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Texto bíblico: ATOS 6 – Primeiro leia a Bíblia
ATOS 6 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/at/6
Que homem extraordinário era Estêvão, uma vida cheia da glória de Deus! Seu rosto contava a história de confiança, fé e crença em um Salvador ressuscitado. Ele sabia, sem sombra de dúvida, que seu Pai celestial estava com ele, evidenciado por um rosto resplandecente.
Em meio a falsas e maliciosas acusações dos líderes da sinagoga, a fé de Estêvão foi posta à prova. Versículo 8 – “[Estêvão,] homem cheio da graça e do poder de Deus, realizava grandes maravilhas e sinais entre o povo.” Oh, esses líderes não suportavam a ideia de alguém curando, pregando, ajudando.
Inspirados pelo príncipe das trevas, quatro “raposinhas” – inveja, ciúme, malícia e orgulho continuaram através dos tempos. Apesar de tudo o que os apóstolos fizeram para buscar homens cheios do Espírito Santo, orando com e por eles, e garantindo que seriam líderes fortes da igreja, as quatro raposinhas conseguiram segui-los em sua jornada, tentando aniquilar a igreja primitiva.
Vamos vestir toda a armadura de Deus para que também tenhamos rostos resplandecentes e gloriosos ao suportar adversidades, falsas acusações, perseguições e provações.
Karen Lewis
Estrategista Missionária. Celebration Seventh-day Adventist Church, Flórida, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/act/6
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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763 palavras
1 naqueles dias. Marca nova divisão no livro (cf 1.15). Bíblia Shedd.
O zelo missionário partiu dos crentes helenistas, menos tradicionais e desembaraçados do problema da língua, visto que o grego era língua franca do Império Romano. Bíblia Shedd.
Helenistas. Isto é Judeus de língua grega. Os helenistas eram judeus da diáspora que além de falar o grego, haviam absorvido em parte a cultura grega. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 182.
Hebreus. Estes eram os judeus que haviam nascido na Palestina, moravam ali e falavam a língua aramaica. CBASD, vol. 6, p. 182.
viúvas. A igreja tinha assumido a responsabilidade de seu cuidado (4:32-34; 1 Tm 5:3-16). Andrews Study Bible.
Aqui o velho problema da discriminação tinha emergido: as viúvas dos judeus gregos (ou de fala grega) eram consideradas forasteiras pelos judeus nativos e assim não estavam recebendo sua porção na distribuição de alimentos, provavelmente derivada em parte da generosa doação de 4.34-37. Bíblia de Genebra.
2 a palavra de Deus. Nesta organização inicial da igreja do Novo Testamento, dois ministérios estão listados: o ministério da palavra e oração (v. 4) e o ministério de satisfazer as necessidades físicas do povo, tal como servir à mesa. Bíblia de Genebra.
3 Sete homens. Era razoável que os apóstolos pensassem no número sete. Havia uma reverência pelo numero entre os judeus. CBASD, vol. 6, p. 183.
5 escolheram. Pelos nomes gregos se supõe que todos eram helenistas, inclusive um prosélito (gentio convertido ao judaísmo) cristão. Bíblia Shedd.
6 Apresentaram-nos. Provavelmente para exame, instrução, e é claro ordenação. CBASD, vol. 6, p. 185.
impuseram as mãos. Ação que simboliza uma doação, quer de bênção (Mc 10.16), cura (Mc 6.5), o Espírito Santo (At 8.17; 19.6) ou responsabilidade e autoridade para serviço (At 13.3; 1Tm 4.4). Bíblia Shedd.
8 Cheio de graça e poder. Graça e beleza de espírito deveriam acompanhar a proclamação da mensagem evangélica. O “poder” era a realização de milagres. Estevão devia ter a mesma plenitude de dons do Espírito que os doze. CBASD, vol. 6, p. 186.
9 Libertos. Descendentes dos judeus levados a Roma por Pompeu (63 a.C.) e logo libertos, junto com outros das regiões mencionadas. Bíblia Shedd.
