Reavivados por Sua Palavra


APOCALIPSE 11 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
5 de abril de 2025, 0:50
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775 palavras

1-13 Parte da sexta trombeta […]. Explica o “ainda profetizes” de 10:11. Bíblia de Estudo Andrews.

1 caniço semelhante a uma vara. Haste semelhante a um bambu (ver 21:15; Ez 40:3-5). Em Ezequiel, o templo foi medido para ser restaurado (Ez 43:7-9). Bíblia de Estudo Andrews.

os que nele adoram. O povo de Deus, o remanescente, que “ainda” deve profetizar (Ap 10:11). Bíblia de Estudo Andrews.

2 mas. Na verdade, significa “e” em grego. A medição é uma obra de julgamento, separando os fiéis dos infiéis. Bíblia de Estudo Andrews.

átrio exterior do santuário. No templo de Herodes, que João conhecera bem, havia um átrio interno dividido em átrio das mulheres, átrio de Israel e átrio dos sacerdotes. Depois dele, havia um grande átrio externo, o átrio dos gentios. Uma barreira, a “parede da separação” (Ef 2:14), dividia os átrios interno e externo. Nenhum gentio podia atravessá-la, e a pena para a transgressão era a morte. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 887.

dado aos gentios. Assim como o átrio dos gentios no templo terrestre. Nesse caso, “gentios” representam os que não são adoradores, que não professam pertencer ao Israel de Deus. CBASD, vol. 7, p. 887.

quarenta e dois meses (ver também 13:5). O mesmo que os 1260 dias (11:3; 12:6) ou três anos e meio (12:14; Dn 7:25 e 12:7). Os dias proféticos costumam simbolizar anos literais (Lv 25:1-7; Nm 14:34; Ez 4:4-6). Por isso, os intérpretes historicistas compreendem, em geral, que o período de 1.260 dias proféticos significa 1.260 anos literais que começam em 530 d.C. e terminam em 1798. Bíblia de Estudo Andrews.

a cidade santa (ver Ap 21:2). Neste texto representa o povo fiel a Deus, em contraste com a grande cidade (11:18). Bíblia de Estudo Andrews.

3-14 O texto tem sido aplicado à Revolução Francesa (inimiga das Escrituras) e à proclamação final do evangelho. Bíblia de Estudo Andrews.

3 Minhas duas testemunhas. Com base nos v. 5 e 6, alguns identificam estas testemunhas como Moisés e Elias […], mas o símbolo das “duas testemunhas” vai além disso. No v. 4, elas são chamadas de “duas oliveiras” e “dois candeeiros” (símbolos extraídos de Zc 4:1-6, 11-14). Afirma-se que elas representam “os dois ungidos, que assistem junto ao SENHOR de toda a terra” (Zc 4:14). Assim como os galhos das oliveiras são retratados fornecendo azeite para as lâmpadas do santuário (v. 12), a partir desses santos diante do trono de Deus, o Espírito é transmitido aos seres humanos […]. Uma vez que a concessão mais completa do Espírito Santo aos seres humanos está descrita nas Escrituras do AT e do NT, eles podem ser consideradas as duas testemunhas […]. CBASD, vol. 7, p. 887.

8 na praça. A privação de sepultamento demonstra grande desrespeito (Sl 79:2-23; Jr 8:1, 2). Bíblia de Estudo Andrews.

grande cidade. Em geral, é Babilônia, no Apocalipse (14:8; 18:1-4). Símbolo da oposição religiosa a Deus no tempo do fim. Bíblia de Estudo Andrews.

Sodoma. Este nome é símbolo de degradação moral (Ez 16:46-55). Esta era a condição da França durante a revolução. CBASD, vol. 7, p. 889.

Egito. Este país era conhecido por negar a existência do Deus verdadeiro e por desafiar os mandamentos de Deus [ver Êx 5:2). CBASD, vol. 7, p. 889.

onde também o seu Senhor foi crucificado. Jerusalém.

10 Atormentaram. Por meio do poder condenador de suas profecias (ver v. 3). Poucas torturas são piores do que uma consciência culpada. Quando a verdade e a justiça são constantemente postas diante do pecador obstinado, tais atributos costumam ser intoleráveis para ele. CBASD, vol. 7, p. 889.

as outras. O remanescente (ver 12:17). Bíblia de Estudo Andrews.

14 ai. Desastre ou juízo [comentário sobre 8:13]. Bíblia de Estudo Andrews.

18 Embora a sétima trombeta assinale o fim do tempo de angústia, ainda há eventos que deverão ocorrer antes da segunda vinda. Bíblia de Estudo Andrews.

tua ira. As sete taças com as pragas ou flagelos (ver 15:1). Bíblia de Estudo Andrews.

para serem julgados os mortos. O juízo dos mortos é detalhado em 20:11-15. Bíblia de Estudo Andrews.

Aos que temem. Do gr. phoboumenoi, termo usado para os que não eram totalmente prosélitos do judaísmo, mas que, mesmo assim, adoravam ao Deus verdadeiro (ver com. de At 10:2). […] esta terceira classe a receber a recompensa no juízo pode ser interpretada como sendo aqueles que não conheceram completamente a Cristo e Seus caminhos, mas viveram segundo a plenitude da luz que receberam. Por haverem temido o nome de Deus, conforme lhes foi revelado, também alcançarão a recompensa (ver DTN, 638). CBASD, vol. 7, p. 891.

19 Arca da Aliança. No santuário típico, a arca preservava os dez mandamentos, a imutável lei moral de Deus para os seres criados de todas as eras. […] esta visão da arca é um forte argumento de que, durante o tempo do fim, a grande lei moral de Deus ocupa um lugar central no pensamento e na vida de todos que servem ao Senhor em espírito e em verdade (ver com. de Ap 12:17; 14:12; cf GC, 43). CBASD, vol. 7, p. 892.



Apocalipse 11 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
5 de abril de 2025, 0:45
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Como vimos no capítulo anterior, o dia 22 de outubro de 1844, conhecido como “dia do desapontamento”, não se referia à volta de Jesus, mas à entrada de Jesus no lugar Santíssimo do santuário celeste. A visão que se segue ainda antecede o toque da última trombeta. E João contemplou exatamente “o santuário de Deus” (v.1). Não o santuário terrestre, até porque ele havia sido destruído quando Jerusalém foi invadida pelo exército romano em 70 d.C. A João, portanto, foi dada a ordem de medir com uma vara o santuário celeste. Esta ilustração representa uma cena de juízo, que é iniciada, primeiramente, entre o povo de Deus, como está escrito no livro do profeta Ezequiel: “[…] começai pelo Meu santuário” (Ez.9:6). E como reforçou o apóstolo Pedro: “Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada” (1Pe.4:17).

Cristo iniciou a fase do juízo investigativo pelos de dentro de casa e a encerrará pelos de fora, ou seja, aqueles que rejeitaram a mensagem do evangelho. Surge, então, mais um período profético de “quarenta e dois meses” (v.2). A “cidade santa” (v.2) representa a igreja de Deus sendo alvo da ira de Satanás (Ap.12:17). Na verdade, este período corresponde aos 1260 dias proféticos do versículo seguinte, isto é, 1260 anos. Este foi o período, já estudado no livro de Daniel, em que os cristãos foram perseguidos, e muitos foram mortos, na Idade Média (538 a 1798 d.C.). As “duas testemunhas” (v.3) simbolizam o Antigo e o Novo Testamento. Jesus mesmo afirmou que são as Escrituras que dEle testemunham (Jo.5:39). Neste período houve grandes trevas espirituais e o termo “vestidas de pano de saco” (v.3) aponta para um tempo em que a Igreja Romana em seu apogeu papal faria de tudo para ocultar as verdades da Palavra de Deus.

Assim como são consideradas testemunhas de Deus, as Escrituras também receberam duas outras ilustrações: “as duas oliveiras e os dois candeeiros” (v.4), confirmando uma das visões do profeta Zacarias (Zc.4:3-7) e o que compôs o salmista: “Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra, e luz para os meus caminhos” (Sl.119:105). Ninguém pode ir de encontro à Palavra de Deus e não sofrer as consequências por seus maus atos. Quando Elias profetizou que não iria chover por três anos e meio (1Rs.17:1), toda a Terra sentiu a tragédia de dar as costas ao “assim diz o Senhor”. Todo aquele, portanto, que ignora ou resiste às verdades das Escrituras será julgado e condenado por seu procedimento no grande Dia de Deus.

Surge, então, outro período profético em que a Palavra do Senhor seria lançada por terra: “três dias e meio” (v.9), ou seja, três anos e meio. Este foi o tempo em que a França subjugou as verdades sagradas, na terrível Revolução Francesa, de 26 de novembro de 1793 a 17 de junho de 1797. Dentre as atrocidades cometidas, a história revela com exatidão cada detalhe desta profecia:

  1. grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito” (v.8): A França tornou-se como Sodoma em imoralidade (Gn.19:5), e como o Egito, negando a existência de Deus (Êx.5:2);
  2. Os que habitam sobre a terra se alegram por causa deles, realizarão festas” (v.10): Foi abolida a semana de sete dias e instituída a semana de dez dias, e o décimo dia era dia de festas e orgias;
  3. Os “dois profetas” (Antigo e Novo Testamento, v.10) foram substituídos pela deusa da razão e proibidos os cultos religiosos.

Porém, as consequências de tamanha apostasia foram terríveis. E após instalar-se verdadeiro caos na França, os governantes tiveram de reconhecer a importância da religião para o bom andamento da nação, restabelecendo a liberdade de culto e os sete dias semanais. A Bíblia novamente ganhou força e surgiram as primeiras Sociedades Bíblicas espalhando a verdade pelo mundo afora.

Passado o segundo ai (v.14), chegamos ao toque da sétima e última trombeta. E as “grandes vozes” (v.15) vindas do Céu declaram a vitória final de Cristo e a destruição daqueles “que destroem a terra” (v.18). De onde saiu esta ordem? A Bíblia é bem clara, confirmando a profecia de Daniel, de que lá do lugar Santíssimo do “santuário de Deus, que se acha no Céu”, onde fica “a arca da Aliança” (v.19), guardiã da Lei de Deus, Jesus voltará “com poder e muita glória” (Mt.24:30). A Bíblia que foi perseguida na Idade Média e pisada na Revolução Francesa é a mesma que sobreviveu pelo poder de Deus para nos revelar hoje que a promessa do retorno de Cristo é real e está prestes a acontecer. É tempo de estarmos prontos para contemplarmos o nosso Senhor e Salvador em toda a Sua glória, porquanto muito em breve será declarado:

O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do Seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos” (v.15). Amém!

