Reavivados por Sua Palavra


JOÃO 08 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
14 de outubro de 2024, 0:45
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Ameaças de apedrejamento inauguram e encerram o capítulo de hoje. O ministério de Cristo não consistia em favorecer a Si mesmo, mas em entregar-Se à vontade de Deus em favor do ser humano em tudo o que fazia. Começando de madrugada, Jesus Se dirigia às atividades de cada dia fortalecido por Seus momentos de comunhão com o Pai. Houve um dia, porém, em que tudo conspirava para surpreendê-Lo em um julgamento público cuja acusada foi “apanhada em flagrante adultério” (v.4). Antes disso, Jesus estava sentado ensinando no templo. Havia uma multidão que O escutava e que se aglomerava ao Seu redor. Quando o cenário mudou: de uma escola para um tribunal.

Ora, a Lei de Deus é clara: “Não adulterarás” (Êx.20:14). Porém, não foi esta a base do julgamento, e sim a exigência de que imediatamente fosse cumprida a sanção prevista em Levítico 20:10, que diz: “Se um homem adulterar com a mulher do seu próximo, será morto o adúltero e a adúltera”. Percebam que a primeira responsabilidade recaía sobre o homem e que ambos, homem e mulher, deveriam responder igualmente por seu pecado. Ali estava a mulher exposta à vergonhosa acusação. Mas onde estava o adúltero? E enquanto os escribas e fariseus vociferavam sua indignação e o povo os acompanhava num clamor por uma justiça espúria, “Jesus, inclinando-Se, escrevia na terra com o dedo” (v.6).

Sobre este episódio, escreveu Ellen White:

“Impacientes ante Sua demora e aparente indiferença, os acusadores aproximaram-se, insistindo em Lhe atrair a atenção sobre o assunto. Ao seguirem, porém, com a vista, o olhar de Jesus, fixaram-na na areia aos Seus pés, e transmudou-se lhes o semblante. Ali, traçados perante eles, achavam-se os criminosos segredos de sua própria vida. O povo, olhando, reparou na súbita mudança de expressão e adiantou-se, para descobrir o que estavam eles olhando com tal espanto e vergonha. Com toda a sua professada reverência pela lei, esses rabis, ao trazerem a acusação contra a mulher, estavam desatendendo às exigências da mesma. Era dever do marido mover ação contra ela, e as partes culpadas deviam ser igualmente punidas. A ação dos acusadores era de todo carecida de autorização. Entretanto, Jesus os rebateu com as próprias armas deles. A lei especificava que, nas mortes por apedrejamento, as testemunhas do caso fossem as primeiras a lançar a pedra. “ (O Desejado de Todas as Nações, CPB, p.324).

Antes que as massas curiosas descobrissem o que eles faziam às ocultas, os mesmos que lideraram aquele injusto tribunal, lideraram uma debandada para fora da vista dAquele que lê os corações, após as irrefutáveis palavras: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra” (v.7). Em nenhum momento Jesus foi negligente com a lei. Muito pelo contrário. Em Sua dignidade, encerrou aquele espetáculo que em nada comungava com a justa medida de Sua lei. A “Luz do mundo” (v.12) prevaleceu sobre as trevas da maldade humana e iluminou a vida da mulher com uma nova oportunidade: “vai e não peques mais” (v.11).

Por três vezes, Jesus declarou ser o mesmo que falou com Moisés no deserto: “EU SOU” (v.24, 28, 58). O mesmo Deus que elegeu Abraão como o patriarca de Israel procurava de muitas maneiras iluminar os corações e conduzi-los para Si. Eram, contudo, incapazes de ouvir as Suas palavras pelo simples fato de não O conhecerem, nem tampouco Aquele que O enviou. O povo estava diante da verdade encarnada, no entanto, preferia permanecer como “escravo do pecado” (v.34) a ser liberto por ela (v.32). E mesmo que nominalmente se declarassem “descendência de Abraão” (v.33) e filhos de Deus (v.41), eis o seu real e triste pertencimento: “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos” (v.44).

Sabem por qual razão muitos não compreendem as Escrituras? Pelo mesmo motivo: são “incapazes de ouvir” (v.43). Acostumaram-se a se alimentar do que sai da boca de homens, e não do que sai da boca de Deus. É bem mais atraente e interessante enveredar-se em coisas que agradam as inclinações da própria carne. Não humilham o coração perante o Senhor. Buscam preencher a mente de todas as futilidades e coisas inúteis, menos das coisas de Deus. Sua linguagem não é: “Pai, que se faça a Tua vontade. Molda-me o caráter”! Mas oram de si para si mesmos em preces vazias e egoístas. Para estes, Cristo diz: “Vós sois do diabo”!

Amados, “Quem é de Deus”, disse Jesus, “ouve as palavras de Deus” (v.47). Ou seja, precisamos ser de Deus, conhecê-Lo, a fim de reconhecer-Lhe a voz e ouvir o que Ele tem para nos dizer. Jesus conhecia o Pai, por isso guardava a Sua Palavra (v.55). É impossível conhecer a Deus e não buscar guardar a Sua Palavra. Como também é impossível guardar a Palavra sem antes conhecer a Deus. Torna-se uma religião fria e sem sentido; uma mera formalidade. Foi mediante este ensinamento que Jesus quase foi vítima de apedrejamento (v.59). Deus deseja que O conheçamos cada dia mais. Como escreveu o profeta, é um conhecimento progressivo: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Os.6:3).