10 Não podiam resistir. Literalmente, “não eram fortes para permanecer contra”. Esta experiência cumpriu a promessa de Cristo a Seus seguidores (Lc 21:15). CBASD, vol. 6, p. 187.
Sabedoria. Estevão foi o primeiro mestre da nova comunidade a ser destacado por sua sabedoria. […] Possuía uma clara visão da verdade e a habilidade para revelar verdades não percebidas até então. CBASD, vol. 6, p. 188.
11 Subornaram. Às vezes, esta palavra era usada para o ato de empregar, instigar ou instruir um agente secreto. CBASD, vol. 6, p. 188.
Incapazes de contradizer os argumentos de Estêvão a respeito de Jesus, os membros da Sinagoga [dos Libertos] espalharam falsas acusações sobre ele. No furor resultante, Estêvão foi arrastado ao Conselho [Sinédrio]. Andrews Study Bible.
blasfêmias contra Moisés e contra Deus. Estêvão só dizia, como está evidente no cap. 7, que Moisés, como Jesus – e como o próprio Estêvão – foi rejeitado pelo povo (7.35, 39). Isto não poderia ser tomado como blasfêmia contra Moisés e contra Deus. Bíblia de Genebra.
12 Sublevaram. Por meio das acusações falsas, agitaram o povo que testemunhara os milagres de Estevão. CBASD, vol. 6, p. 188.
13 lugar santo. O templo, para os judeus, era o lugar mais sagrado do mundo, o centro do universo, por ser a habitação de Deus. Bíblia Shedd.
Estêvão não falou contra o templo, mas somente declarou que Deus não estava confinado a um templo terreno, uma vez que o céu era Seu lar e Seu trono (7.48-50). Estêvão, na verdade, sustentava a lei mosaica e o seu ensino, especialmente naquilo que apontava para o Cristo vindouro (7.37-38). Bíblia de Genebra.
14 Esse Jesus. Mais uma vez, uma menção com desprezo, embora este nome soasse belo ao sair de lábios cristãos. CBASD, vol. 6, p. 189.
temos ouvido dizer que esse Jesus … mudará os costumes que Moisés nos deu. Estêvão percebendo que a fé cristã não se manteria dentro do judaísmo (cf Mc 7.18, 19; Mt 23.25, 26; Lc 11.39-41), antecipa a teologia universal de Paulo. Sua visão é de um cristianismo mundial, sem as restrições do judaísmo e da Lei. Bíblia Shedd.
Para Estêvão, Jesus, aquEle que está à direita do Pai no Céu (7:55-56), é o “Profeta como eu” que Moisés mesmo predisse que viria, a Pessoa definidora da História cujo significado extrapolaria o judaísmo. Similarmente, nem o tabernáculo nem o templo poderiam conter Deus (7:44-50). Estêvão está plenamente convicto de que a culminação de todo o Antigo Testamento é alcançado em Jesus. Andrews Study Bible.
15 Rosto de anjo. Seu rosto devia estar iluminado com um brilho divino. […] O rosto de Estevão se iluminou por sua proximidade de Cristo e pela luz da visão que estava prestes a ter de Jesus à destra de Deus. CBASD, vol. 6, p. 188.
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“Todos os que estavam assentados no Sinédrio, fitando os olhos em Estêvão, viram o seu rosto como se fosse rosto de anjo” (v.15).
Quando estudamos nos evangelhos os dois episódios da multiplicação de pães e peixes, algo chamou a minha atenção. Na primeira multiplicação, sobraram 12 cestos cheios de alimento. Já na segunda, sobraram 7 cestos. Então, pensei: O Senhor escolheu 12 discípulos, e, depois, 7 diáconos foram eleitos. A multiplicação, porém, não se tratava mais de alimento, mas de pessoas, pois “se multiplicava o número dos discípulos” (v.7). No lugar do pão e do peixe crescia “a Palavra de Deus” e “também muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé” (v.7). A igreja cristã estava crescendo e sendo alimentada pelo sólido e suficiente evangelho do reino.