Nosso Bom Deus e Pai, nada é mais precioso neste mundo do que o conhecimento da verdade e da salvação em Cristo Jesus! Mas não podemos erguer um muro de orgulho por isso, e sim mantermos os nossos olhos no Santíssimo lugar, de onde Jesus derrama sobre nós a Sua graça e a Sua justiça. Queremos viver para Ti segundo os Teus propósitos, Senhor. E ainda que venham provações, ajuda-nos a sempre lembrar onde Jesus está e que em breve Ele voltará e nos levará para Casa. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, exército do Deus Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

Apocalipse11 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



APOCALIPSE 11 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
5 de abril de 2025, 0:40
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APOCALIPSE 11 – No início da visão, João recebe um caniço para medir o templo, o altar e os adoradores, exceto o pátio exterior. Essa cena relaciona-se com a purificação do santuário celestial (Daniel 8:13-14) e a restauração da verdade bíblica no tempo do juízo investigativo, iniciado em 1844, conforme Apocalipse 10.

• O templo representa o Santuário Celestial, onde Cristo ministra atualmente (Hebreus 8:1-2).
• Os adoradores medidos simbolizam o julgamento divino, separando os fiéis dos infiéis (Apocalipse 10).
• O pátio exterior entregue aos gentios indica a opressão da verdade bíblica por poderes corruptos.

Esta visão ecoa a história da Bíblia, que, durante séculos, foi suprimida e deturpada por sistemas religiosos que afastaram a verdade do evangelho.

As “duas testemunhas” que profetizaram por 1260 dias/anos em pano de saco (Apocalipse 11:3) são o Antigo e o Novo Testamento.

• Elas são chamadas de duas oliveiras e dois candeeiros, referindo-se a Zacarias 4, onde o azeite simboliza o Espírito Santo iluminando a Palavra de Deus.
• A profecia de 1260 dias/anos se cumpre no período de supremacia papal – do ano 538 a 1798 – quando a Bíblia foi suprimida e seus ensinos distorcidos.

Durante esse período, a Bíblia esteve acessível apenas a uns poucos e proibida ao povo comum. Esse ataque às Escrituras levou a um tempo de trevas espirituais, conhecidas como a Idade Média. Contudo, a Bíblia não desapareceu completamente (Apocalipse 11:4-6), pois o poder divino as preservou.

A profecia também afirma que as duas testemunhas seriam mortas e seus corpos deixados na praça da grande cidade, que espiritualmente se chamam Sodoma e Egito (Apocalipse 11:7-8). Isso aponta para o período da Revolução Francesa (1793-1797), quando a Bíblia foi rejeitada publicamente, e o racionalismo tomou seu lugar.

• Egito representa o ateísmo (Êxodo 5:1-2).
• Sodoma simboliza imoralidade e rebelião contra Deus (Gênesis 19:1-29).

A Revolução Francesa aboliu a religião, entronizou a “Deusa da Razão” e perseguiu os cristãos, promovendo uma era de descrença e secularismo.

Após três dias/anos e meio, as testemunhas ressuscitariam e seriam exaltadas ao céu (Apocalipse 11:9-13). Isso se cumpre no movimento de restauração da Bíblia no início do século 19, com a disseminação das Escrituras pelas Sociedades Bíblicas e o reavivamento do tempo profético, preparando o caminho para o toque da sétima trombeta (Apocalipse 11:14-19).

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



APOCALIPSE 11 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS by Jeferson Quimelli
5 de abril de 2025, 0:30
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4371 palavras (inclui texto bíblico e referências)

As duas testemunhas – A sétima trombeta

“Apocalipse 11 [mostra] as duas testemunhas que estiveram de luto durante os 1.260 anos de perseguição e que haveriam de ser mortas durante o período do terror, na Revolução Francesa e que ressuscitariam, crescendo até o céu.” – SRA/EP, p. 140.

“Apocalipse 11 começa com a ordem para medir o templo, o altar e os adoradores. Deus mede Seu povo antes de permitir que passem pelo penoso período da provação. Durante esse tempo eles proclamam a última mensagem de advertência ao mundo. O conflito dos séculos terminará de modo dramático e decisivo, numa admirável manifestação da ira de Deus. Apocalipse 11 termina em triunfo. Deus vindicará Seu nome na Terra e estabelecerá Seu domínio de justiça para todo o sempre.” – LES892, p. 169.

“A mensagem do capítulo [Apoc. 11] é a de plena certeza em Cristo. É-nos dada uma idéia da vitória no fim do tempo, quando os poderes do mal serão derrotados definitivamente, e começará o reinado de Cristo.

Apocalipse 11 antecipa o que virá em seguida. Nalguns aspectos o capítulo 11 resume o que é considerado na segunda metade do livro. A ordem para medir o templo, o altar e os adoradores antecipa os acontecimentos retratados simbolicamente nos capítulos 12 a 14, especialmente o apelo para perseverança em Apocalipse 14:12. A referência às duas testemunhas profetizando vestidas de pano de saco por 1.260 dias (Apoc. 11:3) corresponde à fuga da mulher para o deserto durante o mesmo período de tempo (Apoc. 12:13 e 14). A besta que sobe do abismo para pelejar contra as duas testemunhas (Apoc. 11:7-10) prefigura os esforços do dragão para fazer guerra à descendência da mulher (Apoc. 12:17). O diabo usa a besta que emerge do mar (Apoc. 13:1), e depois, a que emerge da terra (Apoc. 13:11).

“O poder das testemunhas para ferir a Terra com pragas (Apoc. 11:6) encontra sua parte correspondente nas sete últimas pragas (capítulos 15 e 16). O grande terremoto que precede a sétima trombeta e destrói a décima parte da grande cidade (Apoc. 11:13), é um presságio da destruição causada pela sétima praga: ‘e ocorreu grande terremoto, como nunca houve igual desde que há gente sobre a Terra’ (Apoc. 16:18). A declaração de triunfo que se segue à sétima trombeta (Apoc. 11:15) é semelhante ao louvor que ocorre após a condenação de Babilônia (Apoc. 19:1-8). O derramamento da ira divina sobre o mundo provocador (Apoc. 11:18) prenuncia a atitude de Deus para com Gogue e Magogue (Apoc. 20:7-10). Finalmente, a visão do templo e da arca do concerto (Apoc. 11:19) antecipa a habitação de Deus com seu povo, para que possam ver-Lhe a glória e viver para sempre na luz de Sua presença (Apoc. 21:1-4 e 22-27).” – LES892, p. 160.

11:1 Foi-me dada uma cana semelhante a uma vara; e foi-me dito: Levanta-te, mede o santuário de Deus, e o altar, e os que nele adoram.

Medir o santuário (ou templo): Ter clara compreensão do santuário no Céu e do juízo investigativo.”  – LES892, p. 155.

Medir: Esta palavra é usada com o significado de avaliar e julgar, mas pode ser considerada também como uma promessa de restauração e preservação.

Altar: Visto que o átrio exterior do santuário não devia ser medido, este altar deve referir-se ao altar do incenso [interno] e ao ministério intercessor de Cristo, apresentando Sua justiça para cobrir os nossos pecados. Medir o altar é verificar se aceitamos a justiça de Cristo e Sua intercessão por nós.”  – LES892, p. 161.

Medir o altar: Como isto se refere ao altar do incenso (verso 2), o povo de Deus deve ter mais clara compreensão da maneira pela qual o ministério intercessor de Cristo traz justiça pela fé.”  – LES892, p. 155.

Medir os que adoram: A obra do evangelho só poderá ser terminada quando o povo de Deus refletir o caráter de Cristo.”  – LES892, p. 155.

“Apocalipse 11:1 liga este capítulo a Apocalipse 10, mostrando o que deve ser profetizado novamente, e qual é a importância que a Bíblia terá no testemunho a ser dado nos últimos dias.” – LES892, p. 160.

“A ordem para medir tem aplicação especial ao ministério de julgamento efetuado por Cristo no santuário celestial. As razões para esta aplicação podem ser enunciadas da maneira como segue: a) O templo é o santuário no Céu. (ver Apoc. 1:12-16; 2:1; 4:1-11; 5:1-14; 6:9-11; 7:9-17; 8:1-5.) b) A medição dos adoradores precede o selamento dos servos de Deus )Apoc. 7:1-8). A mediação é o juízo investigativo, que prepara o povo de Deus para a luta final nos últimos dias. (Comparar com Daniel 8:14.)

Medição é julgamento. ‘Essa restauração e preservação do templo de Deus parece ter também especial aplicação à compreensão mais ampla do significado do ministério de Cristo no santuário celestial, que adveio desde 1844… A medição dos adoradores denota uma obra de julgamento.” – SDABC, vol. 7, págs. 800 e 801.”  – LES892, p. 162.

Por que Deus mede Seu povo?  Deus mede Seu povo a fim de prepará-los para o desafio dos últimos dias e habilitá-los para o Céu. A mediação não produz qualidade de caráter, mas nos indica os recursos divinos que Deus torna acessíveis para crescimento e desenvolvimento. Nossa segurança nos últimos dias está inseparavelmente ligada a nossa relação com o Senhor Jesus Cristo. O objetivo da medição é determinar a qualidade dessa relação e preparar-nos para a luta à frente. (Ver Amós 7:7-9; S. Mat. 7:21 e 22.)”  – LES892, p. 162 e 163.

11:2 Mas deixa o átrio que está fora do santuário, e não o meças; porque foi dado aos gentios; e eles pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses.

Átrio – “Representa a Terra e a obra de expiação que Jesus realizou quando esteve neste mundo.” – LES892, p. 161.

A medição e seu significado –“… Apocalipse 11 é a continuação da cena descrita no capítulo anterior, na qual foi ordenado que João tomasse e comesse o livrinho. No capítulo 11 verificamos que o apóstolo recebeu uma vara de medir e, com ela, a tríplice ordem de medir o templo, o altar e os que naquele adoram. Foi-lhe recomendado que não medisse o átrio exterior do templo, pois esse átrio seria dado aos gentios, que por quarenta e dois meses calcariam aos pés a cidade santa. Mais uma vez estamos lidando com profecia simbólica.