Deus escreveu a Sua Lei com o Seu dedo em tábuas de pedra (Êx.31:18), mas escreveu os pecados daqueles homens na areia. Isso nos diz que ainda que a Sua lei reclame a justiça, em Sua misericórdia Ele deseja apagar os nossos pecados. Não fomos chamados a ser acusadores de nossos irmãos, e sim testemunhas dAquele que ama os pecadores e os chama ao arrependimento. Se não crermos que ELE É, morreremos em nossos pecados (v.24). Mas se O conhecermos, e guardarmos a Sua Palavra, não veremos “a morte, eternamente” (v.51). Olhe para Jesus! Não há outro modelo a seguir. “Não há um justo, nem um sequer” (Rm.3:10).

Pai nosso, quão maravilhoso é Te servir e Te conhecer! Quão maravilhoso é saber que não nos tratas segundo os nossos pecados! Mas que, com bondade e compaixão, nos ofertas o Teu perdão, a oportunidade de arrependimento e de uma nova vida em Cristo Jesus. Louvado seja o Teu nome, grande EU SOU! Pai, queremos Te conhecer, Te ouvir e ser praticantes da Tua Palavra. Por isso, clamamos pelo batismo do Espírito Santo, pois o Senhor não nos deixou órfãos! Temos o Consolador, o Espírito da verdade entre nós. Que a única pedra em nossa vida seja a Rocha eterna, que é Cristo. E que Ele em nós seja o testemunho que precisamos dar ao mundo. Oh Jesus, volta logo! Que seja logo “chegada a Sua hora”. Oramos em Teu nome Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, perdoados para perdoar!

Rosana Garcia Barros

#João8 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JOÃO 8 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
14 de outubro de 2024, 0:40
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JOÃO 8 – As tensões em relação a Jesus nasceram, em grande parte, de uma expectativa profundamente enraizada, mas distorcida, a respeito do Messias e da interpretação das Escrituras.

O que está revelado é relevante hoje, pois podemos muito facilmente correr o mesmo risco de fazer o mesmo em relação ao cristianismo e ao evangelho.

Ao longo de João 8, vemos como os judeus que debatem com Jesus apresentam uma visão limitada e equivocada da identidade e missão messiânica, e como essas expectativas distorcidas os impedem de reconhecer em Cristo o cumprimento das promessas divinas.

A visão dos judeus não incluía a ideia de um Messias sofredor ou espiritual que oferecesse libertação da escravidão do pecado, como de fato Cristo veio a ser. Assim, as expectativas populares estavam distorcidas em relação à interpretação das promessas das Escrituras.

• O conflito central de João 8 surge quando Jesus desafia essas expectativas. No início, os fariseus, representantes do sistema religioso judeu, questionam a autoridade de Jesus. Eles estavam presos a uma interpretação legalista e literalista da Lei, e, por isso, não conseguiram compreender a profundidade espiritual das afirmações de Cristo. Quando Jesus diz: “Eu Sou a Luz do mundo” (João 8:12), Ele está fazendo uma afirmação sobre Sua identidade divina e messiânica. Mas para os fariseus, essa declaração soa como blasfêmia, pois não se encaixa no molde de Messias que eles haviam concebido.

• A incompreensão dos líderes continua ao longo do capítulo. Eles repetidamente tentam invalidar a autoridade de Jesus, argumentando que Ele não tem o direito de fazer afirmações sem a aprovação de outros (João 8:13). Eles também fazem perguntas sobre Sua origem, confundindo Suas palavras com questões terrenas, perguntando: “Onde está o seu pai?” (João 8:19). Em cada interação, vemos que as expectativas humanas acerca do Messias eram limitadas a conceitos teológicos terrenos e humanos, enquanto Jesus falava de realidades espirituais e eternas.

• A situação atinge um ponto crítico em João 8:48-58, quando os judeus acusaram Jesus de ser um samaritano possesso de demônios. Eles não apenas rejeitam a identidade de Jesus como Messias, mas também insultam Sua pessoa. Quando Jesus afirma: “Asseguro que, se alguém ouvir à Minha palavra, jamais verá a morte”, os judeus reagem com escárnio.

Que não sejamos como esses fariseus… Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



JOÃO 7 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
13 de outubro de 2024, 1:00
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Texto bíblico: JOÃO 7 – Primeiro leia a Bíblia

JOÃO 7 – BLOG MUNDIAL

JOÃO 7 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



JOÃO 7 by Luís Uehara
13 de outubro de 2024, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jo/7

Do mesmo modo que os irmãos de Jesus, que queriam que Ele saísse da Galileia e fosse para a Judeia mostrar o que Ele poderia fazer, há momentos em que parecemos mais interessados nas boas obras de nossa igreja. Falamos de nossas grandes reuniões evangelísticas, nossos numerosos hospitais e universidades e outras grandes coisas que fazemos. Devemos ser gratos por essas coisas. No entanto, nossa motivação deve ser sempre representar e glorificar a Deus por meio do que fazemos, e não glorificar a nós mesmos. Precisamos ser obedientes à Sua Palavra e estar preparados para aproveitar as oportunidades que Ele oferece.