Enquanto, porém, estivermos neste mundo de pecado, o ditado de que “quanto mais pessoas, mais problemas” continuará sendo uma realidade. Não foi diferente com a igreja primitiva. “Multiplicando-se o número dos discípulos, houve murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas deles estavam sendo esquecidas na distribuição diária” (v.1). Estava acontecendo uma acepção entre as viúvas helenistas e as viúvas hebreias. Os helenistas eram judeus de fala grega convertidos ao cristianismo. Ainda havia um certo preconceito contra eles e esta questão precisava ser resolvida com urgência.
Numa convocação extraordinária, os doze apóstolos reuniram a igreja e propuseram a eleição de “sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria” (v.3), que ficariam encarregados de atender as necessidades da comunidade. Foram os primeiros diáconos da igreja cristã. Dentre eles, contudo, um merece considerável destaque: “Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo” (v.5). Devidamente investidos, os diáconos deram início a uma sagrada obra em comunhão com os discípulos. Era um trabalho tão importante quanto o “ministério da palavra” (v.4). O serviço daqueles sete diáconos proporcionou o crescimento e o fortalecimento da igreja cristã primitiva.
Estêvão, além de “servir às mesas” (v.2), “cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo” (v.8). Seu modo de falar deixava os líderes judeus sem palavras. Inspirado pelo Espírito Santo, suas palavras e obras despertaram tamanha inveja, que “o povo, os anciãos e os escribas […] o arrebataram, levando-o ao Sinédrio” (v.12). Mas apesar das testemunhas falsas, da ira que lhes consumia o coração e do temor de que aquele servo de Deus continuasse convertendo mais judeus, nada disso os impediu de contemplar, provavelmente, uma cena que jamais haviam visto: Iluminado pela glória do Invisível, cheio do Espírito e tomado de santo temor, o rosto de Estêvão brilhava como a face de um anjo.
Sobre Estêvão declara Ellen White:
“Não somente falava no poder do Espírito Santo, mas também era claro ser ele um estudioso das profecias, e instruído em todos os assuntos da lei. Habilmente defendia as verdades que advogava e derrotava completamente seus oponentes. Em relação a ele cumpriu-se a promessa: ‘Proponde pois em vossos corações não premeditar como haveis de responder; porque Eu vos darei boca e sabedoria a que não poderão resistir nem contradizer todos quantos se vos opuserem’. Lucas 21:14, 15” (Atos dos Apóstolos, CPB, p. 54). Ninguém conseguia refutar as palavras de Estêvão porque, na verdade, não eram palavras dele, mas do Espírito Santo.
Entrega completa, amados, requer renúncia completa e completa dependência de Cristo. Estêvão estava disposto a sofrer o que fosse por amor a Jesus. Não havia ninguém ou nada que ele amasse mais do que a seu Salvador. E o mesmo brilho que um dia foi revelado no rosto de Moisés foi visto no rosto de Estêvão. Jesus deseja refletir o Seu brilho em nossa face, hoje. Ele deseja fazer de mim e de você Suas testemunhas. A mudança feita pelo Espírito Santo no coração de Estêvão, foi revelada em suas palavras e fisionomia. Permita que esta mesma mudança alcance o seu coração, e o seu exterior brilhará “mais e mais até ser dia perfeito” (Pv.4:18).
Que se cumpra em nossa geração o que foi profetizado: “Servos de Deus, com o rosto iluminado e a resplandecer de santa consagração, apressar-se-ão de um lugar para outro para proclamar a mensagem do Céu. Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será dada a advertência. Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes” (O Grande Conflito, p.612).
Pai de amor, nosso Criador, louvado seja o Teu nome por mais um sábado! Neste dia queremos de forma especial nos consagrar à oração, ao ministério da Palavra e ao serviço aos nossos semelhantes. Enche-nos, Senhor, de Tua graça e poder! Ainda que se levantem acusadores e inimigos contra nós, concede-nos o Espírito Santo e a santa paz que inundou o coração de Estêvão e irradiou em seu semblante. Purifica-nos e batiza-nos com Teu Santo Espírito! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, cheios de graça e poder !
