal e tão íntima que não reste dúvidas de que é o Senhor falando à nossa mente. Não é fácil, Senhor, andar na contramão do mundo. Não é fácil ser diferente. Mas que a paz que excede todo o entendimento tome conta de nossa mente e coração na certeza de que as decisões que tomamos, guiados pelo Teu Espírito segundo a sabedoria da Tua Palavra, são decisões para a vida e não para a morte. Guarda-nos para o Teu reino! Em nome de Jesus, amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, imitadores de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#1Coríntios11 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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I CORÍNTIOS 11 – Paulo é o apóstolo que enfatiza a liberdade cristã em outros textos (conferir Gálatas 5:1). Ele sugere que práticas culturais e litúrgicas devem ser adaptadas ao contexto, desde que não comprometam a essência da mensagem do evangelho.
Encontramos nos primeiros versículos questões sobre ordem e decoro no culto, especialmente relacionadas às práticas de cobrir ou descobrir a cabeça durante a oração e a profecia. Paulo estabelece argumentos baseados na criação, na relação entre homem e mulher, e na cultura da época.
• Ordem na criação: O homem é a “imagem e glória de Deus”, e, a “mulher é a glória do homem” (I Coríntios 11:7).
• Tradição cultural: Paulo demonstra a importância de respeitar os costumes de cada época e lugar, como o uso do véu para mulheres, que simbolizada respeito e modéstia.
• Natureza: O texto declara que “a própria natureza” ensina que é desonroso para o homem ter cabelo comprido, enquanto para a mulher, o cabelo é “uma glória para a mulher” (I Coríntios 11:14-15).
Mesmo fundamentados em princípios bíblicos, os cristãos devem equilibrar a teologia com a relevância cultural e a lógica prática.
O clímax do assunto do véu, e das diferentes funções de homens e mulheres está em I Coríntios 11:16. “Mas, se alguém quiser fazer polêmica a esse respeito, nós não temos esse costume nem as igrejas de Deus”.
Em suma,
• A unidade doutrinária e prática é fundamental para evitar disputas desnecessárias.
• As práticas de culto devem refletir a unidade e ordem, respeitando contextos culturais, mas sempre com base nos princípios bíblicos.
• É importante distinguir entre costumes culturais transitórios e mandamentos universais.
• A igreja deve ser sábia em manter aquilo que edifica e promove a unidade.
• As práticas de questionar as instruções divinas é prejudicial a unidade eclesiástica.
A maneira como a Ceia do Senhor é celebrada deve ser um testemunho da comunhão entre os membros e a obra redentora de Cristo. O comportamento contencioso (I Coríntios 11:16) e as divisões na Santa Ceia (I Coríntios 11:17-34) refletem um problema maior: A valorização excessiva do individualismo em detrimento da unidade.
Seja no uso do véu (autoridade/ordem) ou na Ceia (igualdade/comunhão), os valores centrais do evangelho devem moldar as práticas cristãs.
Reflita: A unidade é essencial para haver reavivamento espiritual! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: I CORÍNTIOS 10 – Primeiro leia a Bíblia
I CORÍNTIOS 10 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COMENTÁRIO ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1co/10
“Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus.” (1 Coríntios 10:31).
“É apenas um ritual.”
“É apenas um símbolo.”
“Deus realmente se importa com o que comemos?”
Talvez você já tenha ouvido pessoas expressando essas opiniões populares ou você mesmo tenha dito isso. Independente de quem tenha falado, a ideia de que nossos pensamentos e intenções importam mais do que nossos hábitos e ações não se aplica ao nosso relacionamento com Deus.
O que fazemos com nosso corpo afeta nossa vida espiritual tanto quanto nosso estado de espírito. Como Paulo explicou, embora saibamos que os ídolos não têm poder inerente, se comermos uma refeição oferecida aos ídolos, nos associamos aos demônios que motivam a adoração falsa (10:19-21). Assim, os atos simbólicos têm poder porque os rituais indicam como os humanos se relacionam com realidades intocáveis, incluindo o mundo espiritual.