Jesus deixou-nos Seu exemplo: “Fugindo à agitação e confusão da cidade, às turbas ansiosas e aos traiçoeiros rabis, Jesus desviou-Se para o sossego dos bosques das oliveiras, onde podia estar a sós com Deus” (A Ciência do Bom Viver, p 86).

Precisamos passar mais tempo em silêncio com Jesus a partir de hoje, pois é nesses momentos de solidão e comunhão com Ele que recebemos a promessa e o poder do Espírito Santo para permanecermos ativos e fiéis até o dia de Sua vinda.

Willie Oliver
Diretor do Departamento do Ministério da Família
Conferência Geral da Igreja Adventista

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jhn/7
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara



JOÃO 7 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
13 de outubro de 2024, 0:50
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1611 palavras

1. Passadas estas coisas. Denota transição de uma narrativa para outra, mas não indica se o intervalo é curto ou longo. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, p. 1082.

Matá-Lo. Nessa ocasião, “a Páscoa […] estava próxima” (6:4), e a frase “não desejava percorrer a Judeia” (7.1) indica que Jesus não esteve presente à Páscoa que então se aproximava. CBASD, p. 1082.

3. Deixa este lugar. Uma vez que os irmãos de Jesus O haviam rejeitado (Jo 6:66), esses irmãos deviam pensar que, ao manifestar poder na capital, o centro religioso da nação, Jesus poderia recuperar parte do prestígio perdido. CBASD, p. 1082.

Teus discípulos. O ministério na Judeia produzira poucos resultados (ver com. de Mt 4:12; Jo 3:22). Contudo, Jesus tinha discípulos ali. Na verdade, Ele havia saído da Judeia devido a dificuldades que surgiram por causa de Sua popularidade junto às pessoas daquela região (Jo 4:1-3). CBASD, p. 1082, 1083.

4. Ao mundo. Esses “irmãos” desejavam que Jesus Se mostrasse abertamente às multidões reunidas em Jerusalém para a festa, e exibisse diante delas Seus maravilhosos milagres. Eles esperavam que os líderes testassem as reivindicações dEle e, caso Jesus fosse o Messias e Suas obras fossem genuínas, ansiavam que Ele fosse proclamado rei na sede de Seu reino e em meio às alegrias da festa. CBASD, p. 1083.

5. Seus irmãos criam. Eles sabiam que Ele operava milagres, pois O viram realizá-los. … Mas, apesar dos milagres, eles estavam cheios de dúvida e descrença. Jesus não Se encaixava no conceito que tinham do Messias, e duvidavam que algum dia Ele viesse a Se encaixar. CBASD, p. 1083.

6. Ainda não chegou. Talvez Seus irmãos estivessem bem-intencionados, mas Jesus tinha um conhecimento mais amplo. Para Ele, os eventos da vida eram dirigidos por prazos estabelecidos por Deus, e havia um tempo apropriado para a realização de cada propósito. CBASD, p. 1083.

7. Mundo. Os irmãos solicitaram que Jesus Se mostrasse ao mundo (v, 4), mas Ele os lembrou de que o “mundo” O odeia (cf. Jo 15:18). As suposições deles (ver com. dos v. 3 e 4) eram falsas. Se Ele seguisse o que estavam propondo, não receberia a aclamação que esperavam. Por outro lado, as simpatias e os interesses deles eram como os do mundo. Assim, o mundo não podia odiá-los pois mundo ama o que é seu (Jo 15:19). CBASD, p. 1083.

Testemunho a seu respeito. As pessoas se ressentem quando seus maus caminhos são expostos. Caim matou Abel “porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas” (1 Jo 3:12). “Todo aquele que pratica o mal aborrece a luz” (Jo 3:20). CBASD, p. 1083.

10. Em oculto. Esta frase sugere que Ele não viajou pelas rotas habituais das caravanas de peregrinos. Provavelmente escolheu uma rota pouco usada que atravessava a região de Samaria (cf. DTN, 452). CBASD, p. 1083.

11. Os judeus. Com esta expressão, geralmente João se refere aos representantes oficiais da nação e não ao povo comum (v. 12, 15). Havia, sem dúvida, considerável incerteza quanto à ida de Jesus à festa, já que Ele não havia estado presente à Páscoa anterior (v. com de Jo 6:1; 7:1). CBASD, p. 1083.

14. Em meio. Uma vez que a festa continuava até o oitavo dia, a metade seria no quarto dia (cf. com. dos v. 2, 37). CBASD, p. 1084.

15. Letras. A surpresa não era porque Jesus sabia ler ou escrever, mas por Ele ser tão bem informado e capaz de apresentar um discurso com tanto conhecimento. … O autodidata no estudo das Escrituras não era incomum, mas tal educação era considerada como bem inferior à do ensino das escolas rabínicas. CBASD, p. 1084.

16. Não é Meu. Jesus negou ser autodidata e, ao mesmo tempo, afirmou que Sua fonte de conhecimento era muito mais elevada do que a das escolas rabínicas. O próprio Deus era Seu mestre. CBASD, p. 1084.