Rosana Garcia Barros
#Atos6 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ATOS 6 – “A nomeação dos sete, como são chamados por Lucas (At 6:3; cf. 21:8), foi a primeira divisão do ministério além dos apóstolos a fim de satisfazer as necessidades das congregações individuais. Sua nomeação, porém, teve um enorme impacto na missão mundial da igreja, pois eles – e aqueles associados a eles – se tornaram os primeiros missionários cristãos a pregar o evangelho além das fronteiras judaicas (At 8:1, 4-8, 26-40; 11:19-21) e, assim, começar de fato a cumprir a missão de Atos 1:8)” (Wilson Paroschi).
Assim como Jesus organizou seus discípulos para o ministério, a Igreja Cristã seguiu Seu exemplo; hoje também é fundamental essa organização a fim de garantir que cada membro tenha um papel claro e significativo no avanço do Reino de Deus. Os apóstolos fizeram isso, e foi uma bênção ao avanço da missão evangelística em meio a titânicos desafios (Atos 6:1-15).
Estêvão “foi nomeado como um dos sete homens escolhidos pela igreja de Jerusalém e ordenado a supervisionar a distribuição de alimento aos membros necessitados (v. 1-6), conforme o sistema adotado pela nova igreja (At 4:32, 34-35). Os homens que desempenhavam esse ofício deviam ser ‘de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria’ (At 6:3)” (Dicionário Bíblico Adventista).
A escolha de líderes ‘de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria’ revela que a Igreja precisa de pessoas que vivam e pratiquem princípios éticos e espirituais, assegurando que as necessidades da congregação sejam atendidas com eficiência e amor.
A falta de uma estrutura administrativa leva ao caos (Atos 6:1). Mas a implementação de um sistema claro, como idealizado pelos discípulos (Atos 6:2), garante que as responsabilidades sejam distribuídas de maneira organizada, justa e eficientemente, evitando sobrecargas em líderes e membros (Atos 6:3-6), viabilizando a oração a fim de dar poder à pregação da Palavra de Deus.
• A organização da Igreja não apenas facilita o serviço local, como também prepara a congregação para cumprir a missão global, como demonstrado pelo papel dos sete na evangelização além das fronteiras judaicas.
• Uma boa organização promove um ambiente de colaboração e apoio mútuo, essencial para fortalecer a comunhão entre os membros e testemunhar do amor de Cristo de maneira eficaz.
Como cristãos, pertencemos ao corpo (Igreja) de Cristo. Cumpramos fielmente nossa missão! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ATOS 5 – Primeiro leia a Bíblia
ATOS 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/at/5
Safira tinha total conhecimento dos erros de seu marido (Atos 5:2). Nossa consciência fala com base em nosso conhecimento, e tomamos decisões a partir do que o Espírito nos diz sobre o certo e errado. Deus não força nossa consciência; escolher deliberadamente o que é errado, mesmo sabendo que nossa consciência nos alerta sobre o que é certo, é pecar contra o Espírito Santo. “A consciência é a voz de Deus, ouvida em meio ao conflito das paixões humanas; quando é resistida, o Espírito de Deus se entristece” (5T 120).
Mais adiante, em Atos 5:39-40, encontramos pessoas que, como sementes lançadas em solo rochoso, apesar de estarem impressionadas pela ação de Deus, rapidamente se afastaram da luz porque a Palavra não havia criado raízes profundas nelas.
Estamos hoje realmente ouvindo o Espírito Santo ou apenas tratando Seus chamados como um simples “sentimento”? Estamos enraizados na Palavra de modo suficiente que nos impeça de nos endurecermos diante das mensagens importantes de Deus?
Eu procuro ser sensível ao precioso trabalho do Espírito, que me orienta a evitar o caminho errado e a seguir o certo. Espero que você também esteja se submetendo à liderança do Espírito Santo.