”…Leia Ezequiel 41:1-4; 43:1-9; Daniel 8:9-14; Zac. 2:1-7… As profecias de Ezequiel, Daniel e Zacarias lançam luz sobre o estudo de Apocalipse 11. A visão de Ezequiel, de medição do templo, é uma profecia da restauração espiritual após o período de cativeiro. Tanto Daniel como João enfatizam a mesma verdade. A mensagem do santuário seria restaurada. O ministério mediador de Cristo seria compreendido novamente. Será avaliado o caráter do povo de Deus, e eles serão preparados para o encontro com o Senhor, em Sua volta.” – LES892, p. 160 e 161.

42 meses (1260 dias) – “Os 42 meses e os 1.260 dias são uma referência ao período da supremacia papal (538 A.D. a 1798 A.D.). Durante esse tempo, as duas testemunhas (as Escrituras Sagradas) profetizaram vestidas de pano de saco. Esse foi um tempo em que as forças do mal “calcaram aos pés” verdades da palavra de Deus e perseguiram os que procuraram perseverantemente estudar as Escrituras por si mesmos.” – LES892, p. 165.

As profecias dos 1.260 Anos [42 meses]:

“Esta profecia de tempo é mencionada sete vezes na Bíblia, duas das quais em Apocalipse 11. Para compreender melhor a significação desse período de tempo, analise este diagrama:

TEXTO PERÍODO DE TEMPO O QUE ACONTECEU?
Dan. 7:25 Um tempo, dois tempos e metade de um tempo A ponta pequena persegue
Dan. 12:7 Um tempo, dois tempos e metade de um tempo Segue-se o tempo do fim
Apoc. 11:2 42 meses Pés a cidade santa
Apoc. 11:3 1.260 dias Duas testemunhas vestidas de pano de saco
Apoc. 12:6 1.260 dias A Igreja foge para o deserto
Apoc. 12:14 Um tempo, tempos e metade de um tempo A Igreja no deserto
Apoc. 13:5 42 meses A besta semelhante a leopardo exerce seu poder

”  – LES892, p. 161.

11:3 E concederei às minhas duas testemunhas que, vestidas de saco, profetizem por mil duzentos e sessenta dias.

Duas Testemunhas – “O Antigo e o Novo Testamentos.”  – LES892, p. 164.

O Antigo e o Novo Testamento. Os Adventistas do Sétimo Dia têm interpretado tradicionalmente as duas testemunhas de Apocalipse 11 como referência simbólica ao testemunho das Escrituras Sagradas – o Antigo e o Novo testamento. … As duas testemunhas não são membros da divindade (versos 3 e 4). Podem ser atacadas por seres humanos, mas são capazes de defender-se (verso 5). Têm poder para produzir calamidade e pragas, e profetizam (verso 6). Podem ser mortas (versos 7 e 8), mas ressuscitam (verso 11). São ‘dois profetas’ (verso 10). Ao serem ressuscitadas, sobem ao Céu para que todos os seus inimigos as contemplem (verso 12).

“As duas testemunhas constituem algo que pode continuar existindo na presença de Deus, e ser ao mesmo tempo atacado na Terra. A interpretação de que as ‘testemunhas’ são a Palavra de Deus – o Antigo e o Novo testamentos – é a única que se ajusta às especificações dadas na profecia.”  – LES892, p. 164.

“Ambos são importante testemunhas quanto à origem e à perpetuidade da lei de Deus. Ambos são também testemunhas do plano da salvação. Os tipos, sacrifícios e profecias do Velho Testamento apontam para um Salvador por vir. Os evangelhos e as epístolas do Novo Testamento falam acerca de um Salvador que veio exatamente da maneira predita pelos tipos e profecias.” – O Grande Conflito, p. 264 e 265.

Pano de Saco  – “As Escrituras estão de luto quando a tradição está em ascendência. ”  – LES892, p. 164.

11:4 Estas são as duas oliveiras e os dois candeeiros que estão diante do Senhor da terra.

“As duas oliveiras e os dois candeeiros se referem à mesma coisa e no contexto dos 1.260 dias devem ser identificados como o Velho e o Novo Testamentos, revelados pelo Espírito Santo (São João 14:26; 15:26; 16:13-15; São Pedro 1:21).

“Nosso Senhor Jesus Cristo disse que as Escrituras dão testemunho dEle (São João 5:39) e Davi declarou que a Palavra de Deus é uma lâmpada que ilumina o caminho (Salmo 119:105).” – SRA/EP, p. 129.

“Como podemos identificar a obra do Espírito Santo em relação com as duas testemunhas? Zac. 4:1-6 e 11-14.” – LES892, p. 163.

11:5 E, se alguém lhes quiser fazer mal, das suas bocas sairá fogo e devorará os seus inimigos; pois se alguém lhes quiser fazer mal, importa que assim seja morto.

Importa que seja morto – “Nos versículos 5 e 6 do capítulo 11 declara-se que aqueles que interferem com estas testemunhas (a Palavra de Deus) ou as atacam devem morrer. A mesma admoestação é dada no cap. 22:18, 19. Também se destaca o poder da Palavra de Deus quando usada legitimamente, e são mencionados milagres realizados por Elias e Moisés, que usaram sincera e fielmente a Palavra de Deus.” – SRA/EP, p. 129.

11:6 Elas têm poder para fechar o céu, para que não chova durante os dias da sua profecia; e têm poder sobre as águas para convertê-las em sangue, e para ferir a terra com toda sorte de pragas, quantas vezes quiserem.

11:7 E, quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra e as vencerá e matará.

Besta que sobe do abismo – “A besta que sobre do abismo é Satanás (Apocalipse 20:1-3) e também simboliza os reinos do mundo que estão sob seu domínio. Em 11:8, 9 aparecem Sodoma e Egito para destruir as testemunhas de Deus, pois como nações inimigas do povo de Deus no passado, servem como símbolo eloqüente.” – SRA/EP, p. 129.

“Ateísmo, e, de modo mais específico naquele ponto do tempo profético, A Primeira República Francesa. ”  – LES892, p. 164.

“A influência do ateísmo que começou nos dias da Primeira República da França se espalhou para o norte e oriente, estendendo-se até a Rússia. A revolução russa de 1917 se constituiu em parte em um ataque contra a religião, uma vez que favorecia o ateísmo. Esse vírus ateu se espalhou através de todo o mundo, ganhando adeptos, infiltrando-se inclusive nos currículos educativos e sob um disfarce científico pretende desafiar a auto-revelação de Deus na Bíblia. O ateísmo já envolveu a terça parte do mundo e continua crescendo.” – SRA/EP, p. 130.

11:8 E jazerão os seus corpos na praça da grande cidade, que espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado.

Sodoma e Egito – “Símbolos de degeneração moral e de desafio aos mandamentos de Deus. ”  – LES892, p. 164.

11:9 Homens de vários povos, e tribos e línguas, e nações verão os seus corpos por três dias e meio, e não permitirão que sejam sepultados.

Três dias e meio – Ataque à Bíblia. Perto do fim dessa opressão espiritual [42 meses – verso 2], foi feito um ataque contra a Bíblia na França, sob a influência de um regime ateu. Houve uma tentativa para destruir a Palavra de Deus, mas foi inútil. … O período de três dias e meio de tempo profético simbolizava três anos e meio.” – LES892, p. 165.

Três Dias e Meio: O período de tempo profético que se estendeu de 26 de novembro de 1793, quando um decreto, promulgado em Paris, aboliu a religião, até 17 de junho de 1797, quando o governo francês removeu as restrições à prática da religião. (Ver SDABC, vol. 7, pág. 803.) ”  – LES892, p. 164.

“Como a Bíblia o desmascara, Satanás procura silenciar seu testemunho, quer mantendo-a oculta quer destruindo-a. Se aplicamos a estes três dias e meio o princípio bíblico de um dia por um ano (Ezequiel 4:6), chegaremos à conclusão de que o testemunho bíblico reviveria três anos e meio depois de ter sido aniquilado. Esta profecia se cumpriu de um modo muito preciso e surpreendente na história da França. Os três anos e meio foram exatamente o Reinado de Terror da revolução Francesa. Esse período começou a 26 de novembro de 1793 quando a França, por decreto se sua assembléia legislativa, declarou que não há Deus, o que foi motivo de regozijo para todos os seus habitantes, e durou até 17 de junho de 1797, quando o governo francês anulou o decreto e outra vez se permitiu a prática da religião na França. Durante este tempo a Bíblia foi queimada e abolida na França, foi ‘morta’. Todas as igrejas foram fechadas e proibiu-se a adoração de Deus por decreto da assembléia, que era o corpo legislativo da França. Também se decidiu que a semana seria de dez dias. O dia de descanso foi abandonado e em seu lugar se consagrava um dia em cada dez para a orgia e a blasfêmia. Negou-se abertamente a existência de Deus. Uma mulher imoral foi nomeada a deusa da razão, e as pessoas deviam adora-la. Ficou proibido todo tipo de culto religioso. Tudo isto durou exatamente três anos e meio, como o disse a profecia. Porém, o testemunho bíblico não só ressuscitaria, mas se elevaria e sua fama subiria ao Céu. Em 1804 e 1816 foram organizadas as primeiras e maiores sociedades bíblicas e o livro de Deus inundou o planeta, constituindo-se no livro mais difundido de toda a história da humanidade.” – SRA/EP, p. 130

11:10 E os que habitam sobre a terra se regozijarão sobre eles, e se alegrarão; e mandarão presentes uns aos outros, porquanto estes dois profetas atormentaram os que habitam sobre a terra.

11:11 E depois daqueles três dias e meio o espírito de vida, vindo de Deus, entrou neles, e puseram-se sobre seus pés, e caiu grande temor sobre os que os viram.

11:12 E ouviram uma grande voz do céu, que lhes dizia: Subi para cá. E subiram ao céu em uma nuvem; e os seus inimigos os viram.

Subiram para o Céu – “Importância e exaltação das à Bíblia depois da supressão indicada mais acima [11:9]. ”  – LES892, p. 164.