17. Quiser fazer a vontade dEle. Um pré-requisito para se receber a luz é que a pessoa esteja disposta a seguir a verdade que venha a ser revelada. … A dificuldade para se descobrir o “que é a verdade” na religião é um assunto comum de queixa. As pessoas falam das muitas diferenças entre os cristãos em assuntos de doutrina e pensam ser impossível decidir quem está certo. Em geral, essa suposta incapacidade para desvendar a verdade se torna uma desculpa para viver sem religião. CBASD, p. 1084.

18. Glória. Do gr. doxa. que aqui significa “honra”, “fama” “reputação”. … 0 Céu desaprova o orgulho e o egoísmo ver Mt 6:2,5,16). Aquele que exibe essas características não é um verdadeiro mestre. CBASD, p. 1085.

Verdadeiro. 0 adjetivo é aplicado a Jesus (Mt 22:16: Mc 12:14; Jo 7:18) e a Deus (Jo 3-33; 8:26; Rm 3:4), mas no NT não é usado para seres humanos, exceto em 2 Coríntios 6:8. CBASD, p. 1085.

19. Não vos deu Moisés a lei? A palavra “lei” é aqui usada no sentido geral, referindo-se às instruções do Pentateuco. CBASD, p. 1085.

Ninguém dentre vós. Jesus elabora Seu argumento com base na premissa do v. 17. A vontade de Deus estava contida no Pentateuco, mas os judeus não estavam obedecendo à mesma. Por isso, eram incapazes de julgar se os ensinos de Jesus eram do Céu ou não. CBASD, p. 1085.

Matar-Me. Com frequência, os preconceitos e as opiniões individuais quanto ao que se constitui a obediência limitam a submissão à vontade divina. Muitos se contentam com o que é meramente exterior e poucos se esforçam para obter de Cristo Sua perfeita justiça. CBASD, p. 1085.

21. Um só feito. Isto é, a cura do homem enfermo no dia de sábado por ocasião da última visita de Cristo a Jerusalém, 18 meses antes (Jo 5). CBASD, p. 1085.

a circuncisão … vem … dos patriarcas. A circuncisão não havia se originado com Moisés. Foi iniciada no tempo de Abraão como sinal da aliança (Gn 10-14; cf. Rm 401). 1085.

23. curado … ao todo. A circuncisão envolvia a reparação de apenas um membro do corpo. Jesus havia reparado o corpo todo. CBASD, p. 1085.

24. Reta justiça. A lei tradicional judaica com relação ao sábado continha muitas provisões mediante as quais ela própria podia ser burlada. Por exemplo, havia leis severas proibindo que fossem carregadas cargas no sábado, mas se os judeus quisessem transportar um objeto naquele dia, tinham meios de legalmente realizar seu objetivo [por exemplo, não era permitido carregar uma agulha. Mas se a agulha fizesse parte da roupa isso não era uma transgressão. CBASD, p. 1086.

26. Nada Lhe dizem. As pessoas propõem uma possível razão: que investigações mais profundas teriam levado os líderes à conclusão de que Jesus era o Messias. CBASD, p. 1086.

Reconhecem. A argumentação das pessoas era equivocada. Os líderes continuavam determinados a eliminar Jesus. CBASD, p.1086.

28. Vós não somente Me conheceis. Jesus não negou os fatos quanto a Seus pais terrenos; também não Se deteve em discutir o argumento teológico deles. … Ele era conhecido em forma humana, mas desejava ser visto também em Sua divindade e filiação divina. CBASD, p. 1087.

A quem vós não conheceis. Os judeus tinham uma concepção distorcida do caráter do Pai celestial. Séculos de obstinação e rebelião os havia impedido de ver a Deus como Ele realmente é: um Pai bondoso e misericordioso. Pensavam que Ele fosse cruel e severo e, em vários aspectos, muito diferente das divindades pagãs adoradas pelas nações vizinhas. Por meio de Jesus, Deus queria corrigir essa errônea concepção. Quando as pessoas contemplassem Aquele que Deus havia enviado, deveriam obter uma noção de como era o Pai (ver com. de Jo 1:18). Jesus declarou: “Quem Me vê a Mim vê o Pai” (Jo 14:9). Ao rejeitar Jesus, os judeus rejeitaram a revelação do Pai sobre Si mesmo e, assim, continuaram a desconhecê-Lo. CBASD, p. 1087.

31. Maiores sinais. A pergunta em grego sugere resposta negativa. A seguinte tradução ilustra a força desta construção: “Ele não fará maiores sinais do que este, fará?”. CBASD, p. 1087.

32. Guardas. Presumivelmente, os policiais do templo. CBASD, p. 1087.

34. Haveis de procurar-Me. A referência deve ser ao juízo futuro, quando pessoas lamentariam ter rejeitado a Cristo, mas buscariam a salvação em vão, porque seria tarde demais (ver Jr 8:20; Am 8:11, 12; Mt 7:21-23; 25:11. 12; Lc 13:25-30). CBASD, p.1087.

35. A Dispersão. Do gr. diaspora, palavra técnica que se refere aos judeus dispersos por toda a extensão do mundo antigo após o exílio [babilônico]. CBASD, p. 1087.

36. Que significa […]? Os judeus não conseguiam entender a enigmática declaração. nem Pedro pôde captar as implicações daquilo que Jesus afirmava (Jo 13:37). CBASD, p. 1087.