Não caímos inadvertidamente no controle de espíritos malignos, como se esses símbolos tivessem poder em si mesmos. Evidência disso é que Paulo orienta para não perguntarmos se a comida havia sido oferecida aos ídolos (10:25-27). Em vez disso, o que compromete a nossa integridade são as demonstrações intencionais de lealdade ambígua à nossa comunidade (10:28) e ao mundo espiritual (10:25).
Finalmente, rituais como a guarda do sábado e a ceia do Senhor, bem como a abstinência de álcool e carnes impuras, enviam uma mensagem para nós mesmos. Eles são lembretes recorrentes de que estamos vivendo para um amanhecer invisível que está chegando em breve – lembretes de que tudo o que fazemos com nossos corpos deve ser direcionado para a luz de Seu reino que breve será inaugurado.
David Hamstra
Pastor líder, Igreja Adventista do Sétimo Dia Central de Edmonton
Edmonton, Alberta, Canadá.
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1co/10
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1630 palavras.
2 Batizados. A experiência dos filhos de Israel figurava o batismo. Com a nuvem acima e o mar de ambos os lados, os israelitas estavam envolvidos pelas águas ao passarem pelo mar; e, nesse sentido, foram batizados. Essa experiência pode ser considerada como símbolo da anulação da antiga aliança deles com o pecado na escravidão egípcia, e uma promessa de lealdade a Deus por meio de Seu representante Moisés. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 814.
3 Manjar espiritual. A palavra “manjar” é usada no sentido de “alimento” em geral. O adjetivo “espiritual” indica que o alimento não lhes era dado por processos naturais. CBASD, vol. 6, p. 814.
4 Era Cristo. A grande verdade que esse versículo ensina é que Jesus está com seu povo em todos os caminhos e está pronto a suprir suas necessidades quando clamam a Ele. … Historicamente, Cristo foi o líder de Israel, não penas nas peregrinações pelo deserto, mas ao longo de sua história como nação. De fato, toda a relação de Deus com a humanidade caída se dá por meio de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 815.
5 Prostrados. Os israelitas descrentes e desobedientes foram “espalhados” pelo deserto porque se recusaram a confiar no amor e a direção do Pai celestial e porque foram indulgentes na satisfação de desejos e paixões carnais. CBASD, vol. 6, p. 816.
7 Idólatras. Esta é uma referência à adoração ao bezerro de ouro, enquanto Moisés estava no monte com Deus (ver Êx 32:1-5). CBASD, vol. 6, p. 816.
8 Não pratiquemos. Aqui se faz referência ao vergonhoso episódio dos israelitas em Sitim, onde Satanás usou os moabitas para seduzir muitos do acampamento de Israel e influenciá-los a participar do culto idólatra dos moabitas (ver Nm 25:1-5). CBASD, vol. 6, p. 817.
10 Nem murmureis. No AT, há dois exemplos de murmuração seguida de morte: o caso dos dez espias (Nm 13; 14) e a rebelião de Corá. CBASD, vol. 6, p. 817.
11 Exemplos. Isto não significa que os israelitas tiveram muitas e diferentes experiências apenas para servir de exemplo aos cristãos. Indica simplesmente que a experiência deles serve de advertência para a igreja acerca da importância de evitar os erros do passado. CBASD, vol. 6, p. 817.
Para advertência nossa. Isto é, advertir os cristãos de todos os tempos a não confiar na própria força ou sabedoria. CBASD, vol. 6, p. 817.
Os fins dos séculos. Nota-se que a mensagem do apóstolo Paulo era relevante para sua época devido ao pronome “nós”. Ela é cada vez mais relevante visto que os que vivem atualmente têm a vantagem dos registros acumulados de todas as épocas da história sagrada, e vivem no tempo quando o propósito de Deus terá seu clímax com a segunda volta de Jesus. CBASD, vol. 6, p. 818.