Testemunhas revividas e exaltadas – “Diz-se que Voltaire havia declarado: ‘Se foram necessários doze pescadores ignorantes para levar adiante o Evangelho de Jesus Cristo, eu mostrarei que basta um francês para destruí-lo. Daqui a 50 anos ninguém se lembrará da Jesus Cristo.’

“Paradoxalmente, 25 anos depois as Sociedades Bíblicas compravam a casa que havia sido de Voltaire e a converteram em um depósito de Bíblias. As duas testemunhas haviam ressuscitado e estavam subindo cada vez mais, como diz a profecia.” – SRA/EP, p. 130.

11:13 E naquela hora houve um grande terremoto, e caiu a décima parte da cidade, e no terremoto foram mortos sete mil homens; e os demais ficaram atemorizados, e deram glória ao Deus do céu.

Grande terremoto – “Esse terremoto não é o final da História, porque ruiu apenas a décima parte da cidade. Deve ser entendido como o derramamento de um juízo parcial de Deus para conduzir os homens ao respeito de Sua Palavra. Alguns crêem que a cidade mencionada aqui é símbolo da França; outros, que representa o papado, o qual era apoiado pelos dez reis ou nações (Apocalipse 17:18, 12, 13). O terremoto seria o aprisionamento do papa em 1798. A França é um destes dez reis e seria a décima parte que caiu por um curto tempo; que se levantou contra toda manifestação religiosa. As 7.000 pessoas que morreram poderiam ser entendidas como a realeza que perdeu seus títulos de nobreza e foram mortos. Isto despertou terror a princípio, e os levou mais tarde a glorificar a Deus quando voltaram a aceitar a Bíblia e a religião.” – SRA/EP, p. 130.

Décima parte – “Uma das dez pontas ou divisões do Império Romano. Neste caso, a França.”  – LES892, p. 164.

11:14 É passado o segundo ai; eis que cedo vem o terceiro.

11:15 E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: O reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos.

                A sétima trombeta – “O fim do mundo.” – LES892, p. 125.

“A sétima trombeta apresenta o tempo do fim quando o remanescente fiel proclamaria o evangelho eterno e a mensagem dos três anjos a todo o mundo.” – SRA/EP, p. 134.

11:16 E os vinte e quatro anciãos, que estão assentados em seus tronos diante de Deus, prostraram-se sobre seus rostos e adoraram a Deus,

11:17 dizendo: Graças te damos, Senhor Deus Todo-Poderoso, que és, e que eras, porque tens tomado o teu grande poder, e começaste a reinar.

11:18 Iraram-se, na verdade, as nações; então veio a tua ira, e o tempo de serem julgados os mortos, e o tempo de dares recompensa aos teus servos, os profetas, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra.

Graças Te damos – O Hino de Ações de Graça. Após a declaração de triunfo, os vinte e quatro anciãos entoam um hino de agradecimento a Deus pela vitória que Ele alcançou sobre os poderes do mal (Apoc. 11:16-18). A vitória da ira de Deus é um assunto importante no livro do Apocalipse. (Comparar com Apoc. 6:12-17; 14:9-11 e 17:20; 15:5-8; 16:17-21.)

“Em suas ações de graça, os anciãos fazem alusão ao julgamento dos que morreram. O texto se refere à recompensa da vida eterna para os justos e da pena de morte para os ímpios.” – LES892, p. 166.

11:19 Abriu-se o santuário de Deus que está no céu, e no seu santuário foi vista a arca do seu pacto; e houve relâmpagos, vozes e trovões, e terremoto e grande saraivada.

Abriu-se o santuário – “As palavras de São João no sentido de que ‘abriu-se… o santuário de Deus, que se acha no Céu, e foi vista a arca da aliança no Seu santuário’, descrevem o lugar santíssimo, pois era ali que a arca estava. Foi ali que Jesus entrou ao se cumprirem os 2.300 dias, em 1844, o que nos permite entender que a partir dessa época entramos no período da sétima trombeta. Quando cristo sair do lugar santíssimo, terão terminado o juízo investigativo, Sua obra mediadora e o tempo da graça, e terão lugar as bodas do Cordeiro.” – SRA/EP, p. 134.

O começo do julgamento que precede o Segundo Advento. …’A arca do concerto de Deus está no santo dos santos, ou lugar santíssimo, que é o segundo compartimento do santuário. No ministério do tabernáculo terrestre, que servia como ‘exemplar e sombra das coisas celestiais’, este compartimento se abria somente no grande dia da expiação, para a purificação do santuário. Portanto, o anúncio de que o templo de Deus se abrira no Céu, e de que fora vista a arca de Seu concerto, indica a abertura do lugar santíssimo do santuário celestial, em 1844, ao entrar Cristo ali para efetuar a obra finalizadora da expiação. Os que pela fé seguiram seu Sumo sacerdote, ao iniciar Ele o ministério no lugar santíssimo, contemplaram a arca de Seu concerto. Como houvessem estudado o assunto do santuário, chegaram a compreender a mudança operada no ministério o Salvador, e viram que Ele agora oficiava diante da arca de Deus, pleiteando com Seu sangue em favor dos pecadores.” – O Grande Conflito, p. 433.

Arca da Aliança – “… a lei de Deus contida na ‘arca da Aliança’ celestial é o padrão do juízo final.” – LES963, lição 5, p. 4.

“Em que outra ocasião será aberto o templo de Deus no Céu, e revelado o conteúdo da arca?

Imediatamente antes da volta de Jesus. ‘Quando for aberto o templo de Deus no Céu, que ocasião triunfante será essa para todos os que têm sido fiéis e sinceros! No templo será vista a arca do concerto em que foram colocadas as duas tábuas de pedra, nas quais está escrita a lei de Deus. Essas tábuas de pedra serão tiradas de seu esconderijo, e nelas serão vistos os Dez Mandamentos gravados pelo dedo de Deus. Essas tábuas de pedra, que agora se encontram na arca do concerto, serão convincente testemunho da verdade e dos reclamos obrigatório da lei de Deus.” – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, pág. 972. (Ver também O Grande Conflito, p. 645.)” – LES892, p. 167.

Tempo – “Conforme foi predito nas Escrituras, o ministério de Cristo no santíssimo começou com a terminação dos dias proféticos em 1844. A este tempo se aplicam as palavras do revelador: ‘Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no Céu, e foi vista a arca da aliança no Seu santuário.’ Apoc. 11:19. A arca da aliança de Deus está no segundo compartimento do santuário. Quando Cristo ali entrou, para ministrar em favor do pecador, o santuário interior se abriu, e a arca de Deus foi posta foi posta ao alcance da vista.” – História da Redenção, p. 379. (Grifo acrescentado.)

“O começo e a terminação da mensagem do terceiro anjo estão dentro do período de tempo abrangido por Apocalipse 11:15-19. A cena se desenvolve depois do desapontamento de 22 de outubro de 1844, e culmina no fim do tempo da graça, quando os ímpios e os justos são separados para sempre (Apoc. 22:11).” – LES893, p. 98.

Santuário de Deus no Céu – “Deus ordenou a construção do santuário no deserto para que os crentes do Antigo Testamento tivessem uma lição objetiva das verdades espirituais e eternas. Os sacrifícios feitos e presenciados pelo povo eram dramáticos audiovisuais destinados a mostrar pateticamente a gravidade do pecado, assim como o preço do resgate que seria pago por nosso Senhor, a imensidade de Sua graça e os diversos aspectos do juízo divino e a erradicação final do pecado este mundo e do Universo.

“O tabernáculo do deserto foi substituído pelo templo de Salomão e este pelo de Zorobabel, que por sua vez foi substituído pelo de Herodes. No ano 70 se cumpriu a profecia de Jesus de que não ficaria pedra sobre pedra desse templo (São Mateus 24:1,1). Embora a Santa Bíblia diga que Deus deseja morar em nós, templos vivos (I Coríntios 3:16, 17), o Apocalipse fala do templo real, do qual o terrenal é só uma figura ou ilustração. O estudo do significado das diversas cerimônias do santuário terrenal e da obra de Cristo no santuário real nos dará uma compreensão mais profunda do plano de salvação e da erradicação completa do mal. …

“Existem outra referências no Apocalipse [além de 11:19] ao Santuário de Deus que está no Céu. Por exemplo: Apocalipse 7:15; 14:15, 17. São João descreve alguns móveis que viu nele, tais como o altar, a arca da aliança e o incensário (Apocalipse 8:3; 11:19). …

“Quem é o Sumo Sacerdote ministro desse verdadeiro tabernáculo? Hebreus 8:1, 2.

“Resp. São Paulo diz que é Jesus, ‘que se assentou à destra do trono da Majestade nos Céus, como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo…’

“Nota: Os sacerdotes do Antigo Testamento eram uma sobra ou ilustração do sacerdócio que cumpriria nosso senhor Jesus Cristo no santuário celestial.’ Ora, aqueles são feitos sacerdotes em maior número, porque são impedidos pela morte de continuar; este, no entanto, porque continua para sempre, tem o seu sacerdócio imutável’ (Hebreus 7:23, 24). No Novo Testamento cada crente, como integrante do corpo de Cristo (I Coríntios 12:27; Colossenses 1:18), é constituído sacerdote pelo Senhor (Apocalipse 1:6; I São Pedro 2:9, 10) com acesso direto a Deus por meio de Jesus Cristo (Hebreus 4:14-16). O único Sumo Sacerdote que temos no Novo Testamento é Jesus (hebreus 3:1; 7:24-27). …

“Os serviços do Santuário revelam, em símbolos, o grande amor de Deus e Seu plano para salvar-nos. Pois Ele nos ama muito.

“Efésios 3:18 nos fala da largura, do comprimento, da altura e da profundidade do amor de Deus. Muitos de nós acreditamos saber algo do que é o amor de Deus, mas nos séculos vindouros reconheceremos que compreendemos muito pouco.