37. Se alguém tem sede. Estas palavras de Jesus, sem dúvida, fazem referência à cerimônia da libação [ato de derramar água, vinho, sangue ou outros líquidos com finalidade religiosa ou ritual] de água realizada durante os sete dias de festa. CBASD, p. 1088.

Venha a Mim. Durante sete dias sucessivos as pessoas testemunhavam a cerimônia da libação da água e participavam de outras atividade da festa, mas havia pouca coisa para satisfazer os anseios da vida espiritual. Entre essas, desta vez, estava Aquele que é a fonte da vida e que podia fornecer as águas vivas que saciariam a todas as necessidades. Os cristãos genuínos podem testificar da satisfação encontrada em Cristo, pois encontraram nEle mais do que esperavam; provaram Sua paz, e as dúvidas e temores foram removidos; encontraram graça na medida de sua necessidade e força equivalente às exigências de cada dia. Muitas vezes ficaram desapontados com eles mesmos, mas nunca se desapontaram com Cristo. CBASD, p. 1088.

50. Nicodemos. Aquele que procurou Jesus à noite então falou em Seu favor durante o dia. Sua declaração foi uma resposta à pergunta dos líderes: “Porventura, creu nEle alguém dentre as autoridades ou algum dos fariseus?” (v. 48). CBASD, p. 1089, 1090.

51. Sem primeiro ouvi-Lo. Nicodemos pede um tratamento justo e reto, segundo a lei. Quando Jesus foi, mais tarde, preso e condenado à morte, foram quebradas muitas regras da jurisprudência judaica (ver Nota Adicional [CBASD] a Mateus 26). CBASD, p. 1090.

52. Também tu és da Galileia? Com esta pergunta, os líderes buscam se evadir à questão de Nicodemos [estratégia da desqualificação da testemunha], para a qual só poderia haver uma resposta. Os fariseus deixam implícito que Nicodemos se juntou aos galileu simpatizantes de Jesus. O ciúme exclusivista deles se reflete no desprezo pelos judeus galileus, que eram menos cultos (ver com. de Jo 7:49). CBASD, p. 1090.

Levanta. Evidências textuais (cf. p. 136) apoiam a variante “se levantou”. Este texto enfatizaria a confusão das ideias deles, pois seriam incapazes de defender uma generalização assim [outros profetas teriam surgido da Galileia]. CBASD, p. 1090.



JOÃO 07 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
13 de outubro de 2024, 0:45
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Além de relatos inéditos, o evangelho segundo João também aborda a grande dificuldade enfrentada por Cristo entre os judeus e entre a Sua própria família, de forma que “nem mesmo os Seus irmãos criam nEle” (v.5). Esquecemos que os sofrimentos de Jesus não foram limitados à via dolorosa e à cruz, mas que em todo o Seu ministério Ele sofreu rejeição, perseguição e inúmeras ameaças. Muitos advogam hoje sobre o evangelho de Cristo como se fosse o evangelho que facilmente se harmoniza com qualquer crença e estilo de vida. Deixam, porém, de perceber, ou simplesmente rejeitam, o fato de que as palavras de Jesus eram constantemente refutadas e, Seus ensinamentos, considerados um escândalo para os judeus, que “procuravam matá-Lo” (v.1).

A “Festa dos Tabernáculos” (v.2) fazia parte das festas anuais de Israel, sendo a última festa após o dia da expiação. Tinha a duração de sete dias, e celebrava o cuidado de Deus no período das colheitas, bem como lembrava os quarenta anos em que o povo habitou em tendas no deserto, de modo que passavam os sete dias de festa habitando em cabanas. Era um período festivo muito aguardado e seria a oportunidade perfeita de ampliar o ministério de Jesus e torná-Lo “conhecido em público” (v.4). Sua discrição em realizar muitos dos “Seus feitos em oculto” (v.4), parecia incomodar Seus irmãos incrédulos. Não compreendendo a missão de Cristo e a perfeita harmonia entre Ele e o Pai, não aceitavam Seu modo de vida, compassivo, paciente e humilde, nunca buscando reconhecimento ou aplausos, mas sempre submisso à vontade de Deus e plenamente comprometido com a verdade, ainda que odiado pelos opositores.

Era impossível ouvir Jesus e não ser impactado por Suas palavras e modo de falar. Ele destoava de todo o povo em graça e virtude. Replicava as Escrituras com a autoridade como de um regente celestial. Para os que criam, havia paz e um firme desejo por uma nova vida. Para os incrédulos, havia ódio e um firme propósito de silenciar Aquele que condenava os pecados que eles tanto amavam. É nesse sentido que o evangelho de Cristo se torna em espada. Cria-se uma nítida divisão entre os que aceitam viver para a glória de Deus e os que vivem “procurando a sua própria glória” (v.18). Após a Sua declaração: “Eu sou o Pão da Vida” (Jo.6:48), Jesus sofreu uma rejeição em massa. Agora, Ele declara: “Se alguém tem sede, venha a Mim e beba” (v.37). Pão e Água se fundem nAquele que é o único capaz de saciar as nossas mais vitais necessidades.