Melissa Joyeeta Das
Estudante do Seminário Adventista de Bangladesh
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/act/5
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1 Entretanto. Há um forte contraste entre a generosidade bondosa de Barnabé e a avareza de Ananias e Safira. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 169.
2 Sua mulher. Fica claro que Safira foi uma cúmplice voluntaria. O pecado do casal foi planejado. CBASD, vol. 6, p. 169.
Reteve. A mesma palavra no grego descreve a ação de Acã na Septuaginta (Js 7.1). Bíblia Shedd.
A mera retenção de parte do preço da venda não seria, em si, um pecado. Na verdade, Ananias não tinha obrigação de dar nada. O dinheiro era dele podia dar todo ou apenas parte. Mas ele doou uma parte e agiu como se fosse tudo. Nisso consistiu o engano, que era uma mentira premeditada. CBASD, vol. 6, p. 169.
O testemunho de toda a igreja estava em risco por causa do pecado de uns poucos (cf Lv 10.1-2; Nm 16.23-35; Js 7.19-25; 2Sm 6.1-7). Bíblia de Genebra.
3 Satanás enchesse o seu coração. Realça-se a continuada atividade de Satanás (v. Lc 22.3; Jo 13.2, 27; 1Pe 5.8). Bíblia de Estudo NVI Vida.
mentisses ao Espírito Santo. No v. 4 Pedro diz a Ananias que ele tinha mentido a Deus. As palavras de Pedro indicam que o Espírito Santo é Deus (v. 9). Bíblia de Genebra.
O Espírito Santo é claramente pessoal e identificado com Deus no v. 4. Bíblia Shedd
9 Porque vocês entraram em acordo para tentar o Espírito do Senhor? Se nenhuma consequência drástica tivesse se seguido a esse ato de pecado, os resultados entre os crentes teriam sido mais graves quando se tomasse conhecimento da fraude. Não somente pareceria lucrativa a desonestidade, mas também se chegaria à conclusão de que o Espírito podia ser logrado. Era importante haver diretrizes definidas desde o início, a fim de não restarem dúvidas quanto ao fato de Deus não tolerar esse tipo de hipocrisia e de fraude. Bíblia de Estudo NVI Vida.
11 igreja. Usada aqui pela primeira vez em Atos. Andrews Study Bible.
12 Pórtico de Salomão. Uma galeria coberta com duas fileiras de colunas … do lado leste do átrio dos gentios no templo. Era o local mais indicado para todos se reunirem para cultuar e receberem o ensino dos apóstolos. Bíblia Shedd.
13 dos restantes, ninguém ousava ajuntar-se a eles. Nenhum dos crentes insinceros e superficiais ousava se identificar com a igreja. Os padrões de moralidade eram altos. Bíblia de Genebra.
15 a sombra de Pedro. Corresponde a artigos como os lenços de Paulo (19.12) e a borda do manto de Jesus (Mt 9.20). Não era o caso de algum desses objetos materiais possuir qualidades mágicas, mas o mínimo artigo ou sombra representava um meio direto de contato com Jesus ou Seus apóstolos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
17,18 Os saduceus, o partido dos sacerdotes que controlavam o templo e seu serviço; foram os mais contestados pela pregação aberta de Cristo no recinto do templo (12; cf Mt 22.23n). Bíblia Shedd.
34 fariseu. partido popular dos judeus que dava ênfase à Lei como o caminho da salvação. Bíblia Shedd.
Gamaliel, renomado mestre de Paulo (22.3), representante da escola e Hilel, que favorecia uma interpretação mais liberal e humanizante da Lei. Bíblia Shedd.
40 açoitaram-nos. Os apóstolos receberam a tradicional “quarentena de açoites menos um” (2Co 11.24). Bíblia de Genebra.
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“Ide e, apresentando-vos no templo, dizei ao povo todas as palavras desta Vida” (v.20).