“Colombo descobriu a América, mas que sabia ele de seus grandes lagos, rios, bosques e vales? Ele morreu sem conhecer muito do que havia descoberto. Assim também, muitos de nós descobrimos o amor de Deus, mas ele tem alturas, larguras e profundidades que não conhecemos. Esse amor é um imenso oceano e é necessário submergir nele para que conheçamos um pouco do que representa. (Moody)

“Nota: Em seu livro ‘Cristo no Santuário’, o Dr. Salim Japas mostra seis passos fundamentais da salvação que aparecem nítidos na simbologia do santuário: 1. Na porta do átrio é reconhecida a necessidade de salvação (Isaías 64:6). 2. No altar dos holocaustos é imputada a justiça de Cristo, ‘O Cordeiro de Deus’ (São João 1:29) imolado por nós. 3. No lavatório, a pureza da justiça de Cristo é comunicada no processo de santificação (Hebreus 12:6-11). 4. No altar de incenso, Jesus vive sempre para interceder por nós (Hebreus 7:24, 25). 5. No candelabro de ouro, o Espírito Santo testifica por Cristo em favor da Igreja (São Mateus 5:14-16). 6. Na arca do concerto estão a justiça e a misericórdia de Cristo (Apocalipse 22:3, 4). …

“A todo instante, Cristo intercede por nós no Santuário celestial, cancelando a dívida dos pecados pelos quais nos arrependemos, tendo-O aceitado como nosso Salvador e Mediador. Ele pode fazê-lo com eficácia, pois pagou nosso resgate com Seu sangue.” – SRA/EP, p. 71-74.

Por que foi combatida a mensagem do santuário? – “Muitos e tenazes foram os esforços feitos para subverter-lhes a fé. Ninguém poderia deixar de ver que, se o santuário terrestre era uma figura ou modelo do celestial, a lei depositada na arca, na Terra, era uma transcrição exata da lei na arca, que está no Céu; e que a aceitação da verdade concernente ao santuário celeste envolvia o reconhecimento dos requisitos da lei de Deus, e da obrigatoriedade do sábado do quarto mandamento. Aí estava o segredo da oposição atroz e decidida à exposição harmoniosa das Escrituras, que revelavam o ministério de Cristo no santuário celestial.” – O Grande Conflito, p. 435. (Destaque acrescentado.)

Publicado originalmente em: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com/2015/07/apocalipse-11.html

Bibliografia:

Anderson, Roy A., O Apocalipse Revelado, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES892 – Battistone, Joseph J. – Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES893 – Coffman, Carl – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1989, nº 375, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES963 – Gulley, Norman R. – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

SRA/EP – Belvedere, Daniel – Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

White, Ellen G., Primeiros Escritos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., 1987.

Seventh Day Adventist Bible Commentary.

White, Ellen G., Atos dos Apóstolos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .

White, Ellen G., Grande Conflito, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .

Strand, Kenneth A., Interpreting the Book of Revelation. Ann Arbor Publishers, Naples, Florida.

White, Ellen, G., Caminho a Cristo, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.



APOCALIPSE 10 –  ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
4 de abril de 2025, 1:30
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Texto bíblico: APOCALIPSE 10 – Primeiro leia a Bíblia

APOCALIPSE 10 – BLOG MUNDIAL

APOCALIPSE 10 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

APOCALIPSE 10 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)



APOCALIPSE 10 by Luís Uehara
4 de abril de 2025, 1:00
Filed under: Sem categoria

Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/ap/10

Apocalipse 10 está ligado à segunda metade de Daniel (Dn 7-12). A descrição do forte anjo de Apocalipse é idêntica à do homem vestido de linho em Daniel 10. Ambos levantam a mão direita ao céu e fazem um juramento (v. 6; Dn 12:7). Contudo, enquanto o homem vestido de linho declara uma profecia de tempo, o anjo poderoso declara que “já não haverá demora [em grego, chronos; literalmente, ‘tempo’]”. Estes detalhes indicam que Apocalipse 10 aponta para um tempo em que as profecias de Daniel seriam estudadas e compreendidas (a menção ao “livrinho aberto” no v. 2).

Na visão, João come o livrinho, que é doce na boca e amargo no estômago. Essa experiência profética apontava para o desapontamento do povo de Deus quando Cristo não retornou em 1844. O capítulo se encerra com o anjo dizendo a João que, apesar da amargura vivida, ele deveria continuar profetizando (v. 11). Da mesma maneira, apesar da experiência amarga, os servos de Deus deveriam continuar pregando a mensagem de salvação.

É durante a sétima trombeta que o “mistério de Deus” (v. 10) será concluído. Ele abrange todo o Plano da Salvação que a Divindade pôs em operação para salvar-nos e Jesus sendo recebido na glória (1 Timóteo 3:16). Esse “mistério de Deus”, juntamente com o Juízo Investigativo e a fase final da expiação, será concluído por Jesus ao final do soar da sétima trombeta, fechando-se assim a porta da graça.

Clacir Virmes Jr.
Professor de Novo Testamento
SALT – Seminário Latino-Americano de Teologia – Brasil

Kenneth Mathews, Jr.
Greeneville, Tenesse, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/rev/10
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara



APOCALIPSE 10 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
4 de abril de 2025, 0:50
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695  palavras

1 outro anjo forte. Este anjo pode ser identificado com Cristo […] Aqui, no papel de Senhor da história, Ele faz a proclamação do v. 6. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 882.

Esta cena também é paralela à imagem de Cristo em 1:13-16. Bíblia de Estudo Andrews.

2 um livrinho. Do gr. biblaridion, “rolo pequeno”. […]. Em contraste com o rolo (biblion) nas mãos de Deus (Ap 5:1), este rolinho é bem menor. CBASD, vol. 7, p. 882.

aberto. O verbo grego indica que o livro fora aberto e continuava assim. […] Sendo que a mensagem do anjo aborda o tempo e, presumivelmente, acontecimentos do tempo do fim, quando o livro de Daniel deveria perder o selo (Dn 12:4), é razoável concluir que o livrinho aberto na mão do anjo corresponda ao livro de Daniel. Quando o livrinho aberto é mostrado a João, as partes seladas da profecia de Daniel são reveladas. O elemento temporal, que aponta para o fim do período profético dos 2.300 anos, fica claro. Assim, a profecia de Apocalipse 10 se concentra no momento em que é feita a proclamação dos v. 6 e 7, a saber, de 1840 a 1844 [citações omitidas]. CBASD, vol. 7, p. 882.

em pé sobre o mar e sobre a terra. O mar e a terra são usados várias vezes para designar o mundo como um todo (ver Êx 20:4, 11; Sl 69:34). O anjo está de pé tanto sobre o mar quanto sobre a terra, indicando a proclamação mundial de sua mensagem e também seu poder e autoridade sobre o planeta. CBASD, vol. 7, p. 882.

4 Eu ia escrever […] guarda em segredo. João compreende as vozes dos sete trovões e se prepara para registrar a mensagem. […] Assim como Daniel, muito tempo antes, João é também ordenado a selar, ou guardar em segredo, a revelação que recebera. […] As mensagens dos sete trovões certamente não eram uma revelação para o o povo dos dias de João. Possivelmente estavam ligadas às mensagens a serem proclamadas no “tempo do fim”. CBASD, vol. 7, p. 883.

5, 6 levantou […] pelos séculos dos séculos. Clara alusão a Dn 12:4-7. Bíblia de Estudo Andrews.

5 Levantou a mão. Gesto característico de quem faz um juramento, tanto nos tempos antigos quanto hoje (ver Gn 14:22, 23; Dt 32:40; Ez 20:15; Dn 12:7). CBASD, vol. 7, p. 883.

7 O mistério de Deus. O mistério de Deus, aquilo que Ele revela a seus filhos, é Seu propósito para eles: o plano da redenção (comparar com 1Tm 3:16; T6, 19).CBASD, vol. 7, p. 883.

9 Devora-o. Devorar o livro pode ser interpretado como uma figura de linguagem para se compreender plenamente o significado da mensagem contida nele. CBASD, vol. 7, p. 884.

amargo ao teu estômago, mas, na tua boca, doce como o mel. Comparar com Ez 3:3. Assim como na experiência de Ezequiel, muitas vezes, as mensagens de Deus a Seus servos são uma mistura de doce e amargo, pois podem revelar tanto Seu amor quanto Seus juízos. Os profetas de Deus sentem tanto a alegria de receber uma visão divina quanto a amargura de proferir mensagens de repreensão aos seres humanos. A experiência de João aqui pode ser vista como um tipo daquilo que sentiram os que criam no advento durante os anos 1840 a 1844. Quando esses fiéis ouviram pela primeira vez a mensagem da iminente segunda vinda, ela lhes foi “doce como mel”. Mas, quando Cristo não veio conforme esperavam, sua experiência foi verdadeiramente amarga. CBASD, vol. 7, p. 884.

11 É necessário que ainda profetizes. O termo traduzido por “necessário” se encontra em posição enfático no grego. João, no papel de representante dos que creem no advento após o desapontamento de 1844, recebe a comissão de anunciar a mensagem. Uma grande obra ainda precisa ser feita. Os adventistas deveriam prosseguir e proclamar a mensagem do terceiro anjo. (Ap 14:9-12). CBASD, vol. 7, p. 884.  CBASD, vol. 7, p. 884.

Muitos povos. Depois que o sentido completo da terceira mensagem angélica clareou a mente dos primeiros adventistas, eles passaram a perceber, cada vez mais, que se tratava de uma mensagem para o mundo, a qual deveria ser proclamada “a muitos povos, e nações, e línguas, e reis” (ARC). Essa convicção resultou em um dos maiores programas de evangelização mundial já vistos em toda a história cristã, enquanto os adventistas do sétimo dia avançam proclamando “a cada bação, e tribo, e língua, e povo” (Ap 14:6) a mensagem a eles confiada. CBASD, vol. 7, p. 884, 885.



Apocalipse 10 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
4 de abril de 2025, 0:45
Filed under: Sem categoria

Após a sexta trombeta, encontramos profecias que antecedem o toque da sétima e última trombeta. João viu “Outro anjo forte” (v.1) e a descrição deste anjo se assemelha à visão que teve de Cristo no capítulo um. O arco-íris é um símbolo da aliança de misericórdia e justiça de Deus para com a humanidade, quando prometeu nunca mais destruir o mundo através de um dilúvio (Gn.9:12-15). Portanto, Jesus desceu pessoalmente para dar a João uma revelação sobremodo importante para o tempo do fim. Seus pés entre o mar e a terra simbolizam uma mensagem universal. Mas mesmo que Apocalipse seja uma revelação de Jesus para o homem, nem tudo nos é permitido compreender. Sobre “os sete trovões” (v.4) não foi permitido a João escrever, mostrando que Deus tem muito mais a nos revelar, mas que só a eternidade poderá explicar.