A hora ou o tempo a que Jesus Se referia se tratava da consumação de Sua obra na Terra. O Senhor é Deus de ordem e decência, não fazendo nada sem que esteja previamente estabelecido em Seu plano salvífico. Ele também não faz “coisa alguma, sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas” (Am.3:7). “Por isso, também os que sofrem segundo a vontade de Deus” (1Pe.4:19), estão experimentando do que o Salvador experimentou, e sendo preparados para enfrentar a mais terrível oposição. Semelhante a Jesus, do interior dos filhos de Deus “fluirão rios de água viva” (v.38) e, perante as autoridades, suas palavras causarão grande admiração e espanto. Do menor ao maior dentre eles, todos manifestarão fluente e claro conhecimento da verdade e coerência no que professam e vivem, porque estarão cheios do Espírito Santo.

Amados, Deus nos deixou a Sua verdade presente através do ministério profético de Ellen White. Ensinos que divergem tanto da realidade em que vivemos, que chegam a incomodar os que ainda não entenderam o seu vital objetivo: exaltar a Cristo como o nosso único meio de salvação. Pois Cristo ama a Sua igreja! E foi por amá-la, que “a Si mesmo Se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a Si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Ef.5.25-27). Como Jesus o foi, se perseverarmos em fazer a vontade de Deus revelada para os nossos dias, certamente também sofreremos perseguições.

Que o Espírito Santo nos santifique a cada dia, e nos conceda a sabedoria e a prudência tão necessárias para que sigamos os passos de Jesus com fé e perseverança até que Ele volte.

Nosso Deus e Pai, muitas vezes somos confrontados simplesmente por fazer a Tua vontade. Mas, como Jesus, podemos perseverar nesse sentido, crendo que o Senhor nos dará a coragem e a força de que necessitamos. Retira do nosso coração qualquer desejo por reconhecimento humano. Que do nosso interior, porém, fluam rios de água viva, a atuação do Teu Espírito, para que a nossa vida glorifique a Ti. Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, perseguidos por causa da justiça!

Rosana Garcia Barros

#João7 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JOÃO 7 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
13 de outubro de 2024, 0:40
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JOÃO 7 – João faz profunda conexão do evangelho com o Antigo Testamento, que é frequentemente utilizado para ilustrar e apoiar a mensagem central de que Jesus é o Messias prometido, o divino Filho de Deus.

• Em João 1:1-5, Jesus é o Verbo/Logos/Palavra de Deus que criou no princípio, Ele é a fonte da Luz a da Vida, uma referência a Gênesis 1:1-5.
• Em João 1:19-34, João é a “voz do que clama no deserto”, cumprindo a profecia de Isaías 40:3. Ele chama Jesus de “Cordeiro de Deus” (João 1:29), fazendo referência ao cordeiro pascal (Êxodo 12).
• Em João 1:51, Jesus é a “escada” que une o Céu e a Terra, a conexão entre Deus e a humanidade, evocando a visão de Jacó (Gênesis 28:12).
• Em João 2, ao transformar água em vinho, Jesus revela-Se maior que Moisés que “transformou” água em sangue (Êxodo 7:14-25).
• Em João 2:13-22, Jesus Se projeta no Templo, tudo apontava para Ele.
• Em João 3:14-15, Jesus faz referência à serpente levantada por Moisés no deserto, símbolo de Sua missão de salvar os sofredores (Números 21:9).
• Em João 4:1-26, Jesus Se apresenta como Fonte definitiva da água viva, oferecendo algo mais profundo e eterno do que a água física “oferecida” por Jacó (Jeremias 2:13; Isaías 55:1).
• Em João 6:30-58, Jesus faz referência ao maná (Êxodo 16), mostrando ser Ele o verdadeiro “Pão do Céu”.

Em João 7, João continua a tecer referências ao Antigo Testamento para mostrar que Jesus é o cumprimento das promessas messiânicas e das figuras tipológicas veterotestamentárias*. A Festa dos Tabernáculos (João 7:1-14; Levítico 23:33-43; Deuteronômio 15:13-15) serve como pano de fundo simbólico para revelar Jesus como a fonte da água viva e o doador do Espírito Santo (João 7:37-39), cumprindo as promessas de salvação e renovação (Isaías 12:13; Ezequiel 47:1-12).

A referência a Moisés e à Lei é significativa porque Moisés era uma figura central no judaísmo, o mediador da aliança e da Torá. Contudo, Jesus denuncia a hipocrisia dos líderes religiosos, que se orgulhavam de observar a Lei, porém estavam prontos para matá-lO – que era cumprimento da Lei e dos profetas (João 7:19-24).

Nicodemos reaparece mostrando sua intenção de pautar decisões coerentes com a Lei (João 7:50-53); e nós, com base em que reagimos a Jesus? – Heber Toth Armí.

 

* Relativas ao Velho Testamento



JOÃO 6 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
12 de outubro de 2024, 1:00
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Texto bíblico: JOÃO 6 – Primeiro leia a Bíblia

JOÃO 6 – BLOG MUNDIAL

JOÃO 6 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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JOÃO 6 by Luís Uehara
12 de outubro de 2024, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jo/6

André viu uma multidão faminta e, com uma mentalidade de escassez, ressaltou que eles só tinham o suficiente para alimentar uma criança — certamente não o suficiente para que todos pudessem comer sequer uma pequena porção. Mas quando a Palavra foi falada com fé sobre o pouco que foi oferecido, o pouco foi transformado em muito mais do que suficiente. Frequentemente, nós também podemos ver apenas escassez em nós mesmos quando Deus nos chama para servir, mas Suas promessas, levantadas diante do trono de Deus, abrirão as janelas do céu e proverão em abundância.