Com um só coração e alma, os apóstolos e demais membros da igreja primitiva estavam vivendo, na prática, o evangelho do reino. Vendendo suas propriedades, os valores eram entregues “aos pés dos apóstolos” (v.2), que distribuíam aos que tinham necessidade. Aquela obra era prova da mudança efetuada na vida dos novos conversos. Estava enraizado como doutrina entre os judeus que a prosperidade em todos os sentidos era sinal da aprovação de Deus, considerando os doentes e os pobres alvos da ira divina contra os seus pecados. A igreja cristã, porém, cheia do poder do Espírito Santo, compreendeu o cerne do evangelho, que não se trata de uma próspera aparência, mas de ter Jesus Cristo e Suas palavras atuando na vida de forma que esta se torne tão-somente uma manifestação da vontade de Deus.
Ananias e Safira representam uma classe de professos cristãos que não entregaram o coração aos cuidados do Espírito Santo, de forma que, “levando o restante” (v.2), buscam aparentar aquilo que não possuem. Deus não exigiu dos novos conversos a venda de suas propriedades. Houve, contudo, uma obra do Espírito nos corações. Ao reter parte do valor da propriedade, Ananias “em acordo com sua mulher” (v.2) impediram a obra do Espírito Santo e permitiram que Satanás lhes enchesse o coração. Atitudes como esta não são tomadas da noite para o dia. Antes, são o resultado da rejeição aos apelos divinos e apego ao que é terreno e perecível. Aquele era um momento crucial na história da igreja cristã e o Senhor provou estar à frente de Seu povo lançando fora de Suas fileiras os impenitentes.
A sequência do capítulo toma um rumo completamente diferente de seu início. O contraste entre a covarde infidelidade do obstinado casal e a corajosa fidelidade dos apóstolos aponta para o grande conflito que se avoluma à medida em que nos aproximamos do fim. A generosidade dos novos conversos não visava promover a si mesmos, e sim a felicidade e bem-estar do outro. Sua bondade e discrição eram sinais evidentes da obra do Espírito Santo no coração. Não precisamos acender luzes em nossa direção. Precisamos permitir que o Espírito de Deus acenda a luz de Cristo em nosso coração, santificando nossas intenções, palavras e ações. Então, tudo o que fizermos será uma clara manifestação de “todas as palavras desta Vida” (v.20).
É impossível silenciar aqueles que são guiados pelo Espírito. “Deus outorgou” o dom do Espírito Santo “aos que Lhe obedecem” (v.32). E ainda que perseguidos e severamente provados, são estes que se alegram “por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas” (v.41) por causa do nome de Jesus. Como foi com os apóstolos na prisão e no Sinédrio, Deus cuidará de Sua última igreja concedendo-lhe firmeza de caráter e fé inabalável. Neste tempo de oportunidade, enquanto os ventos são retidos pela longanimidade de um Deus de amor, cada dia representa um avanço na vida dos que amam a Deus e buscam a Sua aprovação. Seu lema de vida tem sido: “Antes importa obedecer a Deus do que aos homens” (v.29). E seus passos são guardados e firmados no áureo Caminho seguro.
O Senhor nos diz hoje: “Eu amo os que Me amam; os que Me procuram Me acham” (Pv.8:17). Muito se fala em pregar o evangelho, e devemos fazê-lo, pois esta é a nossa missão. Mas precisamos lembrar que a primitiva pregação do evangelho não aconteceu até que o poder do Espírito Santo fosse derramado; poder que foi antecedido por um maravilhoso movimento de oração. Se queremos receber a promessa da chuva serôdia, precisamos, a cada dia, ser receptáculos da chuva temporã. Os primeiros raios do sol precisam nos encontrar em nosso lugar de oração a clamar pelo dom do Espírito. A obra do Senhor há de ser finalizada pelo remanescente que sai de seus refúgios de comunhão, “todos os dias”, na igreja “e de casa em casa”, e não cessam “de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo” (v.42). Uma obra que abalará o mundo, pois que não é humana, mas divina. Pois se “esta obra vem de homens, perecerá; mas, se é de Deus”, ninguém poderá destruí-la (v.38-39).