12 Caia. A autoconfiança é perigosa. O caso de Pedro é um exemplo disso. Ele pensava que nada poderia fazer com que traísse a Cristo (ver Mc 14:31, 50, 67, 68, 70-72). … A verdadeira segurança está em reconhecer que nada podemos fazer separados de Cristo, e que precisamos sempre da presença do Espírito Santo em nós para nos livrar do pecado (ver Jo 14:26; 15:4-7, 13; 2Co 12:9 10). Esta admoestação precisa ser repetida com frequência, pois o ser humano é inclinado a pensar que é capaz de cuidar de si mesmo. o orgulho espiritual e um grande engano, e é fácil para o tentador levar o cristão autoconfiante a cair em pecado fatal (cf. 2Sm 11:1-4; Rm 11:20). CBASD, vol. 6, p. 818.
13. Tentação que não fosse humana. Isto é, tentação normal para os seres humanos, que possam suportar. … Suas [dos coríntios] provas e tentações não eram diferentes das experimentadas pelas pessoas ao redor do mundo. … Os coríntios corriam perigo de cair e deviam vigiar, mas podiam ser reanimados, pois a tentação não seria maior do que a força para suportá-la. CBASD, vol. 6, p. 818.
Fiel. Deus cumpre Suas promessas e é fiel ao chamado que fez ao ser humano para que O servisse. CBASD, vol. 6, p. 818.
Tentados. O fato de Deus não permitir que o inimigo tente Seus filhos além do que possam suportar deve ser motivo de encorajamento. … Visto que Deus não permite tentações maiores do que se possa suportar, o cristão é totalmente responsável se cair em pecado. CBASD, vol. 6, p. 818 e 819.
Livramento. Literalmente, “a saída”. Para cada tentação há uma provisão feita por Deus. … Jesus, o exemplo cristão do viver correto, encontrou esse “livramento” na Palavra de Deus (ver Lc 4:4, 8, 12). Assim, Seus seguidores podem encontrar o “livramento” em Jesus, a Palavra viva (ver Jo 1:1-3). Ele está pronto a livrar os que clamam a Ele e a impedir que caiam em pecado (Sl 9:9; 27:5; 41;1; 91:15; 2Pe 2:9; Ap 3:10). CBASD, vol. 6, p. 819.
14 Portanto. Diante dos perigos aos quais os coríntios estariam expostos ao participar de festas aos ídolos, e tendo em vista as provisões feitas pelo Senhor para que se obtenha vitória sobre toda tentação, aconselha-se evitar todo e qualquer contato com a idolatria. CBASD, vol. 6, p. 819.
Idolatria. A idolatria tem muitas formas, incluindo a cobiça por lucro, a paixão pelo poder, a satisfação pelos apetites carnais de vários tipos e a busca desenfreada pelo prazer (ver AA, 317). … Ninguém é forte o suficiente para se expor de forma deliberada e sem necessidade ao contato com a “idolatria” de qualquer tipo, e ainda assim não se contaminar. CBASD, vol. 6, p. 819.
15 Criteriosos. Do gr phronimoi, “inteligentes”, “prudentes”, “sensíveis”, isto é, pessoas capazes de entender o que é dito e de tirar conclusões corretas. CBASD, vol. 6, p. 819.
16 Cálice da bênção. Isto é, o cálice sobre o qual se pronuncia a bênção na celebração da Ceia do Senhor. CBASD, vol. 6, p. 820.
Que abençoamos. Quando tomam esse cálice, os cristãos agradecem a Deus por todas as bênçãos concedidas por meio do sangue de Jesus. Em silêncio, O louvam por tê-los resgatado da escravidão do pecado e lhes dado a gloriosa liberdade de filhos e filhas de Deus. CBASD, vol. 6, p. 820.
Do sangue. O sangue representa a morte do filho de Deus, e, pela fé, os crentes participam dessa morte. CBASD, vol. 6, p. 820.
17 Um pão. Referência ao fato do pão da comunhão ser partido em vários pedaços que são comidos pelos crentes. Assim como todos os pedaços vem do mesmo pão, todos os que participam do serviço da comunhão estão unidos a Ele cujo corpo quebrantado é simbolizado pelo pão partido. Ao participar desse rito, os cristãos mostram publicamente que estão unidos e que pertencem a uma grande família cuja cabeça é Cristo. O pão material é uma das principais fontes de nutrição. Da mesma forma, Cristo é o alimento espiritual do qual todos devem participar a fim de manter a saúde espiritual (ver Jo 6:50, 51, 56, 57). CBASD, vol. 6, p. 820.