Depois daquele dia milagroso, os discípulos, seguindo a direção de Jesus, partiram, mas logo encontraram dificuldades que os deixaram se sentindo desamparados e com medo. Da mesma forma, às vezes nos encontramos lutando contra as adversidades da vida, nos sentindo impotentes.

Jesus vem para nos salvar, mas podemos ter medo do que significa realmente deixá-Lo entrar em nossas vidas. Assim como os discípulos puderam recordar a abundância que Jesus forneceu em uma situação aparentemente sem esperança e encontrar fé para confiar nele novamente, nós também podemos. A Palavra — escrita, falada e vivida — pode nos dar a confiança para confiar e obedecer, permitindo-nos chegar, em paz, ao lugar para onde Deus nos está chamando.

Vicky Perry
Esposa, mãe, avó, bibliotecária, equestre

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jhn/6
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli



JOÃO 6 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
12 de outubro de 2024, 0:50
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1320 palavras

1-71 Este capítulo é o ponto crucial dos caps. 2 – 12. Revela a identidade de Jesus como Aquele enviado do Pai (vs. 38, 44, 46, 50-51, 57); de maneira figurada, distingue entre a fé e a descrença através da ilustração do comer e do beber a carne e o sangue de Jesus (vs 53-58); narra a crescente rejeição, motivada pela descrença com que Jesus Se defrontou (vs 41-42, 60-66). Os sinais, neste capítulo, recordam os correspondentes eventos salvíficos na história de Israel. Indicam que Jesus cumpre a tipologia da Páscoa, do êxodo e da provisão de alimento no deserto. Bíblia de Genebra.

1-15 A multiplicação dos pães para os 5 mil é o único milagre, afora a ressurreição, que se encontra em cada um dos quatro evangelhos. Demonstra que Jesus supre as necessidades humanas, e monta o cenário que testemunhará dEle como o Pão da Vida (v. 35). Bíblia de Estudo NVI Vida.

mar de Tiberíades. O nome romano para o lago da Galileia. Uma indicação de que João estava escrevendo tendo em mente os não-judeus. Andrews Study Bible.

5-13 O único milagre encontrado nos quatro Evangelhos. Uma demonstração do poder criativo e divindade de Jesus. Ver 1:1-3. Andrews Study Bible.

para lhes dar de comer. Reminiscência de Nm 11.13, onde Moisés faz uma pergunta semelhante. Bíblia de Genebra.

duzentos denários. Aproximadamente o salário de 200 dias de trabalho. Andrews Study Bible.

15 fazê-Lo rei. Eles esperavam que Ele os livraria dos romanos, como Moisés livrou os israelitas do Egito. Andrews Study Bible.

Jesus rejeitara a versão mundana da realeza por ser tentação do diabo (Mt 4.8-10). Bíblia de Estudo NVI Vida.

19 trinta estádios equivalem a cerca de 5 a 6 km. Bíblia Shedd.

20 Sou Eu. Do gr ego eimi, “eu sou”. Estas palavras são repetidamente encontradas na LXX como tradução do heb. ‘ani hu’, “Eu [sou] Ele”, uma declaração de Yahweh de que Ele é Deus (ver Dt 32:39; Is 43:10; 46:4)CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1075.

Em face do temor dos discípulos, Jesus pronuncia “Sou Eu”… Isso não deixaria de chamar a atenção ao fato que Ele Se chamaria pelo nome divino (cf 8.24, 28). Bíblia Shedd.

21 e logo chegaram à praia. Alguns acham que se trata aqui de mais um milagre. De qualquer maneira, a chegada segura do barco implicitamente atribui o feito a Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

24 à Sua procura. A busca de Jesus é nobre unicamente quando a motivação é certa. Aqui deparamos puro materialismo (26)Bíblia Shedd.

26-27 sinais. Os milagres de Jesus apontavam para realidades espirituais, mas o povo estava pensando em um nível materialAndrews Study Bible.

27 vos dará. Nós não ganhamos vida eterna; ela é um dádiva [dom, presente]Andrews Study Bible.

Jesus aponta para o significado espiritual do milagre, que é estabelecer o selo de Deus como aprovação de Seu ministério e identificá-Lo como o Filho do Homem, o Messias prometido. Bíblia de Genebra.

28 realizar as obras de Deus. Os judeus pensaram na possibilidade de aprender a fazer os milagres como Jesus e Moisés fizeram. Jesus esclarece que a “obra” que antecipa todas as obras (14.12) é a fé submissa em Cristo, o Enviado de Deus. Bíblia Shedd.

Não tinham percebido a lição de que a vida eterna é dádiva de Cristo, e pensavam sob o aspecto de alcançá-la mediante obras piedosas. Bíblia de Estudo NVI Vida.

29 A obra de Deus é … crer. Crer em Jesus Cristo é a “obra” indispensável que Deus requer – a qual conduz à vida eterna. Bíblia de Estudo NVI Vida.

31 maná. Ver Êx 16. Havia uma tradição de que quando o Messias viesse, faria cair novamente maná em uma PáscoaAndrews Study Bible.