Jesus foi exaltado “a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de pecados” (v.31). Como o Israel espiritual de Deus, estamos dispostos a permitir que essa obra aconteça em nós? Estamos dispostos a renunciar tudo aquilo que nos afasta de Deus e dos propósitos que Ele tem em nossa vida? Aqueles homens e mulheres da primitiva piedade entregaram tudo no altar do Senhor, inclusive a própria vida. Que não sejamos achados mentindo “ao Espírito Santo” (v.3) nem tampouco “lutando contra Deus” (v.39). Mas que, cheios do Espírito, façamos parte dos restantes que dirão ao mundo, por preceito e por exemplo, “todas as palavras desta Vida” (v.20), ainda que caiam os céus.
Pai nosso, o relato de Ananias e Safira representa o triste fato de que nem todos os cristãos são de fato cristãos. O egoísmo, a avareza e o amor ao dinheiro tem corrompido muitos corações, a ponto de não mais se importarem em mentir pra alcançar seu objetivo. A inveja também tem sido uma verdadeira praga. Assim como os líderes judeus, por inveja, lançaram Pedro e João no cárcere, estamos nos aproximando do tempo em que muitos dos Teus filhos também perderão a sua liberdade. Senhor, se isso acontecer conosco, que nos alegremos por sermos dignos de sofrer afrontas por causa do Teu Nome e não cessemos de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo. Volta logo, Jesus! Em Teu nome oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, restantes do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Atos5 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ATOS 5 – Algumas pessoas acham que os julgamentos divinos no Antigo Testamento eram duros e drásticos comparados ao Novo Testamento. Na verdade, Deus não muda (Malaquias 3:6).
O Deus que enviou duas ursas para devorar 42 jovens zombadores do profeta Eliseu (II Reis 2:23-24) executou juízo sobre Ananias e Safira (Atos 5:1-10). No episódio de Eliseu, “um sinal exemplar era extremamente necessário para conter o crescimento da irreligião e mostrar às pessoas que terrível coisa é zombar das obras de Deus ou desprezar Seus ministros nomeados” (CBASD).
“É comum ver o Senhor enviando julgamentos especiais no começo de um novo período da história bíblica, como se Deus estivesse alertando Seu povo para o fato de que um recomeço não significa que as regras antigas mudaram. Depois do início do ministério no tabernáculo, Deus matou Nadabe e Abiú por terem oferecido ‘fogo estranho’ perante o Senhor (Lv. 10). Depois da primeira vitória de Israel na Terra Prometida, Deus ordenou que Acã fosse morto por ter tomado para si tesouros dos despojos de guerra que haviam sido inteiramente consagrados a Deus (Js 7). No início do reinado de Davi em Jerusalém, o novo rei providenciou para que a arca da aliança fosse levada para a capital, e Uzá foi morto por haver tocado na arca (2 Sm 6:1-7). Na sequência, “no começo do ministério de Eliseu, o ataque sofrido pelos jovens serviu de aviso claro de que o Senhor Deus de Elias ainda estava reinando e ainda levava Sua aliança a sério [2 Rs 2:23-24]”. E também, quando Ananias e Safira mentiram aos líderes da Igreja primitiva, Deus tirou a vida do casal (At 5)”, analisa Warren Wiersbe.
Do modo como Eliseu, “por cinquenta anos entrou e saiu pela porta de Betel, e foi de cidade em cidade, passando por entre ajuntamentos dos piores e mais rudes jovens ociosos e devassos, mas ninguém caçoou dele ou menosprezou suas qualificações como profeta do Altíssimo” (EGW), com a morte de Ananias e Safira “grande temor se apoderou de toda a igreja e de todos os que ouviram falar desses acontecimentos” (Atos 5:11).
O respeito e interesse pela igreja cresciam com a restauração holística das pessoas; porém, por inveja dos líderes religiosos levantou-se perseguição aos apóstolos (Atos 5:12-42). Infelizmente! – Heber Toth Armí.