Jesus “tinha na mão um livrinho aberto” (v.2). O fato de estar aberto, mostra que é uma mensagem acessível a todos. Quando Daniel recebeu as visões e as terminou de escrever, foi-lhe dito: “Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará” (Dn.12:4). Ou seja, a mensagem do livro de Daniel só seria estudada e plenamente compreendida no tempo do fim. Portanto, “nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a sétima trombeta” (v.7), no tempo que antecede o retorno de Cristo à Terra, o livro de Daniel deixaria de ser um livro selado e passaria a ser um livro estudado e compreendido. Porém, quando João pediu que o anjo lhe desse o livrinho, foi-lhe dada uma ordem inusitada: “Toma-o e devora-o” (v.9). No que ele tomou o livrinho e o comeu, em sua boca, o sabor “era doce como mel”, mas ao chegar ao “estômago ficou amargo” (v.10). Era uma mensagem sobremodo doce, agradável, mas o resultado causaria amargor, decepção.

Esta profecia se cumpriu com precisão após a profecia dada a Daniel de “um tempo, dois tempos e metade de um tempo” (1260 anos, como vimos no estudo de Daniel, capítulo doze). Após 1798, com o fim da supremacia papal, houve um despertamento entre homens e mulheres de Deus que se dedicaram a estudar com minucioso cuidado as profecias do “livrinho” de Daniel. Os acontecimentos do aprisionamento do papa Pio VI, do grande terremoto de Lisboa, do dia escuro (19 de maio de 1780) e da queda de estrelas (13 de novembro de 1833), despertaram a muitos a estudar a Bíblia, especialmente as profecias de Daniel. Mas porque a mensagem deste livro é descrita como se o seu entendimento resultasse em amargor, decepção? Por que seria exatamente isto que aconteceria.

Em meados de 1800, dentre os que se dedicaram a estudar, com minúcia, o livro de Daniel, estava um fazendeiro batista chamado Guilherme Miller. Com profundo e sincero interesse, este homem do campo se dedicou ao exame deste livro e chegou à conclusão de que a profecia de Daniel 8:14 se referia ao segundo advento de Cristo. Apesar da sua descoberta, Miller passou muitos anos sem revelar a outros seu entendimento, até que Deus lhe confirmasse de que ele deveria pregar esta mensagem. Embora o cálculo do tempo das duas mil e trezentas tardes e manhãs estivesse correto, o evento não se referia à volta de Jesus como Miller havia concluído. Certo de que deveria propagar esta revelação, sua voz foi ouvida e a mensagem espalhada. Foi quando Samuel Snow, estudando a purificação do santuário à luz do estudo sobre o santuário terrestre, concluiu que Jesus voltaria à Terra em 22 de outubro de 1844, conforme o calendário judaico apontava este dia como o dia da expiação (Lv.23:26-32). Houve grande comoção entre os crentes e o movimento milerita ganhou milhares de adeptos.

Então chegou o tão aguardado dia. Famílias inteiras abriram mão dos seus bens, comerciantes deixaram seus negócios; todos olhavam para o Céu na expectativa de logo avistar o seu Senhor e Salvador nas nuvens do céu. Mas quão grande foi a decepção ao perceberem que Jesus não voltaria! Choro, angústia e profunda amargura marcaram aquele fatídico dia! Muitos abandonaram a fé tão rápido quanto a aceitaram, outros, porém, convictos de que Deus não os deixaria na escuridão, dedicaram-se à oração e ao diligente exame das Escrituras a fim de entender o que havia acontecido. A partir deste incidente, Deus levantaria um povo para proclamar ao mundo o Seu último chamado. Foi assim que Hiram Edson recebeu de Deus a compreensão de que a purificação do santuário não se referia à Terra, mas ao santuário celeste. Jesus havia passado do lugar Santo para o lugar Santíssimo do santuário do Céu, dando início ao tempo do grande dia da expiação profético. Os registros de cada ser humano, desde então, seriam analisados e julgados, e apagados com o sangue do Cordeiro os pecados daqueles que se arrependeram, creram no Filho de Deus e buscaram viver conforme está escrito em Sua Palavra.

O último versículo explica porque haveria decepção, porque Jesus não voltou naquele tempo: “É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (v.11). Isto é, ali não era o fim, mas o início do tempo do fim. Hoje nós alcançamos este tempo de misericórdia antes que seja dado o último sonido da sétima trombeta. E estamos, de fato, vivendo no fim do tempo do fim. Jesus, finalmente, está às portas e “já não haverá demora” (v.6). Qual tem sido a nossa atitude frente de estarmos às vésperas de contemplar o Rei da Glória? Miller não foi enganado por uma mensagem falsa, mas foi instrumento de Deus para o cumprimento de uma profecia que culminaria no surgimento de uma igreja, do último movimento profético, que, como fez João Batista na primeira vinda de Jesus, despertaria o mundo para a Sua segunda vinda. Alcemos a voz e proclamemos em toda a Terra o derradeiro chamado, o último clamor de um Deus que nos diz: “Eis que venho sem demora” (Ap.22:7).

Santo Deus e Pai, bendito seja o Senhor que ilumina a nossa jornada rumo aos Céus com a luz da Tua Palavra! Já estamos no tempo em que não haverá demora. E a nossa maior e mais urgente necessidade é de um reavivamento da verdadeira piedade entre nós. Assim como o Senhor despertou Miller e tantos outros para estudar a Tua Palavra com oração e humildade, desperta-nos a vivermos assim, Pai, sempre escavando na mina da verdade e sendo preenchidos do Teu maravilhoso conhecimento. Estamos para encerrar este ciclo de estudos da Bíblia, mas Te pedimos que o Teu Espírito nos motive a perseverar no estudo das Escrituras e na oração até que se cumpra o que os mileritas tanto almejavam, que é o Dia da Tua volta. Prepara-nos para Te encontrar, nosso Deus! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, igreja do Deus vivo!

Rosana Garcia Barros

#Apocalipse10 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



APOCALIPSE 10 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
4 de abril de 2025, 0:40
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APOCALIPSE 10 – Aqui temos um parêntese entre a sexta e a sétima trombetas. Este capítulo introduz um poderoso anjo com um livrinho aberto e uma mensagem crucial da graça no tempo do fim.

A visão de Apocalipse 10 não é apenas um vislumbre do plano de Deus, é um chamado direto àqueles que desejam ser fiéis em meio aos eventos finais da história.

Enquanto Apocalipse 9 descreve juízos e a recusa da humanidade em arrepender-se, Apocalipse 10 traz esperança e uma missão: A proclamação da verdade de Deus, mesmo diante da oposição.

Jesus Se apresenta (Apocalipse 10:1-5) e entrega um livrinho – as profecias de Daniel – à igreja no tempo do fim (Apocalipse 10:6-8), o qual trouxe uma experiência (Apocalipse 10:9-10) inicialmente doce, mas depois tornou-se amarga – processo de compreensão das profecias, especialmente do advento de Cristo. O clímax da profecia é o versículo 11: A verdade nua e crua deve ser urgente e devidamente proclamada.

Historicamente, essa profecia se refere ao Grande Desapontamento em outubro de 1844, quando crentes piedosos e estudiosos da Bíblia esperavam o segundo advento de Cristo com base em Daniel 8; porém, experimentaram grande tristeza ao perceber que haviam interpretado mal o evento.

• Nossa jornada espiritual pode envolver alegrias e desapontamentos, contudo Deus nos chama a perseverar, insistir e persistir em proclamar o evangelho.
• Verdadeiros servos de Deus não desistem diante dos desafios.
• Assim como João foi chamado a profetizar novamente, Deus nos chama hoje a sermos testemunhas fiéis nos últimos dias.
• Não importa as lutas que enfrentamos, a verdade deve ser anunciada.

Diante da manifestação do mal nas trombetas anteriores, Cristo Se manifesta com poder e majestade, a fim de promover a pregação do verdadeiro evangelho com grande autoridade a fim de impactar a humanidade. Assim, “a pregação do evangelho terminará pouco antes da sétima trombeta… O ‘tempo do fim’ inclui a proclamação final do evangelho (ver Ap 14:6-7)” (Bíblia Andrews).

Um paralelo entre Apocalipse 10:11 e 14:6 com vocábulos semelhantes – “povos, nações, línguas e reis” – “revela que o conteúdo” da passagem de Apocalipse 14:6-13 “é a mensagem que precisa ser dada” (Bíblia Andrews).

A Palavra de Deus será cumprida no tempo certo (Apocalipse 10:7), enquanto isso, a missão não deve parar: Mesmo após dificuldades, devemos continuar pregando!

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



APOCALIPSE 10 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS by Jeferson Quimelli
4 de abril de 2025, 0:30
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3346 palavras (texto bíblico e referências inclusas)

Os sete trovões – João e o livrinho

“Apocalipse 10 mostra o aparecimento do remanescente fiel como resultado do desapontamento de 1844.” – SRA/EP, p. 140.

“Os acontecimentos de Apocalipse 10 ocorrem entre o ponto culminante da sexta trombeta em 1840 e a conclusão da profecia dos 2.300 anos em 1844, quando começou a soar a sétima trombeta.” – LES892, p. 147.

10:1 E vi outro anjo forte que descia do céu, vestido de uma nuvem; por cima da sua cabeça estava o arco-íris; o seu rosto era como o sol, e os seus pés como colunas de fogo,

                E vi outro anjo… – “João vê o anjo diretamente da presença de Deus, envolto numa nuvem. (Ver. Sal. 104:3; Dan. 7:13; S. Mat. 24:30.) Ele tem um arco-íris sobre a cabeça. (Ver Ezeq. 1:26-28.) Seu rosto brilha como o Sol (comparar com Mal. 4:2), e os pés e as pernas parecem ser colunas de fogo (comparar com Êxo. 13:21 e 22; 14:19 e 24). Ao descrever o ‘Anjo forte’, João serve-se de expressões e figuras do Antigo Testamento. Há continuidade na revelação divina.”  – LES892, p. 147.

10:2 e tinha na mão um livrinho aberto. Pôs o seu pé direito sobre o mar, e o esquerdo sobre a terra,

Pés…livrinho – “O Anjo tem o pé direito sobre o mar e o esquerdo sobre a terra, simbolizando a absoluta soberania de Deus sobre a Terra. Ele segura um livrinho ou pequeno rolo que transporta uma mensagem por breve período de tempo.” – LES892, p. 147.