19 Associados aos demônios. Os cristãos são consagrados a Cristo e pertencem a Ele pela criação e redenção, por isso não devem fazer a mínima concessão a uma forma de culto que honraria a qualquer ser que não fosse o único e verdadeiro Deus (ver Êx 20:3-5; Mt 4:9, 10). … O Senhor deve sempre estar em primeiro lugar, bem como a Sua obra (ver Mt 22:37). CBASD, vol. 6, p. 821.
23 Convém. O cristão deve agir de modo a ajudar os outros em seu esforço de viver corretamente. Se determinada conduta “ilegítima” puder servir de pedra de tropeço no caminho de alguém, então o cristão deve abandonar tal atitude (ver Mt 18:7-10; Rm 14:13, 15; 1Co 8:9; 1Jo 2:10). CBASD, vol. 6, p. 822.
25 Mercado. Após os sacrifícios idólatras, partes dos animais eram vendidas no mercado. Visto que essa carne não era separada das outras à venda no mercado, um cristão podia comprar carne que fora oferecida aos ídolos sem o saber. O conselho do apóstolo é que essa carne poderia ser comprada pelos cristãos. CBASD, vol. 6, p. 823.
Por motivo de consciência. O cristão não tinha necessidade de perguntar ao vendedor se a carne havia sido oferecida a ídolos (ver com. de 1Co 8:7). CBASD, vol. 6, p. 823.
27 De tudo o que for posto diante de vós. Esta frase deve ser interpretada neste contexto. O assunto é se o cristão deve ou não comer carnes sacrificadas aos ídolos. É com respeito a isso que Paulo orienta que o convidado deixe seus critérios e compartilhe da alegria do alimento servido. Ele não deve constranger seu anfitrião ou se colocar em situação delicada, indagando se o alimento à mesa foi oferecido a falsos deuses. Porém, essa declaração não permite o uso de alimentos proibidos em outras passagens. A carne não deve ser de animal considerado imundo, conforme a lei de Deus referente às carnes limpas e imundas (Lv 11). Se o alimento se ajusta aos critérios, então pode ser aceito com cortesia e gratidão, sem questionamentos (cf. com. de Rm 14:1). CBASD, vol. 6, p. 824.
28. Não comais. A base para a recusa é o efeito desta ação sobre os outros (ver com. do v. 23, 24). Os cristãos não escandalizarão a outros, em especial a um crente. CBASD, vol. 6, p. 824.
30. Com ações de graças. Oração de agradecimento antes das refeições. … Se alguém agradece a Deus o que come, e pode fazê-lo sem peso de consciência, por que deveria ser criticado? CBASD, vol. 6, p. 825.
31. Portanto. De forma consciente e determinada, o cristão deve fazer todas as coisas, mesmo as atividades rotineiras, de forma tal que Deus seja honrado, e não o ser humano. Essa conduta requer dedicação constante de todas as faculdades mentais e físicas ao Senhor, e a entrega diária de todo ser ao Espírito Santo (ver Pv 18:10; 1Co 15:31; Cl 3:17). CBASD, vol. 6, p. 825.
Comais, quer bebais. A aplicação é, em primeiro lugar, ao assunto de se comer e beber aquilo que fez parte do culto aos ídolos, mas o conselho tem uma aplicação geral a comidas e bebidas de todos os tipos. … Comida e bebida são de vital importância na preservação da vida. Muitas enfermidade que afligem a enfermidade se devem a maus hábitos no comer e no beber (ver CBV, 295; CRA, 122, 123). Deus requer que o cristão cuide de seu corpo e o mantenha limpo para ser templo do Espírito Santo (ver 1Co 6:19, 20). … O ideal do cristão é a dieta original provida pelo Criador no Éden (Gn 1:29). CBASD, vol. 6, p. 825