32 Não foi Moisés. Jesus os corrigiu, mostrando que o maná do deserto não procedera de Moisés, mas de Deus, e que o pai ainda “dá” (é importante esse tempo no presente) o verdadeiro pão do céu (a vida por meio do Filho)Bíblia de Estudo NVI Vida.

33 O que desce do céu e dá vida ao mundo. Jesus não ensina aqui a salvação universal, mas a relevância e o apelo universais de Sua obra salvadora (3.16, nota). Bíblia de Genebra.

34 desse pão. Provavelmente outro equívoco, como o da mulher junto ao poço (4.14; cf tb. Nicodemos: 3.4). A mente deles seguia balizas materialistasBíblia de Estudo NVI Vida.

35 Eu sou o pão da vida. Primeira das sete reivindicações introduzidas por “ego eimi” (6.35; 8.12, 28; 10.7; 11.11, 25; 15.1; cf Êx 3.14n). Bíblia Shedd.

39 que nenhum Eu perca de todos os que Me deu. Não “uma vez salvo, sempre salvo”. O objetivo de Deus é que todos se salvem, mas ninguém é forçado a responder positivamente. Ver 17:12. Andrews Study Bible.

40 vida eterna o ressuscitarei no último dia. A morte não pode destruir a vida que Cristo dá. Bíblia de Estudo NVI Vida.

41 Murmuravam, pois, dele os judeus. Esta atitude é semelhante à dos israelitas no deserto, que murmuravam contra Moisés e Arão (Êx 16.7; 17.3; Nm 11.1). Bíblia de Genebra.

51-58 Jesus emprega a linguagem do comer e do beber para ilustrar a intimidade entre Cristo e o crente. Bíblia de Genebra.

51 minha carne, que Eu darei. Antevendo o Calvário. Bíblia de Estudo NVI Vida.

52 “Carne” e “sangue” significam a plena humanidade de Cristo ( 1 Jo 4.2, 3). No sacrifício o sangue obrigatoriamente pertencia a Deus (Gn 9.4; Dt 12.16, 23) porque nele estava a vida. Jesus declara que se não assimilarmos Sua vida não participamos nEleBíblia Shedd.

53 beberdes o Seu sangue. …comer Sua carne e beber Seu sangue significa apropriar-se de Sua vida pela fé. “Comer a carne e beber o sangue de Cristo é recebê-lo como Salvador pessoal, crendo que Ele perdoa nossos pecados, e nEle ficamos completos” (DTN, 389). CBASD, vol. 5, p. 1075.

53 se não comerdes e não beberdes não tendes vida. Fora da união pessoal com o Salvador, não há salvação. Bíblia de Genebra.

53-58 É simplesmente impossível que a declaração absoluta de Jesus no v. 53 … seja referência direta à ceia do Senhor. Certamente Ele não ensina que receber esse sacramento seja o grande requisito para a vida eterna, nem que essa é a única ordenança pela qual Cristo e Seus benefícios salvíficos são recebidos. Nesse mesmo discurso Ele ressalta a fé em consequência do testemunho a respeito dEle. Bíblia de Estudo NVI Vida.

54 quem comer. Do gr trogon, um particípio presente que indica comer continuamente, alimentar-se constantemente. Não é suficiente participar uma única vez da vida de Cristo. Os crentes precisam de nutrição espiritual contínua, alimentando-se dAquele que é o pão da vidaCBASD, vol. 5, p. 1075.

55 verdadeira. quer dizer, “a única”. Bíblia Shedd.

59 Cafarnaum. Evidentemente, toda a cena de 6:22-71 aconteceu na sinagoga de Cafarnaum. Andrews Study Bible.

60 dura. De difícil aceitação, não de difícil entendimentoBíblia de Estudo NVI Vida.

Duro é este discurso. Referindo-se aos versos 50-59. Jesus não se conformava às suas expectativas messiânicas. Andrews Study Bible.

discípulos. A fala de Jesus dividiu até mesmo os discípulosAndrews Study Bible.

63 a carne para nada aproveita. O sucesso nesta vida é relativamente de pouca importância em contraste com a eternidadeAndrews Study Bible.

palavras de vida eterna. Expressão genérica; Pedro não se referia a uma fórmula falada, mas ao conteúdo global dos ensinos de Jesus. Percebia a verdade do v. 63. Bíblia de Estudo NVI Vida.

66-71 Um ponto crucial neste Evangelho. Muitos de seus discípulos, juntos com a multidão, rejeitaram a Cristo em sua descrença, enquanto os Seus discípulos, que permaneceram fiéis (como mostra a confissão de Pedro), aprofundaram sua fé nEle. Bíblia de Genebra.

69 temos crido e conhecido que Tu és o Santo de Deus [ARA, NVI; NKJV: o Cristo]. A identidade de Jesus, como mostrada no Evangelho de João, é a chave para uma fé consistente e estávelAndrews Study Bible.

Como os verbos gregos estão no tempo perfeito, significam “Já entramos num estado de fé e de conhecimento que tem continuado até o tempo presente”. Bíblia de Estudo NVI Vida.

70 um diabo. Judas (v. 71) se oporia a Cristo movido pelo espírito de Satanás. Bíblia de Estudo NVI Vida.

70-71 Dá a entender que Judas não compartilhou da confissão de fé que Pedro fez no v. 69. Mesmo entre os doze havia um que colocava a posição mundana acima das coisas eternas. Andrews Study Bible.