Cristo apareceu a João – “O Anjo forte que instruiu a João não era outro personagem senão Jesus Cristo. Pondo o pé direito sobre o mar e o esquerdo sobre a terra seca, Ele mostra a parte que desempenha nas cenas finais do grande conflito com Satanás. Essa posição denota Seu supremo poder e autoridade sobre toda a Terra.” – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 971, citado em LES892, p. 148.

“Como estas passagens identificam o Anjo de Apocalipse 10 com a pessoa de Cristo?

“Dan. 7:13: Dirige-Se ao trono do julgamento numa nuvem.

“Ezeq. 1:26-28:Há um arco-íris onde Ele Se encontra.

“S. Mat. 17:2: Rosto como o Sol.

“Apoc. 1:15: Pés como fogo.” – LES892, p. 148.

                O livrinho e Daniel 12 – “Daniel 12 constitui importante pano de fundo para a visão profética relatada em Apocalipse 10. A descrição do Anjo, a referência ao Seu juramento e o livrinho ou rolo compõem os elos de ligação entre os dois capítulos. Em ambos os lugares o conteúdo atribuído ao livrinho tem que ver com o tempo. Foi ordenado que Daniel fechasse e selasse o livro até o tempo do fim. João escreveu a respeito do tempo do fim, indicando a correlação entre as duas visões.” – LES892, p. 148.

O livrinho representa o livro de Daniel – “Fora ordenado a Daniel: ‘Encerra as palavras e sela o livro, até o tempo do fim.’ Cap. 12:4. Esta admoestação se aplica particularmente à parte das profecias de Daniel que trata dos últimos dias… e, sem dúvida, especialmente ao fator do tempo dos 2.300 dias (Cap. 8:14), pois se relaciona com a pregação das mensagens do primeiro, do segundo e do terceiro anjos (Apoc. 14:6-12). Visto que a mensagem do Anjo que estamos considerando trata do tempo e presumivelmente de acontecimentos no tempo do fim, quando o livro de Daniel deveria ser desselado (Dan. 12:4), parece ser razoável deduzir que o livrinho aberto na mão do Anjo era o livro de Daniel. Com a apresentação a João do livrinho aberto, são reveladas as partes seladas da profecia de Daniel. O fator do tempo, indicando o fim das profecias dos 2.300 dias, torna-se claro. Conseqüentemente, o capítulo em apreço focaliza o tempo em que foi feita a proclamação dos versos 6 e 7, isto é, durante os anos 1840 e 1844.” – SDABC, vol. 7, p. 797, citado em LES892, p. 148.

Livrinho aberto – “As profecias de Daniel são desseladas. ‘Daniel estará na sua sorte, no fim dos dias. João vê o livrinho desselado. Então as profecias de Daniel têm seu devido lugar nas mensagens do primeiro, segundo e terceiro anjos, que devem ser transmitidas ao mundo. O desselamento do livrinho era a mensagem em relação com o tempo. Os livros de Daniel e Apocalipse são um. Um é profecia, o outro revelação; um é um livro selado, o outro um livro aberto.’ – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, pág. 971.” – LES892, p. 149.

2300 anos (Dan. 8:14; 9:24-27) – “457 A.C.: Decreto de Artaxerxes para restaurar o templo e o governo em Jerusalém.

“27 A.D.: Início do ministério de Cristo como o Messias.

“31. A.D.: A morte de Cristo na cruz fez com que cessassem os sacrifícios. Os serviços e as cerimônias do santuário terrestre encontraram o seu antítipo.

“34 A.D.: Apedrejamento de Estêvão. É transmitido o evangelho aos gentios.

“1844 A.D.: Começa o Juízo Investigativo no santuário celestial.” – LES892, p. 152

10:3 e clamou com grande voz, assim como ruge o leão; e quando clamou, os sete trovões fizeram soar as suas vozes.

Rugido de leão/vozes dos 7 trovões – “Apoc. 10:3; comparar com Oséias 11:10; Amós 3:8” – LES892, p. 147 e 148.

10:4 Quando os sete trovões acabaram de soar eu já ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, que dizia: Sela o que os sete trovões falaram, e não o escrevas.

As vozes dos sete trovões – “Historicamente, a sexta trombeta terminou em 1840 (Apoc. 9:15). A sétima trombeta, ‘o tempo determinado para que sejam julgados os mortos’ (Apoc. 11:18), quando se abriu ‘o santuário [ou templo] de Deus, que se acha no Céu’ (Apoc. 11:19), começou em 1844. Os acontecimentos de Apocalipse 10:8-10 simbolizam os eventos históricos entre 1840 e 1844. nesse período ocorreram os desapontamentos de 21 de março de 1843 e 22 de outubro de 1844. Os crentes no Advento compreenderam em parte Daniel 8:14, mas não entenderam devidamente a natureza dos acontecimentos que ocorreriam no fim da profecia dos 2.300 anos. Os sete trovões soaram antes do início da sétima trombeta com sua proclamação de que o tempo chegaria ao fim. Os trovões constituíram uma previsão divina da experiência do povo de Deus entre 1840 e 1844. João recebeu a ordem de não escrever o que ouvira porque o povo de Deus devia ser provado pelas agridoces experiências relacionadas com a sua expectativa da vinda de Cristo em 1844.” – LES892, p. 149 e 150. (destaque acrescentado)

10:5 O anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita ao céu,

10:6 e jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o qual criou o céu e o que nele há, e a terra e o que nela há, e o mar e o que nele há, que não haveria mais demora,

Já não haverá demora – “O povo de Deus seria provado. ‘A luz especial concedida a João, que foi expressa nos sete trovões, constituiu a delineação de eventos que sucederiam sob as mensagens do primeiro e segundo anjos. Não seria conveniente que as pessoas conhecessem essas coisas, pois sua fé precisava ser provada. Na ordem de Deus seriam proclamadas verdades muito maravilhosas e avançadas. As mensagens do primeiro e do segundo anjo deviam ser proclamadas, mas não seria revelada nova luz antes que essas mensagens realizassem sua obra específica. Isto é representado pelo anjo com um pé sobre o mar, proclamando com soleníssimo juramento que já não haveria demora.’ – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, pág. 971.” – LES892, p. 149 e 150.

Renovado interesse no Segundo Advento de Cristo. No começo do século dezenove, a Europa e a América testemunharam renovado interesse na doutrina da Segunda Vinda de Jesus. Com a atenção concentrada no Novo testamento, cada vez maior número de cristãos procedentes de várias denominações começaram a questionar o conceito tradicional, que interpretava a Segunda Vinda como um acontecimento que ocorreria no futuro distante – depois do Milênio (pós-milenialismo). Após estudar meticulosamente as profecias de Daniel e Apocalipse, os adventistas rejeitaram o conceito pós-milenial sobre o Segundo Advento e começaram a proclamar com grande fervor a breve volta de Cristo.

“Entre os que ensinavam a breve volta de Cristo destacou-se um sacerdote católico romano do Chile – Manuel de Lacunza – bem como pregadores ingleses e escoceses, como Eduardo Irving, Henry Drummond e Alexandre Keith. Por meio das pregações de José Wolf, a mensagem da breve volta de Jesus foi levada ao Oriente Médio e à Ásia. Na Escandinávia, crianças foram inspiradas a proclamar as boas-novas. O clero da igreja oficial opôs-se à mensagem.

A pregação de Guilherme Miller. O mais eminente pregador entre os primeiros adventistas foi um agricultor de Low Hampton, Nova Iorque, chamando [sic] Guilherme Miller. Suas objeções ao pós-milenialismo provieram de diligente estudo das Escrituras, com especial atenção a Daniel 8:14. Suas pregações poderosas e convincentes deram grande ímpeto ao Movimento do Advento da América. O que distinguiu as pregações de Miller não foi o seu ponto de vista pré-milenial, pois outros partilhavam do mesmo conceito, mas seu interesse no tempo profético, com Ênfase a acontecimentos e datas específicas. Ele deduziu que a profecia dos 2.300 dias de Daniel apontava para a Segunda Vinda de Jesus, e chegou à conclusão de que ela ocorreria em 1844.” – LES892, p. 149.

10:7 mas que nos dias da voz do sétimo anjo, quando este estivesse para tocar a trombeta, se cumpriria o mistério de Deus, como anunciou aos seus servos, os profetas.

Mistério – “Os textos mencionados a seguir contêm a palavra mistério…:

“Rom. 11:25: ‘Esse mistério’ – o trato de Deus com Israel e sua salvação futura.

“I Cor. 15:51: ‘Eis que vos digo um mistério’ – a transformação pela qual passarão os crentes quando Cristo voltar.

“Efés. 1:9 e 10: ‘O mistério da Sua vontade’ – o povo de Deus unido com Ele na herança eterna.

“Efés. 6:19: ‘O mistério do evangelho’ – a graça de Deus que tinha estado oculta aos gentios, mas agora lhes foi revelada.

“Coloss. 4:3: ‘Mistério de Cristo’ – as coisas de Deus reveladas por meio de Cristo.

II Tess. 2:7: ‘O mistério da iniqüidade’ – refere-se a um poder que  se caracteriza pela ilegalidade; Satanás e seus agentes.” – LES892, p. 151 e 152.

“A  palavra mistério, no Novo testamento, se refere aos segredos de que os servos de Deus se tornam conhecedores por revelação divina. Em Apocalipse 10:7, ‘o mistério de Deus’ é o Seu propósito salvífico, que será plenamente conhecido no fim da história humana. Com o toque da sétima trombeta, Deus efetuará o cumprimento do plano da redenção, que Ele concebeu antes da Criação do mundo e pôs em execução imediatamente depois que nossos primeiros pais caíram em pecado. Este plano encontrará sua finalidade no estabelecimento do reino de Deus para todo o sempre.” – LES892, p. 152.

Se cumpriria o mistério de Deus –                “O fim do tempo profético. O soar da sétima trombeta anuncia a etapa final da obra redentora da parte de Deus: ‘Nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de Deus, segundo Ele anunciou aos Seus servos, os profetas. ‘ verso 7. Esta proclamação assinala o fim das profecias e inicia os últimos dias.” – LES892, p. 151.

“Esse tempo, que o Anjo anuncia com solene juramento, não é o fim da história deste mundo, nem do tempo da graça, mas do tempo profético, que deve preceder o advento e nosso Senhor; isto é, as pessoas não terão outra mensagem sobre tempo definido. Depois desse período de tempo, que se estende de 1842 a 1844, não pode haver um delineamento definido do tempo profético. O cômputo mais longo se estende até o outono de 1844.” – Comentário de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 971, citado em LES892, p. 151.

10:8 A voz que eu do céu tinha ouvido tornou a falar comigo, e disse: Vai, e toma o livro que está aberto na mão do anjo que se acha em pé sobre o mar e sobre a terra.

10:9 E fui ter com o anjo e lhe pedi que me desse o livrinho. Disse-me ele: Toma-o, e come-o; ele fará amargo o teu ventre, mas na tua boca será doce como mel.

Disse-me ele: Toma-o, e come-o – “Depois da descrição de uma solene cena de juramento em que se assinala que no tempo do fim se cumpriria o mistério da salvação de Deus (Apocalipse 10:3-7), diz-se ao apóstolo São João, representando os crentes, que entre na cena profética.” – SRA/EP, p. 86.

Comer o livrinho – “A compreensão da verdade, a alegre aceitação da mensagem é representada pelo ato de comer o livrinho. A verdade sobre o tempo do advento de nosso Senhor foi uma preciosa mensagem para nossa alma.” – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 971, citado em LES892, p. 153.

“Estas passagens contêm alusões ao ato de comer no sentido figurado…:

“Sal. 19:7-10: As palavras de Deus são mais doces do que o mel.

“Sal. 119:103: Também afirma que as palavras de Deus são mais doces do que o mel.

“Jer. 15:16: O profeta comeu as palavras de Deus e elas lhe foram gozo e alegria para o coração.

“Ezeq. 3:1-3, 7 e 10: O profeta comeu o rolo e achou que era doce como o mel.

“O salmista e os profetas afirmam que as palavras e os juízos de Deus são mais doces do que o mel. João verifica que o pequeno rolo é doce, bem como amargo. Ele teve o privilégio de conhecer os segredos do propósito redentor da parte de Deus, mas com esse privilégio veio a responsabilidade de anunciar a crise vindoura; daí a experiência doce e amarga.” – LES892, p. 153

10:10 Tomei o livrinho da mão do anjo, e o comi; e na minha boca era doce como mel; mas depois que o comi, o meu ventre ficou amargo.

O livrinho doce/amargo – “A proclamação final do evangelho eterno destina-se a preparar um povo para o juízo, declarar o fim do tempo profético e anunciar a iminência da Segunda Vinda de Cristo. A mensagem do livrinho era doce para os que a ouviram. Tornou-se amarga quando Jesus não veio no tempo esperado (1844). Devemos alegrar-nos na vitória de Cristo e na gloriosa recompensa que receberemos como resultado dela. No entanto, o caminho para o reino é o caminho da cruz. Há aflição agora, e mais tarde haverá triunfo.” – LES892, p. 146 e 147.

“A idéia de que Jesus haveria de voltar em 1844 lhes foi doce como o mel. Mas o desapontamento foi intensamente amargo. Este não ocorreu por falta de revelação, visto que a Santa Bíblia dizia que Jesus não é sacerdote do santuário da Terra, mas do celestial (Hebreus 8:1, 2, 4, 5; 9:23, 24).” – SRA/EP, p. 86.

Livrinho amargo no estômago – “Os que proclamaram esta advertência [a mensagem do primeiro anjo] deram a mensagem devida no devido tempo. Mas, assim como os primitivos discípulos, baseados na profecia de Daniel 9, declararam – ‘O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo’ – ao mesmo tempo em que deixaram de perceber que a morte do Messias estava predita na mesma passagem, de igual modo, Miller e seus companheiros pregaram a mensagem baseados em Daniel 8:14 e Apocalipse 14:7, e deixaram de ver que havia ainda outras mensagens apresentadas em Apocalipse 14, que também deveriam ser dadas antes do advento do Senhor. Assim como os discípulos estiveram em reino quanto ao reino a ser estabelecido no fim das setenta semanas, também os adventistas se enganaram em relação ao fato a ocorrer à terminação dos 2.300 dias. Em ambos os casos houve aceitação de erros populares, ou antes, uma aderência a eles, cegando o espírito à verdade. Ambas as classes cumpriram a vontade de Deus, apresentando a mensagem que Ele desejava fosse dada, e ambas, pela sua própria compreensão errônea da respectiva mensagem, sofreram desapontamento.” – O Grande Conflito, p. 352.

“A mensagem da breve volta de Cristo atraiu milhares de pessoas para o movimento milerita na América do Norte. Quando se aproximou o outono de 1844, os crentes labutaram intensamente e com grande expectativa para levar avante a mensagem do Segundo Advento. Para muitos, nenhum sacrifício era demasiado grande. Suas esperanças e aspirações centralizavam-se no iminente retorno de Jesus. 22 de outubro de 1844 chegou e passou, deixando milhares de pessoas em profundo desapontamento.

O fervor dos primeiros adventistas. ‘Na primeira parte do período, alguns de nossos irmãos no norte de New Hampshire ficaram tão impressionados com a crença de que o Senhor chegaria antes de outro inverno, que não cultivaram os seus campos. Em meados de julho, … outros que haviam semeado e plantado em seus campos ficaram tão comovidos com o senso do imediato aparecimento do Senhor, que não puderam, para ser coerentes com sua fé, realizar as colheitas. Alguns, ao ir para os campos cortar os cereais, sentiram-se completamente incapazes de prosseguir, e, sujeitando-se ao senso do dever, deixaram as plantações no campo, para mostrar sua fé pelas obras e condenar assim o mundo. Isto estendeu-se rapidamente pelo norte da Nova Inglaterra.’ – J. N. Loughborough, The Great Second Advent Movemet, pág. 158.

O grande desapontamento. ‘Vi que os que estimavam a luz olhavam para o alto com ardente desejo, esperando que Jesus viesse e os levasse para Si. Logo uma nuvem passou sobre eles, e seus rostos ficaram tristes. Indaguei a causa desta nuvem, e foi-me mostrado que era o seu desapontamento. O tempo em que esperavam o seu Salvador havia passado, e Jesus não viera. Recaindo o desencorajamento sobre os expectantes, os ministros e líderes que eu havia visto antes, regozijaram-se, e todos os que haviam rejeitado a luz triunfaram grandemente, enquanto Satanás e seus anjos maus também exultavam.’ – Primeiros Escritos, p. 241.” – LES892, p. 154.    

Correlação com o desapontamento da cruz – “Embora Jesus lhes tivesse dito que morreria, eles não entenderam por que esperavam que Se manifestasse com o poder que há de revelar em Sua segunda vinda. Por isso, na hora da crucifixão experimentaram um amargo desapontamento que desanimou aos insinceros mas levou os crentes honestos a uma atitude de estudo e investigação. Há vários paralelos significativos entre a experiência dos discípulos e dos que sofreram o desapontamento de 1844. Os crentes que ficaram como remanescentes do desapontamento da cruz 1) experimentaram um angustioso desapontamento que os deixou fora de sua congregação judia, 2) Jesus lhes abriu o entendimento para que compreendessem o que estava escrito (São Lucas 24:25-27), 4) Receberam a ordem de pregar o que descobriram por revelação nas Sagradas Escrituras (São Lucas 24:45-48). …

“Assim como os apóstolos amavam Sua Igreja judaica e não pensavam deixa-la, os que passaram pelo desapontamento não tinham intenção de formar uma nova Igreja. Suas congregações, porém, tinham muitos erros doutrinários introduzidos pelo anticristo durante a Idade Média, e necessitavam do conhecimento de algumas verdades bíblicas essenciais. Além disso, muitos insinceros se uniram ao movimento por temos do juízo que viria, convertendo-se em pesado lastro. Assim, não poderiam pregar o Evangelho eterno de maneira pura e completa. Por isso Deus usou o estranho método que já havia utilizado com bons resultados na hora da Cruz: 1) Permitiu que experimentassem o desapontamento. 2) Assim foram expulsos de suas diversas congregações, e ao se encontrarem fora, formaram tacitamente uma nova congregação, com um denominador comum: investigação sincera e ardente da santa Bíblia em busca de luz e resposta celestiais, e as receberam. 3) Redescobriram as verdades lançadas por terra. 4) Estiveram em condições de cumprir a ordem de pregar (como o fizera a Igreja primitiva) a todo mundo, e o estão fazendo, em obediência à ordem divina expressa na profecia.” – SRA/EP, p. 86 e 87.

10:11 Então me disseram: Importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas, e reis.

                Profetizes outra vez – “A última mensagem. ‘A dispensação do evangelho é o último período de graça que será concedido aos homens. Os que vivem sob esta dispensação de testes e provas, e, contudo, não são levados a arrepender-se e a obedecer, perecerão com os infiéis. Não haverá uma segunda prova. … Cristo comunica Sua justiça aos que consentem que Ele lhes tire os pecados.’ – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, págs. 971 e 972.” – LES892, p. 155.

“Depois do grande desapontamento de 1844, os crentes genuínos não abandonaram sua crença na Segunda Vinda de Cristo, ou a convicção de que o seu movimento era de origem divina. Renovado interesse no estudo da Bíblia resultou em mais clara compreensão da profecia. A breve volta de Jesus tornou-se uma grande certeza. A Igreja Adventista do Sétimo Dia foi estabelecida com a missão mundial de avisar o mundo de que Cristo voltará. Fundaram-se instituições médicas e educacionais em muitas partes do Globo. Foram erigidas igrejas, escolas, hospitais e casas publicadoras para ajudar a levar o evangelho eterno a toda nação, tribo, língua e povo. Os Adventistas do Sétimo Dia consideram sua vocação um cumprimento da profecia bíblica. Eles  devem desempenhar uma parte muito importante no soar da sétima trombeta (Apocalipse 11). Encaram com seriedade a ordem de Apocalipse 10:11: ‘Importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas e reis.’ – Almeida, antiga.” – LES892, p. 155 e 156.

Referências

Anderson, Roy A., O Apocalipse Revelado, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES892 – Battistone, Joseph J. – Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES893 – Coffman, Carl – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1989, nº 375, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES963 – Gulley, Norman R. – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

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